Categoria: CONGRESSO EM FOCO

  • Deputada defende regime remoto para trabalhadores com deficiência

    Deputada defende regime remoto para trabalhadores com deficiência

    O direito de trabalhar de casa, integral ou parcialmente, poderá ser garantido por lei a pessoas com deficiência, desde que a função permita e haja recomendação técnica. A medida está prevista no projeto de lei 3866/2025, da deputada Andreia Siqueira (MDB-PA), que quer incluir a regra na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência.

    O texto estabelece que o pedido deverá ser feito pela própria pessoa com deficiência e acompanhado de laudo médico ou parecer multiprofissional, além de relatório da chefia imediata atestando a compatibilidade das atribuições com o regime remoto. “As pessoas jurídicas de direito público, privado ou de qualquer natureza são obrigadas a garantir o direito previsto no caput deste artigo”, determina a proposta.

    Andreia Siqueira quer incluir o direito ao trabalho remoto na Lei Brasileira de Inclusão.

    Andreia Siqueira quer incluir o direito ao trabalho remoto na Lei Brasileira de Inclusão.Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

    A concessão poderá ser revista periodicamente ou a qualquer tempo, por interesse do trabalhador ou decisão justificada do empregador. O projeto também preserva acordos e convenções coletivas que já prevejam condições mais favoráveis.

    Na justificativa, Andreia Siqueira afirma que o teletrabalho é “uma forma promissora de adaptação razoável” para superar barreiras históricas no mercado de trabalho, como falta de acessibilidade e deslocamentos desgastantes. Ela cita dados da PNAD de 2022, segundo os quais apenas 29,2% das pessoas com deficiência participam da força de trabalho, contra 62,7% da população geral.

    Para a deputada, o teletrabalho personaliza o ambiente, “contribuindo para o bem-estar e a produtividade” e reduzindo o preconceito. “Permite que as pessoas com deficiência sejam avaliadas por suas competências e habilidades, em vez de estereótipos associados à deficiência”, afirma.

    A proposta será analisada pelas comissões temáticas da Câmara antes de seguir ao Plenário.

  • Confúcio Moura propõe restrições à publicidade em jogos para crianças

    Confúcio Moura propõe restrições à publicidade em jogos para crianças

    Um projeto de lei em tramitação no Senado Federal propõe restrições à exibição de publicidade em jogos online direcionados a crianças menores de 12 anos. A iniciativa, de autoria do senador Confúcio Moura (MDB-RO), busca salvaguardar os jovens de conteúdos que possam ser prejudiciais ao seu desenvolvimento emocional e cognitivo.

    O projeto de lei 3.518/2025 estabelece que, em jogos destinados ao público infantil, somente serão permitidos anúncios de caráter educativo nos intervalos. As plataformas que não cumprirem essa determinação estarão sujeitas a penalidades como advertência, multa e suspensão da veiculação de publicidade.

    Confúcio Moura propõe restrições à publicidade em jogos para crianças.

    Confúcio Moura propõe restrições à publicidade em jogos para crianças.Suamy Beydoun/Agif/Folhapress

    As sanções previstas incluem multas que podem alcançar R$50 milhões por infração, além de outras medidas punitivas. Na justificativa do projeto, o senador enfatiza a importância da proteção à criança, conforme previsto na Constituição, e ressalta a vulnerabilidade dos menores de 12 anos diante do poder da publicidade.

    O autor do projeto defende que a responsabilização das plataformas de jogos online incentivará uma conduta mais ética e consciente na promoção de seus produtos. Conforme o senador, “a exposição excessiva a conteúdos publicitários pode resultar em consequências negativas. Isso inclui a normalização de comportamentos de consumo inadequados, a formação de hábitos alimentares prejudiciais e o desenvolvimento de ansiedade em relação à autoimagem. As crianças frequentemente internalizam as mensagens veiculadas, tornando-se mais propensas a solicitar produtos e serviços que não são adequados à sua faixa etária”.

    O projeto de lei aguarda distribuição para análise nas comissões temáticas do Senado.

    Leia a íntegra da proposta.

  • Brasil rebate EUA, defende Pix e nega práticas comerciais desleais

    Brasil rebate EUA, defende Pix e nega práticas comerciais desleais

    O governo brasileiro enviou uma resposta oficial ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) no âmbito da investigação aberta pela gestão Donald Trump sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O documento de mais de 90 páginas, coordenado pelo Itamaraty em conjunto com outros ministérios e consultas ao setor privado, refuta as acusações americanas de práticas comerciais desleais e sustenta que o Brasil atua em conformidade com as normas multilaterais.

