Categoria: CONGRESSO EM FOCO

  • Congresso derruba veto e garante pensão às vítimas de Zika vírus

    Congresso derruba veto e garante pensão às vítimas de Zika vírus

    O Congresso Nacional derrubou, em sessão conjunta nesta terça-feira (17), a rejeição da Presidência da República à concessão de pensão mensal vitalícia a vítimas do Zika vírus. Dessa forma, pessoas que nasceram com deficiência causada pelo referido vírus, como microcefalia, poderão receber pensão até o fim da vida fixada no teto do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), R$ 7,786,02.

    Plenário da Câmara dos Deputados.

    Plenário da Câmara dos Deputados.Andressa Anholete/Agência Senado

    De acordo com o Executivo, o veto se deu, apesar da boa intenção, porque a medida “cria despesa obrigatória de caráter continuado e benefício tributário e amplia benefício da seguridade social, sem a devida estimativa de impacto orçamentário e financeiro”. Outro argumento apontado foi que a proposição diverge da abordagem biopsicossocial da deficiência.

    Como resultado da derrubada do veto, além da pensão vitalícia, foi mantida também a indenização de R$ 50 mil por dano moral à pessoa com deficiência permanente decorrente de síndrome congênita associada à infecção pelo vírus Zika. Sobre a indenização e pensão não haverá incidência de Imposto de Renda.

    O texto também aponta que a comprovação do direito ao benefício deverá se dar pela apresentação de laudo de junta médica responsável pelo acompanhamento da pessoa com deficiência permanente decorrente de síndrome congênita associada à infecção pelo vírus Zika. Além disso, permite a acumulação da pensão especial com benefício de prestação continuada ou benefícios previdenciários com renda equivalente a um salário mínimo.

    Conforme o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), o Executivo liberou a bancada para derrubar a proposição. Com isso, o texto foi derrubado com 68 votos de senadores e 452 deputados federais. Apenas dois parlamentares votaram para a manutenção do veto total, conforme a cédula de votação, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e o deputado Luiz Carlos Busato (União-RS).

    A deputada Maria do Rosário (PT-RS) destacou a derrubada do veto e cumprimentou as mães presentes. “Se constrói justiça neste Plenário no acordo produzido para segurar às crianças que nasceram com sequelas decorrentes do zika vírus e às suas famílias, as mães, a garantia do direito que conquistaram com muita luta. Eu quero cumprimentar as mães, abraçar as crianças e dizer que o Brasil não pode faltar à infância brasileira”, afirmou.

    “Quero recuperar, diante de todos e todas, aqui que a derrubada desse veto também demonstra – e é preciso rememorar – que nós devemos sempre, em cada momento, nos preocupar de forma preventiva diante das epidemias e daquilo que fica, posteriormente, como responsabilidade”, complementou a parlamentar.

    O senador Romário (PL-RJ) também elogiou a derrubada do veto e considerou a derrubada do veto um “golaço para a vida, para a cidadania e para a dignidade”. O parlamentar ainda acrescentou que a pensão se faz extremamente necessária para a saúde e alimentos das pessoas vítimas de doenças ocasionadas pelo vírus.

    “Essa pensão não é favor, é justiça. Vai garantir tratamentos, alimentação especial, remédios, terapias, equipamentos e tudo o que essas crianças precisam todos os dias. Sem ela, o peso recai inteiramente sobre mães e pais que já carregam uma luta sem trégua há dez anos.Para se ter uma ideia, uma lata da fórmula que é a única alimentação possível para essas crianças, custa 200 reais. São necessárias 20 latas por mês. Só aí já são 4 mil reais.”

  • Governo prepara MP para compensar veto e evitar alta na conta de luz

    Governo prepara MP para compensar veto e evitar alta na conta de luz

    O governo deve editar uma medida provisória (MP) para neutralizar o impacto tarifário de dispositivos retomados pelo Congresso no marco legal da energia eólica offshore. A estimativa é de um aumento de até R$ 197 bilhões na conta de luz até 2050.

