Categoria: SAÚDE GOV

  • Vacina contra o vírus sincicial respiratório começa a ser distribuída em todo o país

    Vacina contra o vírus sincicial respiratório começa a ser distribuída em todo o país

    O Ministério da Saúde inicia, nesta terça-feira (2), a distribuição nacional da vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR). O primeiro lote, com 673 mil doses, será enviado a todos os estados e ao Distrito Federal. A imunização, ofertada gratuitamente pelo SUS, é destinada a gestantes a partir da 28ª semana e tem como objetivo reduzir casos de bronquiolite em recém-nascidos. Com a chegada das doses, estados e municípios poderão iniciar imediatamente a vacinação nos postos de saúde.

    “Esse é mais um passo decisivo para proteger gestantes e recém-nascidos de uma das infecções respiratórias mais graves do período neonatal. A chegada dessa vacina é uma novidade e reforça o compromisso do SUS com a prevenção e com o cuidado integral das famílias brasileiras”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

    O lote inicial integra a compra de 1,8 milhão de doses feita pela pasta. As entregas seguem calendário pactuado com estados e municípios. O DF é a primeira unidade da federação a receber as doses. Os demais estados recebem entre os dias 2 e 3 de dezembro. As entregas são feitas por modal aéreo, rodoviário e multimodal, seguindo logísticas de cada estado. O Ministério da Saúde vai garantir o abastecimento necessário para a execução das estratégias locais de vacinação.   

    Foto: João Risi/MS
    Foto: João Risi/MS

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    A oferta da vacina no SUS, que na rede privada pode custar até R$ 1,5 mil, foi viabilizada por meio de acordo entre o Instituto Butantan e o laboratório produtor, que assegurou a transferência de tecnologia ao Brasil. Com isso, o país passará a fabricar o imunizante, ampliando autonomia e acesso da população a essa proteção. 

    Importância da vacinação 

    O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite e 40% dos casos de pneumonia em crianças menores de dois anos. A vacina oferece proteção imediata aos recém-nascidos, reduzindo hospitalizações. 

    Em 2025, até a 22 de novembro, o Brasil registrou 43,2 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados por VSR. Desses casos, a maior concentração de hospitalizações ocorreu em crianças com menos de dois anos de idade, totalizando mais de 35,5 mil ocorrências, o que representa 82,5% do total de casos de SARG por VSR no período.

    Como a maioria dos casos é decorrente de infecção viral, não existe um tratamento específico para a bronquiolite. O manejo é baseado apenas no tratamento dos sinais e sintomas que incluem: terapia de suporte; suplementação de oxigênio, conforme necessário; hidratação; e uso de broncodilatadores, (substâncias que promovem a dilatação das pequenas vias aéreas nos pulmões), especialmente quando há chiados evidentes. 

    Quem deve se vacinar? 

    O grupo prioritário para receber essa vacina são todas as gestantes, a partir da 28ª semana de gravidez. Não há restrição de idade para a mãe. A recomendação é tomar dose única a cada nova gestação. 

    Com a chegada das doses às Unidades Básicas de Saúde (UBS), o Ministério orienta as equipes a verificarem e atualizarem a situação vacinal das gestantes, incluindo influenza e covid-19, uma vez que a vacina contra o VSR pode ser administrada simultaneamente a esses imunizantes. 

    A eficácia dessa estratégia foi comprovada em estudos clínicos, como o Estudo Matisse: a vacinação materna demonstrou uma eficácia de 81,8% na prevenção de doenças respiratórias graves causadas pelo VSR nos bebês durante os primeiros 90 dias (três meses) após o nascimento. 

    Veja a quantidade das primeiras doses que serão distribuídas aos estados:  

    UF 
    Doses 
    Acre 
    3.800 
    Alagoas 
    12.430 
    Amapá 
    3.460 
    Amazonas 
    18.820 
    Bahia 
    44.525 
    Ceará 
    29.030 
    Distrito Federal 
    9.465 
    Espírito Santo 
    13.935 
    Goiás 
    24.530 
    Maranhão 
    25.480 
    Mato Grosso 
    15.580 
    Mato Grosso do Sul 
    10.755 
    Minas Gerais 
    62.165 
    Pará 
    33.050 
    Paraíba 
    13.570 
    Paraná 
    37.120 
    Pernambuco 
    30.700 
    Piauí 
    11.170 
    Rio de Janeiro 
    46.720 
    Rio Grande do Norte 
    10.340 
    Rio Grande do Sul 
    32.330 
    Rondônia 
    6.250 
    Roraima 
    3.490 
    Santa Catarina 
    25.865 
    São Paulo 
    134.555 
    Sergipe 
    7.680 
    Tocantins 
    6.180 
    Brasil 
    673.000 

