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  • PGR pede condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe

    PGR pede condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe

    A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. As acusações integram as alegações finais da ação penal no Supremo Tribunal Federal que trata da trama golpista de 2022 e 2023.

    O Ministério Público sustenta que Bolsonaro liderou um grupo armado para desacreditar as eleições e preparar uma ruptura institucional. A PGR também pede a condenação de ex-ministros e ex-comandantes militares por participação no plano.

    O ex-presidente Jair Bolsonaro: pena pode ultrapassar os 40 anos, se o STF optar pela condenação.

    O ex-presidente Jair Bolsonaro: pena pode ultrapassar os 40 anos, se o STF optar pela condenação.Pedro Ladeira/Folhapress

    Outros réus no processo

    Além de Bolsonaro, a PGR quer que sejam condenados os seguintes aliados de Bolsonaro:

    • general Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil e da Defesa): organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado contra o patrimônio da União, deterioração de patrimônio tombado.
    • almirante Almir Garnier (ex-comandante da Marinha): organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado.
    • general Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa): organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado.
    • Anderson Torres (ex-ministro da Justiça): organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado
    • Alexandre Ramagem (ex-chefe da Abin): organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado
    • general Augusto Heleno (ex-chefe do GSI): organização criminosa armada.

    O ex-ajudante de ordens Mauro Cid é considerado colaborador, mas a PGR pede que ele não receba perdão judicial por ter cometido omissões na delação. A Procuradoria sugere uma redução de um terço na pena dele.

    Veja aqui, em mais detalhe, o que a PGR diz sobre cada um.

    O que diz Bolsonaro

    Durante interrogatório no STF, Bolsonaro negou ter liderado qualquer articulação golpista. Mesmo assim, segundo o procurador Paulo Gonet, ele foi “o maior articulador e seria o maior beneficiário do golpe”. Se condenado, o ex-presidente pode pegar mais de 40 anos de prisão.

  • Leia a íntegra do documento da PGR que pede condenação de Bolsonaro

    Leia a íntegra do documento da PGR que pede condenação de Bolsonaro

    A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete réus nas suas alegações finais no âmbito da Ação Penal 2.668, no Supremo Tribunal Federal (STF). A peça enviada pela PGR tem 517 páginas e detalha a atuação de uma organização criminosa formada para desacreditar as eleições e promover uma ruptura institucional.

    A PGR descreve como integrantes do núcleo político e militar próximo a Bolsonaro difundiram mentiras sobre as urnas, articularam decretos para impedir a posse do presidente eleito e usaram sistemas de vigilância ilegal, como o First Mile. Também relata a omissão deliberada de autoridades durante os ataques de 8 de janeiro de 2023.

    O procurador-geral da República, Paulo Gonet, assina o documento com as alegações finais da PGR.

    O procurador-geral da República, Paulo Gonet, assina o documento com as alegações finais da PGR.Pedro Ladeira/Folhapress

    Documento reúne provas e acusações formais

    O texto da PGR apresenta:

    • Transcrições de mensagens e conversas;
    • Minutas de decretos golpistas;
    • Descrição de reuniões secretas e planos de ação;
    • Relação de crimes atribuídos aos réus, entre eles Bolsonaro, Braga Netto, Anderson Torres e Mauro Cid.
  • Golpe de Estado: saiba o que a PGR diz sobre Bolsonaro e mais 7 réus

    Golpe de Estado: saiba o que a PGR diz sobre Bolsonaro e mais 7 réus

    A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação de oito acusados, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, por envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado e em uma organização criminosa armada. As alegações finais da ação penal dizem que os réus atuaram em conjunto para desacreditar as eleições de 2022, promover a desobediência a decisões judiciais e planejar a tomada de poder por vias ilegais.

    A seguir, veja o que a PGR atribui a cada um dos réus:

    Bolsonaro com o general Braga Netto, também citado pela PGR.