    O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), anunciou que a gestão Lula vai editar a MP para compensar a queda dos vetos do presidente.

    O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), anunciou que a gestão Lula vai editar a MP para compensar a queda dos vetos do presidente.Andressa Anholete/Agência Senado

    Segundo o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), a medida será articulada com os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), além do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A proposta deve ser publicada nos próximos dias.

    Vetos em queda

    Na terça-feira (17), deputados e senadores derrubaram vetos do presidente Lula a trechos que autorizam novos contratos de pequenas centrais hidrelétricas e termelétricas, considerados de alto custo. Embora parte das medidas não impacte diretamente na tarifa, outras podem elevar significativamente os preços para os consumidores.

    Quando for publicada, a MP terá efeito imediato, mas precisa da aprovação do Congresso em até 180 dias ara manter validade.

  • Abin Paralela: entenda alegações contra Bolsonaro, Carlos e Ramagem

    Abin Paralela: entenda alegações contra Bolsonaro, Carlos e Ramagem

    O ex-presidente Jair Bolsonaro é descrito pela Polícia Federal como o “principal destinatário” das atividades da estrutura clandestina criada dentro da Agência Brasileira de Inteligência, conhecida como “Abin paralela”. O relatório foi tornado público nesta quarta-feira (18) por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

    Segundo a PF, “as ações clandestinas revelam que havia um comando fora da estrutura institucional da Abin”. Esse grupo, chamado pelos investigadores de núcleo político, teria sido protegido por servidores e policiais federais “em verdadeira ação de contrainteligência privada”.

    Documento tornado público nesta quarta cita Bolsonaro como beneficiário direto da espionagem estatal.

    Documento tornado público nesta quarta cita Bolsonaro como beneficiário direto da espionagem estatal.Valter Campanato/Agência Brasil

    A investigação afirma que o vereador Carlos Bolsonaro, filho “02” de Bolsonaro, fazia parte desse núcleo e teve papel ativo na concepção da rede, sendo “figura central na estratégia de comunicação e desinformação do grupo”.

    Ainda segundo a PF, Carlos teria idealizado uma estrutura de inteligência paralela ao lado de um delegado e três agentes “por não confiar nas estruturas oficiais”. A rede seria usada para alimentar redes sociais com ataques ao sistema eleitoral, ao Judiciário e a servidores públicos, “produzindo desinformação e difundindo em redes sociais” para fins políticos.

    Comando paralelo

    O comando da estrutura é atribuído ao então diretor-geral da Abin, hoje deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ). Conforme a PF, a rede clandestina foi “implementada sob a Direção de Ramagem” e era composta por policiais federais, servidores cedidos e integrantes do espectro político.

    A investigação sustenta que houve desvio de recursos da Abin para ações clandestinas. “O aprofundamento da investigação […] colheu elementos probatórios comprovando o emprego de recursos […] desviados para atender interesses de ordem política”.

    Carlos Bolsonaro, segundo a PF, também se beneficiava do material gerado por essa rede. Informações repassadas por sua assessora eram transformadas em conteúdo de redes sociais, usado para atacar adversários e questionar a lisura das eleições.

    Sistema de espionagem

    Entre os instrumentos usados pela estrutura paralela estava o sistema First Mile. A ferramenta, adquirida sem licitação, rastreava a localização de celulares em tempo real. A PF afirma que “todas as 60.734 consultas realizadas […] foram, assim, ilegais, em qualquer contexto, e disso não se tem dúvida”. Entre os alvos, estavam parlamentares, jornalistas e o próprio ministro Alexandre de Moraes.

    Essas ações, segundo o relatório, não eram isoladas nem espontâneas. “As pesquisas do sistema não eram realizadas por geração espontânea da vontade do usuário do sistema, mas era fruto de uma ordem direta formal e muitas vezes informal de gestores hierarquicamente superiores”.

