Categoria: CONGRESSO EM FOCO

  • Haddad cancela ida à Câmara para explicar IR e programa de crédito

    Haddad cancela ida à Câmara para explicar IR e programa de crédito

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cancelou sua ida à Câmara dos Deputados marcada para esta quarta-feira (21).

    Ida de Haddad à Câmara só deve acontecer em junho.

    Ida de Haddad à Câmara só deve acontecer em junho.Pedro Ladeira/Folhapress

    Atendendo a pedidos de deputados da Comissão de Finanças e Tributação e da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, Haddad iria à Casa para explicar o projeto de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5000 e o anúncio do programa de um programa de empréstimos consignados que usa a conta de FGTS do trabalhador como lastro.

    A audiência deve ficar para 11 de junho. O Ministério da Fazenda tem uma semana importante: o relatório de Avaliação de Receitas e despesas primárias do ano na quinta-feira (22), e a equipe econômica deve anunciar um conjunto de bloqueios e contingenciamentos para cumprir a meta fiscal do ano.

  • PEC da Segurança Pública é “nobre” mas “insuficiente”, diz relator

    PEC da Segurança Pública é “nobre” mas “insuficiente”, diz relator

    Durante debate na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (21), o deputado Mendonça Filho (União-PE), relator da PEC da Segurança Pública (18/2025), reconheceu o mérito da proposta do governo federal, mas fez duras ponderações quanto à eficácia e abrangência do texto. Segundo o parlamentar, a PEC é “nobre” em seus propósitos, mas “insuficiente” diante da complexidade e gravidade da crise da segurança pública no país.

    “Eu acho, francamente, que a iniciativa é válida como iniciativa, mas ela é insuficiente tendo em vista a dramaticidade do quadro de violência que ocorre dentro da realidade brasileira”, declarou.

    Deputado critica centralização e cobra cooperação efetiva entre União, estados e municípios.

    Deputado critica centralização e cobra cooperação efetiva entre União, estados e municípios.Mário Agra/Câmara dos Deputados

    A proposta, de autoria do Ministério da Justiça, visa reestruturar a segurança pública no país, promovendo maior integração entre os entes federativos e ampliando as competências da União. Entre os pontos centrais, estão a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), a criação da Polícia Viária Federal e a autorização para que guardas municipais realizem policiamento ostensivo e comunitário .

    Críticas à centralização

    Um dos principais pontos de crítica do relator diz respeito à concentração de poder legislativo na União, o que, segundo ele, pode ferir cláusulas pétreas da Constituição. “Eu me preocupo com relação a tornar praticamente privativa da União qualquer ato legislativo tendo em vista essas matérias de segurança pública […] se, porventura, isso não atinge a autonomia dos Estados e a autonomia federativa garantida por cláusula pétrea”.

    Mendonça Filho alertou para o risco de se desconsiderar a realidade local da segurança pública, ressaltando que o combate ao crime não pode ser pensado exclusivamente a partir da capital federal.”Eu não concebo e imagino que você possa combater o crime organizado a partir de Brasília”, completou.

    Ao abordar o conceito de “coordenação” empregado na PEC, o deputado sugeriu uma mudança de enfoque. “Quando você coordena, muitas vezes, você tem uma posição de superioridade […]. A melhor expressão que possa se colocar para a matéria, para mim, chama-se regime de colaboração, regime de cooperação”.

    Para o relator, o enfrentamento ao crime organizado só será possível com a cooperação efetiva entre os níveis federal, estadual e municipal. A centralização sem escuta e envolvimento das pontas seria “vender ilusão”.

    Competências das polícias

    Mendonça Filho também comentou sobre a ampliação das competências da Polícia Federal e da criação da Polícia Viária Federal. Embora tenha elogiado a PF “uma polícia forte, expressiva, competente, qualificada” demonstrou preocupação com a redação que poderia esvaziar o papel das forças estaduais. “Evidentemente, eu pergunto se, porventura, você vai retirar a competência legal para repressão ao crime ambiental, hoje, em apuração a nível estadual”, ponderou.

    Quanto à Polícia Viária Federal, reconheceu sua relevância, mas afirmou que a discussão deve considerar com cautela o escopo de sua atuação nas novas frentes previstas, como hidrovias e ferrovias.

    Etapas futuras

    Por fim, o deputado ressaltou que sua posição não é conclusiva, e que o texto será analisado com mais profundidade na comissão especial, caso seja admitido pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). “Entendo que, na segunda etapa, vencida a discussão que diz respeito à admissibilidade e constitucionalidade, essa matéria precisa ser muito bem aprofundada no âmbito da comissão especial”.

