Categoria: CONGRESSO EM FOCO

  • Flávio Dino cobra mais detalhes de ONGs sobre suspeitas no Orçamento

    Flávio Dino cobra mais detalhes de ONGs sobre suspeitas no Orçamento

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou que as organizações da sociedade civil responsáveis por denunciar irregularidades na execução de emendas parlamentares prestem novos esclarecimentos. A decisão foi tomada no âmbito da ação (ADPF 854) que trata da transparência na destinação de verbas públicas por meio de emendas ao Orçamento da União.

    Flávio Dino já determinou uma série de medidas ao Congresso para tornar o orçamento mais transparente.

    Flávio Dino já determinou uma série de medidas ao Congresso para tornar o orçamento mais transparente.Ton Molina/Fotoarena/Folhapress

    O despacho, publicado nesta terça-feira (10), dá prazo de 10 dias úteis para que as entidades Contas Abertas, Transparência Brasil e Transparência Internacional, autoras das denúncias, detalhem as acusações sobre a existência de um novo esquema de distribuição de emendas fora dos mecanismos oficiais de controle.

    Veja o despacho do ministro

    As organizações afirmaram que comissões do Congresso estariam movimentando R$ 8,5 bilhões em emendas paralelas, além dos R$ 11,5 bilhões autorizados como emendas de comissão. Esses recursos, segundo as ONGs, estariam disfarçados com os rótulos orçamentários RP 2 e RP 3, geralmente usados para despesas do Executivo, o que impediria sua rastreabilidade. A prática violaria, de acordo com as entidades, decisões anteriores do STF.

    Elas também apontaram indícios de um “novo orçamento secreto” no Ministério da Saúde, com base em reportagem da jornalista Natália Portinari, publicada no UOL. O texto relata que parlamentares estariam orientando diretamente a aplicação de R$ 3 bilhões da pasta, sem que essas decisões fossem identificadas como emendas parlamentares.

    Ao invés de acatar de imediato os pedidos das entidades, como a suspensão da execução das emendas ou a abertura de inquérito, Dino optou por ampliar a fase de instrução. Ele quer garantir que as denúncias sejam minuciosamente fundamentadas antes de decidir sobre eventuais medidas cautelares.

    O ministro observa que o objeto da ADPF é a transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares (especialmente as classificadas como RP 7 e RP 8), e que gastos com RP 2 e RP 3 seguem regras próprias. Mesmo assim, apontou que a possível “camuflagem” de emendas dentro desses códigos levanta dúvidas relevantes.

    A expectativa é que, após a rodada de manifestações, o STF decida se deve determinar a suspensão dos repasses questionados ou instaurar investigação formal.

    Orçamento secreto

    Desde o ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou ao Congresso Nacional uma série de medidas para aumentar a transparência na destinação das emendas parlamentares. Entre as principais exigências estão a identificação nominal dos autores das emendas, a publicidade dos critérios usados para a distribuição dos recursos e a rastreabilidade completa da execução orçamentária.

    Essas medidas visam coibir práticas como o chamado “orçamento secreto”, garantindo que a sociedade tenha acesso claro e detalhado sobre quem indicou os recursos, para onde foram destinados e como estão sendo utilizados, em conformidade com os princípios constitucionais da publicidade e da moralidade administrativa.

  • Moraes nega exibição de vídeo no interrogatório de Bolsonaro

    Moraes nega exibição de vídeo no interrogatório de Bolsonaro

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou pedido da defesa de Jair Bolsonaro para exibir vídeos durante seu interrogatório na ação penal trata das acusações de golpe de Estado contra ele e membros de seu governo. O ex-presidente será ouvido na tarde desta terça-feira (10), na sede da Corte, em Brasília.

    Na decisão, Moraes afirmou que o interrogatório “constitui o exercício da autodefesa”, e que esse momento processual não é destinado à apresentação de “provas novas, ainda não juntadas aos autos e desconhecidas das partes”. A defesa havia solicitado autorização para usar telão e recursos audiovisuais.

