Categoria: CONGRESSO EM FOCO

  • Conselho de medicina do DF investiga visitas a Bolsonaro na UTI

    Conselho de medicina do DF investiga visitas a Bolsonaro na UTI

    O Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) anunciou que vai investigar as visitas feitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília. Internado desde 13 de abril, Bolsonaro passou por uma cirurgia de 12 horas para tratar uma obstrução intestinal.

    Jair Bolsonaro acompanhado do filho Carlos, na UTI.

    Jair Bolsonaro acompanhado do filho Carlos, na UTI.Reprodução/Facebook (@jairmessias.bolsonaro)

    Segundo o CRM, o acesso às UTIs deve obedecer a critérios técnicos definidos pelo hospital, com respaldo da Comissão de Controle de Infecção e conforme normas nacionais. A entidade ressaltou que a apuração ocorrerá sob sigilo e respeitando o devido processo legal.

    Os boletins diários de acompanhamento da saúde de Bolsonaro, divulgados pelo hospital, vêm incluindo a recomendação de não receber visitas. O ex-presidente, porém, já recebeu em seu quarto pessoas que não são da família, como o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o pastor Silas Malafaia. Também recebeu uma notificação, entregue por uma oficiala de Justiça, para se defender na ação penal que corre no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.

    Leia abaixo a nota do conselho.

    Nota do CRM-DF

    Nota do CRM-DFReprodução/Facebook (@crmdfoficial)

  • Oposição protocola pedido de CPI do INSS; Veja quem assinou

    Oposição protocola pedido de CPI do INSS; Veja quem assinou

    A oposição formalizou, nesta quarta-feira (30), o requerimento para instituição de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar os descontos não autorizados de R$ 6,3 bilhões no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). O requerimento de iniciativa do Coronel Chrisóstomo (PL-RO) recebeu 185 assinaturas. Na Câmara, o necessário para se apresentar o pedido de abertura de CPI são 171 assinaturas, equivalente a um terço da Casa. Agora xabe ao presidente da Casa decidir se será instalada ou não. (Veja abaixo quem são os deputados que apoiam a CPI).

    Deputado Coronel Chrisóstomo

    Deputado Coronel ChrisóstomoKayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    “A criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) intitulada ‘CPI da Fraude no INSS’ é imprescindível diante das graves denúncias de irregularidades envolvendo o Sindnapi/FS (Sindicato Nacional dos Aposentados) e outras entidades sindicais”, argumentou o parlamentar no pedido. “A gravidade das acusações exige uma investigação parlamentar aprofundada para esclarecer a extensão das fraudes, identificar os responsáveis e avaliar o impacto sobre aposentados e pensionistas”.

    A Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal (PF) e Controladoria-Geral da União (CGU) na última quinta-feira, revelou um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões. A investigação culminou na demissão do presidente do instituto, Alessandro Stefanutto. As ações ocorreram no Distrito Federal e em 13 estados.

    Segundo os investigadores, entidades que representavam aposentados e pensionistas teriam realizado cobranças associativas não autorizadas, diretamente descontadas da folha de pagamento de aposentadorias e pensões. O montante desviado é estimado em impressionantes R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.

    A justificativa das entidades para os descontos incluía a oferta de benefícios como planos de saúde, seguros e auxílio-funeral, mas os valores eram cobrados sem autorização prévia dos beneficiários, que só perceberam os descontos ao consultarem seus extratos e, em muitos casos, recorreram à Justiça.

    No pedido de abertura da CPI, o deputado ainda menciona José Ferreira da Silva, irmão do presidente Lula. Conhecido como Frei Chico, José é vice-presidente do Sindnapi, sindicato que recebeu R$ 77,1 milhões em contribuições, em 2024, sendo alvo de suspensão administrativa pela CGU e de investigações criminais.

    A Comissão Parlamentar de Inquérito tem poder de investigação próprio das autoridades judiciais, com a convocação de testemunhas, requisição de documentos aos órgãos públicos, entre outros. A CPI, porém, não tem o poder de julgar e sentenciar os suspeitos, apenas pode recomendar ao Ministério Público essas ações. O colegiado também pode incluir no relatório final novos projetos de lei para combater os problemas investigados.

