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  • Aliados articulam cargo estadual para manter mandato de Eduardo

    Aliados articulam cargo estadual para manter mandato de Eduardo

    Aliados do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) articulam sua nomeação em uma secretaria estadual como forma de garantir a continuidade de seu mandato parlamentar, mesmo com o fim de sua licença oficial no último domingo (21). A medida permitiria um novo afastamento autorizado pela Câmara, desta vez vinculado ao exercício de função no Executivo estadual. As informações foram reveladas pelo O Globo e pela CNN.

    A principal alternativa em análise envolve a possível nomeação de Eduardo em governos estaduais aliados, como o de Jorginho Mello (PL), em Santa Catarina, ou o de Tarcísio de Freitas (Republicanos), em São Paulo. Segundo fontes ligadas às negociações, as tratativas ainda estão em fase inicial, mas contam com o aval de lideranças do PL.

    Com o fim da licença de 120 dias e a permanência do deputado nos Estados Unidos, há risco de que ausências em sessões ordinárias da Câmara comprometam a manutenção do mandato. A Constituição prevê a perda do cargo parlamentar em caso de faltas injustificadas a mais de um terço das sessões de plenário, o que poderia ocorrer após o recesso legislativo, encerrado em 4 de agosto.

    Uma nomeação formal em cargo do Executivo estadual, com aprovação da Câmara, permitiria nova licença sem perda de mandato, conforme regras internas da Casa. Para isso, o parlamentar precisaria exercer atividade compatível com o cargo, ainda que residindo fora do país, o que levanta questionamentos sobre viabilidade jurídica e custo político da medida.

    Eduardo Bolsonaro.

    Eduardo Bolsonaro.Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

    Entre os Estados cogitados, Santa Catarina aparece como opção menos controversa. O governador Jorginho Mello, um dos aliados mais próximos da família Bolsonaro, é apontado como favorável à nomeação, embora nenhuma decisão tenha sido oficializada. A avaliação de integrantes do PL é que, no cenário catarinense, o impacto político de indicar um secretário ausente seria menor do que em outras unidades da federação.

    Além da nomeação em secretaria, aliados discutem outras soluções administrativas, como alterações no regimento interno da Câmara, para permitir licença prolongada por interesse particular ou exercício remoto do mandato, como já sugerido por alguns parlamentares.

  • Eduardo Bolsonaro admite que tarifa foi discutida com governo dos EUA

    Eduardo Bolsonaro admite que tarifa foi discutida com governo dos EUA

    Durante entrevista ao podcast Inteligência Ltda., o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o comentarista político Paulo Figueiredo confirmaram que a imposição de tarifas comerciais contra o Brasil foi um dos temas discutidos em reuniões com autoridades dos Estados Unidos. A medida, segundo os dois, não foi sugerida diretamente pelo grupo, mas já era conhecida como parte do “arsenal diplomático americano”.

    Eduardo e Figueiredo relataram que, nas conversas realizadas nos EUA, foram apresentadas diferentes opções de medidas contra autoridades brasileiras, incluindo a taxação. Eles afirmaram que a preferência do grupo era por sanções direcionadas a indivíduos, como integrantes do STF e do Ministério Público.

    “Na nossa opinião, esta medida não era a melhor a ser aplicada naquele momento. Advogamos por sanções aos principais agentes da ditadura”, afirmou Paulo Figueiredo.

    “Discutimos que existia essa possibilidade, mas quem decide é o presidente Trump”, acrescentou Eduardo Bolsonaro, destacando que seu grupo não tem poder para definir políticas americanas.

    Em seguida, os dois apoiaram publicamente a tarifa. Eduardo Bolsonaro chegou a chamar o pacote de medidas de “Tarifa Moraes”, sugerindo que a motivação por trás da decisão estaria ligada a críticas ao Judiciário brasileiro.

    Paulo Figueiredo, por sua vez, declarou estar “100% convencido” de que a tarifa foi a decisão correta naquele momento, sendo seguido por um “eu concordo” do deputado.