    Edjalma Borges 
    Ministério da Saúde 

  • Sesai se alinha à comunidade da saúde coletiva em debate sobre mudanças climática

    Sesai se alinha à comunidade da saúde coletiva em debate sobre mudanças climática

    A comunidade da saúde coletiva está comprometida com o debate de grandes questões mundiais, como as emergências climáticas. Com o tema “Democracia, Equidade e Justiça Climática: saúde e os enfrentamentos dos desafios do século 21”, o 14º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, o Abrascão, traz o clima, associado à equidade e à democracia, para o centro do debate no país. De forma alinhada ao tema fundamental à promoção da saúde, a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde realizou, no dia 30, a mesa “Resiliência climática e saúde indígena: resposta a eventos extremos e promoção de territórios sustentáveis”. Entre os objetivos, estava o debate sobre estratégias de justiça climática e equidade em saúde como eixo estruturante de políticas públicas.

    Coordenada pelo coordenador do Comitê de Respostas a Eventos Extremos na Saúde Indígena (Cresi) do Ministério da Saúde, Vanderson Brito, a mesa teve como debatedores a secretária adjunta da Sesai, Lucinha Tremembé; e os representantes da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Guilherme Franco Netto; e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Marcus Quito.

    A atuação do Cresi, que previne, combate e minimiza os impactos na saúde dos indígenas afetados pelas mudanças climáticas, foi apresentada na mesa da Sesai. Os presentes lembraram que eventos extremos como secas, queimadas e enchentes afetam a saúde dos indígenas nos territórios. Desde 2023, o MS, por meio do Cresi e da Sesai, acompanha a situação de indígenas e coordena ações que envolvem apoio logístico, orientações, monitoramento, combate a incêndio, ações para navegabilidade de rios e antecipação de benefícios sociais, entre outras.

    À frente do Cresi, o assessor Vanderson Brito reforçou a importância da escuta atenta aos indígenas em território para entender e planejar mais assertivamente as ações do comitê. Indígena do povo Huni Kui, do Acre, Vanderson relatou experiências vividas em família, destacando os conhecimentos de seu povo sobre as enchentes recorrentes e o que eles vislumbram para o futuro do planeta.

    A secretária adjunta da Sesai, Lucinha Tremembé, relembrou a realização do primeiro Seminário Nacional de Saúde Indígena e Resiliência Climática, ocorrido em setembro deste ano, que discutiu os impactos das mudanças climáticas na saúde dos povos originários e construiu estratégias conjuntas de enfrentamento. O evento ainda reuniu subsídios para o desenvolvimento de um programa estruturante de resiliência climática. “A gente reuniu representantes dos 34 distritos sanitários especiais indígenas, além de parceiros, conhecedores da pauta, para a gente atuar além do monitoramento. Esse programa será algo pensado a partir dos territórios, considerando as especificidades deles”, adiantou Tremembé.

    Já o sanitarista Marcus Quito, da Opas, destacou a importância de reflexão sobre resiliência climática, ressaltando a ligação entre os padrões epidemiológicos de doenças associadas a vetores a mudanças de temperatura, por exemplo. Da Fiocruz, Guilherme Franco Netto afirmou que a mudança do clima não é um problema tecnológico. “O trabalho que está sendo feito no sentido de mobilização dos povos indígenas é de fundamental importância e nós damos muito valor a isso”, disse.

    Gestão da saúde – No estande do Ministério da Saúde, o secretário de Saúde Indígena, Weibe Tapeba; a chefe de gabinete da Sesai, Milena Kanindé; e a diretora de Atenção Primária à Saúde Indígena, Putira Sacuena, fizeram uma participação especial sobre gestão na saúde indígena, onde apresentaram os desafios e diferenciais de uma gestão feita por indígenas e para indígenas.

