Categoria: CONGRESSO EM FOCO

  • Vídeo: Moraes resume relatório sobre “núcleo 2” da tentativa de golpe

    Vídeo: Moraes resume relatório sobre “núcleo 2” da tentativa de golpe

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez nesta terça-feira (22) uma exposição de 1 minuto e 12 segundos do seu relatório a respeito do núcleo 2 da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre uma tentativa de golpe. Na sessão, a Primeira Turma do STF decide se aceita a denúncia e torna réus seis acusados de integrar a gestão do esquema para manter Jair Bolsonaro ilegitimamente na Presidência da República. Assista abaixo, em vídeo.

    Clique aqui para acompanhar o julgamento ao vivo e aqui para saber quem são os denunciados e de que crimes são acusados.

    O ministro Alexandre de Moraes fez uma exposição breve do relatório para o

  • Acusado por 8 de janeiro veio a Brasília para fertilização, diz defesa

    Acusado por 8 de janeiro veio a Brasília para fertilização, diz defesa

    O advogado de Fernando Souza Oliveira, delegado da Polícia Federal (PF) denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por supostamente ter participado de um esquema de tentativa de golpe do Estado, disse que o cliente só se mudou para Brasília porque queria fazer um tratamento de fertilização. A afirmação foi feita nesta terça-feira (22) em sessão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Os ministros julgam se aceitam a denúncia contra Fernando e mais cinco acusados no chamado núcleo 2 da tentativa de golpe.

    As defesas dos acusados se manifestaram durante a manhã. O advogado de Fernando, dr. Danilo David Ribeiro, o primeiro a se manifestar, traçou um perfil do cliente: disse que tem “perfil técnico, sem aspirações políticas” e ressaltou que este não tem perfis em redes sociais e que “não há uma foto de Fernando Oliveira com camisa do Brasil”.

    O advogado Danilo David Ribeiro, que defende Fernando Souza Oliveira no STF.

    O advogado Danilo David Ribeiro, que defende Fernando Souza Oliveira no STF.Gustavo Moreno/STF

    Segundo o advogado, Fernando Souza Oliveira morava em Santo Ângelo, município de pouco mais de 75 mil habitantes no Rio Grande do Sul, e veio para Brasília porque “era casado há pouco tempo”, queria ter filhos e “precisava fazer um tratamento de fertilização”. O tratamento, segundo o advogado, poderia ser realizado em São Paulo ou Brasília. Fernando teria optado pela capital, onde assumiu um cargo “de terceiro escalão” no Ministério da Justiça, segundo o dr. Danilo Ribeiro.

    O advogado disse ainda que Fernando estava “pronto para voltar para Santo Ângelo” quando recebeu o convite do ex-ministro Anderson Torres para assumir a secretaria-executiva na Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal. O tratamento havia dado certo e Oliveira já era pai. Esse aceite o colocou “no olho do furacão”, diz Ribeiro.

    Fernando é acusado de ter se omitido quando exercia a função, o que permitiu os ataques a prédios públicos em 8 de janeiro de 2023.

  • Defesa de Glauber formaliza recurso contra cassação ; veja íntegra

    Defesa de Glauber formaliza recurso contra cassação ; veja íntegra

    A defesa do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) protocolou, na tarde desta terça-feira (22), o recurso anunciado anteriormente na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) contra o parecer aprovado pelo Conselho de Ética que recomenda a cassação do parlamentar.

    O documento questiona a legalidade do processo e aponta supostas irregularidades cometidas pelo relator Paulo Magalhães (PSD-BA), entre elas o indeferimento de testemunhas de defesa, o sigilo do relatório e a alegada parcialidade do relator. A peça também sustenta que o processo desrespeitou normas regimentais e constitucionais, além de apontar desproporcionalidade na penalidade sugerida.

    Glauber alega perseguição política ao longo do processo.

    Glauber alega perseguição política ao longo do processo.Pedro Ladeira/Folhapress

    No recurso, sua defesa argumenta que a representação apresentada pelo partido Novo carece de justa causa e descreve as acusações como genéricas. Segundo os advogados, a recomendação de cassação baseia-se em uma interpretação equivocada dos fatos e numa suposta perseguição política.

