Categoria: CONGRESSO EM FOCO

  • Hugo muda normas e reduz margem para obstrução no plenário

    Hugo muda normas e reduz margem para obstrução no plenário

    O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu na última quarta-feira (7) revogar atos que garantiam a líderes de partidos em blocos parlamentares o direito de apresentar proposições e destaques em plenário. Na prática, a medida diminui a margem para que líderes e partidos obstruam a pauta de votações da Casa.

    Medida de Hugo Motta (Republicanos-PB) diminui margem para obstruções da pauta de votações em plenário.

    Medida de Hugo Motta (Republicanos-PB) diminui margem para obstruções da pauta de votações em plenário.Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    A decisão afeta diretamente 16 legendas que permaneciam formalmente unidas, do PL ao PT – exceção feita à federação Psol-Rede e aos partidos Solidariedade e Novo, que ficaram fora do arranjo. Com a mudança, os líderes desses partidos não poderão mais agir como se estivessem fora do bloco, o que enfraquece estratégias para adiar votações ou impor mudanças na pauta.

    A mudança nas regras alimenta apostas sobre o fim iminente do bloco de 18 partidos que deu sustentação à eleição de Motta, com exceção de Psol e Novo. O deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS) chegou a questionar a validade da revogação, mas Motta foi categórico: “Fica absolutamente vedado o exercício de qualquer prerrogativa de líder partidário que se constitua bloco parlamentar”.

    A restrição tira um instrumento de pressão do PL, que tenta pressionar pela votação do projeto de anistia aos participantes dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

  • Copom prevê juros altos por mais tempo e inflação acima da meta

    Copom prevê juros altos por mais tempo e inflação acima da meta

    A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta terça-feira (13), confirma que a elevação da taxa Selic para 14,75% ao ano, decidida na semana passada, responde a um cenário inflacionário considerado persistente e disseminado. Segundo o Banco Central, o contexto atual requer manutenção da política monetária em nível contracionista por um período prolongado para assegurar a convergência da inflação à meta.

    O documento aponta como principais fatores de pressão:

    • Demanda interna aquecida, sustentada por emprego e renda elevados;
    • Inflação de serviços persistente, menos sensível a juros;
    • Expectativas de inflação desancoradas para 2025 e 2026;
    • Câmbio pressionado e incertezas fiscais e geopolíticas.

    Taxa de juros estipulada pelo Copom, do Banco Central, está no maior patamar dos últimos 20 anos

    Taxa de juros estipulada pelo Copom, do Banco Central, está no maior patamar dos últimos 20 anosRaphael Ribeiro/Banco Central

    Inflação acima da meta

    As projeções de inflação atualizadas pelo Copom para os próximos dois anos reforçam a gravidade do cenário. No cenário de referência, que considera taxa de câmbio partindo de R$ 5,70/US$ e juros projetados pela pesquisa Focus, o IPCA deve fechar:

    IPCA (cheia)

    4,8%

    3,6%

    IPCA – Livres

    5,3%

    3,4%

    IPCA – Administrados

    3,5%

    4,0%

    Além disso, o Focus mostra expectativas de inflação de 5,5% (2025) e 4,5% (2026) ambas acima do teto da meta (4,5%), o que indica perda de confiança do mercado no controle inflacionário no médio prazo.

    “Ambientes com expectativas desancoradas aumentam o custo de desinflação”, alerta o Copom, ao justificar a necessidade de juros elevados por mais tempo.

    Política monetária já impacta a economia

    Segundo o Copom, a política de aperto monetário iniciada em setembro do ano passado com seis elevações seguidas da Selic, totalizando alta de 4,75 pontos percentuais já começa a mostrar seus efeitos, ainda que moderados. O Banco Central vê sinais de moderação no crédito, no consumo e nas contratações, e avalia que esses efeitos devem se intensificar nos próximos trimestres, devido às defasagens naturais da política monetária.

    “A política monetária significativamente contracionista já tem contribuído e seguirá contribuindo para a moderação do crescimento”, diz o documento.

    Ambiente global e incertezas internas agravam o quadro

    O Copom também destacou o ambiente externo adverso, em especial a política tarifária dos Estados Unidos, que impôs novos riscos à economia global, dificultando previsões sobre crescimento e inflação. A combinação entre inflação elevada e desaceleração econômica nos EUA amplia a volatilidade dos ativos e impõe desafios adicionais à condução da política monetária brasileira.

