Categoria: CONGRESSO EM FOCO

  • Governo pede aval do STF para crédito a vítimas de fraude no INSS

    Governo pede aval do STF para crédito a vítimas de fraude no INSS

    O governo federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para abrir crédito extraordinário e garantir o ressarcimento de aposentados e pensionistas lesados por fraudes em descontos associativos feitos no INSS. Na ação, a Advocacia-Geral da União (AGU) defende que a despesa seja excluída dos limites de gasto previstos na legislação fiscal para os anos de 2025 e 2026.

    A AGU solicita “a exclusão dessa respectiva dotação orçamentária dos limites fiscais de gastos do governo federal para os anos de 2025 e 2026”. O modelo sugerido segue a lógica usada em decisões anteriores, como no amparo às vítimas das enchentes do Rio Grande do Sul.

    Pedido inclui suspensão de ações judiciais e liberação de crédito extraordinário.

    Pedido inclui suspensão de ações judiciais e liberação de crédito extraordinário.Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

    Além disso, a AGU quer suspender temporariamente os prazos de prescrição para que os beneficiários não percam o direito ao reembolso enquanto aguardam uma solução administrativa. “A medida tem o objetivo de proteger os segurados e possibilitar que eles aguardem a restituição dos valores pela via administrativa, sem a necessidade de ingresso com ações no Judiciário”, diz o texto.

    Decisões conflitantes e risco ao orçamento

    A AGU também contesta decisões judiciais que impõem à União e ao INSS responsabilidades consideradas indevidas pelos atos fraudulentos. Algumas dessas decisões, afirma o órgão, têm resultado em cobranças de pagamento em dobro aos segurados, com base no Código de Defesa do Consumidor, o que “viola o princípio da legalidade, uma vez que as atividades administrativas em questão não atraem o regime do Código de Defesa do Consumidor”.

    Para evitar um colapso administrativo e fiscal, a AGU quer que o STF suspenda o andamento dos processos judiciais e das decisões judiciais que tratam da responsabilização da União e do INSS pelos descontos indevidos decorrentes da fraude.

    O advogado-geral da União, Jorge Messias, afirma que o objetivo é proteger os aposentados e evitar um cenário de judicialização prolongada. “É muito importante que seja conferida uma solução célere e definitiva pelo STF, a fim de proteger nossos aposentados, permitir a restituição administrativa de forma eficaz e segura e evitar que milhões de ações sejam ajuizadas para tramitarem por anos e anos no Judiciário”.

  • PF descobre localização de Carla Zambelli na Itália

    PF descobre localização de Carla Zambelli na Itália

    A Polícia Federal (PF) já identificou o endereço da deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) na Itália. A parlamentar deixou o Brasil após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos e 8 meses de prisão por crimes relacionados à invasão do sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à inserção de dados falsos em registros judiciais.

    A partir da inclusão do nome de Zambelli na difusão vermelha da Interpol – mecanismo que permite cooperação internacional para localização e prisão de pessoas procuradas – , autoridades italianas e brasileiras intensificaram a busca por seu paradeiro. A prisão da parlamentar agora depende da atuação da Justiça italiana, uma vez que o Brasil já formalizou o pedido de extradição.

    Na quinta-feira (12), o embaixador brasileiro na Itália, Renato Mosca, entregou o pedido de extradição ao Ministério dos Negócios Estrangeiros da Itália, conhecido como Farnesina. De acordo com Mosca, Zambelli pode ser presa a qualquer momento, com base em um mandado de prisão provisória expedido com fins extradicionais.

    O embaixador esclareceu, contudo, que a legislação italiana restringe a realização de prisões em locais considerados domicílios, o que inclui residências e hotéis. Apesar disso, ele afirmou que as autoridades locais acataram o pedido brasileiro e que a prisão poderá ocorrer dentro dos limites legais italianos.

    Leia também: Itália diz que busca Zambelli e que Bolsonaro não pediu cidadania

    Carla Zambelli.

    Carla Zambelli.Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

    Condenação no Brasil

    Carla Zambelli foi condenada pelo STF pelos crimes de falsidade ideológica e invasão de sistema informático. A investigação apontou que, com o auxílio de terceiros, ela inseriu informações falsas no Banco Nacional de Mandados de Prisão, incluindo um mandado falso contra o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.

