Categoria: CONGRESSO EM FOCO

  • Congresso em Foco responde ao PSOL e reafirma regras do Prêmio

    Congresso em Foco responde ao PSOL e reafirma regras do Prêmio

    A Comissão Organizadora do Prêmio Congresso em Foco encaminhou nesta quinta-feira (17) resposta oficial à bancada do PSOL na Câmara dos Deputados, que, antes mesmo de receber manifestação da organização, divulgou à imprensa sua decisão de não participar da atual edição da premiação.

    Em carta enviada no início do mês, o PSOL questionava a inclusão de parlamentares que respondem a processos judiciais por crimes como violência doméstica, racismo, homofobia ou ataques ao Estado Democrático de Direito. A legenda solicitou a retirada de todos os seus representantes da edição de 2025 do Prêmio Congresso em Foco.

    Na resposta, a Comissão Organizadora esclarece que o regulamento do prêmio, em sua alínea c, estabelece como critério de inelegibilidade a existência de condenação judicial com trânsito em julgado. Ou seja, apenas parlamentares que tenham sido condenados de forma definitiva pela Justiça são considerados inelegíveis para a premiação.

    “Não compete a esta Comissão julgar condutas ou antecipar os efeitos de processos ainda em andamento, sob pena de violar garantias fundamentais como o devido processo legal e a presunção de inocência”, afirma o documento.

    Congresso em Foco responde ao PSOL e reafirma regras do Prêmio.

    Congresso em Foco responde ao PSOL e reafirma regras do Prêmio.Arte Congresso em Foco

    A organização também enfatiza que não há sistema de inscrição ou exclusão voluntária: todos os parlamentares em exercício que atendem aos critérios definidos no regulamento são automaticamente considerados aptos e estão sujeitos ao escrutínio público seja pelo Congresso em Foco, seja pela crítica da sociedade. “Trata-se de uma premiação que avalia a atuação de parlamentares eleitos pelo povo brasileiro, no legítimo exercício de seus mandatos, e que, por isso mesmo, estão sujeitos ao escrutínio público”, diz o texto.

    A Comissão reconhece que, no atual ambiente de polarização, posicionamentos de um campo político muitas vezes soam inaceitáveis ao outro. “O Congresso em Foco não se imiscui no mérito dessas disputas. O papel da organização é assegurar que o prêmio permaneça plural, imparcial e transparente, respeitando a diversidade ideológica do Parlamento e os fundamentos da democracia representativa.”

    A decisão do PSOL é respeitada, ainda que lamentada. “Temos convicção de que os integrantes da agremiação são pessoas honradas e que, como sempre, terão o reconhecimento público por sua atuação parlamentar. Mas não é possível retirar nomes da lista de forma discricionária ou por solicitação de bancadas”, conclui a resposta.

    A Comissão Organizadora do Prêmio Congresso em Foco reafirma seu compromisso com a democracia, a integridade ética, o respeito às regras e a valorização do voto popular como expressão maior da soberania cidadã.

  • Lula chama Eduardo e Jair Bolsonaro de “traidores do século”

    Lula chama Eduardo e Jair Bolsonaro de “traidores do século”

    O presidente Lula fez críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao ex-presidente Jair Bolsonaro durante a abertura do Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), nesta quinta-feira (17) em Goiânia. O chefe do Executivo, vestindo um boné com os dizeres: “O Brasil soberano nos UNE”, apontou o “falso patriotismo” da família Bolsonaro e reafirmou a soberania brasileira nas questões judiciais.

    “Agora manda o filho dele para os Estados Unidos: ‘Vai lá pedir para o Trump me absolver. E fica abraçado na bandeira americana, esse patriota falso”, disse o presidente Lula. “A bandeira verde e amarela vai voltar a ser do povo brasileiro. O Bolsonaro se abraça à bandeira americana. Transfira seu título e vá votar lá, porque aqui quem manda somos nós brasileiros”.

