Categoria: CONGRESSO EM FOCO

  • Bolsonaristas vão às ruas, exaltam Trump após tarifaço e atacam Moraes

    Bolsonaristas vão às ruas, exaltam Trump após tarifaço e atacam Moraes

    Pela primeira vez desde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou sanções econômicas contra o Brasil e contra o ministro Alexandre de Moraes, apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) voltaram às ruas neste domingo (3) para pedir anistia ao ex-presidente e aos envolvidos nos ataques golpistas de 8 de janeiro, além de atacar o Supremo Tribunal Federal (STF).

    Manifestações foram convocadas em 62 cidades do país, com forte presença em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Belém e Campo Grande. Convocados por parlamentares da oposição, como Nikolas Ferreira (PL-MG) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e pelo pastor Silas Malafaia, os atos exibiram bandeiras dos Estados Unidos, faixas de agradecimento a Trump e pedidos pelo impeachment de Moraes.

    Autodenominados

    Autodenominados “patriotas”, manifestantes alternaram o verde-amarelo com as cores da bandeira dos EUA.Bruno Santos/Folhapress

    Bolsonaro aparece por videochamada

    Mesmo impedido de sair de casa aos fins de semana por ordem do STF, Jair Bolsonaro apareceu por videochamada em ao menos dois atos: na Avenida Paulista, a convite de Nikolas Ferreira, e em Copacabana, durante discurso do senador Flávio Bolsonaro. Em silêncio, o ex-presidente apenas acenou enquanto a multidão gritava palavras de ordem contra o Supremo e em sua defesa.

    Trump como símbolo e aliado

    Os protestos foram marcados por uma presença simbólica incomum: a do presidente norte-americano. Cartazes com frases como “Obrigado, Trump”, “BolsoTrump” e “TrumNaro” foram exibidos em diversas capitais.

    Além das já tradicionais camisas verde-amarelas e hinos religiosos, chamou a atenção o número de bandeiras dos Estados Unidos e de Israel, erguidas como símbolos de resistência e aliança conservadora internacional. Cartazes agradeciam diretamente a Trump pelas sanções, mesmo com o risco de impacto à economia brasileira.

    Nikolas e Flávio sobem o tom

    Na Avenida Paulista, Nikolas Ferreira inflamou o público com ataques ao STF e ao presidente Lula. “Queremos tornozeleira para corruptos. Para o Lula. Para quem rouba velhinho do INSS. E queremos ver Alexandre de Moraes atrás das grades”, disse. Dirigindo-se diretamente ao ministro, completou: “Sem a toga, você não é nada.”

    Flávio Bolsonaro, no Rio, disse que o país “clama por liberdade” e acusou o STF de promover “perseguição”. O governador Cláudio Castro (PL-RJ) e o prefeito Ricardo Nunes (MDB) também participaram das manifestações no Rio e em São Paulo, respectivamente.

    Michelle, Carlos e Eduardo também atuaram

    A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro participou de um ato em Belém, onde acusou Lula de ser “mentiroso e irresponsável” e agradeceu o “carinho do povo do Norte”. Carlos Bolsonaro participou de protestos em Criciúma e Florianópolis. Ele costura sua candidatura ao Senado por Santa Catarina, considerado o estado mais bolsonarista.

    Já Eduardo Bolsonaro, que está nos EUA, apareceu virtualmente em um ato em Belo Horizonte. Em discurso, disse que não retorna ao Brasil por receio de ser preso e afirmou que sua esposa também sofre perseguição judicial. “Se eu estivesse no Brasil, estaria preso como os nossos colegas do 8 de Janeiro”, afirmou. O deputado é alvo de investigação no Supremo e de pedidos de cassação na Câmara por atuar em favor das sanções à economia brasileira e a ministros do Supremo.

    Em todas as cidades, os protestos repetiram palavras de ordem pela anistia aos acusados de tentativa de golpe, ataques a Moraes e ao STF e críticas ao presidente Lula. Em algumas cidades, como Campo Grande, manifestantes pediram que o Senado vote pedidos de impeachment contra ministros do Supremo.

    A manifestação na Avenida Paulista foi convocada pelo pastor Silas Malafaia e não contou com a presença do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que se recupera de uma cirurgia.

