Categoria: SAÚDE GOV

  • Ministério da Saúde intensifica vigilância de casos de gripe e reforça importância da vacinação

    Ministério da Saúde intensifica vigilância de casos de gripe e reforça importância da vacinação

    O Ministério da Saúde intensificou as ações de vigilância da Influenza A (H3N2), em especial do subclado K, que, na América do Norte, tem sido mais frequente em países como Estados Unidos e Canadá. A medida ocorre em resposta ao alerta epidemiológico emitido pela Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), que aponta aumento de casos e de internações por gripe em países do hemisfério norte associados a esse vírus, incluindo países da Europa e da Ásia.

    No Brasil, até o momento, foram identificados quatro casos do subclado K: um importado, no Pará, associado a viagem internacional, e três no Mato Grosso do Sul, que seguem em investigação para confirmação da origem. A amostra do caso do Pará foi analisada pela Fiocruz/RJ, laboratório de referência nacional, enquanto as amostras do Mato Grosso do Sul foram processadas pelo Instituto Adolfo Lutz (SP). Nas duas situações, os Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen) dos respectivos estados identificaram a presença do vírus e enviaram para os laboratórios de referência nacional para sequenciamento, conforme os protocolos da vigilância.

    A vigilância da influenza é feita a partir do monitoramento contínuo de casos de síndrome gripal e de síndrome respiratória aguda grave (SRAG). Além disso, as ações incluem identificação e diagnóstico precoces, investigação e notificação imediata de eventos respiratórios incomuns, além do fortalecimento das medidas de prevenção e do acesso a vacinas e antivirais para grupos de risco.

    As vacinas disponibilizadas pelo SUS protegem contra formas graves da gripe, inclusive as causadas pelo subclado K. Os grupos mais vulneráveis ao vírus são os mesmos já contemplados como prioritários na campanha de vacinação. A hesitação vacinal, cenário observado em países do América do Norte, contribui para a maior circulação do vírus, especialmente em contextos de baixa adesão à imunização.

    Além da imunização, o SUS oferece gratuitamente antiviral específico para o tratamento da gripe, indicado principalmente para os públicos prioritários, como estratégia complementar para reduzir o risco de agravamento dos casos. Aderir à vacinação é a principal forma de prevenir casos graves e reduzir hospitalizações.

    Entenda o subclado K

    A gripe é causada pelo vírus influenza, sendo o tipo A o mais frequentemente associado a surtos e a quadros de maior gravidade. O subclado K corresponde a uma variação genética da Influenza A (H3N2) e não se trata de um vírus novo.

    Até o momento, não há evidências de que essa variante esteja relacionada a maior gravidade dos casos. O que se observa é uma circulação mais intensa e antecipada em relação ao padrão esperado no hemisfério norte, o que resulta, consequentemente, em um aumento do número de internações.

    Os sintomas são os já conhecidos da doença, como febre, dor no corpo, tosse e cansaço, com atenção para sinais de agravamento, como falta de ar e piora rápida do quadro.

    A vacinação ofertada anualmente em todo o país é a principal forma de evitar casos graves e hospitalizações. Também são recomendadas medidas como o uso de máscara por pessoas com sintomas, higienização das mãos e ventilação adequada dos ambientes.

    Cenário epidemiológico

    Em 2025, o Brasil registrou um comportamento fora do padrão do vírus Influenza A (H3N2), com aumento de casos no segundo semestre, antes mesmo da identificação do subclado K no país. Esse movimento começou na região Centro-Oeste e, na sequência, se espalhou para estados de outras regiões. No momento, as regiões Centro-Oeste e Sudeste já apresentam queda nos casos de SRAG associados à Influenza, enquanto Norte e Nordeste ainda registram tendência de crescimento.

    No âmbito internacional, segundo a OPAS, o subclado K tem apresentado crescimento acelerado na Europa e em diversos países da Ásia, onde já representa parcela significativa das amostras de Influenza A (H3N2) analisadas. Na América do Norte, Estados Unidos e Canadá também registram aumento sustentado da circulação do vírus. Até o momento, não há evidências de padrão semelhante na América do Sul.

    O acompanhamento do cenário internacional integra as avaliações semanais do Ministério da Saúde e é divulgado no Informe Epidemiológico Semanal da Vigilância das Síndromes Gripais, que reúne dados sobre influenza, covid-19 e outros vírus respiratórios de relevância em saúde pública.

    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde leva carreta oftalmológica do Agora Tem Especialistas para o município de Teixeira de Freitas (BA)

    Ministério da Saúde leva carreta oftalmológica do Agora Tem Especialistas para o município de Teixeira de Freitas (BA)

    Na terceira rodada de deslocamento das carretas de saúde do programa Agora Tem Especialistas, o município de Teixeira de Freitas (BA) recebe, pela primeira vez, uma unidade móvel de saúde oftalmológica do governo federal, que vai prestar atendimento médico especializado para a população de 12 municípios do extremo sul da Bahia, desde a avaliação inicial oftalmológica até a realização das cirurgias de catarata com implantação de lente intraocular dobrável e também o reposicionamento de lente intraocular. 

