Categoria: CONGRESSO EM FOCO

  • Camila Jara é melhor deputada federal de Mato Grosso do Sul

    Camila Jara é melhor deputada federal de Mato Grosso do Sul

    A deputada federal Camila Jara (PT-MS) foi eleita como melhor deputada federal de Mato Grosso do Sul no Prêmio Congresso em Foco 2025, reconhecimento por sua atuação voltada aos direitos humanos, igualdade de gênero e combate às desigualdades.

    Natural de Campo Grande, Camila Jara nasceu em 10 de fevereiro de 1995 e é bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Filiada ao PT desde 2014, iniciou a vida pública como vereadora de Campo Grande em 2020, quando foi eleita a mais jovem e única mulher da legislatura.

    Deputados agraciados na votação popular do Prêmio Congresso em Foco 2025.

    Deputados agraciados na votação popular do Prêmio Congresso em Foco 2025.Arte Congresso em Foco

    Em 2022, conquistou uma vaga na Câmara dos Deputados com 56.552 votos, tornando-se a primeira mulher jovem de sua geração a representar o Estado em Brasília. No mandato, atuou como vice-líder do PT e integrou comissões como Meio Ambiente, Finanças e Tributação, Comunicação e Inteligência Artificial. Também é reconhecida por sua participação em movimentos como o Coletivo “Elas Podem” e o “Movimento Acredito-MS”.

    Em 2025, aos 30 anos, revelou ter sido diagnosticada com câncer de tireoide e se licenciou para tratamento, sem se afastar totalmente das atividades parlamentares.

    Quem apoia o Prêmio Congresso em Foco 2025.

    Quem apoia o Prêmio Congresso em Foco 2025.Arte Congresso em Foco

  • Capitão Alberto Neto ganha como melhor deputado federal do Amazonas

    Capitão Alberto Neto ganha como melhor deputado federal do Amazonas

    O deputado federal Capitão Alberto Neto (PL-AM) foi eleito como melhor deputado federal do Amazonas no Prêmio Congresso em Foco 2025, reconhecimento pela sua atuação parlamentar e compromisso com os interesses do Estado.

    Nascido em Fortaleza, em 5 de maio de 1982, Alberto Neto é policial militar de formação e ingressou na Câmara dos Deputados em fevereiro de 2019. Foi reeleito para a legislatura 2023-2027.

    Deputados agraciados na votação popular do Prêmio Congresso em Foco 2025.

    Deputados agraciados na votação popular do Prêmio Congresso em Foco 2025.Arte Congresso em Foco

    Ao longo de seu mandato, atuou como vice-líder do governo e do partido na Câmara, além de relator de projetos importantes. Ele acumula dezenas de proposições de autoria, participação ativa em comissões, e frequentes discursos e votações nominais.

    Quem apoia o Prêmio Congresso em Foco 2025.

    Quem apoia o Prêmio Congresso em Foco 2025.Arte Congresso em Foco

  • Melhores em Inovação e Tecnologia são escolhidos pelo júri técnico

    Melhores em Inovação e Tecnologia são escolhidos pelo júri técnico

    Na 18ª edição do Prêmio Congresso em Foco, a categoria Inovação e Tecnologia reconheceu parlamentares com atuação relevante na promoção da inovação tecnológica, da inclusão digital e do avanço científico no país.

    Os escolhidos pelo júri técnico foram:

    • Deputado Fernando Coelho Filho (União-PE)
    • Deputada Luísa Canziani (PSD-PR)
    • Deputado Orlando Silva (PCdoB-SP)

    Parlamentares destaque na área de Inovação e Tecnologia por análise do júri técnico do Prêmio Congresso em Foco 2025.

    Parlamentares destaque na área de Inovação e Tecnologia por análise do júri técnico do Prêmio Congresso em Foco 2025.Arte Congresso em Foco

    O júri, composto por representantes do terceiro setor, da academia, do empresariado, dos trabalhadores e do próprio Congresso em Foco, avaliou critérios técnicos como assiduidade, qualidade do debate e contribuição efetiva para o desenvolvimento de políticas públicas no setor.