    A manifestação ressalta que as políticas brasileiras são transparentes, não discriminatórias e compatíveis com os compromissos assumidos na Organização Mundial do Comércio (OMC). Além disso, aponta que os EUA mantêm um superávit crescente na balança comercial bilateral, o que contradiz a premissa de prejuízo alegada por Washington. “Não há base factual nem jurídica para medidas retaliatórias”, argumenta o texto.

    De acordo com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, não há base jurídica para retaliações comerciais contra o Brasil.

    De acordo com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, não há base jurídica para retaliações comerciais contra o Brasil.Pedro Ladeira/Folhapress

    O pano de fundo da crise

    A investigação foi aberta em julho, após o governo Trump impor um tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros, afetando setores estratégicos de exportação. A medida foi vista em Brasília como uma retaliação política às decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) contra Jair Bolsonaro, aliado do presidente norte-americano, e à regulação de plataformas digitais estrangeiras.

    Ao responder, o Brasil deixou claro que participa do processo “em espírito de diálogo”, mas que não reconhece a legitimidade da Seção 301, instrumento considerado unilateral e incompatível com o sistema multilateral de comércio.

    Defesa do Pix como símbolo de inovação

    Um dos pontos mais destacados da resposta foi a defesa do Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central em 2020. O USTR levantou suspeitas de que o modelo poderia restringir a atuação de empresas americanas no mercado digital.

    O Itamaraty, porém, apresentou dados robustos: em 2024, o Pix movimentou R$ 26,4 trilhões, com mais de 165 milhões de usuários e 19,2 milhões de empresas cadastradas. O sistema, segundo o governo, não só ampliou a inclusão financeira como também estimulou a concorrência, beneficiando inclusive empresas americanas.

    O Google Pay, por exemplo, já processa 1,5 milhão de transações via Pix por mês, e companhias como Uber e WhatsApp utilizam a ferramenta amplamente.

    Além disso, Brasília lembrou que o Pix é parte de uma tendência global: a União Europeia, a Índia e os próprios Estados Unidos têm iniciativas semelhantes, como o FedNow, lançado pelo Federal Reserve em 2023.

    STF e liberdade de expressão

    Outro alvo da acusação americana é a atuação do STF na regulação das redes sociais. O governo Trump alega que decisões judiciais brasileiras prejudicam empresas norte-americanas de tecnologia.

    Na resposta, o Brasil afirmou que tais medidas não são discriminatórias, mas refletem o esforço de equilibrar liberdade de expressão, combate à desinformação e responsabilidades legais. O documento ressalta que exigências formais de funcionamento para companhias estrangeiras existem em qualquer democracia, inclusive nos Estados Unidos.

    Etanol, meio ambiente e propriedade intelectual

    A resposta também abordou temas sensíveis como etanol, meio ambiente e propriedade intelectual:

    • Etanol: o Brasil destacou que mantém tarifas bem abaixo do teto permitido pela OMC (35%) e inferiores às praticadas pelos próprios EUA, que hoje aplicam 52,5% sobre o produto brasileiro.
    • Meio ambiente: o governo reiterou que combate o desmatamento ilegal e que tais políticas não constituem barreira comercial, mas esforço para conciliar produção e sustentabilidade.
    • Propriedade intelectual: o Itamaraty afirmou que o país dispõe de um arcabouço legal “robusto e de alto padrão”, elogiado inclusive pelo próprio USTR em ocasiões anteriores.

    Apoio do setor privado brasileiro

    A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Embraer também enviaram manifestações paralelas. A CNI defendeu a resolução via diálogo e cooperação técnica. Já a Embraer destacou sua relevância nos EUA: um terço dos voos no Aeroporto Nacional Ronald Reagan, em Washington, utiliza aeronaves da empresa. A fabricante afirmou que sanções contra seus produtos seriam “contrárias aos interesses norte-americanos”.

    Próximos passos

    A investigação segue em curso no USTR, com audiência pública marcada para 3 de setembro, quando representantes de governos, empresas e entidades apresentarão argumentos adicionais. A decisão final, porém, caberá ao governo Trump e pode resultar em novas sobretaxas.