    A carreta oftalmológica do Ministério da Saúde em Teixeira de Freitas atua para desafogar a demanda reprimida por atendimentos médicos de saúde ocular, ampliar o acesso aos serviços especializados e reduzir o tempo de espera por cirurgias de catarata da região do extremo sul do estado, a principal causa de perda visual reversível no país.    

    Totalmente estruturada com consultórios médicos e salas de cirurgia, a unidade móvel de saúde oftalmológica, que também realiza mapeamento de retina e ultrassom ocular, está posicionada em frente à Policlínica Regional de Teixeira de Freitas. 

    Os atendimentos são feitos por meio de agendamento realizado pela secretaria municipal de saúde dos pacientes do SUS que aguardam o serviço. Além de Teixeira de Freitas, pacientes de Alcobaça, Caravelas, Ibirapuã, Itamaraju, Itanhém, Jucuruçu, Lajedão, Medeiros Neto, Nova Viçosa, Prado e Vereda também serão beneficiados nos mais de 30 dias que a carreta permanecerá no município.  

    Na Bahia, outras duas carretas de saúde da mulher estão realizando atendimentos em Abaré e Juazeiro, após terem permanecido por um ciclo de 30 dias em Paulo Afonso e Senhor do Bonfim. 

    Agora Tem Especialistas: assistência especializada em todo o território nacional 

    As 41 carretas do Agora Tem Especialistas levam atendimentos de saúde da mulher, oftalmológicos e de exames de imagem até regiões onde a população enfrenta dificuldades de acesso aos cuidados médicos especializados, pouca oferta de serviços e de estrutura de saúde e alta demanda por assistência especializada, apontada pelos municípios.  

    As unidades móveis começaram a atuar no Outubro Rosa e, desde então, vêm aumentando em número progressivamente e desafogando a demanda reprimida. Oito municípios tiveram a fila zerada para diagnóstico de câncer de mama, exames ginecológicos e oftalmologia: Ceilândia (DF), Patos (PB), Arapongas (PR), Humaitá (AM), Japeri (RJ), Santana do Ipanema (AL) e Garanhuns (PE). 

    Até o final de 2026, o país contará com 150 unidades em funcionamento em locais de difícil acesso, com alta demanda e pouca estrutura de saúde. Cada uma permanece nos territórios por pelo menos 30 dias.   

    As 33 carretas de saúde da mulher oferecem consultas especializadas, mamografias, ultrassonografias pélvicas e transvaginais, colposcopia e até biópsias para diagnosticar precocemente o câncer de colo de útero e de mama.  

    Outras cinco carretas são especializadas em exames de imagem, como tomografias e ultrassonografia mamária bilateral, além de punção de mama por agulha grossa, biópsia/exérese de nódulo de mama e exame anatomopatológico de mama, que são fundamentais para o diagnóstico precoce de doenças e para auxiliar o profissional sobre os próximos passos do tratamento.  

    Além disso, as três carretas oftalmológicas contam com vários procedimentos como mapeamento de retina e ultrassom ocular, além de cirurgias de catarata. Em Ribeirão Preto (SP), cidade onde funcionou a primeira unidade móvel com atendimento oftalmológico, todos os pacientes que esperavam por cirurgia de catarata foram atendidos. Do total de 1.085 cirurgias realizadas, 720 pessoas que estavam sem enxergar tiveram a visão reestabelecida. 

    Agora Tem Especialistas 

    O programa Agora Tem Especialistas do Ministério da Saúde é uma iniciativa para apoiar estados e municípios e está voltado para a expansão da assistência e redução do tempo de espera por consultas, exames e cirurgias no SUS através de várias ações, mobilizando a estrutura de saúde pública e privada em todos os cantos do país. 

    Para aumentar a oferta de atendimentos do SUS, além de levar unidades móveis de saúde da mulher, de realização de exames de imagem e com serviços oftalmológicos, a iniciativa oferece a expansão do atendimento médico especializado com a realização de mutirões, ampliação do horário de atendimento em policlínicas para os finais de semana e o turno noturno, parceria com o setor privado, filantrópico e de planos de saúde para atendimento dos pacientes da rede pública e provimento de mais médicos especialistas, dentre outros. 

    Letícia Belém 
    Ministério da Saúde 

  • Agora Tem Especialistas leva mutirão de atendimento especializado a comunidades quilombolas no arquipélago do Marajó (PA)

    Agora Tem Especialistas leva mutirão de atendimento especializado a comunidades quilombolas no arquipélago do Marajó (PA)

    Cumprindo o objetivo de levar atendimento especializado locais de difícil acesso e com alta vulnerabilidade social, o programa Agora Tem Especialistas realiza, nesta semana até o próximo dia 23 de dezembro, um mutirão de saúde para atender 13 comunidades quilombolas que moram nos municípios de Salvaterra e Soure, no arquipélago do Marajó (PA)Na região, com histórico de alta demanda por serviços de saúde de média e alta complexidade, serão realizados 2 mil consultas e exames diagnósticos em diversas áreas, como cardiologia, ginecologia, pediatria, psiquiatria, além de 1,5 mil procedimentos odontológicos. 

    ação do programa do governo federal, criado para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias no SUS, é uma parceria com a AgSUS e a Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), por meio do projeto de extensão acadêmica Bandeira CientíficaCom foco nas comunidades quilombolas da região, a iniciativa leva para esse território, pela primeira vez, uma equipe formada por cerca de 220 profissionais de saúde, professores e estudantes universitários. 