    No campo interno, o Comitê ressaltou que a condução da política fiscal e as incertezas sobre a dívida pública continuam pesando sobre as expectativas e o câmbio. Uma deterioração fiscal ou medidas que elevem o risco percebido pelos agentes podem exigir juros neutros mais altos, comprometendo a eficácia da política monetária.

    Sem sinal claro sobre os próximos passos

    A ata não trouxe indicações definitivas sobre os próximos movimentos do Copom. O Comitê reconhece que o ciclo de ajuste está avançado e seus efeitos ainda não foram plenamente sentidos, o que exige “cautela adicional” e flexibilidade nas próximas decisões.

    A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 17 e 18 de junho. O mercado se divide entre expectativa de manutenção da Selic em 14,75% e uma possível nova alta de 0,25 ponto percentual.

    “A calibragem do aperto monetário apropriado seguirá guiada pela convergência da inflação à meta, dependendo da dinâmica dos preços, expectativas, hiato do produto e balanço de riscos”, conclui o Comitê. 

    Veja a íntegra da ata do Copom

  • Nunca prometi dinheiro da vida, afirma Virgínia à CPI das Bets

    Nunca prometi dinheiro da vida, afirma Virgínia à CPI das Bets

    Virgínia:

    Virgínia: “Sempre deixo muito claro que é um jogo que pode ganhar e pode perder”Edilson Rodrigues/Agência Senado

    Em depoimento à CPI das Bets, no Senado, a influenciadora e apresentadora Virgínia Fonseca afirmou nesta terça-feira (13) que age com responsabilidade ao fazer publicidade para casas de apostas.

    Assista ao trecho do depoimento:

    “Quando eu posto, eu sempre deixo muito claro que é um jogo que pode ganhar e pode perder, que menores de 18 anos são proibidos na plataforma, que se a pessoa possui qualquer tipo de vício, o recomendado é não entrar, e que deve-se jogar com responsabilidade”, declarou.

    “Coloco sempre todas as imagens exigidas pelo Conar, então eu sempre deixo isso claro. Nunca falei para a pessoa entrar para fazer o dinheiro da vida dela, nunca pontuei isso. Estou falando por mim, não sei como outros influenciadores fazem”, acrescentou.

    Questionada pelo senador Izalci Lucas (PL-DF) sobre a necessidade de aperfeiçoar a legislação relacionada à publicidade das apostas, Virgínia respondeu:

    “Eu acho que, se for para melhorar, tudo que é para melhorar a gente está aí para agregar. Eu comecei há um tempo atrás, era de outro jeito, então sempre que surgem novas orientações, eu falo mais. Estou sempre aberta. O que for para melhorar, é só mandar para mim que eu faço do jeito que tiver que ser feito”.

  • “Pega vídeo recente, pô”, diz Virgínia a relatora da CPI

    “Pega vídeo recente, pô”, diz Virgínia a relatora da CPI

    A influenciadora Virgínia Fonseca demonstrou revolta após a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) mostrar vídeos divulgados em suas redes sociais sobre casas de apostas. Após a reprodução das imagens na CPI, a influenciadora se revoltou com a escolha das mídias: “Pega vídeo recente, Soraya, você tá pegando vídeo lá de 2022, pô”, disse a influenciadora.

    A influenciadora Virgínia foi chamada a depor na CPI que investiga apostas on-line

    A influenciadora Virgínia foi chamada a depor na CPI que investiga apostas on-lineLula Marques/Agência Brasil

    “Negócio nem tinha as coisas, pega vídeo recente”, completou Virgínia ressaltando que no ano dos vídeos não tinham legislações sobre a regulamentação das casas de apostas. Em seguida, a senadora declara estar tratando a influenciadora com respeito e a mesma se desculpa.

    O presidente da CPI, Dr. Hiran (PP-RR), pede para que a audição permaneça harmônica. “Queria pedir que a senhora Virgínia respeitasse a opinião da nossa relatora, assim como nós respeitamos a sua durante toda a oitiva”, finalizou o presidente.

    Veja o vídeo:

  • Rico Melquiades nega uso de contas demo para divulgação

    Rico Melquiades nega uso de contas demo para divulgação

    O influenciador Rico Melquiades negou, nesta quarta-feira (14), que utilize contas manipuladas – conhecidas como demo – para mostrar ganhos em casas de apostas.