    Ele encerrou com um apelo por medidas mais concretas. “O Brasil clama por resultados concretos no combate à violência […] se dá um pequeno passo, mas os passos mais ousados são necessários”.

  • Rússia e mais países reduzem restrição para compra de frango do Brasil

    Rússia e mais países reduzem restrição para compra de frango do Brasil

    A Rússia, Bielorrússia, Armênia e Quirguistão reduziram nesta quinta-feira (22) a restrição para a importação de carne de frango brasileira. Os países haviam restringido a importação de carne de aves brasileiras como medida preventiva frente ao surto de gripe aviária. Dessa forma, a suspensão de importação só valerá para frangos vindos do Rio Grande do Sul.

    Frangos.

    Frangos.Arquivo/Agência Brasil

    Foi na cidade de Montenegro, localizada no interior do estado, onde registrou-se, na última semana, o primeiro caso de gripe aviária no país. Desde então, o Ministério de Agricultura e Pecuária anunciou suspensão por tempo indeterminado da exportação de carne de aves do Rio Grande do Sul.

    A redução da restrição geral para o Brasil se deu após o balanço divulgado pelo ministério nesta quinta-feira. Por outro lado, Arábia Saudita e Turquia, países que haviam imposto restrição apenas para as compras de aves vindas do município de Montenegro, ampliaram a suspensão para o estado do Rio Grande do Sul. Já Emirados Árabes Unidos manteve a restrição apenas para a cidade.

    Em entrevista nessa segunda-feira (19), o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, anunciou que o Brasil será considerado livre da gripe aviária se não registrar novos casos em granjas comerciais nos próximos 28 dias. O prazo corresponde ao ciclo do vírus H5N1 e é necessário para retomar exportações suspensas por países como China, Argentina e União Europeia.

    A normalização das exportações para o setor de proteína animal, que movimenta bilhões de dólares por ano, deverá ser gradual. O Brasil é o maior exportador de carne de frango do mundo, e a suspensão imposta por grandes compradores pressiona frigoríficos, produtores e governos estaduais a reforçarem o controle sanitário com rigor.

  • Governo anuncia contenção de R$ 31,3 bilhões em despesas de 2025

    Governo anuncia contenção de R$ 31,3 bilhões em despesas de 2025

    Os Ministérios da Fazenda e do Planejamento anunciaram nesta quinta-feira (22) a contenção de R$ 31,3 bilhões no Orçamento 2025. A medida visa perseguir a meta firmada pelo novo arcabouço fiscal. Os órgãos vão detalhar as programações a serem bloqueadas e contingenciadas em até cinco dias úteis.

    Outra medida anunciada pelos ministérios foi o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Não houve detalhamento da medida, que deve ser explicada ainda hoje em coletiva de imprensa. 

    Coletiva sobre contenção de gastos.

    Coletiva sobre contenção de gastos.Reprodução/YouTube Ministério da Fazenda.

    Dos R$ 31,3 bilhões, haverá bloqueio de R$ 10,6 bilhões das despesas discricionárias de 2025, isto é,  gastos não obrigatórios, para alcançar o arcabouço fiscal e o contingenciamento de R$ 20,7 bilhões. Este valor corresponde ao limite inferior à meta fiscal, que é de R$ 31 bilhões. Os conceitos, apesar de semelhantes, representam instrumentos diferentes.

    Conforme o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o bloqueio é quando a projeção da despesa supera o teto de gastos estabelecido do novo arcabouço fiscal, que prevê que a despesa não pode crescer mais de 2,5% ao ano acima inflação. Dessa forma, há uma análise entre o que previa a Lei Orçamentária e a previsão dos ministérios.

    A diferença entre o limite de despesas primárias previstas pela LOA e a avaliação do segundo bimestre foi de R$ 12,4 bilhões. Para perseguir o novo arcabouço fiscal, o governo propôs o bloqueio de R$ 10,6 bilhões. As principais variações nas despesas primárias segundo as pastas foram: benefícios previdenciários (Reprojeção e RPV); subsídios, subvenções e Proagro (Plano Safra); Benefícios de Prestação Continuada (BPC).

    “Isto é bloqueio: uma despesa que está tendo sua dinâmica impedindo que as demais despesas corram na mesma velocidade. Alguém tem que parar para alguém andar. E na média nós temos os 2,5% em termos reais [arcabouço fiscal]”, explicou Haddad.

    Já o contingenciamento corresponde a receitas e não se relaciona com o novo arcabouço fiscal. O ministro da Fazenda argumentou que o contingenciamento R$ 20,7 bilhões acontece porque o governo não atingiu a meta de resultado primário estimada, ou seja, não arrecadou tanto quanto previa.