  • Internet reage com memes a prisão de Bolsonaro; confira

    Internet reage com memes a prisão de Bolsonaro; confira

    Menos de uma hora após a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, o tema já ocupou o topo dos assuntos nas redes sociais. No X, os tópicos “Bolsonaro preso” e “Bolsonaro presidiário” subiram aos trending topics com ondas de memes e comentários da ordem judicial.

    Os memes partem principalmente de grupos opositores ao antigo chefe do Executivo e incluam montagens e vídeos de inteligência artificial na cela, comemorações da decisão e até mesmo a ironia por ter acontecido em uma segunda-feira, e não em dia de happy hour.

    Confira alguns dos memes que circulam sobre a prisão de Jair Bolsonaro:

  • Veja o que Bolsonaro está proibido de fazer na prisão domiciliar

    Veja o que Bolsonaro está proibido de fazer na prisão domiciliar

    O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está proibido de sair de casa, usar celular, dar entrevistas que possam ser utilizadas nas redes sociais e até receber visitas sem autorização judicial. A prisão domiciliar foi decretada nessa segunda-feira (4) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após o descumprimento reiterado de medidas cautelares. A decisão afirma que Bolsonaro “ignorou e desrespeitou” a Corte ao manter práticas que caracterizam tentativa de coação do Judiciário e obstrução de Justiça.

    Veja a íntegra da decisão.

    Prisão domiciliar integral

    Bolsonaro deve cumprir prisão domiciliar de forma integral, ou seja, não pode deixar sua residência em nenhuma hipótese, salvo nova autorização judicial. Trata-se de uma resposta do STF à reincidência do ex-presidente no descumprimento das medidas anteriores, que incluíam apenas recolhimento noturno e aos fins de semana.

    Bolsonaro no momento em que recebe a ordem de prisão domiciliar. Para Alexandre de Moraes, ele descumpriu reiteradamente restrições impostas a ele.

    Bolsonaro no momento em que recebe a ordem de prisão domiciliar. Para Alexandre de Moraes, ele descumpriu reiteradamente restrições impostas a ele.Pedro Ladeira/Folhapress

    Segundo a decisão, o ex-presidente reiterou condutas ilícitas de maneira “mais grave e acintosa”, ao participar remotamente de manifestações, gravar vídeos com mensagens políticas e permitir a divulgação coordenada de seu conteúdo por aliados, especialmente seus filhos parlamentares.

    Proibição total de redes sociais e celulares

    Uma das restrições mais enfáticas é a proibição do uso de redes sociais, diretamente ou por meio de terceiros. Isso inclui:

    • Postagens feitas por Bolsonaro;
    • Gravações de vídeos ou áudios para posterior veiculação;
    • Entrevistas utilizadas como “material pré-fabricado” para serem divulgadas em redes sociais;
    • Divulgação de sua imagem, voz ou mensagens por filhos, apoiadores, aliados políticos ou “milícias digitais”, em atos coordenados.

    A Justiça também proibiu o uso de celular pelo ex-presidente, tanto de forma direta quanto por meio de outras pessoas. Qualquer comunicação por telefone está limitada ao estritamente necessário e supervisionado, como contato com advogados.

    Além disso, foi determinada busca e apreensão de todos os celulares em posse de Bolsonaro, como forma de garantir o cumprimento das medidas.

    Restrições adicionais

    A decisão do ministro Alexandre de Moraes ainda impôs as seguintes restrições complementares:

    • Proibição de visitas (com exceções):

    Apenas advogados formalmente constituídos ou pessoas autorizadas expressamente pelo STF podem visitar Bolsonaro. Também podem ter contato com o ex-presidente sua esposa, Michelle, sua filha Laura e sua enteada, Letícia, que moram na mesma casa.

    Todos os visitantes estão proibidos de portar celulares, gravar vídeos ou tirar fotos durante as visitas.

    • Proibição de contato com estrangeiros:

    Bolsonaro não pode manter qualquer tipo de contato com embaixadores ou autoridades estrangeiras, direta ou indiretamente.

    • Proibição de contato com investigados:

    Está impedido de manter contato com os demais réus e investigados nos processos relacionados ao 8 de janeiro e à tentativa de golpe, incluindo:

    • Ação Penal 2.668
    • Ação Penal 2.693
    • Ação Penal 2.694
    • Ação Penal 2.695
    • Inquérito 4.995
    • Petição 12.100

    Essas pessoas também estão proibidas de visitá-lo ou de agir como intermediárias.

