Categoria: SAÚDE GOV

  • Ministério da Saúde ouve gestores municipais e profissionais sobre desempenho do Mais Médicos

    Ministério da Saúde ouve gestores municipais e profissionais sobre desempenho do Mais Médicos

    O Mais Médicos inicia hoje (8/9) a pesquisa de satisfação para avaliar a qualidade do programa. A coleta de dados é direcionada para gestores municipais e profissionais ligados a iniciativa e ficará disponível até 8 de outubro, com o intuito de reunir informações para o aprimoramento das políticas de provimento no Brasil. O questionário vai ajudar o Ministério da Saúde a entender cada vez mais as expectativas em relação ao programa e as necessidades dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

    A pesquisa é realizada anualmente e busca ouvir o público que está diretamente envolvido com a gestão local, além dos médicos que integram as equipes de trabalho do programa Mais Médicos, para compreender os impactos da ação, identificar oportunidades de melhoria, entender com tem sido a experiência do profissional, bem como auxiliar a tomada de decisão.

    “A pesquisa é rápida e fácil de responder e todas as informações compartilhadas serão mantidas em total sigilo. A ideia é criar um ambiente seguro, onde gestor e profissional se sintam confortáveis. Nosso intuito é ouvir os atores envolvidos com o Mais Médicos, seguindo com a equipe e o atendimento mais fortalecidos”, pontua a diretora de Gestão e Provimento Profissional para o SUS (DEGEPS) do Ministério da Saúde, Aíla Vanessa de Sousa.

    Para o gestor, o questionário é dividido em eixos que avaliam sua percepção sobre o desempenho dos profissionais do Mais Médicos, a formação oferecida, o impacto do programa no território e a relação com as instâncias de gestão. Além disso, o formulário solicita informações sociodemográficas que ajudarão a entender melhor o perfil da população, dos profissionais que fazem parte do programa e da experiência do município em relação ao programa.

    Já para o médico, a pesquisa quer saber como tem sido a sua experiência de trabalho. O questionário está dividido em partes que medem quanto o profissional recomenda o Mais Médicos e a unidade de saúde – na qual ele está atuando, para outros colegas de profissão. O objetivo é avaliar o nível de satisfação do médico em diferentes aspectos da atuação.

    Victor Almeida
    Ministério da Saúde

  • Brasil dá passo decisivo rumo à certificação internacional de eliminação da transmissão vertical do HIV

    Brasil dá passo decisivo rumo à certificação internacional de eliminação da transmissão vertical do HIV

    O Brasil dá um passo decisivo rumo à certificação da eliminação da transmissão vertical do HIV como problema de saúde pública. A Equipe Regional de Validação da Organização Pan Americana de Saúde (OPAS/OMS) esteve no país entre 18 e 22 de agosto para checar, em campo, as ações do Sistema Único de Saúde (SUS) que sustentam o pedido brasileiro pela certificação. A agenda incluiu visitas a serviços em Porto Alegre e Santa Cruz do Sul (RS), São Paulo (SP), Salvador (BA), Anápolis (GO), Brasília (DF), Ariquemes e Cacoal (RO).

    Os resultados mais recentes mostram que o país está preparado para este reconhecimento: em 2023, a taxa de transmissão do HIV de mãe para bebê ficou abaixo de 2% e a incidência da infecção em crianças foi inferior a 0,5 caso por mil nascidos vivos. A mortalidade por aids caiu para 3,9 por 100 mil habitantes, a menor desde 2013. Nos anos de 2023 e 2024, o Brasil superou 95% de cobertura de pelo menos uma consulta de pré-natal, de testagem de HIV em gestantes e de tratamento das gestantes que vivem com HIV. A prevenção também avançou, com 184.619 pessoas em uso de PrEP em 2025 e a ampliação dos testes rápidos “duo” para HIV e sífilis no pré-natal, acelerando o diagnóstico e o cuidado.

    “O caminho até aqui foi construído com planejamento, ciência e participação social”, afirmou o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em 3 de junho de 2025, durante a abertura do XV Congresso da Sociedade Brasileira de Doenças Sexualmente Transmissíveis, XI Congresso Brasileiro de Aids e VI Congresso Latino-Americano de IST/HIV/Aids, no Rio de Janeiro, quando entregou à OPAS/OMS o Relatório de Validação que embasa o pedido de certificação do Brasil.

    Após análise técnica, o país foi considerado apto a avançar no processo. Nos dias 13 e 14 de agosto, ocorreram reuniões virtuais com a Equipe Regional de Validação, quando o Ministério detalhou as ações conduzidas de forma tripartite, com participação de estados e municípios, comunidade científica, sociedade civil e instituições parceiras. As discussões seguiram os quatro eixos exigidos pela certificação: programas e serviços de saúde; vigilância epidemiológica e qualidade dos dados; capacidade diagnóstica e qualidade dos testes; e direitos humanos, igualdade de gênero e participação comunitária.