    Para analistas, o embate pode abrir um novo ciclo de tensões no comércio bilateral, lembrando disputas anteriores entre Brasil e EUA no campo agrícola. Diferentemente de contenciosos passados, contudo, o atual conflito carrega forte componente ideológico, já que a Casa Branca vinculou o tarifaço a decisões internas do STF.

    Leia ainda:

    Tarifaço é rejeitado e só 44% o ligam a Bolsonaro, diz pesquisa

  • Comissão de segurança endurece regras para redução de penas

    Comissão de segurança endurece regras para redução de penas

    A Comissão de Segurança Pública do Senado aprovou nesta terça-feira (19) o projeto de lei 1418/2025, que altera regras para a redução da pena de pessoas condenadas. O texto permite a perda total dos dias remidos em caso de falta grave e aumenta as exigências para que o preso reduza o tempo de prisão por meio de estudo ou trabalho.

    De autoria do senador Fabiano Contarato (PT-ES), o projeto retoma a regra original da Lei de Execução Penal, que permitia ao juiz revogar todos os dias remidos por infrações graves. “Um homicídio qualificado dentro do presídio ou a participação em uma rebelião, por exemplo, não acarretam a perda total dos dias remidos, o que é inaceitável”, afirmou o senador.

    Texto de autoria de Fabiano Contarato (PL-ES) segue para a CCJ.

    Texto de autoria de Fabiano Contarato (PL-ES) segue para a CCJ.Edilson Rodrigues/Agência Senado

    A proposta também modifica o tempo necessário para cada dia de remição. Para o estudo, o preso deverá cumprir 15 horas, e não mais 12. No caso do trabalho, serão exigidos seis dias, em vez de três. O relator, senador Styvenson Valentim (Podemos-RN), considerou que o aumento reforça a finalidade educativa da pena.

    “Estamos de acordo com tal alteração, que aumenta o rigor para a obtenção do benefício de remição de pena, fazendo com que o condenado passe mais tempo estudando ou trabalhando em prol de sua ressocialização”, disse o relator.

    Outro ponto aprovado altera o conceito de reincidência. Passa a ser considerado reincidente o condenado por decisão colegiada, ainda que não definitiva. Contarato defendeu a mudança alegando que a exigência atual ignora a lentidão da Justiça. “Na prática, é possível que um indivíduo pratique diversos delitos antes de ser considerado tecnicamente reincidente”.

    Com a aprovação, o projeto segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Ele tramita em regime terminativo: se aprovado nos dois colegiados, poderá seguir para a revisão na Câmara dos Deputados sem necessidade de votação em plenário.

    Confira o relatório.

  • Coronel Chrisóstomo é eleito melhor deputado federal de Rondônia

    Coronel Chrisóstomo é eleito melhor deputado federal de Rondônia

    Coronel Chrisóstomo (PL-RO) foi eleito como melhor deputado federal de Rondônia no Prêmio Congresso em Foco 2025.

    Engenheiro e militar da reserva do Exército Brasileiro, Chrisóstomo nasceu em Tefé (AM), é filho de mãe indígena e foi criado em Rondônia, Estado ao qual dedica sua vida pública.

    Deputados agraciados na votação popular do Prêmio Congresso em Foco 2025.

    Deputados agraciados na votação popular do Prêmio Congresso em Foco 2025.Arte Congresso em Foco

    O parlamentar costuma resumir sua trajetória e visão de mundo em uma frase: “Sou a favor de Deus, Pátria, Família e Liberdade. Meus objetivos são defender os direitos do povo de Rondônia e desenvolver nosso Brasil.”

    Na Câmara dos Deputados desde 2019, ele se destacou em comissões ligadas a infraestrutura, energia, meio ambiente e segurança pública, além de ocupar funções de liderança partidária. Também integra frentes parlamentares que buscam impulsionar o desenvolvimento regional da Amazônia.

    Quem apoia o Prêmio Congresso em Foco 2025.

    Quem apoia o Prêmio Congresso em Foco 2025.Arte Congresso em Foco

  • Melhor deputado federal do Ceará em 2025 é André Fernandes

    Melhor deputado federal do Ceará em 2025 é André Fernandes

    O deputado federal André Fernandes (PL-CE) foi eleito como melhor deputado federal do Ceará no Prêmio Congresso em Foco 2025.

