Categoria: CONGRESSO EM FOCO

  • Senado aprova maior proteção a vítimas de violência doméstica

    Senado aprova maior proteção a vítimas de violência doméstica

    A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (12), uma proposta que fortalece a proteção de mulheres vítimas de violência doméstica. O projeto de lei (PL) 2.083/2022, da senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), endurece as penas para agressores que, mesmo condenados, se aproximem da vítima ou de seus familiares. Essa ação será classificada como falta grave e sujeita ao regime disciplinar diferenciado (RDD), que inclui regras mais rígidas, como cela individual e restrições a visitas e ao banho de sol.

    Soraya Thronicke é a autora do projeto de lei

    Soraya Thronicke é a autora do projeto de leiJonas Pereira/Agência Senado

    Como a aprovação ocorreu em caráter terminativo, o texto segue diretamente para a Câmara dos Deputados, sem a necessidade de passar pelo plenário do Senado. A aprovação coincide com a Semana da Mulher e ocorreu três dias após a lei que instituiu o crime de feminicídio completar dez anos de vigência.

    O projeto também exige a transferência do preso provisório ou condenado para uma unidade prisional em outro estado caso as ameaças ou agressões persistam. O relator, senador Eduardo Braga (MDB-AM), incorporou uma emenda do senador Fabiano Contarato (PT-ES) que caracteriza como crime de tortura “submeter a mulher reiteradamente a intenso sofrimento físico ou mental no contexto de violência doméstica”, sem prejuízo das penas para outros crimes. O crime de tortura é inafiançável, com início de cumprimento da pena em regime fechado.

    Maria da Penha

    Conforme o texto aprovado, é considerada falta grave a aproximação da residência ou do local de trabalho da vítima ou de seus familiares durante todo o cumprimento de pena em regime aberto ou semiaberto, ou enquanto estiver gozando de qualquer benefício que autorize a saída do estabelecimento penal, uma vez estabelecidas as medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha, nos casos de condenação por crime de violência doméstica e familiar contra a mulher.

    Também será sujeito ao regime disciplinar diferenciado o preso que, tendo cometido crime de violência doméstica e familiar contra a mulher, ameace ou pratique violência contra a vítima ou seus familiares. Eduardo Braga destacou a importância da iniciativa para reforçar a proteção das mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, principalmente diante da reincidência de ameaças ou violência por agressores condenados ou presos provisoriamente.

    Barbara Penna

    Pesquisa do Datafolha, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, aponta que mais de 21 milhões de brasileiras sofreram algum tipo de agressão nos últimos 12 meses, o que representa 37,5% da população feminina do país.

    A Lei Maria da Penha não tem sido suficiente para que as mulheres sejam efetivamente protegidas pelo Estado brasileiro. É necessário que o legislador preveja novas medidas protetivas, mesmo que em leis diversas. Assim, presto aqui meu reconhecimento e homenagem às mulheres brasileiras e de todo o mundo, pois este é um dos crimes recorrentes na sociedade brasileira e mundial, argumentou o relator ao defender a aprovação da proposta.

    Por sugestão do senador Sergio Moro (União-PR), a nova legislação foi batizada de “Barbara Penna”, em homenagem a uma vítima de agressões brutais praticadas pelo ex-marido. Em novembro de 2013, Barbara Penna teve 40% do corpo queimado e foi jogada da janela do terceiro andar do prédio em Porto Alegre, onde morava com os dois filhos do casal, que morreram no incêndio provocado pelo pai. Barbara sobreviveu, passou por mais de 200 cirurgias e até hoje sofre com ameaças do ex-marido preso.

  • Setor de serviços recua 0,2% em janeiro

    Setor de serviços recua 0,2% em janeiro

    O volume de serviços no Brasil registrou variação negativa de 0,2% em janeiro de 2025, na comparação com dezembro, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços divulgada nesta quinta-feira (13) pelo IBGE. O recuo veio após estabilidade no mês anterior e reflete principalmente as retrações nos segmentos de transportes (-1,8%) e serviços prestados às famílias (-2,4%).

    Apesar da queda no mês, o setor segue 15,9% acima do nível pré-pandemia, registrado em fevereiro de 2020, e apenas 1,1% abaixo do pico da série histórica, alcançado em outubro de 2024. Na comparação com janeiro do ano passado, houve alta de 1,6%, o décimo avanço consecutivo nessa base de comparação.

