Categoria: CONGRESSO EM FOCO

  • Prêmio Congresso em Foco: prazo para contestar lista acaba no domingo

    Prêmio Congresso em Foco: prazo para contestar lista acaba no domingo

    Fique atento: acaba nesse domingo (15) o prazo para a contestação da lista dos parlamentares aptos a participar do Prêmio Congresso em Foco 2025, divulgada no dia 5 de junho. Os nomes que ficaram de fora ainda podem ser questionados, com base nas regras definidas no regulamento da premiação.

    Os recursos devem ser enviados ao e-mail oficial da premiação ([email protected]), com argumentos fundamentados e documentos que sustentem a contestação.

    Acesse aqui a página oficial do Prêmio Congresso em Foco 2025.

    Acaba no domingo (15) o prazo para entrar com recurso para incluir ou excluir algum parlamentar do Prêmio Congresso em Foco 2025.

    Acaba no domingo (15) o prazo para entrar com recurso para incluir ou excluir algum parlamentar do Prêmio Congresso em Foco 2025.Arte Congresso em Foco

    Quando um nome pode ser incluído ou retirado

    Parlamentares que ficaram de fora da lista, mas que se julgam aptos, podem entrar com recurso. Para isso, devem comprovar que estão dentro dos critérios estabelecidos pelo regulamento.

    O Prêmio permite a entrada de representantes que, no ano de 2025, tenham exercido o mandato parlamentar federal por no mínimo sessenta dias até o dia 31 de maio. Congressistas que se encaixem nisso e não se enquadrem nos outros critérios desclassificatórios podem entrar em contato para solicitar a sua inclusão.

    Da mesma forma, qualquer pessoa ou entidade pode questionar a presença de um nome na lista. Nesse caso, o recurso precisa mostrar que o parlamentar não tem condições de concorrer.

    O que não adianta alegar

    Argumentos como discordância política, críticas à atuação parlamentar ou denúncias sem provas não são aceitos. O regulamento exige que a contestação se baseie em fatos objetivos, respaldados por documentos.

    A decisão sobre os recursos cabe à Comissão Organizadora, que se compromete a agir com transparência e razoabilidade. A lista final dos parlamentares aptos será publicada até o dia 19 de junho, deixando prazo suficiente para que os recursos sejam todos avaliados.

    Premiando a boa política

    O Prêmio Congresso em Foco tem como objetivo reconhecer parlamentares que se destacaram positivamente no exercício do mandato. A possibilidade de contestação assegura a lisura e a legitimidade do processo, permitindo correções antes da abertura da votação. Além disso, o processo ajuda a fortalecer o controle público sobre o prêmio, e garante que todos os critérios de elegibilidade estejam sendo respeitados.

    A premiação é simbólica e institucional, com entrega de troféus, certificados e selos digitais aos parlamentares mais bem avaliados. Não há qualquer distribuição de dinheiro ou privilégios. A proposta é clara: valorizar quem trabalha pelo Brasil com ética, transparência e compromisso público.

    Fique de olho! Em breve, você poderá votar nos seus parlamentares favoritos e participar ativamente dessa celebração da boa política.

  • Há 63 anos, o Acre era elevado à categoria de Estado

    Há 63 anos, o Acre era elevado à categoria de Estado

    Neste 15 de junho de 2025, o Estado do Acre celebra 63 anos desde sua elevação à categoria de unidade federativa do Brasil. A transformação foi oficializada em 1962, por meio da lei nº 4.070, sancionada pelo então presidente João Goulart. No entanto, o caminho até esse reconhecimento pleno como Estado foi longo e marcado por disputas diplomáticas, conflitos armados, interesses econômicos e reorganizações administrativas que moldaram a história da região.

    Lei sancionada por João Goulart transformou o território em Estado.