  • Hugo veta comissões no recesso e impede moções de apoio a Bolsonaro

    Hugo veta comissões no recesso e impede moções de apoio a Bolsonaro

    O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), proibiu oficialmente a realização de reuniões das comissões da Casa durante o recesso. A decisão foi tomada nesta terça-feira (22). O ato atinge as atividades de colegiados que pretendiam usar o período para aprovar moções de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

    A Câmara, hoje, está no que se costuma chamar de “recesso branco“. Pela Constituição, o Congresso só pode entrar de fato em recesso após a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do ano seguinte. Como isso não foi feito, há apenas um recesso informal – o que abriu espaço para que as comissões convocassem reuniões extras para deliberar sobre o apoio ao ex-presidente.

    Salão Verde da Câmara dos Deputados, vazio durante o recesso.

    Salão Verde da Câmara dos Deputados, vazio durante o recesso.Pedro Ladeira/Folhapress

    A decisão coloca um fim nisso. O ato diz que as comissões estão proibidas de se reunir entre 22 de julho e 1º de agosto, ou seja, até o final do recesso. Ele não impede que os parlamentares frequentem o Congresso e se encontrem informalmente.

    Bolsonaro de tornozeleira

    Duas comissões presididas por parlamentares aliados a Bolsonaro tinham reuniões marcadas para esta terça (23) com o intuito de discutir moções relativas ao ex-presidente: a Comissão de Relações Exteriores, que é comandada pelo deputado Filipe Barros (PL-PR) e a Comissão de Segurança Pública, que tem o deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP) como presidente. Com a determinação, os dois colegiados ficam impedidos de se reunir.

    O ex-presidente Jair Bolsonaro foi alvo de decisão do STF que impôs uso de tornozeleira eletrônica e impediu sua participação em entrevistas e uso de redes sociais. Na segunda-feira (21), Bolsonaro esteve na Câmara dos Deputados, mostrou a tornozeleira e discursou.

  • Moraes intima defesa de Bolsonaro a explicar vídeo com tornozeleira

    Moraes intima defesa de Bolsonaro a explicar vídeo com tornozeleira

    A defesa de Jair Bolsonaro tem 24 horas para prestar esclarecimentos ao Supremo Tribunal Federal sobre a veiculação de vídeos e discursos do ex-presidente em redes sociais, exibindo o uso de tornozeleira eletrônica, medida proibida pelas cautelares impostas por determinação judicial.

    A intimação foi assinada pelo ministro Alexandre de Moraes no âmbito da Ação Penal 2.668, em que Bolsonaro figura como réu ao lado de outras autoridades, como os ex-ministros Anderson Torres, Augusto Heleno e Braga Netto, entre outros.

    A decisão menciona que, em 17 de julho, foram impostas cautelares contra Bolsonaro, incluindo:

    • proibição de deixar a comarca, com uso de tornozeleira eletrônica;
    • recolhimento domiciliar noturno, das 19h às 6h nos dias úteis, e integral nos fins de semana, feriados e folgas;
    • proibição de acesso a embaixadas e consulados, e de contato com autoridades estrangeiras;
    • proibição de contato com outros réus e investigados de processos relacionados;
    • vedação do uso de redes sociais, inclusive por meio de terceiros.

    Segundo Moraes, já nesta segunda-feira (21), houve postagens em redes sociais nas quais Bolsonaro aparece exibindo a tornozeleira e fazendo declarações direcionadas ao público digital. O ministro alertou que a vedação se estende também à “transmissão, retransmissão ou veiculação de áudios, vídeos ou transcrições de entrevistas” por terceiros nas redes.

    Diante disso, o relator determinou a intimação dos advogados constituídos para que, no prazo de 24 horas, esclareçam os fatos, sob pena de imediata decretação da prisão do ex-presidente, com fundamento no art. 312, 1º, do Código de Processo Penal.

    A Procuradoria-Geral da República também foi cientificada da decisão.

  • Bolsonaro pode ser preso se der entrevista ao vivo, diz Moraes

    Bolsonaro pode ser preso se der entrevista ao vivo, diz Moraes

    Em despacho publicado nesta segunda-feira (21), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), esclareceu que as restrições de uso de redes sociais, definidas em decisão de sexta-feira, também se aplicam a transmissões ao vivo, entrevistas a canais de terceiros, dentre outros “meios para burlar” a proibição.