    A atualização da Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (Pnaspi) foi uma das pautas discutidas. A atual gestão da Sesai realizou seminários regionais de Saúde Indígena para discutir as atualizações necessárias para a política, que estão em curso. “A Pnaspi é uma política de suma importância para garantir direitos de saúde às populações indígenas em todo o território nacional, mas precisa de adaptações para atender às demandas no contexto atual. Por isso, estamos trabalhando fortemente nessa questão”, afirmou Tapeba. O secretário ainda citou outras atuações de destaque, como “a criação do Cresi e do primeiro Programa Nacional de Saneamento Indígena, que deve universalizar o saneamento aos povos indígenas em 100% do território nacional, otimizando a qualidade de vida e saúde dos indígenas aldeados”: “Essa demanda está reprimida há muito tempo e não há mais como adiar. Saneamento é saúde, e é um direito”.

    Sílvia Alves
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde participa de debates sobre emergência em saúde e formação profissional

    Ministério da Saúde participa de debates sobre emergência em saúde e formação profissional

    A agenda do Ministério da Saúde nesta segunda-feira (01), no Abrascão, foi diversificada. Durante a mesa redonda “Governança global em transe: conflito, cooperação e as demandas da saúde”, a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão, ressaltou a pertinência do tema diante do aumento global das emergências em saúde. “Essa discussão é extremamente oportuna, tanto por acontecer no 14º Congresso de Saúde Coletiva quanto pelo momento que estamos vivendo. As emergências em saúde têm aumentado em escala no mundo, e isso impacta diretamente a forma como os sistemas precisam se organizar e responder”, afirmou. Entre os assuntos abordados, destacaram-se os desafios impostos por conflitos globais, deslocamentos populacionais, interrupção de cadeias de suprimentos e a necessidade de fortalecer mecanismos multilaterais.

    Já a mesa “Universalidade e Equidade do Cuidado: Caminhos do Mais Médicos e do Agora Tem Especialistas no SUS”, trouxe para o centro do debate as ações que integram o provimento, formação e ampliação do acesso à saúde tanto na atenção primária quanto ao atendimento especializado em todo o Brasil. Na oportunidade, o Ministério da Saúde destacou a expansão de vagas de graduação e residência alinhadas às necessidades reais do SUS, a regulação da formação médica orientada à interiorização e o fortalecimento da integração ensino–serviço como eixo estratégico para qualificar e fixar profissionais em territórios vulnerabilizados. No âmbito da Atenção Primária, o Mais Médicos soma atualmente 26.883 profissionais ativos em todo o país. A atuação do programa abrange territórios urbanos, rurais, ribeirinhos, aldeias indígenas e periferias metropolitanas, contribuindo para reduzir vazios assistenciais históricos.

    Para garantir a continuidade do cuidado e ampliar o acesso a consultas, exames e procedimentos especializados, o Ministério da Saúde lançou o Agora Tem Especialistas, que prioriza regiões de maior vulnerabilidade e articula provimento, formação e redes regionais de atenção à saúde. No primeiro ciclo do Mais Médicos Especialistas, 322 médicos especialistas foram distribuídos em áreas de difícil provimento, fortalecendo a resposta a condições crônicas e ampliando a resolutividade dos serviços. E está finalizando a segunda chamada de profissionais com possibilidade de aumentar em mais de 250 médicos especialistas.

    Educação em Saúde

    O estande do Mestrado Profissional em Saúde da Família (ProfSaúde) durante Abrascão tornou-se ponto de encontro para profissionais, pesquisadores e gestores durante o lançamento de duas importantes publicações: “Estratégias para o Fortalecimento da Educação e do Trabalho Interprofissional” e “Cartografias de Si: caminhos e trajetórias dos egressos do ProfSaúde”.

    Os livros ressaltam a potência das experiências desenvolvidas nos territórios e evidenciam como a atuação na Atenção Primária à Saúde contribui para o aprimoramento das políticas públicas no país. Para o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe

    Proenço, “as análises críticas produzidas a partir dos territórios, como as desenvolvidas pelo Pró-Saúde, ajudam a revelar dificuldades reais do sistema e apontar caminhos para aprimorar as políticas. Em 2023 retomamos o financiamento para equipes multiprofissionais na Atenção Primária, o que gerou grande adesão dos municípios e reforça a importância dessa rede de ensino e serviço. Valorizamos profundamente o trabalho que as instituições de ensino têm realizado, porque ele fortalece nosso principal objetivo: cuidar bem do povo brasileiro”.

