Categoria: CONGRESSO EM FOCO

  • Decisões de tribunais internacionais seguem válidas, diz Flávio Dino

    Decisões de tribunais internacionais seguem válidas, diz Flávio Dino

    O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça (19) que continuam válidas no Brasil as decisões de tribunais internacionais cuja autoridade tenha sido reconhecida formalmente pelo Estado brasileiro. A declaração foi feita em despacho referente à sua decisão proferida na véspera, quando vedou o efeito de normas e decisões judiciais de cortes estrangeiras no Brasil.

    Segundo o ministro, a decisão trata apenas de sentenças proferidas por Estados nacionais e que, para valer no Brasil, exigem homologação ou acordo formal com o Judiciário. Não se aplica, portanto, a tribunais internacionais com autoridade incorporada ao Direito interno.

    Dino afirma que vedação a decisões de tribunais de outros países visa proteger sistema jurídico brasileiro.

    Dino afirma que vedação a decisões de tribunais de outros países visa proteger sistema jurídico brasileiro.Fellipe Sampaio /SCO/STF

    Dino citou como exemplo as decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos, com jurisdição aceita pelo Brasil em 2002. “Não há que se falar em ineficácia ou necessidade de homologação de suas decisões para que produzam efeitos jurídicos no país”, escreveu o ministro.

    No despacho, ele também defendeu o histórico brasileiro de adesão a tratados internacionais e lembrou que o país é signatário de acordos como relevantes o Pacto de São José, a Convenção contra a Tortura e o tratado sobre os direitos das pessoas com deficiência. “Isso demonstra que o primado dos direitos humanos no Brasil […] não se reduz à mera retórica ou pretextos para posições”, apontou.

    Dino reforçou que a vedação a decisões e normas de outros países serve exatamente para assegurar o pleno funcionamento do sistema jurídico como um todo. “Seria inviável a prática de atos jurídicos no Brasil se – a qualquer momento – uma lei ou decisão judicial estrangeira, emanada de algum país dentre as centenas existentes, pudesse ser imposta no território pátrio”, apontou.

    “Trata-se de decisão que reitera conceitos básicos e seculares, destinada a proteger o Brasil – abrangendo suas empresas e cidadãos – de indevidas ingerências estrangeiras no nosso território”, completou o ministro.

    Confira a íntegra do despacho.

  • Quaest: 48% apoiam Lula no tarifaço; 28% ficam com Bolsonaro

    Quaest: 48% apoiam Lula no tarifaço; 28% ficam com Bolsonaro

    A crise comercial entre Brasil e Estados Unidos já tem posição consolidada na opinião pública: 71% dos brasileiros afirmam que Donald Trump está errado em impor tarifas de 50% sobre a importação de produtos brasileiros sob o argumento de que existe perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Apenas uma minoria concorda com a justificativa do presidente norte-americano, mostra pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (20). Já o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) aparece fragilizado, visto como alguém que atua em defesa própria e não do país.

    Veja os dados da pesquisa Quaest

    O episódio do “tarifaço” ganhou ampla visibilidade: 84% dizem ter tomado conhecimento da carta enviada por Trump a Lula, contra 60% em julho. O percentual dos que desconheciam o caso caiu de 33% para 16%. O tema, portanto, passou a fazer parte do cotidiano político do país, com repercussões imediatas na avaliação do governo e da oposição. O posicionamento do presidente Lula no caso é um dos principais fatores da melhora da avaliação do governo, segundo a Quaest.

    Donald Trump e Jair Bolsonaro em encontro em 2019.

    Donald Trump e Jair Bolsonaro em encontro em 2019.Shealah Craighead/Casa Branca

    Lula x Bolsonaro: quem está certo?

    Nesse embate, 48% acreditam que Lula e o PT estão agindo da forma mais correta, enquanto 28% preferem a posição de Bolsonaro e seus aliados. Para 15%, nenhum dos lados age corretamente.

    Os números indicam que, apesar da polarização, Lula conseguiu reunir maioria em torno de sua postura diante da crise, apresentando-se como defensor dos interesses nacionais.

    Defesa do Brasil ou autopromoção?

    Mesmo assim, a percepção sobre Lula continua dividida: 49% veem o presidente agindo em defesa do Brasil, mas 41% acham que ele se aproveita da situação para autopromoção política.

    Esse quadro mostra que, embora consiga ampliar apoio frente a Trump, o petista ainda enfrenta um campo de desconfiança entre eleitores mais críticos.

