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  • Senadora culpa Eduardo Bolsonaro por tornozeleira no pai: “Moleque”

    Senadora culpa Eduardo Bolsonaro por tornozeleira no pai: “Moleque”

    A senadora Margareth Buzetti (PSD-MT) afirmou em entrevista nesta terça-feira (22) que a culpa de Jair Bolsonaro ser alvo de medida cautelar para usar tornozeleira eletrônica é do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Conforme a parlamentar, o que o filho do ex-presidente faz nos Estados Unidos é um “abuso” contra o país e contra o próprio pai. Por fim, ainda o chamou de “moleque”.

    “É um abuso o que o Eduardo Bolsonaro está fazendo nos Estados Unidos com o país e com o pai dele. A culpa de o Bolsonaro estar de tornozeleira [eletrônica] é desse moleque”, afirmou a senadora.

    Margareth Buzetti também afirmou que é necessário uma contenção ao Supremo Tribunal Federal (STF), por reconhecer que a Corte tem cometido abusos. A senadora também foi questionada sobre a mudança de postura de Eduardo Bolsonaro em relação à defesa da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

    A parlamentar argumentou que o deputado disse em vários vídeos estava negociando pela tarifa e que de fato teria uma taxação. “O que adianta mudar agora? Está gravado”, questionou Margareth Buzetti.

    Tornozeleira eletrônica

    O ex-presidente Jair Bolsonaro foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) na última sexta-feira (18). A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que autorizou a ação policial também impôs medidas cautelares ao ex-mandatário. Entre elas: o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de conversar com o filho Eduardo Bolsonaro e a proibição de utilizar redes sociais, que se estende também à possibilidade de dar entrevistas.

    Na segunda-feira (21), Jair Bolsonaro esteve presente na Câmara dos Deputados para reunião do Partido Liberal com objetivo de definir os novos rumos e prioridades da sigla para o segundo semestre do ano legislativo. Apesar de o ex-presidente não ter dado entrevista diretamente, apenas breves declarações e ter mostrado a tornozeleira, o ministro Alexandre de Moraes deu 24h para a defesa de Bolsonaro explicar as ações.

  • Defesa de Bolsonaro apresenta resposta sobre vídeo com tornozeleira

    Defesa de Bolsonaro apresenta resposta sobre vídeo com tornozeleira

    A defesa jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro entregou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (22) a resposta exigida após a circulação das imagens da coletiva de imprensa realizada na véspera, em que o ex-presidente aparece usando tornozeleira eletrônica. A manifestação foi apresentada dentro do prazo de 24 horas fixado pelo ministro Alexandre de Moraes.

    Os advogados negam o descumprimento das restrições na sexta (18) e sustentam que a decisão original não proibia a concessão de entrevistas. “Em nenhum momento e de nenhuma forma, ao que se entendeu, foi proibido que o Embargante concedesse entrevistas”, afirmam na petição entregue ao STF.

    Defesa de Bolsonaro afirma que reprodução por terceiros não pode ser controlada, inviabilizando punição.

    Defesa de Bolsonaro afirma que reprodução por terceiros não pode ser controlada, inviabilizando punição.Gabriela Biló/Folhapress

    A equipe alega ainda que Bolsonaro não publicou os vídeos, e que não cabe uma punição sobre a circulação de imagens das quais ele não possui controle “O Embargante não postou, não acessou suas redes sociais e nem pediu para que terceiros o fizessem por si”, diz o texto. Os advogados também argumentam que “o embargante não descumpriu o quanto determinado e jamais teve a intenção de fazê-lo”.

    Segundo a defesa, a decisão mais recente de Moraes, que ampliou o alcance da proibição para incluir transmissões e retransmissões em redes sociais por terceiros, “vai muito além” do que foi inicialmente imposto. Os advogados sustentam que, em um ambiente digital, a replicação de conteúdos por terceiros é “desdobramento incontrolável das dinâmicas contemporâneas de comunicação digital”.

    A manifestação encerra com o compromisso de Bolsonaro de não conceder novas entrevistas até que o Supremo esclareça os limites da proibição.