    Haddad apontou que o governo deixou de arrecadar por alguns motivos, entre eles a não compensação da desoneração da folha de pagamento,no último ano. Outro problema apontado pelo ministro é a paralisação parcial da Receita Federal. Por fim, ele citou ainda a previsão da taxa de juros que não corresponde ao valor atual de 14,75% ao ano, maior porcentagem desde 2006.

  • Autoridades lamentam morte de Sebastião Salgado

    Autoridades lamentam morte de Sebastião Salgado

    Morreu nesta quinta-feira (23), aos 81 anos, Sebastião Salgado, um dos maiores nomes da fotografia jornalística e artística mundial. Nascido em Aimorés, Minas Gerais, o fotógrafo enfrentava problemas de saúde causados por uma malária adquirida nos anos 1990. Sua morte foi confirmada pelo Instituto Terra, organização fundada por ele e por sua esposa, Lélia Wanick Salgado.

    Salgado era conhecido por sua habilidade única de capturar, em preto e branco, tanto a beleza quanto as contradições do planeta. Formado em economia, iniciou sua carreira fotográfica em 1973 e percorreu mais de 120 países. Projetos como Trabalhadores, Êxodos e Gênesis entraram para a história da fotografia.

    Ícone da fotografia documental vivia em Paris e estava afastado do trabalho de campo desde 2024.

    Ícone da fotografia documental vivia em Paris e estava afastado do trabalho de campo desde 2024.Cristiane Mota /Fotoarena/Folhapress

    A notícia de sua morte gerou comoção entre autoridades brasileiras. De acordo com o presidente Lula, “sua obra continuará sendo um clamor pela solidariedade. E o lembrete de que somos todos iguais em nossa diversidade”. O chefe de governo acrescentou que “Salgado não usava apenas seus olhos e sua máquina para retratar as pessoas: usava também a plenitude de sua alma e de seu coração”.

    O vice-presidente Geraldo Alckmin também se pronunciou. “Com suas lentes, Sebastião Salgado nos revelou as belezas e injustiças do mundo, congeladas em seus registros fotográficos. Uma celebração da vida e da natureza e um chamado à ação consciente”, disse em suas redes sociais.

    A ministra da Cultura, Margareth Menezes, escreveu: “Sua lente capturou a alma do mundo, com olhar humano, poético e profundamente transformador”. Fernando Haddad, ministro da Fazenda, se somou. “Eu perdi um amigo. O Brasil perdeu um dos maiores expoentes da fotografia mundial. A morte de Sebastião Salgado deixa uma lacuna irreparável no jornalismo brasileiro. Descanse em paz, companheiro”.

    Presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), destacou o compromisso social do artista: “Sebastião Salgado colocou sua lente a serviço da humanidade ao retratar as contradições do mundo”. O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), também chamou atenção sobre esse aspecto de seu trabalho. “Com suas lentes e sua sensibilidade, seu senso estético, buscou a tragédia social do Brasil, de outros cantos do mundo e expôs aos olhos nus nos mais importantes salões do mundo”.

    O senador Fabiano Contarato (PT-ES), presidente da Comissão de Meio Ambiente, lembrou do impacto ambiental de seu trabalho: “Ao lado de sua companheira de vida, Lélia, plantou mais de 2,5 milhões de árvores (…) como quem não apenas registrou o mundo, mas o reinventou”. Eliziane Gama (PSD-MA), que coordena a Frente Parlamentar Ambientalista na Casa, também tocou nesse ponto. “O Brasil perde um ícone da preservação e reflorestamento dos nossos biomas”

    A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Gleisi Hoffmann, foi categórica ao ressaltar o papel político da obra de Salgado. Em sua homenagem, destacou a fotografia como ferramenta de transformação social e política. “Sebastião Salgado fez de sua arte, a fotografia, um poderoso instrumento de denúncia contra a desigualdade”, escreveu.

    Outros parlamentares também se manifestaram, confira suas falas:

    Últimos dias

    Sebastião Salgado se aposentou em 2024, quando relatou ao jornal The Guardian os efeitos físicos de décadas de trabalho em ambientes hostis. “Sei que não viverei muito mais. Mas não quero viver muito mais. Já vivi tanto e vi tantas coisas”, disse na ocasião.

    Além de sua obra fotográfica, Salgado deixa um legado ambiental marcante com o reflorestamento da Mata Atlântica via Instituto Terra. Ele morava em Paris, com a esposa. Deixa dois filhos e dois netos.