    Lula também argumentou que o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro e o ex-presidente da República devem ser tratados como “traidores da pátria” diante da articulação para taxação de 50% de produtos brasileiros. “Ele que não venha falar da bandeira verde e amarela. Ele que tenha vergonha, porque eles não tiveram nenhuma preocupação com os prejuízos que essa taxação vai trazer ao povo brasileiro, à indústria, à agricultura, ao serviço e ao salário do povo”, complementou.

    O mandatário subiu o tom no discurso após os Estados Unidos anunciarem investigação contra supostas “práticas comerciais desleais” do Brasil. A apuração contempla seis frentes principais: comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, combate à corrupção, propriedade intelectual, barreiras ao etanol e desmatamento ilegal.

    Segundo o governo americano, o uso do Pix como meio de pagamento beneficia o Brasil em detrimento de companhias americanas, como operadoras de cartão de crédito e mecanismos de pagamento como o WhatsApp Pay, presente na plataforma controlada pela big tech Meta. O governo do Brasil respondeu nas redes sociais com a defesa do sistema.

    “Esse país só é soberano porque o povo brasileiro tem orgulho desse país. Eu queria dizer que a gente vai julgar e cobrar imposto das empresas americanas digitais. Nós não aceitamos que em nome da liberdade da expressão, fique utilizando para fazer agressão, mentira, violência contra crianças. Aqui a gente não vai permitir, porque o dono do Brasil é o povo brasileiro”, argumentou Lula.

    O presidente também reafirmou que Donald Trump estava “mal informado” em relação às relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Na carta em que anunciava tarifa de 50% a produtos brasileiros, o chefe do Executivo americano afirmou que o país possuía déficit comercial com o país, o que não corresponde à realidade da balança comercial entre as nações, na qual os EUA têm superávit.

  • Lula sanciona lei que amplia cirurgia de reconstrução mamária no SUS

    Lula sanciona lei que amplia cirurgia de reconstrução mamária no SUS

    O presidente Lula sancionou uma lei aprovada no Congresso que amplia o direito à cirurgia plástica reconstrutiva da mama em casos de mutilação total ou parcial. O texto altera leis de 1998 e 1999 para garantir o procedimento tanto pelo SUS quanto por planos de saúde.

    A mudança busca reforçar a autonomia da mulher, garante reconstrução mesmo quando a mutilação não for causada por câncer e assegura acompanhamento psicológico desde o diagnóstico.

    Nova lei vale para cirurgias de reconstrução mesmo quando a mutilação não for causada por câncer.

    Nova lei vale para cirurgias de reconstrução mesmo quando a mutilação não for causada por câncer.gpointstudio (via Freepik)

    O que a nova lei determina

    • Cirurgia reconstrutiva passa a ser obrigatória, inclusive para mutilações não causadas por câncer.
    • Técnicas de reconstrução imediata devem ser priorizadas, salvo contraindicação médica.
    • Toda mulher poderá decidir livremente sobre o procedimento, desde que informada.
    • Apoio psicológico e multidisciplinar será garantido desde o diagnóstico.

    A lei entra em vigor em 120 dias, ou seja, em novembro de 2025.

  • “Escalada autoritária”, diz oposição sobre decisão contra Bolsonaro

    “Escalada autoritária”, diz oposição sobre decisão contra Bolsonaro

    O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Luciano Zucco (PL-RS), afirmou nesta sexta-feira (18) que a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que impôs restrições ao ex-presidente Jair Bolsonaro, representa uma “escalada autoritária”.

    A decisão judicial determinou o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar à noite em dias úteis e integral nos fins de semana, além da proibição de contato com réus de investigações relacionadas, autoridades estrangeiras e uso de redes sociais. Moraes apontou indícios de tentativa de obstrução por parte de Bolsonaro, com apoio do filho, Eduardo Bolsonaro, por meio de articulações com congressistas dos Estados Unidos para comprometer o andamento da ação penal do golpe.