    Bolsonaro com o general Braga Netto, também citado pela PGR.Pedro Ladeira/Folhapress

    Jair Bolsonaro

    O ex-presidente Jair Bolsonaro é descrito como líder da organização criminosa armada. Segundo a PGR, ele coordenou e inspirou ações para descredibilizar o sistema eleitoral, retardou propositalmente a divulgação do relatório das Forças Armadas que não apontava fraudes e apresentou minutas golpistas a comandantes militares.

    Durante depoimento no STF, Bolsonaro afirmou que acusações feitas contra ministros do Supremo não tinham fundamento e foram apenas “um desabafo”. Para a PGR, ele criou o ambiente político para o golpe e tentou usá-lo para permanecer no poder.

    • Crimes atribuídos: liderar organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

    Walter Braga Netto

    Ex-ministro da Defesa e candidato a vice de Bolsonaro nas eleições de 2022, Braga Netto é acusado de coordenar ações violentas da organização. Ele teria participado de reuniões que planejavam a tomada do poder, pressionado militares resistentes e recebido dinheiro vivo para financiar atividades clandestinas. Um de seus assessores guardava documentos como a “Operação 142”, que previa a ocupação forçada dos Poderes.

    • Crimes atribuídos: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

    Anderson Torres

    Ex-ministro da Justiça, Anderson Torres participou da reunião ministerial de 5 de julho de 2022, onde tentou convencer colegas com alegações de fraude. A PGR destaca seu envolvimento em ações da PRF para favorecer Bolsonaro no segundo turno e a posse de uma minuta de decreto golpista em sua casa. A alegação de que estava de férias nos EUA no 8 de janeiro é contestada pela Procuradoria, que aponta indícios de falsidade na passagem aérea.

    • Crimes atribuídos: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

    Augusto Heleno

    O general da reserva e ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) teria ajudado Bolsonaro a construir um discurso contra as urnas eletrônicas. Manuscritos apreendidos com Heleno indicam instruções para continuar atacando o sistema eleitoral e desobedecer ordens judiciais. Ele também sabia da existência da “Abin paralela” e estimulou a resistência à transição de governo.

    • Crimes atribuídos: organização criminosa armada.

    Paulo Sérgio Nogueira

    Como ministro da Defesa, Paulo Sérgio supervisionou o relatório militar sobre as urnas e é acusado de ter atrasado sua divulgação para manter ativa a narrativa de fraude. Ele teria ajustado o conteúdo do documento com base em apresentações externas e proposto um decreto para investigar o processo eleitoral, com a criação de uma “Comissão de Regularidade”.

    • Crimes atribuídos: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

    Almir Garnier

    Ex-comandante da Marinha, Almir Garnier é acusado de ter colocado tropas à disposição do plano golpista. Em 2021, participou de um desfile com tanques na Praça dos Três Poderes, interpretado como tentativa de intimidação do Congresso. Após a derrota eleitoral de Bolsonaro, manteve apoio à conspiração, segundo a PGR.

    • Crimes atribuídos: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

    Alexandre Ramagem

    Deputado federal e ex-diretor da Abin, Ramagem teria usado a estrutura da agência para espionagem ilegal de ministros do STF, parlamentares, jornalistas e opositores. Ele também teria retardado investigações internas sobre o uso irregular do sistema First Mile e produzido pareceres falsos para desobedecer decisões judiciais.

    • Crimes atribuídos: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

    Mauro Cid

    Ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid é réu colaborador. De acordo com a PGR, ele funcionava como elo entre Bolsonaro e os demais participantes, participando da coordenação de reuniões e da interlocução com financiadores. Suas mensagens mencionam codinomes e ações ligadas ao plano golpista. Apesar da colaboração, a PGR aponta omissões e pede redução parcial da pena, mas não perdão judicial.