    Desde o início do processo, Glauber acusa o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), com quem possui uma rivalidade de longa data, de intervir politicamente no processo por meio de acordos com o relator. Lira nega as acusações.

    Acusação

    Braga é acusado de agredir fisicamente, em abril, o militante Gabriel Costenaro, do Movimento Brasil Livre (MBL), nas dependências da Câmara. A agressão teria ocorrido após o militante proferir ofensas contra a falecida mãe do parlamentar, a ex-prefeita Saudade Braga, de Nova Friburgo, que até então estava internada com problemas respiratórios.

    O episódio levou o Conselho de Ética a aprovar, no último dia 9, o parecer pela perda do mandato.

    Próximos passos

    Se a CCJ acolher o recurso, o processo volta ao colegiado, desta vez sob nova relatoria, para ser reavaliado. Caso seja rejeitado, o parecer segue ao plenário da Câmara, onde será proferida a decisão final.

    Na semana passada, Glauber encerrou uma greve de fome iniciada em protesto à tramitação do processo. Em acordo com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), ficou estabelecido que o tema não será levado ao plenário antes de 60 dias, mesmo que a CCJ rejeite o recurso. O acordo tem por objetivo ampliar o tempo para a defesa do parlamentar.

    Confira a íntegra do recurso apresentado:

  • Comissão da Câmara repudia asilo à ex-primeira-dama do Peru

    Comissão da Câmara repudia asilo à ex-primeira-dama do Peru

    A Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (23) uma moção de repúdio ao asilo diplomático concedido à ex-primeira-dama do Peru, Nadine Heredia, condenada por corrupção e lavagem de dinheiro.

    O requerimento foi apresentado pelo deputado Zucco (PL-RS), líder da oposição, que classificou a decisão do governo brasileiro como um “grave desrespeito ao princípio da moralidade administrativa” e ao combate internacional à corrupção.

    Nadine Heredia chegou ao Brasil no dia 16, após receber salvo-conduto do governo peruano. Ela foi condenada a 15 anos de prisão, acusada de usar recursos ilegais da Odebrecht e do governo venezuelano para financiar campanhas do marido, o ex-presidente Ollanta Humala. O Ministério das Relações Exteriores justificou o asilo com base na Convenção de Caracas sobre Asilo Diplomático de 1954, da qual o Brasil é signatário.

    Colegiado acusa conflito com tratados internacionais e questiona gastos públicos na operação.

    Colegiado acusa conflito com tratados internacionais e questiona gastos públicos na operação.Alan Santos/Câmara dos Deputados

    Críticas ao uso da FAB

    No texto, Zucco argumenta que o transporte de Heredia ao Brasil por meio da Força Aérea Brasileira impôs gastos indevidos ao Estado. Segundo ele, o uso de recursos públicos em benefício de uma condenada por crimes comuns fere o princípio da economicidade e desrespeita os contribuintes.

    “O Brasil foi usado como abrigo por uma condenada por corrupção, com apoio logístico oficial. Isso compromete a imagem do País como parceiro no enfrentamento à impunidade”, afirmou o parlamentar.

    Contestação jurídica

    O autor sustenta que o asilo desrespeita a Convenção de Caracas de 1954, que, segundo ele, veda esse tipo de proteção a pessoas condenadas por crimes comuns. A decisão, segundo ele, abre um precedente diplomático “grave e perigoso”.

    Para o deputado, a postura do Itamaraty também fere compromissos assumidos pelo Brasil na Convenção da ONU contra a Corrupção.

  • Câmara: Comissão aprova divulgação do direito à educação especial

    Câmara: Comissão aprova divulgação do direito à educação especial

    Projeto obriga escolas a divulgarem informações sobre o direito à educação especial.

    Projeto obriga escolas a divulgarem informações sobre o direito à educação especial.Freepik

    A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 324/24, que determina a afixação, em local de fácil acesso e visibilidade, de uma cópia impressa dos artigos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) referentes à educação especial em todas as escolas, públicas e privadas do país.

    A educação especial, conforme a LDB, é a modalidade de ensino destinada a estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades ou superdotação, prevendo serviços especializados de apoio na escola regular.

    O relator, deputado Max Lemos (PDT-RJ), endossou a justificativa do autor do projeto, deputado Jonas Donizette (PSB-SP), destacando que muitos pais e responsáveis recorrem à Justiça para garantir o direito à educação especial para seus filhos.

