Categoria: CONGRESSO EM FOCO

  • Justiça condena Nikolas Ferreira a pagar R$ 200 mil por transfobia

    Justiça condena Nikolas Ferreira a pagar R$ 200 mil por transfobia

    A Justiça do Distrito Federal condenou, nessa terça-feira (29), o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) ao pagamento de R$ 200 mil por danos morais coletivos em razão de um discurso transfóbico proferido da tribuna da Câmara dos Deputados, no Dia Internacional da Mulher de 2023.

    A sentença foi proferida pela juíza Priscila Faria da Silva, da 12ª Vara Cível de Brasília, e atende a uma ação movida por entidades representativas da comunidade LGBTQIA+, entre elas a Aliança Nacional LGBTI+ e a Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas.

    Nikolas se autodeclarou

    Nikolas se autodeclarou “deputada Nikole” ao criticar mulheres trans durante discurso na Câmara em 2023Pablo Valadares/Agência Câmara

    Durante a sessão legislativa de 8 de março de 2023, Nikolas usou uma peruca amarela e se apresentou como “deputada Nikole”, ironizando a identidade de pessoas trans e afirmando que as mulheres estariam perdendo seu espaço para homens que se sentem mulheres.

    Na avaliação da magistrada, as declarações do parlamentar extrapolaram os limites da liberdade de expressão e configuram discurso de ódio. Em sua sentença, ela afirmou que as manifestações do deputado “desbordam dos limites do direito à livre manifestação do pensamento e constituem verdadeiro discurso de ódio, na medida em que descredibilizam a identidade de gênero assumida pela população transsexual e insuflam a sociedade a fazer o mesmo”.

    A juíza acrescentou ainda que a “ausência de termos explicitamente ofensivos não desnatura o cunho discriminatório do discurso, evidenciado desde a utilização de uma peruca para escarnecer a transição de gênero […] até a propagação da ideia de que a existência de mulheres trans põe em risco direitos como a segurança e a liberdade de mulheres cisgênero”.

    Fundo público

    O valor da indenização, fixado em R$ 200 mil, deverá ser corrigido monetariamente e destinado ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD). Ainda cabe recurso contra a decisão, que tramita na esfera cível.

    Durante o processo, a defesa de Nikolas alegou que o discurso está protegido pela imunidade parlamentar prevista na Constituição Federal, que garante a congressistas liberdade para manifestar opiniões, palavras e votos no exercício do mandato.

    Em publicação em rede social após a condenação, o deputado reiterou essa argumentação e prometeu recorrer: “A Constituição de 88 garante imunidade parlamentar para opiniões, palavras e votos. Porém, fui condenado em primeira instância e irei recorrer. Meu crime? Usar uma peruca e denunciar a tirania de ativistas LGBT que me dão razão mais uma vez”.

    Em 2023, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça arquivou as notícias-crime apresentadas contra o deputado pelo mesmo episódio, alegando que as falas estariam protegidas pela imunidade parlamentar. Para ele, eventuais medidas caberiam à própria Câmara dos Deputados, no âmbito da ética e do decoro parlamentar.

  • Lula nomeia procurador federal para ser o novo presidente do INSS

    Lula nomeia procurador federal para ser o novo presidente do INSS

    O presidente Lula nomeou, nesta quarta-feira (30), o procurador federal Gilberto Waller Júnior para o cargo de presidente do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Servidor de carreira na iniciativa pública desde 1998, Gilberto teve sua nomeação publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

    Gilberto Waller Júnior

    Gilberto Waller JúniorDivulgação/CGU

    Conforme nota oficial do Planalto, a nomeação foi feita pela ministra-chefe substituta da Casa Civil, Miriam Belchior, por determinação de Lula. A troca no comando acontece uma semana após a demissão do antigo presidente Alessandro Stefanutto. O chefe do Executivo ordenou a exoneração devido à deflagração da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal (PF) e Controladoria-Geral da União (CGU).

    As investigações identificaram a existência de descontos não autorizados em benefícios previdenciários, os valores da fraude constatada no INSS podem chegar a R$ 6,3 bilhões, conforme as organizações. O valor era debitado diretamente dos benefícios sem a devida autorização dos titulares.

    De acordo com a apuração da PF e CGU, as entidades sindicais e associativas cobraram cerca de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024. A CGU identificou que muitas entidades investigadas não tinham capacidade de entregar os serviços que diziam oferecer, como convênios com academias, planos de saúde e assistência jurídica. Nove organizações já tiveram seus descontos suspensos.