    Conduta reiterada e risco de prisão preventiva

    A decisão foi tomada após o STF identificar diversas ações do ex-presidente que caracterizam tentativa deliberada de burlar as restrições:

    • Participação por telefone em manifestação no Rio de Janeiro, com discurso transmitido nas redes por Flávio Bolsonaro.
    • Vídeos e fotos divulgados por Carlos Bolsonaro promovendo o perfil do pai.
    • Postagens de Eduardo Bolsonaro atacando o STF em nome do ex-presidente.
    • Chamada de vídeo com o deputado Nikolas Ferreira exibida em manifestação.

    “Não seria lógico e razoável permitir a utilização do mesmo modus operandi criminoso com diversas postagens nas redes sociais de terceiros”, escreveu Alexandre de Moraes.

    O STF foi enfático: qualquer nova violação das regras da prisão domiciliar ou das medidas cautelares implicará na sua revogação e na decretação imediata da prisão preventiva, com base no artigo 312, § 1º, do Código de Processo Penal.

  • Rogério Correia pede que STF bloqueie as redes de Nikolas Ferreira

    Rogério Correia pede que STF bloqueie as redes de Nikolas Ferreira

    O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) pediu nesta terça-feira (5) ao Supremo Tribunal Federal que determine o bloqueio dos perfis de Nikolas Ferreira (PL-MG), vice-líder da oposição, nas redes sociais. O pedido ocorre dois dias após Nikolas exibir o ex-presidente Jair Bolsonaro em chamada de vídeo durante manifestação na Avenida Paulista, fato citado na decisão que resultou em sua prisão domiciliar na segunda-feira (4).

    Durante a manifestação de sábado (3), Nikolas exibiu ao público uma chamada de vídeo com Bolsonaro, que já estava proibido de aparecer em redes sociais próprias ou de terceiros. O congressista ergueu o celular diante das câmeras e, em seguida, passou a gritar frases como “o STF não está acima do Brasil” e “Alexandre de Moraes vai pagar pelo que está fazendo”.

    Correia pede suspensão por 90 dias dos perfis do rival.

    Correia pede suspensão por 90 dias dos perfis do rival.Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Para Rogério Correia e seus advogados, a cena teve “claro simbolismo de desafio e afronta” à Corte, com o objetivo de “coagir o Supremo Tribunal Federal e obstruir a justiça”. Na representação, os autores dizem que Nikolas mantém “comportamento reiterado” de ataques à Corte e que as falas públicas ultrapassam o direito à crítica política, configurando tentativa de coação processual.

    O parlamentar e seus defensores alegam que o objetivo de Nikolas é o de “criar um clima de intimidação pública, explorando sua condição de deputado para disseminar discursos antidemocráticos e deslegitimadores da Justiça”.

    O pedido inclui o bloqueio de todos os perfis públicos do deputado em plataformas como Instagram, YouTube, TikTok, Facebook e X, além da suspensão do uso, direto ou indireto, por 90 dias.

    Deputado citado

    A conduta de Nikolas Ferreira é citada na decisão de Alexandre de Moraes para que fosse imposta a prisão preventiva de Bolsonaro. No texto, Moraes citou que Bolsonaro “atendeu ligação por chamada de vídeo do deputado federal Nikolas Ferreira”, que o usou para “impulsionar as mensagens proferidas na manifestação na tentativa de coagir o Supremo Tribunal Federal e obstruir a Justiça”.

    A decisão foi apenas contra o ex-presidente, que desde julho cumpria medidas restritivas, entre elas a proibição de uso das redes.

    Rivalidade

    A ofensiva de Correia contra Nikolas Ferreira não acontece por acaso: os dois disputam pelos mesmos eleitores. Apesar de comporem grupos políticos opostos, sendo um governista e o outro opositor, ambos foram eleitos com maioria de votos de Belo Horizonte.

    Veja a íntegra da representação.