    A PF conclui que os dados obtidos por meio do First Mile abasteciam a estrutura de desinformação, reforçando as ações do núcleo político ao qual Carlos Bolsonaro estava vinculado. Não há, porém, indicação de que ele tenha operado diretamente o sistema.

    Tramitação judicial

    O relatório, entregue ao STF, compõe o inquérito sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. Cabe ao Ministério Público Federal decidir se oferecerá denúncia. Todos os citados, inclusive Carlos e Jair Bolsonaro, têm direito à presunção de inocência e ao contraditório.

    Apesar de o nome de Jair Bolsonaro ser frequentemente citado no relatório, não há indiciamento contra ele, tendo em vista que ele já responde em ação penal envolvendo os crimes dos quais é acusado.

    Veja aqui a íntegra do relatório.

  • Gleisi diz que juros são “estratosféricos” e alta é “incompreensível”

    Gleisi diz que juros são “estratosféricos” e alta é “incompreensível”

    A ministra Gleisi Hoffmann, das Relações Institucionais, disse nesta quinta-feira (19) que a alta de 0,25 ponto percentual na Selic, taxa básica de juros, é “incompreensível”. Em mensagem publicada na rede social X, a ministra afirmou que o país “espera que este seja de fato o fim do ciclo dos juros estratosféricos”.

    A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou os juros

    A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou os juros “estratosféricos”.Charles Sholl/Brazil Photo Press/Folhapress

    A decisão de elevar a Selic, embora em um grau mais baixo que nas vezes anteriores, foi anunciada na quarta (18) pelo Banco Central (BC) após uma reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). A taxa de juros foi para 15% ao ano, maior patamar desde maio de 2006.

    A instituição, hoje, é comandada por Gabriel Galípolo, que foi indicado pelo presidente Lula. Nos dois primeiros anos do mandato, o presidente da República e aliados vinham criticando a condução do então presidente do BC, Roberto Campos Neto, e as altas na Selic.

    Galípolo não foi citado nominamente pela ministra, mas, na reunião, votou pelo aumento da Selic – a decisão foi unânime dentro do comitê.

    A calibragem da taxa de juros é o principal instrumento do BC para combater a inflação, buscando trazê-la para a meta estabelecida pela equipe econômica; uma Selic mais alta tende a desaquecer a atividade econômica e segurar a alta nos preços. Hoje, o mercado prevê que a inflação feche o ano a 5,25%, acima do limite de 4,5% da meta, mas a projeção vem diminuindo nas últimas semanas.

  • Quem faz boa política? Você decide a partir de segunda

    Quem faz boa política? Você decide a partir de segunda

    Anote aí na sua agenda: a votação do Prêmio Congresso em Foco vai do dia 23 até 20 de julho. Escolha os melhores parlamentares do ano.

    Anote aí na sua agenda: a votação do Prêmio Congresso em Foco vai do dia 23 até 20 de julho. Escolha os melhores parlamentares do ano.Arte Congresso em Foco

    A maior premiação da política brasileira está prestes a começar! Na próxima segunda-feira (23), o público poderá escolher os deputados e senadores que mais se destacaram ao longo do último ano no Congresso Nacional. A votação do Prêmio Congresso em Foco 2025 vai até o dia 20 de julho, pela internet, em nossa página oficial.

    Saiba mais sobre o Prêmio Congresso em Foco

    Além da votação popular, um júri técnico e jornalistas especializados na cobertura do Congresso também participarão da escolha dos melhores parlamentares do ano.

    A lista oficial dos congressistas aptos a concorrer este ano foi divulgada nesta quinta-feira (19). Ela inclui apenas deputados e senadores que cumpriram todos os critérios de elegibilidade definidos no regulamento.

