Categoria: SAÚDE GOV

  • SUS garante cuidado integral às crianças desde os primeiros dias de vida

    SUS garante cuidado integral às crianças desde os primeiros dias de vida

    Quando Maria Fernanda nasceu de parto normal no Hospital Regional de Ceilândia, no Distrito Federal, a mãe, Fernanda Cruz Lima, fisioterapeuta de 40 anos, não imaginava que seria tão bem acolhida. “Para mim foi uma grande surpresa, não esperava ter uma oferta tão maravilhosa com um serviço público”, contou Fernanda, com um sorriso no rosto, durante a primeira consulta de mãe e filha após o parto, realizado em 1º de outubro. 

    Fernanda é uma das milhões de mães brasileiras que contam com o Sistema Único de Saúde (SUS) para cuidar da saúde dos filhos desde a gestação. O atendimento da nova mamãe começou ainda no pré-natal, realizado na Unidade Básica de Saúde (UBS) 07 de Ceilândia, onde foram feitos exames, consultas e orientações para um parto seguro. 

    Logo após o nascimento, uma bateria de exames fundamentais é oferecida gratuitamente aos bebês: Teste do Pezinho, da Orelhinha, do Olhinho e do Coraçãozinho. São exames rápidos, mas que fazem toda a diferença para detectar e tratar possíveis problemas ainda nos primeiros dias de vida. Além disso, são aplicadas vacinas contra a hepatite B e a BCG, que previne formas graves de tuberculose e protege também contra a hanseníase. 

    Depois das vacinas e dos primeiros exames, o acompanhamento continua. Consultas de rotina com pediatras e profissionais da Equipe de Saúde da Família (eSF) permitem acompanhar o crescimento e desenvolvimento das crianças, com o apoio da Caderneta da Criança, onde são registrados peso, altura, alimentação e marcos do desenvolvimento motor e cognitivo. 

    “A gente faz um acompanhamento contínuo no território. Avaliamos desde os marcos de desenvolvimento até ações de promoção da saúde e prevenção de doenças”, explica a médica da família Areda de Paula Leitão, que há cinco anos atua na unidade básica onde a família da Fernanda é acompanhada. “Quando a gente tem a oportunidade de realizar um trabalho constante, cria-se vínculo. Ser aquela pessoa em quem a família confia gera cuidado, gera amor, e isso, para mim, traz muita alegria”, acrescenta. 

    Foto: Miro Bezerra/MS
    Foto: Miro Bezerra/MS

    Desde as primeiras consultas, os profissionais de saúde da família conseguem identificar se as crianças precisam de atendimento especializado. Nesses casos, as UBS contam com equipe multidisciplinar composta por terapeuta ocupacional, fisioterapeuta, nutricionista e assistentes sociais, que atendem pacientes com atraso no desenvolvimento. 

    Quando necessário, as crianças são encaminhadas para especialistas por meio do sistema de regulação de vagas e podem ser atendidas em centros de reabilitação, ambulatórios especializados e programas de saúde mental infantil, que complementam a rede de cuidado, ajudando não só as crianças, mas também suas famílias a enfrentarem desafios com mais apoio. 

    A saúde bucal também está entre os serviços oferecidos pelo SUS às crianças, com consultas odontológicas preventivas e educativas desde a primeira infância.  

    Presente em todos os municípios do país, o SUS oferece uma linha de cuidado contínua para mães e crianças, assegurando acesso a serviços essenciais, ações de prevenção e promoção da saúde. Um sistema que vai além do atendimento: promove vínculos de confiança e afeto entre quem cuida e quem é cuidado. 

    Simone Sampaio 
    Ministério da Saúde 

  • Brasil registra 29 casos confirmados de intoxicação por metanol após consumo de bebidas alcoólicas

    Brasil registra 29 casos confirmados de intoxicação por metanol após consumo de bebidas alcoólicas

    O Ministério da Saúde atualiza, nesta sexta-feira (10), o número de notificações de intoxicação por metanol após consumo de bebida alcoólica. Até o momento, 246 notificações foram realizadas, sendo 29 casos confirmados e 217 em investigação. Outras 249 suspeitas foram descartadas.

    Até o momento, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul são os estados com casos confirmados por esse tipo de intoxicação. Ao todo, foram registrados 25 casos em SP, 3 no PR e 1 no RS.

    O estado de São Paulo está investigando 160 notificações, o que representa 73,73%. Em seguida, aparecem Pernambuco com 31 suspeitas, Rio Grande do Sul (4), Mato Grosso do Sul (4), Piauí (4), Rio de Janeiro (3), Espírito Santo (3), Goiás (2), Alagoas (1), Bahia (1), Ceará (1), Minas Gerais (1), Rio Grande do Norte (1) e Rondônia (1).

    Em relação aos óbitos, 5 foram confirmados no estado de São Paulo e 12 seguem em investigação, sendo 1 no CE, 1 em MG, 1 no MS, 3 em PE e 6 em SP.