    Veja quem assinou o requerimento:

    1. Coronel Chrisóstomo – PL/RO
    2. Bibo Nunes – PL/RS
    3. Zé Trovão – PL/SC
    4. Zucco – PL/RS
    5. Delegado Paulo Bilynskyj – PL/SP
    6. Silvia Waiãpi – PL/AP
    7. Messias Donato – REPUBLIC/ES
    8. Mauricio do Vôlei – PL/MG
    9. Mario Frias – PL/SP
    10. Capitão Alberto Neto – PL/AM
    11. Coronel Meira – PL/PE
    12. Pastor Eurico – PL/PE
    13. Carlos Jordy – PL/RJ
    14. Dr. Fernando Máximo – UNIÃO/RO
    15. Coronel Fernanda – PL/MT
    16. Rosana Valle – PL/SP
    17. Jefferson Campos – PL/SP
    18. Sargento Fahur – PSD/PR
    19. Capitão Alden – PL/BA
    20. Pr. Marco Feliciano – PL/SP
    21. Roberta Roma – PL/BA
    22. Delegado Caveira – PL/PA
    23. Luiz Philippe de Orleans e Bragança – PL/SP
    24. Mauricio Marcon – PODE/RS
    25. Sanderson – PL/RS
    26. Marcelo Moraes – PL/RS
    27. Delegado Palumbo – MDB/SP
    28. Coronel Assis – UNIÃO/MT
    29. Osmar Terra – MDB/RS
    30. Sargento Portugal – PODE/RJ
    31. Dr. Luiz Ovando – PP/MS
    32. Lincoln Portela – PL/MG
    33. Cabo Gilberto Silva – PL/PB
    34. Rodrigo Valadares – UNIÃO/SE
    35. Junio Amaral – PL/MG
    36. Helio Lopes – PL/RJ
    37. Rodrigo da Zaeli – PL/MT
    38. Felipe Francischini – UNIÃO/PR
    39. Mendonça Filho – UNIÃO/PE
    40. Wellington Roberto – PL/PB
    41. Rodolfo Nogueira – PL/MS
    42. Delegado Ramagem – PL/RJ
    43. Carlos Sampaio – PSD/SP
    44. Adilson Barroso – PL/SP
    45. Coronel Ulysses – UNIÃO/AC
    46. Gustavo Gayer – PL/GO
    47. Filipe Martins – PL/TO
    48. Joaquim Passarinho – PL/PA
    49. Pezenti – MDB/SC
    50. Reinhold Stephanes – PSD/PR
    51. Sóstenes Cavalcante – PL/RJ
    52. Clarissa Tércio – PP/PE
    53. Ricardo Guidi – PL/SC
    54. General Girão – PL/RN
    55. José Medeiros – PL/MT
    56. Vicentinho Júnior – PP/TO
    57. Paulinho da Força – SOLIDARI/SP
    58. Capitão Augusto – PL/SP
    59. Kim Kataguiri – UNIÃO/SP
    60. Luiz Carlos Hauly – PODE/PR
    61. Zé Silva – SOLIDARI/MG
    62. Silvye Alves – UNIÃO/GO
    63. Altineu Côrtes – PL/RJ
    64. Gisela Simona – UNIÃO/MT
    65. David Soares – UNIÃO/SP
    66. Alberto Fraga – PL/DF
    67. Gilvan da Federal – PL/ES
    68. Diego Garcia – REPUBLIC/PR
    69. Luiz Lima – NOVO/RJ
    70. Luiz Carlos Busato – UNIÃO/RS
    71. Pedro Lupion – PP/PR
    72. Nelson Barbudo – PL/MT
    73. Nicoletti – UNIÃO/RR
    74. Nikolas Ferreira – PL/MG
    75. Any Ortiz – CIDADANIA/RS
    76. Julia Zanatta – PL/SC
    77. Daniela Reinehr – PL/SC
    78. Sargento Gonçalves – PL/RN
    79. Marcel van Hattem – NOVO/RS
    80. Carla Dickson – UNIÃO/RN
    81. Dr. Frederico – PRD/MG
    82. Rosangela Moro – UNIÃO/SP
    83. Luiz Fernando Vampiro – MDB/SC
    84. Evair Vieira de Melo – PP/ES
    85. Fred Linhares – REPUBLIC/DF
    86. Adriana Ventura – NOVO/SP
    87. Missionário José Olimpio – PL/SP
    88. André Fernandes – PL/CE
    89. Carla Zambelli – PL/SP
    90. Dr. Jaziel – PL/CE
    91. Dayany Bittencourt – UNIÃO/CE
    92. Cristiane Lopes – UNIÃO/RO
    93. Rodrigo Estacho – PSD/PR
    94. Amaro Neto – REPUBLIC/ES
    95. Zé Haroldo Cathedral – PSD/RR