    Ministério da Saúde

  • Brasil elimina transmissão vertical do HIV, da mãe para o bebê, e alcança menor taxa de mortalidade dos últimos anos

    Brasil elimina transmissão vertical do HIV, da mãe para o bebê, e alcança menor taxa de mortalidade dos últimos anos

    O Brasil registrou queda 13% no número de óbitos por aids entre 2023 e 2024 – o que representa mais de mil vidas salvas, segundo o novo boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (1º). Os dados refletem os avanços em prevenção, diagnóstico e, principalmente, no acesso gratuito pelo SUS a terapias de ponta capazes de tornar o vírus indetectável e intransmissível. Combinação que levou também a eliminação, como problema de saúde pública, da transmissão vertical da doença, quando ocorre da mãe para o bebê.

    “Hoje é um dia de luta, mas também de conquista histórica: alcançamos o menor número de mortes por aids em 32 anos. Esse resultado só foi possível porque o SUS oferece gratuitamente as tecnologias mais modernas de prevenção, diagnóstico e tratamento. Os avanços também permitiram ao país alcançar as metas de eliminação da transmissão vertical como problema de saúde pública”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    O número de mortes por aids no Brasil caiu de mais de 10 mil em 2023 para 9,1 mil em 2024. Pela primeira vez, o número de mortes ficou abaixo de dez mil em três décadas. Os casos de aids também apresentaram redução no período, com queda de 1,5%, passando de 37,5 mil em 2023 para 36,9 mil no último ano.

    No componente materno-infantil, o país registrou queda de 7,9% nos casos de gestantes com HIV (7,5 mil) e de 4,2% no número de crianças expostas ao vírus (6,8 mil). O início tardio da profilaxia neonatal caiu 54%, o que demonstra melhora significativa na atenção ofertada no pré-natal e nas maternidades.

    A eliminação da transmissão vertical como problema de saúde pública também foi alcançada: o Brasil manteve a taxa de transmissão vertical abaixo de 2% e a incidência da infecção em crianças abaixo de 0,5 caso por mil nascidos vivos. O país também atingiu mais de 95% de cobertura em pré-natal, testagem para HIV e oferta de tratamento às gestantes que vivem com o vírus.

    Isso significa que o país interrompeu, de forma sustentada, a infecção de bebês durante a gestação, o parto ou a amamentação, atingindo integralmente as metas internacionais. Os resultados estão em linha com os critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS).

    Em 2024, o Brasil contabilizou 68,4 mil pessoas vivendo com HIV ou aids, mantendo a tendência de estabilidade observada nos últimos anos.

    Ampliação do acesso à prevenção, diagnóstico e tratamento

    O Brasil adota a estratégia de Prevenção Combinada, que reúne diferentes métodos para reduzir o risco de infecção pelo HIV. Antes centrada principalmente na distribuição de preservativos, a política incorporou ferramentas como a PrEP e a PEP, que reduzem o risco de infecção antes e depois da exposição ao vírus. Para dialogar com o público jovem, que vem reduzindo o uso de preservativos, o Ministério da Saúde lançou camisinhas texturizadas e sensitivas, com a aquisição de 190 milhões de unidades de cada modelo.

    O país também ampliou o acesso à Profilaxia Pré-Exposição. Desde 2023, o número de usuários da PrEP cresceu mais de 150%, resultado que fortaleceu a testagem, aumentou a detecção de casos e contribuiu para a redução de novas infecções. Atualmente, 140 mil pessoas utilizam a PrEP diariamente.

    No diagnóstico, houve expansão na oferta de exames com a aquisição de 6,5 milhões de duo testes para HIV e sífilis, 65% a mais do que no ano anterior, além da distribuição de 780 mil autotestes, que facilitam a detecção precoce e o início oportuno do tratamento.

    O SUS mantém oferta gratuita de terapia antirretroviral e acompanhamento a todas as pessoas diagnosticadas com HIV. Mais de 225 mil utilizam o comprimido único de lamivudina mais dolutegravir, combinação de alta eficácia, melhor tolerabilidade e menor risco de efeitos adversos a longo prazo. Por concentrar o tratamento em uma única dose diária, o esquema favorece a adesão e melhora a qualidade de vida.

    Esses avanços aproximam o Brasil das metas globais 95-95-95, que preveem que 95% das pessoas vivendo com HIV conheçam o diagnóstico, 95% delas estejam em tratamento e 95% das tratadas alcancem supressão viral. Duas das três metas já foram cumpridas pelo país.

    Saúde lança edital de R$ 9 milhões para participação social

    Para fortalecer a participação social e a governança da resposta ao HIV, o Ministério da Saúde lançou editais inéditos que somam R$ 9 milhões destinados a organizações da sociedade civil, reconhecendo o papel histórico dessas entidades no controle social e na construção de políticas públicas de enfrentamento à aids.