    A expedição inédita reforça o compromisso do governo federal com a equidade e a garantia de cuidado às populações vulnerabilizadas ao viabilizar atendimento especializado no arquipélago do Marajó, marcado por desafios logísticos, como o caráter remoto da região e ampla dispersão geográfica das comunidades, além das limitações de acesso ao território.  

    “Essa ação importantíssima do Ministério da Saúde, por meio da AgSUS em parceria com a USP, integra o Agora Tem Especialistas, que visa a mobilização máxima do sistema de saúde para ampliar acesso e reduzir tempo de espera e também levar aonde nunca chegou antes o atendimento especializado, direto para o povo brasileiro. Estamos cumprindo esse objetivo que foi determinado pelo presidente Lula é a obsessão do ministro da Saúde”, pontua o diretor do Agora Tem Especialistas, Rodrigo Oliveira.  

    A iniciativa também viabiliza processos formativos para garantir atendimento humanizado e especializado de profissionais de saúde comprometidos com o SUS e com o respeito aos territórios, como destaca Edson Oliveira, gestor executivo da Unidade de Saúde Indígena da AgSUS. 

    “É muito importante trazer estudantes para o chão da aldeia, para o território, para a Ilha do Marajó e para outros lugares que mostram o Brasil como ele realmente é. Essas vivências plantam a semente de uma formação mais consciente, preparando profissionais que entendam as realidades do país e atuem com respeito aos territórios”, afirma Edson. 

    Saúde, palestras e atividades culturais fazem parte do mutirão  

    Em parceria com prefeituras locais, o mutirão transformará escolas e outros espaços públicos em postos de saúde adaptados, com o objetivo de realizar mais de 2 mil atendimentos médicos em 15 especialidades, incluindo cardiologia, dermatologia, ginecologia, oftalmologia, pediatria e psiquiatria, além de atendimentos com nutricionistas.  

    Na área odontológica, a meta é contemplar 1,5 mil crianças, com escovação supervisionada e atendimentos de saúde bucal. A expectativa é realizar ainda 200 ultrassonografias e distribuir 200 óculos à população local.  

    Além dos atendimentos individuais, a expedição promove atividades de conscientização em saúde com idosos, adolescentes e portadores de doenças crônicas, bem como ações da faculdade de Engenharia Ambiental focadas em saneamento básico, um pilar fundamental para a saúde coletiva. A programação também inclui quatro oficinas culturais, de carimbó, artesanato e cerâmica, além de rodas de escuta, integrando a arte e o acolhimento às práticas de cuidado na saúde. 

    Agora Tem Especialistas para reduzir o tempo de espera no SUS 

    Criado para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias, o programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde, consolidou-se, desde maio de 2025, como a principal ação do Governo Federal para ampliar e qualificar o acesso à atenção especializada com o objetivo de reduzir o tempo de espera por atendimento no SUS. 

    Além de parceria com a rede privada de saúde para aumentar a oferta de atendimentos, outras iniciativas do programa em andamento são os mutirões — incluindo o maior da história do SUS, com 61 mil procedimentos, realizado no último fim de semana —; carretas de saúde da mulher, oftalmológicas e de exames de imagem, que já oferecem atendimento em todos os estados; a ampliação dos horários de funcionamento dos serviços de saúde; o provimento e a formação de mais médicos especialistas; entre outros. 

    Laís Azevedo 
    Ministério da Saúde 

  • Internações de bebês por bronquiolite alertam para a importância da vacinação de gestantes

    Internações de bebês por bronquiolite alertam para a importância da vacinação de gestantes

    Antes do período de maior circulação do vírus sincicial respiratório (VSR), o Ministério da Saúde reforça a vacinação de gestantes para proteger recém-nascidos contra formas graves da bronquioliteDesde a implementação da imunização no Sistema de Saúde (SUS), em dezembro, cerca de 88,4 mil gestantes foram vacinadas.   

    Lúcia Soares, enfermeira e mãe de duas crianças, viveu de perto a gravidade da bronquiolite. A filha mais velha foi internada após infecções respiratórias que evoluíram para a doença. “Foram duas internações: uma com 1 ano e 3 meses e outra com 1 ano e 7 meses. A gente ficou muito apreensivo porque precisou de oxigênio, de monitoramento. Permanecemos por uma noite na UTI até a Isabella estabilizar. Depois ainda sentimos medo da doença voltar”.  

    A expectativa é de que com a vacinação, cerca de 28 mil internações por bronquiolite possam ser evitadas por ano, além de beneficiar aproximadamente dois milhões de recém-nascidos. Ao todo, o Ministério da Saúde adquiriu 1,8 milhão de doses do imunizante contra o vírus. 

    Com a incorporação da vacina na rede pública de saúde, Lúcia comemora. “Saber que hoje existe essa proteção traz um alívio enorme. Minha irmã está grávida e tenho amigas que também estão esperando bebês. Todas ficaram muito mais tranquilas sabendo que a vacina está disponível no SUS. Nenhuma mãe merece ver seu bebê na internação. 

