Categoria: SAÚDE GOV

  • Carretas de saúde do Agora Tem Especialistas já levaram atendimento especializado para 100 municípios de todo o Brasil

    Em pouco mais de três meses, as carretas do Agora Tem Especialistas levaram atendimento especializado em saúde da mulher, oftalmologia e exames de imagem a 100 municípios de todos os estados. A iniciativa amplia a assistência no SUS, reduz o tempo de espera e já zerou filas por serviços especializados em pelo menos 15 cidades, incluindo diagnósticos de câncer de mama, exames ginecológicos, cirurgias de catarata e exames de imagem. 

    Em Mauá (SP), onde celebrou o marco de 100 cidades a receberem as carretas do governo federalo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou mais uma rodada de deslocamento. A partir desta sexta-feira (30), o município paulista e outras 31 cidades de 20 estados começam os atendimentos nas carretas do governo federal com pacientes agendados e encaminhados pelos gestores de saúde locais. 

    “O Agora Tem Especialistas nasceu para levar atendimento especializado para onde antes faltava, para encurtar distâncias, reduzir filas e garantir que a assistência chegue mais perto do povo. Já fizemos isso em 100 municípios por onde as carretas de saúde passaram, garantindo mais saúde, mais diagnósticos, mais tratamento. Hoje, ela chega aqui em Mauá e em outras cidades do Brasil, porque o nosso objetivo é continuar ampliando o acesso ao SUS onde ele é mais necessário”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.  

    Hoje, na cidade paulista, o ministro lançou o início dos atendimentos na carreta de exames de imagem que vai beneficiar não apenas os mauaenses, mas, também, as pessoas que vivem nos municípios do entorno: Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. Na unidade móvel do governo federal, os pacientes encaminhados pelos gestores de saúde locais poderão ser submetidos a tomografias e ultrassonografias, essenciais para a descoberta precoce de doenças e para definição de condutas médicas. 

    Com as novas carretas que hoje entram em operação, já são 47 unidades móveis cuidando dos brasileiros que vivem em locais de difícil acesso, com alta demanda por assistência especializada e cidades-polo. Elas contam com equipe multiprofissional e estão totalmente estruturadas com insumos e equipamentos. 

    Filas zeradas e novos destinos

    Até o final do ano, 150 carretas do Agora Tem Especialistas devem reforçar ainda mais o atendimento para a rede pública, reduzindo o tempo de espera e zerando filascomo aconteceu no período em que estiveram em Brasiléia (AC), Santana do Ipanema (AL), Tauá (CE), Crato (CE), Ceilândia (DF), Cariacica (ES), Taiobeiras (MG), Princesa Isabel (PB), Garanhuns (PE), Paracambi (RJ), Urucânia (MG), Parnamirim (RN), Ariquemes (RO), Canoinhas (SC) e Ribeirão Preto (SP). Nesse município paulista, o programa devolveu a visão para mais de 1 mil pessoas que fizeram cirurgia de catarata. 

    Nesta nova rodada de deslocamento, as unidades móveis do governo federal chegam a estes municípios: Tarauacá (AC), Guarapari (ES), Tartarugalzinho (AP), Ribeira do Pombal (BA), Barreiras (BA), Acopiara (CE), Quixadá (CE), Porangatu (GO), Caxias (MA), Coxim (MS), Acará (PA), Mamanguape (PB), Sapé (PB), Telêmaco Borba (PR), Sepetiba (RJ), Cacoal (RO), Itabaiana (SE), Guaraí (TO), Mazagão (AP), Cruz das Almas (BA), Mauriti (CE), Inhumas (GO), Camanducaia (MG), Cajazeiras (PB), Mafra (SC), Mauá (SP), Serra Talhada (PE), Santa Cruz (RN), Salinas (MG), Eunápolis (BA)Várzea Grande (MT) e Porto Velho (RO). 

    Todas as unidades móveis ofertam consultas especializadas. Além disso, as de saúde da mulher realizam mamografias, ultrassonografias pélvicas e transvaginal e até biópsias para diagnosticar precocemente câncer de mama e de colo de úteroas oftalmológicas, avaliações de bebês, crianças e adultos, ultrassons e cirurgias de catarata. Já as de exames de imagem contribuem para o diagnóstico precoce de doenças e decisões de condutas médicas, a partir da oferta de tomografias e ultrassonografias. 

    Mais UPAS, policlínicas e maternidades

    Também em Mauá (SP), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou três portarias que autorizam o repasse de mais de R$ 13 milhões para auxiliar na construção de três Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) no município. Os recursos possibilitarão à população mauaense uma estrutura moderna, acolhedora e eficaz para o atendimento em saúde. Os valores serão repassados ao Fundo Municipal de Saúde, responsável pela gestão dos recursos e pela prestação de contas ao Ministério da Saúde sobre o andamento das obras. 

    EGuarulhos (SP), o ministro anunciou outra medida do Agora Tem Especialistas: a construção de uma policlínica no município com recursos do Novo PAC, garantidos pela pastaSão R$ 30 milhões de investimento federal na unidadeR$ 17 milhões para as obras e R$ 13 milhões para a aquisição de equipamentos. 