    Ao ser questionado pelo senador Izalci Lucas (PL-DF) durante a CPI das Bets, Rico Melquiades explicou que as contas são reais e fornecidas pela plataforma de apostas com login e senha, para que os influenciadores possam divulgar.

    O senador questionou a autenticidade das plataformas. “Quando é apresentado pelos influenciadores, ele aperta lá o joguinho e ganha na hora”.

    O presidente da CPI, Dr. Hiran (PP-RR), finalizou questionando se havia qualquer alteração no algoritmo da plataforma. “Se você for fazer uma demonstração numa conta normal, você não vai ganhar com a frequência que ganha na conta demo, não é?”, perguntou o senador.

    O influenciador respondeu dizendo que não pode falar sobre algo que nunca fez e que a conta utilizada por ele para publicidade não era alterada. “Eu não sei como funciona a conta demo. Eu posso falar o que eu divulgava, que eu perdia e ganhava também”, afirmou Rico.

    Veja o vídeo:

  • R$ 19,9 bi em emendas de bancada foram desviados para prefeituras

    R$ 19,9 bi em emendas de bancada foram desviados para prefeituras

    Um montante de R$ 19,9 bilhões em emendas parlamentares de bancada foram executados fora do seu objetivo original de financiar projetos estruturantes nos Estados desde 2017. A verba tem sido redirecionada para mais de 4 mil municípios, por meio de uma manobra orçamentária que envolve o cadastro genérico dos repasses no início da tramitação e sua posterior fragmentação para prefeituras.

    Os dados foram compilados pelo pesquisador Humberto Nunes Alencar, do IDP, e publicados no jornal Estado de S. Paulo.

    Verba de emendas de bancada repassada a prefeituras chegou a R$ 19,9 bilhões desde 2017.

    Verba de emendas de bancada repassada a prefeituras chegou a R$ 19,9 bilhões desde 2017.Adriana Toffetti/A7 Press/Folhapress

     

    As emendas de bancada, especificamente, são uma parte do orçamento federal que tem seu destino definido pelas bancadas estaduais no Congresso – ou seja, os parlamentares da Bahia, por exemplo, votam o que vão fazer com o dinheiro que já está reservado ao estado deles; os do Rio de Janeiro, também, em outra votação.

    A ideia é que essa verba seja usada para obras estruturantes, como hospitais e rodovias. O repasse direto a prefeituras, porém, facilita que o direcionamento da verba seja usado em algum acordo político.

    Como funciona a distorção

    A brecha ocorre quando parlamentares indicam o destino das emendas de forma genérica, sem especificações de qual área vão favorecer. Depois da aprovação do Orçamento, os coordenadores das bancadas pedem que os ministérios subdividam esses valores entre prefeituras. Assim, o repasse “dribla” o crivo técnico exigido.

    Em 2024, R$ 148 milhões foram autorizados para esse tipo de repasse direto, a título de exceção. No fim do ano, esse valor saltou para R$ 2 bilhões, alcançando quase 2.500 cidades.

    Para conter o avanço da prática, o Supremo determinou que os repasses sejam, de fato, usados em obras estaduais e que os parlamentares autores das indicações sejam identificados. Também exigiu informações sobre a plataforma de controle dos investimentos. Ainda não está claro se as medidas estão sendo cumpridas. Os efeitos práticos devem aparecer apenas no segundo semestre, quando as liberações forem efetivadas.

    As emendas são um assunto de interesse dos parlamentares, de modo geral: além do seu uso para negociação política, elas são uma forma para que congressistas direcionem recursos para algum assunto de seu interesse em uma base eleitoral sua. No ano passado, o vai-e-vem de decisões judiciais e discussões entre os Três Poderes para dar regras de transparência aos repasses acabou por atrasar a votação do Orçamento de 2025, que só foi aprovado em março desde ano.

  • Acordo entre J&F e Paper encerra disputa pela Eldorado Celulose

    Acordo entre J&F e Paper encerra disputa pela Eldorado Celulose

    J&F e Paper Excellence firmam acordo e encerram litígio pelo controle da Eldorado Celulose.

    J&F e Paper Excellence firmam acordo e encerram litígio pelo controle da Eldorado Celulose.Divulgação/Eldorado Celulose

    A J&F Investimentos e a Paper Excellence celebraram um acordo que põe fim à disputa societária em torno da Eldorado Brasil Celulose, iniciada há oito anos. O entendimento prevê a recompra, pela holding da família Batista, de 49,41% das ações detidas pela empresa asiática por US$ 2,7 bilhões. A assinatura do contrato está prevista para esta quinta-feira (15), e marca o encerramento de um dos litígios empresariais mais relevantes da última década no país.