    O que é o VSR?  

    A bronquiolite é uma infecção respiratória comum em crianças pequenas, especialmente em bebês menores de 2 anos. A vacinação durante a gestação, a partir da 28ª semana, permite que anticorpos sejam transferidos da mãe para o bebê. A imunização garante a proteção nos primeiros meses de vida, que é a fase de maior vulnerabilidade às complicações da bronquiolite. 

    Embora muitos casos sejam leves, a doença pode evoluir para quadros graves, principalmente em recém-nascidos, prematuros e crianças com comorbidades. Por isso, Ministério da Saúde orienta que gestantes procurem a unidade de saúde mais próxima para se informar sobre a vacinação e manter o calendário vacinal em dia.  

    Acesse a campanha de prevenção da bronquiolite

    Juliana Soares 
    Ministério da Saúde 

  • Brasil avança na adaptação climática com o primeiro Centro de Clima e Saúde do país instalado em Rondônia

    Brasil avança na adaptação climática com o primeiro Centro de Clima e Saúde do país instalado em Rondônia

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançou nesta terça-feira (16), em Porto Velho (RO), o primeiro Centro de Clima e Saúde (CCSRO) do país com foco territorial na Amazônia Instalado na nova sede da Fiocruz também inaugurada hoje, o centro integra o conjunto de 27 metas e 93 ações previstas até 2035 no âmbito do AdaptaSUS, Plano Nacional de Adaptação do Setor Saúde às Mudanças Climáticas, apresentado durante a COP30, que aconteceu em Belém (PA) em novembro. O investimento na iniciativa, que amplia a liderança brasileira nas agendas globais de saúde e adaptação climática, é de aproximadamente R$ 60 milhões, com recursos do Ministério da Saúde e da Fiocruz. 

    “O Ministério da Saúde já demonstrou, na COP30, que as mudanças climáticas impactam diretamente a saúde, e este Centro permitirá o acompanhamento sistemático desses dados, além de possibilitar que as secretarias de saúde planejem ações para reduzir os efeitos das queimadas, secas e enchentes na saúde da população”, explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante a inauguração do CCSRO. 

    O centro terá como principais funções produzir conhecimento científico e tecnológico, formar profissionais de saúde especializados, fortalecer a capacidade de resposta do SUS diante dos impactos das mudanças climáticas e apoiar a formulação e a avaliação de políticas públicas voltadas para a Amazônia. Com essa estrutura, tem potencial para se tornar referência para países da América Latina e do Caribe, especialmente no âmbito da Organização Pan-Americana, da Saúde da Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), e das discussões globais sobre adaptação climática. 
     
    Na ocasião, Padilha explicou que a região amazônica é uma das prioridades do AdaptaSUS, por meio da estratégia Mais Saúde Amazônia Brasil. Estamos investindo fortemente na construção de novas unidades de saúde, hospitais, unidades básicas fluviais e na adaptação das estruturas existentes à realidade amazônica, com conectividade e kits de telessaúde. Somente na região amazônica, são mais de R$ 4,5 bilhões em obras que já estão em andamento”, esclareceu. 

    Com isso, o Brasil também se coloca ao lado de países como o Reino Unido e os Estados Unidos, que já possuem estruturas dedicadas a integrar mudança do clima e saúde pública. O diferencial é que será o primeiro centro com foco na região amazônica, área estratégica tanto do ponto de vista ambiental quanto sanitário. Trata-se de um alinhamento entre o AdaptaSUS e o Plano Mais Saúde Amazônia Brasil. 

    A estrutura integra a meta 24 do Plano, que prevê a criação e implementação de um centro de excelência em ciência, tecnologia e inovação voltado ao enfrentamento dos impactos das mudanças climáticas na saúde. Além do investimento realizado, no fim de novembro, o Ministério da Saúde anunciou um investimento de R$ 9,8 bilhões em ações de adaptação no SUS. 

    AdaptaSUS: ações para fortalecer sistemas de saúde frente às mudanças climáticas 

    Apresentado durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, o AdaptaSUS reúne 27 metas e 93 ações de curto, médio e longo prazo voltadas ao fortalecimento dos sistemas de alerta, à ampliação da vigilância, à capacitação das equipes, à execução de obras em áreas vulneráveis e a investimentos em pesquisa e na criação de plataformas integradas de dados, ou seja, em adaptar a infraestrutura e os serviços de saúde às mudanças do clima. 

    O plano prevê recursos para garantir o pleno funcionamento das unidades de saúde e a continuidade da assistência em situações críticas; para fortalecer ciência, tecnologia e produção, com a implantação de novos centros de referência e sistemas integrados de dados; para ações de comunicação, educação e participação social; e para aprimorar a vigilância em saúde e a preparação diante de eventos extremos. 

    Já a Agenda Estratégica Mais Saúde Amazônia Brasil busca diminuir desigualdades regionais e ampliar a presença do Estado em territórios indígenas, ribeirinhos e tradicionais, integrando políticas de atenção, vigilância, ciência, tecnologia e desenvolvimento sustentável.  