    A cerimônia de entrega está sendo realizada nesta quarta-feira (20), no Teatro Nacional Claudio Santoro, em Brasília, com transmissão ao vivo.

    Quem apoia o Prêmio Congresso em Foco 2025.

    Quem apoia o Prêmio Congresso em Foco 2025.Arte Congresso em Foco

  • Moraes impõe cautelares a Malafaia por coação e obstrução de justiça

    Moraes impõe cautelares a Malafaia por coação e obstrução de justiça

    O ministro Alexandre de Moraes, do STF, deferiu a realização de busca pessoal e a aplicação de medidas cautelares em desfavor do pastor Silas Malafaia. A decisão, proferida na PET 14.305, fundamentou-se em representação apresentada pela Polícia Federal e em manifestação favorável da PGR.

    Malafaia é alvo de investigação por possível envolvimento em delitos de coação no curso do processo (artigo 344 do Código Penal), obstrução de investigação relacionada a organização criminosa (Lei 12.850/2013) e abolição violenta do Estado Democrático de Direito (artigo 359-L do Código Penal). As apurações decorrem do INQ 4.995, que investiga as condutas do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    A PF apresentou, em sua representação, trocas de mensagens entre Malafaia e Jair Bolsonaro, ocorridas após o anúncio de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos.

    As mensagens, segundo a PF, indicariam a articulação de uma campanha para condicionar o fim das sanções à concessão de anistia a pessoas envolvidas nos atos de 8 de janeiro de 2023. Em uma das mensagens, Malafaia declara que “a próxima retaliação vai ser contra ministros do STF e suas famílias. Vão dobrar a aposta apoiando o ditador? DUVIDO!”.

    Em áudios e textos, o pastor teria orientado Bolsonaro a condicionar a suspensão das tarifas à anistia, sugerindo a gravação de vídeos para “viralizar” a narrativa. Em um trecho, ele afirma que “tem que pressionar o STF dizendo que se houver uma anistia ampla e total, a tarifa vai ser suspensa.”

    Moraes impõe cautelares contra Silas Malafaia.

    Moraes impõe cautelares contra Silas Malafaia.Agência Enquadrar/Folhapress

    A PGR, em seu parecer, sustenta que Malafaia atuou como “orientador e auxiliar” nas ações de coação e obstrução promovidas por Jair e Eduardo Bolsonaro, com o intuito de interferir no andamento da Ação Penal (AP) 2668, na qual o ex-presidente figura como réu por tentativa de golpe de Estado. O julgamento desta ação está previsto para iniciar-se em 2 de setembro.

    Em sua decisão, o ministro Alexandre de Moraes ressaltou que, conforme relatado pela PF, as condutas de Silas Malafaia em conjunto com Jair Bolsonaro configuram “claros e expressos” atos executórios, em especial dos crimes de coação no curso do processo e obstrução de investigação de infração penal envolvendo organização criminosa.

    Segundo o relator, os elementos de prova indicam que as condutas de Malafaia influenciam diretamente o investigado Jair Bolsonaro, resultando em ações concretas, inclusive na postagem de conteúdos nas redes sociais previamente combinados.

    Milícias digitais

    O ministro enfatiza, ainda, a existência de “fortes evidências” de que o investigado “atua na construção de uma campanha criminosa orquestrada, destinada à criação, produção e divulgação de ataques a ministros do Supremo Tribunal Federal”. Tais condutas, segundo o ministro, assemelham-se às apuradas no INQ 4.874, que investiga a atuação de milícias digitais.

    Além da busca e apreensão, o ministro Alexandre de Moraes impôs medidas cautelares a Malafaia, incluindo a proibição de comunicação, por qualquer meio, com outros investigados e réus nas ações penais e inquéritos que apuram tentativa de golpe de Estado e obstrução de justiça, incluindo Jair e Eduardo Bolsonaro.

    O pastor está proibido de deixar o país e deve entregar todos os passaportes (nacionais e estrangeiros) em 24 horas.