    Após a condenação, Zambelli deixou o Brasil por via terrestre, cruzando a fronteira com a Argentina. Em seguida, embarcou para os Estados Unidos e, posteriormente, viajou para a Itália. Ela está licenciada do cargo de deputada por 127 dias, sendo substituída na Câmara pelo suplente Coronel Tadeu (PL-SP).

  • Mauro Cid depõe na PF sobre suspeita de fuga do Brasil

    Mauro Cid depõe na PF sobre suspeita de fuga do Brasil

    O tenente-coronel Mauro Cid prestará depoimento à Polícia Federal nesta sexta-feira (13) sobre suspeita de tentativa de fuga do Brasil. O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro teria sido favorecido por Gilson Machado, ex-ministro do Turismo, para conseguir um passaporte português. Machado também está preso, após mandado expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

    Cid deverá depor após ter sido alvo de busca e apreensão.

    Cid deverá depor após ter sido alvo de busca e apreensão.Pedro Ladeira/Folhapress

    A operação busca apurar se houve interferência para obstruir o andamento do processo da tentativa de golpe, do qual Cid é um dos réus. De acordo com a PF, Machado teria acionado o consulado de Portugal em Recife (PE), para solicitar o documento. A defesa de Mauro Cid nega que ele tenha feito tal pedido e afirmou que ele continua em liberdade.

    A Procuradoria-Geral da República se manifestou a favor da abertura do inquérito, da realização de buscas e da quebra de sigilos telefônicos e telemáticos de Machado.

  • Economia brasileira avançou 0,2% em abril, diz prévia do Banco Central

    Economia brasileira avançou 0,2% em abril, diz prévia do Banco Central

    A economia brasileira avanções 0,2% em abril de 2025, segundo o IBC-Br do mês. O índice, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (16), é considerado pelo mercado como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB).

    Prévia do PIB foi puxada pelo setor de serviços em abril.

    Prévia do PIB foi puxada pelo setor de serviços em abril.Pablo De Luca/Fotoarena/Folhapress

    O resultado desacelerou em comparação com março, quando a prévia do PIB tinha avançado 0,8%.

    No mês, a alta veio do setor de serviços, que compensou a retração na indústria e na agropecuária. O índice também indica um crescimento de 4% na atividade econômica nos últimos 12 meses.

    Com as altas sucessivas em 2025, o IBC-Br também retomou, nesse mês, o patamar de atividade econômica mais alto da série histórica. Isso significa que ele se recuperou das quedas registradas no segundo semestre de 2024, quando a economia esfriou.

  • Congresso propõe uso de emendas para pagar profissionais da saúde

    Congresso propõe uso de emendas para pagar profissionais da saúde

    O Congresso Nacional apresentou, na última sexta-feira (13), o projeto de resolução 3/2025 que autoriza o uso de emendas parlamentares de comissão e de bancada para o pagamento de salários de profissionais da saúde em atividade, mantendo a vedação apenas para emendas individuais. O texto está previsto para ser votado na próxima sessão do Congresso, marcada para esta terça-feira (17).

    Atualmente, as regras determinam que ao menos 50% do valor das emendas parlamentares sejam aplicados em ações e serviços públicos de saúde. Por outro lado, elas não podem ser usadas para o custeio de folhas de pagamento de servidores, buscando evitar que instituições passem a depender da destinação das emendas para preservar suas atividades.

    Congresso Nacional analisa projeto que destina emendas a profissionais da saúde.

    Congresso Nacional analisa projeto que destina emendas a profissionais da saúde.Rodolfo Stuckert – Conselho Nacional de Justiça/CNJ

    A proposta também altera a destinação de verbas para instituições privadas, que passam a ter que cumprir determinados requisitos para receber emendas. Entre eles estão:

    • possuir uma unidade ativa;
    • contar com equipe técnica própria;
    • demonstrar experiência na área correspondente aos recursos previstos na emenda parlamentar;
    • comprovar que tem condições técnicas e operacionais para atuar no estado beneficiado pelos recursos da emenda.

