Categoria: CONGRESSO EM FOCO

  • PT pede prisão de Zambelli e inclusão na lista da Interpol

    PT pede prisão de Zambelli e inclusão na lista da Interpol

    O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), entrou com uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR), nesta terça-feira (3), pedindo a prisão preventiva da deputada Carla Zambelli (PL-SP), que, mesmo condenada a 10 anos de prisão, deixou o país. Segundo o líder, a presença de Zambelli no exterior representa um “risco concreto à aplicação da lei penal, à ordem pública e à integridade das instituições democráticas brasileiras”.

    O pedido de Lindbergh tem como base a condenação imposta a ela pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a 10 anos e 8 meses de prisão em regime fechado, com perda automática do mandato parlamentar, por crimes praticados contra a administração da Justiça.

    Veja a íntegra da representação

    Lindbergh Farias entrou com representação na PGR contra Carla Zambelli.

    Lindbergh Farias entrou com representação na PGR contra Carla Zambelli.Marina Ramos/Agência Câmara

    Segundo a representação, logo após a condenação, Zambelli deixou o território nacional sem comunicar o STF, alegando “motivos médicos”, e passou a ser mantida fora do alcance da jurisdição penal. Nas últimas semanas a deputada arrecadou R$ 285 mil via doações por Pix para cobrir gastos com a Justiça. Para o petista, os recursos foram usados na fuga da colega, em “tentativa deliberada de frustrar a execução da pena”.

    “Perseguição jurídica”

    Em entrevista a uma rádio bolsonarista, na qual revelou que estava fora do Brasil, Zambelli disse que tem também passaporte europeu e que vai se basear na Europa, tanto para cuidar da saúde como para denunciar o que chamou de “perseguição jurídica” entre as autoridades do continente. Ela não informou, contudo, em que país está.

    Lindbergh afirma que a dupla nacionalidade de Zambelli pode dificultar sua extradição, reforçando a urgência da decretação da prisão e a inclusão de seu nome na difusão vermelha da Interpol.

    A peça jurídica também sustenta que Zambelli repete o “modus operandi” de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ao buscar apoio de autoridades estrangeiras contra ministros do STF. Para os autores da representação, trata-se de uma “trama golpista continuada”, agora reconfigurada como um ataque transnacional à soberania nacional e à legitimidade do sistema de Justiça brasileiro.

    Pedidos à PGR

    De acordo com a representação, a conduta de Carla Zambelli representa uma ameaça grave e reiterada à soberania nacional e à ordem constitucional, demandando “resposta imediata do Estado para restaurar a autoridade da jurisdição penal”.

    Além da prisão preventiva, o documento solicita que a PGR:

    • Peça ao STF a inclusão de Zambelli na difusão vermelha da Interpol;
    • Inicie o processo de extradição com base nos tratados internacionais;
    • Bloqueie os valores recebidos via Pix e apure indícios de crimes como estelionato, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e sonegação fiscal;
    • Oficie ao Itamaraty para a revogação do passaporte diplomático da deputada.

    “Golpe continuado”

    O texto argumenta que a fuga de Zambelli “não é um ato isolado”, mas parte de uma estratégia mais ampla e coordenada com figuras como Eduardo Bolsonaro para “internacionalizar a narrativa de deslegitimação do Judiciário brasileiro”, em aliança com setores da extrema-direita internacional.

    Segundo o pedido, permitir que Zambelli continue no exterior, com acesso a recursos e apoio político, representaria um risco de continuidade de atuação delituosa, inclusive de fora do país.

  • Veja momento em que Moraes ameaça prender ex-ministro em depoimento

    Veja momento em que Moraes ameaça prender ex-ministro em depoimento

    Durante depoimento, em 23 de maio, o ex-ministro e ex-presidente da Câmara dos Deputados Aldo Rebelo foi ameaçado de prisão por desacato pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Rebelo depôs na testemunha de defesa do réu Almir Garnier, um dos acusados do Núcleo 1 da trama golpista, apontado como núcleo fundamental e organizador das ações de 8 de janeiro.

    Os ânimos entre o magistrado e o ex-ministro se acirraram após Rebelo divagar sobre a língua portuguesa. Moraes pediu à testemunha que apenas respondesse às perguntas do advogado de forma objetiva. O ex-presidente da Câmara dos Deputados se revoltou com a recomendação do ministro e disse que não admitia ser “censurado”. Como consequência, Alexandre de Moraes ameaçou prendê-lo por desacato, caso a testemunha não se comportasse.