    Malafaia deverá prestar depoimento imediato à Polícia Federal. Também a pedido da PGR, a PF foi autorizada a acessar dispositivos eletrônicos apreendidos e a quebrar sigilos bancário, fiscal e telefônico do investigado. A Polícia Federal terá 15 dias para apresentar um relatório parcial sobre o material apreendido.

    Veja a decisão na íntegra.

  • “A valorização do Parlamento é imprescindível”, diz Adriana Accorsi

    “A valorização do Parlamento é imprescindível”, diz Adriana Accorsi

    Em entrevista durante a cerimônia do Prêmio Congresso em Foco 2025, na quarta-feira (20), a deputada federal Adriana Accorsi (PT-GO) destacou a importância do fortalecimento do Congresso Nacional.

    Para ela, a visibilidade ao trabalho dos parlamentares é fundamental em um momento em que a democracia e a soberania brasileiras enfrentam desafios.

    “Olha, a valorização do parlamento neste momento em que lutamos pelo fortalecimento da democracia e da soberania brasileiras é imprescindível. E eu acredito que estarmos em um momento de valorização, de visibilidade dos projetos, dos trabalhos dos parlamentares e das parlamentares é muito importante para todos nós”, afirmou Accorsi.

    A parlamentar, que integra a bancada do Partido dos Trabalhadores, reforçou que iniciativas de reconhecimento, como o prêmio, ampliam a conexão entre sociedade e representantes eleitos.

    Na mesma noite, Adriana Accorsi também foi reconhecida como a melhor deputada de Goiás pelo voto popular do Prêmio Congresso em Foco 2025. A condecoração, segundo ela, representa não apenas um reconhecimento pessoal, mas sobretudo a valorização do trabalho coletivo em defesa da democracia e dos direitos da população.

  • Lindbergh pede prisão preventiva de Bolsonaro após indiciamento da PF

    Lindbergh pede prisão preventiva de Bolsonaro após indiciamento da PF

    O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do PT na Câmara, pediu nesta sexta-feira (22) a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro. A solicitação foi apresentada diretamente ao ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal. O parlamentar alega risco concreto à ordem pública e econômica, e aponta descumprimentos de medidas judiciais.

    O pedido ocorre dois dias após a Polícia Federal indiciar Jair Bolsonaro e seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), por coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. Segundo a PF, Eduardo e Jair atuaram junto ao governo Donald Trump para pressionar o Judiciário brasileiro com sanções internacionais para barrar a ação penal do golpe de Estado. O inquérito foi instaurado a partir de representação do próprio Lindbergh.

    Pedido foi apresentado após a PF indiciar o ex-presidente por coação no curso da ação penal do golpe de Estado.

    Pedido foi apresentado após a PF indiciar o ex-presidente por coação no curso da ação penal do golpe de Estado.Marina Ramos / Câmara dos Deputados

    Na petição, o parlamentar afirma que Bolsonaro “age com a convicção de que pode desafiar a autoridade judicial sem sofrer consequências efetivas” e que sua permanência em liberdade “é entregar-lhe o controle de um exército digital e físico que opera para corroer a estabilidade democrática”.

    Lindbergh destaca que as ações atribuídas ao ex-presidente não são episódicas. “Trata-se de um golpe continuado, num processo contínuo de radicalização, em que medidas ilícitas são sucessivamente adotadas para obstruir a Justiça, pressionar o Supremo Tribunal Federal e constranger o Estado brasileiro”, escreveu. Para o deputado, Bolsonaro tenta “transformar o país em mera colônia, submetida a interesses externos”.

    Outro trecho da representação afirma que “as condutas do representado transcendem a mera desobediência individual e se inserem em um padrão de caos organizado e desestabilização institucional”. O documento menciona ainda tentativas de intimidar ministros com sanções estrangeiras, uso indevido de redes sociais por meio de terceiros e articulações com demais investigados na ação penal do golpe.