    A pasta também reúne hoje o maior número de comissões e comitês consultivos já instituídos na área, o que amplia a escuta da sociedade e qualifica decisões estratégicas. Além disso, liderou a criação de um comitê interministerial voltado à eliminação de infecções e doenças determinadas socialmente, com foco especial na transmissão vertical do HIV e na aids, iniciativa inédita no campo da saúde

    Exposição celebra avanços do Brasil no enfrentamento à doença

    O Ministério da Saúde abre ao público, em Brasília, a exposição “40 anos da história da resposta brasileira à aids” e lança a campanha “Nascer sem HIV, viver sem aids”, reforçando o compromisso contínuo do país no enfrentamento ao HIV.

    A mostra não apenas revisita o passado: convida o público a reencontrar memórias, reconhecer avanços e refletir sobre os desafios que permanecem. A iniciativa marca o início do Dezembro Vermelho 2025, mês dedicado à conscientização sobre HIV e aids.

    Instalada no SESI Lab, a exposição reúne relatos de vida, documentos, obras e conteúdos que retratam quatro décadas de políticas públicas, produção científica, mobilização social e conquistas que consolidaram o Brasil como referência mundial na resposta ao HIV e à aids. A visitação segue aberta até 30 de janeiro de 2026.

    Amanda Milan
    Ministério da Saúde

  • Comissão de Gestão dialoga sobre atualizações em sistema de vigilância e no tratamento de HIV e aids

    Comissão de Gestão dialoga sobre atualizações em sistema de vigilância e no tratamento de HIV e aids

    A Comissão de Gestão em HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (Coge) do Ministério da Saúde se reuniu na sexta-feira (28), para dialogar sobre avanços e prioridades na vigilância dessas infecções e doenças.

    Durante o encontro, foram divulgadas mudanças nas opções de tratamento para pessoas vivendo com HIV e/ou aids como a ampliação da indicação da dose fixa combinada de Lamivudina/Dolutegravir (comprimido único) para pessoas acima de 35 anos. Também foi informado a aprovação tripartite da inclusão da ficha de notificação de tuberculose no novo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (E-SUS Sinan).

    Na ocasião, o diretor do Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (Dathi/SVSA/MS), Draurio Barreira, realizou um balanço da gestão, iniciada em 2023. “Esperamos que 2025 seja marcado pelo reconhecimento da OMS de que o Brasil atingiu as metas de eliminação da transmissão vertical do HIV. Isso significa também um aumento na qualidade de vidas das pessoas vivendo com o vírus, com a possibilidade de planejar uma gestação sabendo que o risco de transmissão do HIV é quase zero”, afirmou. Essa foi a primeira das reuniões com gestores e sociedade civil que o Ministério da Saúde está realizando no contexto do Dezembro Vermelho, mês de conscientização sobre HIV e aids, e em meio às celebrações dos 40 anos da resposta brasileira à epidemia.

    Comissão de Gestão

    Em junho de 2023, a Comissão de Gestão em HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e ISTs (Coge/MS) foi reativada. Composta por representantes do Dathi, dos Conselhos Nacionais de Secretários Estaduais de Saúde (Conass), das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), das coordenações estaduais e das capitais de programas de ISTs, HIV, aids, hepatites virais e tuberculose, a Coge tem a missão de assessorar o Ministério da Saúde na definição de diretrizes e prioridades da Política Nacional para essas infecções e doenças com vistas a sua eliminação.

    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde e Prefeitura promovem vacinação para trabalhadores de aplicativos de entrega em Goiânia

    Ministério da Saúde e Prefeitura promovem vacinação para trabalhadores de aplicativos de entrega em Goiânia

    O Ministério da Saúde promove entre os dias 1º e 5 de dezembro, uma ação de vacinação de trabalhadores de aplicativo de entrega de Goiânia e região. A ação acontece no Ponto de Apoio dos entregadores, no Setor Marista, das 11h às 17h. A expectativa é imunizar cerca 500 pessoas ao longo da semana.

    No local, estão sendo oferecidas as vacinas dT (difteria e tétano), hepatite B, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), febre amarela e covid-19 (para grupos prioritários). A ideia é facilitar o acesso dos trabalhadores à vacinação e reforçar a importância da proteção contra doenças que ainda circulam no país.

    A campanha de vacinação é uma das ações previstas no Acordo de Cooperação firmado com a empresa iFood, em agosto deste ano, para ampliar o alcance dos programas e ações promovidos pelo Ministério da Saúde.