    Assista ao vídeo:

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    Tudo começou quando o advogado de Almir Garnier, Demóstenes Torres – ex-senador cassado em 2012 -, perguntou a Rebelo: “É possível que o comandante da Marinha possa mobilizar efetivos navais por decisão unilateral?”. O ex-ministro da Defesa durante o governo Dilma disse que era preciso levar em conta a língua portuguesa e a força de expressão.

    Posteriormente, Alexandre de Moraes ainda disse a Aldo Rebelo que, como testemunha, ele não pode dar opinião mas resposta fática, sobre os fatos. “A testemunha não pode dar o seu valor à questão. Então, o senhor pode fazer, obviamente, tem toda a liberdade para fazer a resposta fática: pode ou não, e por que pode ou por que não pode, já que o senhor foi ministro da Defesa”, explicou o ministro do STF.

    Outro momento que causou desconforto com a testemunha foi quando o ex-deputado disse que “gostaria de saber se o inquérito apurou” uma questão envolvendo o Ministério da Defesa. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, rebateu: “Quem quer saber alguma coisa somos nós, não o senhor”. Ao passo que o ministro Alexandre de Moraes completou: ” Se o senhor quer saber, depois o senhor vai ler na imprensa”.

  • Lewandowski manda PF apurar ataque verbal contra Lula em SP

    Lewandowski manda PF apurar ataque verbal contra Lula em SP

    A Polícia Federal abriu inquérito para investigar uma mulher que insultou o presidente Lula nas proximidades de sua residência, em São Paulo. Segundo a CNN, a ordem partiu do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, após considerar o episódio como possível crime contra a honra.

    Ministro da Justiça quer apurar possível crime contra a honra cometido em abril, na capital paulista.

    Ministro da Justiça quer apurar possível crime contra a honra cometido em abril, na capital paulista.Marcelo Camargo/Agência Brasil

    O ataque verbal ocorreu em 8 de abril, no bairro Alto de Pinheiros. A autora, que dirigia seu carro próximo ao local, pegou um megafone e gritou “Lula, ladrão”. Agentes de segurança que acompanhavam o presidente anotaram a placa do veículo e seguiram com ele até o ponto de embarque aéreo.

    Horas depois, a mulher foi localizada e prestou esclarecimentos. Alegou estar arrependida e ter agido por impulso, afirmou não ter visto Lula no momento da ação e disse não imaginar que sua atitude geraria consequências legais.

    O Código Penal prevê penas de três a seis meses de detenção para calúnia, injúria e difamação, com aumento de pena quando dirigidas a autoridades no exercício da função. Nesses casos, cabe ao Ministério da Justiça autorizar a abertura de processo.

  • Lula diz que Marina Silva é “bem magrinha” de “tanto trabalho”; assista

    Lula diz que Marina Silva é “bem magrinha” de “tanto trabalho”; assista

    O presidente Lula comentou nesta quinta-feira (5) que a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, é “bem magrinha” porque tem muito trabalho. A declaração foi feita em entrevista coletiva a jornalistas na França, ao lado do presidente francês Emmanual Macron.

    O comentário veio quando Lula estava falando a respeito do tratado comercial entre Mercosul e União Europeia, que, nos planos do presidente, deve ser fechado nos próximos seis meses. Em resposta a uma fala de Macron sobre as normas ambientais a serem combinadas, Lula disse que a ministra “apanha todo dia da imprensa por tentar cuidar do nosso país e cuidar do clima”.

    Depois, Lula menciona Marina novamente:

    “E a minha ministra está ali, bem magrinha, dá uma olhada para a Marina, de trabalhar e trabalhar. Ela saiu do Acre, na Amazônia, para ver se ficava mais robusta em Brasília. Mas dão tanto trabalho para ela que ela não consegue engordar. Então isso é de trabalhar, isso é de viajar, isso é de defender, isso é de tentar cuidar de um país que foi descuidado de muito tempo.”

    Marina estava presencialmente na entrevista, e foi apontada pelo presidente enquanto ele falava. Na semana anterior, a ministra passou por um momento tenso no Senado, quando foi questionada de forma desrespeitosa por senadores ao comparecer a Comissão de Infraestrutura da Casa.

