Categoria: SindifiscoPB

  • A Proposta de Lei Geral da Gestão Pública e a disputa pelo sentido da reforma administrativa no Brasil

    A Proposta de Lei Geral da Gestão Pública e a disputa pelo sentido da reforma administrativa no Brasil

    A divulgação, em dezembro de 2025, da minuta do Anteprojeto da Lei Geral da Gestão Pública (LGestP) marca um novo e relevante capítulo no longo e inconcluso debate sobre a modernização do Estado brasileiro. Elaborada por uma Comissão de Especialistas instituída no âmbito da Advocacia-Geral da União (AGU), a proposta pretende substituir o Decreto-Lei nº 200, de 1967, estabelecendo um novo marco normativo para a organização e o funcionamento da Administração Pública, com foco declarado na efetividade das políticas públicas e na centralidade do cidadão.

    A iniciativa, contudo, não se resume a uma simples atualização técnica de um diploma legal anacrônico. Ela revela tensões institucionais, escolhas conceituais e disputas políticas que ajudam a compreender os rumos da reforma administrativa no Brasil, especialmente quando analisada em conjunto com propostas paralelas em tramitação no Congresso Nacional, como a PEC nº 38/2025.

    O Decreto-Lei nº 200/1967, editado em contexto autoritário, mas cuja elaboração se iniciou ainda no Governo João Goulart, com resultado dos esforços para uma “reforma administrativa”, representou um avanço significativo à época, ao introduzir princípios como planejamento, descentralização, delegação de competências e controle racionalizado da máquina administrativa federal. Seu impacto foi tão profundo que influenciou diretamente o desenho constitucional de 1988, especialmente no que se refere à distinção entre Administração Direta e Indireta. Ainda assim, sua lógica permanece centrada na organização interna do Estado, na hierarquia e no controle formal da legalidade, mostrando-se insuficiente diante da complexidade do Estado democrático contemporâneo.

    A LGestP propõe uma mudança de paradigma. Em vez de uma administração voltada para si mesma, a nova lei reposiciona as políticas públicas como a razão de ser da atuação administrativa. A Administração Pública passa a ser concebida como instrumento de geração de valor público, orientada à solução de problemas concretos da sociedade, à promoção de direitos fundamentais e à redução de desigualdades territoriais e sociais. Trata-se de um deslocamento conceitual relevante, que aproxima o direito administrativo das abordagens contemporâneas da governança pública.

    Nesse aspecto, a proposta dialoga com tentativas anteriores de reforma. Desde os estudos do IPEA em 1978, passando pelo anteprojeto de Lei Orgânica da Administração Federal de 1989 e pela proposta elaborada em 2009 por comissão de juristas instituída pelo então Ministério do Planejamento, há uma linha de continuidade que valoriza planejamento, coordenação, autonomia responsável e orientação a resultados. A LGestP não rompe com essa trajetória; ao contrário, representa seu amadurecimento, incorporando agendas como governança colaborativa, gestão por evidências, inovação e transformação digital.

    Um dos eixos centrais da proposta é o tratamento sistemático das políticas públicas. A LGestP define-as como ações estatais legítimas destinadas a enfrentar problemas públicos e realizar objetivos de interesse coletivo, envolvendo atores estatais e não estatais. Introduz o ciclo de políticas públicas — formulação, implementação, monitoramento e avaliação — como elemento estruturante da ação administrativa, além de criar instrumentos como o catálogo unificado anual de políticas públicas, voltado à integração entre planejamento, orçamento, execução e transparência.

    O fortalecimento do monitoramento e da avaliação representa outro avanço relevante. Diferentemente do modelo tradicional, centrado no controle formal e financeiro, a LGestP orienta o controle para resultados, impactos e riscos, associando autonomia administrativa à responsabilização proporcional. Essa mudança tem potencial para aprimorar a efetividade das políticas públicas, desde que acompanhada de capacidades institucionais adequadas e de uma cultura administrativa orientada à aprendizagem.

    A governança pública colaborativa é outro pilar da proposta. A LGestP adota um conceito amplo de governança, que engloba estruturas, processos, mecanismos e estratégias, enfatizando a articulação entre órgãos, entes federativos, sociedade civil e setor privado. A cooperação federativa deixa de ser acessória e passa a constituir condição essencial para a efetividade das políticas públicas, com reconhecimento explícito das assimetrias de capacidades entre os entes e atribuição à União de papel indutor e coordenador, sem prejuízo da autonomia subnacional.