    Durante a abertura da campanha, nesta segunda-feira (1º), o superintendente do Ministério da Saúde em Goiás, Lucas Vasconcellos, destacou o comprometimento do governo com os trabalhadores por aplicativo. “O governo federal tem priorizado os trabalhadores por aplicativo de maneira geral. E o Ministério da Saúde é uma das pastas estratégicas que cuida especialmente dos motociclistas que tanto auxiliam e facilitam as nossas vidas diariamente. Estamos em Goiânia com a nobre missão dada pelo Presidente Lula e pelo Ministro Alexandre Padilha de vacinar os entregadores e garantir proteção para esses profissionais tão importante para a cidade e a economia”, reforça.

    A vice-presidente de Impacto e Sustentabilidade do iFood, Luana Ozemela, também comemorou a parceria. “Realizar uma campanha de vacinação em um espaço dedicado aos entregadores reforça o cuidado único que o iFood tem com as pessoas que movimentam o delivery no Brasil. Ao unir forças com o Ministério da Saúde em uma ação tão relevante, reafirmamos nosso compromisso com a categoria. É um momento inédito no setor, e que leva benefícios que vão muito além do trabalho, impactando diretamente a saúde, a proteção e a qualidade de vida desses profissionais”, afirma Luana.

    A expectativa é ampliar a vacinação em pontos de apoio para entregadores de diferentes regiões do país nos próximos meses.

    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde dialoga sobre Educação Popular em Saúde durante congresso

    Durante mesa dedicada à Educação Popular em Saúde e ao Programa de Agentes Populares de Saúde (AgPopSUS) no Abrascão, neste domingo (30), o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, destacou a importância estratégica dessas iniciativas para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e para a construção de políticas públicas orientadas pelo território e pelas necessidades reais da população.

    Segundo o secretário, a Educação Popular em Saúde e a Política Nacional de Educação Permanente são pilares que se complementam e ampliam a capacidade do sistema de dialogar com movimentos sociais, instituições de ensino e comunidades. “Essas iniciativas permitem que o povo participe ativamente da construção do país que queremos e do SUS que precisamos”, afirmou.

    Ele destacou que a escuta qualificada dos territórios, especialmente em contextos de desigualdade, é essencial para orientar ações de saúde mais justas e efetivas. A experiência com agentes populares, fortalecida entre 2023 e 2024 e inspirada por vivências anteriores na Paraíba e em Pernambuco, demonstra como a mobilização comunitária tem sido decisiva para formar redes de cuidado e produzir respostas inovadoras, desde a pandemia até os desafios atuais do sistema de saúde.

    Ao relacionar o AgPopSUS com a trajetória histórica da educação popular no SUS, o secretário lembrou o legado do ministro Alexandre Padilha na pauta e reforçou a importância da articulação interinstitucional. A parceria com a Fiocruz Brasília segue sendo fundamental, e uma nova colaboração com a Agência de Apoio ao Desenvolvimento do SUS (AgSUS) vai permitir ampliar o alcance das ações.

    O secretário também anunciou que 2026 será um ano de novas turmas do AgPopSUS, com início no primeiro semestre. A expectativa é que mais movimentos sociais, educadores populares e representações comunitárias integrem as próximas etapas. A iniciativa ocorre em um contexto acelerado pela legislação eleitoral, mas também pela urgência em consolidar processos que fortaleçam o SUS de forma duradoura.

    “A participação popular foi reconhecida internacionalmente como princípio fundamental dos sistemas de saúde, e o Brasil tem muito a contribuir com essa agenda”, ressaltou, destacando a atuação do Conselho Nacional de Saúde nessa conquista.

    Para além da formação, o secretário ressaltou que programas como o Agora Tem Especialistas também se beneficiam do olhar dos territórios, que apontam prioridades, percepções sobre as políticas públicas e caminhos para aprimorar o acesso. 

    Agora Tem Especialistas

    Durante o Abrascão, é possível conhecer melhor o Programa Agora Tem Especialistas, no estande do Ministério da Saúde. No local, gestores, profissionais e podem esclarecer dúvidas e dialogar sobre a ampliação do acesso à Atenção Especializada no SUS, fortalecendo a visibilidade das iniciativas da secretaria.