    Com o resultado de janeiro, o acumulado em 12 meses mostra alta de 2,9% no volume de serviços. No entanto, o ritmo de crescimento desacelerou em relação a dezembro, quando o índice acumulado registrava avanço de 3,2%.

    Desempenho por setor

    Entre os setores analisados, além dos transportes e serviços prestados às famílias, os serviços profissionais, administrativos e complementares também registraram retração (-0,5%). Em contrapartida, os serviços de informação e comunicação cresceram 2,3%, enquanto o segmento de outros serviços avançou 2,3%.

    A área de transportes foi uma das que registrou retratação no setor de serviços em janeiro. Na foto, entregador de aplicativo no Rio de Janeiro

    A área de transportes foi uma das que registrou retratação no setor de serviços em janeiro. Na foto, entregador de aplicativo no Rio de JaneiroFernando Frazão/Agência Brasil

    Regionalmente, 17 das 27 unidades da federação acompanharam o desempenho negativo do país, com as maiores quedas registradas no Distrito Federal (-8,7%), Amazonas (-7,0%) e Pernambuco (-4,5%). Já os destaques positivos foram São Paulo (0,9%), Rio de Janeiro (1,0%) e Santa Catarina (3,4%).

    O turismo também registrou retração de 6,4% no mês, após crescimento de 3,1% em dezembro. O recuo foi influenciado por quedas expressivas em São Paulo (-8,3%), Rio de Janeiro (-5,4%) e Minas Gerais (-4,2%). Já o setor de transportes apresentou queda de 7,6% no transporte de passageiros e de 0,7% no transporte de cargas.

  • Davi avalia representar contra Gustavo Gayer no Conselho de Ética

    Davi avalia representar contra Gustavo Gayer no Conselho de Ética

    O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), disse a jornalistas nesta quinta-feira (13) que está avaliando junto a sua equipe de advogados a possibilidade de representar contra o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) no Conselho de Ética na Câmara. Nas suas redes sociais, o parlamentar goiano havia sugerido um “trisal” entre o senador, a ministra Gleisi Hoffmann [Relações Institucionais] e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

    “Eu falei com o time de advogados para analisarem a representação sobre a fala do deputado federal em relação ao episódio que envolve um deputado federal, um senador da República e uma ministra de Estado”, disse Davi.

    Davi Alcolumbre cobrou ponderação de parlamentares antes de proferir ataques.

    Davi Alcolumbre cobrou ponderação de parlamentares antes de proferir ataques.Marcos Oliveira/Agência Senado

    A fala de Gustavo Gayer se deu em meio a uma série de publicações no X em resposta ao discurso do presidente Lula de quarta-feira (12), quando, fazendo referência a Gleisi, o petista afirmou ter nomeado “essa mulher bonita” para estreitar o relacionamento com o Congresso. O deputado alegou que o presidente estaria a oferecendo “como um cafetão oferece uma garota de programa” a Davi e Hugo, e que imaginou um um trisal entre eles.

    Além de Davi, a bancada do PT também planeja representar contra Gayer. Questionado se a movimentação não estaria dificultando a preservação da imunidade parlamentar, o presidente do Senado respondeu que “o que está dificultando no Brasil é as pessoas agredirem as outras sem nem medir o que elas estão falando”.

  • Presidente do PT representa contra Gustavo Gayer no Conselho de Ética

    Presidente do PT representa contra Gustavo Gayer no Conselho de Ética

    O presidente interino do PT, senador Humberto Costa (PT-PE), apresentou nesta quinta-feira (14) uma representação contra o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. A sigla acusa o parlamentar de quebra de decoro por publicações em redes sociais contra a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

    O episódio teve início após um discurso do presidente Lula na quarta-feira (12), no qual ele se referiu à ministra como “essa mulher bonita” escolhida para aproximar o governo e o Congresso. Em reação, Gayer publicou postagens nas quais sugeria que Lula teria “oferecido” Hoffmann aos presidentes das Casas Legislativas, comparando a situação à de um “cafetão que oferece uma GP”. Em uma das mensagens, o deputado provocou diretamente o deputado Lindbergh, namorado de Gleisi: “Sua esposa sendo humilhada pelo seu chefe e você vai ficar calado?”.