    Interrogatório do ex-presidente está marcado para a tarde desta terça-feira.

    Interrogatório do ex-presidente está marcado para a tarde desta terça-feira.Ton Molina/STF

    O ministro orientou que, se julgar necessário, a defesa poderá incluir os vídeos no processo “para que as partes se manifestem e que, eventualmente, possam ter sua autenticidade comprovada”, conforme o artigo 231 do Código de Processo Penal.

    A oitiva de Bolsonaro integra a fase final da instrução processual da ação penal 2668. Antes dele, foram interrogados outros integrantes do chamado “Núcleo 1”, como seu antigo ajudante de ordens, Tenente-Coronel Mauro Cid, e os ex-ministros Anderson Torres, Augusto Heleno e Almir Garnier. As sessões seguem até sexta-feira (13).

    Veja a íntegra da decisão:

  • Depoimento de Bolsonaro ao STF mobiliza aliados e opositores nas redes

    Depoimento de Bolsonaro ao STF mobiliza aliados e opositores nas redes

    O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) presta depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (10), no inquérito que apura uma tentativa de golpe de Estado com o objetivo de mantê-lo no poder após as eleições de 2022.

    A oitiva é conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, e pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. O interrogatório tem gerado forte repercussão nas redes sociais, com manifestações tanto de aliados quanto de opositores do ex-presidente.

    Bolsonaro em interrogatório da Ação Penal (AP) 2668.

    Bolsonaro em interrogatório da Ação Penal (AP) 2668.Arte/Congresso em Foco

    Parlamentares e lideranças políticas comentam o depoimento, que marca mais uma etapa das investigações sobre os atos antidemocráticos de 8 de janeiro.

    Leia mais: AO VIVO: Acompanhe interrogatório de Bolsonaro na acusação de golpe

    Bolsonaro se desculpa com Moraes: “não tive intenção de acusar”

    “Parlamentar tem medo de assinar PEC”, diz Bolsonaro de voto impresso

  • Haddad vai à Câmara explicar isenção do IR em momento de tensão

    Haddad vai à Câmara explicar isenção do IR em momento de tensão

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa nesta quarta-feira (11) de uma audiência pública na Câmara dos Deputados. Ele foi chamado a explicar dois temas centrais da política econômica do governo: a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e o novo modelo de crédito consignado para trabalhadores com carteira assinada.

    Fernando Haddad estará na Câmara dos Deputados em um momento de tensão entre o governo e os parlamentares.

    Fernando Haddad estará na Câmara dos Deputados em um momento de tensão entre o governo e os parlamentares.Pedro Ladeira/Folhapress

    Em clima de desconfiança

    A audiência chegou a ser cancelada antes, mas hoje está na agenda oficial do ministro – e o timing é complicado. Haddad vai à Câmara em um momento de tensão política entre os parlamentares, causada pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que reacendeu o debate sobre emendas parlamentares: o ministro Flávio Dino requisitou mais informações sobre um esquema que pode caracterizar um novo “orçamento secreto”. O processo pode acabar interrrompendo um alto volume de repasses de verbas aos redutos eleitorais dos parlamentares.

    Congresso em Foco apurou que o caso já fez um estardalhaço nos bastidores da política na terça-feira (10). O Congresso pode responder pautando um projeto que derruba o decreto do governo que elevou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Em suma, Haddad vai à Câmara sob pressão dos parlamentares.

    A sessão é promovida por duas comissões da Câmara e os parlamentares terão liberdade para abordar temas diversos. É provável que Haddad seja questionado também sobre o equilíbrio fiscal e eventuais compensações à não elevação do IOF.

  • PP e União cobram corte de despesas no lugar do aumento de taxas

    PP e União cobram corte de despesas no lugar do aumento de taxas

    A federação União Progressista (União Brasil-PP) declarou nesta quarta-feira (11) que não aceitará debater propostas de aumento de arrecadação enquanto o governo não apresentar medidas concretas de contenção de despesas para cumprir as metas do arcabouço fiscal.