  • STF retoma julgamento da responsabilização das plataformas

    STF retoma julgamento da responsabilização das plataformas

    O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quinta-feira (5) sessão de julgamento sobre recursos extraordinários que tratam da responsabilização das plataformas por conteúdos publicados por terceiros. A pauta foi retomada nesta quarta-feira (4) após ter sido suspensa em dezembro do ano passado, quando o ministro André Mendonça pediu vistas, isto é, mais tempo para análise.

    Assista à sessão:

    O julgamento analisa a constitucionalidade do artigo 19 do Marco Civil da Internet. Conforme o dispositivo, as empresas e plataformas só podem ser responsabilizadas por conteúdos publicados por terceiros caso exista descumprimento de ordem judicial para remover as publicações. Os ministros Luiz Fux e Dias Toffoli, relatores, e o ministro Luís Roberto Barroso já votaram.

    O ministro André Mendonça iniciou a leitura do voto na sessão de quarta-feira. No entanto, o magistrado não terminou a leitura e deve concluir seu voto na sessão desta quinta-feira.

    Plenário do STF.

    Plenário do STF.Antonio Augusto/STF

  • STF retoma julgamento sobre plataformas digitais no dia 11

    STF retoma julgamento sobre plataformas digitais no dia 11

    O Supremo Tribunal Federal (STF) retomará na próxima quarta-feira (11) o julgamento sobre recursos que tratam da responsabilização das plataformas por conteúdos publicados por terceiros. O ministro André Mendonça foi o único a votar nesta semana. Ao longo de dois dias, ele divergiu dos colegas.

    O julgamento havia sido suspenso em dezembro do ano passado, quando Mendonça pediu vistas, isto é, mais tempo para analisar o caso (entenda o voto do ministro).

    Os ministros analisam a constitucionalidade do artigo 19 do Marco Civil da Internet. Conforme o dispositivo, as empresas e plataformas só podem ser responsabilizadas por conteúdos publicados por terceiros caso exista descumprimento de ordem judicial para remover as publicações.

    Veja como foi a sessão de quinta-feira:

    Mendonça abriu divergência com seu voto. Enquanto os ministros Luiz Fux e Dias Toffoli consideraram o artigo inconstitucional, e Luis Roberto Barroso o julgou parcialmente inconstitucional, André Mendonça votou pela constitucionalidade.

    Segundo o magistrado, as empresas devem ser responsabilizadas nos casos previstos por lei, mas não podem responder objetivamente pelo que seus usuários publicam em matéria de manifestação de opinião, tampouco pela ausência de remoção destes conteúdos.

    Leia ainda: Mendonça defende excluir aplicativos de mensagens de responsabilização

  • Projeto de lei amplia o teste do olhinho com exame aos 6 meses

    Projeto de lei amplia o teste do olhinho com exame aos 6 meses

    Tramita na Câmara dos Deputado um projeto de lei que pretende obrigar hospitais e maternidades a entregarem, na alta de recém-nascidos, um encaminhamento para exame oftalmológico aos seis meses de vida. A proposta, em análise na Câmara, busca complementar o “teste do olhinho”, feito logo após o nascimento.

    O deputado Geraldo Mendes (União Brasil-PR) é o autor da proposta.

    O deputado Geraldo Mendes (União Brasil-PR) é o autor da proposta.Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

    A justificativa é que doenças como catarata congênita, retinoblastoma, estrabismo e erros refrativos graves podem surgir nos primeiros meses e comprometer a visão se não forem detectadas a tempo.

    Exame será ofertado pelo SUS

    Segundo o autor, deputado Geraldo Mendes (União-PR), o protocolo é simples e aproveita um estágio de maior desenvolvimento visual da criança. O exame já está disponível no SUS e, pela proposta, terá cobertura obrigatória também nos planos de saúde.

    O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Saúde, Finanças e Tributação, e Constituição e Justiça. Se aprovado, segue direto ao Senado, a menos que haja recurso para votação em plenário.

  • Governo vai rever alta do IOF e editar MP para aumentar arrecadação

    Governo vai rever alta do IOF e editar MP para aumentar arrecadação

    O governo decidiu substituir o decreto que aumentava o IOF por uma medida provisória com novos mecanismos de arrecadação. A decisão foi anunciada neste domingo (9), em reunião de ministros de Estado com os presidentes da Câmara e do Senado e líderes partidários.

    O encontro, classificado como “histórico” por Fernando Haddad e Hugo Motta, ocorreu após forte reação do Congresso e do mercado à elevação do imposto. O novo plano prevê revisão das alíquotas e propostas que exigem aprovação do Legislativo.