    Veja quem são os parlamentares aptos a participar do prêmio em 2025

    De acordo com o regulamento, entre as exigências estão: exercício do mandato por pelo menos 60 dias até 31 de maio de 2025, ausência de condenações criminais ou por improbidade administrativa e não estar respondendo a processos por violência doméstica, crimes contra o Estado Democrático de Direito, racismo ou homofobia. Também estão excluídos parlamentares que tenham feito apologia à tortura ou a práticas contrárias aos princípios democráticos.

    Com a votação popular, serão premiados os dez deputados e os cinco senadores mais votados na internet. Também serão premiados os cinco deputados e os três senadores mais bem avaliados em cada uma das cinco regiões do país.

    Como será a votação

    A votação popular será realizada exclusivamente pela internet, de 23 de junho a 20 de julho, com auditoria externa independente e ferramentas de segurança para garantir a lisura do processo.

    Durante o período, a Comissão Organizadora divulgará dois boletins parciais de votação, nos dias 1º e 8 de julho, para dar transparência ao andamento da escolha popular. Após essas datas, a apuração seguirá em sigilo até a cerimônia oficial.

    Além da votação popular, haverá:

    • Votação de jornalistas especializados
    • Avaliação de um júri técnico, com representantes da academia, setor empresarial, terceiro setor e da própria equipe do Congresso em Foco

    O júri técnico será responsável por escolher:

    • Parlamentar Revelação (três premiados): senadores ou deputados em primeiro mandato que se destacaram positivamente.

    Os destaques em cada uma das categorias temáticas (três premiados):

    • Direitos Humanos e Cidadania
    • Inovação e Tecnologia
    • Agricultura e Desenvolvimento Rural
    • Desenvolvimento Sustentável e Clima
    • Regulação e Acesso à Saúde
    • Diplomacia Cidadã
    • Incentivo à Cultura
    • Apoio ao Comércio, Indústria e Serviços
    • Acesso à Justiça

    Cerimônia de premiação

    A entrega dos troféus será no dia 20 de agosto, no Teatro Nacional Claudio Santoro, em Brasília, com transmissão ao vivo pelos canais oficiais do Congresso em Foco.

    Todos os premiados receberão troféu, certificado de reconhecimento e selo digital, que poderá ser usado nas redes sociais e em materiais de divulgação.

    A importância do prêmio

    O Prêmio Congresso em Foco é uma das principais iniciativas de valorização do Parlamento e da democracia no Brasil. Desde sua criação, em 2006, o prêmio tem como missão reconhecer os deputados e senadores que melhor exercem seus mandatos, com atuação ética, responsável e orientada ao interesse público.

    Ao longo dos anos, a premiação se tornou uma referência nacional ao:

    • Estimular o engajamento cidadão
    • Incentivar a boa governança e a defesa dos direitos democráticos
    • Fortalecer a fiscalização da sociedade sobre o Congresso Nacional
    • Promover a cultura da transparência e da ética na política

    Leia ainda: o regulamento do Prêmio Congresso em Foco 2025

    Apoiadores do Prêmio Congresso em Foco 2025.

    Apoiadores do Prêmio Congresso em Foco 2025.Arte Congresso em Foco

  • Senado pode votar aumento do número de deputados nesta semana

    Senado pode votar aumento do número de deputados nesta semana

    O plenário do Senado Federal tem uma atribuição importante para a semana de São João: na pauta de quarta-feira (25), está previsto para ser votado o projeto que aumenta o número de deputados da Câmara, com 18 cadeiras a mais de 513 para 531 deputados.

    Corredores do Senado com decoração junina: semana de São João terá votação do aumento de número de deputados.

    Corredores do Senado com decoração junina: semana de São João terá votação do aumento de número de deputados.Marcos Oliveira/Agência Senado

    O projeto é uma forma de cumprir uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou um prazo até 30 de junho para a atualização do número de vagas no Congresso Nacional. A Justiça demanda que o número de vagas na Câmara reflita o tamanho de cada unidade federativa no Brasil; o aumento de cadeiras é uma forma de cumprir a decisão sem que nenhum estado perca deputados. Alguns ganham; ninguém perde.

