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  • Justiça que Transforma: CJF e Esmafe promovem webinar sobre Justiça Restaurativa Última atualização: 09/07/2026 às 18:19:00

    O Núcleo de Justiça Restaurativa do Conselho da Justiça Federal (CJF), em parceira com a Escola de Magistratura Federal da 5ª Região (Esmafe), realizará, no dia 05/08, das 17h às 19h, o webinar “Justiça que Transforma: Experiências Restaurativas na Justiça Federal – Um Diálogo Interinstitucional”.

    O encontro contará com palestras ministradas pela juíza federal Cristina de Albuquerque Vieira, coordenadora do Núcleo de Justiça Restaurativa da 4ª Região (NUJURE), e pelo o procurador da República Leonardo Andrade Macedo.

    A ação é voltada a magistrados(as), servidores(as) e ao público em geral.

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    Por: Divisão de Comunicação Social TRF5


  • Consulta pública sobre metas para 2027 tem prazo prorrogado para 20/07 Última atualização: 09/07/2026 às 15:00:00

    A Divisão de Gestão Estratégica e Governança do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 informa que o prazo para participar da consulta pública conjunta, destinada à formulação das propostas de metas para o exercício de 2027, foi prorrogado para o dia 20/07 (segunda-feira).

    A iniciativa, aberta a toda a sociedade, é coordenada pelo Conselho da Justiça Federal (CJF) e pelos seis Tribunais Regionais Federais (TRFs), por meio do Comitê Gestor de Estratégia da Justiça Federal (COGEST), e busca ampliar a participação social na definição das prioridades estratégicas do Judiciário Federal.

    O objetivo é reunir contribuições da sociedade sobre assuntos estratégicos relacionados à atuação da Justiça Federal e às metas nacionais do Poder Judiciário. 

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    Por: Divisão de Comunicação Social TRF5


  • TRF5 confirma naturalização de boliviana em situação de vulnerabilidade Última atualização: 09/07/2026 às 13:43:00

    A Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 manteve, por unanimidade, a decisão do Núcleo de Justiça 4.0 da Justiça Federal no Rio Grande do Norte (JFRN) que determinou a naturalização de uma cidadã boliviana residente no Brasil. A autora da ação vive em situação de vulnerabilidade e estava impedida de acessar programas sociais por não ter a nacionalidade brasileira reconhecida.

    A ação foi ajuizada no âmbito do Juízo 4.0 – Pessoas em Situação de Rua. Conforme os autos, R. M. E. reside no Brasil desde 1986 e mantém união estável há mais de 27 anos com um cidadão brasileiro, com quem tem duas filhas brasileiras.

    Segundo a autora, a falta de nacionalidade brasileira tem impedido o acesso aos benefícios do Programa Bolsa Família, no qual está inscrita desde 2023. Ela afirma ter recebido apenas uma parcela, porque a Caixa Econômica Federal não conseguiu concluir seu cadastro, devido à ausência de um documento oficial de identificação com foto.

    A União recorreu da sentença, alegando que a autora não apresentou o pedido de naturalização por meio da plataforma “Naturalizar-se” nem a documentação exigida pela Lei nº 13.445/2017 (Lei de Migração) e pela Portaria nº 623/2020, do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

    Ao analisar o recurso, o relator do processo, desembargador federal Cid Marconi, destacou que ficou comprovado nos autos que a autora procurou a Polícia Federal para solicitar a naturalização, mas não conseguiu concluir o procedimento porque lhe foi exigido um documento de identificação com foto, que ela ainda não possui.

    Para o magistrado, a ausência do requerimento administrativo não decorreu de omissão da autora, mas de entraves burocráticos criados pela própria Administração Pública, que condicionou o pedido à apresentação de um documento cuja emissão não havia sido viabilizada. Assim, concluiu que a autora esgotou as possibilidades na esfera administrativa, restando a via judicial para assegurar seu direito.

    “A autora demonstrou que atende a todos os requisitos para concessão da nacionalidade brasileira previstos na Lei de Migração, pois possui plena capacidade civil, reside no Brasil há quase 40 anos, compreende e fala a língua portuguesa, apresentou certidão de antecedentes criminais e mantém núcleo familiar consolidado em território nacional, com companheiro e filhas brasileiras”, concluiu o relator.