    Lei sancionada por João Goulart transformou o território em Estado.Arte Congresso em Foco

    Dos tratados ibéricos à expansão seringalista

    As terras que hoje constituem o Acre começaram a ser delineadas ainda no período colonial. Em 1750, o Tratado de Madri entre Portugal e Espanha estabeleceu os primeiros limites nas Américas do Sul, embora a região permanecesse pouco explorada até o século XIX. Com o fim da Guerra do Paraguai e a assinatura do Tratado de Ayacucho em 1867, Brasil e Bolívia estabeleceram que as terras ao sul do paralelo 1020 pertenciam à Bolívia. O território do atual Acre ficou, portanto, sob jurisdição boliviana.

    A situação começou a se modificar com a chegada de brasileiros, em especial nordestinos, atraídos pela exploração do látex extraído da seringueira, matéria-prima da borracha. A alta valorização do produto no mercado internacional, impulsionada pela invenção da vulcanização e do pneu, levou a uma intensa migração e ocupação informal por brasileiros. Apesar de estar formalmente sob domínio boliviano, a região passou a ser habitada majoritariamente por brasileiros, provocando tensões entre os dois países.

    A Revolução Acreana e o Tratado de Petrópolis

    A tentativa boliviana de exercer controle sobre a região, incluindo a criação de postos fiscais e a cobrança de tributos, gerou resistência. A situação agravou-se com a concessão do território a um consórcio estrangeiro, o Bolivian Syndicate, em 1901, que passou a administrar a área.

    A reação dos seringueiros resultou em dois movimentos separatistas. Em 1899, o jornalista espanhol Luís Galvez proclamou a efêmera República do Acre. Em 1903, o levante liderado por José Plácido de Castro culminou em novos confrontos. A instabilidade forçou o governo brasileiro a agir diplomaticamente.

    O impasse foi resolvido com o Tratado de Petrópolis, assinado em 17 de novembro de 1903. Em troca do território, o Brasil comprometeu-se a pagar dois milhões de libras esterlinas à Bolívia, construir a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré e ceder uma faixa de terras no atual Mato Grosso. A anexação foi formalizada em fevereiro de 1904.

    Colonos e seringueiros com o governador Guiomard Santos.

    Colonos e seringueiros com o governador Guiomard Santos. Acervo Digital/Memorial dos Autonomistas

    Administração Federal: o Território do Acre (1904-1962)

    Com a incorporação ao Brasil, o Acre foi transformado em território federal, conforme o decreto nº 5.183, de abril de 1904. Dividido inicialmente em três departamentos (Alto Acre, Alto Purus e Alto Juruá), era administrado por prefeitos nomeados pelo presidente da República. A estrutura incluía força policial, arrecadação fiscal e justiça própria. Reformas subsequentes ajustaram a divisão administrativa e reforçaram a presença federal.

    Nos anos seguintes, o território foi reorganizado várias vezes. Em 1920, um governador passou a comandar a administração unificada, com sede em Rio Branco, hoje capital do Estado. Em meio às reformas, surgiram movimentos autonomistas, motivados por dificuldades administrativas, cobrança de impostos e ausência de direitos políticos.

    Durante o governo de Getúlio Vargas, a Constituição de 1934 passou a prever a criação de novos territórios e estabeleceu critérios para que o Acre fosse elevado à condição de Estado: população mínima de 300 mil habitantes e capacidade econômica para manter os serviços públicos.

    Da esquerda para a direita, Lydia Hammes Santos, Guiomard Santos, o presidente João Goulart e o primeiro ministro Tancredo Neves, na ocasião da sanção da lei n° 4.070.

    Da esquerda para a direita, Lydia Hammes Santos, Guiomard Santos, o presidente João Goulart e o primeiro ministro Tancredo Neves, na ocasião da sanção da lei n° 4.070.Acervo Digital/Memorial dos Autonomistas

    A estadualização: Lei nº 4.070 de 1962

    Após décadas de reivindicações locais, o Acre foi elevado à categoria de Estado brasileiro em 15 de junho de 1962, com a sanção da lei nº 4.070 pelo presidente João Goulart. A mudança representou o reconhecimento formal da capacidade administrativa e política do território, que já contava com representação no Congresso Nacional.