    Atualização

    A atualização das notificações de intoxicação por metanol, decorrentes do consumo de bebidas alcoólicas, será realizada nos dias de funcionamento da Sala de Situação — segundas, quartas e sextas-feiras —, após às 17h.

    Acesse os dados completos

    Ministério da Saúde

  • Príncipe William confirma participação na COP30 em evento com ministro Padilha

    Príncipe William confirma participação na COP30 em evento com ministro Padilha

    O príncipe William confirmou sua participação na COP30 em primeira mão ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e ao embaixador do Brasil no Reino Unido, Antonio de Aguiar Patriota, durante evento preparatório para a conferência a ser realizada em novembro, no Brasil. A iniciativa, intitulada “Contagem regressiva para a COP30: mobilizando ações pelo clima e pela natureza”, foi organizada em conjunto pelo Museu de História Natural e pelo governo do Reino Unido. O encontro ocorreu nessa quinta-feira (9), em Londres.

    Padilha e Patriota foram recepcionados pelo Rei Charles III e pelo príncipe William. O ministro da Saúde apresentou dados à família real sobre o Plano Setorial de Adaptação à Mudança do Clima da Saúde (Adapta SUS) – criado com a intenção de adaptar o Sistema Único de Saúde aos impactos das mudanças climáticas no período de 2025 a 2035 – e o plano de Belém – proposta do Ministério da Saúde para transformar sistemas de saúde mais resilientes e eficientes às respostas climáticas.

    Na oportunidade, Padilha destacou ao Rei Charles III e ao príncipe de Gales os objetivos da missão brasileira no Reino Unido, como prospectar e ampliar parcerias voltadas à produção de vacinas e medicamentos e a renovação da parceria entre os governos que estabelece um marco bilateral voltado ao intercâmbio técnico e científico entre os países.

    A Casa Real Britânica destacou, em comunicado, que as discussões foram “particularmente significativas enquanto o Brasil se prepara para liderar as negociações climáticas globais”. No encontro, Padilha e Patriota também conheceram mostras e projetos com soluções inovadoras desenvolvidas no Reino Unido para desafios ambientais e naturais.

    “A COP30 representa uma oportunidade histórica de integrar políticas ambientais e de saúde pública, buscando soluções conjuntas para os desafios climáticos e seus reflexos na qualidade de vida da população”, disse Padilha.

    Parcerias com a indústria inglesa

    Nesta sexta-feira (10), o ministro prosseguiu a missão no Reino Unido, acompanhado de entidades governamentais e empresariais do Brasil. Padilha se reuniu com o CEO da Stevenage Bioscience Catalyst (SBC), Sally Ann Forsyth, e com representantes da empresa GSK R&D Global Hub, na cidade de Stevenage. O ministro também encontrou representantes da indústria farmacêutica do Reino Unido em reunião com a Association of the British Pharmaceutical Industry (ABPI).

    As agendas foram estruturadas para reforçar as ações com a indústria inglesa para fazer do Brasil um polo de pesquisa e desenvolvimento, envolvendo a participação da Fiocruz. “Um dos capítulos da parceria que renovamos ontem com o governo britânico é o fortalecimento de parcerias bilaterais entre empresas privadas dos dois países, não só para a aquisição de medicamentos e produtos, mas para parcerias público-privadas de desenvolvimento e transferência de tecnologia. Estamos aqui para reafirmar o nosso interesse em expandir cada vez mais a produção, o desenvolvimento tecnológico em parceria com essas empresas no Brasil”, disse Padilha.

    Marco regulatório para pesquisa clínica

    Na visita à GSK, Padilha destacou que o governo brasileiro regulamentou, recentemente, a Lei de Pesquisa Clínica que contribuirá para atrair investimentos em inovação na área da saúde. “O Brasil ganhou definitivamente um novo o marco regulatório para pesquisa clínica, uma lei que vai reduzir os prazos para aprovação de projetos de pesquisa clínica no país. Então, essa lei terá um peso muito grande em acelerar registro de novos produtos no Brasil, com a expectativa de atração de investimentos das empresas internacionais na área de pesquisa do país, com a participação de instituições brasileiras. E, com esse marco legal, vamos obter um terreno fértil para pesquisar a comunidade e aproximar ainda mais do Brasil de parcerias estratégicas e inovação”, disse Padilha.

    NICE

    No fim do dia, Alexandre Padilha teve reunião com Brad Groves, diretor do Instituto Nacional de Excelência em Saúde e Cuidados (NICE). A entidade publica diretrizes clínicas, de assistência social, de saúde pública, práticas de medicamentos, avaliações de tecnologia, procedimentos intervencionistas, tecnologias médicas, diagnósticos e tecnologias altamente especializadas.

    Na ocasião, o ministro reiterou o desejo de aprofundar experiências com o Reino Unido voltadas à regulação e incorporação de insumos, produtos e tecnologias voltadas ao fortalecimento do SUS. “Uma das questões nos interessa muito é como que o governo inglês trata a regulação de incorporação tecnológica e sanitária para registro de medicamentos e produtos da área da saúde”, enfatizou o ministro.