    Publicações de Gayer sobre Gleisi foram

    Publicações de Gayer sobre Gleisi foram “desonrosas e repugnantes”, disse Humberto Costa na representação.Geraldo Magela/Agência Senado

    Acusações e fundamentos legais

    No documento encaminhado à Câmara, assinado pelo presidente interino do PT, senador Humberto Costa (PT-PE), o partido classifica as postagens como “ataques vis e gratuitos”, além de uma tentativa de desqualificação da ministra por meio de “violência política de gênero”. A legenda alega que Gayer “reduz a condição e a magnitude da pessoa pública da Ministra Gleisi Hoffmann como objeto de oferta pública em condição sexualizada”, o que violaria o Código de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara.

    A representação destaca ainda que o parlamentar utilizou suas redes sociais para ofender outros membros do Congresso e do Executivo, incluindo o presidente da República, a quem chamou de “cafetão”, além de afirmar que a articulação política do governo com o Legislativo ocorreria nos moldes de “negociações entre gangues”. O PT sustenta que as postagens não podem ser enquadradas como liberdade de expressão ou protegidas por imunidade parlamentar, pois caracterizariam ofensas diretas e condutas que “afrontam os ditames constitucionais”.

    O documento cita trechos do Código de Ética da Câmara, que prevê punição para deputados que “desacatem, por atos ou palavras, outro parlamentar”, além de estabelecer que é incompatível com o decoro parlamentar “abusar das prerrogativas constitucionais asseguradas aos membros do Congresso Nacional”. A legenda também argumenta que as falas do deputado configuram crimes contra a honra, como injúria e difamação, além do crime de violência política de gênero, previsto no Código Eleitoral.

    Tramitação da denúncia

    A representação pede que o Conselho de Ética receba e autue a denúncia, notificando Gayer para que apresente sua defesa. O PT solicita que o caso seja analisado e, ao final do processo, encaminhado ao plenário da Câmara com recomendação de punição, podendo resultar em sanções que variam de advertência à perda do mandato.

    O Conselho de Ética, no entanto, encontra-se inoperante, já que a definição das presidências das comissões da Câmara ainda está em andamento. Caso o órgão seja restabelecido, a tramitação da representação poderá avançar.

    Além de Humberto Costa, a equipe jurídica de Davi Alcolumbre também estuda a possibilidade de representação contra Gayer no conselho.

    Veja a íntegra da representação do PT:

  • CPI sugere indiciamentos e nova lei contra manipulação de apostas

    CPI sugere indiciamentos e nova lei contra manipulação de apostas

    À mesa, relator da CPIMJAE, senador Romário (PL-RJ), em pronunciamento.

    À mesa, relator da CPIMJAE, senador Romário (PL-RJ), em pronunciamento.Marcos Oliveira/Agência Senado

    O relatório conclusivo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas será apresentado e submetido à votação na quarta-feira (19), em sessão agendada para as 14h30.

    O documento, elaborado pelo senador Romário (PL-RJ), relator da CPI, solicita o indiciamento de Bruno Tolentino, tio do jogador Lucas Paquetá, que atua no futebol inglês, por manipulação de resultados.

    O relatório também requer o indiciamento dos empresários William Pereira Rogatto e Thiago Chambó Andrade, sob a mesma acusação.

    O empresário Bruno Lopez, que admitiu envolvimento na manipulação de partidas, não será indiciado pela CPI devido a um acordo firmado com o Ministério Público.

    “Esta CPI evidenciou que praticamente todos os recentes escândalos de manipulação de competições estavam relacionados com apostas em eventos isolados, especialmente aqueles casos envolvendo atletas consagrados”, afirma o senador Romário em seu relatório.

    O relator destaca que apostas em lances específicos facilitam a manipulação por apostadores e organizações criminosas, sem necessariamente interferir no resultado final da partida. Diante disso, Romário defende a limitação desse tipo de aposta e recomenda que as entidades esportivas orientem os atletas sobre a legislação vigente e as possíveis sanções.

    O relatório final propõe uma emenda constitucional e três projetos de lei para combater a manipulação de jogos. A emenda constitucional visa obrigar o comparecimento de qualquer cidadão às CPIs, inclusive com o uso de força policial, se necessário. Essa proposta surge após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de dispensar o depoimento da influenciadora Deolane Bezerra na CPI das Apostas Esportivas.