    Veja a íntegra da manifestação.

  • Em 2018, Lula também foi proibido pelo STF de dar entrevistas

    Em 2018, Lula também foi proibido pelo STF de dar entrevistas

    O veto do Supremo Tribunal Federal (STF) a entrevistas na mídia com o ex-presidente Jair Bolsonaro não é um caso inédito. Há sete anos, era Lula, na época também ex-presidente, que estava sendo proibido por um ministro da Suprema Corte de conversar com a mídia.

    O caso foi pouco antes do primeiro turno das eleições gerais de 2018. As críticas à decisão foram semelhantes – censura, ataque à liberdade de expressão, perseguição política – só que do outro lado do tabuleiro político.

    PT em um aperto

    Em 2018, com o primeiro turno das eleições presidenciais se avizinhando, o Partido dos Trabalhadores passava por um dos seus pontos mais baixos. No dia 1º de setembro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) havia rejeitado o pedido de candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva para presidente da República, com base na Lei da Ficha Limpa.

    O presidente Lula quando, enfim, pôde dar entrevista à imprensa no período que estava preso - só em 2019.

    O presidente Lula quando, enfim, pôde dar entrevista à imprensa no período que estava preso – só em 2019.Marlene Bergamo/Folhapress

    Na época, Lula estava preso em Curitiba (PR), condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em caso investigado na Operação Lava Jato – acusação que desabou mais tarde com os questionamentos a respeito da operação e da imparcialidade do então juiz Sergio Moro. Com a candidatura de Lula indeferida, o PT colocou na cabeça da chapa o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, ainda pouco conhecido no Brasil, com a deputada estadual Manuela D’Ávila, então no PCdoB do Rio Grande do Sul, como vice.

    A Lava Jato ainda não havia entrado no corredor polonês pelo qual passaria depois, com o escândalo que passou a ser conhecido como Vaza Jato. Em 2018, a operação ajudava a acender o sentimento “antipolítica” que turbinou a campanha de Jair Bolsonaro à Presidência da República. Em 6 de setembro, Bolsonaro foi vítima de um atentado a faca em Juiz de Fora (MG); o acontecimento, que até hoje cria complicações de saúde para Bolsonaro, colocou o candidato na posição de mártir e efetivamente blindou a sua campanha – recuperando-se da facada, Bolsonaro não pôde ir a debates. A campanha vitoriosa a presidente foi feita enquanto ele se recuperava, no hospital e em casa.

    Decisão e suspensão

    Foi nesse contexto, com Lula declarado não-candidato e Bolsonaro no hospital, que o STF decidia sobre a possibilidade do petista conceder entrevista aos jornais Folha de S.Paulo – mais especificamente, à colunista Monica Bergamo – e El País Brasil. A autorização veio do ministro Ricardo Lewandowski, em 28 de setembro:


    “O custodiado encontra-se na carceragem da Polícia Federal em Curitiba e não em estabelecimento prisional, em que pode existir eventual risco de rebelião”, afirmou o ministro na decisão. “Ressalto, ainda, que não raro, diversos meios de comunicação entrevistam presos por todo o país, sem que isso acarrete problemas maiores ao sistema carcerário”.


    Na época, a mídia usava a Lava Jato como régua: havia, na Corte, ministros vistos como “lavajatistas” (punitivistas) e “garantistas” . Veio de Luiz Fux, nome considerado próximo à operação, uma decisão suspendendo o entendimento anterior de Lewandowski:


    “Determino que o requerido Luiz Inácio Lula da Silva se abstenha de realizar entrevista ou declaração a qualquer meio de comunicação, seja a imprensa ou outro veículo destinado à transmissão de informação para o público geral”, decidiu Fux.


    O tema das fake news, que viria a ser associado com Bolsonaro naquelas eleições e ao longo do seu mandato, esbarrava em Lula naquele momento. No despacho, Fux dizia que “a pretendida entrevista encerraria confusão no eleitorado, sugerindo que o requerido estivesse se apresentando como candidato”.