    Rafael Ely e Mariana Bertolo
    Ministério da Saúde

  • SUS realiza 192 mil atendimentos de saúde mental no primeiro semestre de 2025

    SUS realiza 192 mil atendimentos de saúde mental no primeiro semestre de 2025

    O Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 192 mil atendimentos em Saúde Mental no primeiro semestre de 2025, um aumento de 20% em relação ao mesmo período de 2023, quando foram contabilizados 158 mil atendimentos. Esse crescimento é resultado do fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), uma das maiores em saúde mental do mundo, que teve um incremento de R$ 650 milhões nos últimos anos, passando de R$ 1,6 bilhão em 2022 para R$ 2,25 bilhões em 2024 – um salto de 40%.

    Desde 2023, foram habilitados 653 novos pontos de atenção na RAPS – um aumento de 10% na cobertura nacional. Somente no primeiro semestre de 2025, foram 99 novas unidades habilitadas. No total, o país conta com mais de 6,2 mil serviços distribuídos em todos os estados.

    O avanço reforça o compromisso do Ministério da Saúde em ampliar o acesso da população a um cuidado integral, humanizado e de qualidade, sustentado pela habilitação de novos serviços e pela recomposição do custeio da rede. Atualmente, a rede é composta por CAPS I (1.542), CAPS II (525), CAPSi (336), CAPS III (153), CAPS AD (337), CAPS AD III (165) e CAPS AD IV (3); 956 Serviços Residenciais Terapêuticos, divididos em Tipo I (331) e Tipo II (625); 86 Unidades de Acolhimento, sendo Adulto (55) e Infantil (31); 2.169 leitos de saúde mental em hospitais gerais, habilitados pelo Ministério da Saúde.

    Há também 140 propostas de novos serviços em fase final de habilitação para receber custeio federal. Paralelamente à expansão da rede, o Ministério da Saúde investe em educação permanente para os profissionais do SUS, em parceria com instituições de ensino e pesquisa, garantindo a qualificação do cuidado e o fortalecimento das equipes. Atualmente, a RAPS conta também com 224 equipes multiprofissionais especializadas em saúde mental financiadas pela pasta.

    A RAPS engloba diversos serviços de saúde, tanto da atenção primária à saúde quanto especializada, que atuam de forma articulada para prevenir, acolher e tratar pessoas em sofrimento psíquico, incluindo aquelas com demandas decorrentes do uso problemático de álcool e outras drogas. Todos os serviços da rede oferecem atendimento multiprofissional, associado a intervenções psicossociais previstas no Projeto Terapêutico Singular (PTS), que podem ser individuais ou coletivas, contemplando também o cuidado e o acolhimento das famílias.

    Com esses avanços, o Ministério da Saúde reafirma seu compromisso com a promoção da saúde mental como parte essencial da atenção integral à saúde, assegurando que cada brasileiro tenha acesso a acolhimento digno, cuidado especializado e tratamento continuado.

    Centros de Convivência

    Além dos atendimentos regulares, o Ministério da Saúde estabeleceu critérios para habilitação e registro dos Centros de Convivência, que funcionam como equipamentos complementares à rede de saúde mental. Esses espaços ampliam as possibilidades de cuidado ao oferecer ambientes de convívio coletivo, favorecendo a socialização, a integração comunitária e o fortalecimento de vínculos afetivos e sociais.

    De forma articulada, outras iniciativas do SUS também promovem bem-estar e interação social, como as Academias da Saúde e as Práticas Integrativas e Complementares (PICs), disponíveis em diversos serviços de saúde em todo o país.

    Julianna Valença
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde realiza pesquisa por telefone fixo e celular para mapear os comportamentos de saúde dos brasileiros

    Ministério da Saúde realiza pesquisa por telefone fixo e celular para mapear os comportamentos de saúde dos brasileiros

    O Ministério da Saúde intensifica ações para ampliar a participação da população na pesquisa telefônica Vigitel 2025, iniciada em junho para mapear os comportamentos de saúde dos brasileiros. Mesmo diante de desafios, como a desconfiança em relação às ligações telefônicas, a pasta segue empenhada em garantir a coleta de dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico, que orientam políticas públicas de prevenção e controle de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) e seus fatores de risco e proteção, como o consumo alimentar, a atividade física, o tabagismo e o consumo de bebidas alcoólicas.

    As ligações são feitas tanto para celulares, quanto para telefones fixos; a entrevista dura cerca de 12 minutos e precisa ser respondida por pessoa maior de 18 anos. Nas ligações para telefones fixos, antes da entrevista, é feito o levantamento de sexo e idade de todos os moradores do domicílio e um deles é sorteado para participar. Nesta edição de 2025, as ligações são feitas para telefones das capitais e de cidades do interior dos estados.

    Para o Vigitel 2025 foi planejada uma amostra de 65.680 entrevistas, dessas, cerca de 40% permanecem pendentes. Os telefones fixos têm apresentado maior dificuldade para o avanço da coleta de dados, tanto nas capitais, quanto no interior dos estados, especialmente na Região Norte (principalmente Acre, Amapá, Amazonas, Roraima e Tocantins); e na Região Nordeste (com destaque para Alagoas, Maranhão, Sergipe e Ceará). Já em relação aos telefones celulares, desafios têm sido encontrados especialmente no Amapá, Roraima, Santa Catarina e Amazonas. 