    Além de atender a determinação judicial, a aprovação do texto seria um aceno do Senado à Câmara.

    Com o Dia de São João na terça-feira, a Casa Alta do Legislativo federal terá sessões semipresenciais, onde os parlamentares poderão votar à distância. Leia abaixo o que mais estará em pauta nos próximos dias.

    Terça-feira (24)

    A pauta do dia-ápice das festas juninas inclui três projetos:

    • O PL 1.246/2021, que estabelece uma reserva mínima de 30% das vagas para mulheres em conselhos de administração de empresas públicas e sociedades de economia mista no Brasil.
    • O PL 194/2022, que dá a empregados públicos o direito de se transferir de cargo para acompanhar cônjuge ou companheiro que, pelo interesse da administração pública, tiver sido deslocado da sua localidade inicial.
    • O PL 2205/2022, que cria regras para o prazo de validade na entrega de alimentos adquiridos no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

    Quarta-feira (25)

    Além do aumento no número de deputados, a agenda do plenário tem os seguintes itens:

    • A PEC 137/2019, que define a educação como “vetor do progresso” do país.
    • O PL 4870/2024, que cria uma política nacional de incentivo à visitação de parques ambientais.
    • O PL 2352/2023, que atualiza a legislação para a radiofusão no Brasil.
    • O PL 5688/2023, que cria uma política nacional para o enfrentamento do HPV.
  • Comissão de Esporte vota audiência com o novo presidente da CBF

    Comissão de Esporte vota audiência com o novo presidente da CBF

    A Comissão de Esporte (CEsp) realizará uma reunião nesta quarta-feira (25), às 10h30, com o objetivo de deliberar sobre quatro requerimentos de audiência pública.

    Samir Xaud, presidente da CBF.

    Samir Xaud, presidente da CBF.Peter Leone/Ofotográfico/Folhapress

    Um dos requerimentos propõe um diálogo com o novo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, visando a discussão das diretrizes que serão implementadas para o futebol nacional nos anos vindouros. Tal requerimento foi formalizado pela presidente da CEsp, senadora Leila Barros (PDT-DF).

    A senadora Leila Barros também mencionou a possibilidade de abordar temas como as políticas de incentivo ao futebol de base e ao futebol feminino, pontos estratégicos relativos à formação de atletas, à infraestrutura dos estádios, à transparência na gestão e ao desenvolvimento social por meio do futebol, bem como o fortalecimento da cooperação entre o Poder Legislativo e a CBF. Samir Xaud assumiu a presidência da CBF no final de maio.

    Os demais três requerimentos em pauta na CEsp, também de autoria de Leila Barros, solicitam a realização de audiências públicas para tratar da Lei de Incentivo ao Esporte, sua efetividade e as possibilidades de aprimoramento de seus instrumento; dos programas sociais relacionados ao esporte desenvolvidos pelas Forças Armadas, como o Forças no Esporte e o Projeto João do Pulo; e da igualdade de gênero no esporte, com ênfase nos desafios enfrentados por mulheres atletas e nas propostas de políticas públicas de apoio à presença feminina em esportes de alto rendimento.

  • Ata do Copom prevê fim das altas e Selic em 15% ao ano por mais tempo

    Ata do Copom prevê fim das altas e Selic em 15% ao ano por mais tempo

    O Comitê de Política Monetária (Copom) indicou que deve encerrar o atual ciclo de alta dos juros, mas manter a taxa Selic em patamar elevado por um período prolongado. A mensagem está na ata divulgada nesta terça-feira (24), após a decisão da semana passada de elevar a Selic de 14,75% para 15% ao ano.

    O Copom, do Banco Central, elevou a taxa de juros em mais 0,25 ponto percentual na última semana.