    Rejeição a Eduardo Bolsonaro

    A pesquisa também avaliou a atuação internacional do deputado Eduardo Bolsonaro. A maioria absoluta (69%) acredita que ele defende seus próprios interesses e os da família, contra apenas 23% que o veem como representante do Brasil.

    O resultado sinaliza que o papel do parlamentar na cena internacional é percebido de forma negativa pela maior parte da população.

    Preocupação econômica

    A disputa diplomática não é vista apenas como questão política. 77% dos entrevistados acreditam que serão prejudicados pelas altas tarifas, e 64% temem aumento no preço dos alimentos.

    Com isso, o tema passa a dialogar diretamente com o custo de vida, reforçando a pressão sobre o governo brasileiro por uma solução rápida.

    Negociação x retaliação

    Apesar da insatisfação com Trump, a maioria dos brasileiros (67%) defende negociação diplomática com os EUA. Apenas 28% defendem retaliação com tarifas sobre produtos americanos.

    Ainda assim, as opiniões estão divididas sobre as chances de sucesso: 48% acreditam que Lula conseguirá um acordo, enquanto 45% acham que não.

    A margem de erro estimada da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%. As margens de erro dos estados e dos grupos sociodemográficos estão informadas no início do relatório.

  • Piauí elege Dr. Francisco como melhor deputado federal em 2025

    Piauí elege Dr. Francisco como melhor deputado federal em 2025

    Médico endocrinologista e ex-secretário de Saúde do Piauí, o deputado federal Dr. Francisco (PT-PI) transformou sua experiência na gestão pública em atuação parlamentar de destaque. Essa trajetória lhe garantiu o título de melhor deputado federal do Piauí no Prêmio Congresso em Foco 2025.

    Natural de São Francisco do Piauí, Dr. Francisco se formou em Medicina pela Universidade Federal de Campina Grande e construiu carreira ligada à saúde. Foi prefeito de sua cidade natal e secretário estadual de Saúde, onde comandou políticas de fortalecimento do SUS no Estado.

    Deputados agraciados na votação popular do Prêmio Congresso em Foco 2025.

    Deputados agraciados na votação popular do Prêmio Congresso em Foco 2025.Arte Congresso em Foco

    Em 2018, elegeu-se deputado estadual e, em 2022, conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados. Em pouco tempo, assumiu protagonismo: presidiu a Comissão de Saúde até março de 2025, relatou medidas provisórias de grande alcance social, como a que recriou o Bolsa Família, e foi apontado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) como um dos parlamentares mais influentes da atual legislatura.

    Quem apoia o Prêmio Congresso em Foco 2025.

    Quem apoia o Prêmio Congresso em Foco 2025.Arte Congresso em Foco

  • Melhores em Comércio, Indústria e Serviços são anunciados pelo júri

    Melhores em Comércio, Indústria e Serviços são anunciados pelo júri

    O fortalecimento da economia brasileira, com estímulo ao comércio, à indústria e aos serviços, também foi reconhecido no Prêmio Congresso em Foco 2025. A categoria busca valorizar parlamentares cuja atuação contribui para a modernização do ambiente de negócios, a geração de emprego e renda e o desenvolvimento dos setores produtivos do país.

    Neste ano, os escolhidos pelo júri técnico foram: deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), senador Eduardo Gomes (PL-TO) e deputado Joaquim Passarinho (PL-PA).

    O reconhecimento mostra como o Parlamento tem papel estratégico na formulação de políticas públicas voltadas ao crescimento econômico e à competitividade nacional.

    A cerimônia de entrega acontece nesta quarta-feira (20), no Teatro Nacional Claudio Santoro – Sala Martins Pena, em Brasília, com transmissão ao vivo pelos canais oficiais do Congresso em Foco.

    Quem apoia o Prêmio Congresso em Foco 2025.

    Quem apoia o Prêmio Congresso em Foco 2025.Arte Congresso em Foco

  • Projeto veda Lei Rouanet a obras que incitem violência contra mulheres

    Projeto veda Lei Rouanet a obras que incitem violência contra mulheres

    O deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS) apresentou o projeto de lei 4.027/2025, que altera a lei 8.313/1991 (Lei Rouanet) para proibir a concessão de incentivos públicos a iniciativas culturais que envolvam violência contra mulheres. O texto foi protocolado na Câmara dos Deputados em 15 de agosto.