    Segundo os autores, o projeto busca esclarecer procedimentos para a destinação de recursos às transferências regulares e automáticas da União para os fundos de saúde de estados e municípios. Esses recursos devem ser aplicados na atenção primária e nos atendimentos de média e alta complexidade. O texto esteve aberto a sugestões de alteração até o último domingo (15).

    O texto também prevê a obrigatoriedade da inclusão do nome do parlamentar que indicou cada emenda de comissão, buscando assim adequar a identificação aos requisitos exigidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

    Leia mais: Entenda os tipos de emendas parlamentares e o funcionamento de cada uma delas

  • Nova lei proíbe tatuagens e piercings em cães e gatos no Brasil

    Nova lei proíbe tatuagens e piercings em cães e gatos no Brasil

    Está proibida em todo o Brasil a realização de tatuagens e a colocação de piercings com fins estéticos em cães e gatos. Uma nova lei publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (17) altera a Lei de Crimes Ambientais e passa a prever punição para quem submeter animais a esses procedimentos.

    Com a nova lei, tatuagens com fins estéticos em cães e gastos passam a ser consideradas maus-tratos.

    Com a nova lei, tatuagens com fins estéticos em cães e gastos passam a ser consideradas maus-tratos.Adriana Toffetti/Ato Press/Folhapress

    A prática será considerada crime de maus-tratos, com as mesmas penas já previstas no artigo 32 da Lei nº 9.605/1998, que vão de detenção a multa. A legislação agora conta com um parágrafo específico que enquadra como crime a submissão de cães e gatos a tatuagens ou piercings sem justificativa médica.

    A nova regra foi sancionada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, no exercício da Presidência da República, e entra em vigor imediatamente.

  • Congresso aprova criação de liderança da oposição em sessões conjuntas

    Congresso aprova criação de liderança da oposição em sessões conjuntas

    Em sessão conjunta nesta terça-feira (17), o Congresso Nacional aprovou a criação da Liderança da Oposição no Regimento Comum das duas Casas. A nova figura institucional garantirá à oposição as mesmas prerrogativas da liderança do governo, com mandato de dois anos e alternância entre Câmara dos Deputados e Senado Federal.

    A proposta foi apresentada pelo líder do PL no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ), que justificou a medida como necessária “em nome do equilíbrio de forças que deve imperar no Poder Legislativo”. Até então, o Congresso Nacional contava com um líder da minoria no Colégio de Líderes, mas sem um representante da oposição, como ocorre nas Casas individuais.

    Oposição terá líder no Congresso com poderes iguais aos do governo, alternado a cada dois anos entre Câmara e Senado.

    Oposição terá líder no Congresso com poderes iguais aos do governo, alternado a cada dois anos entre Câmara e Senado.Pedro França/Agência Senado

    Conforme texto aprovado, o líder da oposição será indicado pelo bloco parlamentar ou partido com maior número de representantes que esteja em oposição ao governo. A alternância entre as Casas Legislativas será bienal, conforme emenda acolhida pelo relator, senador Marcos Rogério (PL-RO).

    O relator também destacou que a ausência de uma liderança formal da oposição no Congresso provocava um desequilíbrio institucional. “A aprovação deste projeto de resolução vem a suprir essa lacuna normativa e axiológica, promovendo a igualdade e a isonomia entre a Liderança do Governo e a ora criada Liderança da Oposição”, argumentou.

    Quatro blocos

    Todas as votações na Câmara dos Deputados e no Senado contam com a orientação prévia do posicionamento de líderes de blocos previstos no Regimento Interno: o do Governo, que expressa a posição do Poder Executivo, o da Oposição, que manifesta a posição dos parlamentares contrários ao governo; o da Maioria, que representa a vontade dos partidos do grupo político majoritário da Casa (por via de regra, corresponde à base ampliada do governo), e o da Minoria, que representa os partidos do grupo político minoritário, geralmente equivalente à oposição.

    Esse arranjo se mantém no Colégio de Líderes das duas Casas, mas até então não havia no Congresso, reduzindo a margem de articulação dos partidos de oposição no desenho da pauta a ser deliberada em sessões conjuntas.

  • Congresso garante mais R$ 165 milhões para partidos ao derrubar veto

    Congresso garante mais R$ 165 milhões para partidos ao derrubar veto

    Painel de presença na sessão do Congresso que resultou na derrubada de mais de uma dezena de vetos presidenciais.