    O parlamentar ressalta que o julgamento da ação penal contra Bolsonaro está marcado para o próximo dia 2 de setembro. “O risco, portanto, não é hipotético ou remoto: é concreto e atual, pois a iminência do julgamento acentua as tentativas (…) de desestabilizar o processo e pressionar os ministros da Corte”, afirmou o líder petista.

    Veja a íntegra da representação.

  • Projeto busca restabelecer prefixo para ligações de telemarketing

    Projeto busca restabelecer prefixo para ligações de telemarketing

    A decisão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) de extinguir o uso do prefixo 0303 em ligações de telemarketing reacendeu o debate sobre a proteção ao consumidor contra chamadas indesejadas. Em resposta, o deputado federal Felipe Carreras (PSB-PE) apresentou o projeto de lei 4032/2025, que suspende os efeitos da medida da agência e torna obrigatória, por lei, a padronização de um prefixo exclusivo para esse tipo de serviço.

    Segundo o parlamentar, a revogação fragiliza o direito de escolha do consumidor. “O 0303 ajudou milhões de brasileiros a reconhecer e decidir se queriam ou não atender uma ligação de telemarketing. Tirar essa obrigatoriedade é dar um passo para trás. Nosso projeto recoloca essa proteção em lei, com mais regras e limites claros para evitar abusos”, disse.

    Projeto de Felipe Carreras busca obrigar uso de prefixo em telemarketing.

    Projeto de Felipe Carreras busca obrigar uso de prefixo em telemarketing.Freepik

    O que prevê a proposta

    O texto determina que todas as chamadas de telemarketing ativo utilizem um prefixo nacional com três dígitos, de uso exclusivo para essa finalidade. A numeração será vinculada a uma única empresa, vedado o compartilhamento entre diferentes pessoas jurídicas.

    Entre as regras para o setor estão:

    • exigência de consentimento prévio (opt-in) do consumidor;
    • limitação de horários para ligações (dias úteis das 9h às 19h, e sábados das 10h às 16h);
    • proibição de chamadas em domingos e feriados;
    • bloqueio obrigatório para números registrados em cadastros nacionais ou estaduais contra telemarketing.

    Empresas e operadoras que descumprirem as regras estarão sujeitas às penalidades previstas no Código de Defesa do Consumidor. A Anatel terá prazo de 90 dias para regulamentar os procedimentos de atribuição e fiscalização do prefixo.

    Histórico do 0303

    Criado em 2021, o prefixo 0303 tinha o objetivo de facilitar a identificação de ligações de telemarketing ativo e reduzir o incômodo das chamadas insistentes. Com a revogação da medida, consumidores voltam a ficar expostos a números aleatórios, o que dificulta bloqueios e aumenta a insegurança em relação às abordagens comerciais.

  • Moraes pede extradição de seu ex-assessor acusado de vazar informações

    Moraes pede extradição de seu ex-assessor acusado de vazar informações

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou ao Ministério da Justiça a extradição do seu ex-assessor Eduardo Tagliaferro da Itália para o Brasil. Segundo a pasta, o pedido já foi encaminhado ao Itamaraty para os trâmites com o governo italiano.

    A medida ocorre após a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciar, na sexta-feira (22), o ex-chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE por vazamento de conversas internas entre servidores do STF e do TSE que assessoravam diretamente Moraes em 2024, período em que o ministro presidiu a Corte Eleitoral e comandou a organização das eleições.

    Eduardo Tagliaferro era chefe de assessoria no TSE quando Moraes presidia o tribunal.

    Eduardo Tagliaferro era chefe de assessoria no TSE quando Moraes presidia o tribunal.Reprodução/Redes sociais

    O que diz a denúncia

    De acordo com a PGR, Tagliaferro cometeu os crimes de:

    • violação de sigilo funcional;
    • coação no curso do processo;
    • obstrução de investigação penal sobre organização criminosa;
    • tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

    A PGR afirma que as mensagens vazadas à imprensa, publicadas pela Folha de S.Paulo em agosto de 2024, detalhavam pedidos de Moraes para a produção de relatórios sobre alvos de inquéritos envolvendo ataques ao STF e disseminação de fake news contra ministros. Para o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o vazamento buscou ferir a credibilidade e questionar a imparcialidade do STF e do TSE, como parte de uma “estratégia para incitar atos antidemocráticos” e desestabilizar instituições.