    A proposta acrescenta dispositivos ao artigo 2º da Lei Rouanet, estabelecendo que não receberão apoio obras, produtos ou eventos culturais que: tenham acesso restrito a coleções particulares ou circuitos privados; promovam, incentivem ou façam apologia à violência contra mulheres; ou beneficiem artistas, grupos ou empresas com condenação judicial definitiva por crimes de violência contra mulheres.

    Dep. Rodolfo Nogueira.

    Dep. Rodolfo Nogueira.Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Na justificativa, o parlamentar cita dados do Relatório Anual Socioeconômico da Mulher (RASEAM 2025), segundo os quais o Brasil registrou 71.892 casos de estupro em 2024, o equivalente a uma média de 196 vítimas por dia. Para o autor, tais estatísticas reforçam a necessidade de impedir que recursos públicos oriundos de renúncia fiscal sejam destinados a iniciativas culturais que de alguma forma banalizem ou incentivem a violência de gênero.

    O projeto também menciona o princípio da dignidade da pessoa humana, previsto no artigo 1º, inciso III, da Constituição Federal, como fundamento para a restrição. O texto sustenta que cabe ao Estado adotar medidas de proteção à integridade física, moral e social da mulher, e que o uso de incentivos fiscais deve estar compatível com esse dever constitucional.

    A matéria aguarda análise pelas comissões permanentes da Câmara antes de seguir para votação em plenário.

    Leia a íntegra da proposta.

  • Hugo Motta exalta Prêmio Congresso em Foco como “Oscar da política”

    Hugo Motta exalta Prêmio Congresso em Foco como “Oscar da política”

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), destacou a importância da política e do diálogo para o futuro do país em seu discurso na cerimônia do Prêmio Congresso em Foco 2025, realizada na noite de quarta-feira (20).

    Diante de parlamentares, autoridades do Judiciário e representantes da sociedade civil, Motta afirmou que o prêmio, já consolidado como uma das principais celebrações da vida pública brasileira, funciona como uma espécie de “Oscar da política”, mas que seu sentido vai além da homenagem individual.

    “A política é a arte do diálogo, do encontro, do embate civilizado de ideias, é o que permite transformar divergências em consensos, diferenças em projetos, sonhos em leis. Não existe solução fora da política e não existe futuro fora do diálogo“, declarou.

    Reconhecimento aos premiados

    O presidente da Câmara ressaltou que cada troféu entregue aos vencedores representa mais do que uma distinção pessoal: é um chamado à responsabilidade pública.

    “Cada prêmio entregue aqui não é apenas um troféu, é uma convocação, uma convocação para que sigamos acreditando na política como instrumento de transformação, de justiça e de futuro”, disse.

    Motta também enalteceu o papel do Parlamento brasileiro, definindo-o como reflexo e motor da democracia.

    “O Parlamento reflete as tensões da sociedade, mas também tem o poder de pacificá-las, ecoa os conflitos da rua, mas também pode transformá-los em soluções.”

    Política como caminho

    Encerrando sua fala, o deputado sublinhou a necessidade de resgatar a confiança na política como espaço de construção coletiva.

    “Que esta noite nos lembre de que o Brasil só será maior se a política for maior e que a política só será maior se cada um de nós a exercitar com dignidade, coragem e fé no diálogo.”

    O evento reuniu deputados, senadores, ministros e representantes da sociedade, reafirmando o papel do Prêmio Congresso em Foco como uma das mais prestigiadas iniciativas de valorização da atividade parlamentar no país.

  • Dandara defende mais recursos para educação federal

    Dandara defende mais recursos para educação federal

    Em entrevista durante a cerimônia do Prêmio Congresso em Foco 2025, na quarta-feira (20), a deputada federal Dandara (PT-MG) destacou a importância de garantir investimentos permanentes para a educação. Ela ressaltou que projetos como o programa Pé-de-Meia, aprovado no ano passado, foram fundamentais para assegurar direitos a estudantes, mas que ainda é necessário avançar em medidas estruturantes.

    “Eu acho que aprovar projetos, como o Pé-de-Meia no ano passado, foi muito importante. Garantir direitos para os nossos estudantes foi fundamental. Este ano tramita projetos orçamentários para as universidades, institutos federais e para a rede Federal de educação.”

    A deputada mencionou ainda um projeto de lei, apresentado por ela, que objetiva o reajuste anual do orçamento das universidades. De acordo com ela, a proposta é “super importante” e a correção deveria ser feita “pelo menos de acordo com a inflação”.