    Parlamentar alega abuso de poder e cobra reação de entidades internacionais

    Parlamentar alega abuso de poder e cobra reação de entidades internacionaisKayo Magalhães / Câmara dos Deputados

    Para Zucco, trata-se de um “grave abuso de poder” por parte do ministro, autorizado “de forma monocrática […] justamente durante o recesso parlamentar, quando os representantes do povo estão ausentes de Brasília e sem meios de reação institucional imediata”. O deputado argumenta que a decisão representa a “consolidação de um regime de exceção”, em que “um único magistrado concentra poderes desproporcionais”.

    O parlamentar também questiona a necessidade das restrições impostas, destacando que o ex-presidente “é um homem idoso, com graves problemas de saúde, que não representa qualquer risco de fuga”. Segundo ele, o objetivo seria “a eliminação da figura política do maior líder da direita da América Latina”.

    O deputado menciona ainda o cenário externo. Zucco aponta que a operação ocorre em meio a uma crise diplomática com os Estados Unidos, agravada por trocas de acusações entre autoridades dos dois países nas últimas semanas. Ele escreve que esse tipo de ação “fragiliza a segurança jurídica, a liberdade de expressão e os pilares republicanos”.

    Por fim, o texto pede manifestação de entidades internacionais a respeito. “É urgente que os organismos internacionais de defesa dos direitos humanos, da democracia e do Estado de Direito se manifestem diante dos abusos que se acumulam. A atuação do ministro Alexandre de Moraes já extrapolou todos os limites do aceitável”, clama o parlamentar.

  • Moraes junta novas publicações de Eduardo ao inquérito policial

    Moraes junta novas publicações de Eduardo ao inquérito policial

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a inclusão de novas manifestações de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) ao inquérito que investiga o deputado licenciado por coação no curso do processo, obstrução de investigação e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

    A decisão inclui publicações recentes feitas por Eduardo nas redes sociais e trechos da entrevista concedida à CNN Brasil. “Após a adoção de medidas investigativas de busca e apreensão domiciliar e pessoal, bem como imposição de medidas cautelares em face de Jair Messias Bolsonaro, o investigado Eduardo Nantes Bolsonaro intensificou as condutas ilícitas objeto desta investigação”, apontou o ministro.

    Moraes avalia que Eduardo

    Moraes avalia que Eduardo “intensificou as condutas ilícitas” desde as restrições contra seu pai.Ton Molina/STF

    Em uma das postagens mencionadas por Moraes, o deputado ironiza a revogação do visto do ministro para os Estados Unidos: “Talvez o Moraes não sabe se o Filipe Martins foi ou não aos EUA, mas agora todo mundo sabe que o Moraes não vai!”. Em outra publicação, Eduardo escreveu: “Eu não posso ver meu pai e agora tem autoridade brasileira que não poderá ver seus familiares nos EUA também […] Eis o custo moraes para quem sustenta o regime”.

    O material foi remetido pela Polícia Federal e será analisado pela Procuradoria-Geral da República. “Determino a juntada aos autos das postagens e entrevistas realizadas pelo investigado nos links acima referidos”, escreveu Moraes, que encaminhou o caso ao Ministério Público para manifestação.

    Eduardo Bolsonaro ironizou a decisão. “Moraes viu aí um ataque à democracia e juntou no inquérito que ele abriu contra mim pedindo +12 anos de cadeia. Cuidado, memes matam…”, disse em suas redes.

    Veja a íntegra do despacho.

  • Perícia considera “irrelevante” conteúdo em pen drive de Bolsonaro

    Perícia considera “irrelevante” conteúdo em pen drive de Bolsonaro

    A Polícia Federal concluiu que o pen drive apreendido na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a operação de busca e apreensão na sexta-feira (18), não tem utilidade para o inquérito que apura tentativa de interferência no Judiciário. O objeto estava em um banheiro da residência, e Bolsonaro havia negado o conhecimento sobre seu conteúdo.

    De acordo com o G1, o laudo pericial indica que não há informações relevantes no dispositivo. Com isso, os investigadores passaram a concentrar esforços na análise do celular do ex-presidente, cuja extração de dados ainda está em andamento.