    Lemos ressaltou o aumento das matrículas na educação especial entre 2019 e 2023, de 1,25 milhão para 1,8 milhão, segundo o Censo Escolar 2023, mas reconheceu que a inclusão efetiva ainda é um desafio.

    O deputado lembrou que a legislação garante o direito à educação inclusiva e que o Supremo Tribunal Federal (STF) já decidiu pela proibição da recusa de matrícula ou cobrança de valores adicionais para estudantes com deficiência. “A proposição busca ampliar a disseminação de informações sobre os direitos desse público, para evitar que famílias precisem recorrer à Justiça”, afirmou Lemos.

    “Com o fortalecimento e a efetividade das normas existentes, espera-se assegurar que esses estudantes sejam devidamente incluídos e acolhidos e, assim, promover maior equidade no sistema educacional”, complementou.

    A tramitação do projeto seguirá para análise conclusiva nas comissões de Educação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. A aprovação por deputados e senadores é necessária para que a proposta se torne lei.

  • Comissão aprova projeto de Tabata que institui o Pix Pensão

    Comissão aprova projeto de Tabata que institui o Pix Pensão

    A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara aprovou, nessa quarta-feira (23), o Projeto de Lei nº 4.978/2023, que propõe a criação de um mecanismo batizado de Pix Pensão um sistema de transferência automática para garantir o pagamento mensal de pensões alimentícias. O texto foi incluído como substitutivo a outras quatro propostas que tratavam do mesmo tema, entre elas o polêmico PL 3.837/2019, que previa a obrigatoriedade de homens comparecerem mensalmente à Justiça para comprovar o pagamento da pensão.

    Veja o texto aprovado

    Tabata, autora do projeto, diz que projeto beneficia quem mais importa, a criança

    Tabata, autora do projeto, diz que projeto beneficia quem mais importa, a criançaDanilo Verpa/Folhapress

    Encabeçado pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP), com outros 38 coautores, o projeto visa modernizar e simplificar o cumprimento da obrigação alimentar por meio da incorporação de mecanismos automáticos de cobrança. O destaque é a criação do Pix Pensão, sistema de débito automático determinado pelo juiz, que permite o repasse direto do valor da pensão das contas do devedor para a conta do alimentando ou de seu responsável legal.

    “É simples. Se o pai tem saldo, não importa em que conta, a pensão cai. A lei fica mais moderna: é menos custo pro Estado e mais segurança pra quem mais importa, a criança”, afirmou Tabata.

    Sobrecarga do Judiciário

    Segundo a relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), a medida evita a necessidade de acionamento judicial a cada inadimplência, o que, na prática, ocorre mensalmente em muitos casos. A ideia é reduzir a sobrecarga do Judiciário e tornar mais efetivo o repasse dos valores às crianças e adolescentes beneficiários. “Essa inovação, além de beneficiar diretamente os alimentandos, sinaliza à sociedade que não é mais aceitável fugir da responsabilidade parental”, afirmou a deputada.

    Outro ponto importante do projeto é a exigência de divulgação de estatísticas detalhadas sobre o andamento das ações de alimentos no país, para subsidiar a formulação de políticas públicas mais eficazes. A proposta prevê que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e os tribunais incentivem a coleta e o compartilhamento de dados judiciais, inclusive por meio de convênios com o IBGE e o Ipea, sempre de forma anonimizada, exceto quando necessário para o aperfeiçoamento de políticas públicas

    .Rejeição ao projeto principal

    O projeto aprovado foi apresentado como apensado ao PL 3.837/2019, de autoria da deputada Professora Rosa Neide (PT-MT), que previa a obrigatoriedade de homens que pagam pensão se apresentarem mensalmente ao Judiciário com o comprovante de pagamento. Segundo a relatora, essa proposta criaria um ônus desnecessário e ineficaz, já que a legislação atual já prevê a prisão do inadimplente após três dias sem justificativa. “Adicionar mais uma penalidade não resolve o problema, apenas cria mais incômodos e burocracias”, justificou Laura Carneiro.

    Também foram rejeitados o PL 185/2022, que previa suspensão da CNH e do passaporte, o PL 5.067/2023, que tratava da quebra de sigilo bancário, e o PL 404/2024, que abordava medidas de citação e penhora.