  • Hugo e Alcolumbre convocam líderes para tentar retomar votações

    Hugo e Alcolumbre convocam líderes para tentar retomar votações

    Os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP), convocaram para esta quarta-feira (6) uma reunião emergencial com os líderes partidários na tentativa de conter a crise provocada por parlamentares da oposição e viabilizar a retomada das votações no Congresso Nacional.

    A movimentação ocorre após um protesto silencioso de deputados e senadores bolsonaristas na terça-feira (5), que ocuparam as mesas diretoras dos plenários da Câmara e do Senado. Parlamentares aliados de Jair Bolsonaro se revezaram em plenário durante toda a madrugada e continuam com o protesto contra a prisão do ex-presidente.

    Com adesivos na boca, os parlamentares denunciaram suposta “censura” do Supremo Tribunal Federal (STF) e criticaram a prisão domiciliar imposta a Bolsonaro. A oposição passou a obstruir as votações e cobrou a votação de um projeto de anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro, além do andamento do pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes no Senado.

    Com adesivo na boca, deputados bolsonaristas ocuparam a mesa da Câmara e por lá passaram toda a noite em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente.

    Com adesivo na boca, deputados bolsonaristas ocuparam a mesa da Câmara e por lá passaram toda a noite em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente.José Cruz/Agência Brasil

    Reações do comando do Congresso

    A reação institucional veio horas depois do protesto. Em nota oficial, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, classificou a ocupação como “inusitada” e “alheia aos princípios democráticos”, e pediu “serenidade e espírito de cooperação”.

    O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou pelas redes sociais que estava acompanhando a situação mesmo de João Pessoa (PB), e cancelou a sessão da Casa prevista para terça-feira. Ele antecipou a reunião com os líderes – marcada inicialmente para quinta-feira (7) – para tentar destravar a pauta legislativa. “A reunião servirá para definir a pauta da Casa com base no diálogo e no respeito institucional”, afirmou Motta.

    A paralisação nas votações ocorre em um momento decisivo para o governo, que tenta aprovar indicações para agências reguladoras, medidas provisórias e projetos com impacto econômico.

    A expectativa de Motta e Alcolumbre é de que a reunião com os líderes partidários estabeleça um acordo mínimo para que o Congresso retome os trabalhos ainda esta semana, diante de uma crescente tensão entre o Legislativo e o Judiciário.

  • “Não aceitarei intimidações”, diz Alcolumbre sobre ocupação da Mesa

    “Não aceitarei intimidações”, diz Alcolumbre sobre ocupação da Mesa

    O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), determinou a realização de sessão plenária remota na quinta-feira (7). A decisão foi uma resposta à ocupação da Mesa Diretora por parlamentares contrários à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em nota, o senador ressalta que não atenderá às demandas dos ocupantes. “Não aceitarei intimidações nem tentativas de constrangimento à Presidência do Senado”, disse.

    Alcolumbre reforçou que

    Alcolumbre reforçou que “não será refém” de tentativas de desestabilizar o funcionamento do Senado.Carlos Moura/Agência Senado

    Os ocupantes exigem para desobstruir o plenário a inclusão em pauta da anistia aos acusados por envolvimento nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o fim do foro privilegiado.

    “O Parlamento não será refém de ações que visem desestabilizar seu funcionamento”, disse Alcolumbre, que completou: “a democracia se faz com diálogo, mas também com responsabilidade e firmeza”. O presidente do Senado também anunciou que dará prioridade a “matérias de interesse da população, como o projeto que assegura a isenção do Imposto de Renda para milhões de brasileiros que recebem até dois salários mínimos”.

    Veja a íntegra da nota de Alcolumbre:

    Determinei que a sessão deliberativa do Senado Federal de amanhã, quinta-feira (7), seja realizada temporariamente em sistema remoto. A decisão tem por objetivo garantir o funcionamento da Casa e impedir que a pauta legislativa, que pertence ao povo brasileiro, seja paralisada.

    Não aceitarei intimidações nem tentativas de constrangimento à Presidência do Senado. O Parlamento não será refém de ações que visem desestabilizar seu funcionamento.

    Seguiremos votando matérias de interesse da população, como o projeto que assegura a isenção do Imposto de Renda para milhões de brasileiros que recebem até dois salários mínimos. A democracia se faz com diálogo, mas também com responsabilidade e firmeza.