    A agenda no Brasil aprofunda essa checagem em campo. Três equipes da OPAS/OMS validam dados e rotinas assistenciais, ouvindo profissionais, gestores e usuários do SUS nos territórios. Essa mobilização nacional integra o compromisso do Brasil com a eliminação da transmissão vertical de HIV, sífilis, hepatite B, doença de Chagas e HTLV, apoiado pelo Pacto Nacional para a Eliminação da Transmissão Vertical (pactuado em 2022) e pelo Programa Brasil Saudável, que estabelece metas até 2030.

    O esforço também já gera resultados locais: o Brasil adaptou o processo internacional para certificações subnacionais e, hoje, 151 municípios e sete estados alcançaram algum tipo de certificação ou selo. São 228 certificações municipais vigentes — 139 relativas à transmissão vertical do HIV — e 10 certificações no âmbito estadual. Para 2025, estão previstas novas concessões em cerca de 70 municípios e 10 estados, estimulando a qualificação da linha de cuidado materno-infantil em todo o país.

    Amanda Milan
    Ministério da Saúde

  • Insulinas: como aplicar corretamente com a caneta reutilizável

    Insulinas: como aplicar corretamente com a caneta reutilizável

    A caneta reutilizável para aplicação de insulina proporciona mais conforto ao paciente durante o tratamento da diabetes. Com menor impacto ambiental, o dispositivo oferece precisão na dosagem, facilidade na aplicação, agulhas finas e tubetes removíveis. O novo modelo é disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para os tipos NPH e regular, com validade de três anos após o primeiro uso.

    A enfermeira do Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão do Distrito Federal, Sâmela Souza, explica que o modelo reutilizável permite o armazenamento prático do medicamento, que pode ser mantido em temperatura ambiente por até quatro semanas após o primeiro uso.

    “Com a caneta reutilizável, o paciente consegue aplicar o medicamento com mais exatidão e tranquilidade, além de manter o cuidado regular. O dispositivo funciona por encaixe, e o refil do medicamento pode permanecer acoplado até a utilização da última dose, além de exibir o quantitativo de insulina que deve ser administrado”, destacou.

    Oferta no SUS

    Desde março de 2025, as canetas reutilizáveis para aplicação de insulina são ofertadas no SUS para pessoas com diabetes tipo 1 e tipo 2, conforme prescrição médica. Até agosto deste ano, mais de 2,1 milhões de canetas reutilizáveis foram encaminhadas à rede pública de saúde. Outras 540 mil estão previstas para serem entregues até o final de setembro. Além disso, o Ministério da Saúde receberá mais de 1,9 milhão de canetas para atender a atual demanda da população e garantir o estoque.

    Para assegurar o manuseio correto das canetas, a pasta, em parceria com a empresa fornecedora do produto, promoveu treinamentos virtuais e produziu cartilhas de orientação. O material é voltado tanto para profissionais de saúde e equipes de assistência farmacêutica quanto para pacientes, com foco na logística e no uso adequado, garantindo acesso contínuo e seguro à insulina no SUS.

    Confira a cartilha completa de orientações sobre o uso das canetas

    Danielly Schulthais
    Ministério da Saúde

  • Ministro Padilha visita primeiro Centro de Referência em Saúde Indígena  do Brasil, no território Yanomami

    Ministro Padilha visita primeiro Centro de Referência em Saúde Indígena do Brasil, no território Yanomami

    Neste sábado (6), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, realizou uma visita técnica ao primeiro Centro de Referência em Saúde Indígena (CRSI Xapori Yanomami) do Brasil, localizado no Território Yanomami, em Roraima, no coração da Amazônia, para marcar o início dos atendimentos. Com investimento federal de cerca de R$ 29 milhões, a unidade amplia a capacidade de atendimento, fortalece a infraestrutura e eleva a qualidade da assistência oferecida às comunidades indígenas da região.

    Foto: @rodrigohanna/Ms
    Foto: Rodrigo Hanna/MS

    “A última construção aqui foi em 1992. Estamos trazendo a saúde da terra indígena Surucucu para o século XXI, com equipamentos modernos, melhores condições de trabalho para os profissionais e acolhimento digno para a população indígena”, afirmou o ministro Alexandre Padilha.

    O projeto é resultado de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado entre o Ministério da Saúde, a Central Única das Favelas (Cufa) e a organização Target Ruediger Nehberg Brasil. Também conta com o apoio do Exército, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), do Ministério da Defesa e do Ministério de Minas e Energia.