    Bolsonaro sem entrevistas

    Hoje ex-presidente, Jair Bolsonaro está proibido de usar redes sociais, “diretamente ou por intermédio de terceiros”. Na prática, a medida impede Bolsonaro de dar entrevistas sem assumir o risco de ser preso, considerando-se a ubiquidade da internet. Foi por isso que o ex-presidente cancelou uma nesta segunda-feira (21), que seria concedida ao portal Metrópoles.

    O caso foi ao plenário virtual da 1ª Turma do STF, que confirmou as medidas cautelares impostas a Bolsonaro pelo ministro Alexandre de Moraes. O único voto contrário foi do ministro Luiz Fux, que não vê elementos concretos suficientes para as restrições.

  • Hugo Motta veta comissões no recesso e impede moções a Bolsonaro

    Hugo Motta veta comissões no recesso e impede moções a Bolsonaro

    O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), proibiu oficialmente a realização de reuniões das comissões da Casa durante o recesso. A decisão foi tomada nesta terça-feira (22). O ato atinge as atividades de colegiados que pretendiam usar o período para aprovar moções de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

    A Câmara, hoje, está no que se costuma chamar de “recesso branco“. Pela Constituição, o Congresso só pode entrar de fato em recesso após a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do ano seguinte. Como isso não foi feito, há apenas um recesso informal – o que abriu espaço para que as comissões convocassem reuniões extras para deliberar sobre o apoio ao ex-presidente.

    Salão Verde da Câmara dos Deputados, vazio durante o recesso.

    Salão Verde da Câmara dos Deputados, vazio durante o recesso.Pedro Ladeira/Folhapress

    A decisão coloca um fim nisso. O ato diz que as comissões estão proibidas de se reunir entre 22 de julho e 1º de agosto, ou seja, até o final do recesso. Ele não impede que os parlamentares frequentem o Congresso e se encontrem informalmente.

    Bolsonaro de tornozeleira

    Duas comissões presididas por parlamentares aliados a Bolsonaro tinham reuniões marcadas para esta terça (23) com o intuito de discutir moções relativas ao ex-presidente: a Comissão de Relações Exteriores, que é comandada pelo deputado Filipe Barros (PL-PR) e a Comissão de Segurança Pública, que tem o deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP) como presidente. Com a determinação, os dois colegiados ficam impedidos de se reunir.

    O ex-presidente Jair Bolsonaro foi alvo de decisão do STF que impôs uso de tornozeleira eletrônica e impediu sua participação em entrevistas e uso de redes sociais. Na segunda-feira (21), Bolsonaro esteve na Câmara dos Deputados, mostrou a tornozeleira e discursou.

  • Contrariando Hugo Motta, comissão se reúne e aprova moção a Bolsonaro

    Contrariando Hugo Motta, comissão se reúne e aprova moção a Bolsonaro

    Deputados da Comissão de Segurança Pública desrespeitaram nesta terça-feira (22) a suspensão determinada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e realizaram uma reunião para aprovar moção de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A deliberação ocorreu durante o recesso informal da Casa, contrariando a orientação expressa do comando da Câmara.

    Hugo Motta proibiu a realização de encontros das comissões entre os dias 22 de julho e 1º de agosto, prazo correspondente ao recesso parlamentar. Mesmo com a proibição, o presidente da Comissão de Segurança Pública, deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP), convocou o encontro, que contou com a participação de 25 parlamentares.

    Parlamentares aliados de Bolsonaro conduziram reunião informal e questionaram a validade da proibição

    Parlamentares aliados de Bolsonaro conduziram reunião informal e questionaram a validade da proibiçãoGabriela Biló/Folhapress

    Disputa regimental

    Bilynskyj argumenta que o recesso em vigor não possui validade regimental. “O recesso parlamentar somente ocorre quando a LDO [Lei de Diretrizes Orçamentárias] é votada. Essa votação não aconteceu. Nós estamos em um recesso branco. Durante esse período, é possível a convocação das reuniões das comissões”, afirmou o deputado.