    Segundo a denúncia, a Polícia Federal obteve, a partir da apreensão de um dos celulares do ex-assessor, trocas de mensagens em que ele admite ter repassado o conteúdo sigiloso. Em conversa com uma interlocutora identificada como Daniela, Tagliaferro diz ter falado com “a Folha”, menciona que o jornal “estava investigando o ministro” e que “não seria identificado”.

    Exoneração e saída do país

    Após a abertura do inquérito sobre o vazamento, Tagliaferro foi exonerado do TSE e deixou o Brasil rumo à Itália, onde reside atualmente. Em depoimento à Polícia Federal, ele levantou suspeitas sobre a atuação da Polícia Civil de São Paulo, dizendo ter entregue seu celular desbloqueado à corporação em meio a um caso de violência doméstica. Para a PGR, essa versão seria mais uma tentativa de atrapalhar as investigações.

    Entrevista e nova ameaça de vazamentos

    A denúncia também cita a entrevista concedida por Tagliaferro, no mês passado, ao blogueiro Allan dos Santos, investigado por ataques ao Supremo, em que o ex-assessor ameaçou revelar mais informações sigilosas. “Tenho bastante coisa”, afirmou, sugerindo haver “coisas fraudulentas” e direcionamento de Moraes contra personalidades de direita.

    Para Gonet, o anúncio público, acompanhado de campanha de arrecadação de recursos, indica adesão do ex-assessor aos objetivos de uma organização criminosa para restringir o livre exercício do Poder Judiciário.

    Com o pedido de extradição protocolado e remetido ao Itamaraty, caberá às autoridades brasileiras e italianas conduzirem o procedimento diplomático e jurídico. Tagliaferro responderá no Brasil às acusações formais apresentadas pela PGR, caso a extradição seja autorizada.

  • PGR pede reforço policial na casa de Bolsonaro para evitar fuga

    PGR pede reforço policial na casa de Bolsonaro para evitar fuga

    A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou, nessa segunda-feira (25), a favor do reforço do policiamento nas proximidades da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília. O parecer foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e recomenda que a Polícia Federal (PF) mantenha equipes de prontidão em tempo integral para monitorar o cumprimento das medidas cautelares impostas ao ex-presidente, que está em prisão domiciliar desde o início de agosto.

    Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, a atuação policial deve ser feita de forma discreta, sem invadir a privacidade do domicílio de Bolsonaro nem causar perturbações aos vizinhos. “Parece ao Ministério Público Federal de bom alvitre que se recomende formalmente à polícia que destaque equipes de prontidão em tempo integral para que se efetue o monitoramento em tempo real das medidas de cautela adotadas, adotando-se o cuidado de que não sejam intrusivas da esfera domiciliar do réu, nem que sejam perturbadores das suas relações de vizinhança”, escreveu.

    Bolsonaro está em prisão domiciliar porque descumpriu medidas restritivas impostas pelo STF.

    Bolsonaro está em prisão domiciliar porque descumpriu medidas restritivas impostas pelo STF.Pedro Ladeira/Folhapress

    Pedido de Lindbergh e risco de fuga

    O parecer da PGR foi elaborado após Moraes receber cópia de um pedido do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do PT na Câmara, encaminhado ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. No documento, o parlamentar alertou para o risco de fuga de Bolsonaro e pediu reforço da vigilância.

    Segundo a PF, há informações sobre uma possível tentativa de evasão para a Embaixada dos Estados Unidos, localizada a cerca de dez minutos da residência do ex-presidente, de onde ele poderia solicitar asilo político. O ofício de Andrei Rodrigues foi enviado ao STF e à Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal.