    Painel de presença na sessão do Congresso que resultou na derrubada de mais de uma dezena de vetos presidenciais.Andressa Anholete/Agência Senado

    Um dos vetos presidenciais derrubados pelo Congresso Nacional na sessão dessa terça-feira (17) eleva o repasse de dinheiro público para os partidos políticos. Ao sancionar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para este ano, o presidente Lula limitou o reajuste do Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos, conhecido como Fundo Partidário.

    Com a derrubada do veto, os partidos terão, em 2025, um reforço de R$ 164,8 milhões no orçamento da União destinado ao fundo. O impacto foi calculado em nota técnica conjunta pelas consultorias de Orçamento da Câmara e do Senado.

    Esse valor se soma ao montante de R$ 1,3 bilhão já reservado pelo governo para bancar as atividades partidárias neste ano, conforme a proposta orçamentária aprovada pelo Congresso. Assim, os partidos contarão com cerca de R$ 1,5 bilhão para cobrir suas despesas ao longo de 2025. O governo teme que a medida cause prejuízos à Justiça Eleitoral, responsável pelos repasses.

    O que muda na prática

    O trecho vetado fazia parte da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025 e estabelecia que o valor do Fundo Partidário passaria a ser calculado com base no montante autorizado em 2016, corrigido pela inflação (IPCA) e acrescido de um ganho real, entre 0,6% e 2,5%, conforme as regras do novo Arcabouço Fiscal (Lei Complementar nº 200/2023).

    Antes da mudança, o fundo era reajustado apenas pela inflação acumulada desde 2016, o que limitava seu crescimento real. Com a derrubada do veto, o valor passará a ter aumento real, acompanhando o crescimento da arrecadação federal, como já ocorre com outras despesas primárias do governo.

    Entenda o contexto

    Criado em 1965, o Fundo Partidário é uma das principais fontes de financiamento da manutenção dos partidos no Brasil. Os recursos custeiam despesas administrativas, formação de quadros, campanhas de incentivo à participação política e outras atividades previstas em lei.

    Até 2019, o valor do fundo era definido anualmente, sem uma regra fixa. A partir de 2020, passou a ser vinculado ao valor de 2016, corrigido apenas pela inflação, como forma de limitar seu crescimento durante a vigência do teto de gastos públicos.

    Segundo o governo, essa fórmula de correção, herdada do antigo teto de gastos, tornou-se incompatível com as novas regras fiscais do Arcabouço, em vigor desde 2023. Por isso, a mudança busca adequar o fundo ao novo regime de crescimento das despesas públicas.

    Por que o governo vetou

    O Executivo argumentou que a medida contrariava o regime de responsabilidade fiscal ao elevar os gastos da União acima do permitido para outras despesas primárias, como saúde, educação e segurança.

    O governo também alegou que o aumento do fundo poderia ultrapassar os limites de despesas da Justiça Eleitoral, já que o Fundo Partidário integra esse orçamento. Além disso, destacou a ausência de uma análise formal de impacto orçamentário, exigida pela Constituição.

    Houve ainda preocupação com o risco de que a ampliação dos recursos obrigasse cortes em outras áreas da Justiça Eleitoral, afetando investimentos em segurança, tecnologia e no próprio processo eleitoral.

    Por que o Congresso derrubou o veto

    Defensores da derrubada argumentaram que era necessário corrigir uma distorção na atualização dos valores do fundo, ainda baseada em uma regra de transição já superada com a adoção do novo arcabouço fiscal.

    A vinculação do reajuste à nova regra fiscal, que permite ganho real além da inflação, alinha o Fundo Partidário ao tratamento dado a outras despesas obrigatórias da União. Parlamentares sustentaram que os partidos também têm direito a uma recomposição real de seus recursos.

    Impacto nas contas da Justiça Eleitoral

    Uma das principais preocupações do governo e de órgãos técnicos é que o aumento do fundo vai consumir parte do limite de despesas da Justiça Eleitoral, responsável pela gestão e distribuição dos recursos aos partidos.

    Como o orçamento da Justiça Eleitoral é limitado, o crescimento do fundo pode forçar cortes em outras áreas, prejudicando o funcionamento do órgão em 2025.