    Processo nº 0000024-14.2024.4.05.8406

    Por: Divisão de Comunicação Social TRF5


  • Sindifisco-PB entrega donativos a entidades assistenciais

    Sindifisco-PB entrega donativos a entidades assistenciais

    A diretoria do Sindifisco-PB concluiu, nesta quarta-feira (8/7), a entrega de cestas básicas, produtos de limpeza e itens de higiene pessoal a sete entidades filantrópicas. As doações foram viabilizadas com recursos arrecadados por meio da venda de mesas do 21º Forró Fiscando, realizado no fim de maio.

    As entregas foram acompanhadas por diretores do Sindicato, que visitaram as instituições beneficiadas, conheceram suas instalações e dialogaram com gestores, funcionários e demais profissionais responsáveis pela administração das entidades. Durante as visitas, os representantes relataram os desafios enfrentados para manter os serviços prestados às comunidades atendidas.

    Todas as instituições desenvolvem ações permanentes de assistência social voltadas a pessoas em situação de vulnerabilidade, entre elas crianças, idosos e famílias em risco social. Os gestores agradeceram ao Sindifisco-PB e também à categoria dos auditores fiscais, que ajudou a tornar possível esse trabalho tão importante. A iniciativa reforça a sensibilidade da categoria fiscal em promover, há mais de 21 anos, ações solidárias que ajudam, e muito, instituições que prestam serviços essenciais à população paraibana.

    Segundo a presidente do Sindicato, Helena Medeiros, a iniciativa reforça o compromisso social do Sindifisco-PB, ao transformar parte da arrecadação de um evento promovido pela entidade em ações concretas de apoio a organizações que desempenham papel fundamental na assistência à população.

     

    • Associação Promocional do Ancião Dr. João Meira de Menezes / Centro Residencial do Idoso (ASPAN)

     

    Associação Paraibana de Combate ao Câncer Juvenil Donos do Amanhã

     

    • Grupo Espírita Recanto da Alegria (GERA)

     

    • Igreja Batista Bíblica Ebenézer

     

    • Instituto Educacional Alan Kardec

     

    • Núcleo de Apoio a Criança com Câncer

     

    • Vila Vicentina Júlia Freire

  • Antiguidade: Magnus Delgado é indicado para o cargo de desembargador federal do TRF5 Última atualização: 08/07/2026 às 17:40:00

    Por unanimidade, o Pleno do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 aprovou, em sessão extraordinária realizada nesta quarta-feira (08/07), a indicação do juiz federal Magnus Augusto Costa Delgado para o cargo de desembargador federal da Corte, pelo critério de antiguidade.

    O magistrado ocupará uma das três vagas criadas pela Lei nº 15.393/2026, que ampliou a composição do Tribunal. A indicação será encaminhada à Presidência da República, responsável pela nomeação.

    Perfil

    Titular da 1ª Vara da Justiça Federal no Rio Grande do Norte (JFRN), Magnus Augusto Costa Delgado é graduado em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Ingressou na magistratura federal em 1991, quando passou a atuar na 1ª Vara da JFRN.

    Antes de ingressar na magistratura, exerceu a advocacia e atuou como consultor jurídico. Também integrou o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN), em quatro biênios, e foi convocado para atuar como desembargador federal no TRF5, em diversas ocasiões.

     

    Por: Divisão de Comunicação Social TRF5


  • Magnus Delgado é indicado para o cargo de desembargador federal do TRF5 Última atualização: 08/07/2026 às 17:40:00

    O Pleno do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5, em sessão extraordinária realizada nesta quarta-feira (08/07), por unanimidade, aprovou a indicação do juiz federal Magnus Augusto Costa Delgado para o cargo de desembargador federal da Corte, pelo critério de antiguidade.

    O magistrado ocupará uma das três vagas criadas pela Lei nº 15.393/2026, que ampliou a composição do Tribunal. A indicação será encaminhada à Presidência da República, responsável pela nomeação.