    96. Roberto Monteiro Pai – PL/RJ
    97. Alfredo Gaspar – UNIÃO/AL
    98. Fernando Rodolfo – PL/PE
    99. Raimundo Santos – PSD/PA
    100. Giovani Cherini – PL/RS
    101. Eros Biondini – PL/MG
    102. Daniel Agrobom – PL/GO
    103. Franciane Bayer – REPUBLIC/RS
    104. Giacobo – PL/PR
    105. Ossesio Silva – REPUBLIC/PE
    106. Marcio Alvino – PL/SP
    107. Soraya Santos – PL/RJ
    108. Marcelo Álvaro Antônio – PL/MG
    109. Miguel Lombardi – PL/SP
    110. Zé Vitor – PL/MG
    111. Chris Tonietto – PL/RJ
    112. Dr. Zacharias Calil – UNIÃO/GO
    113. Luiz Carlos Motta – PL/SP
    114. Silas Câmara – REPUBLIC/AM
    115. Tião Medeiros – PP/PR
    116. Marcos Pereira – REPUBLIC/SP
    117. Daniel Freitas – PL/SC
    118. Weliton Prado – SOLIDARI/MG
    119. Fausto Santos Jr. – UNIÃO/AM
    120. Pedro Westphalen – PP/RS
    121. Silvia Cristina – PP/RO
    122. Ricardo Salles – NOVO/SP
    123. Thiago Flores – REPUBLIC/RO
    124. Allan Garcês – PP/MA
    125. Magda Mofatto – PRD/GO
    126. Pastor Diniz – UNIÃO/RR
    127. Afonso Hamm – PP/RS
    128. Marcelo Crivella – REPUBLIC/RJ
    129. Domingos Sávio – PL/MG
    130. Alexandre Guimarães – MDB/TO
    131. Bia Kicis – PL/DF
    132. Maurício Carvalho – UNIÃO/RO
    133. Caroline de Toni – PL/SC
    134. General Pazuello – PL/RJ
    135. Gilson Marques – NOVO/SC
    136. Delegado Éder Mauro – PL/PA
    137. Aluisio Mendes – REPUBLIC/MA
    138. Marcos Pollon – PL/MS
    139. Roberto Duarte – REPUBLIC/AC
    140. Saulo Pedroso – PSD/SP
    141. Delegado Matheus Laiola – UNIÃO/PR
    142. Professor Alcides – PL/GO
    143. Matheus Noronha – PL/CE
    144. Daniel Trzeciak – PSDB/RS
    145. Emidinho Madeira – PL/MG
    146. Paulo Freire Costa – PL/SP
    147. Stefano Aguiar – PSD/MG
    148. Thiago de Joaldo – PP/SE
    149. Rosângela Reis – PL/MG
    150. Eli Borges – PL/TO
    151. Mauricio Neves – PP/SP
    152. Delegado Bruno Lima – PP/SP
    153. Lafayette de Andrada – REPUBLIC/MG
    154. Greyce Elias – AVANTE/MG
    155. Coronel Armando – PL/SC
    156. Ronaldo Nogueira – REPUBLIC/RS
    157. Lucas Redecker – PSDB/RS
    158. Fausto Pinato – PP/SP
    159. Paulo Alexandre Barbosa – PSDB/SP
    160. Ana Paula Leão – PP/MG
    161. Simone Marquetto – MDB/SP
    162. Celso Russomanno – REPUBLIC/SP
    163. Filipe Barros – PL/PR
    164. Eduardo Velloso – UNIÃO/AC
    165. Gustinho Ribeiro – REPUBLIC/SE
    166. André Ferreira – PL/PE
    167. Geovania de Sá – PSDB/SC
    168. Delegado Fabio Costa – PP/AL
    169. Icaro de Valmir – PL/SE
    170. Neto Carletto – AVANTE/BA
    171. Vitor Lippi – PSDB/SP
    172. Renilce Nicodemos – MDB/PA
    173. Ismael – PSD/SC
    174. Pauderney Avelino – UNIÃO/AM
    175. Rafael Simoes – UNIÃO/MG
    176. Otoni de Paula – MDB/RJ
    177. Maria Rosas – REPUBLIC/SP
    178. Alex Manente – CIDADANIA/SP
    179. Sergio Souza – MDB/PR
    180. Da Vitoria – PP/ES
    181. Ricardo Maia – MDB/BA
    182. Beto Pereira – PSDB/MS
    183. Alceu Moreira – MDB/RS
    184. Ely Santos – REPUBLIC/SP
    185. Covatti Filho – PP/RS
  • Câmara pede suspensão de Gilvan da Federal por ataque a Gleisi

