Categoria: CONGRESSO EM FOCO

  • Pela quarta vez, Braga Netto tem pedido de liberdade negado

    Pela quarta vez, Braga Netto tem pedido de liberdade negado

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou um novo pedido de liberdade provisória apresentado pela defesa do General da reserva Walter Braga Netto, preso preventivamente desde dezembro de 2024. Com isso, o ex-ministro da Defesa e vice na chapa de Jair Bolsonaro em 2022 passa a contabilizar quatro respostas negativas.

    A defesa havia solicitado a soltura com base “tratamento igualitário em relação aos corréus” e invocou o princípio da isonomia, citando a decisão de 17 de julho, quando o ex-presidente recebeu uma série de medidas restritivas no lugar de uma prisão preventiva diante de indícios de obstrução de justiça. Moraes, no entanto, rejeitou o argumento.

    Moraes afirma que a conduta de Braga Netto (foto) justifica prisão, mesmo após fim da fase de instrução.

    Moraes afirma que a conduta de Braga Netto (foto) justifica prisão, mesmo após fim da fase de instrução.
    Pedro Ladeira/Folhapress

    Segundo o ministro, “a situação fática do réu Walter Souza Braga Netto é diferente de Jair Messias Bolsonaro, uma vez que os fundamentos para a manutenção da custódia cautelar são específicos às condutas do requerente”.

    Ordem pública em cheque

    De acordo com o ministro, há “relevantes indícios de que o investigado Walter Souza Braga Netto atuou ativamente nos atos relacionados à tentativa de Golpe de Estado e da Abolição do Estado Democrático de Direito”. Moraes afirmou que o ex-ministro teria exercido papel de “liderança, organização e financiamento” no planejamento das ações golpistas.

    A decisão também menciona o uso de “técnicas militares e terroristas” e até a possível execução de autoridades do Judiciário. A prisão preventiva, segundo Moraes, permanece justificada “para assegurar a aplicação da lei penal e resguardar a ordem pública” diante do “perigo gerado pelo estado de liberdade do custodiado”.

    Corréu de Bolsonaro na ação penal do golpe, Braga Netto responde, entre outras condutas, por ter financiado e orquestrado o plano “Punhal Verde e Amarelo”, quando militares aliados de seu grupo político tentaram assassinar o ministro Alexandre de Moraes, bem como o presidente Lula, recém eleito, e seu vice Geraldo Alckmin. Ele também é acusado de ter tentado obter vazamentos da delação premiada do Tenente-Coronel Mauro Cid.

    Instrução encerrada

    Em outro ponto, a defesa alegou que a instrução criminal já havia sido concluída, o que enfraqueceria os motivos para manter a prisão preventiva. No pedido, a defesa afirmou que “inexiste investigação ou ato instrutório a serem protegidos”, o que afastaria o risco que havia justificado a prisão inicialmente.

    Moraes refutou o pedido ao afirmar que “os requisitos do artigo 312 do Código de Processo Penal ainda permanecem presentes, justificando a manutenção da prisão cautelar”. Ele reforçou que o curso da ação penal deve ser protegido até sua conclusão e que a gravidade das condutas atribuídas ao general justifica a continuidade da custódia.

    O artigo citado pelo ministro afirma que a prisão preventiva poderá ser decretada “como garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria e de perigo gerado pelo estado de liberdade do imputado”.

    Veja a íntegra da decisão de Moraes.

  • Defesa de Bolsonaro pede revogação da prisão domiciliar

    Defesa de Bolsonaro pede revogação da prisão domiciliar

    A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou nesta quarta-feira (6) um agravo regimental no Supremo Tribunal Federal (STF) com pedido de reconsideração da decisão que impôs a ele prisão domiciliar. A medida foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes disante de indícios descumprimento de restrições impostas desde julho.

    Os advogados sustentam que a manifestação feita por Bolsonaro durante ato no Rio de Janeiro, que motivou sua prisão, não configura violação da ordem judicial. “Sua fala, a bem da verdade, restringiu-se a expressões genéricas de saudação”.

    Defesa de Bolsonaro também pede que a prisão domiciliar seja apreciada pela 1ª Turma do STF.