    “O nosso compromisso é superar de vez o risco de genocídio que passou o povo Yanomami. Vamos entregar outras duas unidades até o final do próximo ano, além da reestruturação da Casai em Boa Vista e da parceria com o Hospital Universitário”, garantiu o ministro.

    O novo centro de saúde indígena vai assegurar que casos agudos e graves sejam atendidos com urgência no próprio território, beneficiando cerca de 40 mil indígenas de 60 comunidades. A iniciativa reduz a necessidade de remoções para serviços de média e alta complexidade nos centros urbanos e oferece suporte em emergências e cuidados continuados, respeitando o perfil epidemiológico e as especificidades culturais, sociais e de saúde dos povos indígenas.

    “Quando começou o governo do presidente Lula, apenas sete polos tinham profissionais de saúde. Hoje, mais de 30 polos contam com médicos do Mais Médicos, enfermeiros, nutricionistas e técnicos de enfermagem. É um aumento de 169% de profissionais dentro da terra indígena”, detalhou Padilha. Esta obra representa um marco histórico para a saúde dos povos indígenas e reflete a resposta do Governo Federal à crise sanitária enfrentada pelo povo Yanomami, quando, em 2023, uma força-tarefa reuniu diversos órgãos para socorrer as comunidades após um período de abandono e negligência do poder público 

    João Risi/MS
    Foto: João Risi/MS

    O inestimento total no Centro é de aproximadamente R$ 29 milhões, sendo R$ 15 milhões destinados à construção, equipamentos e insumos, e R$ 14 milhões voltados ao custeio e manutenção de 164 profissionais – equipes de saúde (114 profissionais), de logística (40 profissionais) e de infraestrutura e saneamento (10 profissionais). As equipes de saúde incluem médicos clínicos e especialistas, cirurgiões-dentistas, agentes indígenas de saúde, de saneamento e de endemias, entre outros profissionais.

    O Centro possui mais de 1.300 m² de área construída, com capacidade para acolher cerca de 120 pacientes e acompanhantes. São três blocos principais: um espaço de 387 m² destinado ao alojamento de profissionais de saúde, uma área de 801 m² voltada aos atendimentos e um refeitório de 122 m² para garantir a assistência nutricional.

    “É uma grande transformação no cuidado da população Yanomami. Esta unidade serve não só ao polo Surucucu, mas a 22 subpolos, funcionando também como base de apoio para outros polos e para transferências de pacientes”, disse o ministro.

    Serviços e equipamentos

    O Centro contará com equipamentos de suporte à assistência hospitalar e ambulatorial, incluindo recursos para diagnóstico, tratamento e monitoramento clínico, como raio-x, ultrassonografia, exames laboratoriais, doppler fetal, eletrocardiograma, exames preventivos do câncer do colo do útero, pré-natal e teste rápido para malária. Além disso, dispõe de salas de estabilização equipadas com suporte para oxigenoterapia e carrinhos de emergência, Central de Material e Esterilização, equipamentos de refrigeração para conservação de medicamentos e vacinas, e sistemas de energia e abastecimento de água sustentáveis, além de geradores.

    João Risi/MS
    Foto: João Risi/MS

    Segundo o secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Weibe Tapeba, a presença do Centro no Território Yanomami trará maior resolutividade ao atendimento das comunidades indígenas, incluindo serviços de urgência e emergência. O secretário também destaca o laboratório de análises clínicas. “Os exames são realizados diretamente no local, evitando que o indígena precise se deslocar de avião até Boa Vista, uma logística complexa”.

    Com expansão da assistência, óbitos evitáveis caem 85% no primeiro trimestre de 2025

    Dados preliminares do Ministério da Saúde apontam para redução de 33% no número de óbitos no território Yanomami em dois anos, comparando o primeiro semestre deste ano com o mesmo período em 2023 – considerando óbitos por causas evitáveis, o percentual de redução é de 85%. Em relação a doenças respiratórias, o número de óbitos caiu 45%, a queda por malária foi 65% e 74% por desnutrição.

    O resultado reflete a maior presença de profissionais de saúde, cujo número mais que dobrou, e os investimentos em infraestrutura e qualificação do atendimento pelo Governo Federal. A força de trabalho cresceu: em 2025, o território conta com 1.855 profissionais, ante 690 em 2022.

    Foto: João Risi/MS
    Foto: João Risi/MS

    Em 2025, mais de 154 mil atendimentos já foram realizados. Quase 80% das crianças menores de cinco anos são acompanhadas pela Vigilância Alimentar e Nutricional, com aumento no percentual de crianças com peso adequado.