    A nova condição garantiu ao Acre autonomia político-administrativa e igualdade perante os demais entes federativos. Rio Branco foi confirmada como capital, e a estrutura estadual passou a incluir poderes Executivo, Legislativo e Judiciário próprios. A estadualização também ampliou os investimentos federais e possibilitou maior articulação das políticas públicas regionais.

    O Acre hoje

    Localizado no extremo sudoeste da região Norte, o Acre faz fronteira com o Amazonas, Rondônia, Bolívia e Peru. Seu território tem uma área de 164.123,737 km, e é formado por 22 municípios. A origem do nome remonta à palavra “Aquiri”, usada pelos indígenas Apurinãs, e significa “rio dos jacarés”.

  • Deputado propõe usar verba da privatização da Eletrobrás na Amazônia

    Deputado propõe usar verba da privatização da Eletrobrás na Amazônia

    O deputado Pauderney Avelino (União-AM) apresentou uma emenda à medida provisória 1300/2025, que trata da reforma do setor elétrico para destinar parte dos recursos oriundos da privatização da Eletrobrás a projetos de geração de energia limpa nos estados da Amazônia Legal.

    Na justificativa, o parlamentar destaca que “usinas de geração de energia renovável contribuem para a modicidade tarifária com preços reduzidos de contratos de energia para as concessionárias de distribuição de energia elétrica”. Essas usinas também desempenham papel relevante na redução de emissões de gases de efeito estufa.

    Iniciativa busca reduzir custos de geração de energia e levar estabilidade elétrica a áreas isoladas da região.

    Iniciativa busca reduzir custos de geração de energia e levar estabilidade elétrica a áreas isoladas da região.Fernando Frazão/Agência Brasil

    A proposta inclui a criação de um comitê gestor para definir os critérios de aplicação dos recursos e a seleção dos projetos. Estão previstas iniciativas como interligações de áreas isoladas e o desenvolvimento de usinas consideradas estratégicas.

    O texto dá prioridade a usinas de energia renovável consideradas estratégicas pelo Conselho Nacional de Política Energética. São projetos localizados em áreas remotas da Amazônia, com potencial de substituir o uso de geradores a diesel e ampliar a integração da região ao Sistema Interligado Nacional. Essas usinas foram indicadas como prioritárias entre 2017 e 2019 para licitação e implantação.

    A emenda propõe ainda que parte desses recursos seja destinada a cobrir os altos custos de projetos exigidos por lei em áreas de impacto ambiental, como compensações relacionadas a comunidades indígenas. Segundo Pauderney, os estudos usados nos leilões de energia costumam subestimar esses gastos, o que prejudica a viabilidade econômica dos empreendimentos.

    O principal objetivo da emenda, de acordo com o deputado, é atender aos municípios do interior do Amazonas, ainda dependentes de sistemas movidos a diesel. “Além de pagar caro pela energia, a população ainda sofre com apagões, uma energia instável e poluente”, afirmou.

  • Congresso deve derrubar veto e permitir divulgar dados de pedófilos

    Congresso deve derrubar veto e permitir divulgar dados de pedófilos

    O Congresso Nacional realiza nesta terça-feira (17) sua primeira sessão conjunta do ano, com a análise de mais de 60 vetos presidenciais acumulados desde 2022. Entre os mais sensíveis está o Veto nº 37/2024, que barrou a divulgação pública de informações sobre condenados por crimes contra a dignidade sexual.

    O veto é parcial e foi aplicado ao Projeto de Lei nº 6.212/2023, que altera dois marcos legais: o Código Penal e a Lei nº 14.069/2020. A proposta permite a consulta pública do nome completo e do CPF de pessoas condenadas definitivamente por crimes sexuais, mantendo em sigilo os dados do processo e todas as informações relacionadas à vítima. Além disso, o texto cria o Cadastro Nacional de Pedófilos e Predadores Sexuais, com o objetivo de reunir essas informações.