    Primeiro hospital universitário em Rondônia 

    Ainda em Porto Velho (RO), o ministro da Saúde participou de uma solenidade relacionada à abertura do primeiro hospital universitário do estado. Para isso, em agosto, a Universidade de Rondônia (UNIR), a Prefeitura de Porto Velho e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) assinaram um Acordo de Cooperação Técnica. 

    Hoje, a prefeitura assinou o contrato de aquisição do prédio que, após ampliação e reforma, poderá exercer plenamente a função de hospital universitário, sendo doado à UNIR. A universidade fica responsável pelo empenho de esforços para a ampliação das vagas de medicina e implementação das demais residências necessárias, fomentando e consolidando a formação de profissionais qualificados na regiãoJá a EBSERH prestará suporte técnico durante todo o processo, para, após assinatura de Contrato de Gestão Especial, gerir a unidade. 

    Mais de R$ 157,5 milhões para nova maternidade, UOM e UBS em Ji-Paraná 

    Ainda em Rondônia, ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou, em Ji-Paraná (RO), o investimento de R$ 157,5 milhões do Novo PAC Seleções para duas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e uma Unidade Odontológica Móvel (UOM), além da a construção de uma maternidade do município, que ainda não contava com unidade hospitalar especializada em gestação e puerpério de alto risco. 

    “Também vamos dar a ordem de serviço em Ji-Paraná, com investimentos superiores a R$ 154 milhões do PAC para a construção da maternidade, além da implantação de unidades odontológicas, aquisição de mobiliário e outras estruturas”, explicou o ministro. 

    Iniciativa do Agora Tem Especialistas – programa do governo federal que busca aumentar a capacidade de atendimento do SUS para reduzir o tempo de espera por consultas exames e cirurgias –, a nova maternidade beneficiará mais de 10,5 mil gestantes por ano, sendo 1,5 mil de alto risco. Isso significa que as pacientes do SUS do município e região não precisarão mais se deslocar até Porto Velho para receber atendimentoAssim, reduzirá a sobrecarga na capital, ampliando o acesso seguro e qualificado na cidade 

    Carreta do Agora Tem Especialistas chega a Ji-Paraná 

    Na cidade ji-paranaense, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também inaugurou a nova carreta de saúde da mulher do programa Agora Tem Especialista, voltada à ampliação do acesso a serviços especializados.  

    “Nós estamos com duas carretas do Programa Agora Tem Especialistas em Rondônia. Em Ji-Paraná, está em funcionamento a Carreta da Saúde da Mulher, que realiza mamografias, exames de ultrassom, exames para a detecção do câncer de colo do útero, atendimento especializado à saúde da mulher e biópsias nos casos em que há risco de câncer. Além disso, em Ariquemes (RO), está em operação a carreta de cirurgia oftalmológica, como ação do programa”, explicou o ministro Padilha. 

    Em Ji-Paraná, a unidade móvel funcionará de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h30, com oferta de avaliações diagnósticas iniciais para câncer de mama e atendimento à saúde da mulher para pacientes previamente agendadas e encaminhadas pela secretaria de saúde do município. A expectativa é de cerca de 50 atendimentos diários, incluindo mamografias, ultrassonografias de mamas, pélvicas e transvaginais, além de consultas com mastologista e atendimento ginecológico. 

    Na capital, Porto Velho, entre 17 de outubro e 2 de dezembro, as carretas já realizaram mais de mil atendimentos em saúde da mulher, com destaque para mamografias, teleconsultas na atenção especializada e consultas presenciais, além de exames de ultrassonografia transvaginal, mamária bilateral e pélvica. 

    41 carretas em operação nas cinco regiões do país 

    Com as novas entregas, o país passa a contar com 41 carretas em operação, distribuídas em 24 estados e no Distrito Federal. A iniciativa integra a terceira rodada do programa Agora Tem Especialistas, que busca reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias no SUS. As unidades móveis contam com equipes multiprofissionais e estrutura completa para enfrentar a demanda reprimida e avançar na eliminação das filas. 

    Os resultados já são observados em diferentes regiões do país. Em oito municípios, as carretas possibilitaram zerar filas de espera. Em Ceilândia (DF), Patos (PB), Garanhuns (PE), Arapongas (PR), Japeri (RJ) e Humaitá (AM), todas as pacientes que aguardavam diagnóstico de câncer de mama e exames ginecológicos foram atendidas. Em Santana do Ipanema (AL), toda a demanda por tomografias também foi atendida; o mesmo aconteceu em Ribeirão Preto (SP), cidade na qual os atendimentos ofertados na carreta oftalmológica do governo federal devolveram a visão para 720 pessoas após cirurgias de catarata realizadas na unidade móvel de atendimento especializado. 

    João Vitor Moura, Ana Beatriz Freitas e Talita de Souza 
    Ministério da Saúde 

  • Saúde reforça vacinação de gestantes contra bronquiolite antes do período de maior circulação do vírus

    Saúde reforça vacinação de gestantes contra bronquiolite antes do período de maior circulação do vírus

    O Ministério da Saúde faz um alerta para que gestantes a partir da 28ª semana se vacinem contra o vírus sincicial respiratório (VSR) principal causador da bronquiolite em bebês menores de dois anos. A estratégia, inédita no Sistema Único de Saúde (SUS), busca garantir proteção antes do período de maior circulação do vírus, que tende a se intensificar a partir de fevereiro, com pico nos meses de abril e maio.