    Os meios de comunicação citados por Moraes no despacho são “transmissões, retransmissões ou veiculação de áudios, vídeos ou transcrições de entrevistas em qualquer das plataformas das redes sociais de terceiros”, incorrendo em prisão preventiva em caso de descumprimento.

    Bolsonaro está proibido de utilizar redes sociais desde sexta-feira (18).

    Bolsonaro está proibido de utilizar redes sociais desde sexta-feira (18).Gabriela Biló/Folhapress

    O despacho foi publicado após Bolsonaro cancelar uma entrevista que seria concedida ao portal Metrópoles. O cancelamento se deu por receio de resultar em descumprimento de medida judicial.

    Bolsonaro é investigado na Polícia Federal sob suspeita de envolvimento nas articulações de seu filho, deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), para alcançar sanções contra autoridades judiciais brasileiras por parte do governo dos Estados Unidos, podendo configurar coação processual. Desde sexta, o ex-presidente está proibido de utilizar as redes sociais, bem como de manter contato com Eduardo. Ele também está obrigado a utilizar tornozeleira eletrônica e realizar recolhimento noturno.

    Veja a íntegra do despacho.

  • Jair Bolsonaro e deputados fazem oração antes de reunião do PL

    Jair Bolsonaro e deputados fazem oração antes de reunião do PL

    O ex-presidente Jair Bolsonaro e parlamentares do Partido Liberal (PL) se reuniram nesta segunda-feira (21) para reunião da sigla no Congresso Nacional, mesmo durante recesso parlamentar. Antes do encontro no gabinete da liderança do partido, deputados e o ex-chefe do Executivo fizeram uma oração na entrada do Congresso. Segundo deputados ouvidos pela reportagem, o foco da reunião é o debate pela anistia.

    Veja o vídeo do momento:

    A oposição, na última semana, capitaneou pedidos para o Congresso Nacional retornar às atividades parlamentares a despeito do recesso parlamentar iniciado na quinta-feira (17). Os parlamentares pediram o cancelamento do recesso em razão de ação da Polícia Federal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro na sexta-feira (18). Além de mandado de busca e apreensão, foram impostas medidas cautelares contra o ex-mandatário.

    Deputados fazem oração com Bolsonaro.

    Deputados fazem oração com Bolsonaro.Reprodução/YouTube

    Diante disso, o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), apresentou ofício pedindo pelo retorno das sessões legislativas. O congressista justificou o pedido com base em “graves situações que colocam em risco a estabilidade institucional do nosso país”. Os presidentes das Casas, no entanto, reafirmaram a manutenção do recesso.

    Ele elenca a questão do Imposto sobre Operações Financeiras e “a decisão monocrática do Ministro Alexandre de Moraes restringindo a liberdade do Senhor Ex-presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, sem que haja contra este qualquer sentença condenatória”.

    Por fim, Sóstenes ainda pede a análise de temas emergenciais, como: PEC nº 08, de 2021, já votada no Senado Federal, que limita as decisões monocráticas no STF; PEC nº 333, de 2017, já votada no Senado Federal, que prevê extinção do foro especial por prerrogativa de função nos casos de crime comum; anistia; instalação da CPI do Abuso de Autoridade.

    Em contraponto à manifestação pública do Senado e Câmara pela continuidade do recesso parlamentar, duas comissões da Câmara marcaram reuniões para terça-feira (22). As comissões de Relações Exteriores e Segurança Pública, ambas presididas por deputados do PL, querem realizar sessão com votação de moções de louvor a Jair Bolsonaro.

  • Oposição prioriza anistia e impeachment de Moraes no segundo semestre

    Oposição prioriza anistia e impeachment de Moraes no segundo semestre

    Parlamentares da oposição anunciaram que o foco para o segundo semestre será a anistia na Câmara dos Deputados e o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no Senado. O anúncio ocorreu após reunião do PL no Congresso Nacional em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, alvo de operação da Polícia Federal (PF) na última semana.

    Líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ) apresentou os temas principais da oposição para o segundo semestre. Além da anistia, proposta que já tem requerimento pela urgência, outro foco é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 333/2017, aprovada no Senado, que prevê extinção do foro especial por prerrogativa de função nos casos de crime comum. Atualmente, 60 parlamentares respondem a processos no STF.