    A posição foi anunciada após a equipe econômica do Ministério da Fazenda detalhar, no domingo (8), o novo pacote fiscal. O plano substitui o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) por alterações na tributação de investimentos, mudanças em isenções fiscais e aumento de alíquotas para setores como apostas e fintechs.

    Federação condiciona apoio a mudanças fiscais à apresentação de cortes efetivos no orçamento.

    Federação condiciona apoio a mudanças fiscais à apresentação de cortes efetivos no orçamento.União Brasil/Divulgação

    “O aumento de imposto, como regra, destrói o incentivo para produzir, encarece o custo de produção, afasta investimentos e adia a criação de empregos. Imposto demais é veneno, não é remédio”, afirmou Antonio Rueda, presidente do União Brasil.

    O senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente do PP, reforçou o argumento. Segundo ele, o posicionamento não é contra o Executivo, mas em favor de regras claras e previsíveis. “O que falta a esse país, hoje, ao governo, é transparência, previsibilidade e competência para gerir esse atual momento”, disse.

    A federação informou que reunirá suas bancadas para discutir o fechamento de questão contra qualquer proposta que envolva aumento de impostos sem que venha acompanhada de uma “vigorosa e crível lista de cortes” no orçamento. O grupo é considerado decisivo para a tramitação do pacote no Congresso. Com 109 deputados e 14 senadores, a federação forma a maior bancada da atual legislatura.

    Pacote fiscal

    As medidas anunciadas pela equipe do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, incluem a tributação de novos papéis do setor imobiliário e do agronegócio, a unificação de alíquotas de aplicações financeiras em 17,5% e o fim de isenções para produtos como Letras de Crédito e Certificados de Recebíveis. A arrecadação estimada caiu de R$ 19,1 bilhões para até R$ 7 bilhões em 2025.

    Rueda afirmou que “toda medida que não vier acompanhada de corte de despesas, a gente não vai nem discutir”. Em nota oficial, a federação destaca que o governo precisa “assumir sua parte” no esforço fiscal, reduzindo o tamanho e o custo da máquina pública.

  • Família é informada que brasileiro foi levado para deportação

    Família é informada que brasileiro foi levado para deportação

    Coordenador da Coalizão Flotilha da Liberdade, Thiago Ávila está preso desde domingo em Israel.

    Coordenador da Coalizão Flotilha da Liberdade, Thiago Ávila está preso desde domingo em Israel. Reprodução/Youtube

    Detido em Israel desde domingo (8), o ativista brasileiro Thiago Ávila deve desembarcar no Brasil nesta sexta-feira (13). A informação foi repassada à psicóloga Lara Souza, esposa de Thiago, pela advogada que acompanha o caso e pela Embaixada do Brasil em Tel Aviv, na manhã desta quinta-feira (12).

    “Não consegui falar com ele. A embaixada me informou que também não foi autorizada a vê-lo e que tentaria contato por telefone, mas até agora nada”, disse Lara ao Congresso em Foco. O casal vive em Brasília e tem uma filha de um ano e cinco meses.

    A previsão é de que Thiago embarque ainda nesta tarde em um voo com destino a São Paulo. “O Thiago está sendo levado para o aeroporto”, afirmou o pai dele, Ivo de Araújo Oliveira Filho. A família não tem contato direto com o ativista desde o dia da detenção. Ele estava na prisão de Givon, cidade localizada na região central de Israel.

    O Congresso em Foco entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores e aguarda retorno.

    Ajuda humanitária

    Na quarta-feira (11), a advogada da ONG Adalah, que atua na defesa de Thiago, informou que ele seria levado para uma cela solitária como represália por ter iniciado uma greve de fome e se recusado a assinar o termo de deportação imposto pelas autoridades israelenses. Thiago era o coordenador da operação da Freedom Flotilla Coalition (FFC), formada por 12 ativistas de diferentes nacionalidades que tentavam levar ajuda humanitária, com alimentos e remédios, à Faixa de Gaza em uma embarcação.

    O barco foi interceptado por forças israelenses, que alegaram invasão do espaço marítimo do país. Já as organizações que integram a Flotilha da Liberdade sustentam que a interceptação ocorreu em águas internacionais e que a missão era exclusivamente humanitária.