    O primeiro projeto de lei aumenta a pena para o crime de fraude em eventos esportivos, estabelecendo de quatro a dez anos de prisão e multa. O projeto também criminaliza a fraude no mercado de apostas, prevê sanções para atletas que forneçam informações privilegiadas para obter vantagem nesse mercado e tipifica como crime a divulgação de ganhos irreais em apostas.

    O segundo projeto de lei obriga os operadores de apostas a exibir mensagens de desestímulo ao jogo e alertas sobre seus riscos. O terceiro projeto de lei visa restringir as apostas em lances isolados durante eventos esportivos.

    Toda a documentação gerada pela CPI será encaminhada à Polícia Federal e ao Ministério Público da União para dar continuidade às investigações. As informações também serão compartilhadas com outras instituições, como a Casa Civil e os ministérios da Fazenda, da Justiça, do Esporte e da Saúde, para que cada órgão adote as medidas cabíveis em suas respectivas áreas.

  • Prazo para declarar imposto de renda começa nesta segunda-feira

    Prazo para declarar imposto de renda começa nesta segunda-feira

    O período para a declaração do Imposto de Renda 2025 começa nesta segunda-feira (17) e vai até 30 de maio. Devem declarar todos os contribuintes que tiveram rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888 ao longo de 2024, um valor maior que o do ano passado devido à ampliação da faixa de isenção. A Receita Federal estima receber 46,2 milhões de declarações este ano, um aumento de quase 7% em relação ao ano anterior.

    Prazo para declaração do imposto de renda começa nesta segunda-feira (17)

    Prazo para declaração do imposto de renda começa nesta segunda-feira (17)Luis Lima Jr/Fotoarena/Folhapress

    O envio pode ser feito pelo programa gerador de declaração, disponível para download no site da Receita, pelo e-CAC ou pelo aplicativo da Receita Federal. A versão pré-preenchida, que reduz erros e facilita o preenchimento, será liberada apenas em 1º de abril.

    Quem entregar a declaração fora do prazo está sujeito a multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido. Já quem deseja receber a restituição mais cedo deve priorizar o envio nos primeiros dias, pois o calendário segue a ordem de entrega.

    Prioridade na restituição e novidades do IR 2025

    Os pagamentos da restituição começam em 30 de maio e seguem até 30 de setembro, divididos em cinco lotes. Além da ordem de entrega, a Receita mantém uma fila de prioridades. Idosos acima de 80 anos, pessoas com deficiência e professores continuam no topo da lista, seguidos por contribuintes que utilizarem a declaração pré-preenchida e optarem pelo recebimento via PIX.

    Outra mudança importante neste ano é a inclusão automática de contas bancárias no exterior na declaração pré-preenchida, devido à tributação de offshores que passou a valer em 2024.

    Para quem quiser fazer a declaração por celular, o programa “Meu Imposto de Renda” não está mais disponível para download. Agora, os contribuintes que quiserem declarar pelo celular devem usar o aplicativo da Receita Federal. Algumas situações, como rendimentos recebidos do exterior e ganhos de capital com moeda estrangeira, ainda exigem o preenchimento pelo computador.

    A Receita também reforça que informações erradas ou incompletas podem levar o contribuinte à malha fina, atrasando a restituição ou gerando notificações. Por isso, é recomendável revisar atentamente os dados antes do envio da declaração.

  • Câmara pode votar “Lei do Mar” em plenário nesta terça

    Câmara pode votar “Lei do Mar” em plenário nesta terça

    O Projeto de Lei 6969/2013, conhecido como “Lei do Mar”, está na pauta de votações do plenário da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (18). A proposta, de autoria do ex-deputado Sarney Filho, que também ja foi ministro do Meio Ambiente, institui a Política Nacional para a Conservação e o Uso Sustentável do Bioma Marinho Brasileiro, estabelecendo diretrizes para proteção da biodiversidade e regulamentação das atividades econômicas na zona costeira e no mar territorial.

    O texto prevê a criação de um planejamento espacial marinho para conciliar exploração econômica e conservação ambiental. Além disso, estabelece princípios como o poluidor-pagador e incentivos para práticas sustentáveis. O projeto também define regras para pesca, exploração de petróleo e proteção de ecossistemas marinhos ameaçados.