    Após a operação, o governo federal anunciou a suspensão de todos os Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) que autorizavam entidades da sociedade civil a realizarem descontos diretamente nos benefícios do INSS. A medida foi oficializada na terça-feira (29) e visa reorganizar o sistema e proteger os beneficiários de novas irregularidades.

    Quem é Gilberto Waller Júnior?

    Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais com pós-graduação em Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro, o novo presidente do INSS ingressou no Poder Público justamente como procurador do INSS em 1998. No instituto, também ocupou os cargos de corregedor-geral, de 2001 a 2004, e subprocurador-geral, de 2007 a 2008.

    Na Controladoria-Geral da União, Gilberto Waller Júnior ocupou a função de ouvidor-geral da União, de março de 2016 a janeiro de 2019, e de corregedor-geral da União, de 2019 a 2023. Atualmente, ocupa o cargo de corregedor da Procuradoria-Geral Federal, órgão da Advocacia-Geral da União (AGU).

  • Brasileiros veem menos risco na crise climática, diz Datafolha

    Brasileiros veem menos risco na crise climática, diz Datafolha

    Uma pesquisa Datafolha divulgada na noite de quinta-feira (1º) mostra uma tendência de alta na taxa de brasileiros que as mudanças climáticas não representam risco algum. Essa parcela, que era de 5% em junho de 2024 e de 7% em outubro do mesmo ano, agora está em 9%.

    Do outro lado, hoje 53% consideram que as mudanças climáticas são um risco imediato para a população do planeta. Há seis meses, essa taxa era de 60%.

    O resultado da pesquisa vem a cerca de seis meses antes da realização da COP30 no Brasil. O evento, marcado para 10 a 21 de novembro deste ano em Belém (PA), reunirá lideranças internacionais, ONGs e cientistas no debate de ações para combater as mudanças do clima na capital paraense.

    A pesquisa Datafolha entrevistou 2002 pessoas presencialmente em 113 cidades no período de 8 a 11 de abril de 2025. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

    Vista aérea do Rio Negro, na Amazônia.

    Vista aérea do Rio Negro, na Amazônia.Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

  • Projeto no Senado cria lista para impedir criminosos em voos

    Projeto no Senado cria lista para impedir criminosos em voos

    Um projeto de lei propõe a criação da Lista Nacional de Proibição de Embarque Aéreo (LNPE) para impedir que indivíduos considerados perigosos embarquem em voos no Brasil. Apresentado pelo senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), o PL 1.524/2025 visa proteger a segurança pública e a integridade dos passageiros, abrangendo terroristas, importunadores sexuais e outros criminosos.

    A responsabilidade pela atualização da lista ficaria a cargo da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), e o acesso seria restrito às autoridades competentes e companhias aéreas autorizadas. A divulgação da lista seria vedada, exceto por decisão judicial. O texto é inspirado na no-fly list, dos Estados Unidos.

    O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) protocolou o texto.

    O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) protocolou o texto.Andressa Anholete/Agência Senado

    A relação incluiria condenados por:

    • crimes de importunação sexual em aeronaves, aeroportos ou outros espaços públicos de transporte;
    • participação em organização criminosa ou grupo terrorista;
    • crimes contra a segurança da aviação civil;
    • ameaça, coação, lesão corporal ou homicídio a bordo de aviões, helicópteros ou em instalações aeroportuárias.

    O senador citou o caso de um homem preso em flagrante por importunação sexual durante um voo entre Brasília e Macapá em 4 de abril de 2025. A vítima acionou a tripulação, que solicitou a presença da polícia. O suspeito foi retirado da aeronave e encaminhado ao Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen).

  • Haddad se reúne com secretário do Tesouro dos EUA

    Haddad se reúne com secretário do Tesouro dos EUA

    Em meio à guerra tarifária promovida pelo governo de Donald Trump, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reuniu-se, nesse domingo (4), com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, em Los Angeles. A cidade norte-americana foi o primeiro destino da viagem internacional do ministro nesta semana, cujo principal objetivo é buscar investimentos em centros de dados (data centers) no Brasil.

    Haddad se reuniu com Scott Bessent, Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, em Los Angeles

    Haddad se reuniu com Scott Bessent, Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, em Los Angeles
    Diego Zacarias/Ministério da Fazenda

    Esse foi o primeiro encontro presencial entre as duas autoridades desde a posse de Donald Trump, em 20 de janeiro. Nos Estados Unidos, o secretário do Tesouro exerce função equivalente à do ministro da Fazenda no Brasil.