    As relações com organizações da sociedade civil e com o setor privado são tratadas sob uma lógica de proporcionalidade, respeito à autonomia e foco em resultados. O anteprojeto busca afastar modelos excessivamente procedimentais, deslocando o eixo do controle para o cumprimento do objeto e o impacto social das parcerias. Ao mesmo tempo, preserva a impessoalidade, a transparência e a responsabilidade pública, delimitando claramente o alcance dessas disposições em relação aos regimes jurídicos específicos de licitações e contratos administrativos.

    Apesar de seus méritos, a LGestP não está isenta de problemas. Do ponto de vista institucional, chama atenção o protagonismo conferido à AGU na condução do processo, em detrimento do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), a quem a legislação vigente atribui competências centrais em matéria de organização administrativa e gestão pública. Essa sobreposição institucional fragiliza a governança do processo de reforma e levanta questionamentos sobre a coerência do arranjo adotado.

    Há, também, questões jurídico-normativas relevantes. O anteprojeto apresenta pretensão de “lei nacional”, aplicável de forma facultativa a Estados e Municípios, sem que haja previsão constitucional clara para tanto, mas, dada a tradição de mimetismo institucional, os entes subnacionais tenderão a acatar as suas concepções. Ademais, em diversos pontos, disciplina matérias já reguladas por leis específicas — como empresas estatais, parcerias e contratos de desempenho — sem observar expressamente as exigências da Lei Complementar nº 95/1998, o que pode gerar conflitos normativos e insegurança jurídica.

    Outro ponto sensível reside na classificação das entidades da Administração Indireta, especialmente no tratamento conferido às “fundações estatais”, termo que vem para substituir as “fundações públicas”, de forma a que todas as que venham a ser instituídas o sejam como entes de direito privado. A proposta adota terminologia e soluções que não eliminam controvérsias históricas sobre o regime jurídico dessas entidades e, em alguns casos, podem tensionar dispositivos constitucionais que exigem lei complementar para definição de suas áreas de atuação.

    Por fim, a LGestP deve ser analisada em conjunto com a PEC nº 38/2025, que propõe alterações constitucionais profundas em temas como organização administrativa, governo digital e gestão de pessoas. A eventual aprovação dessa PEC exigirá revisão substancial do anteprojeto, sob pena de incompatibilidades normativas.

    Em síntese, a Lei Geral da Gestão Pública representa uma proposta ambiciosa e necessária para a modernização do Estado brasileiro. Seu mérito principal está em recolocar as políticas públicas, a cooperação federativa e a governança colaborativa no centro do direito administrativo.

    Contudo, sua viabilidade política e jurídica dependerá da capacidade do governo e do Congresso de harmonizar agendas, corrigir inconsistências e assegurar que a reforma administrativa fortaleça — e não fragilize — o Estado Democrático de Direito e a capacidade estatal de promover desenvolvimento, inclusão e direitos. O texto agora passa por análise interna no governo, com expectativa de envio ao Congresso no primeiro trimestre de 2026.

    A proposta é oportuna para atualizar a administração ao século XXI, alinhando-a à CF/1988 e desafios como desigualdades e digitalização. Contudo, exige depuração cuidadosa para corrigir vícios constitucionais, reduzir detalhamento excessivo e equilibrar inovação com fortalecimento estatal. Sob liderança da Casa Civil, o governo deve desafiar o texto, promovendo aperfeiçoamentos que garantam um Estado efetivo, democrático e equitativo. A revogação simbólica do DL 200 marca uma transição, mas seu sucesso dependerá do refinamento legislativo.

     

    LUIZ ALBERTO DOS SANTOS

     

    Advogado – OAB RS 26.485 e OAB DF 49.777

    Consultor

    Sócio da Diálogo Institucional Assessoria e Análise de Políticas Públicas

  • Câmara aprova PLP 108/2024 e consolida marco histórico para o Fisco

    Câmara aprova PLP 108/2024 e consolida marco histórico para o Fisco

    Projeto que regulamenta o Comitê Gestor do IBS preserva o sigilo fiscal, garante segurança jurídica e mantém atribuições das carreiras do Fisco na Reforma Tributária

    A Câmara dos Deputados aprovou, na madrugada desta segunda-feira (15 de dezembro), o texto-base do Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 108/2024, que regulamenta o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). A medida representa um marco para o Fisco e para a implementação da Reforma Tributária do consumo, inaugurada pela Emenda Constitucional nº 132/2023. A Fenafisco acompanhou a votação, representada pelo diretor parlamentar Celso Malhani.