    • Crimes atribuídos: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
  • Governo publica decreto que regulamenta Lei da Reciprocidade

    Governo publica decreto que regulamenta Lei da Reciprocidade

    O governo federal publicou nesta terça-feira (15) o Decreto nº 12.551, que regulamenta a Lei da Reciprocidade. A norma abre caminho para que o Brasil adote contramedidas contra países ou blocos econômicos que prejudiquem sua competitividade, inclusive suspendendo concessões comerciais e obrigações de propriedade intelectual.

    O decreto surge dias após o presidente Donald Trump anunciar tarifas de 50% sobre todos os produtos brasileiros, com início previsto para 1º de agosto. A medida dá condições para que o Brasil reaja ao chamado “tarifaço” com medidas de impacto econômico.

    O presidente Lula assinou o decreto de regulamentação da Lei de Reciprocidade.

    O presidente Lula assinou o decreto de regulamentação da Lei de Reciprocidade.Mateus Bonomi/Agif/Folhapress

    Comitê vai coordenar resposta imediata

    O decreto cria o Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais, formado por representantes do Desenvolvimento, Fazenda, Relações Exteriores e Casa Civil. Esse comitê poderá aprovar contramedidas provisórias, que terão aplicação imediata e poderão ser modificadas a qualquer momento.

    Também estão previstos procedimentos para contramedidas ordinárias, que envolvem consulta pública e avaliação econômica. A decisão final sobre esse tipo de resposta caberá ao Conselho Estratégico da Camex, que poderá adiar a aplicação conforme o andamento das negociações diplomáticas.

    Lula reage a tarifaço de Trump

    Segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin, a primeira reação do governo ao “tarifaço” será ouvir os setores afetados. Reuniões com industriais e exportadores foram marcadas para esta terça-feira (15), com presença de representantes de setores como celulose, autopeças, carne e frutas.

  • Câmara aprova urgência para seis projetos de lei

    Câmara aprova urgência para seis projetos de lei

    A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (14) o regime de urgência para seis projetos de lei. Com isso, as propostas poderão ser votadas diretamente no Plenário, sem a necessidade de passar pelas comissões da Casa.

    Plenário da Câmara dos Deputados.

    Plenário da Câmara dos Deputados.Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    A medida acelera a tramitação e permite análise imediata de temas como desaparecimento de crianças, incentivo à agricultura familiar e benefícios fiscais.

    Os projetos com urgência aprovada são:

    • PL 9348/17: determina alerta imediato por SMS e redes sociais sobre desaparecimento de crianças e adolescentes;
    • PL 2562/25: institui o Dia Internacional das Meninas no calendário nacional, em 11 de outubro;
    • PL 1282/24: reduz de 50% para 40% a perda mínima exigida para concessão do Garantia-Safra;
    • PL 1765/19: prorroga até 2027 a isenção do AFRMM para cargas das regiões Norte e Nordeste;
    • PLP 91/25: exige que novas renúncias fiscais sejam compensadas com redução permanente de despesas;
    • PLP 143/20: autoriza o pagamento de valores congelados a servidores de estados e municípios.
  • Congresso perde o prazo dado pelo STF para aprovar licença-paternidade

    Congresso perde o prazo dado pelo STF para aprovar licença-paternidade

    O Congresso Nacional perdeu o prazo de 18 meses dado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para regulamentar a licença-paternidade. O período terminou em 8 de julho. O benefício continua limitado à regra transitória de cinco dias prevista na Constituição de 1988.

    A omissão foi reconhecida pelo STF em dezembro de 2023, ao julgar uma ação apresentada por trabalhadores da saúde. A Corte decidiu que, caso o Legislativo continue inerte, caberá ao Supremo fixar o tempo de afastamento.

    Licença-paternidade: projetos no Congresso não avançaram no prazo estipulado pelo STF.