    O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), alegou que a ordem de Hugo Motta era inválida por ter sido tomada durante viagem ao exterior. “A única decisão que nós deveríamos submeter no dia de hoje, era pelo presidente em exercício”, afirmou. Na ausência do presidente e do vice Altineu Côrtes (PL-RJ), a Casa fica sob condução de Elmar Nascimento (União-BA), que não manifestou oposição ao veto de Motta.

    Apesar de a reunião ter sido concluída com a aprovação da moção, esta não possui validade legal, tendo em vista que a reunião aconteceu fora dos termos regimentais. A norma suspende, de forma explícita, todas as atividades das comissões até o fim do recesso parlamentar.

    Resposta ao judiciário

    A mobilização foi uma reação à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que impôs o uso de tornozeleira eletrônica a Bolsonaro e o proibiu de usar redes sociais e conceder entrevistas. Na véspera da reunião, o ex-presidente esteve na Câmara e exibiu o equipamento a parlamentares aliados.

    Ao lado de outros membros da oposição, Bilynskyj afirmou que a intenção da reunião era “manifestar a nossa opinião, a nossa palavra”. Em suas redes sociais, se dirigiu ao ex-presidente. “Presidente Bolsonaro sinta-se homenageado e saiba que ninguém ganhou emenda para vir e apoiar o senhor, foi puramente por admiração e respeito”.

  • Fux vota contra cautelares impostas por Moraes a Bolsonaro

    Fux vota contra cautelares impostas por Moraes a Bolsonaro

    O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou contra as medidas cautelares impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro pelo relator, ministro Alexandre de Moraes, no âmbito da Petição 14.129. A decisão foi tomada em sessão virtual da 1ª Turma, concluída nesta segunda-feira (21). Com o voto divergente, Fux foi o único a discordar, formando-se maioria de 4 votos a 1 para manter as restrições.

    A análise foi feita em sede de referendo à decisão liminar proferida por Moraes na última sexta-feira (18). As cautelares impostas ao ex-presidente incluem uso de tornozeleira eletrônica e proibição de contato com o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos. O julgamento foi pautado pelo presidente da 1ª Turma, ministro Cristiano Zanin, a pedido do relator. Votaram com Moraes os ministros Flávio Dino, Zanin e Cármen Lúcia.

    Em seu voto, Luiz Fux afirmou que não há, no momento, elementos concretos e individualizados que justifiquem a imposição das medidas cautelares. Para o ministro, a decisão apresenta fundamentos genéricos e se baseia na “possível prática de ilícitos”, sem preenchimento dos requisitos legais de “periculum in mora” (perigo da demora) e “fumus comissi delicti” (indícios da prática de crime).

    Segundo Fux, o ex-presidente tem domicílio conhecido e passaporte retido, e não há indícios de tentativa de fuga ou obstrução do processo. A ação penal relacionada, que investiga a suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, já se encontra em fase de alegações finais, o que, para o ministro, reforça a ausência de risco imediato à instrução do processo.

    Ministro Luiz Fux ficou vencido no julgamento.

    Ministro Luiz Fux ficou vencido no julgamento.Gustavo Moreno/STF

    Liberdade de expressão e proporcionalidade

    Outro ponto central do voto divergente foi a crítica à abrangência das restrições impostas, especialmente quanto ao uso de meios de comunicação. Fux ressaltou que medidas dessa natureza podem confrontar a cláusula pétrea da liberdade de expressão, citando precedentes da Corte que rechaçam a possibilidade de censura por via judicial, ainda que cautelar.

    Para o ministro, as cautelares penais, mesmo as que não envolvem prisão, devem observar os princípios da necessidade e da adequação, conforme previsto no artigo 282 do Código de Processo Penal. Ele concluiu que a imposição das medidas não se mostra proporcional diante do atual estágio da ação penal e da ausência de fatos novos ou graves que a justifiquem.

    Apesar da divergência, prevaleceu a maioria formada pelos demais integrantes da 1ª Turma, e as medidas cautelares determinadas por Alexandre de Moraes permanecem em vigor.