    Câmara pede suspensão de Gilvan da Federal por ataque a Gleisi

    A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados solicitou a suspensão cautelar do mandato de Gilvan da Federal (PL-ES) por seis meses, após declarações ofensivas à ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT). O parlamentar usou a tribuna para associá-la ao apelido “Amante”, presente em planilhas da Odebrecht, e afirmou que a pessoa com esse codinome deveria ser “uma prostituta do caramba”.

    O deputado Gilvan da Federal (PL-ES), acusado de quebra de decoro parlamentar.

    O deputado Gilvan da Federal (PL-ES), acusado de quebra de decoro parlamentar.Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    A declaração foi feita durante audiência da Comissão de Segurança Pública com o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. Na ocasião, Gilvan também mencionou o apelido “Lindinho”, ligado ao deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), companheiro de Gleisi.

    A Corregedoria da Câmara considerou que as falas ultrapassam os limites da liberdade de expressão e violam o decoro parlamentar. Com base nesse entendimento, enviou de ofício um relatório à Mesa Diretora, que protocolou representação ao Conselho de Ética. O colegiado tem até três dias úteis para decidir se abre processo contra o deputado. Se não houver deliberação, o pedido pode ser levado ao plenário.

    Assinada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e por outros quatro integrantes da direção da Casa, a representação afirma que Gilvan fez insinuações abertamente ultrajantes, desonrosas e depreciativas. O texto ressalta que é a primeira vez que a Casa recorre a um mecanismo criado na gestão de Arthur Lira (PP-AL) para acelerar a punição de deputados.

    Além do episódio envolvendo Gleisi, Gilvan foi alvo de críticas recentes ao dizer que queria que Lula morresse durante discussão sobre projeto que desarma a segurança pessoal do presidente. Ele acabou se retratando após reação da Advocacia-Geral da União.

  • Damares entra na Justiça para barrar posse de ministro da Previdência

    Damares entra na Justiça para barrar posse de ministro da Previdência

    A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) entrou com ação na Justiça Federal de Brasília para tentar impedir a posse de Wolney Queiroz como novo ministro da Previdência Social. A nomeação foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última sexta-feira (2), após a demissão de Carlos Lupi, envolvido na crise provocada pelas fraudes bilionárias no INSS.

    A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) é a autora do pedido.

    A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) é a autora do pedido.Geraldo Magela/Agência Senado

    Na petição de 27 páginas protocolada na madrugada deste sábado (3), Damares sustenta que a nomeação de Queiroz representa a “permanência da estrutura que ignorou alertas sobre os descontos indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas”.

    Segundo a senadora, o agora ministro esteve presente em reuniões do Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS) nas quais foram denunciadas as irregularidades entre elas uma, em junho de 2023, quando a conselheira Tônia Galletti teria alertado para os descontos não autorizados. A ação destaca também a presidência de Queiroz na 303ª reunião do CNPS, em abril de 2024, quando um relatório detalhado sobre o caso foi apresentado.

    Além de tentar barrar a posse de Queiroz, Damares solicita que o caso seja remetido à Câmara dos Deputados, para avaliar se a nomeação de Lula configura crime de responsabilidade. A petição também requer a aplicação de multa diária de R$ 1 milhão, caso o presidente mantenha o novo ministro no cargo.

  • Governo troca indicado para diretoria da Anvisa

    Governo troca indicado para diretoria da Anvisa

    O presidente Lula encaminhou ao Senado a indicação de Thiago Lopes Cardoso Campos para ocupar o cargo de diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A nomeação foi publicada na edição desta segunda-feira (5) do Diário Oficial da União. Simultaneamente, o Executivo solicitou a retirada da indicação de Diogo Penha Soares para a mesma função.

    A vaga em questão decorre do término do mandato de Alex Machado Campos, que renunciou ao posto antes do fim do período previsto. Com isso, cabe agora ao Senado avaliar o nome de Campos em sabatina e votação em plenário, como determina o rito para ocupação de cargos em agências reguladoras.

    Edifício-sede da Anvisa, em Brasília.

    Edifício-sede da Anvisa, em Brasília.Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

    A Anvisa é a agência responsável por regular e fiscalizar produtos e serviços relacionados à saúde no Brasil. O nome de Thiago Lopes Cardoso Campos ainda não tem data definida para análise no Senado.

    Quem é o novo nomeado

    Thiago Lopes Cardoso Campos é advogado sanitarista, vice-presidente do Instituto de Direito Sanitário Aplicado (Idisa), conselheiro estadual de saúde da Bahia e consultor jurídico da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Em artigo publicado no portal Migalhas, chegou a defender o fim da escala de trabalho 6×1, pauta que deve ser defendida pelo governo Lula nos próximos dias no Congresso Nacional.

  • As emendas e o poder: 79 anos de disputa pelo orçamento

    As emendas e o poder: 79 anos de disputa pelo orçamento

    As emendas parlamentares representam hoje uma das principais engrenagens do sistema político brasileiro. Criadas como instrumento de participação do Congresso na definição do orçamento, elas passaram a concentrar bilhões de reais em repasses anuais, dando aos parlamentares poder direto sobre a aplicação de recursos públicos. Em 2025, essa fatia soma mais de R$ 50 bilhões quase um quarto do orçamento discricionário da União.