    Perfil

    Titular da 5ª Vara da Justiça Federal no Rio Grande do Norte (JFRN), Magnus Augusto Costa Delgado é graduado em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Ingressou na magistratura federal em 1991, quando passou a atuar na 1ª Vara da JFRN.

    Antes de ingressar na magistratura, exerceu a advocacia e atuou como consultor jurídico. Também integrou o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN), em quatro biênios, e foi convocado para atuar como desembargador federal no TRF5, em diversas ocasiões.

     

    Por: Divisão de Comunicação Social TRF5


  • Ivan Lira é nomeado desembargador federal do TRF5 Última atualização: 08/07/2026 às 11:55:00

    O juiz federal Ivan Lira de Carvalho foi nomeado pela Presidência da República para o cargo de desembargador federal do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5). A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (08/07).

    O magistrado foi promovido pelo critério de merecimento para a vaga criada pela Lei nº 15.393/2026, que ampliou a composição do Tribunal. A nomeação ocorreu após a formação de lista tríplice pelo Colegiado Pleno do TRF5.

    Natural de Natal (RN), Ivan Lira ingressou na magistratura federal em 1993. Antes disso, exerceu os cargos de juiz de Direito e de juiz eleitoral no Rio Grande do Norte, entre 1982 e 1993. Ao longo da carreira, integrou o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN), na vaga destinada à Justiça Federal, por três biênios, e foi convocado 72 vezes para atuar no TRF5. Atualmente, é juiz federal titular da 5ª Vara da Justiça Federal no Rio Grande do Norte (JFRN).

    A trajetória de Lira também inclui forte atuação na área acadêmica: é doutor e mestre em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), bacharel em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e professor associado da UFRN.

    O novo desembargador do TRF5 integra, ainda, a Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, a Academia de Letras Jurídicas do Rio Grande do Norte, o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte e o Conselho Estadual de Cultura do Rio Grande do Norte.

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • TRF5 empossa 22 novos(as) servidores(as) Última atualização: 08/07/2026 às 13:58:00

    O presidente do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), desembargador federal Roberto Machado, deu posse, na manhã desta quarta-feira (08/07), a 22 novos(as) servidores(as) da Corte. A cerimônia foi realizada no Auditório do Pleno e reuniu desembargadores(as), magistrados(as) da Justiça Federal da 5ª Região (JF5), servidores(as), familiares e amigos dos(as) empossados(as).

    Ao abrir a solenidade, Roberto Machado destacou que o TRF5 vive um momento de transformação institucional, marcado pela ampliação da composição da Corte, de 24 para 27 desembargadores(as) federais, e pela criação do Órgão Especial. “Nos últimos anos, esta é uma das maiores solenidades de posse de servidores(as) no Tribunal. Vocês, que estão tomando posse hoje, participarão desse novo Tribunal. Sabemos que são qualificados e que vêm para contribuir com a qualidade deste, que é um dos melhores Tribunais do País”, afirmou.

    O corregedor-regional da JF5, desembargador federal Leonardo Resende, também deu as boas-vindas aos(às) novos(as) servidores(as) e ressaltou a relevância da missão desempenhada pelo Poder Judiciário. “É preciso incorporar um pouco dessa felicidade vivenciada hoje, porque, ao longo dessa trajetória que se inicia, também haverá desafios. Não é uma carreira fácil, mas ela nos dá a oportunidade de abraçar a missão de produzir o bem e, sobretudo no Judiciário, promover a justiça”, destacou.

    Também prestigiaram a cerimônia a desembargadora federal Germana Morais; os desembargadores federais Rogério Fialho, Leonardo Coutinho e Rodrigo Tenório; o juiz auxiliar da Presidência, Alcides Saldanha; o juiz federal Bruno Teixeira; o diretor de Orçamento e Finanças, Marcos Campelo; o diretor de Pessoal, Onaldo Mangueira; a diretora da Divisão de Desenvolvimento Humano, Isaura Rodrigues; e o diretor da Divisão de Informações Gerenciais, Provimento e Vacância, Luiz Eduardo Cunha.