    A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão, ressalta que todas as ligações são realizadas pelo Ministério da Saúde, com identificação oficial, e reforça a importância da participação: “Não se trata de trote nem de telemarketing. As respostas são fundamentais para embasar políticas, ações e programas voltados à redução da incidência e da gravidade das doenças crônicas”.

    As ligações são feitas por profissionais treinados, da empresa Expertise – Inteligência e Pesquisa de Mercado, contratada pelo Ministério da Saúde, e são seguras. Os entrevistadores não perguntam dados pessoais como CPF ou dados bancários. As únicas informações pessoais solicitadas são idade, sexo, escolaridade, estado civil e raça/cor da pele. Todas as informações são utilizadas apenas em conjunto, não sendo analisados ou divulgados dados individuais dos participantes.

    O Vigitel permanece em campo até que a amostra necessária seja atingida. Em caso de dúvidas, a população pode confirmar a legitimidade da pesquisa pelo telefone 136 ou pela página do Vigitel no portal do Ministério da Saúde.

    João Moraes
    Ministério da Saúde

  • Força Nacional do SUS inicia atuação no Círio de Nazaré, em Belém

    Força Nacional do SUS inicia atuação no Círio de Nazaré, em Belém

    A Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) iniciou, nesta quarta-feira (9), a atuação durante o Círio de Nazaré 2025, em Belém (PA), uma das maiores manifestações religiosas do país. A missão ocorre até o dia 13 de outubro e integra o ciclo de preparação nacional para grandes eventos e emergências em saúde pública, contribuindo para o aperfeiçoamento de protocolos que serão aplicados durante a COP 30, em novembro.

    “A presença da FN-SUS no Círio reafirma o compromisso do Ministério da Saúde com a proteção da vida, organização da resposta a eventos de massa e o fortalecimento da capacidade local do SUS, garantindo que a fé e a devoção se expressem com segurança e cuidado com a saúde da população”, destacou o coordenador-geral da Força Nacional do SUS, Rodrigo Stabeli.

    O apoio foi solicitado pelo governo do Pará, com o objetivo de reforçar as ações de resposta em saúde durante a Transladação e a Procissão do Círio de Nazaré, que reúne cerca de 2 milhões de fiéis nas ruas de Belém.

    A missão conta com 15 profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, e tem como objetivo garantir resposta rápida e integrada a emergências em saúde durante o evento, reforçando a capacidade local do SUS e assegurando o cuidado humanizado à população.

    Em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (SESPA), a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e outros órgãos de resposta, as equipes estarão posicionadas em pontos estratégicos do percurso da procissão.

    Atuação

    Durante o Círio, a Força Nacional do SUS atuará no apoio à instalação e funcionamento dos postos médicos e unidades de estabilização, além do apoio ao Círio Fluvial, a bordo do navio do Exército Brasileiro.

    A ação também contribui para o aperfeiçoamento dos planos de contingência e protocolos operacionais, consolidando a base de atuação que será empregada durante a COP-30, que ocorrerá em Belém, em 2025.

    Infraestrutura da Força Nacional do SUS na COP30

    A presença da Força Nacional do SUS é estratégica e demonstra o compromisso do Governo Federal em oferecer uma resposta em saúde robusta e organizada para um evento de grande porte. O Pará integra o ciclo nacional de capacitação da Força Nacional do SUS, que já contemplou formações em Brasília (DF) e Pernambuco (PE).

    Durante a COP30, essa estrutura será fundamental para proteger vidas, garantir atendimento de qualidade e projetar o Brasil como referência em resposta a emergências em saúde. A Força Nacional do SUS contará com:

    • Equipes assistenciais: médicos e enfermeiros com experiência em grandes eventos e fluência em inglês e espanhol, facilitando comunicação com delegações estrangeiras.
    • Postos médicos: atuação nos postos da Blue Zone e da Green Zone, oferecendo atendimento bilíngue e reforço à rede estadual.
    • Centro de Comando: participação no CIOCS (Centro Integrado de Operações Conjuntas em Saúde), garantindo monitoramento e resposta em tempo real.

    Vanessa Aquino
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde recebe 322 novos médicos especialistas que atuarão nas cinco regiões do país

    O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Felipe Proenço, e representantes da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) e dos hospitais parceiros do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS) realizam, nesta sexta-feira (10), em Campinas (SP), o acolhimento de 322 novos médicos especialistas, selecionados por edital, que atuarão, neste primeiro momento, em 156 municípios das cinco regiões do país, no âmbito do programa Agora Tem Especialistas. A ação se estende até amanhã (11).