    Natural de Iguatu, André Fernandes nasceu em 10 de dezembro de 1997. É cientista político com formação acadêmica em ciência política, relações internacionais e pós-graduação em gestão pública, marketing e direito constitucional. Ficou conhecido inicialmente por produzir vídeos nas redes sociais antes de ingressar na política.

    Deputados agraciados na votação popular do Prêmio Congresso em Foco 2025.

    Deputados agraciados na votação popular do Prêmio Congresso em Foco 2025.Arte Congresso em Foco

    Entre 2019 e 2022, foi deputado estadual pelo Ceará e se destacou como o mais jovem deputado estadual eleito no país na época. Em 2023, assumiu o mandato de deputado federal, sendo o parlamentar mais bem votado no Estado nas eleições de 2022.

    Ao longo de seu mandato, atuou como vice-líder da bancada do PL e da oposição na Câmara, além de apresentar diversas proposições legislativas. Se licenciou do cargo no segundo semestre de 2024 e reassumiu em janeiro de 2025.

    Quem apoia o Prêmio Congresso em Foco 2025.

    Quem apoia o Prêmio Congresso em Foco 2025.Arte Congresso em Foco

  • Júri elege parlamentares em Desenvolvimento Sustentável e Clima

    Júri elege parlamentares em Desenvolvimento Sustentável e Clima

    O debate sobre desenvolvimento sustentável e mudanças climáticas ganhou espaço no Prêmio Congresso em Foco 2025, que reservou uma categoria específica para parlamentares com atuação relevante na proteção ambiental e na mitigação dos efeitos da crise climática.

    Neste ano, os escolhidos pelo júri técnico foram: deputada Célia Xakriabá (PSOL-MG), deputado Danilo Forte (União-CE) e senadora Eliziane Gama (PSD-MA).

    Parlamentares destaque na área de Desenvolvimento Sustentável e Clima por análise do júri técnico do Prêmio Congresso em Foco 2025.

    Parlamentares destaque na área de Desenvolvimento Sustentável e Clima por análise do júri técnico do Prêmio Congresso em Foco 2025.Arte Congresso em Foco

    A categoria valoriza iniciativas legislativas ligadas à preservação dos recursos naturais, ao enfrentamento das mudanças climáticas e à defesa de políticas públicas sustentáveis.

    A escolha foi feita por um júri plural, que reúne representantes do terceiro setor, da academia, do empresariado, dos trabalhadores e do próprio Congresso em Foco, reforçando a credibilidade do processo.

    A cerimônia de entrega acontece nesta quarta-feira (20), no Teatro Nacional Claudio Santoro – Sala Martins Pena, em Brasília, com transmissão ao vivo pelos canais oficiais do Congresso em Foco.

    Quem apoia o Prêmio Congresso em Foco 2025.

    Quem apoia o Prêmio Congresso em Foco 2025.Arte Congresso em Foco

  • Projeto propõe agravantes em penas de condenados por crime organizado

    Projeto propõe agravantes em penas de condenados por crime organizado

    Com o objetivo de fortalecer o combate ao crime organizado transnacional, o deputado Capitão Alden (PL-BA) apresentou o projeto de lei 4025/2025, que propõe aumento da pena para associação criminosa possuir participação de crianças ou adolescentes, ou se vinculada a organizações criminosas estrangeiras, grupos terroristas transnacionais ou cartéis internacionais de drogas. A proposta altera o Código Penal, previsto no Decreto-Lei 2848/1940.

    No primeiro caso, de armada de menores de idade, a pena pode ser elevada em até metade. Já na segunda situção, o aumento é elegível em até dois terços. O projeto também altera a Lei 12850/2023 ao prever agravante de um sexto a dois terços se houver utilização de pessoas como escudo humano em confrontos com agentes de segurança; promoção de bloqueios, barricadas ou obstruções para impedir a atuação das forças de segurança; ataques coordenados a infraestruturas estratégicas, como bases policiais, instituições financeiras, veículos de transporte de valores ou instalações públicas; ou execuções públicas ou atos de terror psicológico com divulgação midiática para intimidar a população.

    Capitão Alden (PL-BA), autor do projeto.

    Capitão Alden (PL-BA), autor do projeto.Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    O parlamentar argumenta: “Essas organizações expandiram suas atividades para além do tráfico local, estabelecendo vínculos com cartéis internacionais de drogas, grupos terroristas transnacionais e outras organizações criminosas estrangeiras, o que amplia sua capacidade de financiamento, violência e impacto social”. Segundo Alden, o projeto “fortalecerá o aparato legal brasileiro, proporcionando instrumentos mais eficazes para o combate ao crime organizado transnacional”.