    Inicialmente, a reunião não estava prevista na agenda oficial de Haddad, uma vez que o ministro apenas faria uma rápida passagem pela Califórnia antes de seguir viagem ao México, na terça-feira (6). Contudo, na última quarta-feira (30), o próprio ministro anunciou a possibilidade do encontro com a autoridade norte-americana:

    “Recebi um retorno de que ele [Scott Bessent] tem interesse em iniciar o diálogo com o Brasil”, disse o ministro na manhã de quarta-feira.

    Na ocasião, Haddad destacou que o encontro seria, a princípio, virtual, e deveria acontecer após seu retorno ao Brasil.

    Ainda na quarta-feira, o ministro comentou a respeito das medidas protecionistas adotadas por Washington: a sobretaxa de 10% aos produtos brasileiros e as tarifas de 25% sobre o aço e o alumínio, que entraram em vigor em março. Segundo Haddad, o tema deve ser abordado com cautela, pois faz parte da alçada do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), comandado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin:

    “Podemos até falar, mas aí quem conduz a negociação de tarifa nesse momento é o vice-presidente [Geraldo Alckmin]. A parte comercial está sendo conduzida pelo Mdic [Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio]. Mas temos muitos assuntos a tratar com o secretário do Tesouro, da agenda da Fazenda”, declarou Haddad.

    Haddad desembarcou em Los Angeles no sábado (3) para apresentar o novo plano do governo brasileiro voltado ao investimento em centros de dados e inteligência artificial. A proposta está ancorada em duas frentes: a liderança do Brasil em energias renováveis e a desoneração de investimentos em bens de capital ligados à tecnologia da informação, projeto que ainda será enviado ao Congresso Nacional.

    Durante a estadia nos Estados Unidos, o ministro terá uma intensa agenda voltada à captação de investimentos:

    Domingo (4): Participação em jantar com investidores internacionais, promovido pelo Instituto Milken, conhecido por seus fóruns políticos e econômicos.

    Segunda-feira (5): Participação em dois painéis na conferência anual do instituto e reunião com Ruth Porat, diretora-financeira do Google. No mesmo dia, Haddad viajará a San José, na região de São Francisco, onde se encontrará com Jensen Huang, CEO da Nvidia.

    Terça-feira (6): Café da manhã com empresários e investidores organizado pela Amcham Brasil, seguido de reunião com executivos da Amazon.

    Etapa mexicana

    Na noite de terça-feira (6), o ministro embarcará para a Cidade do México, onde concluirá a agenda internacional. A programação inclui um café da manhã com brasileiros que atuam em empresas mexicanas ou multinacionais brasileiras, além de uma reunião bilateral com Edgar Zamorra, secretário do Tesouro e Crédito Público mexicano.

    De acordo com o Ministério da Fazenda, a visita ao México tem como foco o aprofundamento das relações bilaterais, com destaque para temas fiscais, econômicos e estratégicos no contexto latino-americano.

  • Câmara debate papel da Rede Federal de Educação Profissional

    Câmara debate papel da Rede Federal de Educação Profissional

    A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados realiza nesta terça-feira (6), às 10 horas, uma audiência pública para discutir a importância da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. O encontro ocorre no plenário 10, por solicitação da deputada Dandara (PT-MG).

    A deputada Dandara (PT-MG) requeriu a audiência para discutir o tema da educação profissional

    A deputada Dandara (PT-MG) requeriu a audiência para discutir o tema da educação profissionalKayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    Segundo a parlamentar, a Rede cumpre papel essencial ao integrar ensino, pesquisa e extensão na educação pública. Dandara também destacou a presença da instituição em projetos de pesquisa aplicada e cooperação técnica com mais de 40 países.

    “A audiência pública se faz necessária para discutir os impactos dessa rede na sociedade, seus desafios e perspectivas futuras, além de debater políticas públicas e medidas orçamentárias que fortaleçam sua atuação”, justificou a deputada.

    Criada pela lei 11.892/2008, a Rede Federal reúne 685 unidades. O grupo é composto por 38 Institutos Federais, dois Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets), a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), 22 escolas técnicas vinculadas a universidades federais e o Colégio Pedro II, instituição de ensino público federal.