    Davi Alcolumbre

    Presidente do Senado Federal

  • Lei Maria da Penha completa 19 anos em meio a avanços e desafios

    Lei Maria da Penha completa 19 anos em meio a avanços e desafios

    Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública revelam que, em 2024, o país registrou 1.492 feminicídios. Equivalente a quatro mortes por dia. Neste cenário, o pior desde 2015, a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) faz 19 anos nesta quinta-feira (7) como um dos pilares no combate à violência doméstica em território nacional.

    Símbolo da resistência de Maria da Penha, sobrevivente de violência doméstica, a legislação permanece até hoje como referência na salvaguarda dos direitos femininos e um alicerce fundamental para a análise dos progressos e desafios.

    Atualmente, Maria da Penha possui um instituto que garante apoio jurídico a vítimas de violência doméstica.

    Atualmente, Maria da Penha possui um instituto que garante apoio jurídico a vítimas de violência doméstica.Reprodução

    Depois de anos de abuso físico e psicológico cometido pelo ex-marido, a ativista sofreu duas tentativas de feminicídio em 1983. Marco Antonio Heredia Viveiros foi condenado três vezes antes que começasse a cumprir pena. Em 1998, a impunidade perante à Justiça levou Maria da Penha a denunciar o Brasil por omissão na Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA). O país foi condenado por negligência e omissão.

    Em 2006, o projeto de lei 4.559/2004 foi sancionado e passou a vigorar no Brasil. A norma é considerada uma das três mais avançadas do mundo no enfrentamento à violência contra a mulher, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU).

    Agosto Lilás

    Desde 2006, o mês de agosto passou a ser reconhecido pela campanha nacional Agosto Lilás, voltada à prevenção e ao enfrentamento da violência doméstica. Em todo o país, o período é marcado por ações de educação, sensibilização e mobilização social.

  • Romário rebate boatos e reafirma laços com Bolsonaro

    Romário rebate boatos e reafirma laços com Bolsonaro

    O senador Romário (PL-RJ) negou nesta sexta-feira (8) que tenha rompido com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em nota, o parlamentar reagiu a especulações em torno de suas redes sociais. “Não rompi com o ex-presidente Jair Bolsonaro e nunca apaguei postagem nenhuma com ele”, escreveu.

    A publicação responde à repercussão de que Romário teria deixado de seguir Bolsonaro no Instagram e excluído fotos com o ex-presidente. Segundo o senador, “as fotos com Bolsonaro e outros candidatos da coligação foram publicadas só nos stories, nunca no feed. Não tem como apagar o que nunca foi postado”.

    Romário afirma que nunca postou fotos com Bolsonaro no feed e diz que não se intimida com ataques.

    Romário afirma que nunca postou fotos com Bolsonaro no feed e diz que não se intimida com ataques.
    Waldemir Barreto/Agência Senado

    A movimentação foi noticiada entre perfis ligados ao ex-presidente, promovendo comentários de acusações de traição entre bolsonaristas. A situação se agravou quando o filho mais novo de Bolsonaro, o vereador Jair Renan Bolsonaro, o criticou por não assinar o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF. “E aí, Romário? Vai continuar vivendo do gol de 94 ou vai mostrar que também sabe jogar pelo povo?”, publicou o parlamentar municipal.

    Romário ressaltou que mantém “boa relação com o PL e com suas lideranças” e respondeu reafirmando seu compromisso com suas pautas. “Não devo nada a ninguém. Continuo trabalhando pelo Rio de Janeiro e pelo Brasil, nas pautas que sempre defendi, como esporte, saúde, inclusão e defesa das pessoas com deficiência”.

  • Governo lança página para detalhar gastos e obras da COP30

    Governo lança página para detalhar gastos e obras da COP30

    O Portal da Transparência do governo federal lançou, nesta sexta-feira (8), uma página dedicada a informações sobre os recursos federais alocados na preparação da 30ª Conferência das Partes (COP30) no Brasil. O objetivo é divulgar os investimentos públicos e as obras de infraestrutura em Belém (PA), cidade que sediará o evento entre os dias 10 e 21 de novembro.

    Sob a gestão da Controladoria-Geral da União (CGU), a consulta detalha valores originários do orçamento da União em consultas ao aproximadamente R$ 1,06 bilhão destinado à organização da conferência entre 2024 e 2025. Os repasses à Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI), realizados por meio de um projeto de cooperação internacional, são atualizados mensalmente. É possível consultar dados sobre contratações, beneficiários, consultores e empresas de planejamento e organização.