    Entre as principais medidas estão:

    • fim da isenção de Imposto de Renda para títulos de renda fixa como LCI e LCA, com alíquota de 5%;
    • aumento da taxação das apostas esportivas de 12% para 18%;
    • corte de 10% nos gastos tributários;
    • revisão do risco sacado, que afeta pequenas empresas;
    • unificação das alíquotas da CSLL sobre instituições financeiras.

    Reação política e busca por equilíbrio fiscal

    O presidente da Câmara destacou que o novo plano é “menos danoso” e abre caminho para discutir a redução de isenções fiscais, que somam R$ 800 bilhões. Uma proposta de reforma administrativa será apresentada em julho.

    Haddad defendeu as medidas como forma de corrigir distorções no sistema de crédito. “Algumas empresas têm acesso a crédito mais barato que o Tesouro. Isso não faz sentido”, afirmou.

    A medida também prevê que instituições financeiras que hoje pagam 9% de CSLL passem a pagar 15% ou 20%, encerrando a alíquota intermediária.

    A nova MP será anunciada com o retorno do presidente Lula da França, previsto para esta terça (11). Parte do decreto já foi revogada, como o IOF sobre aplicações de fundos no exterior.

    O governo estima arrecadar até R$ 20 bilhões com o pacote, mas o valor pode variar conforme a tramitação no Congresso. As novas regras não terão efeito imediato, pois precisarão respeitar prazos legais como a noventena.

  • “Não é uma conversa de bar”, diz Moraes sobre encontros de militares

    “Não é uma conversa de bar”, diz Moraes sobre encontros de militares

    Durante o interrogatório do tenente-coronel Mauro Cid ao Supremo Tribunal Federal, o ministro Alexandre de Moraes ironizou o relato do depoente. Ao ouvir que a reunião entre militares investigados teria sido apenas uma “conversa de bar”, Moraes respondeu: “Tem só uma coisa, que depois, é que a Polícia Federal não está aqui, porque há uma contradição no depoimento, falou que era conversa de bar, com guaraná e salgadinho. Então não era conversa de bar”.

    Confira o momento:

    A reunião foi realizada em 28 de novembro de 2022, na casa do coronel Márcio Nunes de Resende Júnior, em Brasília. Segundo denúncia da Procuradoria-Geral da República, o encontro, de acordo com a Procuradoria-Geral da República, foi parte da articulação entre membros do antigo governo para pressionar os comandos militares a aderirem a uma ruptura institucional. Cid negou intenção golpista e tentou reduzir o peso do episódio: “Eu gostaria de caracterizar essa reunião como conversa de bar. Bate-papo de bar. Ninguém apresentou documento, ninguém sentou para organizar [a pressão contra os comandantes militares]”.

    Moraes quis saber se seu nome foi citado no encontro. “Foi muito criticado”, respondeu Cid. O ministro reagiu com naturalidade: “Eu estou acostumado”. O militar confirmou que houve ofensas: “Tinha, sim, xingamentos, ‘esse cara é desgraçado, coisas que o senhor já ouviu bastante, inclusive fotos de figurinha, aquelas memes, essas coisas. Por isso que eu digo para o senhor que teve esse grau de informalidade.”

    Cid é o primeiro a depor entre os réus do chamado “Núcleo 1”, que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro e militares da cúpula. Único delator do grupo, ele está obrigado a manter coerência com o que já declarou à Polícia Federal, sob risco de perder os benefícios do acordo de colaboração.

  • Acompanhe o segundo dia de depoimentos no STF sobre o golpe de Estado

    Acompanhe o segundo dia de depoimentos no STF sobre o golpe de Estado

    O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma na manhã desta terça-feira (10), às 9h, os interrogatórios dos réus do núcleo principal da trama golpista que teria sido articulada durante o governo Jair Bolsonaro para impedir a posse do presidente eleito Lula. Acompanhe ao vivo abaixo.

    O primeiro a depor hoje será o ex-comandante da Marinha, almirante Almir Garnier. Não há data definida para os interrogatórios seguintes, que serão feitos em ordem alfabética. A ordem, assim, fica a seguinte:

    • Almir Garnier nesta terça;
    • Anderson Torres;
    • Augusto Heleno;
    • Jair Bolsonaro;
    • Paulo Sérgio Nogueira;
    • Walter Braga Netto.

    O julgamento que decidirá sobre condenações ou absolvições deve ocorrer no segundo semestre de 2025. Em caso de condenação, as penas podem ultrapassar os 30 anos de prisão.