    A programação das Secretaria de Atenção Especializada em Saúd (SAES) deste domingo também incluiu a mesa “Política de Drogas à Política de Apostas: Saúde, Justiça Social e Redução de Danos”, conduzida pelo Departamento de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas (DESMAD), que apresentou um panorama sobre os impactos das apostas online na saúde, suas conexões com a política de drogas e a importância das abordagens psicossociais e de redução de danos. O debate reforçou a necessidade de reconhecer o tema como questão de saúde pública e fortalecer a Rede de Atenção Psicossocia (RAPS) diante dos novos desafios sociais e regulatórios.

    Juliana Lima
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde anuncia R$ 9,8 bilhões para adaptação no SUS e apresenta pacote de medidas para fortalecer assistência

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou neste domingo (30), durante o 14º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva (Abrascão), um investimento de R$ 9,8 bilhões em ações de adaptação no Sistema Único de Saúde (SUS), que incluem a construção de novas unidades de saúde e a aquisição de equipamentos resilientes às mudanças climáticas. As iniciativas integram o AdaptaSUS, plano apresentado na COP30 com estratégias que preparam a rede para enfrentar os impactos das mudanças climáticas. O plano estabelece 27 metas e 93 ações a serem implementadas até 2035.

    “A crise climática é um problema de saúde pública. Hoje, no mundo, um a cada 12 hospitais paralisa as atividades por causa de eventos climáticos extremos. Para nós, debater saúde e clima é uma questão de equidade. Precisamos de um sistema que se antecipe, responda e se adapte às mudanças climáticas para garantir atendimento a todos”, destacou Padilha.

    Na agenda, o ministro também assinou portarias que instituem Comissão Técnica de Registro Profissional do Sanitarista e o Comitê de Acompanhamento de Formação da Profissão do Sanitarista. Com base na Lei nº 14.725/2023, serão criadas instâncias responsáveis por definir critérios de formação, analisar registros, consolidar a identidade profissional da categoria e organizar o sistema digital de registro.

    “Valorizar o sanitarista é reconhecer a essência do SUS. Hoje, juntamente com a Abrasco, iniciamos a regulamentação da profissão no âmbito do Ministério da Saúde. É um processo coletivo de definição de critérios, que representa um avanço significativo para a saúde coletiva”, afirmou Padilha.

    Outro anúncio foi o lançamento do Guia Nacional de Unidades de Saúde Resilientes, que orienta como UBS, UPAs e hospitais devem ser construídos ou adequados para resistir a eventos climáticos. O documento passa a integrar projetos do Novo PAC Saúde, com diretrizes sobre estruturas reforçadas, autonomia de energia e água, inteligência predial e padrões de segurança. Também foi instalado o grupo técnico responsável por detalhar as diretrizes de resiliência, com especialistas do Ministério da Saúde, Fiocruz, Anvisa, OPAS e conselhos de saúde.

    O Ministério da Saúde apresentou ainda a criação da Instância Nacional de Ética em Pesquisa (INAEP), que moderniza o sistema brasileiro de avaliação ética em estudos com seres humanos. A nova estrutura agiliza análises, reduz duplicidades, define critérios de risco e regula biobancos, aproximando o Brasil das melhores práticas internacionais e ampliando sua participação na pesquisa clínica global.

    Também foram assinados atos relacionados ao FormaTec-SUS, que institui o Programa Nacional de Formação Técnica na rede pública de saúde, e à integração dos programas Mais Médicos e Mais Médicos pelo Brasil.

    AdaptaSUS

    Apresentado durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, o AdaptaSUS reúne medidas de curto, médio e longo prazo voltadas ao fortalecimento dos sistemas de alerta, à ampliação da vigilância, à capacitação das equipes, à realização de obras em áreas vulneráveis, além de investimentos em pesquisa e na criação de plataformas integradas de dados.

    Estão previstos recursos para garantir a operação das unidades de saúde e a continuidade da assistência em situações críticas; para fortalecer ciência, tecnologia e produção, com implantação de novos centros de referência e sistemas integrados de dados; para ações de comunicação, educação e participação social; e para o aprimoramento da vigilância em saúde e da preparação diante de eventos extremos.


    Ministério da Saúde

  • Abrascão 2025 destaca papel estratégico do SUS, afirma Adriano Massuda

    A abertura do Congresso de Saúde Coletiva 2025 (Abrascão) aconteceu neste sábado (29), às 18h30, em Brasília. A cerimônia reuniu pesquisadores, gestores, profissionais de saúde e representantes de entidades científicas em um evento marcado por apresentações culturais, homenagens e debates sobre os desafios atuais da saúde pública.