    Defesa de Bolsonaro também pede que a prisão domiciliar seja apreciada pela 1ª Turma do STF.Valter Campanato/Agência Brasil

    No ato de domingo (3) em Copacabana, Bolsonaro se pronunciou em videochamada aos manifestantes. “Boa tarde Copacabana, boa tarde meu Brasil, um abraço a todos. É pela nossa liberdade, estamos juntos. Obrigado a todos, é pela nossa liberdade, pelo nosso futuro, pelo nosso Brasil. Sempre estaremos juntos! Valeu!”, disse.

    Responsabilização por atos de terceiros

    No agravo, a defesa afirma que “avaliar que a saudação naquela manifestação pública será utilizada por partidários que atacam a Suprema Corte é responsabilizá-lo por atos de terceiros”. Os advogados alegam que não houve intenção de burlar a decisão anterior e alegam falhas na interpretação dos limites impostos.

    Segundo os juristas, “caracterizar a mera aparição e saudação de Jair Bolsonaro como descumprimento da medida cautelar imposta distorce a interpretação adequada da ordem judicial”.

    A defesa também questiona o uso do termo “material pré-fabricado” na decisão que decretou a prisão domiciliar e contesta que uma saudação genérica possa ser enquadrada como tentativa de coação ao STF.

    Além da revogação imediata da prisão, os advogados solicitam que a decisão seja submetida à Primeira Turma do STF. Para os autores do recurso, o novo entendimento sobre os limites das medidas impostas representa inovação que exige apreciação colegiada.

    Veja a íntegra do pedido.

  • Oposição diz ter 41 assinaturas por impeachment de Moraes

    Oposição diz ter 41 assinaturas por impeachment de Moraes

    A oposição no Senado anunciou nesta quinta-feira (7) que alcançou as 41 assinaturas necessárias para protocolar um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O movimento ganhou força após Moraes decretar, no início da semana, a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), medida que provocou forte reação da base bolsonarista no Congresso.

    A última assinatura, segundo o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), foi dada pelo senador Laércio Oliveira (PP-SE). Com isso, a oposição decidiu encerrar a obstrução dos trabalhos legislativos no Senado e desocupou a Mesa Diretora. Agora, o foco do grupo se volta para o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), a quem cabe decidir se o pedido será aceito e terá tramitação.

    “Estamos desobstruindo, e a oposição vai participar dos debates das pautas que interessam ao Brasil, para além das questões ideológicas”, afirmou Marinho. O andamento ou não do pedido depende do presidente do Senado. Davi Alcolumbre, porém, já declarou que não pretende pautar processos de impeachment contra Moraes ou qualquer outro ministro. “O Senado não será refém de ações que visem desestabilizar seu funcionamento”, afirmou Alcolumbre na quarta-feira (6), em nota.

    Senadores oposicionistas concedem entrevista coletiva após encerrar motim no plenário.

    Senadores oposicionistas concedem entrevista coletiva após encerrar motim no plenário.Saulo Cruz/Agência Senado

    Em coletiva à imprensa, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou o episódio como “histórico” e disse que o “extremismo de Moraes constrange seus pares”. Segundo ele, o ministro deveria se declarar impedido de relatar processos envolvendo o ex-presidente. Marinho, por sua vez, afirmou que Moraes cometeu crimes de responsabilidade, o que justificaria o pedido de impeachment.

    “Mesmo em um Senado em que há maioria de adeptos do governo, prevaleceu o Brasil”, declarou Marinho. “Esperamos que o presidente da Casa, ao receber este documento, reconheça a vontade da maioria e avalie de que forma o processo deve ser tratado.”

    A mobilização pelo afastamento de Moraes também foi impulsionada pelas sanções aplicadas pelo governo dos Estados Unidos contra o ministro, com base na Lei Magnitsky – que prevê o bloqueio de transações com instituições financeiras americanas em casos de violação de direitos humanos. A medida reacendeu as críticas da oposição à atuação de Moraes nos inquéritos relacionados a Bolsonaro, como os que tratam dos atos golpistas de 8 de janeiro e da suposta tentativa de golpe de Estado.

    A ofensiva bolsonarista no Congresso incluiu, ao longo da semana, a ocupação simultânea das Mesas Diretoras da Câmara e do Senado. O objetivo era forçar a tramitação de três pautas: o fim do foro privilegiado, a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e o impeachment de Alexandre de Moraes. Bolsonaristas afirmam que a Câmara votará a anistia e o fim da prerrogativa de parlamentares de serem julgados pelo Supremo Tribunal Federal.