    No dia da operação, Bolsonaro havia negado conhecimento sobre o pen-drive.

    No dia da operação, Bolsonaro havia negado conhecimento sobre o pen-drive.Gabriela Biló/Folhapress

    Bolsonaro chegou a comentar a apreensão do pen-drive ao falar com jornalistas após a operação em sua residência. “Nunca abri um pen drive na minha vida. Eu não tenho nem laptop em casa para mexer com pen drive”, afirmou. A PF também havia encontrado uma cópia da ação judicial apresentada pela plataforma de vídeos Rumble, nos Estados Unidos, contra o ministro Alexandre de Moraes, bem como US$ 14 mil em espécie em seu cofre.

    Bolsonaro é investigado sob suspeita de, junto ao seu filho, deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), fazer lobby nos Estados Unidos para sancionar autoridades brasileiras, visando comprometer o andamento da ação penal do golpe de Estado. O ex-presidente é réu na ação, que está na etapa final antes do julgamento.

  • STF ouve mais testemunhas sobre tentativa de golpe de Estado

    STF ouve mais testemunhas sobre tentativa de golpe de Estado

    O Supremo Tribunal Federal ouviu, nesta segunda (21), testemunhas ligadas aos núcleos 2 e 3 das ações penais sobre a tentativa de golpe de Estado. As audiências prosseguem nesta terça (22), com previsão de novo interrogatório na quarta (24).

    O caso envolve autoridades do governo Bolsonaro e militares que, segundo a PGR, atuaram para impedir a posse de Lula. Os depoimentos são conduzidos por juízes auxiliares do gabinete do ministro Alexandre de Moraes.

    Fachada do STF, na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

    Fachada do STF, na Praça dos Três Poderes, em Brasília.Bruno Stuckert/Folhapress

    Quem foi ouvido

    As testemunhas foram divididas conforme os núcleos investigados:

    Núcleo 2 (ex-integrantes do governo e da PRF):

    • Alexandre dos Santos Lopes
    • André Chermont
    • Anderson da Silva Costa
    • Antônio Fernando de Miranda
    • Antônio Melo Schlichting Júnior
    • Antônio Vital de Moraes Junior
    • Daniel Felipe de Souto
    • Antônio Ramirez Lorenzo
    • Diego Joaquim de Moura Patriota
    • Rafael Barbosa de Barros
    • Rodrigo Gomes Fernandes
    • Virgilio de Paula Tourinho
    • Marcelo Roberto Paiva Winter
    • Antônio Dias Júnior
    • Alberto Barbosa Machado Nunes Rodrigues (PM-DF)
    • Stella Maria Burda (promotora de Justiça do PR)
    • Elias Milhomens (delegado da PF)
    • Amauri Neto, Anderson Ferreira e Renato Pio da Silva (agentes da PF)
    • Mateus Diniz (ex-Secretaria de Comunicação do governo)

    Núcleo 3 (militares e policial federal):

    • Fernando José SantAna Soares e Silva
    • Nilton Diniz Rodrigues
    • Cleverson Ney Magalhães
    • Carlos Alberto Klinguelfus Mendes
    • Fábio Shor (delegado da PF)

    O que vem a seguir

    As oitivas continuam nesta terça (22), a partir das 9h. Na quinta (24), será a vez dos réus do Núcleo 4 prestarem depoimento à Corte.

  • Delegado Caveira é repreendido por exibir bandeira pró-Trump

    Delegado Caveira é repreendido por exibir bandeira pró-Trump

    Durante reunião da Comissão de Segurança Pública realizada nesta terça-feira (22), o deputado Delegado Caveira (PL-PA) foi repreendido por colegas da própria base bolsonarista após exibir uma bandeira com o nome do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O gesto causou desconforto entre aliados de Jair Bolsonaro (PL), que consideraram a atitude um desvio de foco da pauta principal.

    A comissão se reuniu mesmo após o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), suspender oficialmente as atividades deliberativas durante o recesso informal da Casa. Ignorando a determinação da Mesa Diretora, os deputados realizaram o encontro para aprovar uma moção de apoio a Bolsonaro.