    Novos(as) servidores(as) 

    Tomaram posse no cargo de Analista Judiciário – Área Judiciária Neilly Lucy de Sousa de Carvalho da Cruz, Danton Albuquerque dos Santos, Beatriz Salvador de Magalhães, Thais Souto Maior de Lyra Pessoa, Paulo Fernando de Moura Bezerra Cavalcanti Neto e Rafael Rodrigues Ventura.

    Para o cargo de Técnico Judiciário – Área Administrativa, foram empossados(as) Yuri Vinicius Ferreira Pinheiro Barros, Michele Zarzar de Paula Mendes Melo, Ana Geny da Costa Feitosa, Maria Eduarda de Araujo Cabral, Gilvanildo da Paz dos Santos Junior, Eduardo Henrique Ribeiro Avelar Araujo, Anna Beatriz do Nascimento Granjeiro Laurentino, Vitor Gomes Dantas Gurgel, Jessica de Lima Pierre Silva, Leandro Santos de Lima, Maria Luisa Araujo Loebler Campos, Bianca Cristina Fernandes Duarte, Ariel Campos Santana, Marco Tulio Vasconcelos Beltrão de Castro e Marcella da Cunha Beltrão.

    Já Robson Pereira Coelho tomou posse no cargo de Técnico Judiciário – Área de Apoio Especializado – Especialidade Contabilidade.

    Com a chegada dos(as) novos(as) servidores(as), o TRF5 fortalece sua força de trabalho e reafirma o compromisso com a prestação de serviços jurisdicionais de excelência, em benefício da sociedade.

    Por: Divisão de Comunicação Social TRF5


  • Receita Federal vai usar inteligência artificial para fiscalizar transações bancárias de brasileiros

    Receita Federal vai usar inteligência artificial para fiscalizar transações bancárias de brasileiros

    A Receita Federal começou a usar inteligência artificial para fiscalizar transações bancárias.

    Brasileiros que movimentam dinheiro, declaram Imposto de Renda, compram bens ou mantêm empresas devem ficar mais atentos às informações enviadas ao Fisco. A Receita Federal passou a ter uma política oficial para usar inteligência artificial em atividades de fiscalização, análise de dados e identificação de riscos tributários.

    Na prática, a tecnologia amplia a capacidade do órgão de cruzar informações que já chegam legalmente à administração tributária. Isso inclui dados declarados pelo próprio contribuinte, informações de empresas, registros financeiros, notas fiscais, cartórios e outras bases usadas no combate à sonegação.

    A mudança não significa que a Receita vai criar um novo imposto ou passar a tomar decisões automáticas contra contribuintes. No entanto, o uso de sistemas mais avançados pode fazer com que inconsistências apareçam com mais rapidez.

    Com isso, movimentações bancárias incompatíveis com a renda declarada, patrimônio sem origem comprovada, omissão de bens e divergências em declarações podem ganhar mais destaque na seleção de casos para fiscalização.

     

    Receita Federal passa a usar IA na fiscalização

    A Política de Inteligência Artificial da Receita Federal foi publicada em fevereiro de 2026, por meio da Portaria RFB nº 647/2026. A norma criou regras para o uso, desenvolvimento, contratação, monitoramento e desativação de soluções de IA dentro do órgão.

    O texto permite o uso da tecnologia em áreas como fiscalização, arrecadação, análise de dados, atendimento ao contribuinte, controle aduaneiro e gestão de riscos. Portanto, a Receita passa a contar com uma estrutura formal para aplicar algoritmos em tarefas que envolvem grande volume de informações.

    A ideia é usar a inteligência artificial para encontrar padrões, apontar indícios de irregularidade e organizar melhor o trabalho dos auditores fiscais. Assim, o Fisco consegue direcionar a fiscalização para situações consideradas mais sensíveis.

    Ainda assim, a decisão final continua sob responsabilidade de servidores públicos. A própria política da Receita afirma que a IA deve funcionar como ferramenta de apoio, e não como substituta dos auditores, conforme apurado pelo Portal Tempo Novo.