    Na semana passada, em outra investigação, a PF encontrou em um aparelho de Bolsonaro um documento que tratava de solicitação de asilo político ao presidente argentino Javier Milei. A defesa alegou que se tratava apenas de um “rascunho” e negou qualquer tentativa de fuga.

    Julgamento marcado

    Bolsonaro e outros sete aliados do chamado “núcleo 1” da trama golpista serão julgados pela 1ª Turma do STF na próxima terça-feira (2). O ex-presidente responde por tentativa de golpe de Estado em 2022 e teve a prisão domiciliar determinada por Moraes após descumprir medidas cautelares, entre elas a proibição de usar redes sociais por meio de perfis de terceiros.

    Com o parecer entregue dentro do prazo fixado por Moraes, caberá agora ao ministro decidir sobre o eventual reforço policial na residência de Bolsonaro, no Jardim Botânico, em Brasília.

  • Atualização na Lei do Bem pode ampliar inovação tecnológica no Brasil

    Atualização na Lei do Bem pode ampliar inovação tecnológica no Brasil

    A Lei do Bem (Lei nº 11.196/2005), norma que estimula pesquisa e inovação por meio de incentivos fiscais a empresas que investem em pesquisa e desenvolvimento, pode ser ampliada com o projeto de lei nº 2838/2020. A proposta, de autoria do senador Izalci Lucas (PSDB-DF), está pronta para análise no Senado e busca modernizar a lei, considerada essencial para estimular o setor produtivo e garantir competitividade ao Brasil.

    Apresentado em maio de 2020, o texto já foi aprovado pela Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT), com substitutivo relatado pelo senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP). O parecer incorporou outras proposições em tramitação e incluiu novas formas de dedução, além de estender os benefícios a micro e pequenas empresas que apuram o Imposto de Renda com base no lucro real, faixa até então excluída da legislação.

    Entre as mudanças previstas, estão a dedução de gastos com pesquisadores pós-graduados em dedicação exclusiva, a possibilidade de incluir despesas realizadas no exterior e investimentos em startups, além da autorização para contabilizar aportes em fundos de investimento em participações (FIPs) voltados à inovação. O projeto também prevê isenção total do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para equipamentos utilizados em atividades de Pesquisa e Desenvolvimento, substituindo a regra atual de redução de 50%.

    Entenda o que muda com as alterações.

    Entenda o que muda com as alterações.Congresso em Foco

    O texto ainda resolve uma demanda recorrente de empresas que, mesmo investindo em inovação, não conseguiam usufruir do benefício em anos de prejuízo fiscal. O projeto permite que o crédito seja transportado para exercícios futuros, garantindo maior previsibilidade e segurança para investimentos de longo prazo.

    No ano passado, a proposta chegou à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde já foi discutida em audiência pública com representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), de entidades empresariais e do próprio governo.

    Na ocasião, defensores da matéria ressaltaram que o país precisa ampliar urgentemente o investimento privado em inovação, hoje em torno de 1,2% do PIB. Já o Ministério da Fazenda manifestou preocupação com o impacto fiscal da medida, argumentando que a ampliação dos benefícios pode reduzir a arrecadação no curto prazo.

    O relator na CAE, senador Carlos Viana (Podemos-MG), solicitou estudo detalhado ao Ministério da Fazenda sobre o impacto orçamentário da proposta. Com isso, a votação acabou sendo adiada em agosto de 2025, mas o projeto segue pronto para voltar à pauta da comissão. Se aprovado, seguirá para apreciação da Câmara dos Deputados.

    Para Izalci Lucas, autor do projeto, a atualização da Lei do Bem é urgente para reduzir a distância entre o Brasil e países líderes em inovação. “Não é gasto, é investimento. Precisamos de segurança jurídica e de estímulos reais para que nossas empresas invistam cada vez mais em ciência e tecnologia”, defendeu o senador.

    Caso avance, a proposta tem potencial de remodelar o ambiente de pesquisa no país, criando um cenário mais favorável para startups, institutos de pesquisa e empresas de diferentes portes que apostam na inovação como motor de desenvolvimento econômico e social.

    Leia a íntegra da proposta.