  • Projeto amplia incentivo fiscal para apoio de ações paradesportivas

    Projeto amplia incentivo fiscal para apoio de ações paradesportivas

    A Câmara dos Deputados analisa projeto que amplia a dedução no Imposto de Renda para pessoas físicas e jurídicas que patrocinam projetos paradesportivos. O projeto de lei 455/2025 prevê um acréscimo de 1 ponto percentual nos limites atualmente fixados pela Lei de Incentivo ao Esporte.

    Proposta busca ampliar apoio a projetos paradesportivos e garantir mais oportunidades a atletas com deficiência em todo o Brasil.

    Proposta busca ampliar apoio a projetos paradesportivos e garantir mais oportunidades a atletas com deficiência em todo o Brasil.Karime Xavier/Folhapress

    Hoje, a legislação permite que empresas deduzam até 2%, e pessoas físicas até 7% do imposto devido, ao apoiarem projetos esportivos e paradesportivos aprovados pelo Ministério do Esporte. A proposta pretende elevar esse percentual especificamente para ações voltadas ao paradesporto.

    O deputado Pedro Aihara (PRD-MG), autor do projeto, defende que a medida representa um estímulo com baixo impacto fiscal e alto potencial social. Segundo ele, o aumento pode fortalecer a estrutura do esporte adaptado no Brasil e ampliar o acesso de pessoas com deficiência às práticas esportivas.

    “O incentivo é essencial para manter o Brasil competitivo internacionalmente e para garantir oportunidades a novos atletas em todas as regiões”, afirmou o parlamentar.

    A proposta estabelece que os critérios para a concessão dos incentivos serão definidos por regulamento. A tramitação ocorrerá em caráter conclusivo pelas comissões do Esporte; de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

    Para se tornar lei, o projeto ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

  • Governo aciona STF por desinformação e violência em redes sociais

    Governo aciona STF por desinformação e violência em redes sociais

    A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu nesta segunda-feira (26) que o Supremo Tribunal Federal (STF) imponha imediatamente medidas contra a disseminação de desinformação e a violência digital nas redes sociais. O pedido de urgência foi feito no âmbito de recurso que discute a responsabilidade civil das plataformas por conteúdos de terceiros.

    O governo sustenta que há omissão sistemática das redes, que permitem a circulação de anúncios fraudulentos e conteúdos perigosos, mesmo após alertas públicos. A AGU cita, por exemplo, mais de 300 anúncios falsos no Facebook e Instagram sobre indenizações do INSS, além da venda de remédios sem aprovação da Anvisa e casos de mortes provocadas por desafios nas redes.

    Governo acusa redes sociais de omissão em casos de violência e desinformação.

    Governo acusa redes sociais de omissão em casos de violência e desinformação.Julian Christ (via Unsplash)

    Pedido de aplicação imediata do voto de Toffoli

    A petição solicita que o STF antecipe efeitos de trechos do voto do ministro Dias Toffoli, que propõe responsabilização civil de plataformas que moderam, recomendam ou impulsionam conteúdo ilegal – mesmo sem ordem judicial prévia. O voto também sugere um decálogo com deveres das plataformas, como transparência, autenticação de contas e canais de denúncia.

    Segundo a AGU, as plataformas devem ser responsabilizadas solidariamente com anunciantes em casos de racismo, violência contra mulheres e crianças, incitação ao suicídio e uso indevido de inteligência artificial. Também pede que contas falsas e bots sejam coibidos com mais rigor.

    Meta sob pressão

    Entre os principais alvos está a empresa Meta, dona do Facebook e Instagram. A AGU anexou ao processo uma reportagem do Wall Street Journal revelando que 70% dos anunciantes recém-ativos na plataforma promovem golpes ou produtos ilegais. Segundo documentos internos da empresa, esses perfis podem cometer até 32 infrações antes de serem banidos.

    A ação tenta acelerar um debate travado há anos no Congresso e que ainda divide o próprio Supremo. A AGU nega que a proposta represente censura prévia e afirma que se trata de exigir responsabilidade e precaução diante dos riscos à segurança da população e à democracia.

  • Haddad: Brasil tem “caixa-preta” de R$ 800 bi em renúncias fiscais

    Haddad: Brasil tem “caixa-preta” de R$ 800 bi em renúncias fiscais

    Fernando Haddad.

    Fernando Haddad.Kelly Fersan/Ministério da Fazenda

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou nesta segunda-feira (26) que o Brasil possui uma “caixa-preta” de R$ 800 bilhões em renúncias fiscais. Durante o evento Nova Indústria Brasil, no Rio de Janeiro, Haddad criticou a prática de concessão de benefícios fiscais.