    Dos 12 ativistas detidos, quatro foram deportados no início da semana entre eles a ambientalista sueca Greta Thunberg. Os outros oito, incluindo Thiago, se recusaram a assinar o termo que previa o reconhecimento de culpa e a proibição de entrada em Israel e Gaza por 100 anos. A greve de fome iniciada por Thiago foi anunciada na terça-feira. Poucas horas depois, a Justiça israelense autorizou a deportação do grupo mesmo sem a assinatura do documento.

    O caso é acompanhado de perto pela Embaixada do Brasil em Tel Aviv. Na segunda-feira (10), o Itamaraty divulgou nota apelando pela libertação dos ativistas.

    Relato de francês deportado

    O francês Andre Baptiste, um dos ativistas deportados, relatou aos advogados as condições da detenção.

    “Nenhum de nós comeu ou bebeu a comida dada pelos soldados israelenses. Fomos obrigados a aceitá-la porque havia armas apontadas para nós”, contou. “As fotos foram encenadas. Ninguém realmente sorriu. Rima [Hassen, deputada francesa] escolheu sorrir como forma de protesto”, acrescentou. Ele também descreveu restrições severas.

    Organizações como a Adalah seguem pressionando por responsabilização de autoridades israelenses por possíveis abusos cometidos durante a operação.

    “O grupo foi estratégico, responsável e maduro. Tentam desmoralizá-lo, mas não se tratava de um ‘iate de selfies. Havia um propósito. Eles atingiram o objetivo de chamar atenção para o que acontece em Gaza”, afirmou Ivo de Araújo, pai de Thiago, ao Congresso em Foco.

    A embarcação Madleen, da FFC, partiu da Itália em 1º de junho com arroz e leite em pó para bebês, tentando furar o bloqueio marítimo imposto por Israel à Faixa de Gaza desde 2007. A coalizão afirmou que o navio foi cercado por drones e lanchas rápidas em águas internacionais, submetido a bloqueio de comunicações e a um spray de substância branca.

    A relatora da ONU para os Territórios Palestinos Ocupados, Francesca Albanese, confirmou três incidentes durante a travessia. Imagens divulgadas mostram os ativistas com coletes salva-vidas e as mãos erguidas após a abordagem.

    Reações

    O governo israelense afirma que os passageiros estão “ilesos” e que seriam “repatriados para seus países de origem”. Classificou a iniciativa como “provocação midiática” e a embarcação como um “iate de selfies”. Segundo as autoridades, o bloqueio visa impedir o envio de armas ao Hamas argumento contestado pela ONU e por organizações humanitárias, que o consideram ilegal e agravante da crise em Gaza.

    O Hamas, por sua vez, classificou a interceptação como “violação flagrante do direito internacional” e também pediu a libertação dos ativistas.

    A ação reacendeu lembranças do ataque ao navio turco Mavi Marmara em 2010, quando dez ativistas foram mortos.

    Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, mais de 54 mil pessoas morreram na região desde o início da ofensiva israelense em resposta ao ataque do Hamas, em 7 de outubro de 2023.

    Leia ainda:

    Vai ficar tudo bem”, disse ativista à família antes de ser preso em Israel

  • “Covardão”: Lula ironiza postura de Bolsonaro em depoimento ao STF

    “Covardão”: Lula ironiza postura de Bolsonaro em depoimento ao STF

    Lula em visita e cerimônia de entrega de máquinas agrícolas a municípios de Minas Gerai.

    Lula em visita e cerimônia de entrega de máquinas agrícolas a municípios de Minas Gerai.Ricardo Stuckert/PR

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez críticas públicas, nesta quinta-feira (12), ao comportamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante o depoimento prestado ao Supremo Tribunal Federal (STF), ocorrido na última terça-feira (10). As declarações foram feitas durante uma cerimônia de entrega de equipamentos agrícolas em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG).