    As entidades representativas do Fisco, entre elas a Fenafisco, atuaram de forma decisiva pela aprovação do projeto, defendendo a manutenção integral do texto aprovado pelo Senado Federal. A avaliação é de que o texto assegura pilares essenciais da Reforma Tributária, especialmente a preservação do sigilo fiscal e a segurança jurídica no tratamento das informações dos contribuintes.

    Para o presidente da Fenafisco, Francelino Valença, a aprovação do texto-base representa um grande avanço. “A manutenção do texto aprovado pelo Senado assegura que a Reforma Tributária siga com responsabilidade, segurança jurídica e respeito às atribuições das carreiras do Fisco. Estamos falando da proteção de informações estratégicas dos contribuintes e da credibilidade do novo sistema tributário”, afirmou.

    O texto aprovado manteve o § 8º do artigo 4º, que define de forma objetiva a Autoridade Fiscal como o servidor ocupante de cargo efetivo de carreira específica, com competência para fiscalizar obrigações tributárias e constituir o crédito tributário. Segundo as entidades do Fisco, essa definição assegura que o compartilhamento de informações entre União, estados e municípios ocorra sob as salvaguardas legais previstas no Código Tributário Nacional. Os dados administrados no âmbito do IBS envolvem informações estratégicas, cujo acesso indevido pode gerar riscos à concorrência, à arrecadação e à confiança no sistema tributário.

    Outro ponto destacado no texto aprovado diz respeito ao Comitê de Harmonização, responsável pelo regramento entre o IBS e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). A proposta resguarda a autonomia da atuação dos servidores do Fisco, sem interferência de outras carreiras.

    A aprovação do PLP 108/2024, com os aperfeiçoamentos indicados, é resultado da mobilização das entidades nacionais do Fisco, em defesa dos interesses da sociedade e de prerrogativas que atendem a esses interesses como a proteção do sigilo fiscal. O resultado também se deve ao apoio de parlamentares e do relator da matéria, deputado Mauro Benevides Filho.

     

    Fenafisco

  • Sindifisco-PB encerra AGE de indicativo de greve

    Sindifisco-PB encerra AGE de indicativo de greve

    Os filiados ao Sindifisco-PB encerraram, na última sexta-feira (12/12), a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) de indicativo de greve. Como deliberação, auditores e auditoras fiscais reafirmaram o compromisso com o diálogo e a negociação

    No mesmo dia da AGE, a diretoria do sindicato se reuniu com o secretário da Fazenda, Marialvo Laureano, dando continuidade às tratativas sobre as pautas da categoria. Durante a reunião, os auditores fiscais realizaram uma vigília, demonstrando união e fortalecimento da mobilização

    O secretário comprometeu-se a realizar uma nova rodada de negociação nos próximos dias. Apesar do encerramento do indicativo de greve, a mobilização permanece ativa. Os filiados já estão convocados para nova Assembleia Geral, que será realizada nos próximos dias.

    “A luta continua. Permanecemos firmes, unidos e mobilizados até que nossas pautas avancem”, destacou a presidente do Sindifisco-PB, Helena Medeiros.

    O Sindifisco-PB segue atuando com responsabilidade, diálogo e firmeza na defesa e valorização dos auditores fiscais da Paraíba.

     

  • SEFAZ-PB esclarece aprovação do CONFAZ sobre atualização dos combustíveis

    SEFAZ-PB esclarece aprovação do CONFAZ sobre atualização dos combustíveis

    A Secretaria de Estado da Fazenda (SEFAZ-PB) vem, por meio de nota, esclarecer que a atualização anual das alíquotas dos combustíveis, a partir de 1º de janeiro de 2026, foi definida pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), por meio dos Convênios ICMS 112/2025 e ICMS 113/2025 aprovados em 05/09/2025 e publicados no Diário Oficial da União no dia 08/09/2025, e válida para todos os 26 Estados e o Distrito Federal.

    O novo regime de tributação monofásica para atualização dos combustíveis foi implementado em 2022 pelo então presidente da República Jair Bolsonaro (PL), que sancionou a mudança da metodologia do imposto para a cobrança unificada em todo o País, alterando também as alíquotas que eram estipuladas em percentuais para valores em reais (ad rem).

    É importante frisar que a Lei Complementar 192 determinou em 2022 que o ICMS sobre combustíveis passasse a ter uma alíquota única, fixa em todo o país e em valor (ad rem), cobrada no início da cadeia e com avaliação dos valores anualmente.