    O Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami foi o primeiro criado no âmbito da saúde indígena. Sua sede está localizada em Boa Vista e abrange uma área de 9.664.975 hectares, incluindo regiões de Roraima e Amazonas, na fronteira com a Venezuela.

    Com a ação do Governo Federal, atualmente todos os 37 polos de saúde do DSEI estão em pleno funcionamento, reduzindo significativamente o vazio assistencial no território.

    Desde o início da Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN), cerca de R$ 256 milhões foram investidos na recuperação e melhoria da infraestrutura dos estabelecimentos de saúde indígena.

    Luiz Cláudio Moreira
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde reúne familiares de vítimas da COVID e apresenta avanços do Memorial e do Guia de Manejo da Pós-COVID

    Ministério da Saúde reúne familiares de vítimas da COVID e apresenta avanços do Memorial e do Guia de Manejo da Pós-COVID

    O Ministério da Saúde (MS) reuniu, na quinta-feira (4), familiares de vítimas da COVID, representantes da sociedade civil e especialistas da área da saúde para apresentar avanços em duas iniciativas estratégicas: a construção do Memorial em Homenagem às Vítimas da COVID e a finalização do Guia de Manejo das Condições pós-COVID. O encontro foi coordenado pelo secretário executivo da pasta, Adriano Massuda, e reafirmou o compromisso do governo com a preservação da memória coletiva e com o cuidado integral às pessoas afetadas pela pandemia.

    Na ocasião, o Ministério informou que o Memorial segue dentro do cronograma e deve ser inaugurado entre março e abril de 2026. A obra será realizada por meio de concurso de artistas plásticos, com o projeto vencedor sendo responsável pela execução do monumento. Conjuntamente, será inaugurado o Centro Cultural da Saúde com uma exposição dedicada ao impacto da pandemia, que contará ainda com o repositório digital relacionado ao acervo do centro, garantindo amplo acesso da população às informações.

    O encontro contou com a participação de entidades como a Associação de Vítimas e Familiares de Vítimas da Covid (Avico), a Associação Vida e Justiça, a Coalisão Nacional Orfandade e Direitos, familiares das vítimas da Prevent Senior, representantes dos ex-médicos da Prevent Senior, a Frente pela Vida, a Sociedade Brasileira de Bioética (SBB), a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Conselho Nacional de Saúde (CNS) e a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), além de outras organizações da sociedade civil engajadas na defesa do direito à memória e à saúde.

    Os representantes das entidades e associações reforçaram a importância do projeto e celebraram a abertura para participação da sociedade civil no processo curatorial. Segundo eles, o Memorial será não apenas um local de homenagem, mas também de reflexão, aprendizado e mobilização social.

    Outro destaque do encontro foi o Guia de Manejo das Condições Pós-COVID, que está em fase final de elaboração e será concluído até outubro de 2025. O documento reunirá orientações nacionais para diagnóstico, tratamento e acompanhamento multiprofissional de pessoas com condições pós-Covid, oferecendo referência para profissionais de saúde, gestores e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). A distribuição está prevista para todas as regiões do país até dezembro do próximo ano.

    Para o secretário-executivo Adriano Massuda, a reunião simboliza um marco no diálogo entre o governo e as entidades representativas: “Mais do que um espaço de escuta, este encontro reafirma que a memória das vítimas e o cuidado com os sobreviventes seguirão no centro das políticas públicas do Ministério da Saúde”, afirmou.

    As famílias presentes avaliaram o encontro de forma positiva e destacaram o acolhimento institucional, pois além de fortalecer a memória das vítimas, as iniciativas apresentadas buscam garantir que os impactos da pandemia sejam reconhecidos e transformados em ações permanentes de cuidado em saúde.

    Ministério da Saúde

  • Estratégia brasileira é destaque em força tarefa global contra meningites

    Estratégia brasileira é destaque em força tarefa global contra meningites

    O Brasil participou da 10ª Reunião da Força Tarefa Técnica da Organização Mundial da Saúde (OMS) para vencer as Meningites até 2030, realizada em Santiago (Chile), de 2 a 5 de setembro. A comitiva nacional foi composta por representantes do Ministério da Saúde, do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS) e da sociedade civil.

    O encontro teve como objetivo a apresentação dos avanços alcançados pelos países envolvidos na luta contra as meningites  e a troca de experiências entre eles. Em sua apresentação, o Brasil destacou três componentes essenciais da estratégia nacional:

    • Vigilância robusta: fortalecimento dos sistemas de vigilância e coleta de dados como alicerce para todas as intervenções, permitindo o monitoramento preciso da doença, a detecção de surtos e a avaliação do impacto das ações de controle.
    • Atenção especializada e diagnóstico: ênfase na melhoria do acesso ao diagnóstico rápido e preciso, como a punção lombar, e na garantia de tratamento adequado em todos os níveis do sistema de saúde para reduzir a mortalidade e as sequelas.
    • Cuidado contínuo e reabilitação: um foco particular foi dado à necessidade de integrar o cuidado pós-meningite, abordando as sequelas da doença. A discussão destacou a importância de programas de reabilitação, acompanhamento de longo prazo e a integração entre a atenção hospitalar e primária para garantir a qualidade de vida dos sobreviventes.