    O PL 4.978/2023 segue agora para análise nas demais comissões competentes, em caráter conclusivo. Se aprovado em todas as comissões, poderá seguir direto para o Senado, sem passar pelo plenário da Câmara, salvo se houver recurso para votação em plenário.

    Veja os principais do projeto do Pix Pensão:

    Principais pontos do PL nº 4978/2023

    1. Transferência automática da pensão alimentícia (“Pix Pensão”)

    O projeto cria um novo artigo (529-A) no Código de Processo Civil que permite a transferência automática mensal do valor da pensão alimentícia diretamente para a conta do exequente (quem recebe), determinada por decisão judicial:

    O juiz ordenará, via sistema eletrônico do Sistema Financeiro Nacional, que a instituição financeira realize mensalmente o débito automático da conta do devedor para a do beneficiário.

    O devedor pode indicar a conta preferencial para o débito.

    Caso não haja saldo suficiente, a instituição financeira deverá bloquear outros ativos financeiros do devedor (como imóveis, veículos, aplicações financeiras) para garantir o pagamento.

    2. Penhora de bens de empresário individual

    Se o devedor for empresário individual, os ativos da empresa também podem ser bloqueados automaticamente, uma vez que não há separação patrimonial entre a pessoa física e a empresa nessa modalidade jurídica.

    O projeto ainda dispensa, nesses casos, a instauração do incidente de desconsideração da personalidade jurídica, o que agiliza o bloqueio de bens.

    3. Modernização dos atos processuais eletrônicos

    O projeto insere um parágrafo único no art. 196 do Código de Processo Civil determinando que atos processuais eletrônicos devem facilitar a coleta e compartilhamento de dados com entidades públicas para fins estatísticos ou sociais, observando a LGPD.

    4. Estatísticas detalhadas e públicas sobre ações judiciais

    O projeto modifica o art. 5º da Lei nº 11.364/2006, que regula o CNJ, para estabelecer que:

    • O CNJ deve divulgar estatísticas trimestrais detalhadas sobre a atuação judiciária, incluindo:
    • Número de ações de cada tipo;
    • Valores médios e medianos;
    • Volume e valores de penhoras;
    • Perfil dos exequentes (quem cobra) e executados (quem paga);
    • Número de sentenças por juiz;
    • Perfil dos alimentandos (crianças e dependentes).

    Também permite o compartilhamento de dados anonimizados com outros órgãos públicos, como IBGE e IPEA, para apoio a políticas públicas.

  • Oposição anuncia obstrução após adiamento da pauta da anistia

    Oposição anuncia obstrução após adiamento da pauta da anistia

    A oposição na Câmara dos Deputados anunciou nesta quinta-feira (24) que voltará a adotar a obstrução como estratégia de pressão pela votação do projeto de lei que concede anistia aos presos pelos atos de 8 de janeiro de 2023. A decisão se deu após o Colégio de Líderes decidir por não pautar requerimento de urgência da proposta não será incluído na pauta da próxima semana.

    A medida foi comunicada pelo líder da oposição, deputado Zucco (PL-RS), logo após a reunião do Colégio de Líderes. Ele criticou a condução da pauta e alegou que a decisão “foi um grande desrespeito para com a Câmara Federal” diante do grande número de assinaturas no requerimento.

    Zucco cobra a definição de uma data para tratar da anistia.

    Zucco cobra a definição de uma data para tratar da anistia.Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

    “Empurrar esse tema para mais dias, quiçá semanas, foi um erro muito grande por parte do Colégio de Líderes”, afirmou. O deputado afirmou ainda que a obstrução será mantida até que uma data para a votação da urgência para a anistia seja definida.

    A proposta de anistia apoiada pela oposição é o projeto de lei 2858/2022, do ex-deputado Major Vitor Hugo, que busca perdoar os envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes em Brasília, além de outros atos relacionados, como bloqueios de estradas e acampamentos em frente a quartéis após as eleições presidenciais daquele ano.

    Instrumento regimental

    A estratégia de obstrução consiste em barrar votações nas comissões e no Plenário por meio de instrumentos regimentais, como apresentação de sucessivos requerimentos de inclusão de itens na pauta, ou de retirada dos já estabelecidos. Essa manobra é permitida pelo Regimento Interno.