    Movimentações bancárias entram no cruzamento de dados

    Um dos pontos que mais chama atenção envolve os dados financeiros. Bancos, instituições de pagamento e outras entidades já enviam informações ao Fisco dentro das regras legais. Esses dados ajudam a Receita a verificar se a movimentação declarada combina com a renda, o patrimônio e as obrigações tributárias do contribuinte.

    Com o apoio da inteligência artificial, esse cruzamento tende a ficar mais rápido. Por exemplo, uma pessoa que declara renda baixa, mas apresenta movimentação financeira elevada, compra bens de alto valor ou mantém despesas incompatíveis, pode chamar mais atenção.

    Além disso, empresas também entram no radar. A Receita pode usar a tecnologia para encontrar divergências em notas fiscais, escriturações, créditos tributários, declarações obrigatórias e operações que não combinam com o faturamento informado.

    O foco, portanto, não está em uma transação isolada. A análise considera o conjunto das informações disponíveis. Quando vários dados apontam para a mesma inconsistência, o caso pode receber prioridade.

     

    Receita Federal vai fiscalizar Pix?

    A Receita Federal já negou que faça monitoramento individual de cada Pix. O órgão também afirma que não existe cobrança de imposto apenas porque uma pessoa fez ou recebeu transferência por Pix.

    No entanto, isso não significa que movimentações financeiras estejam fora do alcance do Fisco. Instituições financeiras e plataformas de pagamento prestam informações dentro das obrigações legais, geralmente de forma consolidada.

    Ou seja, a Receita não precisa acompanhar “Pix por Pix” para encontrar sinais de problema. O cruzamento de dados pode indicar quando a movimentação total de uma pessoa ou empresa não bate com a renda declarada, com o faturamento informado ou com o patrimônio registrado.

    Por isso, o risco maior não está em uma transferência comum do dia a dia. O alerta aparece quando o volume movimentado, os bens comprados ou as despesas registradas não têm explicação compatível com as informações oficiais.

     

    O que a inteligência artificial pode encontrar?

    A inteligência artificial pode ajudar a Receita Federal a identificar diferentes tipos de divergência. Entre os exemplos estão renda declarada abaixo do padrão de vida, bens não informados no Imposto de Renda, despesas incompatíveis com os ganhos e movimentações financeiras sem origem clara.

    Também podem aparecer inconsistências em notas fiscais, omissão de faturamento, uso indevido de créditos tributários, informações divergentes entre empresas e dados fiscais que não fecham entre si.

    No caso de pessoas físicas, o sistema pode apontar situações em que a evolução patrimonial não combina com a renda declarada. Já no caso das empresas, a tecnologia pode destacar erros ou indícios de fraude em obrigações digitais.

    Dessa forma, a fiscalização passa a depender menos de análises manuais demoradas e ganha mais capacidade de selecionar casos com maior risco de irregularidade.

     

    Autuações chegaram a R$ 233 bilhões

    A nova fase tecnológica ocorre em um momento de forte atuação da Receita Federal. O órgão informou que as autuações da fiscalização somaram R$ 233 bilhões em 2025.

    O valor mostra o tamanho das irregularidades identificadas pelo Fisco e reforça a estratégia de ampliar o uso de tecnologia para combater sonegação, evasão fiscal e falta de recolhimento de tributos.

    Com sistemas de inteligência artificial, a Receita consegue analisar milhões de informações em menos tempo. Assim, os auditores recebem alertas mais organizados e podem concentrar esforços nos casos com maior potencial de recuperação de valores.

    Mesmo assim, a IA não aplica punição sozinha. Ela aponta indícios, organiza dados e ajuda na triagem. Depois disso, cabe ao auditor avaliar o caso e tomar as medidas previstas na legislação.

     

    Inteligência artificial terá supervisão humana obrigatória

    A política da Receita estabelece limites para o uso da inteligência artificial. Os sistemas devem seguir princípios de transparência, segurança, rastreabilidade, proteção de dados, responsabilidade e supervisão humana.

    Isso significa que as ferramentas precisam deixar registros sobre seu funcionamento. Dessa forma, o órgão pode auditar as análises realizadas e verificar como determinado resultado foi produzido.

    Além disso, a norma prevê responsabilidade pelo uso inadequado das soluções de IA. Portanto, servidores que utilizarem a tecnologia de forma irregular podem responder pelas consequências.