    Parlamentares analisam se derrubam veto ao cadastro público de pedófilos e condenados por crimes sexuais.

    Parlamentares analisam se derrubam veto ao cadastro público de pedófilos e condenados por crimes sexuais.Antônio Cruz/Agência Brasil

    O ponto vetado foi justamente o que previa a possibilidade de qualquer cidadão acessar esses dados após o cumprimento da pena, por um período de dez anos, salvo em caso de reabilitação judicial.

    O governo vetou parcialmente o projeto, especificamente o parágrafo único do artigo 2º-A da Lei nº 14.069/2020, com a redação proposta. Na justificativa do veto, o governo argumenta que, embora o texto assegure o sigilo do processo e das informações relativas às vítimas, a divulgação dos dados dos condenados contraria a Constituição, que assegura a proteção da intimidade, da vida privada e da honra das pessoas.

    Além disso, segundo o Executivo, a proposta violaria os princípios da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que exige que o tratamento de informações pessoais observe fundamentos como respeito à privacidade, à dignidade e aos direitos humanos.

    O Congresso agora decide se mantém ou derruba o veto. A derrubada exige maioria absoluta de deputados (257) e senadores (41), em votação secreta. Se o veto for rejeitado, o trecho barrado passa a integrar a legislação e o cadastro se torna público.

  • BPC e Bolsa Família: Congresso pode reverter vetos do governo

    BPC e Bolsa Família: Congresso pode reverter vetos do governo

    O Congresso Nacional deve analisar hoje o Veto nº 46/2024, que incide sobre trechos da lei que alterou as regras para concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e do Bolsa Família. O texto aprovado pelo Parlamento e sancionado com vetos pelo governo endurece exigências, como cadastro biométrico obrigatório, mas também flexibiliza o acesso ao permitir que o valor do BPC não entre mais no cálculo da renda familiar.

    O Palácio do Planalto, porém, barrou dois trechos considerados sensíveis, que podem ser reincluídos se os parlamentares decidirem derrubar o veto.

    Congresso pode reincluir trechos e derrubar vetos do governo.

    Congresso pode reincluir trechos e derrubar vetos do governo.Roberta Aline/MDS

    O que foi mantido na lei

    • Cadastro biométrico obrigatório para quem recebe o BPC, como forma de controle contra fraudes;
    • Exigência de atualização cadastral a cada dois anos; e
    • O valor do BPC recebido por uma pessoa da família não entra mais no cálculo da renda familiar para concessão de outro BPC ou do Bolsa Família. Isso permite que duas pessoas da mesma família possam receber o benefício, por exemplo.

    O que foi vetado

    O trecho que proibia a concessão do BPC para pessoas com deficiência leve. Na prática, o governo entendeu que essa restrição criaria insegurança jurídica e poderia ferir princípios constitucionais, já que a avaliação da deficiência depende de critérios técnicos e subjetivos.

    Também foi vetado o dispositivo que revogava uma regra da Lei do Bolsa Família, que trata do reingresso de famílias no programa após desligamento. O governo considerou que a mudança comprometeria a lógica do funcionamento do programa.

    Na justificativa, o Palácio do Planalto apontou que os vetos foram necessários para evitar distorções na política pública, além de garantir segurança jurídica na aplicação dos benefícios.

    Se o Congresso derrubar os vetos, esses trechos passam a valer imediatamente.

  • Moraes manda Google informar quem publicou “minuta do golpe”

    Moraes manda Google informar quem publicou “minuta do golpe”

    Ministro Alexandre de Moraes.

    Ministro Alexandre de Moraes.Ton Molina/STF

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a empresa Google Brasil informe, no prazo de 48 horas, os dados do responsável por disponibilizar na internet a chamada “minuta do golpe”, documento semelhante ao que foi apreendido na residência do ex-ministro da Justiça Anderson Torres. A decisão foi proferida no âmbito da Ação Penal 2.668, que apura uma tentativa de ruptura institucional.