    A parlamentar explicou que a proposta busca corrigir a perda de poder de compra das instituições de ensino. “Nós sabemos que há uma queda no poder de compra, porque os preços sobem, entram mais estudantes, [as instiuições de ensino] têm dificuldade de pagar as bolsas, efetivar a assistência estudantil. Então, nós estamos tramitando esse projeto hoje na Câmara dos Deputados para garantir que a educação tenha investimento”, disse.

    Dandara também ressaltou o papel do Parlamento na fiscalização e no fortalecimento da democracia. Segundo ela, os parlamentares desempenham um papel fundamental na construção do elo entre as demandas da população e as ações do governo, além de legislar para garantir maior eficácia aos programas e projetos.

    Ela acrescentou ainda que é necessário fiscalizar o Executivo, observando se as metas, objetivos e recursos estão sendo devidamente aplicados. Para a parlamentar, quando essa atuação é realizada com transparência, baseada em valores democráticos e guiada pela Constituição Federal, há um fortalecimento dos três poderes e, consequentemente, da democracia.

    A deputada destacou também a importância da imprensa para o processo legislativo. “A imprensa dá muito subsídio pra gente elaborar projetos de lei. A imprensa dá visibilidade a bons exemplos e boas práticas. A imprensa pode cada vez mais contribuir para ter transparência no ato legislativo. Eu acho que quando a imprensa caminha lado a lado com o nosso fazer parlamentar, isso transforma e efetiva muitos projetos”, declarou.

  • Defesa de Bolsonaro nega violação de cautelares; veja íntegra

    Defesa de Bolsonaro nega violação de cautelares; veja íntegra

    A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou nesta sexta-feira (22) a resposta ao relatório da Polícia Federal, que o indiciou por coação no curso da ação penal do golpe. A manifestação foi entregue ao ministro Alexandre de Moraes, após o magistrado conceder 48 horas para esclarecimentos sobre o suposto descumprimento de ordens judiciais.

    Bolsonaro foi indiciado junto com o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) após investigação sobre articulações com o governo Donald Trump para pressionar autoridades brasileiras envolvidas em seu julgamento no STF. O relatório aponta ainda o envio de dinheiro para sustentar Eduardo nos Estados Unidos e uma minuta de pedido de asilo político à Argentina.

    Defesa de Bolsonaro nega que o ex-presidente tenha planejado fugir para a Argentina.

    Defesa de Bolsonaro nega que o ex-presidente tenha planejado fugir para a Argentina.Valter Campanato/Agência Brasil

    Os advogados afirmam que o relatório da Polícia Federal representa “a mais indisfarçada manifestação do lawfare”. Eles dizem que se trata de uma peça “política”, que expõe a vida privada do ex-presidente e ignora garantias legais. “Conversas privadas, movimentações financeiras, pagamentos feitos a profissionais, tudo foi cuidadosamente transmitido à imprensa, como se dados bancários não fossem protegidos por Lei”.

    A defesa contesta a acusação de que Bolsonaro teria se comunicado com o general Walter Braga Netto, com quem é proibido de manter contato. Segundo os advogados, o ex-presidente apenas recebeu uma mensagem e não chegou a responder. “É incrível ter que dizer que a inexistência de resposta é o exato contrário de manter contato”, ironizam.

    Eles também rebatem a suspeita de fuga. O suposto pedido de asilo, segundo a defesa, era um rascunho antigo, não assinado, salvo por terceiros. “Com ou sem o rascunho, o ex-presidente não fugiu. Pelo contrário, obedeceu a todas as decisões emanadas pela C. Suprema Corte”.

    A defesa também rebate a acusação de lavagem de dinheiro. Os advogados classificam como “absurda” a criminalização de transferências bancárias de Bolsonaro à esposa, Michelle Bolsonaro. “O pior é que uma transferência de dinheiro para sua esposa, de valores com origem lícita, foi anunciada, com base ‘em fontes, como um indício de lavagem de dinheiro”, escreveram.

    Segundo eles, essa prática não configura crime, pois “o crime de lavagem (…) determina origem ilícita e não se consubstancia com depósitos, via Pix, para familiares”.

    Por fim, a defesa solicita a revogação da prisão domiciliar. “No mais, e para além da ausência de fatos novos ou mesmo contemporâneos, é certo que não há qualquer notícia de descumprimento de nenhuma das cautelares já impostas neste último um ano e meio. (…). Aproveita-se para requerer a reconsideração no que toca à decisão que determinou a prisão domiciliar”.

    Confira a íntegra da peça da defesa de Bolsonaro.