    Além da experiência brasileira em vigilância integrada e nos modelos de reabilitação, a construção das Diretrizes para Enfrentamento ds Meningites até 2030 também foi compartilhada. “Sempre alinhados às recomendações da OMS, estamos avançando no roteiro nacional para eliminar a meningite como um problema de saúde pública e garantir um futuro mais saudável para todos os brasileiros”, ressaltou Carolina Gava, Consultora Técnica do Ministério Saúde.

    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde investe R$ 61,5 milhões para ampliar atendimentos especializados e garantir mais acesso à saúde bucal no Ceará

    Ministério da Saúde investe R$ 61,5 milhões para ampliar atendimentos especializados e garantir mais acesso à saúde bucal no Ceará

    O Ministério da Saúde vai fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) no Ceará. Nesta sexta-feira (5), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou R$ 61,5 milhões para ampliar o acesso à saúde bucal e a atendimentos especializados. Durante agenda em Fortaleza, foram entregues 23 Unidades Odontológicas Móveis (UOM) e 17 ambulâncias do SAMU 192. Em Barbalha e Cariri, o ministro habilitou serviços de oncologia e cardiologia, fortalecendo as ações do Agora Tem Especialistas, além de anunciar novos Centros Especializados de Reabilitação para assistência a pessoas com deficiência.

    Foto: Rafael Nascimento/MS
    Foto: Rafael Nascimento/MS

    Com investimento de R$ 8,7 milhões da primeira etapa do Novo PAC Saúde, as novas Unidades Odontológicas Móveis vão beneficiar 80,5 mil pessoas por ano no estado. Os municípios contemplados são: Amontada, Caridade, Independência, Boa Viagem, Ibaretama, Canindé, Chorozinho, Ocara, Acaraú, Palmácia, Quixeramobim, Poranga, Crateús, Tauá, Morada Nova, Itatira, Salitre, Barroquinha, Parambu, Itarema, Tejuçuoca, Santa Quitéria e Tururu. Em 2026, outras 32 localidades selecionadas na segunda etapa receberão os veículos.

    “O governo não comprava uma unidade móvel para o Brasil Sorridente há dez anos. Quando o Lula assumiu, em 2023, tínhamos 107 veículos para o atendimento de saúde bucal e vamos terminar esse governo com mais de 900 unidades odontomóveis no Brasil”, afirmou o ministro Alexandre Padilha.

    Atualmente, o Ceará conta com 2,3 mil equipes de Saúde Bucal (Esb) credenciadas, o que representa um aumento de 18% em relação a 2022, quando o estado contava com 2 mil equipes. As unidades móveis, que serão utilizadas pelas equipes, ajudarão a ultrapassar as paredes da Unidade Básica de Saúde (UBS) e fortalecer a Estratégia Saúde da Família, tornando o SUS mais presente no cotidiano da população cearense.

    Cada UOM é equipada com cadeira odontológica, aparelho de raio-x, ar-condicionado, frigobar, exaustor, gerador de energia, canetas de alta e baixa rotação, entre outros equipamentos para garantir a qualidade do atendimento. A grande novidade é que as unidades serão equipadas com impressoras 3D, permitindo a produção de próteses personalizadas no SUS. Os equipamentos estão em fase final de aquisição.

    Foto: Rafael Nascimento/MS
    Foto: Rafael Nascimento/MS

    Rumo à universalização do SAMU 192

    Para ampliar os serviços de urgência e emergência no Ceará, ainda em Fortaleza, o ministro Alexandre Padilha entregou 17 novas unidades do SAMU 192, que vão beneficiar 17 municípios cearenses: Caucaia, Forquilha, Graça, Guaraciaba do Norte, Hidrolândia, Ipu, Ipueiras, Jaguaribara, Jardim, Jijoca de Jericoacoara, Maranguape, Novo Oriente, Reriutaba, Santana do Acaraú, Ubajara, Umirim e Horizonte.

    “O governo ficou seis anos sem comprar uma ambulância sequer. O que nós estamos trazendo aqui já ultrapassa 70% da renovação das ambulâncias do SAMU. Ter uma ambulância significa mais médicos e enfermeiros trabalhando de forma adequada e atendimento mais rápido, o que reduz o tempo de espera e salva vidas”, complementou Padilha.