    “Ao invés de oferecer uma alíquota média de tributos menor para todo mundo, a gente resolve escolher os campeões nacionais que levam o grosso do Orçamento. Aquele que paga imposto fica prejudicado por aquele que fez do lobby a sua profissão de fé”, afirmou.

    O ministro também defendeu a reforma tributária, recentemente aprovada pelo Congresso Nacional, argumentando que ela trará impactos positivos para o ambiente de negócios no país. “Começando pelo fato de que a desoneração do investimento vai ser de 100%, A desoneração da exportação vai ser de 100%, a guerra fiscal vai acabar entre os Estados, inclusive a guerra fiscal dos Estados com a União também vai acabar, em benefício do bom empresário”, explicou.

    Haddad destacou que a carga tributária brasileira é atualmente inferior à de dez anos atrás. “Temos desafios a enfrentar, sobretudo em relação ao equilíbrio orçamentário”, admitiu o ministro, mencionando que o governo federal iniciou 2023 com um déficit primário estrutural de 2%.

    “Com apoio de parte do Congresso, estamos conseguindo avançar no sentido de estabilizar o Orçamento e criar as condições macroeconômicas para a indústria voltar a se desenvolver”, concluiu Haddad.

  • Lula despacha do Alvorada após crise de labirintite

    Lula despacha do Alvorada após crise de labirintite

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue em recuperação após um episódio de labirintite nesta segunda (26). Segundo a Secretaria de Comunicação da Presidência, Lula está medicado, passa bem e deve trabalhar de casa, no Palácio da Alvorada, nesta terça (27).

    A crise, marcada por tontura e vertigem, obrigou o presidente a cancelar reuniões com ministros e a cerimônia do Dia do Diplomata. Ele passou por exames no Hospital Sírio-Libanês em Brasília, que não identificaram alterações.

    O presidente Lula (PT) foi diagnosticado com labirintite.

    O presidente Lula (PT) foi diagnosticado com labirintite.Gabriela Biló/Folhapress

    Despachos da residência oficial

    Não há previsão de retorno ao Palácio do Planalto. A expectativa é que Lula convoque ministros ao Alvorada ao longo do dia, para manter a rotina de trabalho mesmo durante a recuperação.

    Histórico recente de saúde

    Em outubro de 2024, Lula sofreu uma queda no banheiro e passou por cirurgia na cabeça dois meses depois. Desde então, tem feito acompanhamento médico periódico. A última avaliação ocorreu em fevereiro de 2025, com resultados considerados normais.

    O episódio atual reforça a atenção da equipe médica e política à saúde do presidente, que completa 80 anos em outubro.

  • Flávio Dino pede investigação de ONGs suspeitas de desvio de emendas

    Flávio Dino pede investigação de ONGs suspeitas de desvio de emendas

    O Supremo Tribunal Federal determinou novas medidas de controle sobre emendas parlamentares após denúncias de repasses a ONGs suspeitas de desviar recursos. A decisão, assinada por Flávio Dino nesta segunda (27), exige auditorias, reabertura de dados e prestação de contas até junho.

    O ministro Flávio Dino, do STF.

    O ministro Flávio Dino, do STF.Ton Molina/Fotoarena/Folhapress

    A CGU (Controladoria-Geral da União) deve ampliar auditorias para apurar possíveis fraudes envolvendo R$ 219 milhões em emendas pix destinadas a novas ONGs ligadas a entidades já investigadas. A apuração deve ser concluída até 31 de outubro.

    Falta de dados e LGPD

    Dino também cobrou explicações do governo sobre a retirada de documentos do sistema Transferegov. Organizações defensoras da transparência pública informam que, desde maio de 2024, convênios e prestações de contas foram ocultados sob justificativa de adequação à LGPD. O ministro exige um cronograma para reativação das informações.

    Turismo e rastreabilidade

    A decisão de Dino também estabelece que o Ministério do Turismo terá de informar quais empresas executaram as emendas relacionadas ao setor turístico entre 2020 e 2024. Além disso, o STF quer a checagem de todos os planos de trabalho vinculados a eventos financiados com recursos públicos.

    Municípios que receberam recursos sem plano de trabalho registrado devem prestar contas até o fim de junho. Para os já cadastrados, valem as regras da Instrução Normativa nº 93 do TCU.

    Monitoramento por bancos públicos

    A Caixa Econômica concluiu um sistema que identifica CPF e CNPJ dos destinatários finais das transferências. O Banco do Brasil desenvolve ferramenta similar. O STF quer saber da CGU e do TCU (Tribunal de Contas da União) se o modelo pode ser adotado em toda a administração federal.