    Licença-paternidade: projetos no Congresso não avançaram no prazo estipulado pelo STF.Tim Mossholder (via Flickr)

    Propostas em tramitação

    Na Câmara, está previsto requerimento de urgência para um projeto aprovado pelo Senado em 2008, de autoria de Patrícia Saboya (PDT), que amplia a licença para 15 dias. A matéria já tem mais de 100 propostas apensadas.

    No Senado, tramita projeto do senador Jorge Kajuru (PSB-GO), aprovado na Comissão de Direitos Humanos da Casa em 2024, com parecer da senadora Damares Alves (Republicanos-DF). O texto prevê licença-paternidade de até 75 dias e criação de um “salário-parentalidade”. A proposta agora aguarda análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), sob relatoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

    Exemplos no exterior

    Países como Suécia, Islândia e Espanha já adotam licenças mais longas e igualitárias para pais e mães. A Suécia oferece até 390 dias que podem ser divididos entre os responsáveis; na Espanha, o afastamento é de 16 semanas para cada um. Esses modelos têm sido apontados como referência por defensores de uma mudança na legislação brasileira.

  • Câmara aprova projeto que torna Lei de Incentivo ao Esporte permanente

    Câmara aprova projeto que torna Lei de Incentivo ao Esporte permanente

    A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (14) o projeto que torna permanente a Lei de Incentivo ao Esporte. A proposta permite que empresas e pessoas físicas continuem deduzindo do Imposto de Renda valores destinados a projetos esportivos. O texto agora será analisado pelo Senado.

    De autoria do deputado Felipe Carreras (PSB-PE) e outros parlamentares, o PLP 234/24 substitui a lei atual, que perderia validade em 2027. O relator Orlando Silva (PCdoB-SP), que já foi ministro dos Esportes por cinco anos, incluiu a elevação do limite de dedução para empresas de 2% para 3% a partir de 2028 e manteve o patamar de 4% para projetos sociais voltados a comunidades vulneráveis.

    Proposta foi relatada pelo deptuado Orlando Silva (PCdoB-SP), que já foi ministro dos Esportes.

    Proposta foi relatada pelo deptuado Orlando Silva (PCdoB-SP), que já foi ministro dos Esportes.Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Mudanças e alcance da nova lei

    A proposta atualiza a nomenclatura de modalidades, como “excelência esportiva” (antigo desporto de rendimento) e “esporte para toda vida” (participação). Também prevê que estados e municípios sigam os parâmetros federais enquanto não aprovarem leis próprias, que perderão validade com a implementação do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços, aprovado na reforma tributária) em 2033.

    O texto ainda evita que os incentivos ao esporte concorram com projetos de reciclagem previstos na Lei do ProRecicle, mantendo os atuais limites de dedução para cada área.

    Durante a votação, parlamentares da base e da oposição elogiaram a medida. Atletas como Ana Moser, Lars Grael, Hortência e Emanuel Rego acompanharam a aprovação no Plenário. O líder do governo, José Guimarães (PT-CE), afirmou que o Executivo trabalha para que a nova lei seja sancionada por Lula.

  • Painel do Poder mostrou maioria pela licença-paternidade no Congresso

    Painel do Poder mostrou maioria pela licença-paternidade no Congresso

    O Congresso Nacional deixou vencer o prazo estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para aprovar um projeto de licença-paternidade – mesmo com um cenário favorável. Segundo levantamento exclusivo do Painel do Poder realizado entre março e abril, a maioria dos parlamentares é favorável à ampliação da licença-paternidade para 30 dias.

    À época, a pesquisa ouviu 69 deputados e senadores e captou uma maioria a favor da expansão do benefício: 46% disseram concordar totalmente com a ampliação e 6% parcialmente – mais do que o suficiente para formar maioria no Parlamento.

    Congresso deixou passar o prazo

    Em dezembro de 2023, o STF reconheceu que há omissão legislativa sobre o tema e decidiu que o Congresso teria até 8 de julho de 2025 para aprovar uma regra definitiva. Desde a Constituição de 1988, a licença-paternidade é regida por uma norma provisória, que garante apenas cinco dias de afastamento prorrogáveis para 20 em casos específicos.