    O pedido foi apresentado pela defesa de Torres, que argumenta ser necessária uma perícia técnica para verificar se o conteúdo da minuta encontrada com o ex-ministro corresponde ao documento que circula publicamente.

    A medida integra uma série de diligências requeridas pelas defesas dos réus do núcleo central da ação penal, em fase de complementação probatória. As partes puderam apresentar novos pedidos ao STF dentro de um prazo de cinco dias, encerrado na segunda-feira (16).

    Além da ordem ao Google, Moraes também acolheu o pedido da defesa de Anderson Torres para a realização de uma perícia audiovisual. O exame busca comparar a fala do réu em uma live de julho de 2021 com trechos do relatório da Polícia Federal, como forma de esclarecer pontos controvertidos da acusação.

    O ministro autorizou ainda duas acareações: entre Anderson Torres e o ex-comandante do Exército, general Marco Antônio Freire Gomes; e entre o tenente-coronel Mauro Cid e o general da reserva Braga Netto. O procedimento consiste em reunir as partes para prestar esclarecimentos simultâneos diante de divergências identificadas nos depoimentos prestados ao longo da investigação.

    Leia a decisão.

  • Banco Central decide nesta quarta se interrompe alta da taxa de juros

    Banco Central decide nesta quarta se interrompe alta da taxa de juros

    Selic foi fixada em 14,75% na última reunião do Copom, em maio. É o maior patamar desde 2006.

    Selic foi fixada em 14,75% na última reunião do Copom, em maio. É o maior patamar desde 2006.Aloisio Mauricio /Fotoarena/Folhapress

    O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) define nesta quarta-feira (18) se encerra ou não o ciclo de alta da taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 14,75% ao ano, o maior patamar desde 2006. Com a inflação em queda, mas ainda com pressões em itens como a energia, o mercado está dividido: parte dos analistas aposta na manutenção da taxa, enquanto outros não descartam uma última alta, levando a Selic a 15% ao ano.

    No mesmo dia, o Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, define a taxa de juros no país. A previsão de analistas é de que a taxa continue no intervalo entre 4,25% e 4,50% ao ano.

    Desde setembro do ano passado, o Copom promoveu seis elevações consecutivas na Selic, após um longo período de estabilidade. Na reunião de maio, o BC já havia sinalizado que o ciclo de aperto monetário poderia estar chegando ao fim, mas preferiu adotar um discurso mais prudente, afirmando que era preciso avaliar melhor os efeitos das altas já implementadas na economia real.

    Inflação

    A queda da inflação reforça as expectativas por uma pausa. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou maio com alta de 0,26%, acumulando 5,32% em 12 meses. O último boletim Focus, divulgado pelo BC, também trouxe revisão para baixo na projeção de inflação para 2025, passando de 5,5% para 5,25%.

    Mesmo com a desaceleração, a inflação segue acima da meta contínua definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com um intervalo de tolerância que vai até 4,5%.

    A Selic, além de balizar os juros dos títulos públicos, influencia diretamente o custo do crédito para empresas e consumidores. O objetivo do BC ao manter ou elevar a taxa é conter a inflação, reduzindo o consumo e incentivando a poupança. Por outro lado, juros elevados freiam o crescimento econômico, afetando o consumo e os investimentos.

    Previsão do mercado

    Segundo o Focus, a expectativa majoritária do mercado é de que a Selic permaneça no nível atual até o fim de 2025, com cortes apenas a partir de 2026.

    Com a adoção do novo regime de meta contínua de inflação, vigente desde janeiro, o Banco Central precisa perseguir um IPCA de 3% ao ano, com apuração mês a mês sobre a inflação acumulada em 12 meses. A nova metodologia reforça a necessidade de atenção permanente aos indicadores.