  • Adriana Accorsi propõe margarida como símbolo contra abuso infantil

    Adriana Accorsi propõe margarida como símbolo contra abuso infantil

    A deputada federal Adriana Accorsi (PT-GO) apresentou um projeto de lei que propõe reconhecer a flor margarida como símbolo oficial do combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil. A proposta modifica a Lei nº 14.432, de 2022, que criou a campanha Maio Laranja, dedicada anualmente a ações de prevenção e enfrentamento da violência sexual infantojuvenil.

    Adriana Accorsi quer oficializar margarida como símbolo da luta em defesa da infância

    Adriana Accorsi quer oficializar margarida como símbolo da luta em defesa da infânciaZeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

    Para a deputada, o tema deveria ocupar uma posição de destaque na agenda do Congresso Nacional. “Os dignos representantes do povo brasileiro precisam se debruçar sobre maneiras de impedir que atos dessa natureza continuem ocorrendo no País”, afirmou.

    Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2023 mostram que cerca de 46 mil crianças foram vítimas de estupro em 2022. Além disso, levantamento da SaferNet identificou, entre os dois semestres de 2024, 2,65 milhões de usuários em grupos e canais do Telegram com imagens de abuso e exploração sexual infantil.

    Segundo a deputada, a adoção de um símbolo reconhecido nacionalmente pode contribuir para aumentar a conscientização social e mobilizar esforços de proteção à infância. “Queremos que o País inteiro, ao olhar para essa flor, possa se lembrar de nossa responsabilidade coletiva na proteção da inocência e da dignidade de nossos filhos, netos, sobrinhos, alunos, enfim, de nossas crianças e adolescentes”, disse.

    A margarida já é utilizada como símbolo da Campanha de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infantojuvenil, marcada pelo Dia Nacional de Enfrentamento em 18 de maio.

  • Senado aprova criação do Grupo Parlamentar Brasil-União Europeia

    Senado aprova criação do Grupo Parlamentar Brasil-União Europeia

    O plenário do Senado aprovou o Projeto de Resolução do Senado (PRS) 57/2023, que institui o Grupo Parlamentar Brasil-União Europeia. A iniciativa, de autoria do senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), tem como objetivo intensificar o diálogo entre o Senado Federal e o Parlamento Europeu, por meio da promoção da cooperação em áreas estratégicas como política, economia, ciência, tecnologia e cultura.

    Senador Astronauta Marcos Pontes, autor da proposta.

    Senador Astronauta Marcos Pontes, autor da proposta.Andressa Anholete/Agência Senado

    De acordo com o texto aprovado, o grupo parlamentar buscará fortalecer as relações bilaterais entre o Brasil e os países-membros da União Europeia, incentivando intercâmbios legislativos e parcerias em temas relevantes para o desenvolvimento nacional.

    Ao justificar a proposta, o senador Marcos Pontes afirmou que a criação do grupo proporcionará um canal permanente de diálogo com os parlamentos europeus. “Queremos criar um ambiente que facilite o diálogo e promova parcerias em áreas estratégicas para o desenvolvimento do Brasil”, destacou o parlamentar no texto do PRS.

    O projeto foi aprovado com parecer favorável da relatora, senadora Tereza Cristina (PP-MS), na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE). Ela ressaltou a relevância da União Europeia como uma das principais parceiras comerciais do Brasil e a importância de um canal institucional para aprofundar essa cooperação.

    “Este grupo parlamentar será um canal essencial para o diálogo em temas como sustentabilidade, inovação tecnológica e comércio”, afirmou Tereza Cristina. A senadora também sublinhou o potencial da parceria em áreas como segurança alimentar e energias renováveis.

    A matéria vai à promulgação.

  • Novas vagas na Câmara aumentarão o número de deputados estaduais

    Novas vagas na Câmara aumentarão o número de deputados estaduais

    O projeto de lei complementar aprovado pela Câmara, na noite dessa terça-feira (6), não amplia apenas o número de deputados federais de 513 para 531 a partir de 2027. A proposta, que segue para o Senado, também cria, por efeito cascata, outras 30 vagas de deputados estaduais em nove unidades federativas. 