    Lula questionou a postura de Bolsonaro durante o interrogatório conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, no âmbito da ação penal que apura a tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. “Você viu que ele é um covardão? Você viu o depoimento dele, né? Ele estava com os lábios secos, quase se borrando”, disse a apoiadores presentes no evento.

    O presidente também criticou o comportamento de Bolsonaro nas redes sociais e a retórica adotada pelo ex-chefe do Executivo enquanto estava no cargo. “É muito fácil ser corajoso dentro de casa, no celular, falando mal dos outros”, afirmou.

    Em outro momento de sua fala, Lula voltou a criticar declarações feitas por Bolsonaro durante o mandato presidencial. “O ex-presidente mentia 11 vezes por dia. Vocês viram a desfaçatez dele no depoimento? Ou seja, o país não merece isso. Este país é um país de gente séria”, declarou.

  • Câmara quer acúmulo de salário e aposentadoria a parlamentares ativos

    Câmara quer acúmulo de salário e aposentadoria a parlamentares ativos

    Em meio às discussões sobre corte de gastos e com resistência às medidas de arrecadação propostas pelo Executivo, a Câmara dos Deputados propôs projeto de lei para permitir a acumulação de salários e aposentadoria por parte de parlamentares em atividade. Conforme a Mesa Diretora da Casa, autora do projeto, a medida visa modificar o regime de previdência parlamentar.

    Fachada do Congresso Nacional.

    Fachada do Congresso Nacional.Roque de Sá/Agência Senado

    O que propõe a matéria

    O projeto 2.809/2025 revoga artigo da lei que extinguiu o Instituto de Previdência dos Congressistas e instituiu o Plano de Seguridade Social dos Congressistas. De acordo com o referido trecho da lei, é vedado o recebimento de aposentadoria durante o mandato eletivo. Hugo Motta defendeu que o artigo cria um “tratamento desigual” em relação aos demais segurados dos regimes públicos de previdência.

    “Além do inconstitucional, a regra em vigor desestimula a continuidade da participação política dos cidadãos que já cumpriram integralmente os requisitos legais para a aposentadoria e seguem contribuindo para o regime. Ao afastar, sem justificativa legítima, a possibilidade de percepção simultânea dos benefícios legalmente adquiridos, o art. 10 representa um obstáculo à livre atuação parlamentar e ao pleno exercício da cidadania”, escreveu o presidente.

    Ele ainda pede que os parlamentares incluídos no Plano de Seguridade Social dos Congressistas também tenham o direito à gratificação natalina, que terá como base o valor dos proventos de dezembro de cada ano. Hugo Motta também detalha que a modificação beneficiará os parlamentares que são aposentados pelas regras do Instituto de Previdência dos Congressistas, extinto em 1997.

    Pedido de urgência

    Além de propor o projeto, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados também solicitou que os demais parlamentares aprovem a proposta “com a merecida urgência”. Esse pedido pode ensejar a protocolização de um requerimento de urgência, em que o texto poderá ter tramitação acelerada, sem precisar passar pelas comissões e ser analisado diretamente pelo plenário.

    “Confiante de que a proposta aperfeiçoa a legislação e garante a igualdade de tratamento, de acordo corn o principio constitucional da isonomia (CRFB, art. 5, caput), que define que todos são iguais perante a Iei, rogamos aos nobres Pares para que a aprovem corn a merecida urgência”, diz trecho do projeto.

    Apesar disso, o projeto não detalha qual será o impacto orçamentário da medida que permite o acúmulo do salário dos parlamentares, atualmente fixado em R$ 46.366,19 bruto – valor do teto constitucional -, com as aposentadorias.

  • Comissão aprova reembolso automático por falhas na internet

    Comissão aprova reembolso automático por falhas na internet

    Projeto determina o ressarcimento automático ao consumidor em caso de falhas na prestação do serviço de internet.

    Projeto determina o ressarcimento automático ao consumidor em caso de falhas na prestação do serviço de internet. Freepik

    A Comissão de Comunicação da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 3.630/24, que versa sobre a compensação automática ao cliente em situações de ineficiência na oferta do serviço de internet.