    A crescente influência das emendas transformou sua execução em moeda de troca entre Executivo e Legislativo. Presidentes negociam apoio político oferecendo liberação de recursos. Parlamentares, por sua vez, garantem obras, programas e benefícios para suas bases eleitorais. O uso desses recursos, porém, tem gerado polêmicas recorrentes, alimentado escândalos e provocado sucessivos embates com o Judiciário.

    Instrumento de barganha, disputa e poder, as emendas somam hoje mais de R$ 50 bilhões no orçamento da União.

    Instrumento de barganha, disputa e poder, as emendas somam hoje mais de R$ 50 bilhões no orçamento da União.José Cruz/Agência Brasil

    Veja também: compreenda como funcionam as emendas parlamentares e a sua importância como moeda de troca na política atual.

    Diante das disputas atuais que envolvem bloqueios do Supremo Tribunal Federal, novas regras de transparência e disputas por protagonismo entre os Poderes , resgatar a trajetória das emendas parlamentares ajuda a entender como esse mecanismo ganhou centralidade na política nacional. A seguir, conheça o panorama histórico das origens, avanços, retrocessos e reviravoltas que moldaram o sistema até aqui.

    Da origem à centralização

    Antes de 1946, o modelo orçamentário brasileiro não previa a figura da emenda parlamentar que conhecemos hoje. Em regimes anteriores, como o da Constituição de 1891, o próprio Legislativo elaborava o orçamento. A Carta de 1934 introduziu a coautoria entre os poderes, mas ainda de forma incipiente: até então, peças orçamentárias eram inespecíficas, apenas definindo normas gerais. Durante a ditadura do Estado Novo (19371945), a peça orçamentária era imposta por decreto presidencial, sem passar pelo Congresso.

    Com a redemocratização, a Constituição de 1946 não apenas retomou a lógica de co-participação, como pouco a pouco foram construídas normas de reforma orçamentária para construir no Brasil o modelo conhecido como “orçamento moderno”, no qual se tem metas bem definidas e uma listagem clara sobre qual receita será implementada em qual ação ou programa.

    Com isso, nasceu o primeiro sistema de emendas parlamentares semelhante ao atual, em que parlamentares conseguem incluir destinações de interesse de seus mandatos na peça orçamentária. Não havia limite para o número de alterações nem exigência de indicação da fonte de recursos.

    O resultado foi a aprovação de orçamentos superdimensionados e, muitas vezes, inexequíveis. Como a liberação do dinheiro seguia sob controle do Executivo, esse desequilíbrio reforçava sua capacidade de manipular a execução conforme o apoio político recebido. Ulysses Guimarães chegou a relatar a frase constantemente ouvida por deputados que buscavam o Ministério da Fazenda em 1963 para pedir que suas emendas fossem empenhadas: “existe a verba, senhor deputado, mas não há dinheiro”.

    A primeira norma a regulamentar a apresentação de emendas foi aprovada apenas às vésperas do golpe militar de 1964: a lei 4320, de 17 de março daquele ano, proibia, por exemplo, alterações que envolvessem obras não aprovadas ou serviços ainda não criados.

    Repressão e restrição

    Com o golpe de 1964, o regime militar impôs freios ao poder orçamentário do Congresso. A Constituição de 1967 proibiu emendas que aumentassem despesas totais, medida mantida na Carta de 1969. Durante todo o período da ditadura, o Congresso teve participação limitada na alocação dos recursos públicos.

    Redemocratização e escândalos

    A Constituição de 1988 devolveu ao Legislativo o direito de propor emendas ao orçamento, agora dentro de um sistema dividido entre Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e Lei Orçamentária Anual (LOA). Mas a execução das emendas continuava a depender do governo federal, que podia vetar, ignorar ou postergar os repasses.

    Essa brecha favoreceu a barganha política. Em 1993, estourou o escândalo dos anões do orçamento, revelando um esquema de corrupção em que deputados vendiam emendas em troca de propina. O caso resultou na cassação de mandatos e revelou a fragilidade dos mecanismos de controle.

    Consolidação institucional

    A grande mudança ocorreu em 2015, com a aprovação da Emenda Constitucional 86, que criou o chamado orçamento impositivo. A nova regra obrigou o governo a executar as emendas individuais apresentadas por parlamentares, dentro de um teto calculado com base na receita corrente líquida da União. Metade do valor deveria ser aplicada obrigatoriamente em saúde.

    A regra foi ampliada em 2019 para incluir também as emendas de bancada, elaboradas coletivamente pelos parlamentares de cada estado. No mesmo ano, surgiram as chamadas emendas de transferência especial conhecidas informalmente como “emendas Pix” , que dispensam a vinculação a projetos específicos.