    Assembleia do Rio Grande do Norte deve ganhar mais seis deputados estaduais se projeto aprovado pela Câmara virar lei

    Assembleia do Rio Grande do Norte deve ganhar mais seis deputados estaduais se projeto aprovado pela Câmara virar leiAscom/ALRN

    A Constituição determina que o número de deputados estaduais seja proporcional à bancada de cada estado na Câmara dos Deputados três vezes o número de federais, até o limite de 36, com acréscimos a partir do 13º deputado federal. Assim, sempre que a bancada federal de um estado aumenta, sua assembleia legislativa também ganha cadeiras. Pela estimativa feita pelo relator, deputado Damião Feliciano (União-PB), as assembleias que mais ganharão deputados estaduais são as do Amazonas, de Mato Grosso e do Rio Grande do Norte, que terão mais seis integrantes cada.

    Veja as bancadas que mudam:

    AMAZONAS

    • de 8 para 10 deputados federais (+2)
    • de 24 para 30 deputados estaduais (+6)

    CEARÁ

    • de 22 para 23 federais (+1)
    • de 46 para 47 estaduais (+1)

    GOIÁS

    • de 17 para 18 federais (+1)
    • de 41 para 42 estaduais (+1)

    MATO GROSSO 

    • de 8 para 10 federais (+2)
    • de 24 para 30 estaduais (+6)

    MINAS GERAIS

    • de 53 para 54 federais (+1)
    • de 77 para 78 estaduais (+1)

    PARÁ

    • de 17 para 21 federais (+4)
    • de 41 para 45 estaduais (+4)

    PARANÁ 

    • de 30 para 31 federais (+1)
    • de 54 para 55 estaduais (+1)

    RIO GRANDE DO NORTE 

    • de 8 para 10 federais (+2)
    • de 24 para 30 estaduais (+6)

    SANTA CATARINA

    • de 16 para 20 federais (+4)
    • de 40 para 44 estaduais (+4)

    Total

    CÂMARA

    • de 513 para 531 federais (+18)

    ASSEMBLEIAS

    • de 1.059 para 1.089 estaduais (+30)

    Fonte: relatório elaborado pelo deputado Damião Feliciano

    Custo extra de R$ 64,8 milhões

    Segundo a Diretoria-Geral da Câmara, o impacto orçamentário será de R$ 64,8 milhões anuais a partir de 2027, sem contar os valores adicionais das emendas parlamentares a que os novos deputados passarão a ter direito. O acréscimo de parlamentares também pressionará os orçamentos das assembleias estaduais.

    A mudança ocorre após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar, em 2023, que o Congresso atualizasse a distribuição de cadeiras conforme o novo Censo. Em princípio, com base nessa determinação, sete estados perderiam representantes na Câmara e, por tabela, nas assembleias legislativas: Rio de Janeiro, Paraíba, Bahia, Piauí, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Alagoas.

    A Câmara, no entanto, resolveu preservar essas vagas e aumentar o número de deputados federais. O relator da proposta, Damião Feliciano, argumentou que a simples redistribuição prevista anteriormente prejudicaria estados do Nordeste e causaria desequilíbrios federativos. Assim, propôs uma ampliação geral do número de parlamentares, sem retirar vagas de nenhum estado.

    O texto aprovado estabelece que nenhuma outra alteração nas bancadas será feita até a realização de novo censo demográfico, o que deve ocorrer em 2030 ou 2032. Estimativas ou dados amostrais não poderão ser usados como base para nova redistribuição. Partidos e estados, no entanto, poderão contestar os números oficiais junto ao Tribunal de Contas da União.

    Além de ajustar a representação ao crescimento populacional, a proposta fortalece politicamente regiões como o Norte e o Centro-Oeste, que ganharam mais espaço na Câmara.

    Com a ampliação de 18 cadeiras, a nova composição da Câmara dos Deputados será a seguinte:

    • Norte: de 65 para 71 deputados (+6)
    • Sul: de 77 para 82 deputados (+5)
    • Centro-Oeste: de 41 para 44 deputados (+3)
    • Nordeste: de 151 para 154 deputados (+3)
    • Sudeste: de 179 para 180 deputados (+1)
  • Governistas apoiaram sustação da ação contra Ramagem; veja lista

    Governistas apoiaram sustação da ação contra Ramagem; veja lista

    A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou nesta quarta (7) a sustação da ação penal contra o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ). A decisão, que ainda será submetida ao voto em Plenário, contou com amplo apoio de partidos que compõem a base do governo: PP, União Brasil, Republicanos e MDB, que juntos ocupam sete ministérios, deram apoio unânime ao parecer, e asseguraram 21 dos 44 votos favoráveis.