    A importância a ser restituída será calculada de forma proporcional ao período de suspensão do serviço, tendo como base o valor da mensalidade acordada. Segundo o relator, deputado Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF), “a obrigação funcionará como um estímulo para que as empresas reduzam o tempo de indisponibilidade e melhorem o serviço”.

    Conforme o texto aprovado, o montante deverá ser creditado ao consumidor em até dois meses após a ocorrência da falha. Adicionalmente, as operadoras deverão manter um registro detalhado das interrupções e explicitar os valores a serem devolvidos nas faturas.

    Os idealizadores do projeto, deputados Duda Ramos (MDB-RR) e Amom Mandel (Cidadania-AM), enfatizam a expectativa do consumidor por um serviço contínuo e de qualidade. Eles destacam que, em casos de interrupção, o consumidor é quem sofre as maiores consequências.

    O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será submetido à avaliação das comissões de Defesa do Consumidor, e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para ser transformado em lei, necessita de aprovação tanto na Câmara quanto no Senado.

  • Pauta do Senado tem projeto de aumento do número de deputados

    Pauta do Senado tem projeto de aumento do número de deputados

    O Senado incluiu na pauta desta semana o projeto de lei complementar 177/2023, que aumenta o número de deputados federais de 513 para 531. A proposta assegura novas vagas a nove estados e deve ser aplicada nas eleições de 2026. A nova norma também proíbe o encolhimento de bancadas estaduais com base em perda populacional.

    A iniciativa foi aprovada pela Câmara dos Deputados em maio e enviada ao Senado, onde depende da aprovação de um requerimento de urgência para ser votada. O texto atende a uma decisão do Supremo Tribunal Federal, que determinou a revisão da distribuição das cadeiras com base no Censo de 2022.

    Texto busca atender a decisão do STF de adequação da distribuição de cadeiras ao Censo de 2022.

    Texto busca atender a decisão do STF de adequação da distribuição de cadeiras ao Censo de 2022.Jonas Pereira/Agência Senado

    Conforme estimativa da Direção-Geral da Câmara, o acréscimo de parlamentares pode gerar impacto anual de R$ 64,6 milhões no orçamento. De acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a iniciativa não chega a representar aumento de despesa, tendo em vista que trata de valores incluídos previamente no orçamento do Legislativo.

    Se mantido o texto da Câmara, ganham vagas os seguintes estados: Pará e Santa Catarina (quatro cada), Amazonas, Mato Grosso e Rio Grande do Norte (duas), além de Paraná, Ceará, Goiás e Minas Gerais (uma cada).

    A pauta da semana no Senado também inclui itens sobre temas diversos, como a criação da política nacional de enfrentamento ao papilomavírus humano (HPV) e a definição na Constituição da educação como vetor de progresso nacional.

    Confira outros itens que constam da pauta do plenário nesta semana:

    • projeto de lei 4870/2024

    Cria política nacional para incentivo à visitação em unidades de conservação ambiental.

    • projeto de lei 2352/2023

    Atualiza regras sobre radiodifusão, incluindo exigências técnicas e acessibilidade.

    • projeto de lei 194/2022

    Permite a transferência de servidor público para acompanhar cônjuge deslocado a serviço da administração.

    • projeto de decreto legislativo 553/2021

    Aprova tratado entre Brasil e Ucrânia sobre cooperação jurídica em matérias civis.

    • projeto de lei 1246/2021

    Reserva percentual mínimo de participação de mulheres em conselhos de administração de empresas.

    • projeto de decreto legislativo 323/2023

    Ratifica protocolo da Organização Internacional do Trabalho sobre combate ao trabalho forçado.

    • projeto de decreto legislativo 292/2024

    Aprova convenção para facilitar a mobilidade de profissionais no espaço ibero-americano.

    • PEC 137/2019

    Inclui a educação como vetor de progresso do País. Em discussão no primeiro turno.

    • projeto de lei 5688/2023: 

    Institui a política nacional de enfrentamento ao papilomavírus humano (HPV).

    Leia mais: veja a íntegra da pauta da semana no Senado.