    O Ministério da Saúde, junto com o governo federal, está fazendo o maior investimento da história em infraestrutura do SUS: são R$ 31,5 bilhões pelo Novo PAC para construir unidades, ampliar a oferta especializada, equipar serviços e garantir mais atendimentos. O impacto dessa policlínica aqui, de Guarulhos, vai ser enorme, porque, ao atender as regiões do entorno, mais de um milhão de pessoas serão beneficiadas”, destacou Padilha nesta sexta-feira (30), durante a cerimônia que autorizou o início das obras. 

    A nova policlínica viabilizará a ampliação da oferta de serviços em especialidades médicas, o fortalecimento da continuidade do cuidado em todas as faixas etárias, além de contribuir para reduzir complicações de doenças crônicas, diminuir hospitalizações e a fila de espera por consultas e exames especializados no município e região. 

    Com recursos do Novo PAC Saúde, além de Guarulhos, hoje outras obras também tiveram autorização para começarem: uma policlínica em Nova Iguaçu (RJ) e uma maternidade em Águas Lindas de Goiás (GO). Na quarta-feira (28), o mesmo aconteceu em Japeri (RJ), que ganhará uma maternidade; e na segunda-feira (2), será em Várzea Grande (MT)Para a construção dessas três maternidades e duas policlínicas, o investimento total chega a R$ 369 milhões do Novo PAC Saúde. 

    Outras assinaturas para construção de novos estabelecimentos de saúde estão previstas para a próxima semana. 

    Carla Guimarães 
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde lança Guia de Recomendações Para o Uso de Fluoretos no Brasil

    Ministério da Saúde lança Guia de Recomendações Para o Uso de Fluoretos no Brasil

    Na quarta-feira (28), começou a 43ª edição do Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo (Ciosp), o maior encontro de odontologia da América Latina, que reúne cerca de 100 mil participantes neste ano. Já no segundo dia, o Ministério da Saúde (MS) lançou o Guia de Recomendações Para o Uso de Fluoretos no Brasil, que traz atualizações importantes para a prevenção da cárie dental, auxiliando profissionais de saúde na promoção da qualidade de vida dos usuários. 

    De acordo com o coordenador-geral de Saúde Bucal do MS, Edson Lucena, que está presente no evento, o documento traz um novo capítulo sobre a inclusão da substância diamino fluoreto de prata (DFP) como forma de tratamento para a paralisação das lesões de cárie, uma alternativa simples, não invasiva e de baixo custo, sobretudo em contextos em que o acesso ao tratamento é mais limitado. Para ele, “o guia reafirma o compromisso do Brasil Sorridente com a prevenção, com a ciência e com a saúde bucal como política pública no Sistema Único de Saúde (SUS)”. 

    Outro ponto de destaque do guia é a adoção do sistema Graduação da Qualidade da Evidência e Força de Recomendação (Grade), método que avalia a força de recomendação de um artigo acadêmico a partir da análise da evidência científica. Além disso, a nova edição trouxe ainda mais informações sistematizadas de combate aos mitos difundidos na sociedade de que o flúor faria mal para a saúde das crianças. 

    Para o pesquisador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Jaime A. Cury, que contribuiu com a publicação, “o guia ajuda a mostrar que a água fluoretada é segura ao colocar o tema em perspectiva. O documento explica que a dose usada na água é baixa, controlada e suficiente para proteger os dentes contra a cárie. Assim, o guia desmonta o alarmismo das fake news e mostra que o problema não é o flúor, mas a desinformação”, afirmou. 

    Outras atividades promovidas pelo Ministério da Saúde

    Pela primeira vez, está disponível para visitação, no estande do Ministério da Saúde no Ciosp, uma Unidade Odontológica Móvel (UOM). O veículo é uma extensão da atenção à saúde bucal, capaz de chegar a lugares onde o acesso ao atendimento odontológico é limitado ou inexistente. Estudantes, profissionais de saúde e gestores podem ver de perto como funciona um consultório itinerante estruturado para atendimentos realizados pelas equipes de Saúde Bucal e de Consultório na Rua

    Ainda dentro da programação, acontecem aulas práticas nos quatros dias do evento — que termina no sábado (31), dando oportunidade para os profissionais de saúde bucal conhecerem a técnica de Odontologia de Mínima Intervenção, cujo objetivo é ofertar o cuidado, garantindo o máximo da estrutura sadia do dente. Outra proposta é aprender o funcionamento do aplicativo TeleEstomatologia, que permite uma comunicação direta com um profissional especializado, durante o atendimento, para obter uma análise e possível diagnóstico de lesões de boca, a partir de foto e descrição. 

    Além disso, o painel Vigilância em Saúde Bucal – Fluoretação, apresentado pela equipe técnica do Ministério da Saúde, contém indicadores e séries históricas sobre a fluoretação de águas em municípios brasileiros. Há dados sobre a população com acesso à água fluoretada e adequação da faixa recomendada de fluoretos nos municípios. 

    Formatec SUS

    Neste ano acontecerá a primeira formação técnica em saúde bucal promovida pelo Ministério da Saúde desde a implementação das diretrizes da Política Nacional de Saúde Bucal. Estão previstas cerca de 1,6 mil vagas para a formação de técnicos em saúde bucal pelo programa Formatec SUS. As aulas serão nas escolas técnicas do SUS, em universidades públicas federais e em Institutos Federais. O programa é coordenado pela Secretaria de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde (SGTES), com apoio da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps) da pasta. 

    Brasil Sorridente hoje

    Institucionalizado como Política Nacional de Saúde Bucal em 2023, o Brasil Sorridente vem recebendo investimentos e ampliando a capilaridade pela Rede de Atenção à Saúde no País. Atualmente 80% das Unidades Básicas de Saúde (UBS) realizam atendimentos em saúde bucal, com atividades de cunho educativo e de prevenção, escovação supervisionada e aplicação de flúor. Com o incentivo do Novo PAC, foram entregues 449 UOM até o começo deste ano, e em abril mais 350 unidades serão disponibilizadas, prestando serviço à população mais vulnerável. Hoje, há 36 mil equipes de Saúde Bucal atuantes em todo o País, e os recursos previstos para este ano estão estimados em R$ 4,47 bilhões. 

    Renata Osório
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde certifica os primeiros hospitais de ensino no SUS desde 2021

    Ministério da Saúde certifica os primeiros hospitais de ensino no SUS desde 2021

    O Ministério da Saúde assinou, nesta quarta-feira (27), a certificação de 6 hospitais de ensino, o que não ocorria desde 2021. Um dos principais objetivos é garantir a qualidade da formação de especialistas e melhorar o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) de forma integrada à oferta de serviços de média e alta complexidade por meio do Agora Tem Especialistas (ATE).

    A assinatura ocorreu no Hospital Sofia Feldman de Belo Horizontem, um dos estabelecimentos certificados. Na oportunidade, o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde, Felipe Proenço, assinou documento reconhecendo a certificação das seis unidades: Hospital das Clínicas de Bauru (SP), Hospital Universitário de Vassouras (RJ), Hospital Sofia Feldman (MG), Complexo Hospitalar Mater Dei (MG), Hospital Municipal Ronaldo Gazolla (RJ), e Hospital Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Passos (MG).

    São as primeiras unidades reconhecidas a partir da nova regulação estabelecidas pelos Ministérios da Saúde e da Educação por meio de portaria conjunta. A atual gestão atualizou os procedimentos para uma avaliação mais qualificada das unidades como hospitais que integram ensino e serviço junto ao SUS e garantir práticas alinhadas às necessidades da população.

    “O aumento do número de hospitais certificados contribui diretamente para a qualificação da formação em saúde e para o fortalecimento do SUS. Nessas instituições, estudantes e residentes podem aprender em ambientes reais de cuidado, com supervisão e integração às equipes multiprofissionais, o que eleva a qualidade da formação profissional”, destacou Proenço.

    Atualmente, o Brasil conta com 204 hospitais de ensino. São 101 na região Sudeste, 43 na região Sul, 36 na região Nordeste, 10 na região Norte e 14 na região Centro-Oeste. Destes, cinco hospitais estão entre os 300 melhores do mundo, segundo ranking da revista americana Newsweek.

    Níveis 1 e 2

    Os seis estabelecimentos de saúde receberam a Certificação Nível 1, que reconhece a compatibilidade institucional dos hospitais enquanto integração ensino-serviço e ambiente de prática e aprendizagem, a partir da análise de documentação enviada à Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Essa é a primeira etapa necessária para a solicitação da Certificação de Nível 2.

    Para o reconhecimento pleno de Hospital de Ensino, os estabelecimentos devem obter a Certificação Nível 2. As unidades devem fazer a solicitação formal no prazo de até 180 dias após a publicação do ato que concede a Certificação Nível 1. Essa certificação será emitida após avaliação presencial dos ministérios da Saúde e da Educação.

    Saiba mais

    Victor Almeida
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde autoriza construção de nova maternidade em Japeri, no Rio de Janeiro

    Ministério da Saúde autoriza construção de nova maternidade em Japeri, no Rio de Janeiro

    Nesta quarta-feira (28), o município de Japeri, no Rio de Janeiro, realiza evento de assinatura de Ordem de Serviço (OS) do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A ocasião marcou a autorização para o início das obras de uma maternidade porte 1. Ao todo, será feito um investimento de R$ 103 milhões. 

    Estamos garantindo serviços mais ágeis para toda a população. Além disso, investimentos em maternidades reduzem os indicadores de mortalidade infantil e materna, melhoram a saúde de gestantes, mães e puérperas e beneficiam a região como um todo”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Em média, novas maternidades construídas pelo Novo PAC podem realizar mais de 16 mil procedimentos por ano. O Novo PAC já investiu R$ 6,2 bilhões em 422 propostas de saúde no estado do Rio de Janeiro. 

    A parceria entre o Ministério da Saúde, municípios e estados é mais uma iniciativa do programa Agora Tem Especialistas, que tem como objetivo ampliar o acesso da população a exames e cuidado especializado, reduzindo o tempo de espera por atendimento, fortalecendo também as redes de atenção materna e infantil locais. 

    24h por dia 

    A maternidade de Japeri funcionará 24h por dia, incluindo internação hospitalar, atendimento ambulatorial e serviços de urgência e emergência obstétrica e ginecológica. Além disso, a unidade atenderá os municípios de Paracambi, Miguel Pereira, Seropédica, Nova Iguaçu e Queimados, além de outros municípios da região metropolitana de I de Saúde, como Belford Roxo, Duque de Caxias e Itaguaí. 

    O projeto referencial das maternidades possui como diferenciais a recepção que garante espera confortável e com privacidade, salas lilás, suítes para pré-parto, parto e pós-parto, onde os períodos clínicos do parto podem ser assistidos com privacidade no mesmo ambiente, centros de parto normal intra-hospitalares com banheira, espaços adequados para garantir que o atendimento imediato ao recém-nascido seja realizado no mesmo ambiente do parto, sem interferir na interação mãe e filho e a implementação do acolhimento com classificação de risco (ACCR).  

    Novo PAC 

    O Ministério da Saúde está investindo R$ 31,5 bilhões por meio do Novo PAC em obras, equipamentos e veículos para expandir a assistência à população pelo SUS. Trata-se do maior programa de investimentos em infraestrutura do sistema público na saúde, que já investiu em 2.600 Unidades Básicas de Saúde (UBS), 330 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), 101 policlínicas, 4.800 ambulâncias do SAMU e 800 Unidades Odontológicas Móveis (UOM) pelo país.  

    Ministério da Saúde 

  • Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo reforça o papel do SUS na proteção à saúde dos trabalhadores

    Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo reforça o papel do SUS na proteção à saúde dos trabalhadores

    O Ministério da Saúde (MS) reforça seu compromisso com a proteção da vida, da dignidade e da saúde das pessoas em situação de exploração laboral neste 28 de janeiro – Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. A Pasta participa ativamente da Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae) e reconhece o enfrentamento a essa violação de direitos humanos como uma responsabilidade intersetorial, que envolve o Sistema Único de Saúde (SUS). Em alusão à data, este ano diversos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) estão realizando atividades voltadas ao tema.

    A Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (PNSTT), instituída pela Portaria nº 1.823 de 2012, prioriza o atendimento a grupos em situação de maior vulnerabilidade e reconhece o papel do setor saúde no enfrentamento ao trabalho escravo contemporâneo. A atuação do SUS é fundamental tanto na atenção integral às vítimas quanto na produção de informações que subsidiem políticas públicas de prevenção e erradicação desse crime contra a dignidade humana.

    No Brasil, o trabalho escravo é tipificado no artigo 149 do Código Penal como crime de “redução à condição análoga à de escravo”. Submeter alguém a trabalhos forçados, a jornadas exaustivas, a condições degradantes ou restringir, por qualquer meio, a locomoção do trabalhador em razão de dívida contraída com o empregado ou preposto são condutas que caracterizam essa violação de direitos.

    Como parte das ações de fortalecimento do debate, em abril de 2025, a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA/MS) realizou o “Encontro Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora no Combate ao trabalho escravo – Conferência Livre”. O evento foi idealizado pela Coordenação Geral de Saúde do Trabalhador (CGSAT) com a participação de pessoas que vivenciaram essa forma extrema de exploração. Segundo o coordenador da CGSAT, Luís Leão, “o espaço contribuiu para dar visibilidade às experiências das vítimas e para qualificar a formulação de estratégias voltadas à garantia de direitos e à promoção da saúde”.

    O Ministério da Saúde também destaca que a notificação de casos de trabalho escravo é responsabilidade dos profissionais de saúde, por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). “A notificação é uma ferramenta essencial para a vigilância em saúde, permitindo a identificação dos casos, o acompanhamento das vítimas e o fortalecimento das ações de enfrentamento ao trabalho escravo no país”, complementa Leão.

    Em evento realizado nesta terça-feira (28), membros da Conatrae aprovaram o 3º Plano Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo no Brasil, com voto favorável do Ministério da Saúde – representado pelo coordenador da CGSAT. Trata-se de uma construção interinstitucional e interministerial com participação de organizações da sociedade civil.

    A Comissão tem como objetivo coordenar e avaliar a implementação das ações previstas no Plano, além de acompanhar a tramitação de projetos de lei no Congresso Nacional e avaliar a proposição de estudos e pesquisas sobre o trabalho escravo no País.

    Suellen Siqueira
    Ministério da Saúde

  • Diabetes cresce 135% no Brasil em 18 anos, hipertensão e obesidade também avançam. Saúde lança Viva Mais Brasil com R$ 340 mi para a promoção da saúde

    Diabetes cresce 135% no Brasil em 18 anos, hipertensão e obesidade também avançam. Saúde lança Viva Mais Brasil com R$ 340 mi para a promoção da saúde

    O número de adultos brasileiros com diabetes aumentou 135% entre 2006 e 2024, passando de 5,5% para 12,9%. No mesmo período, também houve crescimento significativo em outras condições: hipertensão, 31%; obesidade, 118%; e excesso de peso, 47%. Os dados constam no Vigitel 2025, pesquisa que apresenta um retrato da população brasileira sobre fatores de proteção e de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como hábitos alimentares e prática de atividades físicas.

    Em resposta a esse cenário, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançou nesta quarta-feira (28), no Rio de Janeiro, a estratégia Viva Mais Brasil, uma mobilização nacional voltada à promoção da saúde, prevenção de doenças crônicas e melhoria da qualidade de vida dos brasileiros. Serão investidos R$ 340 milhões em políticas de promoção da atividade física, com destaque para a retomada da Academia da Saúde, que receberá R$ 40 milhões ainda em 2026, previstos em portaria assinada hoje.

    “Com essas mudanças, virá recurso do presidente Lula para ampliar o investimento e contratar profissionais para atuarem nas academias da saúde. A implantação de espaços com equipamentos e profissionais orientando, vinculados às unidades básicas de saúde, levou à redução do uso de medicamentos, inclusive ansiolíticos e antidepressivos”, reforçou Padilha. Segundo o ministro, o convívio social aliado à atividade física faz bem e promove saúde.

    Outro avanço é o aumento do custeio dos serviços do programa, que pode chegar a R$ 10 mil, dependendo da modalidade, carga horária e número de profissionais. Atualmente, o Brasil conta com 1.775 Academias da Saúde, e a expectativa é credenciar mais 300 novos serviços até o final do ano.

    A nova estratégia articula e fortalece políticas já existentes do SUS, com ações voltadas à alimentação adequada e saudável, à prática de atividade física, ao cuidado integral e ao acesso à informação de qualidade. A iniciativa busca incentivar e apoiar a população brasileira na adoção de modos de vida saudáveis, com ações nas unidades do SUS e no setor privado, ampliando o alcance das políticas de promoção da saúde.

    O Viva Mais Brasil conta com 10 compromissos para viver mais e melhor: mais movimento e vida ativa; mais alimentação saudável; menos tabaco e álcool; mais saúde nas escolas; menos doenças crônicas; mais vacinação em todo o Brasil; mais protagonismo e autonomia; mais saúde digital; mais cultura da paz e menos violências; e mais práticas integrativas e complementares.

    “Esta é uma ação que faz com que o Ministério da Saúde seja, de fato, da saúde e não da doença. Uma boa saúde começa com a prevenção e com a promoção. Queremos reforçar e criar com o Viva Mais Brasil um verdadeiro movimento que junta as pessoas, as mais de 100 mil equipes da atenção primária espalhadas pelo país, que junta outras áreas do governo para maior qualidade de vida”, reiterou o ministro Alexandre Padilha.

    Com parcerias estratégicas e ampla articulação interinstitucional, o Viva Mais Brasil vai apoiar iniciativas locais para ganhar escala, garantir continuidade e efetividade, valorizando comunidades, profissionais de saúde e políticas públicas que fazem a diferença nos territórios.

    Foto: Walterson Rosa/MS
    Foto: Walterson Rosa/MS

    Hábitos e qualidade de vida no Brasil

    Além do crescimento de diabetes, hipertensão, obesidade e excesso de peso entre a população adulta brasileira, os dados nacionais do Vigitel apontam mudanças nos padrões de atividade física. A prática de atividade física no deslocamento caiu de 17% em 2009 para 11,3% em 2024, enquanto a proporção de adultos que realizam atividade física moderada no tempo livre aumentou para 42,3%. O consumo regular de frutas e hortaliças permaneceu estável, em torno de 31% da população.

    Pela primeira vez, o Vigitel apresenta dados nacionais sobre sono: 20,2% dos adultos dormem menos de seis horas por noite, e 31,7% apresentam sintomas de insônia, com maior prevalência entre mulheres. Esses indicadores reforçam a importância de políticas integradas de promoção da saúde, como a estratégia Viva Mais Brasil.

    Indicadores de qualidade para o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde

    O fortalecimento da atenção primária à saúde (APS) é estratégico para as ações do Viva Mais Brasil. O Ministério da Saúde estabeleceu, em 2025, 15 indicadores de qualidade para aprimorar o acompanhamento da Atenção Primária à Saúde, com foco na assistência de crianças, gestantes, idosos e no acompanhamento de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão.

    Com isso, os municípios poderão aumentar em até 30% os repasses recebidos do Ministério da Saúde para fortalecer as ações de prevenção e promoção da saúde. O investimento voltado ao enfrentamento da hipertensão e diabetes, duas das principais causas de adoecimento e morte no Brasil, deve chegar a R$ 1,5 bilhão em 2026.

    Além do aprimoramento da gestão, por meio da coleta de informações sobre como está sendo feito o acompanhamento da saúde na ponta, a iniciativa induz boas práticas e a melhoria do atendimento à população.

    A porta de entrada do SUS também está sendo fortalecida por meio das entregas do Novo PAC Saúde, que incluem a construção de 2,6 mil novas UBS, a entrega de 800 Unidades Odontológicas Móveis (UOM), 10 mil combos de equipamentos para UBS e 7 mil kits de telessaúde.

    Foto: Walterson Rosa/MS
    Foto: Walteson Rosa/MS

    Nova maternidade em Japeri (RJ)

    Encerrando a programação no Rio de Janeiro, o ministro Padilha assinou a Ordem de Serviço para a construção da nova maternidade de porte 1 no município de Japeri. A ação faz parte do programa Agora Tem Especialistas, no âmbito do Novo PAC Saúde. Com investimento de R$ 103 milhões, a unidade funcionará 24 horas, fortalecendo a qualidade do atendimento do SUS para mães, puérperas e crianças da região.

    Janaína Oliveira
    Ministério da Saúde

  • Padilha defende fortalecimento da atenção básica nas Américas e firma parcerias com OPAS e FGV

    Padilha defende fortalecimento da atenção básica nas Américas e firma parcerias com OPAS e FGV

    Nesta quarta-feira (28), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou de um dos principais painéis da Segunda Reunião Regional da Aliança para a Atenção Primária à Saúde (APS) nas Américas. O encontro, realizado na Fundação Getulio Vargas (FGV) no Rio de Janeiro, reúne representantes de governos, organismos internacionais e instituições para debater estratégias de transformação e fortalecimento da atenção básica nos sistemas de saúde na região.

    Padilha integrou o painel de alto nível “Governança, financiamento e fortalecimento dos sistemas de saúde”, que discutiu recomendações da Comissão Regional da revista cientifica The Lancet para as Américas. O debate abordou como o fortalecimento da atenção primária contribui para ampliar a resiliência dos sistemas de saúde diante dos desafios do século XXI, como o envelhecimento da população, as transições epidemiológicas, os impactos das mudanças climáticas e os efeitos persistentes da pandemia de Covid-19.

     “A Atenção Primária à Saúde é muito mais do que a porta de entrada do sistema. Ela é a base da coordenação do cuidado, da promoção da equidade e da redução das desigualdades. É onde se constroem vínculos de confiança entre a população e os profissionais de saúde”, afirmou o ministro.

    Estudos apresentados durante o evento indicam que sistemas estruturados a partir de uma atenção primária robusta reduzem ineficiências, ampliam a proteção financeira da população e favorecem a coordenação de políticas intersetoriais voltadas aos determinantes sociais da saúde. Nesse contexto, aspectos como governança, financiamento sustentável e valorização dos profissionais de saúde são considerados decisivos para melhores resultados em saúde.

    “Diante das transições demográficas, epidemiológicas e dos impactos cada vez mais evidentes das mudanças climáticas, investir em uma Atenção Primária forte e integrada é assegurar, na prática, o direito à saúde e a resiliência dos sistemas de saúde”, destacou Padilha.

    Parcerias

    Durante a agenda, Padilha assinou a Carta de Intenções entre o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). O documento reafirma a Atenção Primária à Saúde (APS) como eixo estruturante de sistemas de saúde mais equitativos, resilientes e centrados nas pessoas na Região das Américas.  “Estamos convencidos de que fortalecer a Atenção Primária à Saúde é condição essencial para a sustentabilidade dos sistemas de saúde e para a redução das desigualdades na região, com impactos reais na vida das populações”, avaliou o ministro.

    A Carta de Intenções estabelece o compromisso do Ministério da Saúde e da OPAS em aprofundar a cooperação técnica, o diálogo regional e o alinhamento de políticas públicas voltadas à inovação em saúde, ao investimento sustentado e à implementação efetiva da APS. A iniciativa também prevê articulação com organismos financeiros internacionais para apoiar os países da região no fortalecimento de seus sistemas de saúde.

    Na oportunidade, o ministro também formalizou a assinatura de um Acordo de Cooperação Técnica com a FGV, com vigência inicial de cinco anos, voltado ao desenvolvimento de estudos, pesquisas aplicadas, capacitações, eventos técnico-científicos e ações de apoio institucional para o fortalecimento do SUS.

    Segundo Padilha, a parceria reforça a aproximação entre a gestão pública e a produção científica, fundamental para enfrentar os desafios do sistema de saúde. O acordo prevê atuação conjunta em áreas estratégicas, com foco na qualificação da gestão pública, na produção de evidências para subsidiar a formulação e o aprimoramento de políticas de saúde e no fortalecimento da governança do sistema. 

    “É uma alegria e um grande avanço para o Ministério da Saúde firmar este acordo com a FGV, que já contribui com avaliações críticas e agora amplia essa cooperação com peso institucional, permitindo que diferentes áreas do governo e do próprio ministério se envolvam cada vez mais, trazendo as melhores soluções, à luz da ciência, para enfrentar os desafios do SUS”, disse o ministro.

    Edjalma Borges
    Ministério da Saúde   

  • Ministério da Saúde fortalece protagonismo do SUS na Aliança para a Atenção Primária à Saúde nas Américas

    Ministério da Saúde fortalece protagonismo do SUS na Aliança para a Atenção Primária à Saúde nas Américas

    Para discutir estratégias sociopolíticas de sistemas mais integrados, equitativos e centrados nas pessoas, o Ministério da Saúde participa da Segunda Reunião Regional da Aliança para a Atenção Primária à Saúde nas Américas, que acontece no Rio de Janeiro, entre 26 e 28 de janeiro. O encontro reúne ministros da Saúde de países da região, equipes técnicas, organismos internacionais e instituições financeiras para revisar avanços, compartilhar experiências e definir ações coletivas voltadas ao fortalecimento da atenção primária.

    Durante os debates, o Brasil apresenta experiências consolidadas do Sistema Único de Saúde (SUS), reforçando a centralidade da atenção primária como porta de entrada preferencial e ordenadora do cuidado, além de ressaltar a organização dos serviços, os modelos de gestão e as equipes multiprofissionais.

    O secretário-executivo do Ministério da Saúde brasileiro, Adriano Massuda, apresentou o balanço das ações desenvolvidas e dos avanços alcançados no período inicial da Aliança, e integrou os debates de alto nível sobre governança e financiamento dos sistemas de saúde. Em sua manifestação, Massuda ressaltou que a Aliança não é apenas um acordo técnico, é uma aposta estratégica na garantia da saúde como um direito fundamental. “Integrar as experiências das Américas nos permite fortalecer a base dos nossos sistemas para que sejam mais resilientes e sustentáveis, contribuindo diretamente para um mundo mais justo e pacífico”, afirmou.

    Para a secretária brasileira de Atenção Primária à Saúde, Ana Luiza Caldas, o encontro marca um momento decisivo para a agenda regional. “Reunir países, parceiros técnicos e instituições financeiras em torno desse debate é reafirmar que sistemas de saúde mais equitativos, eficientes e centrados nas pessoas só são possíveis quando a atenção primária está no centro das decisões e dos investimentos”, destacou.

    Saúde digital em pauta

    No painel “Transformação Digital e APS: oportunidades e os próximos passos”, o Brasil apresentou a mudança de posicionamento da saúde digital no SUS, que agora ocupa um lugar estratégico na formulação de políticas públicas. Isso evidenciou a necessidade de integrar informação, tecnologia e saúde de forma estruturante, resultando na criação da Secretaria de Informação e Saúde Digital (Seidigi) e na consolidação do tema como eixo central das decisões nacionais.

    Segundo a secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad, a partir da transição do governo federal, em 2022, a análise dos desafios estruturais do SUS evidenciou a necessidade de integrar informação, tecnologia e saúde de forma estratégica. “A saúde digital deixou de ser tratada como área de suporte tecnológico e passou a ocupar um papel estratégico na política pública, com foco no processo assistencial, na jornada do usuário e no apoio à tomada de decisão, colocando o digital a serviço do cuidado, da gestão e da formação em saúde”, ressaltou.

    Nesse mesmo debate, a diretora do Departamento de Estratégias, Acreditação e Componentes da Atenção Primária à Saúde, Audrey Fischer apresentou a trajetória do prontuário eletrônico, situado como um dos pilares concretos da transformação digital no SUS. A experiência brasileira destaca avanços em soluções móveis e adequação às realidades territoriais, com o objetivo de reduzir a fragmentação tecnológica e o tempo dedicado ao preenchimento de múltiplas plataformas, fortalecendo o uso qualificado da informação como apoio ao cuidado e à gestão.

    Mais Médicos

    No eixo dedicado à força de trabalho, a Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) ressaltou respostas estruturantes adotadas pelo SUS, como o Programa Mais Médicos, que combina ampliação do acesso e qualificação profissional. A participação brasileira situa o país no debate internacional sobre condições de trabalho e migração de profissionais.

    A diretora do Departamento de Gestão e Regulação do Trabalho em Saúde, Evellin Bezerra da Silva, afirmou que a garantia de uma atenção primária forte exige políticas de provimento, fixação e valorização dos profissionais de saúde. “Enfrentar a precarização dos vínculos, as desigualdades territoriais e a rotatividade é fundamental para assegurar equipes estáveis, qualificadas e capazes de sustentar um cuidado de qualidade no SUS”, enfatizou.

    Sobre a Aliança para a Atenção Primária à Saúde nas Américas

    A Aliança é uma iniciativa liderada pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), em parceria com o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), criada para acelerar a transformação dos sistemas de saúde na região por meio da articulação entre cooperação técnica, orientação política e investimentos estratégicos. Lançada em Montevidéu, Uruguai, a Aliança consolidou o apoio aos países no diálogo político e na harmonização de planos de investimento, auxiliando-os a avançar de forma estratégica. A reunião que acontece no Rio de Janeiro revisa os avanços alcançados e define novos passos da ação coletiva.

    Raiane Azevedo
    Thaís Ellen S. Rodrigues
    Ministério da Saúde

  • Brasil e China debatem oportunidades para fortalecer produção de medicamentos e vacinas

    A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, recebeu na última quinta-feira (22/01), em Brasília, uma comitiva de representantes da empresa Sinopharm, considerada o maior conglomerado farmacêutico estatal da China e um dos principais grupos globais do setor. A pauta do encontro incluiu a identificação de oportunidades estratégicas de cooperação entre os dois países para impulsionar a produção de medicamentos, vacinas e produtos hemoderivados. 

    “O Brasil tem a China como parceiro estratégico, especialmente no desenvolvimento de tecnologias para a saúde”, afirmou Fernanda De Negri. “Nós queremos fomentar o desenvolvimento tecnológico de novos medicamentos para o Brasil, para garantir o que acho ser o objetivo de ambos os países: a soberania científica e tecnológica na produção de medicamentos”, reiterou. 

    O grupo chinês foi liderado pelo CEO da CNBG (empresa subsidiária da Sinopharm), Huichuang Yang, e contou com integrantes do Beijing Institute of Biological Products (BIBP), unidade vinculada à CNBG, e da East Biotech. 

    Fernanda De Negri esteve acompanhada do secretário adjunto da SCTIE, Eduardo Jorge Valadares Oliveira, responsável por apresentar ao grupo a operacionalização dos programas de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) e de Desenvolvimento e Inovação Local (PDIL). As iniciativas são, atualmente, os principais instrumentos do ministério para fomentar a colaboração com setor privado e instituições de pesquisa, com foco na ampliação do acesso a medicamentos e produtos considerados estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS) e no fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial. 

    Somente na última chamada pública, informou Oliveira, foram recebidos 322 projetos, sendo 147 propostas de projetos para PDPs e 175 para PDIL. “O grande desafio é tentar conjugar plataformas tecnológicas, inovação, complexidade técnica, valor agregado e redução de preços para o SUS”, reforçou. 

    A visita da comitiva é um dos encaminhamentos da atuação feita pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em 2025, quando realizou missões à China para alavancar colaborações em tecnologia entre o Brasil e o país asiático. 

    A reunião contou ainda com a participação do assessor da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para Assuntos Internacionais, João Miguel Estephanio. 

    Roberta Paola
    Ministério da Saúde

  • Curso internacional apresenta o SUS como referência global a estudantes da Universidade de Harvard

    Curso internacional apresenta o SUS como referência global a estudantes da Universidade de Harvard

    Estudantes de diversos países em formação na Universidade de Harvard (EUA) participaram, entre os dias 5 e 23 de janeiro, em Brasília (DF), de curso que teve o Sistema Único de Saúde (SUS) como referência internacional para o desenvolvimento de projetos de saúde pública, promovendo o intercâmbio de conhecimentos e experiências entre diferentes realidades nacionais. O curso foi oferecido pela Harvard T.H. Chan School of Public Health, em parceria com o Ministério da Saúde, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Programa de Estudos do Brasil do David Rockefeller Center for Latin American Studies (DRCLAS), da Universidade de Harvard.

    Ao todo, participam da formação 30 integrantes, sendo 15 representantes da Universidade de Harvard e 15 profissionais brasileiros. Esta é a 18ª edição realizada no Brasil, após experiências anteriores em cidades como São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro, Curitiba, Fortaleza e Manaus. 

    O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, ministrou a aula introdutória sobre o Sistema Único de Saúde e acompanhou toda a iniciativa.  Para ele, a integração entre conhecimento científico, formulação de políticas públicas e a realidade vivida pelas comunidades fortalece o papel do Brasil no cenário internacional da saúde. “Essa iniciativa reforça o SUS como referência global em políticas públicas de saúde e evidencia a força da articulação entre universidades e instituições governamentais na formação de lideranças comprometidas com a equidade, a ciência e o cuidado com a população”, afirmou.

    O curso também contou com aulas das secretárias Mariângela Simão, da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVSA), e Ana Estela Haddad, da Secretaria de Informação e Saúde Digital (Seidigi); além da diretora de programas da Secretaria Executiva, Luiza Fernandes; do diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti Fernandes; da diretora do Departamento de Atenção Primária à Saúde Indígena (DAPSI), Putira Sacuena;  do diretor do Departamento de Atenção ao Câncer (DECAN), José Barreto Campello Carvalheira; e do diretor do Departamento de Monitoramento, Avaliação e Disseminação de Informações Estratégicas em Saúde (DEMAS), Paulo Sellera.

    A edição de 2026 está estruturada em cinco eixos temáticos: governança do Ministério da Saúde, com ênfase no fortalecimento do Programa Agora Tem Especialistas; saúde na savana tropical; saúde indígena; atenção primária, com foco em imunização; e cuidados especializados, especialmente no tratamento do câncer.

    A médica infectologista da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Eveline Vale, que atua há 20 anos no SUS, foi uma das alunas do curso e destacou que o reconhecimento internacional é uma das motivações para buscar a melhoria contínua. “Essa vivência reforçou ainda mais o orgulho de fazer parte do SUS e do trabalho desenvolvido pelo Ministério da Saúde. Ao comparar diferentes realidades, fica evidente que o Brasil está à frente em áreas como o Programa Nacional de Imunizações, reconhecido como um dos melhores do mundo”, destacou.

    O curso adota uma metodologia de aprendizagem baseada na integração entre conhecimento acadêmico, experiências de campo e vivências pessoais. As atividades incluem palestras, debates, visitas técnicas e trabalhos em grupo, com foco na elaboração de propostas fundamentadas em evidências científicas que possam subsidiar políticas e programas do Ministério da Saúde. Diversos projetos desenvolvidos ao longo das edições anteriores já foram implementados nos territórios onde a formação ocorreu.

    Para a estudante da Universidade de Harvard, Ida Kozuchowska, a imersão permitiu compreender a complexidade e a abrangência do SUS. “O curso me ajudou a entender os desafios e as potencialidades de um sistema que atua em um território tão diverso e extenso. A observação direta de como as pessoas fazem parte dessa estrutura ampliou minha reflexão sobre soluções possíveis para sistemas de saúde complexos”, afirmou.

    Jaciara França
    Ministério da Saúde