    O PSD, com três ministérios, ficou dividido: três deputados (Cezinha Madureira, Paulo Magalhães e Zé Haroldo Cathedral) votaram a favor da sustação da ação penal. Outros dois (Domingos Neto e Sidney Leite) foram contrários. O PDT, partido que controla os ministérios da Previdência e do Desenvolvimento Regional, rompeu com o governo na última terça (6) e deu orientação favorável.

    Com sete ministérios, PP, União Brasil, Republicanos e MDB votaram a favor do relatório.

    Com sete ministérios, PP, União Brasil, Republicanos e MDB votaram a favor do relatório.Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    A diferença de pensamento entre núcleo duro do governo e o restante da base não passou despercebido no debate: a líder do bloco no colegiado, Maria do Rosário (PT-RS), criticou os demais partidos pela postura pró-sustação e orientou pela rejeição. Logo em seguida, o deputado Hildo Rocha (MDB-MA) cobrou que revesse a decisão. “A maioria dos partidos da maioria estão votando sim, então que ela ao menos libere”, disse. A deputada acatou o pedido.

    Confira como votou cada membro da CCJ no relatório:

    Bia Kicis (PL-DF) – Sim

    Cap. Alberto Neto (PL-AM) – Sim

    Carlos Jordy (PL-RJ) – Sim

    Caroline de Toni (PL-SC) – Sim

    Daniel Freitas (PL-SC) – Sim

    Del. Éder Mauro (PL-PA) – Sim

    Dr. Jaziel (PL-CE) – Sim

    Fernando Rodolfo (PL-PE) – Sim

    Marcos Pollon (PL-MS) – Sim

    Nikolas Ferreira (PL-MG) – Sim

    Pastor Eurico (PL-PE) – Sim

    Pr.Marco Feliciano (PL-SP) – Sim

    Delegado Bilynskyj (PL-SP) – Sim

    Alencar Santana (PT-SP) – Não

    Daiana Santos (PCdoB-RS) – Não

    Helder Salomão (PT-ES) – Não

    José Guimarães (PT-CE) – Não

    Luiz Couto (PT-PB) – Não

    Maria do Rosário (PT-RS) – Não

    Orlando Silva (PCdoB-SP) – Não

    Patrus Ananias (PT-MG) – Não

    Renildo Calheiros (PCdoB-PE) – Não

    Rubens Pereira Jr. (PT-MA) – Não

    Alfredo Gaspar (UNIÃO-AL) – Sim

    Coronel Assis (UNIÃO-MT) – Sim

    Delegado Marcelo (UNIÃO-MG) – Sim

    Felipe Francischin (UNIÃO-PR) – Sim

    Gisela Simona (UNIÃO-MT) – Sim

    José Rocha (UNIÃO-BA) – Sim

    Nicoletti (UNIÃO-RR) – Sim

    Mendonça Filho (UNIÃO-PE) – Sim

    Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) – Sim

    Átila Lira (PP-PI) – Sim

    Claudio Cajado (PP-BA) – Sim

    Del. Fabio Costa (PP-AL) – Sim

    Mersinho Lucena (PP-PB) – Sim

    Dilceu Sperafico (PP-PR) – Sim

    Olival Marques (MDB-PA) – Sim

    Hildo Rocha (MDB-MA) – Sim

    Cezinha Madureira (PSD-SP) – Sim

    Domingos Neto (PSD-CE) – Não

    Paulo Magalhães (PSD-BA) – Sim

    Sidney Leite (PSD-AM) – Não

    Zé Haroldo Cathedral (PSD-RR) – Sim

    Aluisio Mendes (Republicanos-MA) – Sim

    Def. Stélio Dener (Republicanos-RR) – Sim

    Marcelo Crivella (Republicanos-RJ) – Sim

    Ricardo Ayres (Republicanos-TO) – Sim

    Roberto Duarte (Republicanos-AC) – Sim

    Lucas Redecker (PSDB-RS) – Sim

    Félix Mendonça Jr (PDT-BA) – Sim

    Pompeo de Mattos (PDT-RS) – Sim

    Mauricio Marcon (PODE-RS) – Sim

    Sargento Portugal (PODE-RJ) – Sim

    Fernanda Pessôa (UNIÃO-CE) – Sim

    Rodrigo Valadares (UNIÃO-SE) – Sim

    Lídice da Mata (PSB-BA) – Não

    Pedro Campos (PSB-PE) – Não

    Waldemar Oliveira (Avante-PE) – Não

    Maria Arraes (Solidariedade-PE) – Não

    Fernanda Melchionna (PSOL-RS) – Não

    Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) – Não