    A iniciativa foi uma reação à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que impôs medidas cautelares ao ex-presidente, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de uso de redes sociais e entrevistas públicas. Na véspera, Bolsonaro compareceu pessoalmente ao Congresso e exibiu o equipamento a parlamentares aliados.

    Apesar do objetivo de manifestar solidariedade ao ex-presidente brasileiro, a presença da bandeira de Trump foi vista como inoportuna por parte dos deputados, que tentavam manter a narrativa centrada em apoio a Bolsonaro. Um dos parlamentares chegou a pedir que Caveira guardasse o item e não desviasse o foco da reunião.

    A sessão, mesmo esvaziada, expôs rachas internos na base bolsonarista e reforçou o tensionamento institucional entre o Legislativo e o Judiciário. A atuação da comissão em desacordo com a ordem da presidência da Casa também acendeu o alerta na cúpula da Câmara, que monitora possíveis medidas disciplinares em caso de repetição do ato.

  • Vice-líder do governo no Senado pediu impeachment de Moraes duas vezes

    Vice-líder do governo no Senado pediu impeachment de Moraes duas vezes

    O senador Jorge Kajuru (PSB-GO), vice-líder do governo Lula na Casa, é autor de duas representações contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta semana, a oposição do Senado afirmou que a remoção do magistrado da Corte será a prioridade para o segundo semestre.

    As representações de Kajuru, no entanto, antecedem sua posição como aliado do governo no Senado. Ambas as petições são de 2021, uma delas assinada em conjunto com outros senadores e uma representação individual. À época filiado ao Cidadania, o senador fazia parte da oposição na Casa.

    A primeira petição de Jorge Kajuru denuncia crime de responsabilidade por parte de Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news. O “malfadado inquérito”, na avaliação do senador, foi utilizado pelo ministro para intimidar e violar direitos e liberdades individuais. Ele ainda cita a prisão do então deputado Daniel Silveira, em 2021, como exemplo.

    “Trata-se na verdade de um inquérito guarda-chuva que o Supremo Tribunal Federal, na pessoa do Ministro Alexandre de Moraes utiliza para intimidar, ameaçar e violar os direitos e liberdades individuais de quem ousa se manifestar contra a Corte e seus membros”, argumenta.

    De acordo com o senador, as manifestações de Daniel Silveira demonstrava “exasperação, má-educação, grosseria, baixo nível, mas em hipótese alguma houve transbordamento do direito de expressão” ou ameaça aos ministros. Por esse motivo, reconhece crime de responsabilidade contra o livre exercício do Poder Legislativo.

    Jorge Kajuru e Lula.

    Jorge Kajuru e Lula.Reprodução/Instagram

    A lei aponta crime de responsabilidade nos casos de:

    • uso de violência ou ameaça contra algum representante da Nação para afastá-lo da Câmara a que pertença ou para coagí-lo no modo de exercer o seu mandato bem como conseguir ou tentar conseguir o mesmo objetivo mediante suborno ou outras formas de corrupção;
    • violação das imunidades asseguradas aos membros do Congresso Nacional, das Assembléias Legislativas dos Estados, da Câmara dos Vereadores do Distrito Federal e das Câmaras Municipais.

    A outra petição também diz respeito à prisão do deputado Daniel Silveira. O senador Jorge Kajuru assinou representação contra Moraes juntamente com os senadores Eduardo Girão (Novo-CE), Styvenson Valentim (PSDB-RN), Luís Carlos Heinze (PP-RS) e o ex-senador Lasier Martins.

    A reportagem procurou a assessoria de imprensa do senador para se manifestar sobre as petições, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto.

    Foco no impeachment

    A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou na segunda-feira (21) que o principal objetivo da oposição do Senado para o segundo semestre é o impeachment de Alexandre de Moraes. Além do pedido de Flávio Bolsonaro, pelo menos outros 28 já foram protocolados no Senado Federal.