    O parlamentar também informou o estabelecimento de três comissões para organizar as ações da oposição. O grupo de comunicação será presidido por Gustavo Gayer (PL-GO), o grupo de mobilização interna, para alinhar as pautas da Câmara e do Senado da oposição, será chefiada pelo Cabo Gilberto Silva (PL-PB). Por fim, o grupo de mobilização nacional visa a dar voz para Jair Bolsonaro por intermédio de ações dos deputados Zé Trovão (PL-SC) e Rodolfo Nogueira (PL-MS).

    Senado

    Após o pedido de impeachment da ministra Cármen Lúcia, do STF, a oposição no Senado tem como objetivo principal votar o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, conforme a senadora Damares Alves (Republicanos-DF). A parlamentar afirmou que ” as decisões de Alexandre causaram perplexidade no mundo todo”.

    O senador Magno Malta (PL-ES), que também esteve presente na reunião, disse que outros alvos da oposição devem ser a própria Cármen Lúcia e o ministro Gilmar Mendes. O congressista também fez críticas ao governo brasileiro, ao qual ele acusa de se aliar com o “eixo do mal”. Por fim, o senador também fez um alerta para Moraes, caso Bolsonaro venha a ser preso: “Ponha a mão nele e tenta a sorte, porque o azar você já tem”.

    Deputados da oposição.

    Deputados da oposição.Reprodução/YouTube

    A reunião da oposição

    Na última semana, a oposição capitaneou pedidos para o Congresso Nacional retornar às atividades parlamentares a despeito do recesso parlamentar iniciado na quinta-feira (17). Os parlamentares pediram o cancelamento do recesso em razão de ação da Polícia Federal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. A reunião trata dos novos rumos e prioridades do grupo político.

    Em duas horas de deliberação, estiveram presentes 54 deputados e dois senadores. O líder do PL na Câmara destacou a disposição dos colegas parlamentares de estarem em Brasília “pela gravidade que o Brasil vive”. Ele afirmou também que Eduardo Bolsonaro participaria da reunião por videoconferência, mas não pôde em razão da proibição de contato entre o deputado licenciado e Jair Bolsonaro.

    Para Sóstenes, o momento foi um “dia histórico” para o país. “Um dia de um homem honrado, decente, se apresentar para nós com uma tornozeleira no seu pé. E pior, um pai que não pode falar com seu filho. Ora, isso nem na Inquisição existe”, disse. Além disso, também lamentou a impossibilidade de o ex-chefe do Executivo não poder se manifestar depois do encontro com parlamentares.

    Segundo o deputado, a decisão do ministro Moraes de proibir entrevistas de Bolsonaro é uma “ordem de censura” e uma amostra da “democracia relativa que estamos vivendo”. Outro ponto de críticas de Sóstenes foi a tarifa dos Estados Unidos imposta aos produtos brasileiros. Ele aponta que as sanções são responsabilidades “dos abusos do ministro Alexandre de Moraes”.

  • Jair Bolsonaro mostra tornozeleira eletrônica no Congresso Nacional

    Jair Bolsonaro mostra tornozeleira eletrônica no Congresso Nacional

    O ex-presidente Jair Bolsonaro mostrou, nesta segunda-feira (21), a tornozeleira eletrônica à imprensa no Congresso Nacional. O ex-mandatário esteve na sede do Poder Legislativo para reunião do Partido Liberal para definir as prioridades e rumos da oposição para o segundo semestre. 

    Antes de iniciar a deliberação com os parlamentares, Bolsonaro participou de uma oração ao lado dos deputados. Ao fim da reunião, lideranças do grupo político anunciaram os objetivos da oposição. Na Câmara dos Deputados, o foco será a anistia, enquanto no Senado devem se debruçar sobre a possibilidade de impeachment de Alexandre de Moraes. 

    Jair Bolsonaro está usando tornozeleira eletrônica após ação da Polícia Federal na última sexta-feira (18). Além de busca e apreensão, a decisão do ministro Alexandre de Moraes impôs medidas cautelares ao ex-presidente, como o uso da tornozeleira e a proibição de manter contato com o filho Eduardo Bolsonaro. 