    A proposta aguarda o encaminhamento para análise das comissões.

    Veja a íntegra.

  • Prêmio Congresso em Foco 2025 contemplou todas as vertentes políticas

    Prêmio Congresso em Foco 2025 contemplou todas as vertentes políticas

    A edição de 2025 do Prêmio Congresso em Foco reforçou o caráter plural da premiação ao reconhecer parlamentares de diferentes partidos e correntes ideológicas. Ao todo, 16 legendas tiveram representantes entre os homenageados, evidenciando que o destaque na atividade legislativa não se restringe a uma única vertente política.

    A diversidade ideológica entre os premiados mostra que o reconhecimento do prêmio vai além da posição política e recai sobre a atuação destacada de deputados e senadores em diferentes frentes. Parlamentares foram avaliados pelo voto popular, por jornalistas que cobrem o Congresso e por um júri técnico, o que garante múltiplas perspectivas na seleção.

    Com isso, o prêmio reafirma sua missão de valorizar a atividade parlamentar como um todo, destacando que a qualidade da representação política pode ser encontrada em diferentes campos do espectro partidário.

    A premiação ficou assim distribuída:

     Distribuição por partido dos vencedores do 18º Prêmio Congresso em Foco.

    Distribuição por partido dos vencedores do 18º Prêmio Congresso em Foco.Arte Congresso em Foco

    Critérios e modalidades

    Criado em 2006 pelo Congresso em Foco, o prêmio reconhece deputados federais e senadores que se destacam em diferentes aspectos da vida parlamentar, como ética, defesa de direitos humanos, boa governança, transparência e compromisso com o interesse público.

    A escolha dos vencedores combina três perspectivas:

    • Votação popular pela internet;
    • Avaliação de jornalistas que acompanham a rotina do Congresso;
    • Júri especializado da sociedade civil, que analisa critérios técnicos como presença, qualidade das proposições e capacidade de articulação.

    As categorias contemplam desde os melhores da Câmara e do Senado até áreas temáticas como Direitos Humanos, Saúde, Cultura, Desenvolvimento Sustentável e Diplomacia Cidadã.

    Veja quem apoia o Prêmio Congresso em Foco 2025.

    Veja quem apoia o Prêmio Congresso em Foco 2025.Arte Congresso em Foco

  • Comissão de Educação aprova plano de trabalho para avaliar o Fundeb

    Comissão de Educação aprova plano de trabalho para avaliar o Fundeb

    A Comissão de Educação (CE) do Senado Federal aprovou um plano de trabalho focado no acompanhamento do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Sob relatoria da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), a iniciativa visa avaliar o uso de uma das principais políticas públicas neste ano.

    Segundo a parlamentar, a sustentabilidade financeira, nos critérios de distribuição dos recursos da União e na regulamentação de fontes adicionais de financiamento para a educação serão as prioridades. O fundo é composto por recursos dos estados e do Distrito Federal, complementados pela União. A previsão de receita para 2025 é de R$ 325,5 bilhões.

    Senadora Professora Dorinha (União-TO), relatora do plano de trabalho.

    Senadora Professora Dorinha (União-TO), relatora do plano de trabalho.Geraldo Magela/Agência Senado

    A senadora Dorinha Seabra explicou que o plano de trabalho é “aberto” e será construído de forma colaborativa. A avaliação do Fundeb envolverá pesquisa documental, análise de dados, legislação, normas, dados financeiros, auditorias e estudos. Serão realizadas reuniões técnicas com representantes do Ministério da Educação, Tribunal de Contas da União (TCU), Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Secretaria do Tesouro Nacional, Comitê de Monitoramento e Avaliação de Gastos Diretos e Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

    Estão previstas seis audiências públicas temáticas, que abordarão funcionalidade, critérios, distribuição, ICMS educacional, sustentabilidade financeira, resultados do Fundeb e novas fontes de financiamento. “A nossa previsão é fazer as audiências em agosto, outubro e novembro e a apresentação do relatório final no mês de dezembro”, afirmou a relatora.

    A Comissão também acompanhará o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada em 2025, sob a relatoria da senadora Augusta Brito (PT-CE).