    Relator da matéria, o deputado Túlio Gadêlha (Rede-PE) reforçou que a proposta busca garantir o desenvolvimento sustentável dos mares e alinhar o Brasil a compromissos internacionais de preservação ambiental. O projeto passou por diversas alterações ao longo dos anos para superar entraves políticos e técnicos, sendo atualizado para viabilizar sua aprovação.

    A “Lei do Mar” é defendida por ambientalistas e setores da economia sustentável, mas enfrenta resistência de representantes da pesca industrial e setores ligados à exploração de recursos marítimos. Se aprovada na Câmara, a proposta seguirá para análise do Senado.

    O deputado Túlio Gadêlha (Rede-PE) é o relator da

    O deputado Túlio Gadêlha (Rede-PE) é o relator da “Lei do Mar”Bruno Spada/Câmara dos Deputados

  • Senado homenageia Sarney e 40 anos da redemocratização

    Senado homenageia Sarney e 40 anos da redemocratização

    O Senado realiza nesta terça-feira (18) uma sessão especial em homenagem ao ex-presidente José Sarney. A solenidade faz parte das celebrações pelos 40 anos da redemocratização do Brasil e foi proposta pelo senador Jorge Kajuru (PSB-GO).

    Sarney, que completa 95 anos em abril, assumiu a Presidência da República em 1985, após a eleição indireta de Tancredo Neves. Seu governo marcou a transição do regime militar para a democracia e a promulgação da Constituição de 1988.

    A homenagem reúne senadores, autoridades e convidados para reconhecer a trajetória política de Sarney e sua contribuição para a redemocratização do país.

    O ex-presidente José Sarney, no Senado, em 2017

    O ex-presidente José Sarney, no Senado, em 2017Alan Marques/Folhapress

  • Quaest: 66% do mercado acha que Trump será ruim para o Brasil

    Quaest: 66% do mercado acha que Trump será ruim para o Brasil

    A maior parte do mercado financeiro do Brasil acha que o governo de Donald Trump nos Estados Unidos vai fazer mal à economia brasileira. É o que diz pesquisa realizada pela Quaest com analistas e gestores de fundos de investimento divulgada nesta quarta-feira (19): de acordo com o levantamento, 66% preveem um impacto negativo, enquanto só 9% consideram que o efeito será positivo.

    A pesquisa também captou uma opinião geral de que o Brasil não deve retaliar a nação norte-americana por causa da taxação do aço e do alumínio brasileiros. Desde que tomou posse, Trump anunciou uma série de impostos sobre produtos importados pelos Estados Unidos.

    Para a realização da pesquisa, a Quaest fez 106 entrevistas por meio de questionários on-line com fundos de investimentos em São Paulo e no Rio de Janeiro, de 12 a 17 de março.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

    O presidente dos Estados Unidos, Donald TrumpGage Skidmore (via Flickr/licença CC BY-SA 2.0)

  • Senado: Aprovado projeto que aumenta penas para crimes contra idosos

    Senado: Aprovado projeto que aumenta penas para crimes contra idosos

    Projeto em proteção dos idosos foi aprovado.

    Projeto em proteção dos idosos foi aprovado.Freepik

    Nesta quarta-feira (19), o Senado Federal aprovou o projeto de lei 4.626/2020, que aumenta as penas para os crimes de abandono de incapaz, maus-tratos e exposição a perigo da saúde e da integridade física ou psíquica do idoso.

    O texto, de autoria do deputado Helio Lopes (PL-RJ), teve relatoria do senador Carlos Viana (Podemos-MG) e agora retorna para a Câmara dos Deputados.

    A proposta prevê o endurecimento das penas para diferentes crimes contra idosos. No caso de abandono de pessoa com deficiência em hospitais, casas de saúde, abrigos ou estabelecimentos similares, a pena será ampliada de seis meses a três anos para três a cinco anos de reclusão.

    Para o crime de abandono de incapaz, a punição passará de seis meses a três anos para dois a cinco anos de reclusão.

    Já para a exposição da vida ou da saúde de pessoa sob guarda ou vigilância a perigo, a pena será aumentada de dois meses a um ano para dois a cinco anos de reclusão.

    O projeto também modifica regras processuais, retirando a competência dos Juizados Especiais para crimes previstos no Estatuto do Idoso e para qualquer crime praticado com violência contra idosos.

    Além disso, impede a possibilidade de acordos entre o réu e o Ministério Público e veda a concessão de benefícios penais e processuais nesses casos.