    Governistas, no entanto, afirmam que não há qualquer acordo firmado para pautar os temas.

  • Presidente Lula veta 63 trechos do PL do Licenciamento Ambiental

    Presidente Lula veta 63 trechos do PL do Licenciamento Ambiental

    O presidente Lula vetou nesta sexta-feira (8) 63 trechos do novo Código de Licenciamento Ambiental, aprovado nas duas Casas Legislativas. O texto foi resultado de uma longa disputa no Congresso Nacional: parte dos parlamentares defendem que o projeto agiliza o licenciamento, retirando travas burocráticas do processo. Outra parcela, ligada ao Ministério do Meio Ambiente, alega que o projeto desmonta o aparato de fiscalização e proteção ambiental no Brasil.

    Os vetos serão submetidos à análise do Congresso Nacional, que deverá deliberar sobre o tema em sessão conjunta. O Planalto também planeja apresentar um texto alternativo ao projeto aprovado.

    Vetos de Lula foram orientação do Ministério do Meio Ambiente.

    Vetos de Lula foram orientação do Ministério do Meio Ambiente.
    Ricardo Stuckert / PR

    Os vetos foram fundamentados em estudos técnicos coordenados pela Casa Civil, com apoio do Ministério do Meio Ambiente. De acordo com a ministra Marina Silva, o governo atuou para garantir que o licenciamento ganhe “agilidade sem perda de qualidade” e que se mantenha “a integridade do licenciamento ambiental”.

    Entre os trechos vetados, está a ampliação da Licença por Adesão e Compromisso (LAC) para empreendimentos de médio potencial poluidor. Segundo o governo, essa permissão abriria margem para que projetos com risco ambiental relevante, como barragens de rejeitos, escapassem de uma análise técnica adequada. A licença permanece restrita a empreendimentos de baixo impacto, com parâmetros unificados.

    Outro ponto rejeitado foi a flexibilização da exigência de consulta a povos indígenas e comunidades quilombolas. O texto aprovado pelo Congresso previa ouvir apenas comunidades com terras homologadas ou tituladas. Para o governo, essa limitação excluía grupos em processo de reconhecimento e contrariava a Constituição. A ministra Marina Silva explicou que “o dispositivo que nos levou ao veto repõe o fato e estabelece que o processo de identificação que é feito pela Funai é a base sobre a qual se faz as consultas. E no caso dos quilombolas é a identificação feita pela Fundação Palmares”.

    Também foi vetado um artigo que retirava a obrigatoriedade de manifestação técnica dos gestores de Unidades de Conservação nos casos de empreendimentos que impactem diretamente essas áreas ou suas zonas de amortecimento. O governo argumenta que a medida fragilizaria a proteção ambiental em áreas sensíveis, ao afastar avaliações especializadas.

    Além disso, o presidente Lula vetou a proposta de licenciamento monofásico prevista para a Licença Ambiental Especial (LAE), que autorizaria a liberação simultânea de todas as licenças. A ministra Marina afirmou que “isso não permitirá que se façam licenciamentos simplificados. Não vai ser licenciamento monofásico. Todas as fases do licenciamento serão cumpridas”.

  • Moraes autoriza Bolsonaro a receber familiares no Dia dos Pais

    Moraes autoriza Bolsonaro a receber familiares no Dia dos Pais

    Em novo despacho, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ampliou temporariamente a lista de familiares autorizados a visitá-lo durante seu cumprimento de prisão domiciliar. A ampliação foi solicitada por sua defesa na sexta-feira (8) para que ele possa comemorar o Dia dos Pais.

    Bolsonaro já estava autorizado desde a quarta-feira (6) a receber seus parentes mais próximos: os filhos, com exceção do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), e sua esposa Michelle Bolsonaro. Demais parentes deveriam solicitar autorização prévia para entrar em sua residência.

    Apenas os filhos e a esposa de Bolsonaro podem visitá-lo sem autorização prévia do STF.