    O Copom, do Banco Central, elevou a taxa de juros em mais 0,25 ponto percentual na última semana.Antonio Molina/Folhapress

    A projeção do comitê é que, mesmo sem novas elevações, o nível atual dos juros precisa ser mantido por mais tempo para forçar a inflação a convergir para a meta. A expectativa do mercado para o IPCA (índice oficial de inflação) de 2025 está em 5,24%, acima da margem da meta de 3%, com uma faixa de tolerância de 1,5% a 4,5%.

    O mercado, segundo o Boletim Focus, hoje espera que a taxa Selic permaneça em 15% ao ano até o final de 2025.

    Instabilidade

    A ata reforça a preocupação do Copom com a persistência inflacionária, sobretudo nos serviços, e com o fato de que as expectativas de médio e longo prazo continuam acima da meta. Segundo os diretores, isso exige mais tempo de aperto.

    O texto tambem ressalta o cenário internacional incerto, especialmente por conta das políticas monetária e fiscal nos Estados Unidos.

    O Copom voltou a cobrar harmonia entre política fiscal e monetária. Disse que incertezas sobre a dívida pública e aumento de gastos com crédito subsidiado podem elevar o juro neutro da economia, exigindo um esforço maior para conter a inflação.

    O comitê também demonstrou preocupação com a volatilidade do câmbio, o cenário internacional adverso e o impacto dos conflitos geopolíticos nos preços de petróleo.

    A próxima reunião do Copom está marcada para agosto.

  • Senado vota cota de 30% para mulheres em conselhos de estatais

    Senado vota cota de 30% para mulheres em conselhos de estatais

    Presidente da Petrobras, Magda Chambriard é uma das duas mulheres dentre os 11 integrantes do Conselho de Administração da estatal.

    Presidente da Petrobras, Magda Chambriard é uma das duas mulheres dentre os 11 integrantes do Conselho de Administração da estatal.Tania Rêgo/Agência Brasil

    O plenário do Senado deve votar nesta terça-feira (24) o projeto de lei que estabelece uma cota mínima de 30% de mulheres nos conselhos de administração de empresas estatais. A proposta, de autoria da deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), já foi aprovada na Câmara dos Deputados e recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado ainda no ano passado.

    O texto altera a Lei das Sociedades por Ações (Lei 6.404/1976) e a Lei das Estatais (Lei 13.303/2016) e tem como objetivo aumentar a participação feminina nas instâncias de comando das empresas controladas pelo poder público.

    A proposta também autoriza o Poder Executivo federal a criar programas de incentivo para que companhias de capital aberto optem voluntariamente por adotar a mesma política de reserva de vagas.

    Carta pública

    Uma carta pública (leia a íntegra), organizada pelo Movimento Pessoas à Frente e pelo Grupo Mulheres do Brasil, reuniu mais de 600 assinaturas de líderes empresariais, executivas e representantes da sociedade civil e do setor público em apoio à proposta. Entre as signatárias estão nomes como Luiza Helena Trajano (Magazine Luiza), Janete Vaz (Grupo Sabin), Maria Elizabeth Rocha (ministra do STM) e conselheiras de grandes empresas como Eletrobras, Shell, Casas Bahia e Renner.

    O documento destaca a urgência de enfrentar a sub-representação feminina em cargos de decisão estratégica. Atualmente, apenas 15,2% dos conselhos executivos das 100 maiores empresas da bolsa são ocupados por mulheres, segundo o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). Nas estatais, o cenário é igualmente desigual.

    Na Petrobras, por exemplo, elas representam apenas 18% do Conselho. Dos 11 integrantes, apenas a presidente da estatal, Magda Chambriard, e a representante dos funcionários, Rosangela Buzanelli Torres, participam do colegiado que define os rumos da companhia.

    A carta reforça que “equidade não é só justiça, é inteligência estratégica” e lembra exemplos internacionais de sucesso, como França e Noruega, onde leis semelhantes ajudaram a ampliar rapidamente a presença feminina em conselhos.