    Um dos pontos altos da noite foi a conferência magna do secretário executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, que apresentou uma análise sobre o momento vivido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e sobre os rumos necessários para seu fortalecimento.

    Durante sua fala, Massuda destacou que o Brasil vive uma encruzilhada histórica em relação às políticas públicas de saúde. Para ele, o fortalecimento do SUS deve ser entendido como elemento estratégico para o desenvolvimento nacional, não apenas como um conjunto de serviços, mas como projeto civilizatório.

    Segundo o conferencista, “o Brasil precisa reafirmar o SUS como projeto de país, baseado na equidade, na solidariedade e na garantia de direitos”. Massuda reforçou que os avanços conquistados desde a redemocratização mostram a potência do sistema, mas alertou para riscos de retrocesso caso não haja investimento contínuo, coordenação nacional e valorização da ciência.

    O secretário executivo também ressaltou a importância da pesquisa científica nas decisões em saúde. Ele afirmou que “nenhuma política de saúde pública se sustenta sem base científica sólida e sem capacidade de gestão”, apontando que crises recentes, como a pandemia, que evidenciaram tanto o potencial quanto as fragilidades das estruturas públicas brasileiras. Para ele, um dos principais desafios é fortalecer a articulação entre universidades, serviços de saúde e governos: “Produzimos conhecimento de alto nível, mas ainda precisamos convertê-lo em políticas efetivas, capazes de impactar a vida das pessoas”.

    Massuda reforçou ainda, que a desigualdade social é o maior determinante das iniquidades em saúde no Brasil. Ele destacou que o Brasil tem investido em políticas intersetoriais que enfrentem pobreza, racismo estrutural e desigualdade regional, fatores que, segundo ele, “se traduzem diretamente em adoecimento e morte evitável”.

    Programação

    O Congresso segue até dia 03 de dezembro, com mesas-redondas, sessões científicas, lançamentos de livros e debates que abordam temas como financiamento do SUS, inovação em saúde pública, vigilância epidemiológica, educação permanente e participação social. O Ministério da Saúde é organizador de cerca de 40 atividades e convidado em outras 40.

  • Ministério da Saúde reforça papel estratégico na formação e valorização do trabalho em saúde durante congresso

    No segundo dia de atividades pré-congresso do 14º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva (Abrascão), o Ministério da Saúde (MS) realizou diversas atividades, com destaque para o V Simpósio Internacional de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, uma discussão sobre o papel da gestão do trabalho e da educação em saúde que evidenciou o crescente engajamento de pesquisadores, profissionais e militantes do SUS. O evento reuniu diferentes atores que, em diálogo com o Ministério da Saúde, vêm consolidando agendas voltadas ao fortalecimento das políticas estratégicas para o sistema público de saúde, com foco em inovação, qualificação e valorização das equipes que atuam no cotidiano do SUS.

    O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do MS, Felipe Proenço, ressaltou a importância dessas pautas para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS): “O simpósio mostrou, na prática, como a gestão do trabalho e da educação em saúde é estratégica para fortalecer o SUS. Ao colocar no centro a valorização de quem sustenta o sistema todos os dias, e ao defender uma educação crítica e transformadora, o encontro abriu debates fundamentais dentro do congresso da Abrasco e mobilizou pessoas comprometidas com a construção de um SUS mais forte.”

    Proenço também destacou iniciativas como o AfirmaSUS, voltado para mudanças nos processos de formação, aproximando a educação das necessidades reais do sistema. Para ele, é essencial manter redes de cooperação e espaços permanentes de debate para enfrentar iniquidades e fortalecer políticas públicas.

    O secretário adjunto da SGTES, Jérzey Timóteo, reforçou a necessidade de colocar a equidade no centro das políticas de saúde e afirmou que o encontro é um convite para transformar conceitos em prática: “A equidade deve ser mais do que um conceito teórico, precisa se tornar realidade nas ações de saúde. Apesar dos avanços na atenção primária e especializada, ainda não alcançamos equidade no acesso aos serviços.”

    As atividades do pré-congresso ocorreram nos dias 28 e 29 de novembro, enquanto a programação oficial do Abrascão segue de 30 de novembro a 3 de dezembro. 

    Saiba mais

    Organizado pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) em parceria com a Fiocruz Brasília, o 14º Abrascão teve 10.861 inscritos e 8.398 trabalhos aprovados, consolidando sua edição mais diversa e participativa. O tema escolhido para o Congresso deste ano é “Democracia, equidade e justiça climática: a saúde e o enfrentamento dos desafios do século XXI”.