    A imunização permite a transferência de anticorpos da mãe para o bebê ainda durante a gravidez, protegendo a criança nos primeiros seis meses de vida, fase de maior vulnerabilidade às formas graves da doença. Mais de 673 mil doses do primeiro lote foram distribuídas aos estados, com 88,4 mil aplicadas desde 3 de dezembro.

    “Ao vacinar as gestantes, garantimos que os bebês já nasçam protegidos, reduzindo internações, o sofrimento das famílias e mortes evitáveis. Por isso, é fundamental que todas as gestantes a partir da 28ª semana procurem a unidade básica de saúde mais próxima para se vacinar”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    Para viabilizar a estratégia, o Ministério da Saúde distribuiu no início de dezembro o primeiro lote de 673 mil doses da vacina a todos os estados e ao Distrito Federal, conforme cronograma pactuado com gestores estaduais e municipais. Ao todo, a pasta adquiriu 1,8 milhão de doses. A estimativa é de que a vacinação possa evitar cerca de 28 mil internações por ano e beneficiar aproximadamente dois milhões de recém-nascidos.

    A vacina é produzida pelo Instituto Butantan, em parceria com a farmacêutica Pfizer, no âmbito de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) firmada em setembro. Além de garantir o fornecimento imediato ao SUS, o acordo prevê a transferência de tecnologia e a produção nacional de até 8 milhões de doses por ano, fortalecendo a soberania sanitária e a capacidade produtiva do país.

    O VSR segue como o principal causador de infecções respiratórias agudas graves em crianças menores de dois anos. O vírus é altamente transmissível e responde por cerca de 80% dos casos de bronquiolite e 60% das pneumonias nessa faixa etária.

    Edjalma Borges
    Ministério da Saúde

  • Auditoria do SUS aponta interrupção de serviços e fragilidades na assistência obstétrica e neonatal em maternidades de Goiânia

    Auditoria do SUS aponta interrupção de serviços e fragilidades na assistência obstétrica e neonatal em maternidades de Goiânia

    Goiânia (GO) – Auditoria realizada pelo Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DenaSUS), órgão do Ministério da Saúde, identificou desafios relacionados à continuidade de serviços, à operação de leitos habilitados e à gestão da assistência obstétrica e neonatal em maternidades municipais de Goiânia. As análises constam do Relatório nº 19.903, que avaliou o período de janeiro de 2023 a junho de 2025.

    A auditoria envolveu o Hospital e Maternidade Dona Íris (HMDI), o Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara (HMMCC) e a Maternidade Nascer Cidadão (MNC), e foi instaurada a partir de solicitação da Câmara Municipal de Goiânia, após a suspensão de atendimentos eletivos em algumas unidades no final de 2024, em um contexto de restrições financeiras na rede municipal de saúde.

    De acordo com o DenaSUS, inspeções in loco e análises documentais indicaram que determinados serviços e leitos, embora habilitados e registrados como ativos nos sistemas oficiais, apresentaram períodos de inatividade ou funcionamento parcial ao longo do intervalo auditado. Entre as situações observadas estão ambulatórios temporariamente fechados, centros de parto normal sem operação contínua e leitos especializados com uso interrompido.

    Verificou-se a ocorrência de períodos de inatividade ou interrupção de serviços habilitados, o que pode impactar o acesso da população e a continuidade da assistência”, registra o relatório do DenaSUS.

    O documento aponta que, no Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara, houve suspensão temporária de atendimentos ambulatoriais e paralisação de modalidades específicas de leitos. No Hospital e Maternidade Dona Íris, estruturas de apoio à gestante, como a Casa da Gestante, Bebê e Puérpera, apresentaram períodos sem funcionamento. Já na Maternidade Nascer Cidadão, foram identificadas restrições pontuais ao atendimento ambulatorial e ao acolhimento.

    A auditoria também destacou fragilidades nos processos de monitoramento e acompanhamento da execução dos recursos federais, especialmente no que se refere à consolidação de informações financeiras por maternidade, habilitação ou tipo de serviço. Segundo o DenaSUS, essa limitação dificultou uma análise mais detalhada da aplicação dos recursos vinculados à Média e Alta Complexidade (MAC).

    A ausência de informações financeiras sistematizadas e consolidadas representou um fator limitante para a avaliação da execução dos recursos e da conformidade dos gastos”, aponta o relatório.

    No âmbito das políticas públicas, o DenaSUS ressalta que a continuidade dos serviços de atenção obstétrica e neonatal é estratégica para a efetividade das ações da Rede Cegonha e da Rede Alyne, voltadas à qualificação do cuidado no pré-natal, parto, puerpério e atenção ao recém-nascido.