    A iniciativa tem como foco integrar os novos profissionais às instituições formadoras. Esse ciclo de formação e provimento de especialistas faz parte do Programa Agora Tem Especialistas e visa reduzir a demanda por atendimentos de média e alta complexidade nos estados e municípios. Para isso, a distribuição das vagas priorizou regiões com número de especialistas abaixo da média nacional. O programa busca diminuir o tempo de espera para atendimentos no SUS, ampliar o diagnóstico precoce e fortalecer as redes de atenção especializada à saúde.

    “É importante destacar que esses especialistas, distribuídos em 24 estados, estarão exatamente nas regiões de maior vulnerabilidade. Cerca de 60% dos profissionais atuam em municípios do interior, enquanto os demais estão em regiões metropolitanas, principalmente nas capitais do Norte, que também apresentam escassez de especialistas. Tivemos o cuidado de considerar tanto a especialidade quanto a necessidade indicada pelos estados e municípios para alocar esses médicos, priorizando regiões de vulnerabilidade”, reforçou o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço.

    A programação do evento incluirá discussões sobre formação, com a realização da mesa-redonda “Fortalecimento da Atenção Especializada no Sistema Único de Saúde: diálogos sobre o Programa Agora Tem Especialistas e o Programa Mais Médicos”, dos painéis “Projeto Mais Médicos Especialistas: inovação na formação em serviço de médicos especialistas” e “Protagonismo de médicos especialistas no cuidado integral: o SUS que queremos construir, além de grupos temáticos voltados ao aprimoramento dos profissionais.

    Metanol

    Durante o evento, também será ministrada a aula “Manejo Clínico da Intoxicação por Metanol”, pelo coordenador do Programa de Residência Médica em Medicina de Emergência da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Mário Franco. O objetivo é prepará-los para a adoção dos protocolos adequados de atendimento. O manejo clínico envolve suporte vital imediato, correção da acidose metabólica e uso de antídotos específicos (fomepizol ou etanol).

    Formação diferenciada

    Os profissionais participarão de cursos de aprimoramento com carga horária compatível e conteúdo programático voltado à formação em serviço, promovidos e certificados por instituições e entidades parceiras com reconhecida atuação nacional na formação médica especializada.

    Segundo o secretário Felipe Proenço, os 16 cursos de aprimoramento oferecidos pelo programa foram estruturados para suprir as áreas que mais necessitam de avanços na qualidade e na oferta de atendimento. “Teremos aprimoramentos em anestesiologia, cirurgia geral, ginecologia e em áreas oncológicas, como patologia e radioterapia, todas críticas para o Sistema Único de Saúde. Fizemos esse chamado e tivemos grande adesão ao programa, com ampla mobilização das universidades, da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e dos hospitais de excelência do Proadi-SUS”, destacou.

    As atividades incluem imersões presenciais em ambientes de prática (polos regionais), supervisões em serviços de referência, atividades educacionais a distância (síncronas e assíncronas) e mentorias remotas ou presenciais, realizadas em serviços públicos ou conveniados ao SUS. O foco é o desenvolvimento de competências clínicas e cirúrgicas prioritárias.

    A formação será ofertada por instituições como AC Camargo Cancer Center, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Beneficência Portuguesa de São Paulo, HCor, Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Moinhos de Vento e Hospital Sírio-Libanês, além da Ebserh e da Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS).

    Segunda chamada 

    Também estão abertas, até o dia 12 de outubro, as inscrições para a segunda chamada do Mais Médicos Especialistas. O objetivo é alcançar o provimento de 500 novos especialistas até o fim de 2025. As inscrições podem ser realizadas na plataforma da UNA-SUS, mediante o preenchimento de formulário.

    Os aprovados serão convocados conforme a disponibilidade de vagas nas instituições formadoras. Podem participar profissionais com especialização nas áreas de anestesiologia, cirurgia geral, cirurgia do aparelho digestivo, cirurgia oncológica, ginecologia, endoscopia, coloproctologia, gastroenterologia, obstetrícia, cardiologia, oncologia clínica, radiologia e otorrinolaringologia.

    Nádia Conceição 
    Ministério da Saúde

  • Estados e municípios recebem novas orientações para atendimento e notificação de casos de intoxicação por metanol

    Estados e municípios recebem novas orientações para atendimento e notificação de casos de intoxicação por metanol

    O Ministério da Saúde enviou, nesta quinta-feira (9), uma nota técnica aos estados e municípios com orientações atualizadas sobre o atendimento e a notificação de casos de intoxicação por metanol após o consumo de bebidas alcoólicas adulteradas. O documento atualiza os critérios para confirmação dos casos e detalha o fluxo de análise laboratorial, os procedimentos para solicitação de insumos e a notificação imediata ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS).

    A principal orientação está na definição de casos de intoxicação por metanol. Agora, a confirmação de caso com indicação de tratamento é baseada no histórico de ingestão de bebida alcoólica, no quadro clínico e em achados laboratoriais compatíveis. Para casos suspeitos, passa a ser considerado o período de persistência ou piora dos sintomas entre 6 e 72 horas após a ingestão.