    Apenas os filhos e a esposa de Bolsonaro podem visitá-lo sem autorização prévia do STF.Valter Campanato/Agência Brasil

    Com o despacho, Bolsonaro poderá receber entre as 10h e 18h de domingo (10) o seus sogros Vicente de Paulo Reinaldo e Maisa Torres Antunes, sua nora Fernanda Antunes Figueira, seu irmão de criação Eduardo Antunes, sua neta Julia Sellier e mais os sobrinhos de Michelle, Alice e Arthur Torres, além da mãe de sua neta com Carlos Bolsonaro, Martha Selier.

    Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde segunda-feira (4) por, segundo Moraes, reiteradamente descumprir as medidas cautelares impostas no mês anterior. Bolsonaro estava proibido de utilizar redes sociais próprias ou de terceiros, mas permaneceu se pronunciando em publicações de aliados e familiares.

  • Projeto inclui crime de adultização digital no Código Penal

    Projeto inclui crime de adultização digital no Código Penal

    O deputado federal Dr. Zacharias Calil (União Brasil-GO) apresentou o projeto de lei 3840/2025, que inclui no Código Penal o crime de adultização digital de crianças e adolescentes. A proposta prevê pena de reclusão de três a seis anos, além de multa, para quem produzir, divulgar, publicar ou permitir a circulação de conteúdo audiovisual, fotográfico ou textual que exponha menores de forma sexualizada ou sugestiva.

    Segundo o texto do projeto, a adultização digital é definida como erotização precoce com o objetivo de “expor, induzir ou estimular criança ou adolescente a simular ato sexual ou carícias de conotação sexual; a destacar, de forma reiterada, zonas erógenas ou partes íntimas com propósito de excitação sexual do público; ou a executar comportamentos, coreografias, encenações ou falas próprios do universo sexual adulto, incompatíveis com sua condição peculiar de pessoa em desenvolvimento”.

    O projeto de lei prevê agravantes quando o crime for cometido por pais, padrastos, tutores ou responsáveis legais.

    O projeto de lei prevê agravantes quando o crime for cometido por pais, padrastos, tutores ou responsáveis legais.Freepik

    O projeto de lei também prevê agravantes quando o crime for cometido por pais, padrastos, tutores ou responsáveis legais, ou quando houver monetização direta ou indireta do conteúdo. As causas de aumento podem ser aplicadas cumulativamente.

    Na justificativa, Calil cita dados da ONG SaferNet Brasil e do Disque 100, que apontaram crescimento de 58% nas denúncias de abuso sexual infantil online em um ano, totalizando mais de 95 mil registros em 2023. “Esses números revelam não apenas a amplitude do problema, mas também a urgência de medidas legislativas específicas para combater novas formas de exploração sexual no meio digital”, afirma.

    O deputado menciona ainda casos recentes denunciados pela imprensa, que expuseram a exploração de crianças em redes sociais por meio de conteúdos aparentemente inofensivos, mas com conotação sexual. “A proposta busca concretizar mandamentos constitucionais e legais, criando um tipo penal próprio para a adultização digital”, completa.

    Redes sociais pautam a Câmara

    Após a grande repercussão de um vídeo do influenciador digital Felca, que expôs a presença e atuação de redes de pedófilos explorando conteúdos aparentemente inofensivos com conotação sexual, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou que a Casa deve priorizar, já na próxima semana, a votação de propostas voltadas ao combate da sexualização infantil.

    Motta destacou que a denúncia trouxe à tona um problema crescente nas redes sociais, que demanda “resposta rápida e eficaz” do Parlamento, e defendeu a aprovação de medidas que ampliem a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.

    Publicação do presidente da Câmara, Hugo Motta.

    Publicação do presidente da Câmara, Hugo Motta. Reprodução/X/Hugo Motta

    Leia a íntegra da proposta

  • Ao vivo: senadores sabatinam indicados para diretoria da ANA

    Ao vivo: senadores sabatinam indicados para diretoria da ANA

    A Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado realiza, nesta terça-feira (12), a sabatina de três indicados para a diretoria da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). São eles: Larissa Oliveira Rêgo, Cristiane Collet Battiston e Leonardo Góes Silva. Ao todo, o Senado sabatina 22 nomes nesta semana.

    Na reunião da última terça-feira (5), foram lidos os relatórios com parecer favorável às indicações. Caso sejam aprovados na comissão, os indicados ainda precisarão ter seus nomes confirmados pelo Plenário do Senado para assumir as funções na diretoria da agência.