    Como encaminhamento, o diretor do DenaSUS, Rafael Bruxellas, destacou que a auditoria não se encerra com a entrega do relatório e que o Departamento seguirá acompanhando as providências adotadas. Segundo ele, será constituída uma comissão de fiscalização permanente para acompanhar a execução dos convênios firmados entre a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia e os prestadores de serviço, além do monitoramento de um plano de ação a ser apresentado pelo município.

    O relatório aponta recomendações e um caminho para sanar as constatações identificadas, como a constituição de uma comissão de fiscalização que garanta a correta execução dos convênios. O DenaSUS também se coloca à disposição para, junto à prefeitura, monitorar o plano de ação que será apresentado para superar as não conformidades apontadas”, afirmou Bruxellas.

    Ao final, o DenaSUS reforça que o acompanhamento contínuo das recomendações é fundamental para assegurar a regularidade dos serviços e o fortalecimento da gestão da assistência obstétrica e neonatal no âmbito do Sistema Único de Saúde.

    Ministério da Saúde

  • Lideranças da Saúde de 5 países reforçam capacidade de resposta a surtos em treinamento no Ceará

    Lideranças da Saúde de 5 países reforçam capacidade de resposta a surtos em treinamento no Ceará

    O Brasil sediou, de segunda (8) a sexta-feira (12), a 6ª edição global do Programa de Treinamento de Liderança em Resposta a Surtos (GOARN – TIER 3). O encontro, promovido pelo Ministério da Saúde em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) e a Rede Global de Alerta e Resposta a Surtos (GOARN), foi realizado em Fortaleza (CE) e reuniu 21 profissionais de 10 organizações e cinco países da América Latina e Caribe, com o objetivo de aprimorar as competências de liderança necessárias para gerenciar emergências de saúde pública de alta complexidade.

    A imersão contou com o apoio logístico e técnico da Fundação Oswaldo Cruz do Ceará (Fiocruz/CE), do Instituto Todos Pela Saúde (ITpS) e foi co-ministrada pelo Centro de Política de Segurança de Genebra. Profissionais de Belize, El Salvador, Paraguai, Peru, Equador e Brasil participaram e, tiveram como centro do debate, o desenvolvimento de habilidades para uma atuação estratégica, confiável e influente em cenários que exigem rápida tomada de decisão – uma lição aprendida e reforçada pela recente pandemia de covid-19.

    Durante os cinco dias, os participantes aprofundaram práticas de liderança em um ambiente de aprendizagem colaborativa. Os temas abordados incluíram ampliação da consciência situacional, gestão de tensões, coordenação eficaz entre múltiplos atores e a importância da inclusão, diversidade e colaboração estratégica para a construção de relações de confiança. A iniciativa, importante para fortalecer a segurança sanitária, foi organizada pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA/MS), por meio do Departamento de Emergências de Saúde Pública (DEMSP).

    Os profissionais treinados estarão mais bem preparados para liderar respostas a emergências de saúde, incluindo o fortalecimento da comunicação e da construção de confiança na gestão intersetorial de riscos. Os resultados de aprendizagem incluem a aplicação da liderança como função estratégica e prática coletiva, o emprego de estratégias avançadas de engajamento e a capacidade de analisar cenários complexos para tomar decisões fundamentadas.

    O Diretor de Emergências em Saúde Pública do Brasil, Edenilo Barreira, destacou a relevância da iniciativa. “Esse treinamento é fundamental para que o Brasil e a região estejam mais bem preparados diante de futuras emergências. Nosso compromisso é continuar oferecendo programas de capacitação, por meio do Centro Colaborador para Preparação para Emergências em Saúde Pública, que aumentem a segurança sanitária regional nos próximos anos, de forma que nenhum país, ninguém seja deixado para trás diante de uma emergência”, declarou.

    A formação de lideranças capacitadas, o fortalecimento de redes colaborativas em saúde pública e a promoção de práticas alinhadas aos princípios da diversidade e equidade representam os principais benefícios institucionais da iniciativa para os países participantes

    Ministério da Saúde

  • Hospital do Coração de Natal é o primeiro estabelecimento privado do Rio Grande do Norte a atender pacientes do SUS pelo Agora Tem Especialistas

    Hospital do Coração de Natal é o primeiro estabelecimento privado do Rio Grande do Norte a atender pacientes do SUS pelo Agora Tem Especialistas

    A partir de agora, os pacientes do SUS do Rio Grande do Norte poderão ser atendidos no Hospital do Coração de Natal, do grupo Athena, o primeiro estabelecimento privado do estado a participar do programa Agora Tem Especialistas, do governo federal. Isso significa que a população potiguar terá acesso a mais de 4,3 mil consultas, exames e cirurgias oncológicas por ano, o que equivale a 365 procedimentos de média e alta complexidade por mês.

    Para isso, o Ministério da Saúde e a direção do hospital assinaram, nesta segunda-feira (15), em Natal (RN), o contrato que viabiliza a parceria. “Esse esforço se soma a outras ações do Agora Tem Especialistas para mobilizar, de forma plena, o sistema de saúde brasileiro, seja municipal, estadual ou federal; seja privado, filantrópico ou privado lucrativo, para que possamos reduzir o tempo de espera por atendimento especializado ao povo brasileiro”, destacou o diretor do programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde, Rodrigo Oliveira, em Natal (RN), durante a assinatura do contrato.