  • Alckmin se reúne com big techs para discutir tarifas de Trump

    Alckmin se reúne com big techs para discutir tarifas de Trump

    O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, reuniu-se nesta segunda-feira (21) com representantes de big techs para discutir o tarifaço que o governo de Donald Trump pretende impor às importações brasileiras para os Estados Unidos.

    A reunião, incluída de última hora na agenda, ocorreu no Palácio do Planalto e foi convocada pela comissão interministerial, coordenada por Alckmin, que está em diálogo com os setores da economia que podem ser impactados pela imposição da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros nos Estados Unidos a partir de 1º de agosto.

    Após a reunião, Alckmin declarou que o encontro foi proveitoso e abriu espaço para um diálogo construtivo. Ele negou que a taxação das big techs, cogitada como uma possível retaliação do Brasil, tenha sido abordada. “Elas são investidores no Brasil. Demonstraram que o Brasil é relevante no trabalho delas para crescerem no país e ficaram de nos encaminhar na sequência algumas questões que para eles são mais relevantes. Abrimos um bom diálogo”, declarou.

    Vice-Presidente da República Geraldo Alckmin durante a coletiva de imprensa.

    Vice-Presidente da República Geraldo Alckmin durante a coletiva de imprensa.Júlio César Silva/MDIC

    Embora o Pix seja um ponto de divergência entre as big techs e o Brasil, Alckmin ressaltou que as empresas defenderam o uso do Pix para todos. “O Pix é um sucesso absoluto, facilitou a vida das pessoas. Nada impede que outras empresas participem da forma de pagamento. Elas falaram que defendem o Pix para todos. O que é importante? É que tem que ser de graça. É um sucesso, um exemplo para o mundo. Muita gente vem para o Brasil para ver como fazer”, afirmou.

    Sobre as tarifas de Trump, Alckmin informou que o Brasil está em negociações com o governo americano “pelos canais institucionais e de forma reservada”, sem detalhar os interlocutores dos Estados Unidos.

    De acordo com a vice-presidência da República, estiveram presentes representantes de empresas como Visa, Apple, Expedia e Meta, além do Google e da Câmara Brasileira da Economia Digital. Também participaram representantes dos Ministérios das Relações Exteriores, da Fazenda, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e da vice-presidência.

    Na semana passada, o governo Trump anunciou a abertura de uma investigação comercial contra o Brasil, alegando práticas desleais, como corrupção, desmatamento, decisões que limitam a atuação das big techs e o Pix, que supostamente prejudicaria empresas financeiras americanas.

  • Zema será oficializado pré-candidato à presidência em 16 de agosto

    Zema será oficializado pré-candidato à presidência em 16 de agosto

    O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), será lançado como pré-candidato à presidência da República nas eleições de 2026 em um evento marcado para o dia 16 de agosto, na cidade de São Paulo. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (21) pelo partido Novo, ao qual Zema é filiado desde 2018.

    Segundo comunicado oficial da legenda, a cerimônia de lançamento deve reunir parlamentares, lideranças políticas e apoiadores, com expectativa de público superior a duas mil pessoas. O evento marcará a primeira formalização pública da intenção de Zema em disputar o Palácio do Planalto.

    O governador de Minas Gerais, Romeu Zema.

    O governador de Minas Gerais, Romeu Zema.Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Antes da confirmação da pré-candidatura, Zema se reuniu com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na última segunda-feira (14), ocasião em que comunicou pessoalmente sua decisão. De acordo com o Novo, Bolsonaro teria recebido a notícia de forma positiva e manifestado apoio à iniciativa, defendendo a importância de pluralidade de nomes da direita no primeiro turno das eleições.

    A articulação do governador mineiro amplia o leque de possíveis candidaturas no campo da direita, que já conta com nomes como o do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), também lançado pré-candidato em abril deste ano.

    Empresário do setor varejista, Romeu Zema estreou na política em 2018, quando foi eleito governador de Minas Gerais pelo partido Novo. Naquele pleito, chegou ao segundo turno com apoio crescente, após iniciar a campanha como nome pouco conhecido do eleitorado mineiro. Foi reeleito em 2022 no primeiro turno, consolidando seu espaço como liderança regional.