    O ex-chefe do Executivo ainda fez breves declarações, mesmo após o magistrado esclarecer a proibição de também de se manifestar em entrevistas. Para Moraes, as restrições de uso de redes sociais se aplicam a transmissões ao vivo, entrevistas a canais de terceiros, dentre outros “meios para burlar” a proibição. Com a violação, Bolsonaro estaria sujeito à prisão preventiva.

  • Saiba como votar no Prêmio Congresso em Foco pelo WhatsApp

    Saiba como votar no Prêmio Congresso em Foco pelo WhatsApp

    Após pedidos, o Prêmio Congresso em Foco decidiu prorrogar o prazo da votação popular até 30 de julho e com a possibilidade de votos pelo aplicativo WhatsApp. A novidade visa a ampliar e facilitar o processo de votação, tornando a premiação mais democrática e acessível para que os eleitores votem nos melhores parlamentares do ano.

    Para votar, basta acessar o site do Prêmio Congresso em Foco e clicar no ícone do aplicativo para realizar a votação pelo WhatsApp. O usuário será orientado pelo chat como proceder e escolher os parlamentares. Depois de seguir os passos necessários, o voto é validado e a participação para premiar os melhores parlamentares no Oscar da política brasileira é garantida.

    Prêmio Congresso em Foco.

    Prêmio Congresso em Foco.Reprodução

    Com a prorrogação, também está prevista a divulgação de uma nova parcial no dia 23 de julho, reforçando a transparência da premiação e o engajamento da sociedade na escolha dos melhores parlamentares do Congresso Nacional.

    Vale lembrar que os votos são auditados interna e externamente e passam por um duplo sistema de validação para garantir a lisura do processo.

    Veja passo a passo como votar pelo WhatsApp:

    Prêmio Congresso em Foco.

    Prêmio Congresso em Foco.Reprodução

    Prêmio Congresso em Foco.

    Prêmio Congresso em Foco.Reprodução

    Prêmio Congresso em Foco.

    Prêmio Congresso em Foco.Reprodução

    Prêmio Congresso em Foco.

    Prêmio Congresso em Foco.Reprodução

  • Epstein Files: a crise doméstica que assombra o governo Trump

    Epstein Files: a crise doméstica que assombra o governo Trump

    Enquanto a crise diplomática Brasil-Estados Unidos toma conta dos noticiários brasileiros, o presidente americano Donald Trump enfrenta uma crise interna que assombra seu governo. Controvérsias envolvendo o inquérito policial que apurou os crimes do empresário Jeffrey Epstein, coletânea de documentos que ficou conhecida como “Epstein files”, colocam o republicano na mira de seus antigos aliados.

    Trump havia prometido, ainda durante a campanha de 2024, que traria à tona uma suposta lista de clientes do milionário acusado de tráfico sexual. A promessa, no entanto, foi colocada em xeque após o Departamento de Justiça divulgar que tal lista não existe. A frustração entre eleitores e aliados de Trump acirrou a disputa interna no movimento conservador.

    Documento-chave segue sob sigilo, e promessa de campanha de Trump vira bomba política.

    Documento-chave segue sob sigilo, e promessa de campanha de Trump vira bomba política.Daniel Torok/White House

    A revelação, feita por meio de memorando divulgado neste mês, motivou reações explosivas. Figuras próximas a Trump passaram a questionar a condução do caso pela procuradora-geral Pamela Bondi, aliada próxima do presidente. Ela também se tornou alvo de desconfiança entre os seguidores mais radicais do ex-presidente.

    Trump e Epstein: uma relação de altos e baixos

    Jeffrey Epstein era um financista americano com conexões em círculos políticos e empresariais de alto nível. Condenado por abuso sexual de menores, morreu em 2019, na prisão, em circunstâncias oficialmente tratadas como suicídio. A relação dele com Donald Trump remonta aos anos 1980. Durante ao menos 15 anos, os dois frequentaram os mesmos círculos sociais e foram vistos juntos em eventos, festas e jantares.