    A regra busca evitar decisões automáticas sem controle e reduzir riscos de erros, abusos, vieses ou interpretações equivocadas.

     

    O que muda para o contribuinte?

    Para quem declara corretamente seus rendimentos, bens, despesas e movimentações, a principal mudança está no aumento da capacidade de conferência da Receita Federal. A tecnologia não muda, por si só, as regras do Imposto de Renda ou dos tributos pagos no país.

    Por outro lado, quem omite informações pode ficar mais exposto. Isso vale para pessoas que deixam de declarar renda, escondem patrimônio, informam dados incompletos ou movimentam valores incompatíveis com o que foi declarado.

    Empresas também precisam redobrar a atenção. Com obrigações fiscais cada vez mais digitais, erros em notas, declarações, registros contábeis e informações de faturamento podem aparecer com mais facilidade.

    Por isso, especialistas recomendam manter documentos organizados, guardar comprovantes e corrigir falhas antes que elas se transformem em problema com o Fisco.

     

    Receita Federal entra em uma nova era de fiscalização

    A chegada da inteligência artificial à fiscalização da Receita Federal representa uma mudança importante na relação entre contribuintes e Fisco. O órgão passa a cruzar dados com mais velocidade, mais alcance e mais precisão.

    Essa nova etapa não significa que todos os brasileiros serão fiscalizados automaticamente. No entanto, aumenta a chance de a Receita encontrar divergências que antes poderiam demorar mais tempo para aparecer.

    Na prática, a mensagem é clara: informações financeiras, patrimoniais e fiscais precisam conversar entre si. Com a tecnologia, dados espalhados em diferentes sistemas podem ser analisados em conjunto e revelar inconsistências com muito mais rapidez.

     

     

  • Pública participa de debate no Senado sobre fim da escala 6×1 e redução da jornada

    Pública participa de debate no Senado sobre fim da escala 6×1 e redução da jornada

    No último dia 1º/7, o Senado Federal promoveu uma grande audiência pública para discutir os impactos sociais e econômicos da PEC 221/2019, que propõe a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e o fim da escala 6×1. O debate reuniu ministros, parlamentares, centrais sindicais e confederações patronais. A Pública Central do Servidor foi representada pelo presidente José Gozze.

    O encontro foi coordenado pelos senadores Paulo Paim (PT-RS) e Laércio Oliveira (União Brasil-SE), abrindo espaço democrático para visões convergentes e divergentes. De um lado, defensores da medida apresentaram argumentos com estudos do IPEA e do DIEESE, apontando ganhos em produtividade e qualidade de vida. Em oposição, representantes do setor patronal manifestaram preocupação com o impacto financeiro imediato e pediram uma transição longa.

    Em sua fala, Gozze rebateu o tom alarmista de setores contrários e focou o debate na valorização humana. “O que eu menos vi sendo colocado aqui é a importância da vida. Esse projeto está dando importância à vida, não só à vida do trabalhador, mas à vida da família dele, dos filhos dele, dos netos dele. Na periferia das grandes cidades, o trabalhador sai com o filho dormindo e volta com o filho dormindo. Essa importância tem que ser dada”, pontuou.

    Veja a fala do presidente José Gozze: Clique aqui

    O presidente da Pública também reforçou que a pauta caminha lado a lado com as demandas estruturais do serviço público, rechaçando propostas que tentam fragilizar as relações de trabalho.

    “A nossa luta é muito clara. Nós, trabalhadores do serviço público, defendemos o serviço público. Não vamos passar para a iniciativa privada. E queremos realmente dois projetos aprovados: um é o das 40 horas com dois dias de descanso, e o outro é a Convenção 151 da OIT, aproximando e regulamentando a discussão do servidor público com o gestor do Estado”, declarou Gozze.

    A audiência foi encerrada com o compromisso de que o Senado buscará consensos técnicos e políticos. A expectativa das centrais é que o debate acelere a tramitação nas comissões para que a matéria avance para votação em Plenário em breve.

    A Audiência pode ser vista na íntegra aqui: Clique aqui???????