    Histórico da operação

    A controvérsia teve início em 2017, com a assinatura de contrato prevendo a venda integral da Eldorado à Paper Excellence, em duas etapas. Naquele ano, a compradora adquiriu 49,41% das ações, majoritariamente da J&F, e o contrato previa a transferência do controle restante após o cumprimento de determinadas condições.

    Em 2018, no momento previsto para a conclusão da operação, a J&F optou por submeter a questão à Justiça, alegando que ainda havia obrigações contratuais pendentes por parte da compradora. A Paper Excellence, por sua vez, entendeu que as condições haviam sido atendidas e solicitou o cumprimento integral do contrato.

    Disputas arbitrais e judiciais

    O caso foi encaminhado a tribunais arbitrais no Brasil e no exterior. Em uma das decisões mais relevantes, a Câmara de Arbitragem do Mercado decidiu, por unanimidade, que os termos originais do contrato deveriam ser observados. Paralelamente, a J&F apresentou pedidos judiciais questionando aspectos do processo arbitral e do cumprimento contratual.

    Com o tempo, a discussão se estendeu a outros pontos, como a legislação brasileira sobre a aquisição de terras por estrangeiros – relevante em função da expressiva área florestal sob gestão da Eldorado. Algumas dessas questões também foram levadas ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e às instâncias superiores do Judiciário.

    Em 2024, a Paper Excellence protocolou uma nova arbitragem na Câmara de Comércio Internacional (CCI), em Paris, solicitando uma indenização de US$ 3 bilhões, com base em alegações de prejuízos causados durante a tramitação da disputa.

    Termos do acordo

    Com a assinatura do novo acordo, a J&F adquirirá a totalidade da Eldorado Celulose, consolidando a posição de controle do ativo. O valor de US$ 2,7 bilhões corresponde, segundo especialistas, a aproximadamente dez vezes o Ebitda da companhia, múltiplo superior ao observado em transações semelhantes no setor.

    Fontes próximas ao caso indicam que a operação deverá ser finalizada até o fim da semana, com a formalização do pagamento e a retirada dos processos em curso. A solução negociada encerra a divergência iniciada há oito anos e abre espaço para um novo ciclo para a empresa.

  • Câmara nega no STF declaração de Sóstenes sobre “acordo” com emendas

    Câmara nega no STF declaração de Sóstenes sobre “acordo” com emendas

    A Câmara dos Deputados afirmou ao STF que a fala do líder do PL, Sóstenes Cavalcante, sobre suposto acordo envolvendo emendas de comissão não representa sua posição institucional. O esclarecimento foi enviado ao ministro Flávio Dino após o parlamentar sugerir que poderia romper acordos caso não avançasse a proposta de anistia a envolvidos nos atos de 8 de janeiro.

    O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), falou em entrevista sobre a possibilidade de desrespeitar um

    O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), falou em entrevista sobre a possibilidade de desrespeitar um “acordo” que envolve a distribuição de emendas de comissão.Ton Molina/Fotoarena/Folhapress

    A Câmara dos Deputados declarou que não permite “quebra de acordos” fora das regras do plano homologado pelo STF. Dino acatou a explicação nesta quinta-feira (15), mas advertiu que partidos não podem se apropriar de recursos do Orçamento. Leia aqui a decisão na íntegra.

    Fala gerou nova cobrança do STF

    Dino já havia rejeitado um argumento de Sóstenes de que, por ter imunidade parlamentar, ele não precisaria explicar a declaração. Segundo ele, o controle sobre as emendas deve ser público e documentado. O ministro também reforçou que não existem emendas com titularidade de líderes partidários.

    A fala de Sóstenes reacendeu a preocupação da Corte com tentativas de recriar práticas associadas ao antigo orçamento secreto, proibido desde 2022.

  • INSS já recebeu 1 milhão de queixas por descontos indevidos

    INSS já recebeu 1 milhão de queixas por descontos indevidos

    Mais de 1 milhão de aposentados e pensionistas do INSS já contestaram descontos não autorizados feitos por entidades associativas em seus benefícios. Segundo balanço divulgado pelo INSS nessa quinta-feira (15), 1.051.238 segurados registraram solicitações de reembolso por meio da plataforma Meu INSS ou pelo telefone 135. Outros 17.963 afirmaram que os descontos foram autorizados.