    O que prevê o projeto

    Se aprovado, o projeto exigirá que ao menos 30% das cadeiras de membros titulares dos conselhos de administração de estatais sejam ocupadas por mulheres. O percentual será aplicado a empresas públicas, sociedades de economia mista e suas subsidiárias de todos os níveis da federação, União, estados, Distrito Federal e municípios.

    Além disso, dentro dessa cota mínima, o projeto estabelece que 30% das vagas reservadas para mulheres sejam preenchidas por mulheres negras ou com deficiência. O reconhecimento como mulher negra será feito por autodeclaração.

    Implementação gradual e fiscalização

    O texto prevê que a nova composição dos conselhos seja feita de forma gradual, ao longo das três primeiras eleições para o colegiado após a sanção da lei: 10% no primeiro ano; 10% no segundo; e 10% no terceiro.

    Para garantir o cumprimento da medida, o projeto determina que os conselhos de administração ficarão impedidos de deliberar qualquer assunto enquanto a cota não for observada. A fiscalização será responsabilidade dos órgãos de controle interno e externo de cada empresa.

    Outro ponto da proposta é a exigência de relatórios anuais sobre políticas de equidade de gênero nas empresas estatais, que deverão ser publicados como parte das obrigações de transparência.

    Constituição e ações afirmativas

    O relatório da CCJ, assinado pela senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO) e pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), defende a constitucionalidade da proposta. O parecer cita decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconhecem a validade de ações afirmativas voltadas para garantir igualdade de gênero na administração pública e em empresas estatais.

    Segundo o texto aprovado na comissão, a iniciativa atende aos princípios constitucionais da isonomia, da igualdade material e da não discriminação, e busca corrigir o atual desequilíbrio de gênero nos espaços de liderança das estatais.

    Se for aprovado nesta terça-feira sem modificações, o projeto seguirá para sanção presidencial. Caso o Senado faça alterações no texto, a matéria precisará voltar à Câmara dos Deputados para nova análise.

  • INSS quer ressarcir vítimas de fraude a partir de 24 de julho

    INSS quer ressarcir vítimas de fraude a partir de 24 de julho

    O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pretende iniciar em 24 de julho os pagamentos para vítimas de descontos irregulares nos benefícios de aposentados e pensionistas. A estimativa foi apresentada em audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal, na última terça-feira, com apoio da Advocacia-Geral da União e do Ministério da Previdência Social.

    A operação envolverá lotes quinzenais, cada um com cerca de 1,5 milhão de beneficiários. Os valores serão corrigidos pela inflação e não dependerão da responsabilização prévia das associações envolvidas. Até o momento, mais de 3,4 milhões de pessoas já solicitaram ressarcimento por meio dos canais oficiais do INSS.

    Primeiro lote pode beneficiar até 1,5 milhão de aposentados e pensionistas.

    Primeiro lote pode beneficiar até 1,5 milhão de aposentados e pensionistas.Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

    Segundo o presidente do INSS, Gilberto Waller, a divisão em lotes respeita o prazo de 15 dias úteis dado às entidades para responder às contestações dos segurados. A devolução integral está assegurada, e o governo avalia alternativas para ampliar o acesso, como o uso de agências dos Correios e embarcações flutuantes que atendem comunidades quilombolas e indígenas.

    A operação Sem Desconto, deflagrada em abril pela Polícia Federal e pela Corregedoria-Geral da União (CGU) revelou que até 6 milhões de aposentados podem ter sido lesados por associações que fraudaram acordos técnicos com o INSS para realizar descontos sem autorização. Estima-se que os valores desviados somem cerca de R$ 6,3 bilhões, dos quais R$ 2,8 bilhões já foram bloqueados pela Justiça Federal.

    A efetivação dos reembolsos ainda depende de homologação judicial, mas a proposta do governo é concluir os pagamentos até o fim de 2025. O Executivo busca encontrar uma forma reparar os danos causados sem sobrecarregar o orçamento, enquanto ações judiciais seguem em curso para responsabilizar os envolvidos.