    Além do Hospital do Coração em Natal (RN), outros dez hospitais privados e filantrópicos já estão atendendo os pacientes do SUS pelo Agora Tem Especialistas, nos estados do Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Sul.

    Três são privados (Hospital Cinthia Charone, em Belém (PA); Francisco Hospital e Maternidade/Neotin, em Niterói (RJ), Hospital Santa Terezinha, em Sousa (PB)); e os demais filantrópicoss (Santa Casa de Recife e o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP), em Recife (PE); a Santa Casa de Sobral e a Santa Casa de Fortaleza, em Sobral (CE) e Fortaleza (CE); a Santa Casa de Porto Alegre, em Porto Alegre (RS); a Beneficente Portuguesa, em Belém (PA); e o Instituto de Oncologia e Ciências Médicas/Feluma, em Belo Horizonte (MG)).

    O Ministério da Saúde analisa a manifestação de interesse de mais de 200 outros hospitais em todo o país.

    Agora Tem Especialistas para reduzir o tempo de espera no SUS

    Criado para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias, o programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde, consolidou-se, desde maio de 2025, como a principal ação do Governo Federal para ampliar e qualificar o acesso à atenção especializada com o objetivo de reduzir o tempo de espera por atendimento no SUS.

    Além da troca de dívidas por atendimentos, outras iniciativas estão em andamento, como mutirões — incluindo o maior da história do SUS, com 61 mil procedimentos, realizado no último fim de semana —; carretas de saúde da mulher, oftalmológicas e de exames de imagem, que já oferecem atendimento em todos os estados; a ampliação dos horários de funcionamento dos serviços de saúde; o provimento e a formação de mais médicos especialistas; entre outros.

    Luciana Lima e Narley Resende  
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde fortalece rede de atenção em saúde bucal em diversas regiões do país

    Ministério da Saúde fortalece rede de atenção em saúde bucal em diversas regiões do país

    Para ampliar o acesso aos serviços e fortalecer a cobertura de saúde bucal no Sistema Único de Saúde (SUS), o Ministério da Saúde credenciou e habilitou mais de 610 municípios para receberem incentivo financeiro de implantação e custeio mensal de equipes de Saúde Bucal (eSB), Serviços de Especialidades em Saúde Bucal (Sesb), Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) e Laboratórios Regionais de Prótese Dentária (LRPD). A Portaria 9.082, de 3 de dezembro de 2025, prevê o aporte de cerca R$ 101 milhões para novas equipes e serviços que já vinham sendo ofertados ou que serão ampliados até 2027.

    Das equipes de Saúde Bucal (eSB) habilitadas, cinco delas, em municípios de Minas Gerais e São Paulo passam a atender com carga horária de 40 horas semanais, beneficiando cerca de 20 mil pessoas. Atualmente, o SUS conta com 34.380 equipes de Saúde Bucal neste regime, presentes em 5.160 municípios, o que representa quase 93% do país. Cada uma dessas localidades possui, no mínimo, uma eSB, que atua de forma integrada às equipes da Estratégia Saúde da Família.

    A ampliação da carga horária das equipes de Saúde Bucal para 40 horas semanais amplia o acesso da população aos serviços, permite abrir mais vagas para consultas e procedimentos, além de contribuir para a redução do tempo de espera por atendimento. Além disso, o aumento da disponibilidade profissional possibilita a expansão das ações de prevenção e promoção da saúde, com a realização de mais atividades educativas, participação em ações coletivas nas escolas e na comunidade e reforço no acompanhamento de gestantes, idosos e outros grupos prioritários.

    A Portaria também prevê a expansão dos Serviços de Especialidades em Saúde Bucal por meio da ampliação e qualificação da oferta de especialidades odontológicas em municípios com até 30 mil habitantes. Foram 105 municípios habilitados para receber o incentivo financeiro de custeio mensal, além de 303 municípios contemplados com recurso para a implantação desses serviços. A estratégia busca garantir atendimento especializado em localidades de pequeno porte, reduzindo desigualdades regionais e ampliando o acesso à população que historicamente enfrenta maiores barreiras socioeconômicas.

    Além disso, 10 Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) foram habilitados para receber incentivo de adesão à Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD), medida que amplia o acesso das pessoas com deficiência a atendimento odontológico especializado, integral e de maior qualidade.

    Próteses dentárias

    Outros 176 municípios também foram habilitados para receberem incentivo financeiro relativo aos Laboratórios Regionais de Prótese Dentária (LRPD). Essa ampliação reforça o cuidado voltado à reabilitação oral, contribuindo para melhorar a autoestima, a saúde bucal e a qualidade de vida da população que necessita de próteses dentárias.

    O credenciamento de novos municípios para a produção de próteses dentárias amplia a capacidade do SUS para reabilitação oral, aumenta o número de serviços aptos a confeccionar próteses, reduz filas, aproxima o cuidado das populações locais e garante acesso a este recurso da saúde bucal.

    Em 2025, o Governo Federal já investiu R$ 4,14 bilhões em saúde bucal e o investimento previsto para 2026 é de R$ 4,47 bilhões.

    Ministério da Saúde