    O orçamento secreto

    A partir de 2020, as emendas de relator (RP 9), até então um instrumento técnico do trâmite orçamentário, passaram a ser usadas como ferramenta de distribuição política de recursos. O modelo permitia que parlamentares fizessem indicações indiretas, sem que seus nomes fossem registrados. A prática ficou conhecida como orçamento secreto.

    Em 2022, o Supremo Tribunal Federal declarou sua inconstitucionalidade, apontando falta de transparência e critérios técnicos.

    Embates recentes

    Mesmo após o fim do orçamento secreto, as emendas continuam no centro do debate político. Em 2024, o STF suspendeu as emendas Pix, questionando a ausência de regras para sua distribuição. Também determinou que o Congresso esclareça os critérios das emendas de comissão, ainda de execução facultativa e sob influência de líderes partidários.

    A disputa resultou na lei complementar 210/2024, uma regulamentação ampla para o sistema. Mesmo após sua aprovação, as controvérsias persistem. O capítulo mais recente envolve a suspeita de um acordo oculto entre líderes no Congresso para que parte das emendas de comissão fiquem sob controle direto de seus partidos.

    Hoje, o volume de recursos sob controle do Legislativo atinge cifras recordes. Em 2025, as emendas parlamentares devem somar R$ 50,4 bilhões, frente a R$ 170 bilhões previstos para execução direta do governo federal.

  • Partidos com ministros aderem à CPI do INSS no Congresso; veja a lista

    Partidos com ministros aderem à CPI do INSS no Congresso; veja a lista

    Movimento de aposentados, segurados e pensionistas na agência do INSS, unidade Santa Cruz, na zona sul de São Paulo

    Movimento de aposentados, segurados e pensionistas na agência do INSS, unidade Santa Cruz, na zona sul de São PauloRenato S. Cerqueira/Ato Press/Folhapress

    Partidos com ministros no governo Lula respondem por 43% das assinaturas coletadas para a criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) mista no Congresso, destinada a investigar um esquema bilionário de desvio de aposentadorias e pensões do INSS. O pedido deve ser oficializado nesta terça-feira (6).

    A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e a deputada Coronel Fernanda (PL-SP) reuniram o apoio de 182 deputados e 29 senadores (211 no total). Para a instalação de uma CPI mista, formada por deputados e senadores, são exigidas no mínimo 171 assinaturas na Câmara e 27 no Senado.

    Ao todo, 81 deputados e 11 senadores de seis partidos com representantes no primeiro escalão do governo endossaram o pedido de investigação.

    Veja quem apoia a CPI mista:

    Recorte partidário

    A federação União Progressistas formada por União Brasil e PP contribuiu com 53 assinaturas. A bancada tem 109 deputados e 14 senadores, além de quatro ministros no governo Lula. Também assinaram o requerimento o Republicanos (15 assinaturas), MDB e PSD (11 cada), e o PSB (2 parlamentares).

    Nenhum integrante do PDT, partido do ex-ministro da Previdência Carlos Lupi demitido por Lula após as revelações sobre os desvios no INSS , apoiou a CPI. A sigla, no entanto, segue no comando da pasta, agora com Wolney Queiroz.

    Estratégia

    Além da CPI mista, a oposição também tenta instalar uma comissão exclusiva na Câmara. O pedido foi protocolado em 30 de abril pelo deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO), também com apoio de siglas com ministro. Líderes oposicionistas avaliam que há mais chances de abertura da investigação no Congresso, já que na Câmara há 11 pedidos de CPI à frente na fila. No máximo cinco podem funcionar ao mesmo tempo.

    A decisão sobre a criação das comissões cabe, respectivamente, ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), no caso da mista, e ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

    O esquema

    O escândalo que culminou na demissão de Carlos Lupi do Ministério da Previdência Social envolveu um esquema de fraudes no INSS, em que entidades sindicais e associações descontavam mensalidades de aposentados e pensionistas sem autorização, utilizando assinaturas falsificadas.

    Entenda a crise na Previdência

    A investigação da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União revelou que, entre 2019 e 2024, aproximadamente R$ 6,3 bilhões foram desviados, afetando cerca de 4,1 milhões de beneficiários, especialmente os mais vulneráveis, como moradores de zonas rurais e pessoas com deficiência.

    Embora Lupi não tenha sido diretamente implicado nas investigações, documentos indicam que ele foi alertado sobre as irregularidades em junho de 2023, mas só tomou medidas concretas em março de 2024, o que gerou críticas por sua demora em agir e pressão para que fosse demitido do cargo, o que ocorreu na última sexta-feira (2).