    Também estão disponíveis os dados referentes a 22 empreendimentos, que somam gastos de mais de R$ 2,7 bilhões. Além dos projetos de infraestrutura financiados pelo orçamento da União, há investimentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Itaipu Binacional.

    A obra no Canal Cipriano Santos custou R$ 15,9 milhões ao BNDES.

    A obra no Canal Cipriano Santos custou R$ 15,9 milhões ao BNDES.Agência Pará

    A página foi criada em colaboração de representantes da sociedade civil e do Conselho de Transparência, Integridade e Combate à Corrupção (CTICC), com o apoio da Secretaria Extraordinária para a COP30 (Secop), da Casa Civil, e do BNDES. Segundo estimativa do governo, serão gastos mais de R$ 4,2 bilhões em Belém para preparar infraestrutura, turismo, saneamento, segurança, hotelaria, entre outras.

  • “Emprego não é de direita nem de esquerda”, defende Silvio Costa Filho

    “Emprego não é de direita nem de esquerda”, defende Silvio Costa Filho

    O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, avaliou como “contraproducente” a combinação de agendas políticas e econômicas nas interações entre os Estados Unidos e o Brasil. Durante um evento realizado no Recife, ele afirmou que a maneira como os Estados Unidos aplicam o tarifaço resultará em consequências negativas para o emprego, mas que o Brasil já está se organizando para minimizar esses impactos, explorando novos mercados e destinos para seus produtos.

    Costa Filho participou, no último sábado (9), do seminário Esfera Infra, onde dividiu a mesa com os ministros das Cidades, Jader Filho, e da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius de Carvalho.

    “Infelizmente, a decisão [dos EUA] foi misturada com a agenda de anistia, de interesse daqueles setores bolsonaristas mais radicais. Defender isso é contraproducente com o Brasil porque emprego não é de direita nem de esquerda. Emprego é do povo brasileiro. Estamos prejudicando milhares de empresas por conta dessa taxação”, declarou o ministro de Portos e Aeroportos.

    O ministro Silvio Costa Filho criticou as tarifas impostas pelos EUA e afirmou que o Brasil busca novos mercados para mitigar os efeitos do tarifaço.

    O ministro Silvio Costa Filho criticou as tarifas impostas pelos EUA e afirmou que o Brasil busca novos mercados para mitigar os efeitos do tarifaço. Rafael Vieira/AGIF/Folhapress

    Mercados alternativos

    Segundo o ministro, em menos de oito meses de governo Donald Trump, os EUA estão sendo “levados à recessão, aumento do desemprego e aumento da inflação, prejudicando a economia mundial”. Contudo, ele observou que a taxação imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros acabou por fortalecer a estratégia do Brasil de buscar mercados alternativos.

    “Em pouco menos de dois anos e meio, o governo Lula abriu mais de 390 novos mercados. Eu vejo essa decisão dos EUA como um momento de reflexão. Não gostaríamos que tivesse ocorrido, mas já que aconteceu, o próprio setor produtivo irá acelerar o que já estava em andamento ao abrir novos mercados com a Ásia, Europa e outros países”, afirmou.

    O ministro das Cidades, Jader Filho, expressou a expectativa de que surjam questionamentos internos no cenário norte-americano, visando a revisão das políticas externas adotadas por aquele país. “Tenho a impressão de que as grandes cabeças dos Estados Unidos pressionarão para que essa bola baixe, e que acabe essa loucura que está estabelecida na política internacional norte-americana”, comentou.

    Vinícius de Carvalho, também presente no evento, destacou que o governo Trump suspendeu algumas legislações americanas que previam punições a empresas dos EUA que corrompessem servidores públicos de outros países. Segundo ele, o Brasil, desde o fim da ditadura militar, tem avançado na construção de instituições voltadas à cooperação internacional e à governança multilateral de agendas. “Isso ocorreu em diversas áreas, incluindo o combate e enfrentamento à corrupção, que se baseia em três pilares: transparência, supervisão e sanção. Tudo isso em um contexto de criação de capacidades estatais e na participação da sociedade civil”, concluiu.