    O documento também traz definições de casos confirmados, descartados e em investigação. Além disso, orienta sobre o fluxo de análise laboratorial dos exames, os procedimentos para solicitação de insumos e as regras para notificação imediata aos CIEVS estaduais, que devem informar o CIEVS Nacional por meio do Disque-Notifica (0800-644-6645) e do e-Notifica (notifica@saude.gov.br). Mesmo com a notificação imediata, o registro no Sistema de Informação de Agravos de Notificação continua sendo obrigatório.

    Fluxo laboratorial

    A definição do laboratório responsável pelas análises deve ser feita por cada estado, com prioridade para os laboratórios da rede Centro de Informações Toxicológicas (CIATox) ou os da Polícia Científica. Nos casos em que o estado não tiver capacidade para realizar as análises, as amostras devem ser enviadas para o Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN) do estado, que vai encaminhar o material para o CIATox-Campinas. Até o momento, 21 estados possuem fluxo definido para o encaminhamento e análise das amostras.

    O Brasil conta com 32 CIATox, centros de referência em toxicologia para orientação, diagnóstico e manejo de intoxicações, além de apoio à toxicovigilância e à ingestão de risco químico. Os estados que não têm CIATox, podem usar gratuitamente o serviço Disque-Intoxicação da Anvisa: 0800 722 6001.

    Para reforçar a rede laboratorial, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou a ampliação da capacidade de análise de casos suspeitos. Com o apoio do laboratório da Unicamp, em São Paulo, passam a ser realizados até 190 testes por dia, reforçando a capacidade de resposta e o tratamento dos pacientes.

    Antídotos

    O Brasil recebeu, nesta quinta-feira (9), um lote com 2,5 mil unidades do antídoto fomepizol para reforçar o estoque estratégico do SUS destinado ao tratamento de intoxicações por metanol. A compra é inédita, e a distribuição já foi iniciada, com 1,5 mil unidades enviadas aos estados. São Paulo foi o primeiro a receber 288 unidades do medicamento, em razão do elevado número de casos.

    Os demais estados com ocorrências suspeitas também receberão o antídoto: Pernambuco (68 unidades), Paraná (84), Rio de Janeiro (120), Rio Grande do Sul (80), Mato Grosso do Sul (20), Piauí (24), Espírito Santo (28), Goiás (52), Acre (16), Paraíba (28) e Rondônia (16). Em seguida, a distribuição será ampliada para todo o país, garantindo o abastecimento em todas as regiões. Permanecerão no estoque estratégico do Ministério da Saúde 1.000 ampolas.

    O ministério também enviou mais de 1,4 mil unidades de etanol farmacêutico — outro antídoto usado para reduzir a gravidade da intoxicação por metanol — a 11 estados: Acre (30), Alagoas (60), Bahia (90), Ceará (120), Distrito Federal (90), Goiás (75), Mato Grosso do Sul (60), Paraná (360), Pernambuco (480), Rio Grande do Sul (60) e Rio de Janeiro (60).

    Sinais e sintomas

    Os sintomas por esse tipo de intoxicação podem demorar de 6 a 72 horas para aparecer. Fique atento se você ou alguém próximo apresentar:

    • Sintomas iniciais: Sensação de embriaguez que não passa, acompanhada de náuseas, vômitos, dor abdominal forte ou desconforto gástrico.
    • Sintomas neurológicos: Dor de cabeça, tontura e confusão mental.

    Ao apresentar qualquer um desses sintomas, especialmente alterações visuais, após a ingestão de bebida alcoólica procure imediatamente o serviço de emergência mais próximo.

    João Vitor Moura
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde recebe lote com 2,5 mil unidades do antídoto fomepizol

    Ministério da Saúde recebe lote com 2,5 mil unidades do antídoto fomepizol

    O Ministério da Saúde recebeu, nesta quinta-feira (9), um lote com 2,5 mil unidades do antídoto fomepizol para reforçar o estoque estratégico do SUS destinado ao tratamento de intoxicações por metanol, associadas ao consumo de bebidas adulteradas. A distribuição de 1,5 mil unidades começa hoje, com prioridade para São Paulo — estado que concentra o maior número de casos e receberá 288 unidades do medicamento.  

    Na sexta-feira (10), os demais estados que registraram ocorrências suspeitas receberão o antídoto: Pernambuco (68 unidades), Paraná (84), Rio de Janeiro (120), Rio Grande do Sul (80), Mato Grosso do Sul (20), Piauí (24), Espírito Santo (28), Goiás (52), Acre (16), Paraíba (28) e Rondônia (16). Em seguida, a distribuição segue para todo o país, garantindo a oferta do medicamento em todas as regiões. Permanecerão no estoque estratégico do Ministério da Saúde 1.000 ampolas. 

    A aquisição é inédita no Brasil, realizada com a subsidiária de uma empresa japonesa, e ocorreu apenas oito dias após o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acionar o Fundo Estratégico da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). O medicamento é considerado raro devido à baixa produção mundial.