    Conforme aprovação do Confaz, a partir de janeiro de 2026, os novos valores passarão de R$ 1,47 para R$ 1,57 para a gasolina; de R$ 1,12 para R$ 1,17 para o diesel; e de R$ 1,39 para R$ 1,47 para o GLP (gás de cozinha). Esses valores serão aplicados obrigatoriamente pelos 26 estados e pelo Distrito Federal em janeiro de 2026. Ou seja, nenhum Estado poderá cobrar mais nem menos e a Paraíba, assim como as demais unidades da federação, deve cumprir os convênios aprovados pelo Confaz.

    A SEFAZ-PB esclarece ainda que a atualização dos valores do ICMS dos combustíveis, através da Medida Provisória nº 346 de 25/09/25, foi enviada para a Assembleia para sua aprovação e conversão em Lei. A data da aprovação dos convênios do Confaz impossibilitou a tramitação por meio do Projeto de Lei na Assembleia Legislativa, que teria de respeitar dois princípios: o da anterioridade (aumento no ano só pode ter vigência no ano seguinte) e o da anterioridade nonagesimal (a alteração do valor só pode ter vigência 90 dias após aprovação).

     

    Sefaz-PB

  • Sindifisco-PB mobiliza categoria para vigília e AGE nesta sexta-feira (12)O

    Sindifisco-PB mobiliza categoria para vigília e AGE nesta sexta-feira (12)O

    Sindifisco-PB realizou, nesta quarta-feira (10), uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para apresentar à categoria os detalhes do encontro ocorrido na última semana com o secretário da Fazenda do Estado, Marialvo Laureano.

    O Sindifisco-PB realizou, nesta quarta-feira (10), uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para apresentar à categoria os detalhes do encontro ocorrido na última semana com o secretário da Fazenda do Estado, Marialvo Laureano.

    Durante a AGE, a presidente do Sindifisco-PB, Helena Medeiros, detalhou para os auditores fiscais o conteúdo da conversa.

    “Esperávamos uma proposta que melhor atendesse a categoria, mas não tivemos um retorno positivo como esperado. Esperamos que a próxima mesa de negociação seja mais positiva e atenda nossas reivindicações. Vamos lutar por isso”, destacou a presidente.

     

    Vígilia e AGE nesta sexta-feira (12)

    O Sindifisco-PB convoca toda a categoria para vigília, nesta sexta-feira (12), a partir das 10h, no Centro Administrativo da Paraíba, local em que a diretoria se reunirá novamente com o secretário da Fazenda.

    O objetivo da ação é visibilizar e fortalecer a mobilização e os auditores fiscais devem ir com camisa preta e colar vermelho.

    A presidente reforçou a importância da presença de todos neste momento: “Precisamos manter a categoria mobilizada, porque ainda há um caminho significativo a ser percorrido. Vamos lutar por uma proposta mais próxima do que propusemos”, afirmou Helena.

    Ainda na sexta-feira (12), às 17h, haverá uma AGE presencial, na sede do Sindifisco-PB, para atualizar a categoria sobre o diálogo e definir os próximos passos da mobilização.

     

    Principais reivindicações da categoria

    Durante a AGE, foram reforçadas as principais demandas que compõem a pauta prioritária dos auditores fiscais:

    • Atualização do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR)
    • Melhoria das condições de trabalho em postos fiscais, unidades regionais e repartições
    • Recomposição salarial diante das perdas acumuladas
    • Respeito institucional e valorização da carreira de Auditor Fiscal
    • Fortalecimento das estruturas de fiscalização, essenciais para a manutenção da arrecadação estadual
  • Luiz Gastão propõe redução gradativa da jornada de trabalho para 40 horas semanais

    Luiz Gastão propõe redução gradativa da jornada de trabalho para 40 horas semanais

    Após meses de debates em audiências públicas por todo o país, o relator da Subcomissão Especial da Escala de Trabalho 6×1, deputado Luiz Gastão (PSD-CE), apresentou seu relatório final com uma proposta concreta para alterar a legislação trabalhista. O texto, que deve seguir para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJC) e depois para uma comissão especial, sugere uma redução gradual da jornada semanal, sem corte salarial, nos moldes de uma antiga tentativa de acordo do então presidente da Câmara, Michel Temer.

    A proposta central é modificar o artigo 7º da Constituição Federal para estabelecer o limite máximo de 40 horas semanais, em vez das atuais 44 horas. No entanto, a transição seria feita de forma escalonada ao longo de três anos, buscando um equilíbrio entre a demanda histórica dos trabalhadores por mais tempo livre e as preocupações do setor empresarial com os impactos econômicos.