    Papel da CMA e conexão com a ANA

    A Comissão de Meio Ambiente é responsável por analisar e opinar sobre temas relacionados à proteção do meio ambiente, conservação da natureza e gestão dos recursos hídricos, entre outros. Entre suas atribuições está o acompanhamento e a avaliação de agências reguladoras que atuam na área ambiental, como é o caso da ANA.

    A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico tem como missão implementar a Política Nacional de Recursos Hídricos, regular o uso da água e promover o acesso ao saneamento básico no país. A aprovação dos novos diretores é vista como etapa essencial para dar continuidade a projetos e políticas públicas na área.

    Leia ainda:

    Na mira de Alcolumbre: dois indicados podem ser rejeitados em sabatinas

  • Bolsonaro receberá vice-presidente da Câmara em casa

    Bolsonaro receberá vice-presidente da Câmara em casa

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou uma nova leva de visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília. A lista de quatro nomes conta com o primeiro vice-presidente da Câmara dos Deputados e seu colega de partido, deputado Altineu Côrtes (PL-RJ), e o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN).

    Moraes autorizou realização de exames médicos e visita de parlamentares ao ex-presidente.

    Moraes autorizou realização de exames médicos e visita de parlamentares ao ex-presidente.
    Valter Campanato/Agência Brasil

    Conforme o despacho, Altineu Côrtes poderá comparecer no dia 25, enquanto Rogério Marinho estará no dia 22. Além desses dois, Bolsonaro receberá o vice-prefeito de São Paulo, Coronel Mello Araujo, no dia 26, e o deputado estadual Tomé Abduch (PL-SP) no dia 27.

    Moraes também acatou um pedido da defesa de Bolsonaro para realizar uma bateria de exames no hospital DF Star no sábado (16), para investigar uma crise de refluxo e soluços que começou a se manifestar pouco antes da decretação de sua prisão domiciliar, no último dia 4. Ao final dos exames, ele deverá apresentar atestado de comparecimento.

    Confira a íntegra do despacho.

  • Senado chama Felca e big techs para falar sobre sexualização infantil

    Senado chama Felca e big techs para falar sobre sexualização infantil

    O youtuber Felipe Bressanim Pereira, mais conhecido como Felca, e representantes das principais big techs que atuam no Brasil serão convidados a participar de uma audiência pública no Senado para esclarecer denúncias sobre a circulação de conteúdos que expõem crianças e adolescentes à adultização e à sexualização precoce nas redes sociais.

    A iniciativa foi aprovada nesta quarta-feira (13) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a partir de requerimento apresentado pela senadora Eliziane Gama (PSD-MA).

    Leia o requerimento aprovado

    Vídeo de Felca sobre exploração da imagem de crianças e adolescentes viralizou e pautou o debate no Congresso.

    Vídeo de Felca sobre exploração da imagem de crianças e adolescentes viralizou e pautou o debate no Congresso.Reprodução/Youtube

    O encontro pretende reunir empresas como Meta, YouTube, Telegram, TikTok e Kwai, além de representantes do Ministério Público Federal, Polícia Federal e Defensoria Pública da União. O próprio influenciador também será chamado para detalhar as denúncias que fez em um vídeo que já ultrapassa 31 milhões de visualizações.

    Vídeo viral e acusações graves

    No conteúdo publicado na semana passada, Felca apresenta casos que, segundo ele, mostram como pais e produtores de conteúdo colocam crianças e adolescentes em situações constrangedoras ou sexualizadas para atrair audiência e monetização nas plataformas.

    O influenciador também aponta a responsabilidade das empresas de tecnologia, acusando-as de ampliar o alcance desse tipo de material por meio de algoritmos que, em vez de restringir, dão mais visibilidade aos vídeos. Essa dinâmica, de acordo com o relato, favorece a atuação de predadores sexuais no ambiente digital.

    Preocupação com a proteção de menores

    Na justificativa do requerimento, Eliziane Gama afirma que as denúncias expõem não só a vulnerabilidade de jovens e crianças, mas também a ineficácia das ferramentas de proteção hoje utilizadas pelas plataformas.

    “A aceitação desses materiais, ligada à busca por atenção e lucro, gera um ciclo vicioso que naturaliza práticas nocivas ao desenvolvimento de crianças e adolescentes”, ressalta o texto.