  • STF ouve mais testemunhas sobre tentativa de golpe de Estado

    STF ouve mais testemunhas sobre tentativa de golpe de Estado

    O Supremo Tribunal Federal ouviu, nesta segunda (21), testemunhas ligadas aos núcleos 2 e 3 das ações penais sobre a tentativa de golpe de Estado. As audiências prosseguem nesta terça (22), com previsão de novo interrogatório na quarta (24).

    O caso envolve autoridades do governo Bolsonaro e militares que, segundo a PGR, atuaram para impedir a posse de Lula. Os depoimentos são conduzidos por juízes auxiliares do gabinete do ministro Alexandre de Moraes.

    Fachada do STF, na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

    Fachada do STF, na Praça dos Três Poderes, em Brasília.Bruno Stuckert/Folhapress

    Quem foi ouvido

    As testemunhas foram divididas conforme os núcleos investigados:

    Núcleo 2 (ex-integrantes do governo e da PRF):

    • Alexandre dos Santos Lopes
    • André Chermont
    • Anderson da Silva Costa
    • Antônio Fernando de Miranda
    • Antônio Melo Schlichting Júnior
    • Antônio Vital de Moraes Junior
    • Daniel Felipe de Souto
    • Antônio Ramirez Lorenzo
    • Diego Joaquim de Moura Patriota
    • Rafael Barbosa de Barros
    • Rodrigo Gomes Fernandes
    • Virgilio de Paula Tourinho
    • Marcelo Roberto Paiva Winter
    • Antônio Dias Júnior
    • Alberto Barbosa Machado Nunes Rodrigues (PM-DF)
    • Stella Maria Burda (promotora de Justiça do PR)
    • Elias Milhomens (delegado da PF)
    • Amauri Neto, Anderson Ferreira e Renato Pio da Silva (agentes da PF)
    • Mateus Diniz (ex-Secretaria de Comunicação do governo)

    Núcleo 3 (militares e policial federal):

    • Fernando José SantAna Soares e Silva
    • Nilton Diniz Rodrigues
    • Cleverson Ney Magalhães
    • Carlos Alberto Klinguelfus Mendes
    • Fábio Shor (delegado da PF)

    O que vem a seguir

    As oitivas continuam nesta terça (22), a partir das 9h. Na quinta (24), será a vez dos réus do Núcleo 4 prestarem depoimento à Corte.

  • Lindbergh pede suspensão preventiva do mandato de Eduardo Bolsonaro

    Lindbergh pede suspensão preventiva do mandato de Eduardo Bolsonaro

    O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), formalizou, nesta segunda-feira (21), um pedido à presidência da Casa para a suspensão cautelar do mandato do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), acompanhado do imediato bloqueio de sua remuneração, abrangendo salário, cota parlamentar e verbas indenizatórias.

    Lindbergh fundamenta sua solicitação na alegação de que Eduardo Bolsonaro obteve uma licença de 120 dias, concedida em 20 de março de 2025, e, desde então, permaneceu fora do território nacional, desenvolvendo atividades de cunho político nos Estados Unidos. O período da referida licença expirou no último domingo, 20 de julho.

    Dep. Lindbergh Farias.

    Dep. Lindbergh Farias.Marina Ramos/Câmara dos Deputados

    O parlamentar declarou que, mesmo durante o período de licença, Eduardo Bolsonaro continuou a utilizar o título e o prestígio político inerentes ao cargo de parlamentar para atuar no exterior, promovendo “campanhas contra o Brasil”, valendo-se de uma “imunidade simbólica” e do “uso informal de seu mandato” para legitimar ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao governo brasileiro.

    O documento apresentado por Farias menciona que a atuação de Eduardo Bolsonaro motivou a apresentação de duas representações contra o deputado no Conselho de Ética da Câmara, datadas de 25 de maio e 11 de julho de 2025. Ambas as representações solicitam a cassação do mandato do deputado, sob a alegação de violação ao decoro parlamentar, traição à soberania nacional e abuso das prerrogativas constitucionais.