    Agora, já são 87 unidades entregues ao estado na gestão do presidente Lula, com o investimento total de R$ 36 milhões. As novas ambulâncias vão fortalecer as ações do Agora Tem Especialistas para a redução do tempo de espera em casos de urgência e emergência no SUS.

    Foto: Rafael Nascimento/MS
    Foto: Rafael Nascimento/MS

    Mais atendimento especializado no Ceará

    Em Barbalha, o ministro Padilha assinou duas portarias para habilitar novos serviços que beneficiarão cerca de 1,5 milhão de pessoas de 45 municípios da região do Cariri. Com investimento de R$ 2,6 milhões, o Hospital Maternidade São Vicente de Paulo vai ampliar o tratamento oncológico pediátrico, se tornando um Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (CACON). Além disso, outros R$ 2,6 milhões serão investidos em 10 novos leitos especializados para o tratamento cardíaco no Hospital do Coração de Cariri. “Através do Agora Tem Especialistas, estamos fazendo investimentos no interior do estado para que os atendimentos especializados aconteçam cada vez mais aqui para que as pessoas não precisem ir para outras localidades em busca de tratamento”, reforçou Padilha.

    A rede de cuidado oncológica do Ceará também vai ganhar reforço com novos equipamentos. O Instituto do Câncer do Ceará vai receber R$ 9,9 milhões para a aquisição de um acelerador linear, ampliando a capacidade de tratamento radioterápico; e a Santa Casa de Misericórdia de Sobral receberá R$ 2,9 milhões para a compra de um tomógrafo, garantindo mais precisão nos diagnósticos. Os investimentos são provenientes de seleção do Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon).

    Com o investimento anual de R$ 972 mil em cada unidade, as famílias atípicas e pessoas com deficiência do estado contarão com dois novos Centros Especializados de Reabilitação (CER) tipo III. “Os recursos adicionais são para tratar e cuidar de maneira adequada das pessoas com deficiência, garantindo serviços especializados para acolher e receber ainda melhor as crianças, adolescentes e suas famílias”, destacou Alexandre Padilha. As unidades realizam diagnóstico, tratamento, reabilitação, habilitação, adaptação e manutenção de tecnologia assistiva, buscando promover a autonomia e independência das pessoas atendidas.

    Em Juazeiro do Norte, Alexandre Padilha anunciou a adesão do Hospital Regional do Cariri ao programa Agora Tem Especialistas. A unidade, especializada em média e alta complexidade, conta com 284 leitos 100% SUS e possui habilitação em neurologia e traumato-ortopedia. “Com essa adesão, vamos ter um grande aumento de atendimentos em ortopedia, ajudando a reduzir o tempo de espera na região”, afirmou o ministro.

    O Agora Tem Especialistas tem como principal objetivo ampliar o acesso à assistência especializada e reduzir tempo de espera por consultas, exames e cirurgias no SUS. O programa tem foco em seis áreas prioritárias – oncologia, ginecologia, cardiologia, ortopedia, oftalmologia e otorrinolaringologia. 

    Luciano Marques
    Ana Célia Costa
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde anuncia criação do primeiro hospital público inteligente do Brasil

    Ministério da Saúde anuncia criação do primeiro hospital público inteligente do Brasil

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou nesta quinta-feira (4) da reunião de início da implantação do Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI-Brasil), o primeiro hospital público inteligente do país. Instalado no complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo, o ITMI-Brasil terá 800 leitos dedicados à emergência de adultos e crianças nas áreas de neurologia, neurocirurgia, cardiologia, terapia intensiva e outras urgências. O início das atividades está previsto para o final de 2027. 

    “É um projeto que fortalece o Sistema Único de Saúde e melhora a vida dos brasileiros. O hospital inteligente permitirá integração com a rede de atenção em todas as etapas — da atenção primária até os serviços de urgência e emergência — garantindo cuidado mais rápido, eficaz e humano. É a tecnologia a serviço do SUS, do médico ao paciente, da formação profissional à assistência”, detalhou o ministro Padilha. 

    O ITMI-Brasil combinará tecnologias de ponta, com acesso público e gratuito. Com inteligência artificial, ambulâncias conectadas em 5G e telessaúde, o objetivo é reduzir o tempo de atendimento em casos graves de até 17 horas para apenas 2 horas. O projeto, fruto da parceria entre o Ministério da Saúde, a USP e o Governo de São Paulo, contará com investimento de US$ 320 milhões do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB-Brics), que será solicitado ao banco dos BRICS. 