     

    Redução em etapas

    Conforme o anteprojeto de lei ordinária anexo ao relatório, a implementação ocorreria da seguinte forma:

     

    • No primeiro ano após a publicação da lei, a jornada máxima semanal passaria de 44 para 42 horas.
    • No segundo ano, cairia para 41 horas.
    • A partir do terceiro ano, vigoraria o limite de 40 horas semanais.
    • Durante todo o processo, fica expressamente proibida qualquer redução nominal ou proporcional do salário.

     

    Medidas de apoio e controles para a escala 6×1

    Reconhecendo os custos adicionais para as empresas, especialmente as de menor porte, o relatório propõe um mecanismo de estímulo tributário. Empresas cuja folha de salários represente uma parcela significativa do faturamento poderão ter descontos graduais de até 50% nas alíquotas de contribuições previdenciárias, compartilhando parte do ônus da transição com o Estado.

    Para as atividades que necessitem manter a escala de trabalho 6×1 (seis dias de trabalho por um de descanso), o texto estabelece regras mais rígidas. A jornada aos sábados e domingos ficaria limitada a 6 horas diárias, com horas extras pagas com acréscimo de 100%. Além disso, seria obrigatória uma escala de revezamento quinzenal para trabalho aos domingos, impedindo que um mesmo funcionário trabalhe em domingos consecutivos.

     

    Consenso após amplo debate

    O relatório do deputado Luiz Gastão é resultado de quatro audiências públicas realizadas em São Paulo, Bahia, Rio Grande do Sul e na Câmara dos Deputados, que ouviram sindicatos, centrais de trabalhadores, confederações empresariais, acadêmicos e representantes do governo.

    O documento sintetiza os argumentos de ambos os lados: de um lado, a defesa da redução como imperativo de saúde pública, geração de empregos e melhoria da qualidade de vida; de outro, os alertas sobre aumento de custos, perda de competitividade e riscos para a continuidade de serviços essenciais.

    A proposta busca um caminho intermediário, ao adotar a redução progressiva preconizada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e ao criar instrumentos de mitigação econômica. A expectativa é que, com a criação da comissão especial, Luiz Gastão permaneça como relator e o texto avance no Congresso, reacendendo uma das discussões trabalhistas mais antigas e emblemáticas do país.

     

    Diap

  • Motta designa Aguinaldo Ribeiro para relatoria do projeto de revisão de benefícios fiscais

    Motta designa Aguinaldo Ribeiro para relatoria do projeto de revisão de benefícios fiscais

    “Benefício fiscal sem retorno para a sociedade é privilégio”, afirmou Motta

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), designou o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) para a relatoria do Projeto de Lei Complementar 128/25, que propõe uma revisão dos benefícios fiscais concedidos pelo Poder Executivo.

    O texto obriga o governo federal a reduzir gradualmente os benefícios tributários, financeiros e creditícios em, no mínimo, 10% até o fim de 2026. O texto altera a lei que estabeleceu um novo arcabouço fiscal para o País, com o objetivo de reequilibrar receitas e despesas.

    A proposta prevê a diminuição dos benefícios em, no mínimo, 5% em 2025 e 5% em 2026. “O relator levará em consideração tanto o corte quanto a revisão periódica desses benefícios, para constatar a eficiência. Benefício fiscal sem retorno para a sociedade é privilégio”, afirmou Motta, por meio de suas redes sociais.

     

    Agência Câmara de Notícias

  • Natal sedia principal encontro nacional do fisco e debate futuro do sistema

    Natal sedia principal encontro nacional do fisco e debate futuro do sistema

    A capital potiguar será, entre nos próximos dias 24 a 28 de novembro de 2025, o centro das discussões sobre a Reforma Tributária e os novos rumos da administração fiscal no país. O 20º Congresso Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Conafisco) reunirá em Natal representantes das administrações tributárias de todas as unidades da Federação para debater a modernização do sistema tributário, os desafios estruturantes da arrecadação e a valorização das carreiras do fisco.

    O evento é promovido pela Fenafisco e considerado o mais importante encontro nacional do setor.Entre os principais temas em pauta está a homologação da minuta da Lei Orgânica das Administrações Tributárias (LOAT) — proposta que institui um marco jurídico nacional para organizar competências, garantias e responsabilidades dos órgãos fiscais da União, estados, Distrito Federal e municípios.