    Trump chegou a dizer que Epstein era “um cara divertido” e que “gostava de mulheres jovens” frase registrada em entrevista à New York Magazine em 2002. Embora afirme nunca ter visitado a ilha particular do empresário nas Ilhas Virgens, Trump aparece sete vezes nos registros de voos do jatinho particular de Epstein.

    Em 2024, a ex-modelo Stacey Williams acusou Trump de tê-la apalpado na frente de Epstein, em uma visita à Trump Tower nos anos 1990. Ela relatou que o empresário falava frequentemente sobre Trump e que se sentia usada como parte de um “jogo doentio” entre os dois. O caso reacendeu críticas sobre a relação do presidente com o condenado.

    Promessa eleitoral

    Durante a corrida presidencial de 2024, Trump usou o caso Epstein como ferramenta política. Em entrevistas, declarou que “não teria problema” em divulgar os arquivos restantes do inquérito, incluindo uma lista de supostos clientes. Chegou a afirmar que essa publicação “provavelmente aconteceria” caso fosse reeleito.

    A retórica de campanha reforçou o discurso do movimento QAnon, que desde 2019 vê nos “Epstein files” uma chave para revelar um suposto esquema de pedofilia envolvendo políticos democratas e celebridades. Trump, ao flertar com essa narrativa, mobilizou sua base, incluindo seus rivais do Democratas na teoria de conspiração.

    A promessa, no entanto, virou uma armadilha. O relatório oficial divulgado neste mês pelo Departamento de Justiça frustrou apoiadores: não há lista de clientes nem indícios de que Epstein tenha chantageado figuras públicas. Os registros, segundo a procuradora Bondi, incluem material sigiloso e imagens de abuso infantil que não podem ser divulgadas por lei.

    Virada de jogo

    Sob pressão de figuras conservadoras como Elon Musk, Alex Jones e deputados do próprio partido, Trump determinou na última semana que Bondi solicite à Justiça a liberação de todos os depoimentos do grande júri relacionados ao caso. A decisão, no entanto, foi considerada tardia por setores de sua base, que agora veem o presidente como parte de um suposto encobrimento.

    A crise interna expôs rachaduras na base republicana. Influenciadores de direita acusam Bondi de trair promessas anteriores, ao garantir que tinha acesso a documentos inéditos que jamais vieram à tona. O clima de desconfiança se instalou mesmo entre nomes próximos a Trump, que se viu obrigado a defender publicamente sua aliada.

    O próprio presidente reagiu com hostilidade aos críticos. Chamou de “fracos” os que ainda insistem no assunto, rotulando o caso Epstein como uma “fraude fabricada pelos democratas”. A retórica, contudo, não arrefeceu os ataques. O descompasso entre o discurso de campanha e a prática no governo alimenta teorias conspiratórias e ameaça corroer sua base ideológica.

    Cortina de fumaça?

    A escalada da crise interna coincidiu com uma série de ações do governo americano contra autoridades brasileiras. Em 18 de julho, os Estados Unidos revogaram os vistos de entrada do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e de seus familiares. A medida foi anunciada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, que acusou o magistrado de violar direitos constitucionais americanos.

    A ofensiva foi celebrada por aliados de Jair Bolsonaro, investigado por tentativa de golpe de Estado. Seu filho, Eduardo Bolsonaro, agradeceu publicamente a Trump e Rubio. Intencionalmente ou não, a manobra ocupou os resultados brasileiros do Google nos dias seguintes, conforme aponta a ferramenta Google Trends. Nos Estados Unidos, porém, o termo “Epstein Files” se manteve atrelado às buscas por Trump”.

    Eleições parlamentares em cena

    A crise envolvendo os Epstein Files atinge Trump na etapa mais frágil de qualquer governo americano: em 2026, em meio ao seu segundo ano de mandato, o país realizará suas próximas eleições parlamentares. Se mantida a rachadura em meio aos seus próprios aliados, o republicano corre o risco de perder sua base de apoio no Congresso.

    O cenário que aguarda Trump no próximo pleito é pouco favorável, em especial no Senado: os Republicanos governam em maioria apertada, com 53 assentos contra 45 dos Democratas e mais dois oposicionistas sem partido: Bernie Sanders e Angus King. A perda dessa vantagem de seis deputados pode custar sua capacidade de governar.