    “O hospital inteligente só é possível graças à cooperação internacional, que envolve bancos de desenvolvimento, parceiros estratégicos e instituições de pesquisa. O Brasil entra com força nesse novo ambiente global de reorganização da saúde, onde tecnologia da informação, inteligência artificial e práticas inovadoras estão redesenhando a forma de cuidar das pessoas. Esse projeto é um marco para a ciência, a inovação e para o papel do país no cenário internacional”, afirmou o ministro. 

    O novo hospital está integrado ao objetivo do governo federal de reduzir o tempo de espera para o atendimento especializado, melhorar a eficiência do diagnóstico e do tratamento de enfermidades, como Acidente Vascular Cerebral (AVC), traumas, infartos e choques. O foco será a eficiência operacional, regulação inteligente de leitos, tempo de permanência reduzido e atendimento seguro, aliando alta tecnologia com atendimento humanizado e acolhedor.  

    “O hospital inteligente representa um novo patamar para a Saúde brasileira e, sobretudo, para o SUS. Para o HCFMUSP, é mais uma iniciativa que nos consolida como um complexo hospitalar referência em assistência e inovação no país, incorporando a nova unidade a sua estrutura institucional. Estes são os primeiros passos de um futuro no qual o cuidado em saúde será mais ágil, mais preciso e mais humano, graças à força da ciência e à responsabilidade pública”, destacou o vice-presidente do Conselho Diretor do HCFMUSP, professor Paulo Pêgo. 

    Além da assistência, o ITMI atuará como centro de pesquisa, inovação e formação de profissionais em áreas como saúde digital, telessaúde, inteligência artificial, engenharia clínica e segurança cibernética. O projeto arquitetônico prevê um edifício de 150 mil m², com padrões internacionais de sustentabilidade e segurança, soluções de logística avançada e ambientes humanizados para pacientes e equipes. 

    Unidades de Terapia Intensiva inteligentes em todas as regiões do país 

    O investimento também financiará a criação de uma rede nacional de UTIs inteligentes em dez capitais (Belém, Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Recife, São Paulo, Salvador e Teresina), que será expandida gradualmente. As UTIs estarão conectadas à UTIs do Hospital das Clínicas da USP e poderão contar com o suporte e expertise de seus profissionais. Nessas unidades, o monitoramento ocorrerá em tempo real com uso de inteligência artificial para apoiar a regulação de leitos e a tomada de decisões clínicas. 

    Complexo Econômico-Industrial da Saúde 

    O Ministério da Saúde criou um Grupo de Trabalho para conduzir a implantação do projeto do ITMI-Brasil em articulação com outros ministérios e parceiros. A iniciativa integra os investimentos da Nova Indústria Brasil (NIB) no Complexo Econômico-Industrial da Saúde e na transformação digital até 2033, que já somam mais de R$ 4,4 bilhões em inovação, pesquisa e autonomia produtiva.  

    Mais capacidade para ampliar o tratamento contra o câncer 

    Ainda em São Paulo, o ministro da Saúde visitou o Instituto do Câncer Arnaldo Vieira, entidade sem fins lucrativos que oferta 100% dos leitos ao Sistema Único de Saúde (SUS). No local, Padilha anunciou que a unidade foi contemplada com um acelerador linear no valor de R$ 10,4 milhões por meio do Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon). A ação é mais uma medida do Agora Tem Especialistas, programa do governo federal para ampliar o acesso e reduzir o tempo de espera pelo atendimento especializado. 

    Taís Nascimento 
    Ministério da Saúde 

  • Ministério da Saúde apresenta Plano de Ação em Saúde de Belém em diálogo diplomático

    Ministério da Saúde apresenta Plano de Ação em Saúde de Belém em diálogo diplomático

    No contexto da preparação para a 30ª Conferência das Partes da Convenção Quadro de Mudanças Climáticas (COP30), em Belém do Pará, o Ministério da Saúde se reuniu, nesta quinta-feira (4), com representantes de cerca de 60 embaixadas para engajar países na construção do Plano de Ação em Saúde de Belém – proposta que o Brasil apresentará durante a COP30, em novembro, na capital paraense.

    “O Ministério da Saúde busca ampliar o apoio nessa construção coletiva para que o plano seja ambicioso e justo e que promova a equidade e a participação social no enfrentamento às mudanças climáticas. É preciso acelerar o processo de adaptação com soluções reais e baseadas em evidências e promover soluções de mitigação que tenham o melhor benefício para a saúde”, reforçou a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão, durante o evento.

    Dentre as prioridades temáticas da COP30, estão soluções de vigilância em saúde, inovação tecnológica e fortalecimento de políticas multissetoriais. Neste sentido, o Plano de Ação em Saúde de Belém, voltado à implementação de políticas públicas para enfrentar os impactos das mudanças climáticas na saúde, é desenhado para ser uma referência global. A proposta engloba ações de enfrentamento a eventos extremos, fortalecimento de sistemas de alerta precoce e implementação de estratégias de adaptação nos territórios.  