    Apenas neste ano, houve seis petições com representações contra o ministro. Entre os pedidos, cinco são de cidadãos e um do deputado Bibo Nunes (PL-RS). O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também apresentou pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes nesta quarta-feira (23).

  • Reembolso de descontos ilegais do INSS começa nesta quinta-feira

    Reembolso de descontos ilegais do INSS começa nesta quinta-feira

    A devolução dos descontos indevidos realizados por entidades associativas nos benefícios de aposentados e pensionistas terá início nesta quinta-feira (24) para aqueles que, até segunda-feira (21), optaram pelo acordo proposto pelo governo federal. O prazo para adesão se estende até 14 de novembro, e o reembolso será creditado na conta onde o benefício é recebido, seguindo a ordem de adesão – os que se inscreverem primeiro, receberão primeiro.

    O pagamento será efetuado em uma única parcela, com correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que representa a inflação oficial do país.

    De acordo com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), aproximadamente 600 mil aposentados e pensionistas já se inscreveram no acordo. Na semana passada, o Ministério da Previdência Social contabilizava 1,4 milhão de pessoas elegíveis para receber o ressarcimento pelos descontos indevidos realizados pelas entidades associativas.

    Aposentados e pensionistas podem consultar descontos indevidos em seus benefícios diretamente nas agências dos Correios.

    Aposentados e pensionistas podem consultar descontos indevidos em seus benefícios diretamente nas agências dos Correios.Antonio Cruz/Agência Brasil

    Vantagens da adesão

    Em uma entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), na semana passada, o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, ressaltou algumas vantagens para aqueles que optarem pelo acordo.

    A primeira delas é que o aposentado não precisará gastar com honorários advocatícios. Outra vantagem é a possibilidade de o aposentado processar as associações que realizaram a cobrança indevida.

    “[Ao aderir ao acordo] ele se compromete a não entrar na Justiça contra o governo, mas ele pode entrar contra as associações. Por exemplo, se ele acredita que merece receber uma ação por dano moral, ele pode processar as associações para receber esse valor”, afirmou durante o programa.

    Ele esclarece que o governo está realizando uma investigação para distinguir as entidades associativas que são idôneas daquelas que não são. “Essas associações [não idôneas] só poderão operar novamente após a verificação que estamos realizando. Vamos buscar cada centavo dessas associações que fraudaram o INSS, para ressarcir o Tesouro. Inclusive, já bloqueamos R$ 2,8 bilhões dessas associações, por meio de ações judiciais na Justiça”.

    Quem pode aderir?

    Podem participar do acordo os aposentados e pensionistas que contestaram os descontos indevidos e não obtiveram resposta da entidade ou associação após 15 dias úteis. Atualmente, mais de 3,2 milhões de pedidos de 1,9 milhão de pessoas já ultrapassaram o prazo para receber uma resposta das associações e entidades que representam aposentados, portanto, podem aderir ao acordo.

    A adesão é gratuita e, antes de assinar o acordo, os aposentados e pensionistas têm a opção de consultar o valor que têm a receber. A adesão pode ser realizada exclusivamente pelos seguintes canais:

    • Aplicativo ou site Meu INSS;
    • Agências dos Correios em mais de 5 mil municípios;

    A central telefônica 135 está disponível para consultas e contestações, mas não realiza a adesão ao acordo.

    Como aceitar o acordo pelo aplicativo Meu INSS?

    1 – Acesse o aplicativo Meu INSS com CPF e senha;

    2 – Vá até “Consultar Pedidos” e clique em “Cumprir Exigência” em cada pedido (se houver mais de um);

    3 – Role a tela até o último comentário, leia com atenção e, no campo “Aceito receber”, selecione “Sim”;

    4 – Clique em “Enviar” e pronto. Depois, basta aguardar o pagamento.

    Como funciona o processo até a adesão ao acordo?

    1 – O beneficiário registra a contestação do desconto indevido;

    2 – Aguarda 15 dias úteis para que a entidade responda;

    3 – Se não houver resposta nesse prazo, o sistema abre a opção para adesão ao acordo de ressarcimento.