    Golpe contra aposentados e pensionistas foi revelado pela Operação Sem Desconto.

    Golpe contra aposentados e pensionistas foi revelado pela Operação Sem Desconto.Renato S. Cerqueira/Ato Press/Folhapress

    O serviço, que permite verificar os abatimentos realizados nos últimos anos e informar se foram ou não consentidos, está em operação desde terça-feira (13). A contestação pode gerar a abertura de processo administrativo para reembolso dos valores cobrados indevidamente.

    Entenda o escândalo que levou à demissão do ministro da Previdência

    Ao todo, 41 entidades associativas foram questionadas nas reclamações todas elas mantêm ou mantiveram vínculo com o INSS para realização desses descontos. Desde o início da operação, cerca de nove milhões de beneficiários começaram a ser notificados sobre os débitos.

    O sistema “Consultar Descontos de Entidades Associativas”, disponível no aplicativo Meu INSS, agora permite identificar a associação responsável pelo desconto.

    A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União investigam o envolvimento de organizações criminosas que, sem autorização, vinculavam segurados a associações e realizavam descontos fraudulentos em seus benefícios previdenciários. Mais de 4,3 milhões de usuários já consultaram a plataforma desde o lançamento do serviço.

    Não há prazo final para solicitar reembolso. As entidades contestadas deverão comprovar, em até 15 dias úteis, que houve adesão voluntária do beneficiário ou providenciar a devolução dos valores ao Tesouro Nacional, que posteriormente os repassará à conta do segurado. A documentação deverá ser enviada por uma plataforma disponibilizada pela Dataprev.

    Beneficiários que não tiveram descontos indevidos receberam a mensagem: “Fique tranquilo, nenhum desconto foi feito no seu benefício”.

    O INSS alerta que não envia mensagens por e-mail, WhatsApp, SMS ou ligações fora dos canais oficiais. A autarquia reforça: “O contato com os beneficiários será feito exclusivamente por notificação no aplicativo Meu INSS. Evite clicar em links suspeitos e não forneça dados pessoais se receber alguma ligação”.

    Dúvidas devem ser esclarecidas pelo canal oficial de atendimento 135. Informações também estão disponíveis no site e nas redes sociais verificadas do INSS.

  • Bolsa Família ajusta regra para quem começa a ganhar mais

    Bolsa Família ajusta regra para quem começa a ganhar mais

    O Governo Federal atualizou as regras de transição do Bolsa Família para famílias que superam o limite de entrada no programa. A nova Regra de Proteção entra em vigor em junho deste ano e se aplica a quem ultrapassar a renda de R$218 por pessoa, mas ainda permanecer abaixo de R$706.

    Novas regras garantem transição segura para o emprego formal.

    Novas regras garantem transição segura para o emprego formal.Roberta Aline/MDS

    As mudanças foram definidas pela Portaria nº 1.084, publicada nesta quinta-feira (15) pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Os efeitos serão aplicados nos pagamentos a partir de julho e valem apenas para famílias que entrarem na Regra de Proteção após junho.

    Nessa nova faixa, o benefício será reduzido pela metade e pago por até 12 meses. A medida busca garantir segurança para famílias que aumentam sua renda, especialmente com a formalização no mercado de trabalho. O valor de R$706 segue o critério de pobreza usado por organismos internacionais.

    Para casos de renda considerada estável ou permanente, como aposentadorias, pensões ou o BPC (Benefício de Prestação Continuada), o prazo de permanência será de dois meses. Já famílias com pessoas com deficiência que recebem o BPC poderão continuar por até 12 meses, devido às revisões periódicas exigidas por lei.

    Famílias que já estavam sob as regras anteriores até junho continuarão com direito a até 24 meses de permanência. Se voltarem a se enquadrar nos critérios de pobreza, terão o benefício integral restabelecido. Ao fim do período, caso mantenham a renda acima do limite, o auxílio será encerrado.

    Segundo o MDS, essas famílias terão prioridade para retornar ao programa, caso voltem à pobreza, por meio do mecanismo do Retorno Garantido, válido por até 36 meses.

    O Brasil gerou, nos dois primeiros meses deste ano, 574 mil empregos formais, aumento de 19,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Mais de 273 mil dessas vagas foram preenchidas por beneficiários do Bolsa Família.