    No último Relatório de Inflação, divulgado em março, o BC projetava que o IPCA encerraria 2025 em 5,1%, mas o número poderá ser revisto no próximo relatório, previsto para o final de junho.

    A decisão do Copom será divulgada ao fim do dia. Além da taxa, o tom do comunicado oficial será acompanhado de perto pelo mercado, em busca de sinais mais claros sobre os próximos passos da política monetária brasileira.

  • STF tem 3 votos para manter decisão que substitui sete deputados

    STF tem 3 votos para manter decisão que substitui sete deputados

    O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou o julgamento dos embargos de declaração apresentados contra a decisão que alterou as regras para a distribuição das sobras eleitorais nas eleições proporcionais. Até o momento, três ministros – Flávio Dino (relator), Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin – votaram pela rejeição dos recursos, mantendo os efeitos da decisão que modificou o critério de preenchimento das vagas remanescentes na Câmara dos Deputados.

    O julgamento ocorre no plenário virtual e está previsto para se encerrar no dia 24 de junho. Até lá, os demais ministros ainda podem apresentar seus votos, pedir vista ou destaque para levar a discussão ao plenário físico.

    Os embargos foram apresentados pela Câmara dos Deputados e por partidos políticos, entre eles Republicanos e Progressistas. No voto que abriu o julgamento, o relator Flávio Dino não conheceu do recurso apresentado pela Câmara, por ausência de legitimidade processual: o documento foi assinado apenas por advogados, sem chancela do presidente da Casa. Dino também rejeitou os recursos dos partidos por atuarem como amici curiae no processo, o que, segundo jurisprudência do STF, não confere legitimidade recursal.

    O ministro considerou que os embargos têm caráter exclusivamente protelatório e destacou que a decisão anterior do STF apenas corrigiu um erro material quanto à eficácia temporal da nova interpretação sem alteração de mérito ou de tese jurídica. Dino determinou, inclusive, o imediato trânsito em julgado do acórdão.

    Leia o voto de Flávio Dino.

    Fachada do STF.

    Fachada do STF.Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

    Relembre

    Em março, o STF considerou inconstitucional o trecho da legislação eleitoral que restringia a disputa das sobras a partidos que alcançassem ao menos 80% do quociente eleitoral. Com a mudança, todos os partidos que participaram do pleito passam a concorrer às vagas remanescentes. A decisão foi aplicada retroativamente às eleições de 2022, o que levou à reconfiguração da bancada da Câmara e à substituição de sete parlamentares.

    Deputados que perderão o mandato:

    • Augusto Puppio (MDB-AP)
    • Gilvan Máximo (Republicanos-DF)
    • Lázaro Botelho (PP-TO)
    • Lebrão (União Brasil-RO)
    • Professora Goreth (PDT-AP)
    • Silvia Waiãpi (PL-AP)
    • Sonize Barbosa (PL-AP)

    Deputados que assumirão os mandatos:

    • Aline Gurgel (Republicanos-AP)
    • Paulo Lemos (PSOL-AP)
    • André Abdon (PP-AP)
    • Professora Marcivania (PCdoB-AP)
    • Tiago Dimas (Podemos-TO)
    • Rodrigo Rollemberg (PSB-DF)
    • Rafael Fera (Podemos-RO)

    Deputados já foram diplomados, mas Câmara aguarda julgamento

    Os sete novos deputados que assumirão os mandatos já foram diplomados pelos Tribunais Regionais Eleitorais. No entanto, a Câmara dos Deputados informou ao Congresso em Foco que ainda não há data definida para a posse dos parlamentares substitutos: “A Câmara dos Deputados aguarda o julgamento dos embargos de declaração que apresentou ao Supremo Tribunal Federal, relativos às ADIs 7.228 e 7.263. O julgamento está previsto para encerrar dia 24 de junho”, afirmou.