    Oposição protocola pedido de CPI do INSS na Câmara

  • STF aceita denúncia contra acusados do núcleo 4 da trama golpista

    STF aceita denúncia contra acusados do núcleo 4 da trama golpista

    A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, receber a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra sete acusados de integrar o “Núcleo 4” da organização que, segundo a acusação, atuou para promover um golpe de Estado e reverter o resultado das eleições de 2022, mantendo o ex-presidente Jair Bolsonaro no país.

    Com a decisão, os denunciados se tornam réus e passam a responder a processo criminal pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

    Primeira Turma do STF acatou de forma unânime o voto de Moraes.

    Primeira Turma do STF acatou de forma unânime o voto de Moraes. Gustavo Moreno/STF

    Núcleo da desinformação

    Segundo a PGR, o Núcleo 4 formava o braço comunicacional da organização criminosa. Seus membros são acusados de utilizar instrumentos de comunicação para deslegitimar o processo eleitoral e perseguir autoridades que se opusessem à trama golpista. A apuração também envolve suspeitos de utilizar o aparato da Agência Brasileira de Inteligência para perseguir rivais do governo.

    Anteriormente, foram declarados réus os membros do Núcleo 1, acusado de organizar politicamente o golpe, e também os do Núcleo 2, que teria sido responsável pela articulação jurídica e policial. O Núcleo 3, formado pela ala militar de acusados, será julgado apenas nos dias 20 e 21 deste mês. O adiamento se deu graças a um atraso na intimação de seus membros.

    Os sete investigados do Núcleo 4 são: Ailton Gonçalves Moraes Barros, Ângelo Martins Denicoli, Carlos César Moretzsohn Rocha, Giancarlo Gomes Rodrigues, Guilherme Marques de Almeida, Marcelo Araújo Bormevet e Reginaldo Vieira de Abreu.

    Nesta fase do processo, não é deliberada a possibilidade de culpa dos acusados, mas apenas se há justa causa e elementos mínimos que sustentem a abertura da ação penal. Alexandre de Moraes abordou o tema em um voto detalhado, beirando duas horas de pronunciamento para leitura até concluir a favor do andamento da denúncia.

    Teses do relator

    O relator, ministro Alexandre de Moraes, abriu seu voto rebatendo as alegações das defesas, que tentaram desvincular os acusados do núcleo 4 das lideranças do plano de golpe. “O que a denúncia traz é o núcleo atuando em conformidade estratégica com outros núcleos, cada um dentro das suas tarefas nessa organização criminosa”, disse.

    Moraes também citou investigações da Polícia Federal que apontam uma “atuação orquestrada” de grupos ligados ao antigo governo na disseminação de ataques virtuais. “Havia núcleo de produção, divulgação e financiamento de notícias fraudulentas e o núcleo político. Esses fatos são comprovados”, afirmou o ministro. Ainda segundo ele, os acusados do núcleo 4 contribuíram, “em maior ou menor extensão”, para o plano golpista como um todo.

    Todos os ministros o acompanharam. O presidente da Turma, Cristiano Zanin, destacou o arcabouço probatório: “Ficou clara a presença de documentos, áudios, relatórios policiais, gravações, uso de ferramentas altamente invasivas e produção de um grande volume de conteúdo falso ou fraudulento”.

    A denúncia agora seguirá para a fase de instrução processual, em que serão colhidas provas e ouvidas testemunhas antes do julgamento de mérito. A Primeira Turma é formada pelos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Luiz Fux, Flávio Dino e Cármen Lúcia.

  • Camila Jara revela diagnóstico de câncer e se licencia para tratamento

    Camila Jara revela diagnóstico de câncer e se licencia para tratamento

    Eleita aos 27 anos, Camila Jara é a deputada mais jovem da história de Mato Grosso do Sul e do PT

    Eleita aos 27 anos, Camila Jara é a deputada mais jovem da história de Mato Grosso do Sul e do PTKayo Magalhães/Agência Câmara

    A deputada federal Camila Jara (PT-MS), de 30 anos, emocionou seus seguidores nesta terça-feira (6) ao revelar, por meio de um vídeo nas redes sociais, que foi diagnosticada com câncer de tireoide. A doença foi descoberta após uma cirurgia para retirada de nódulos considerados benignos, realizada há cerca de cinco semanas. Exames posteriores, no entanto, confirmaram a presença do câncer.

    “Não é fácil ser forte o tempo todo”, desabafou a parlamentar ao dividir o diagnóstico com o público. “Aos 30 anos, recebi uma notícia que ninguém gostaria de ouvir. Eu fui diagnosticada com câncer.”