    O evento contou, em sua mesa de diálogo, com a participação dos países que integram a Coalizão de Continuidade das Presidências da COP de Baku para o Clima e a Saúde – Azerbaijão, Emirados Árabes Unidos, Egito e Reino Unido. Os representantes compartilharam as experiências e iniciativas nacionais no âmbito da Coalizão, com destaques para o eixo de clima e saúde. Durante as intervenções, foram destacados os avanços já alcançados, bem como as expectativas e os compromissos em curso, sinalizando ações estratégicas e perspectivas de colaboração que deverão ser aprofundadas no processo preparatório rumo à COP 30.

    A expectativa, agora, é que os Estados Membros da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) realizem a adesão voluntária para apoiar na construção do plano, que reforça o compromisso do Brasil com a equidade em saúde, a justiça climática e a governança participativa.

    Representando o Ministério da Saúde, também estiveram presentes a chefe da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais, Marise Nogueira, e a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador, Agnes Soares.

    Preparação para a COP30 e legado para a saúde pública

    A COP30 será realizada entre 10 e 21 de novembro de 2025, em Belém (PA), marcando a primeira vez em que a conferência acontece na Amazônia – região estratégica para a resiliência climática e a adaptação do setor da saúde.

    Além do Plano de Ação em Saúde de Belém, o Brasil trabalha na implementação do AdaptaSUS, plano nacional de adaptação à mudança do clima no setor saúde, e do Plano + Saúde para a Amazônia, que também será apresentado na COP 30, com objetivo de promover a equidade, reduzir desigualdades regionais e fomentar tecnologias sustentáveis, respeitando as especificidades socioculturais e ambientais dos estados da Amazônia Legal.

    Outro foco é garantir legados para a saúde pública, com o reforço na atenção básica por meio da construção de novas Unidades Básicas de Saúde em todo o país e em comunidades indígenas, além de ampliar o acesso ao cuidado especializado. Também estão previstas ações para o monitoramento e controle da qualidade da água em Belém e no estado do Pará, priorizando a região Norte, que ainda enfrenta desafios no acesso à água potável.

    Vanessa Aquino
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde habilita primeiras equipes de Cuidados Paliativos no SUS e investe R$ 8 milhões na Política Nacional de Cuidados Paliativos

    Ministério da Saúde habilita primeiras equipes de Cuidados Paliativos no SUS e investe R$ 8 milhões na Política Nacional de Cuidados Paliativos

    O Ministério da Saúde deu um passo histórico para consolidar os cuidados paliativos no Sistema Único de Saúde (SUS), com a habilitação das 14 primeiras Equipes Matriciais e Assistenciais do país, por meio da Portaria GM/MS nº 8.032/2025, publicada em 1º de setembro. As habilitações contemplam os municípios de Pelotas (RS), Curitiba (PR), Araguaína (TO) e Blumenau (SC), a partir de solicitações de gestores locais e aprovadas tecnicamente pelo Ministério da Saúde. O investimento federal será de R$ 8 milhões por ano para custeio das equipes.

    A cerimônia de lançamento ocorreu em Pelotas, na CuidATIVA – Centro Regional de Referência em Cuidados Paliativos da Universidade Federal de Pelotas (RS). A unidade apoiará diretamente 25 municípios e simboliza a integração do conhecimento acadêmico, da prática clínica e do envolvimento comunitário.

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que participou por vídeo, destacou que a iniciativa busca “fortalecer a rede de cuidado e oferecer suporte técnico para levar alívio e dignidade a todos os brasileiros que precisam desse atendimento especializado”. Já o secretário de Atenção Especializada, Mozart Sales, reforçou: “Esses profissionais têm expertise e atuação fundamental. Vamos avançar rápido para credenciar mais equipes e consolidar essa política em todo o país”.

    A meta do Ministério da Saúde é que até 2026 cada macrorregião do Brasil conte com pelo menos uma Equipe Matricial de Cuidados Paliativos (EMCP), que atuará como referência regional, apoiando outros serviços principalmente por telessaúde. Paralelamente, serão habilitadas gradualmente as Equipes Assistenciais (EACP), vinculadas diretamente a hospitais e serviços de saúde.

    A Política Nacional de Cuidados Paliativos (PNCP), instituída em 2024, também dialoga com o programa Agora Tem Especialistas, que amplia o acesso a consultas, exames e cirurgias especializadas no SUS. Assim como o programa, a PNCP reforça o cuidado integral, com foco em áreas como oncologia e cardiologia, onde há maior incidência de sofrimento grave.

    Isabela Nóbrega
    Ministério da Saúde