    “Nós já temos, no Brasil, o etanol disponibilizado em todas as unidades da federação. As compras foram realizadas pelo Ministério da Saúde em parceria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), e os hospitais de clínicas já contam com esse insumo. O que estamos oferecendo agora é uma segunda opção, o fomepizol, adquirido via Opas com apoio da Anvisa: são 2.500 ampolas que vocês estão vendo agora e que já estão sendo entregues. Apesar de termos notificações em 12 estados, todos os estados do país terão à disposição tanto o etanol quanto o fomepizol”, explicou a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Mariângela Simão. 

    Foto: Rafael Nascimento/MS
    Foto: Rafael Nascimento/MS

    Os estados poderão solicitar o envio de novas remessas, de acordo com a necessidade apresentada e os registros de casos. O quantitativo de ampolas para cada estado foi definido considerando a população divulgada pelo último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), assegurando a oferta equânime à população e a resposta eficaz às emergências toxicológicas (confira ao final do texto a lista completa de distribuição).

    Eficácia e segurança do tratamento 

    O fomepizol é mais uma alternativa ao tratamento já realizado por meio do etanol farmacêutico. É utilizado em casos de intoxicação por metanol. Com alta eficácia e segurança, o medicamento impede que o metanol se metabolize em ácido fórmico, evitando acidose metabólica.  

    Devido à baixa demanda e ao elevado custo no mercado, sua produção e oferta são limitadas mundialmente. Para identificar potenciais fornecedores para a oferta ao SUS, o Ministério da Saúde encaminhou ofícios às empresas internacionais que fabricam o medicamento. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também publicou chamada pública para identificar fornecedores internacionais do fomepizol, medicamento específico para intoxicação por metanol, atualmente não disponível no Brasil, em resposta a ofício do Ministério da Saúde que solicitou urgência na medida.

    “A Anvisa lançou um edital para identificar produtores no mundo capazes de fornecer o medicamento ao Brasil. Conseguimos localizar a fabricante japonesa, e a Opas realizou um trabalho fundamental para viabilizar a importação em volume substancial. Foi um processo muito ágil: no sábado, discutimos conjuntamente com o Ministério da Saúde, a Anvisa, a empresa e a Opas; no domingo, a Anvisa já autorizou a importação; e hoje o produto está chegando ao mercado brasileiro. Trata-se de um prazo recorde.”

    Foto: Rafael Nascimento/MS

    Etanol farmacêutico: oferta no SUS 

    O etanol farmacêutico pode ser utilizado já na suspeita de intoxicação e o profissional de saúde não precisa aguardar a confirmação laboratorial. Deve ser administrado exclusivamente sob prescrição e monitoramento médico em ambiente de saúde. A população não deve adquiri-lo por conta própria.  

    O Ministério da Saúde receberá a doação da empresa brasileira Cristália Produtos Químicos e Farmacêuticos de 12 mil ampolas de etanol farmacêutico para garantir o tratamento emergencial de pacientes intoxicados com metanol após o consumo de bebidas alcoólicas adulteradas. As unidades se somaram às 4,3 mil entregues aos estoques do SUS pelos hospitais universitários federais, em parceria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). 

    Até a manhã desta quinta-feira (9), foram distribuídas 1.485 unidades do antídoto, de acordo com a demanda apresentada pelas Secretarias Estaduais de Saúde. Ao todo, dez estados e o Distrito Federal receberam o etanol: Alagoas, Rio Grande do Sul, Goiás, Paraná, Acre, Ceará, Rio de Janeiro, Bahia, Mato Grosso do Sul e Pernambuco.  

    Atualização de casos 

    Até o dia 8 de outubro, o Brasil registrava 259 notificações de intoxicação por metanol após o consumo de bebidas alcoólicas. Dessas, 24 casos foram confirmados e 235 permanecem em investigação. 

    São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul são, até o momento, os únicos estados do país com casos confirmados de intoxicação pela substância. Ao todo, foram registrados 20 casos em São Paulo, 3 no Paraná e 1 no Rio Grande do Sul.  

    Entre os 235 casos em investigação, a maioria está concentrada em São Paulo, com 181 registros. Em seguida aparecem Pernambuco (24), Paraná (5), Rio de Janeiro (5), Rio Grande do Sul (4), Mato Grosso do Sul (4), Piauí (4), Espírito Santo (3), Goiás (2), Acre (1), Paraíba (1) e Rondônia (1). 

    Em relação aos óbitos, cinco foram confirmados em São Paulo e 11 seguem em investigação, sendo 1 em Mato Grosso do Sul, 3 em Pernambuco, 6 em São Paulo e 1 na Paraíba. 

    Distribuição do fomepizol aos estados

    Foto: divulgação/MS

    Ministério da Saúde  
    Danielly Schulthais 

  • Carretas do Agora Tem Especialistas levam exames e diagnóstico de câncer a mulheres atendidas pelo SUS nas cinco regiões do país

    Carretas do Agora Tem Especialistas levam exames e diagnóstico de câncer a mulheres atendidas pelo SUS nas cinco regiões do país

    Neste Outubro Rosa, 28 carretas do Agora Tem Especialistas estão levando atendimento para regiões com vazios assistenciais em 20 estados brasileiros. Para reduzir o tempo de espera no SUS, a iniciativa inédita do governo federal tem foco na saúde da mulher. Ao longo deste mês, mais de 42,5 mil pacientes da rede pública previamente agendadas serão recebidas dentro das unidades móveis de saúde, totalmente estruturadas com equipamentos, insumos e equipes multiprofissionais. Serão realizados 130 mil procedimentos, entre consultas, exames e biópsias.   