  • Pauta do Senado tem projeto que ameniza a Lei da Ficha Limpa

    Pauta do Senado tem projeto que ameniza a Lei da Ficha Limpa

    O Senado discute em plenário nesta semana o projeto de lei complementar (PLP) 192/2023, que modifica os prazos de inelegibilidade previstos na Lei da Ficha Limpa. De autoria da deputada Dani Cunha (União-RJ), o projeto altera o início do prazo de contagem, além de definir limites para as restrições impostas a candidatos condenados.

    No modelo atual, a Lei da Ficha Limpa prevê um período de oito anos de inelegibilidade ao candidato com condenação penal, começando a contar a partir do cumprimento da pena. Uma condenação a sete anos de prisão, por exemplo, resulta em 15 anos de inelegibilidade. A proposta muda a contagem para o momento da condenação, fazendo com que não ultrapasse o prazo de oito anos.

    Texto já passou pela Câmara e esteve em pauta no Senado em março, mas foi adiado.

    Texto já passou pela Câmara e esteve em pauta no Senado em março, mas foi adiado.Jonas Pereira/Agência Senado

    Para múltiplas condenações, o projeto estabelece um teto fixo de 12 anos, além de vedar a contagem dupla quando as sentenças tratarem de fatos correlatos. O texto foi aprovado na Câmara dos Deputados e na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. O projeto tramita sob relatoria de Weverton (PDT-MA). Houve uma tentativa anterior de votação em março, mas o projeto foi adiado diante da falta de acordo. A votação está agendada para a sessão plenária de terça-feira (26).

    Reforma penal

    Na quarta-feira (27), o primeiro item da pauta é o projeto de lei 4809/2024, do senador Alessandro Vieira (MDB-SE). O projeto, ainda pendente de parecer da Comissão de Segurança Pública, prevê um pacote amplo de mudanças no Código Penal, voltadas ao endurecimento de penas para crimes cometidos com uso de violência e limitações do acesso de réus à audiência de custódia.

    O projeto também tipifica, no próprio Estatuto do Desarmamento, o emprego de armas de fogo de origem ilegal para o cometimento de crimes, podendo resultar em penas de 10 a 20 anos.

    Os demais itens na agenda tratam de temas diversos como a definição de normas para a denominação de escolas indígenas, quilombolas e do campo; a oficialização do nome a Lei Maria da Penha, hoje denominada de forma extraoficial, e múltiplos acordos internacionais.

    Confira a agenda da semana no Senado:

    26/08/2025

    PLP 192/2023: altera a Lei da Ficha Limpa e a Lei das Eleições

    PL 3148/2023: denominação de instituições públicas de ensino indígenas, quilombolas e do campo

    PL 5178/2023: oficializa a denominação Lei Maria da Penha

    PDL 311/2024: convenção com a Colômbia para eliminação da dupla tributação

    27/08/2025

    PL 4809/2024: mudanças em códigos penal e processual para endurecimento de penas

    PL 2549/2024: criação do Selo Cidade Mulher

    PDL 479/2023: acordo com a União Europeia sobre isenção de vistos

    PDL 262/2024: cooperação em indústria de defesa com a Turquia

    28/08/2025

    PDL 319/2024: acordo de transporte aéreo com El Salvador

    PDL 610/2021: acordo de cooperação e investimentos com a Guiana

    PDL 609/2021: acordo de cooperação e investimentos com a Índia

  • PDT questiona no STF norma que permite débito automático entre bancos

    PDT questiona no STF norma que permite débito automático entre bancos

    O Partido Democrático Trabalhista (PDT) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), contestando a resolução do Banco Central que possibilita às instituições bancárias efetuarem débitos automáticos nas contas de clientes mantidas em diferentes bancos. A ADI 7.860 foi encaminhada ao ministro Dias Toffoli.

    Na ação, o partido argumenta que a resolução 4.790/2020 intensificou a ocorrência de débitos não reconhecidos, impactando negativamente os correntistas em âmbito nacional, com ênfase em aposentados e pensionistas.

    O partido ingressou com uma ação no STF.

    O partido ingressou com uma ação no STF.Antônio Cruz/Agência Brasil

    Sustenta, ainda, que a referida norma fragilizou os mecanismos de controle ao isentar o banco responsável pela conta da necessidade de verificar diretamente o consentimento do titular antes de efetuar o desconto.

    O PDT requer que a norma seja considerada inconstitucional e que o STF vede novas compensações interbancárias de débitos automáticos, visando restabelecer a proteção constitucional a direitos como legalidade, propriedade, segurança e defesa do consumidor.