    A Corte já indicou que poderá fixar ela mesma o período da licença, caso a omissão persista.

    A deputada Tabata Amaral (PSB-SP) presidente a Frente Parlamentar Mista pela Licença Paternidade, lançada em 2024.

    A deputada Tabata Amaral (PSB-SP) presidente a Frente Parlamentar Mista pela Licença Paternidade, lançada em 2024.Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Projetos parados na Câmara e no Senado

    Na Câmara, há requerimento de urgência para um projeto que amplia o benefício para 15 dias. No Senado, tramita uma proposta do senador Jorge Kajuru (PSB-GO), com parecer da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que prevê até 75 dias de licença e a criação de um salário-parentalidade. O texto aguarda análise na Comissão de Constituição e Justiça.

    Apesar do apoio registrado no Painel do Poder, que se estende a parlamentares da base, da oposição e independentes, o tema não avançou. Agora, com o prazo expirado, cabe ao STF decidir se vai intervir e definir o tempo mínimo de afastamento.

  • “O esporte pode unir o Brasil”, diz Hugo sobre aprovação de Lei de Incentivo

    “O esporte pode unir o Brasil”, diz Hugo sobre aprovação de Lei de Incentivo

    O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a aprovação unânime da proposta que torna permanente a Lei de Incentivo ao Esporte mostra que o tema é capaz de “unir o Brasil em uma pauta de convergência”. O projeto segue agora para o Senado.

    O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), comemorou a aprovação do projeto no plenário.

    O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), comemorou a aprovação do projeto no plenário.Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Hugo ressaltou que a tramitação do projeto envolveu todo o mapa político. O relator foi o deputado Orlando Silva, do PC do B (esquerda), enquanto a comissão especial que analisou o texto foi presidida por Maurício do Vôlei, que é do PL (direita).

    A Lei de Incentivo permite que empresas e pessoas físicas deduzam do Imposto de Renda doações e patrocínios a projetos esportivos.

    Esporte e inclusão social

    Motta também destacou o papel social da proposta: “Que o Brasil possa cada vez mais avançar em uma agenda onde o esporte tire nossos filhos, crianças e jovens de caminhos ligados a drogas”, disse.

  • Parlamentares discutem impactos das tarifas dos EUA na economia

    Parlamentares discutem impactos das tarifas dos EUA na economia

    A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados promoverá uma reunião na quarta-feira (16), às 9h30, com o objetivo de examinar as repercussões do anúncio de tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. O deputado Rogério Correia (PT-MG), presidente do colegiado, foi autor do requerimento.

    Conforme o anúncio do presidente Donald Trump, na semana anterior, a taxação se inicia a partir de 1º de agosto. Em carta pública dirigida ao presidente Lula, o chefe do Executivo americano justificou a medida com críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), referindo-se ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro como “vergonha internacional” e acusando o Brasil de atacar eleições livres e censurar redes sociais americanas.

    Comissão de Finanças e Tributação.

    Comissão de Finanças e Tributação.Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    A decisão suscitou críticas de diversos deputados. Os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) e senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), divulgaram uma nota conjunta à imprensa. “O Congresso Nacional está pronto para agir com equilíbrio e firmeza em defesa da economia brasileira”, diz trecho do documento. Para ambos, a decisão dos EUA deve ser respondida por meio do diálogo diplomático e comercial.

    Representantes do setor já manifestam preocupação com os riscos. Em audiência na Câmara na semana passada, Cristina Yuan, diretora de assuntos institucionais do Instituto Aço Brasil, afirmou que a tarifa “inviabilizará a exportação de aço e alumínio”. Ela também enfatizou que, ao contrário do alegado por Trump, a balança comercial entre Brasil e Estados Unidos apresenta superávit para os norte-americanos.