    Com foco na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de mama e de colo do útero, as carretas da saúde da mulher atuam em locais de difícil acesso e com pouca oferta de serviços especializados de saúde. Os primeiros atendimentos já começam nesta sexta-feira (10) com 15 unidades móveis distribuídas em municípios de 13 estados: Humaitá (AM), Rio Branco (AC), Macapá (AP), Paulo Afonso (BA), Imperatriz (MA), Juiz de Fora (MG), Diamantina (MG), Campo Grande (MS), Lagarto (SE), Registro (SP), Palmas (TO), Senhor do Bonfim (BA), Japeri (RJ) Guaranhuns (PE) e Goiânia (GO). 

    O Agora Tem Especialistas é mais que um programa. Ele representa a maior mobilização em defesa da saúde pública desde a pandemia. Hoje, iniciamos uma nova etapa com o lançamento das carretas que vão levar cuidado especializado até os lugares mais remotos do país, começando com foco na saúde das mulheres, que são prioridade da nossa gestão”, afirmou o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, que está como ministro em exercício 

    Em 17 de outubro, mais 11 carretas de saúde da Mulher chegarão a outros municípios, reforçando a ação do Outubro Rosa nestes oito estados: Ceará, Pará, Piauí, Paraná, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Sul e Rondônia, além do Distrito Federal.  E no dia 24, mais uma carreta estará em funcionamento no Rio de Janeiro, na comunidade do Morro do Alemão. 

    Realizada pelo Ministério da Saúde e pela Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde (AGSUS), a iniciativa do programa Agora Tem Especialistas visa reduzir as desigualdades regionais em relação à assistência especializada. O investimento para a ação no Outubro Rosa é de R$ 18,9 milhões.  

    Atendimento humanizado onde a população está 

    Com o atendimento móvel dentro das carretas, o Ministério da Saúde leva serviços de saúde até onde a população está. Formadas por médicos, enfermeiros, técnicos, recepcionistas e agentes do cuidado, as equipes cuidam da saúde da população em locais remotos (a exemplo de Humaitá/AM, que fica no coração da Amazônia); em cidades do Agreste (como Lagarto/SE); em municípios onde a estrutura de saúde é escassa (como Japeri (RJ), que responde pelo menor Índice de Desenvolvimento Humano do estado do Rio de Janeiro); e cidadespolo, que recebem moradores de outros municípios da região (Paulo Afonso/BA e Juiz de Fora/MG) 

    Para prevenção e diagnóstico de câncer de mama, as carretas oferecem mamografia e ultrassonografia mamária bilateral; punção de mama por agulha grossa; biópsia/exérese de nódulo de mama; e exame anatomopatológico de mama. Já os procedimentos para rastreamento de câncer de colo do útero, estão disponíveis colposcopia; biópsias e exames anatomopatológicos; procedimentos terapêuticos; entre outros. E para a saúde ginecológica de modo geral, as mulheres têm à disposição ultrassonografia transvaginal e pélvica.  

    O consultório ginecológico das carretas do Agora Tem Especialistas também conta com ambiente climatizado destinado à realização de atendimentos clínicos e procedimentos de diagnósticos; sala de espera externa em tenda climatizada, com capacidade para, no mínimo, 60 pessoas sentadas simultaneamente, TV de 42 polegadas, além de bebedouro com fornecimento de água potável. As carretas têm, ainda, sala de pequenos procedimentos ambulatoriais, central de material esterilizado e sala de acolhimento e pré-exame.  

    Foto: divulgação/MS
    Foto: divulgação/MS

    Ações para aumentar a capacidade de atendimento do SUS 

    O programa prevê o total de 150 carretas circulando por todo o país até 2026. Essa iniciativa integra os dez eixos do Agora Tem Especialistas, que tem como estratégia central a mobilização de toda a estrutura de saúde do Brasil, a pública e a privada. Além das carretas, estão em andamento outras iniciativas que buscam aumentar a capacidade de o SUS atender a população 

    Entre elas, destacam-se o reforço de 320 novos médicos especialistas que já estão atendendo a rede pública em 156 municípios (mais profissionais devem atender pelo programa por meio de edital que está aberto); a realização de mutirões com mais de 65,5 mil consultas, exames e cirurgias realizados neste ano (novos mutirões estão previstos); o lançamento do Super Centro para Diagnóstico de Câncer e a aquisição de novos aceleradores lineares, equipamentos usados para tratar a doença (no total, 121 devem ser entregues até o final do próximo ano); a adesão de hospitais privados e filantrópicos para ampliar o atendimento na rede pública; entre outras ações 

    Carolina Militão
    Ministério da Saúde