    Esta é a segunda vez em menos de um mês em que a oposição entra em trabalho de obstrução pela anistia: a primeira foi no fim de março, quando a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) acatou a ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de tentativa de golpe de Estado durante e após o período eleitoral de 2022.

  • PL que amplia acessibilidade em espaços culturais avança na Câmara

    PL que amplia acessibilidade em espaços culturais avança na Câmara

    Projeto amplia acessibilidade em espaços culturais e esportivos.

    Projeto amplia acessibilidade em espaços culturais e esportivos.Freepik

    A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que torna obrigatório o fornecimento de cadeiras de rodas para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida em estabelecimentos culturais e esportivos, como cinemas e estádios de futebol. Essa medida será incorporada à Lei da Acessibilidade, que já prevê a mesma obrigação para shoppings centers.

    O deputado Marx Beltrão (PP-AL) é o autor da proposta (PL 2.591/24), que recebeu parecer favorável do deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ).

    “Os espaços destinados à cultura e ao esporte devem eliminar barreiras e garantir os direitos das pessoas com deficiência”, afirmou Ribeiro. O deputado apresentou um substitutivo com alterações meramente formais, preservando o conteúdo original do projeto, mas transferindo a medida para a Lei da Acessibilidade.

    Originalmente, o projeto previa a alteração do Estatuto da Pessoa com Deficiência. A proposta seguirá agora para análise, em caráter conclusivo, das comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Para se tornar lei, o projeto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

  • Collor sorri em audiência de custódia e diz que prisão foi regular

    Collor sorri em audiência de custódia e diz que prisão foi regular

    O ex-presidente Fernando Collor afirmou que não houve qualquer irregularidade no cumprimento de sua prisão, durante audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (25). O depoimento ocorreu horas após ele ser detido, por volta das 4h da manhã, no Aeroporto Zumbi dos Palmares, em Maceió (AL), quando se preparava para embarcar para a capital federal.

    A sessão foi conduzida pelo juiz instrutor Rafael Tamai, do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Collor prestou informações protocolares sobre seu endereço, estado de saúde e medicamentos, e disse que conversou com seu advogado antes da audiência, além de ter passado por exame de corpo de delito.

    Durante os cerca de 13 minutos de conversa com o juiz, o ex-senador respondeu de forma calma e formal às perguntas, chegando a esboçar um sorriso. Questionado sobre o momento da prisão, declarou que pretendia se apresentar voluntariamente às autoridades em Brasília.

    Ao final, Collor pediu para cumprir a pena em Alagoas, seu estado de origem, e não na capital federal. O ministro Alexandre atendeu ao pedido.

    A prisão foi determinada por Moraes após o esgotamento dos recursos na ação penal que condenou Collor a 8 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em esquema envolvendo contratos da BR Distribuidora.

  • Bolsonaro apresenta sinais de melhora, sem previsão de sair da UTI

    Bolsonaro apresenta sinais de melhora, sem previsão de sair da UTI

    O ex-presidente Jair Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, onde está desde 13 de abril. Segundo boletim divulgado neste sábado, 27, seu estado clínico é estável, com melhora nos exames laboratoriais do fígado.

    Exames indicam melhora no funcionamento do fígado de Bolsonaro.

    Exames indicam melhora no funcionamento do fígado de Bolsonaro.Divulgação/Jair Bolsonaro/Flickr

    Apesar dos avanços, Bolsonaro ainda apresenta gastroparesia, condição que retarda o esvaziamento do estômago. De acordo com o hospital, houve sinais iniciais de movimentos intestinais espontâneos, mas o paciente continua sem condições de se alimentar pela boca ou pela sonda gástrica, recebendo nutrientes por injeção.

    O ex-presidente permanece sob fisioterapia motora e medidas de prevenção contra trombose. A restrição de visitas continua, e não há previsão de alta da UTI.

    Bolsonaro começou a apresentar problemas gastrointestinais decorrentes da facada sofrida na campanha eleitoral no dia 11, enquanto cumpria agenda no interior do Rio Grande do Norte. Foi transportado para a capital, Natal, e transferido em seguida para Brasília, oscilando desde então entre episódios de melhora ou piora.