    A expectativa do segmento é que a LOAT se consolide como instrumento estratégico para fortalecer a segurança institucional, ampliar a eficiência arrecadatória e reduzir a sonegação.

    Com o tema “Reforma Tributária – Lei Orgânica, Desafios e o Futuro das Administrações Tributárias”, a programação incluirá painéis técnicos e políticos sobre autonomia administrativa, inovação e inteligência artificial aplicada à fiscalização, educação financeira, saúde mental e modernização da gestão pública. Em paralelo ao Congresso, ocorrerá o 9º Encontro Nacional de Aposentados, Pensionistas e Idosos (Enape).

    O presidente do SINDIFERN, Márcio Medeiros, destaca o papel decisivo do Conafisco no cenário nacional: “Estamos diante de um momento histórico. Discutir a LOAT e o novo modelo tributário em Natal significa colocar a administração fiscal no centro do desenvolvimento do país. A Reforma Tributária só será efetiva com um fisco forte, estruturado e protegido de ingerências políticas. O Conafisco reafirma o compromisso do fisco com a justiça fiscal, o combate à sonegação e a garantia de recursos para políticas públicas essenciais.

    ”As atividades ocorrerão no Serhs Natal Grand Hotel & Resort e no Centro de Convenções de Natal, com inscrições exclusivas para sindicatos filiados.

    LOAT deve fortalecer arrecadação e combater sonegação no país

    A minuta da Lei Orgânica das Administrações Tributárias (LOAT), em fase final de consolidação, é apontada por especialistas como ferramenta essencial para modernizar a estrutura de fiscalização tributária no Brasil. A proposta define competências e garantias institucionais para os órgãos responsáveis pela arrecadação, estabelecendo padrões nacionais de atuação e proteção contra interferências políticas.

    Técnicos que acompanham o debate afirmam que a LOAT pode aumentar a eficiência arrecadatória, reduzir a evasão fiscal e criar mecanismos mais sólidos de transparência e segurança jurídica.

    “A Reforma Tributária só será plenamente eficaz se vier acompanhada de uma administração tributária forte, estruturada e protegida de ingerências políticas. A LOAT cumpre justamente esse papel: dar segurança, clareza institucional e base técnica para que União, estados, Distrito Federal e municípios possam arrecadar com inteligência, combater a sonegação e assegurar justiça fiscal. É uma agenda estratégica para o desenvolvimento do país”, afirma o presidente da Fenafisco, Francelino das Chagas.

     

    Blog do Belo

     

  • AGE de terça (18) reforça continuidade das negociações com o Governo

    AGE de terça (18) reforça continuidade das negociações com o Governo

    O Sindifisco-PB realizou, nesta terça-feira (18), uma Assembleia Geral Extraordinária para atualizar a categoria sobre a reunião antecipada com o secretário da Fazenda, Marialvo Laureano, e alinhar os próximos passos do movimento.

    Após a retomada do canal de diálogo nas últimas semanas, a diretoria apresentou à categoria o panorama da conversa realizada com o gestor estadual. Mesmo com a abertura do espaço de negociação, ainda não há definições concretas sobre as reivindicações dos auditores fiscais. ??????

    Na AGE, foram reforçados os pontos centrais da pauta prioritária:

    ???? Atualização do PCCR

    ???? Melhoria das condições de trabalho

    ???? Recomposição salarial

    ???? Respeito institucional

    ???? Fortalecimento da fiscalização

    Mobilização segue até o próximo encontro em 2 de dezembro

    A diretoria destacou que o momento exige atenção e unidade. As negociações continuam e a categoria permanece mobilizada, pois ainda há um caminho significativo a ser percorrido.

     Transparência, responsabilidade e compromisso com a categoria

    O Sindifisco-PB mantém seu compromisso com a defesa da carreira, com a justiça fiscal e com a condução responsável do processo de negociação — sempre com diálogo, mas sem abrir mão das reivindicações essenciais dos auditores fiscais.

  • Sindifisco-PB antecipa data da assembleia extraordinária

    Sindifisco-PB antecipa data da assembleia extraordinária

    A agenda mudou — ocorreram reuniões com o Secretário da Fazenda, antecipando o encontro que estava previsto para o dia 19/11.

    Com isso, a Assembleia Geral Extraordinária também será antecipada para a próxima terça-feira, 18 de novembro, às 17h, na sede do Sindifisco-PB.

    Este é um momento decisivo para a categoria.

    Esperamos você!

    Compartilhe com seus colegas e ajude a fortalecer nossa mobilização.