    No vídeo, divulgado em suas redes sociais, Camila procurou tranquilizar seus eleitores e apoiadores. Segundo ela, o tipo de câncer é tratável e apresenta altas chances de cura. “Os médicos estão bem esperançosos. As chances de cura, no meu caso, são bem altas. Estou cercada de uma equipe médica competente, de uma rede de apoio linda e de uma vontade enorme de viver”, afirmou.

    Em seguida, a deputada recebeu uma onda de solidariedade de colegas de vários partidos, da esquerda à direita.

    Cirurgia

    Camila Jara informou que sua rotina será dividida entre sessões plenárias em Brasília, compromissos no Mato Grosso do Sul e o tratamento médico. A deputada solicitou licença médica para realizar uma nova cirurgia, marcada para o dia 12 de maio. A previsão é de um dia de observação na UTI e até cinco dias de internação. Após a cirurgia, ela iniciará o tratamento com iodoterapia, considerado essencial para sua recuperação completa. “Vai ser um pouquinho mais longo do que eu esperava”, explicou sobre o processo de recuperação.

    A deputada encerrou o vídeo com palavras de resistência e fé no futuro: “O que sempre me moveu foi a esperança. E é ela que vai continuar me movendo sempre. Não é só a esperança de que eu vá me curar, mas também de que estamos no caminho certo para construir um Brasil menos desigual e mais justo”. “Um sonho assim tão legal não vai acabar”, concluiu, citando a cantora Rita Lee.

    Trajetória política

    Camila Bazachi Jara Marzochi nasceu em 1995, em Campo Grande (MS). Filiada ao Partido dos Trabalhadores desde 2014, ela começou sua trajetória política no movimento estudantil. Em 2020, tornou-se a vereadora mais jovem de Campo Grande e a única melhor eleita naquela legislatura. Ligada ao MST, ela se tornou em 2022 a mais jovem parlamentar a conquistar um mandato por Mato Grosso do Sul e pelo PT na Câmara dos Deputados, aos 27 anos. Recebeu, na ocasião, 56.552 votos.

    A deputada foi relatora na Câmara da lei sancionada no último dia 24 pelo presidente Lula que aumentou em 50% a pena para crimes de violência psicológica contra mulheres envolvendo o uso de inteligência artificial (IA) ou outras tecnologias de manipulação da imagem ou voz da vítima.

    Formada em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), participou de iniciativas como o RenovaBR, o “Coletivo Elas Podem” e o “Movimento Acredito-MS”.

    Em 2023 e 2024, foi reconhecida no Prêmio Congresso em Foco como uma das melhores parlamentares do país. No ano passado Camila foi candidata à prefeitura de Campo Grande. Ficou na quarta colocação com 9,43% dos votos. 

  • Gilmar Mendes manda investigar suspeita de fraude em acordo da CBF

    Gilmar Mendes manda investigar suspeita de fraude em acordo da CBF

    O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (7) que o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro apure, com urgência, suspeitas de fraude no acordo que manteve Ednaldo Rodrigues na presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

    A decisão foi tomada após a apresentação de documentos que colocam em dúvida a validade da assinatura do ex-presidente da CBF, Coronel Nunes, no acordo homologado pelo Supremo. Segundo laudos médicos e uma perícia grafotécnica, Nunes teria comprometimento cognitivo grave e não estaria em condições de assinar o documento. Há suspeita de que a assinatura dele seja falsa.

    Decisão foi encaminhada ao TJ-RJ, que deve apurar se houve falsificação e vício de consentimento.

    Decisão foi encaminhada ao TJ-RJ, que deve apurar se houve falsificação e vício de consentimento.Valter Campanato/Agência Brasil

    Na decisão, Gilmar afirmou que, à época da homologação, o documento foi apresentado por “advogado regularmente inscrito na OAB, portador de procuração assinada por todos os signatários do acordo” e que “não havia, à época, quaisquer elementos nos autos que levassem à compreensão ou sequer suspeitas de ocorrência de simulação, fraude ou incapacidade civil dos envolvidos”.

    No entanto, reconheceu que “os documentos juntados pelos ora peticionantes trazem notícias e graves suspeitas de vícios de consentimento capazes de macular o negócio jurídico entabulado”.

    Com isso, determinou que o TJ-RJ tome as providências necessárias no processo original para verificar a validade do acordo. “Por se tratar de matéria de ordem pública e dada a necessidade de instrução probatória, determino (…) a apuração imediata e urgente (…) dos fatos narrados”, escreveu.

    Gilmar também rejeitou os pedidos de afastamento de Ednaldo Rodrigues, afirmando que são “manifestamente incabíveis” no processo atual, que trata da constitucionalidade de trechos da Lei Geral do Esporte e da Lei Pelé. “Revela-se manifestamente incabível o pedido de afastamento do presidente da CBF no presente feito”, decidiu o ministro.

    Veja a íntegra da decisão: