Categoria: SAÚDE GOV

  • Xuxa Meneghel estrela campanha nacional de multivacinação e mobiliza o país para o Dia D

    Xuxa Meneghel estrela campanha nacional de multivacinação e mobiliza o país para o Dia D

    “De gotinha em gotinha, a gente consegue mudar o mundo.” É com essa mensagem que a apresentadora Xuxa Meneghel, eterna rainha dos baixinhos, estrela a Campanha Nacional de Multivacinação do Ministério da Saúde e convida o país a participar, neste sábado (18), do Dia D de mobilização, voltado à vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. Neste dia, todas as salas de vacinação estarão abertas. Será o momento ideal para pais e responsáveis atualizarem a caderneta de vacinação dos filhos.

    A campanha segue até o fim de outubro, com todas as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação sendo disponibilizadas gratuitamente ao público. Entre as prioridades estão o resgate de não vacinados contra HPV, febre amarela e sarampo — para pessoas de 12 meses a 59 anos, devido ao surto em países vizinhos e ao risco de reintrodução da doença no Brasil.

    Para facilitar o acesso à informação, pais e responsáveis podem acompanhar a situação vacinal de crianças e adolescentes pelo aplicativo Meu SUS Digital, que oferece alertas de próximas doses, lembretes e atualização em tempo real por meio da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). O sistema permite acompanhar quais vacinas já foram aplicadas e quais ainda precisam ser tomadas.

    Desde 2023, o Ministério da Saúde tem intensificado as campanhas de vacinação e retomado grandes mobilizações nacionais. Para incentivar estados e municípios, mais de R$ 150 milhões foram destinados para reforçar a vacinação em todo o Brasil. A campanha deste ano também  reforça uma mensagem importante: “Vacinar é cuidar de quem você ama.”

    Vacinas disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde do país:

    • BCG
    • Hepatite B
    • Penta (DTP/Hib/HB)
    • Poliomielite inativada
    • Rotavírus
    • Pneumocócica 10-valente (conjugada)
    • Meningocócica C (conjugada) / ACWY (conjugada)
    • Influenza
    • Covid-19
    • Febre amarela
    • Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)
    • Varicela
    • DTP
    • Hepatite A

    Acesse o vídeo da campanha

    Amanda Milan
    Ministério da Saúde

  • Agora Tem Especialistas lança novas carretas da saúde da mulher com oferta de exames e diagnóstico de câncer para quatro estados

    Agora Tem Especialistas lança novas carretas da saúde da mulher com oferta de exames e diagnóstico de câncer para quatro estados

    Com mais seis carretas da saúde da mulher, o programa Agora Tem Especialistas amplia a oferta de consultas, exames, biópsias e diagnósticos de câncer de mama e de colo de útero para pacientes do SUS que estavam à espera de atendimento. Nesta sexta-feira (17), municípios dos estados do Ceará, Paraíba, Paraná e Rondônia recebem as novas unidades móveis de atendimento especializado, que integram as 28 carretas disponibilizadas pelo programa do governo federal neste Outubro Rosa. Elas levarão mais de 130 mil procedimentos a regiões com vazios assistenciais em 22 unidades federativas. 

    Com foco na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de mamao que mais mata mulheres no Brasil e o de colo de útero o quarto que mais leva a óbitos, a oferta do atendimento nas carretas é realizada pelo Ministério da Saúde e pela Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde (AGSUS). Para essa ação, foram investidos R$ 18,9 milhões em recursos federais. Contudo, a definição e o agendamento das pacientes a serem atendidas nas unidades móveis são realizados pelas secretarias estaduais e municipais de saúde, que observam os critérios definidos em suas centrais de regulação.  

    Nosso compromisso é levar resultados concretos para todos os brasileiros, em todas as regiões do país, sem exceção.  Por isso, com as carretas do Agora Tem Especialistas, demos um novo passo nessa jornada, levando atendimento até onde a população está.  Neste Outubro Rosa, 42,5 mil pacientes do SUS serão atendidas dentro das unidades móveis, totalmente estruturadas com equipamentos, insumos e equipes multiprofissionais, destacou o secretário executivo e ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda.  

    As novas carretas, que a partir desta sexta-feira (17) reforçam o atendimento pelo programa, começam a atuar em Russas (CE), Juazeiro do Norte (CE), Campina Grande (PB), Patos (PB), Arapongas (PR) e Porto Velho (RO). Elas se somam a outras 15 que, desde o último dia 10 de outubro, estão funcionando em 13 estados nos municípios de Humaitá (AM), Rio Branco (AC), Macapá (AP), Paulo Afonso (BA), Imperatriz (MA), Juiz de Fora (MG), Diamantina (MG), Campo Grande (MS), Lagarto (SE), Registro (SP), Palmas (TO), Senhor do Bonfim (BA), Japeri (RJ), Garanhuns (PE) e Goiânia (GO). 

    Na próxima semana, mais sete carretas da saúde da mulher devem ampliar a oferta de atendimentos em outros municípios brasileiros pelo programa Agora Tem Especialistas 

    Saúde especializada para todos 

    Equipes formadas por médicos, enfermeiros, técnicos, recepcionistas e agentes do cuidado estão preparadas para atender as pacientes do SUS nas carretas da saúde da mulher. Para prevenção e diagnóstico de câncer de mama, estão disponíveis mamografia e ultrassonografia mamária bilateral; punção de mama por agulha grossa; biópsia/exérese de nódulo de mama; e exame anatomopatológico de mama. Já os procedimentos para rastreamento de câncer de colo do útero, as unidades contam com colposcopia; biópsias e exames anatomopatológicos; procedimentos terapêuticos; entre outros. E para a saúde ginecológica de modo geral, as mulheres têm à disposição ultrassonografia transvaginal e pélvica.   

    O consultório ginecológico das carretas do Agora Tem Especialistas também conta com ambiente climatizado destinado à realização de atendimentos clínicos e procedimentos de diagnóstico; sala de espera externa em tenda climatizada, com capacidade para, no mínimo, 60 pessoas sentadas simultaneamente, TV de 42 polegadas, além de bebedouro com fornecimento de água potável. As carretas têm, ainda, sala de pequenos procedimentos ambulatoriais, central de material esterilizado e sala de acolhimento e pré-exame.  

    Ações para aumentar a capacidade de atendimento do SUS  

    O programa prevê o total de 150 carretas circulando por todo o país até 2026. Essa iniciativa integra os dez eixos do Agora Tem Especialistas, que tem como estratégia central a mobilização de toda a estrutura de saúde do Brasil, a pública e a privada. Além das carretas, estão em andamento outras iniciativas que buscam aumentar a capacidade de o SUS atender a população.   

    Entre elas, destacam-se o reforço de 320 novos médicos especialistas que já estão atendendo a rede pública em 156 municípios (mais profissionais devem atender pelo programa por meio de edital que está aberto); a realização de mutirões com mais de 65,5 mil consultas, exames e cirurgias realizados neste ano (novos mutirões estão previstos); o lançamento do Super Centro para Diagnóstico de Câncer e a aquisição de novos aceleradores lineares, equipamentos usados para tratar a doença (no total, 121 devem ser entregues até o final do próximo ano); a adesão de hospitais privados e filantrópicos para ampliar o atendimento na rede pública; entre outras ações.   

    Talita de Souza 
    Ministério da Saúde 

  • Sífilis tem cura: Ministério da Saúde lança campanha nacional e país registra queda de casos

    Sífilis tem cura: Ministério da Saúde lança campanha nacional e país registra queda de casos

    O Ministério da Saúde lançou, nesta quinta-feira (16), a Campanha Nacional de Enfrentamento à Sífilis, com o tema “Sífilis tem cura – Faça o teste, trate-se e previna-se”. A mobilização reforça a importância da prevenção, testagem, diagnóstico e tratamento, todos disponíveis gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).

    Junto à campanha, foi divulgado o Boletim Epidemiológico de Sífilis 2025, que aponta redução dos casos em todo o país. Nos últimos três anos, o Brasil registrou 2.093 casos a menos da doença. O boletim também indica estabilidade nas taxas de detecção de sífilis adquirida e em gestantes, sinalizando um controle progressivo da infecção em nível nacional.

    Em 2024, foram notificados 256 mil casos de sífilis adquirida, 89 mil em gestantes e 24 mil casos de sífilis congênita, com 183 óbitos. Apesar dos números expressivos, os dados mostram avanços significativos, resultado do trabalho integrado entre vigilância, atenção primária, maternidades, estados e municípios, além da mobilização da sociedade civil, profissionais de saúde e comunidade científica.

    “A sífilis é uma infecção prevenível, tratável e curável. O desafio é garantir o diagnóstico precoce e o tratamento oportuno, especialmente entre gestantes durante o pré-natal. Os dados mostram que estamos avançando e que o trabalho conjunto está salvando vidas”, destaca Pâmela Cristina Gaspar, coordenadora-geral de Vigilância das Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde.

    A campanha tem como público principal jovens de 15 a 30 anos, gestantes e suas parcerias sexuais, e utiliza linguagem leve e acessível para incentivar o autocuidado e a prevenção. A iniciativa acontece em um momento estratégico, marcando o Outubro Verde, mês dedicado à mobilização nacional pela prevenção, diagnóstico e tratamento da sífilis.

    Durante todo o mês, o Ministério promove webinários abertos ao público, sempre às quartas-feiras, a partir das 10h30, abordando temas como diagnóstico, manejo clínico, prevenção e vigilância. Todas as transmissões ficam disponíveis para acesso.

    Ações de controle já adotadas no Brasil

    Para ampliar o diagnóstico, o Ministério da Saúde expandiu o acesso ao Teste Rápido Combo HIV/Sífilis, que identifica simultaneamente as duas infecções. Em 2025, a oferta aumentou em mais de 40%, totalizando 6,5 milhões de unidades, com investimento de R$ 9,2 milhões. O exame é simples, rápido e gratuito, e permite o início imediato do tratamento — essencial para interromper a transmissão, inclusive durante a gestação.

    Outras iniciativas, como o Programa Brasil Saudável e o Pacto Nacional pela Eliminação da Transmissão Vertical de HIV, Sífilis, Hepatite B e Doença de Chagas, reforçam o compromisso do país em eliminar a sífilis congênita até 2030.

    Por meio da Certificação da Eliminação e do Selo de Boas Práticas Rumo à Eliminação da Transmissão Vertical de HIV e/ou Sífilis, já foram reconhecidos 71 municípios, sendo 13 com selo bronze, 45 com selo prata, 10 com selo ouro e 3 com a certificação de eliminação da sífilis congênita.

    Conheça a campanha

    Acesse o Boletim Epidemiológico de Sífilis 2025 

    João Moraes
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde reforça parceria público-privada para ampliar acesso ao SUS

    Ministério da Saúde reforça parceria público-privada para ampliar acesso ao SUS

    O secretário-executivo e ministro em exercício da Saúde, Adriano Massuda, afirmou nesta quarta-feira (15), durante a abertura do Congresso Nacional de Hospitais Privados (Conahp), em São Paulo, que a prioridade da pasta é implementar o programa Agora Tem Especialistas em todo o país. A iniciativa tem por objetivo ampliar o acesso da população a serviços especializados de saúde e diminui o tempo de espera para atendimento no SUS. 

    “A prioridade que o governo do presidente Lula deu à saúde garantiu que, no ano passado, atingíssemos um recorde histórico no número de cirurgias eletivas realizadas no país: 14 milhões, um aumento de 40% em relação ao último ano do governo anterior”, afirmou Massuda. 

    O ministro ressaltou o histórico de parcerias público-privadas, como o Programa Farmácia Popular e o Proadi-SUS (com hospitais filantrópicos de excelência), e classificou o programa Agora Tem Especialistas como a maior expressão dessas parcerias nos 35 anos de história do SUS. “O programa abre a perspectiva de um credenciamento universal de serviços e de criar uma moeda para o SUS, que é o pagamento de serviços por meio de tributos federais, antigos, na forma de dívida, ou futuros”, explicou. 

    O Agora Tem Especialistas se estrutura em eixos principais: aproveitamento da capacidade instalada, uso de estruturas públicas e privadas já existentes e novos modelos de financiamento e credenciamento; envio de equipes volantes de especialistas, que atendem regiões com estrutura física, mas sem profissionais; e a utilização de unidades móveis, as chamadas carretas do SUS, voltadas especialmente à saúde da mulher, oferecendo exames preventivos e pequenos procedimentos em locais sem infraestrutura ou equipes fixas. 

    Massuda explicou que o programa contempla ações de formação e contratação de profissionais, incluindo a criação de 3 mil novas bolsas de residência médica e multiprofissional, e depende de um sistema de informação robusto para aprimorar a gestão e a eficiência na aplicação dos recursos. Ele ressaltou também a importância de aperfeiçoar o financiamento do SUS, lembrando que as emendas parlamentares já representam cerca de 12% do orçamento do Ministério da Saúde, o equivalente a R$ 240 bilhões, e defendeu a criação de regras mais claras para garantir o uso estratégico desses valores.  

    “O Ministério da Saúde projeta um futuro baseado na ampliação do acesso, no fortalecimento da atenção primária, na digitalização e integração dos sistemas, na redução das desigualdades regionais e na modernização da gestão, com foco em eficiência, equidade e sustentabilidade do SUS”, destacou. 

    FIIS-Saúde

    Durante a abertura do evento, o ministro reforçou o lançamento do Fundo de Investimentos em Infraestrutura de Saúde (FIIS-Saúde), criado pelo governo federal para ampliar e modernizar a rede pública de saúde e educação. O programa disponibilizará R$ 20 bilhões em crédito subsidiado para financiar obras, aquisição de equipamentos e veículos. 

    Operado pelo BNDES, o FIIS-Saúde oferece juros reduzidos e carência de dois anos para governos estaduais e municipais, além de contemplar o setor privado que atua em parceria com o SUS. “São recursos destinados à construção e à compra de equipamentos, que vão impulsionar a modernização da nossa capacidade tecnológica”, explicou Massuda. O período de inscrições já está aberto e segue até 7 de novembro de 2025.  

    Participação do Ministério da Saúde no Conahp 

    Outros representantes do Ministério da Saúde também estão presentes em diferentes painéis ao longo do evento, abordando temas como políticas de inovação e incorporação de terapias celulares e genéticas, formação médica e o uso do Acordo de Compartilhamento de Riscos (ACR) para terapias gênicas no SUS.  

    Conahp 

    O Congresso Nacional de Hospitais Privados (Conahp) é um dos principais eventos do setor de saúde no Brasil. Organizado pela Associação Nacional de Hospitais Privados (ANAHP), o congresso reúne gestores, profissionais, autoridades e especialistas para discutir os desafios e inovações na gestão hospitalar e na assistência à saúde. 

    A programação aborda temas como sustentabilidade, tecnologia, qualidade assistencial, políticas públicas e regulação, funcionando como um espaço de troca de experiências, networking e divulgação de iniciativas. Reconhecido como um dos maiores fóruns de debate da saúde privada no país, o Conahp tem como objetivo fortalecer a integração entre os diferentes atores do sistema de saúde e promover o desenvolvimento de práticas mais eficientes e sustentáveis. 

  • Padilha visita hospital inteligente em Xangai e reforça cooperação Brasil-China na área da saúde

    Padilha visita hospital inteligente em Xangai e reforça cooperação Brasil-China na área da saúde

    Em missão oficial à China, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou nesta quarta-feira (15) a unidade hospitalar de Zhongshan, associada à Universidade Fudan, em Xangai. A instituição é referência internacional em tecnologia e inovação, sendo considerada um dos principais hospitais inteligentes do país asiático, com ampla aplicação de inteligência artificial e sistemas integrados de monitoramento de pacientes.

    “Estamos desenvolvendo, com apoio de instituições chinesas e do Banco dos BRICS, projetos para implantação de hospitais inteligentes no Brasil. A experiência que vimos aqui reforça nosso compromisso em levar tecnologia e inovação ao SUS”, declarou Padilha.

    A visita integra a agenda de quatro dias do ministro, marcada por encontros estratégicos com autoridades chinesas e representantes do setor de inovação em saúde. Padilha destacou que o Brasil e a China vivem um dos momentos mais promissores de sua relação bilateral, com foco em um futuro compartilhado mais justo e sustentável, conforme definido em recentes encontros entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Xi Jinping.

    Durante a missão, Padilha se reuniu com o ministro da Saúde da China, Li Haichao. No encontro, foram reafirmados quatro eixos prioritários de cooperação entre os dois países: fortalecimento da Organização Mundial da Saúde (OMS) e das políticas de saúde global; atuação conjunta nos BRICS, com foco nos determinantes sociais da saúde; participação coordenada na Coalizão de Saúde do G20, liderada pelo Brasil; e promoção da inovação tecnológica para reduzir desigualdades em saúde.

    “Brasil e China compartilham a visão de que a saúde é estratégica para a construção de um futuro mais justo e sustentável. Garantir acesso a medicamentos, terapias e tecnologias é uma das formas mais eficazes de combater desigualdades”, afirmou o ministro.

    Produtos médicos

    O ministro brasileiro também participou de agenda com a Administração Nacional de Produtos Médicos da China, responsável pela certificação de equipamentos e tecnologias em saúde, com o objetivo de facilitar processos de transferência tecnológica e cooperação regulatória entre os dois países.

    Outro tema de destaque foi a integração da medicina tradicional chinesa às práticas brasileiras de promoção da saúde. O ministro anunciou que o Brasil sediará, em novembro, o Congresso Internacional de Medicina Integrativa, que contará com uma delegação chinesa. 

    Edjalma Borges
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde seleciona 300 projetos para o programa Vivências no SUS

    Trezentos projetos que estimulam experiências formativas para estudantes, docentes, trabalhadores da saúde e representações da sociedade civil serão selecionados para o programa Vivências no SUS, a fim de promover a integração ensino-serviço-comunidade no sistema público de saúde. O edital, que irá selecionar os projetos, é fruto da parceria entre Ministério da Saúde, Associação da Rede Unida e Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e vai alcançar mais de 42 mil pessoas de todo o país. O lançamento da chamada pública foi feito hoje (15) no Dia do Professor, na Universidade de Brasília (UnB) – Campus Ceilândia.

    A iniciativa tem o objetivo de aprimorar a formação de profissionais da saúde, alinhando às demandas do SUS, por meio da promoção de práticas colaborativas, do trabalho em equipe e da equidade nos serviços de saúde. O programa também busca consolidar modelos assistenciais inovadores e contribuir para o fortalecimento do SUS em todo o território nacional, além de aproximar os participantes da realidade do sistema de saúde. Dessa forma, promovendo uma atuação mais humanizada, crítica e comprometida com a melhoria contínua da saúde pública.

    De acordo com o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, o Vivências no SUS demonstra o compromisso do governo federal com o fortalecimento do Sistema Único de Saúde. “O desenvolvimento do programa tem como foco principal despertar nos participantes — os chamados viventes — o engajamento em defesa de um sistema de saúde público, universal e equânime. Ao promover essa consciência crítica, buscamos formar sujeitos comprometidos com a transformação social e a consolidação da área da saúde”, pontuou.

    O escopo do programa irá contemplar modalidades de participação: estudantes e residentes; docentes; trabalhadoras e trabalhadores da saúde, gestoras e gestores; além de representantes dos movimentos sociais. Essa diversidade enriquece o processo formativo e reforça o compromisso do Ministério da Saúde com uma sociedade mais justa e com um SUS cada vez mais forte.

    Como funciona?

    As vivências serão realizadas no formato de imersão, em que o grupo de participantes se reúne no local previamente definido e fica integralmente disponível às atividades teórico-práticas-reflexivo-vivenciais. Os cenários para essas vivências serão estabelecidos em edital e podem ser estabelecimentos de saúde na Atenção Primária, Atenção Especializada, Atenção Hospitalar, Gestão, Vigilância, Conselhos de Saúde, comunidades especificas dos territórios, entre outros.

    Victor Almeida
    Ministério da Saúde

  • Brasil e China assinam acordo inédito para tratamentos oncológicos e doenças autoimunes

    Brasil e China assinam acordo inédito para tratamentos oncológicos e doenças autoimunes

    Desenvolver pesquisas e produtos para tratamento de cânceres, diabetes, obesidades e doenças autoimunes no Sistema Único de Saúde (SUS), além de reforçar estudos clínicos no Brasil. Com esses objetivos, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou, nessa terça-feira (14), Memorando de Entendimento (MoU) com a biofarmacêutica chinesa Gan & Lee Pharmaceuticals e a Fiocruz. 

    “Há um grande empenho dos governos do Brasil e da China para que essa parceria estratégica entre a Fiocruz, a Biomm e a Gan & Lee seja produtiva, capaz de gerar conhecimento conjunto e garantir mais medicamentos ao povo brasileiro”, afirmou Padilha, que também convidou o CEO da empresa, Wei Chen, a visitar o Brasil ainda este ano, reforçando a aproximação entre as autoridades sanitárias e o setor produtivo.  

    Em resposta, Wei Chen disse que o acordo simboliza um novo patamar de cooperação tecnológica. “Acreditamos que este projeto será um modelo de colaboração internacional, capaz de incentivar novas alianças entre empresas chinesas e brasileiras e, principalmente, de contribuir para que mais pacientes tenham acesso a terapias seguras e modernas. Recebo com honra o convite do ministro Padilha e espero aprofundar nossa parceria científica e tecnológica”, declarou. 

    Um exemplo do acordo é desenvolver pesquisas e medicamentos análogos ao hormônio GLP-1 produzido naturalmente no intestino que ajuda a regular o apetite, a glicose no sangue e a saciedade. Esses medicamentos imitam o hormônio para o tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade.  

    Insulina glargina  

    O MoU é uma ampliação da parceria firmada entre o Ministério da Saúde e a empresa chinesa em setembro deste ano para viabilizar a produção nacional da insulina glargina, de ação prolongada e usada no tratamento do diabetes tipo 1 e 2. A parceria reúne Bio-Manguinhos (Fiocruz), Biomm e a Gan & Lee, com previsão inicial de produzir 20 milhões de frascos para abastecimento do SUS. 

    O acordo faz parte da agenda de fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) e estabelece transferência de tecnologia e cooperação científica. A parceria é estratégica para reduzir a dependência externa de insulinas e ampliar a oferta do medicamento no sistema público de saúde. 

    A produção será escalonada: inicialmente, o envase e a rotulagem ocorrerão no Brasil sob supervisão da Biomm, com uso de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) importado da Gan & Lee. Em etapa posterior, o IFA passará a ser fabricado no país, no Centro Tecnológico em Insumos Estratégicos (CTIE) da Fiocruz, em Eusébio (CE). 

     Alguns dos objetivos do MoU são: 

    • Redução gradual da dependência de importações, ao migrar da importação de IFA para produção nacional — decisões que impactam a balança comercial e a segurança de abastecimento; 

    • Fortalecimento da cadeia nacional de insumos estratégicos, com efeitos multiplicadores em fornecedores, logística, insumos químicos e biotecnologia. 

    • Potencial de economia para o SUS, caso a produção nacional reduza custos logísticos e de importação, além de mitigar flutuações cambiais que afetam o custo dos medicamentos importados; 

    • Relevância política e simbólica, na medida em que marca uma virada estratégica do governo brasileiro rumo à autossuficiência tecnológica no setor saúde. 

    A vice-presidente da Fiocruz, Priscila Ferraz, também assinou o acordo. “Este MoU amplia possibilidades de tratamento de doenças importantes para a saúde pública como cânceres e doenças autoimunes, ao mesmo tempo que reforça a nossa parceria com a empresa. A insulina glargina já é utilizada na China há mais de 20 anos e essa cooperação abre novas possibilidades de desenvolvimento tecnológico e de estudos clínicos”, destacou. 

    Comercializada em mais de 30 países, a insulina glargina da Gan & Lee — biossimilar da Lantus (Sanofi) — deve impulsionar a produção local de medicamentos estratégicos, reduzir custos cambiais e logísticos e estimular novas cadeias regionais de biotecnologia. 

    Edjalma Borges e Rafael Ely 
    Ministério da Saúde

  • Brasil registra 41 casos confirmados de intoxicação por metanol após consumo de bebidas alcoólicas

    Brasil registra 41 casos confirmados de intoxicação por metanol após consumo de bebidas alcoólicas

    O Ministério da Saúde atualiza, nesta quarta (15), o número de notificações de intoxicação por metanol após consumo de bebida alcoólica. Até o momento, 148 notificações foram registradas, sendo 41 casos confirmados e 107 em investigação. Outras 469 notificações foram descartadas. 

    O estado de São Paulo concentra 60,81% das notificações, com 33 casos confirmados e 57 ainda em investigação.  

    Até a última atualização, apenas os estados de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul haviam registrado casos confirmados. Agora, o estado de Pernambuco também confirmou casos por esse tipo de intoxicação. Com isso, os números de casos confirmados são: 33 em SP, 4 no PR, 3 em PE e 1 no Rio Grande do Sul. 

    Em relação aos casos em investigação, São Paulo investiga 57, Pernambuco (31), Rio de Janeiro (6), Mato Grosso do Sul (4), Piauí (3), Rio Grande do Sul (3), Alagoas (1), Goiás (1) e Paraná (1). 

    Em relação aos óbitos, 6 foram confirmados no estado de São Paulo e 2 em Pernambuco. Outros 10 seguem em investigação, sendo 4 em SP, 3 em PE, 1 no MS, 1 na PB e 1 no PR. 

    Atualização 

    A atualização das notificações de intoxicação por metanol, decorrentes do consumo de bebidas alcoólicas, será realizada nos dias de funcionamento da Sala de Situação — segundas, quartas e sextas-feiras —, após às 17h. 

    Acesse os dados completos

    Ministério da Saúde

  • Reunião nacional reforça estratégias de controle da tuberculose no Brasil

    Para fortalecer as ações de eliminação da tuberculose enquanto problema de saúde pública no Brasil, o Ministério da Saúde (MS) realizou, nesta terça-feira (14), a Reunião de Coordenações Estaduais de Tuberculose, em Brasília (DF). O encontro reuniu gestores, técnicos e parceiros institucionais das 27 unidades federativas para alinhar estratégias, compartilhar resultados e debater os desafios no enfrentamento da doença. Entre as principais metas do País até 2030 estão: reduzir o coeficiente de incidência para menos de 10 casos por 100 mil habitantes, limitar o número de óbitos a menos de 230 ao ano e zerar os custos para as famílias afetadas pela doença.

    A programação do encontro foi dividida em três blocos temáticos com foco em Gestão e Vigilância, Tratamento Preventivo da Tuberculose (TPT) e Tuberculose Drogarresistente (TBDR). As palestras e diálogos abordaram o panorama epidemiológico da doença, o monitoramento das ações, os avanços no tratamento preventivo e a importância do diagnóstico oportuno dos casos de TBDR. Compuseram a mesa de abertura o secretário-adjunto da SVSA, Fabiano Pimenta; a coordenadora-geral de Vigilância da Tuberculose, Micoses Endêmicas e Micobactérias Não Tuberculosas, Fernanda Dockhorn; e o consultor nacional da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), Kleydson Andrade.

    Na oportunidade, foi realizada a Cerimônia de Reconhecimento do Alcance de Metas 2025, com a entrega dos certificados aos estados e municípios que apresentaram melhor desempenho nas ações de vigilância, tratamento e controle da doença em indicadores estratégicos de prevenção, cura de casos novos, diagnóstico e co-infecção TB-HIV. Os destaques foram o estado de São Paulo, certificado como a unidade federativa com maior percentual de municípios que alcançaram algum indicador estratégico, o município de Mauá (SP) e a capital Macapá (AP) que alcançaram a maior proporção de cura de casos novos de tuberculose, com 84,1% e 79,1% respectivamente. Outros 11 municípios de grande porte, 8 capitais e 7 estados também foram certificados. 

    Metas para eliminação da doença no Brasil

    Em sua fala, Fabiano Pimenta destacou a importância do que chamou de “papel indissociável dos estados diante dos municípios” no apoio à eliminação da tuberculose, bem como na disseminação das boas experiências de gestão. “Esse encontro tem um significado importante de fortalecer parcerias e reafirmar o compromisso brasileiro na eliminação da tuberculose como problema de saúde pública até 2030. Só conseguiremos alcançar os objetivos estabelecidos para a meta principal, se houver sinergia de esforços entre governo, entes federados, sociedade civil e todos os atores envolvidos”, declarou.

    Fernanda Dockhorn reconheceu o trabalho realizado pelos coordenadores estaduais e enfatizou que o alvo é a prevenção, o diagnóstico precoce e a cura da doença. “Nosso foco não é apenas mudar os números em si, mas melhorar a vigilância e atenção. Queremos parabenizá-los pelo empenho, pois precisamos analisar o que é necessário melhorar, mas, também, valorizar nossos ganhos nessa trajetória de desafios. Sabemos que não é fácil, mas estamos juntos e empenhados pensando em estratégias para que a cura aconteça em todos os estados e municípios”, disse.

    O representante da Opas concordou com a exposição da coordenadora e falou sobre o impacto da vigilância em saúde e do tratamento eficaz na vida das pessoas. “O cenário tem sido, principalmente nos últimos anos, bastante desafiador, mas é importante nos atentarmos aos progressos que tivemos em várias localidades, pois temos realizado um trabalho que está sendo refletido positivamente na ponta, no dia a dia das populações”, argumentou Kleydson Andrade. 

    Os participantes também discutiram temas como o fornecimento de medicamentos e insumos, a Portaria de Incentivo financeiro e os recursos destinados, além da elaboração da terceira fase do Plano Nacional de Controle da Tuberculose. O cronograma incluiu, ainda, a apresentação da Agenda Nacional Prioritária para o Enfrentamento do HIV/AIDS, Tuberculose, Hepatites Virais, HTLV, Sífilis e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis em Mulheres Vulnerabilizadas.

    O encerramento foi conduzido pela coordenadora-geral, Fernanda Dockhorn, que reforçou o compromisso do Ministério da Saúde no aprimoramento das políticas públicas e das ações integradas de vigilância, prevenção e cuidado no enfrentamento da tuberculose.  

    Cenário no Brasil e no mundo 

    A tuberculose (TB) representa um desafio importante para a saúde pública em diversos países, incluindo o Brasil. Apesar de ser uma doença tratável e curável, permanece como uma das principais causas de morbidade e mortalidade na população. Em 2023, conforme relatório global publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a TB voltou a ser a principal causa de morte por um único agente infeccioso no mundo, superando a Covid-19. Nesse mesmo ano, estimou-se que, mundialmente, 10,8 milhões de pessoas adoeceram por TB e 1,25 milhão morreram devido à doença. 

    O Brasil e o Peru são os únicos países da região das Américas que constam nas listas de países de alta carga da OMS, mas, apenas o Brasil está incluído em duas listas, a de alta carga de TB e de coinfecção TB-HIV. A tuberculose é uma doença com forte componente de determinação social, por isso, situações como insegurança alimentar, condições inadequadas de moradia, contextuais, como as desigualdades sociais e econômicas, além do estigma e discriminação, influenciam diretamente a distribuição e o controle da doença. Isso ocorre, principalmente, entre populações em situação de maior vulnerabilidade, como pessoas em situação de rua, privadas de liberdade, indígenas e imigrantes, resultando em mais de 80 mil casos novos e 6 mil mortes anuais. As informações estão disponíveis na edição de março do Boletim Epidemiológico de 2025.

    A doença

    A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível, causada pelo Mycobacterium tuberculosis, também conhecido como bacilo de Koch e afeta, prioritariamente, os pulmões (forma pulmonar), embora possa acometer outros órgãos e/ou sistemas. A forma extrapulmonar, que atinge outros órgãos que não o pulmão, ocorre mais frequentemente em pessoas vivendo com o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), especialmente aquelas com comprometimento imunológico. 

    Os principais sintomas são tosse por três semanas ou mais, febre vespertina, sudorese noturna e emagrecimento. A transmissão se dá por via respiratória, por meio de fala, tosse ou espirro. A doença tem cura quando o tratamento, que geralmente dura, no mínimo seis meses, é realizado de forma adequada até o final. O serviço é gratuito e está disponível, exclusivamente, no Sistema Único de Saúde. No esquema básico de tratamento são utilizados quatro medicamentos: rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol. 

    Para saber mais detalhes a respeito, acesse o glossário “Saúde de A a Z”, do Ministério da Saúde, e confira a página sobre tuberculose

    Suellen Siqueira
    Ministério da Saúde 

  • Incentivo inédito de R$ 113 milhões vai expandir e fixar residentes em saúde  nas áreas estratégicas para o SUS

    Incentivo inédito de R$ 113 milhões vai expandir e fixar residentes em saúde nas áreas estratégicas para o SUS

    Para expandir e fixar residentes em saúde nas áreas estratégicas para o Sistema Único de Saúde (SUS), o Ministério da Saúde irá disponibilizar incentivo financeiro de R$ 113,2 milhões para serem executados entre 2025 e 2026, a fim de valorizar de forma inédita preceptores, tutores e coordenadores, estimulando a excelência no ensino em serviço. O investimento, instituído pela portaria GM/MS nº 8.403/2025, por meio da iniciativa Mais Residências, foi anunciado pela pasta, nessa terça-feira (14), durante reunião extraordinária da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), em Brasília/DF.

    A ação também busca fortalecer a formação em especialidades prioritárias para o SUS, com enfoque na atenção especializada, de modo a qualificar residentes e preceptores, ampliando a inovação e a excelência no ensino em serviço. Dessa forma, contribuirá para a construção de um sistema de saúde mais resolutivo, equitativo e eficiente, além de garantir a oferta de residências em saúde em regiões com menos especialistas.

    “O compromisso do governo federal é fortalecer a formação em saúde onde ela se faz mais necessária. Com essa iniciativa inédita e histórica, reconhecemos o papel fundamental dos profissionais que orientam e acompanham os residentes, garantindo mais qualidade e resolutividade no sistema público de saúde”, destacou o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço.

    O incentivo financeiro para residência médica será feito por meio de bolsas de R$ 4 mil, destinadas a coordenadores de programa e preceptores. Já na residência em área profissional da saúde, o incentivo financeiro será no valor de R$ 3 mil para coordenadores e preceptores. Já o valor destinado aos tutores será de R$ 2 mil.

    Bolsa Formação

    Também será ofertada bolsa-formação complementar a estudantes de residência de quatro áreas com escassez de profissionais: residência médica em radioterapia e patologia no valor de R$ 4 mil; e residência em área profissional da saúde em física médica e enfermagem obstétrica no montante de R$ 3 mil. Essas bolsas específicas visam incentivar a formação de especialistas em áreas estratégicas para o fortalecimento do SUS.

    Maior oferta de bolsas de residências da última década 

    Outra estratégia para ampliar o número de profissionais especialistas no país é o programa Agora Tem Especialistas, que abriu 4 mil bolsas de residências, sendo 3 mil para residência médica em especialidades como anestesiologia, radiologia e cirurgia oncológica, além de 1 mil bolsas para residência em área profissional da saúde que abrangem especialidades da saúde da mulher, saúde mental, enfermagem obstétrica, dentre outras. 

    As inscrições para as instituições interessadas em formar os residentes médicos e os residentes em área profissional da saúde estão abertas até 20 de outubro. Essa é a maior concessão de bolsas já ofertada pelo Ministério da Saúde dos últimos dez anos. Somente em 2025, serão investidos R$ 1,8 bilhão em programas de residência, um acréscimo de 32% em relação a 2023.

    Victor Almeida
    Ministério da Saúde