  • Veja a íntegra do relatório da PF sobre a Abin paralela

    Veja a íntegra do relatório da PF sobre a Abin paralela

    PF pediu indiciamento de Carlos Bolsonaro e apontou Jair Bolsonaro como principal destinatário da ação clandestina.

    PF pediu indiciamento de Carlos Bolsonaro e apontou Jair Bolsonaro como principal destinatário da ação clandestina.LC Moreira/Thenews2/Folhapress

    A Polícia Federal (PF) concluiu que uma estrutura paralela operava dentro da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) entre 2019 e 2021, com forte ingerência política e uso ilegal de recursos públicos para monitorar adversários políticos, jornalistas, autoridades do Judiciário, servidores públicos e integrantes do próprio governo. A investigação, feita a pedido do Supremo Tribunal Federal (STF), detalha o uso indevido do sistema de geolocalização “First Mile”, adquirido pela agência por R$ 5,7 milhões sem licitação.

    Leia a íntegra do relatório sobre a Abin paralela

    Segundo o inquérito, 60.734 consultas ilegais foram feitas no sistema, sem autorização judicial. As ações foram comandadas por uma organização criminosa instalada no alto escalão da Abin e ligada ao chamado “núcleo político”, integrado por aliados do então presidente Jair Bolsonaro. Segundo as investigações, o ex-presidente era o principal destinatário das ações clandestinas. 

    Entre os espionados, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, políticos, jornalistas e servidores públicos. A PF pediu o indiciamento de 36 pessoas. Entre elas, o vereador Carlos Bolsonaro e o deputado Delegado Alexandre Ramagem. 

    O sistema “First Mile” permitia monitoramento em tempo real da localização de celulares, criação de cercas geográficas (geofencing) e análise de deslocamento de alvos. A PF aponta que a ferramenta foi usada para fins políticos, incluindo monitoramento durante as eleições de 2020 e para ações de difamação contra adversários.

    A Polícia Federal concluiu que houve crimes como:

    • Organização criminosa
    • Invasão de dispositivos informáticos
    • Interceptação telefônica clandestina
    • Violação de sigilo
    • Embaraço à investigação
    • Corrupção e prevaricação.

    Leia ainda:

    Abin Paralela: entenda alegações contra Bolsonaro, Carlos e Ramagem

  • Senado discute feminicídio e violência doméstica em sessão temática

    Senado discute feminicídio e violência doméstica em sessão temática

    O Senado realiza na próxima terça-feira (24) uma sessão de debates temáticos para tratar da alta nos casos de feminicídio no País. O encontro foi solicitado pela senadora Leila Barros (PDT-DF) e aprovado em abril, com apoio de mais de vinte parlamentares.

    Na justificativa do requerimento, Leila destaca a importância do debate diante dos dados recentes do Atlas da Violência. Em 2022, 36,6% dos homicídios de mulheres ocorreram por razões de gênero, com mais de 1.300 vítimas. “As mulheres estão mais sujeitas à violência letal dentro de casa do que nas ruas”, afirma a senadora.

    Sessão marcada para o dia 24 atende a requerimento da senadora Leila Barros.

    Sessão marcada para o dia 24 atende a requerimento da senadora Leila Barros.Carlos Moura/Agência Senado

    O documento destaca que, embora tenha havido queda nos assassinatos fora do ambiente doméstico, os crimes motivados por discriminação ou menosprezo à condição feminina seguem estáveis. A senadora vê no debate uma oportunidade para aprimorar políticas públicas e legislações de proteção.

    Ela também cita um levantamento do instituto de pesquisas da Casa, o DataSenado, que em 2023 identificou que 30% das brasileiras já sofreram algum tipo de violência, seja física ou psicológica.

    “Precisamos examinar essa problemática sob distintas abordagens que englobam as dimensões socioeconômica, jurídica, psicológica, educacional, entre outras”, escreveu Leila Barros. Ela defende atenção à rede de acolhimento, como casas-abrigo e centros de atendimento, e à forma como o tema é tratado nas escolas.