    A senadora defende que o Congresso, em sintonia com o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Constituição Federal, atue para fortalecer a proteção integral desse público e combater a exploração e a sexualização de menores.

    A audiência, ainda sem data marcada, pretende avaliar a atuação das autoridades e das plataformas e discutir propostas legais e regulatórias para prevenir e punir conteúdos que violem a segurança e a dignidade de crianças e adolescentes. A expectativa é que o debate sirva de base para novas medidas legislativas no combate à exploração infantil online.

    GT na Câmara

    Na terça-feira (12), o presidente da Câmara, Hugo Motta, anunciou a criação de um grupo de trabalho que terá 30 dias para apresentar propostas voltadas à segurança de crianças e adolescentes na internet.

    Segundo Motta, o tema é urgente e ultrapassa disputas partidárias. “Proteger a infância não é um favor, mas um dever que antecede partidos, ideologias e disputas”, afirmou. Ele destacou que a iniciativa busca garantir que cada criança viva “cada fase da vida com dignidade e respeito”.

    Em menos de dois dias, mais de 30 projetos de lei foram apresentados na Câmara em meio à repercussão do vídeo de Felca sobre a adultização de crianças nas redes. O presidente Lula anunciou que enviará uma proposta de regulamentação das big techs nos próximos dias ao Congresso.

    Leia ainda:

    Vídeo de Felca motivou mais de 30 projetos na Câmara

  • CCJ do Senado aprova 14 nomes para conselhos e agências; veja lista

    CCJ do Senado aprova 14 nomes para conselhos e agências; veja lista

    A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado encerrou o dia de esforço concentrado para a análise de indicados a cargos em conselhos e agências reguladoras com 14 nomes aprovados. Entre eles, estão um ministro e uma ministra para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), e uma para o Superior Tribunal Militar.

    Os candidatos foram indicados pela presidência da República, muitos com base em listas tríplices vindas de outras instituições. Ao todo, além das candidaturas aos tribunais superiores, a comissão acatou oito nomes para o Conselho Nacional do Ministério Público, dois para o Conselho Nacional de Justiça e um para a Autoridade Nacional de Proteção de Dados.

    Relatórios das sabatinas serão submetidos a votação em Plenário.

    Relatórios das sabatinas serão submetidos a votação em Plenário.Edilson Rodrigues/Agência Senado

    Ficou de fora do esforço concentrado a sabatina do advogado Auriney Uchôa de Brito, indicado para uma das vagas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Conselho Nacional do Ministério Público. Como o Congresso em Foco havia antecipado, ele enfrenta resistência do próprio presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o que compromete a formulação de um acordo pela sua aprovação.

    Após a aprovação nas sabatinas, os relatórios serão enviados ao plenário do Senado, onde é realizada a última análise para que os candidatos possam ser empossados.

    Confira a lista de nomes aprovados:

    Verônica Abdalla Sterman – Superior Tribunal Militar, ministra.

    Carlos Augusto Pires Brandão – Superior Tribunal de Justiça, ministro.

    Maria Marluce Caldas Bezerra – Superior Tribunal de Justiça, ministra.

    Lorena Giuberti Coutinho – Autoridade Nacional de Proteção de Dados, diretora do Conselho Diretor.

    Fabiana Costa Oliveira Barreto – Conselho Nacional do Ministério Público, conselheira.

    Carlos Vinícius Alves Ribeiro – Conselho Nacional de Justiça, conselheiro.

    Ivana Lúcia Franco Cei – Conselho Nacional do Ministério Público, conselheira.

    Silvio Roberto Oliveira de Amorim Junior – Conselho Nacional de Justiça, conselheiro.

    Fernando da Silva Comin – Conselho Nacional do Ministério Público, conselheiro.

    José de Lima Ramos Pereira – Conselho Nacional do Ministério Público, conselheiro.

    Greice Fonseca Stocker – Conselho Nacional do Ministério Público, conselheira.

    Alexandre Magno Benites de Lacerda – Conselho Nacional do Ministério Público, conselheiro.

    Clementino Augusto Ruffeil Rodrigues – Conselho Nacional do Ministério Público, conselheiro.

    Karen Luise Vilanova Batista de Souza – Conselho Nacional do Ministério Público, conselheira.