    Como funciona o Fundo Partidário

    O Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos é uma verba pública criada para ajudar na manutenção dos partidos, regulamentada pela Lei nº 9.096, de 1995.

    Fontes de receita:

    • Multas eleitorais aplicadas pela Justiça Eleitoral;
    • Recursos determinados em lei;
    • Doações;
    • Dotações orçamentárias da União.

    Por lei, o fundo deve ter um valor mínimo equivalente a R$ 0,35 por eleitor inscrito no país (em valores de agosto de 1995, corrigidos pela inflação).

    Distribuição dos recursos:

    • 5%: distribuídos igualmente entre todos os partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
    • 95%: distribuídos proporcionalmente ao número de votos obtidos por cada partido nas últimas eleições para a Câmara dos Deputados.

    Exigências para ter acesso ao fundo:

    Para receber recursos, os partidos devem cumprir a cláusula de barreira, uma exigência de desempenho eleitoral. Têm direito ao fundo os partidos que:

    • Obtiverem pelo menos 2% dos votos válidos nas eleições para a Câmara, distribuídos em pelo menos um terço dos estados, com no mínimo 1% dos votos em cada um;

    Ou

    • Elegerem pelo menos 11 deputados federais, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação.

    Os critérios visam restringir o acesso aos recursos a partidos com representatividade mínima no cenário político nacional.

    Leia ainda:

    Veja os vetos derrubados pelo Congresso

  • Omaz Aziz, cotado para presidir CPMI do INSS, tem governismo de 96%

    Omaz Aziz, cotado para presidir CPMI do INSS, tem governismo de 96%

    O nome do senador Omar Aziz (PSD-AM) vem circulando como provável presidente da CPMI do INSS, que, na prática, teve sua abertura determinada nesta terça-feira com a leitura do requerimento em sessão do Congresso Nacional. A ferramenta Radar do Congresso indica que o senador tem perfil governista: acompanhou a posição do governo Lula em 96% das votações em plenário.

    O senador Omar Aziz (PSD-AM) também foi o presidente da CPI da Covid, em 2021.

    O senador Omar Aziz (PSD-AM) também foi o presidente da CPI da Covid, em 2021.Carlos Moura/Agência Senado

    No geral, o Senado tem uma taxa de governismo de 77% – ou seja, os senadores votaram junto com a orientação do governo Lula em 77% das vezes desde o início do mandato, em 2023. Essa taxa se manteve mais ou menos estável nos últimos dois anos.

    Omar também é o líder do PSD na Casa. Está na ala mais governista do partido, que acompanhou o governo em 90% dos votos. No Senado, a legenda tem a maior bancada da Casa, com 14 parlamentares, empatada com o PL. 

    A inclinação governista, porém, não impediu o senador de ter seus momentos de tensão com o governo Lula. Eleito pelo estado do Amazonas, Omar é um dos senadores que bateram de frente com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, quando ela compareceu à Comissão de Infraestrutura. Na ocasião, o senador disse que Marina estaria “atrapalhando o desenvolvimento do país”.

    Redução de danos

    O Planalto teme que a CPMI se torne palco de desgaste político contra Lula. Se o nome de Omar Aziz for confirmado, o governo terá um interlocutor na condução dos trabalhos da comissão.

    Restaria ainda o risco de outro cargo-chave na comissão, o de relator, cair nas mãos da oposição. O governo busca evitar que a função seja ocupada por algum nome do PL, partido mais próximo de Jair Bolsonaro – os deputados Coronel Chrisóstomo (PL-RO) e Coronel Fernanda (PL-MT) são ventilados.

  • Medida no Senado amplia pena por charlatanismo religioso

    Medida no Senado amplia pena por charlatanismo religioso

    A proposta do senador Cleitinho (Republicanos-MG) amplia punição para quem explorar crenças religiosas com fins ilícitos. O texto, protocolado como projeto de lei 2.151/2025, aguarda definição da Secretaria-Geral da Mesa do Senado sobre as comissões pelas quais irá tramitar.

    O projeto modifica o artigo 283 do Código Penal, criando uma categoria específica para o chamado “charlatanismo religioso”. A prática será punida com reclusão de dois a seis anos e multa.

    O senador Cleitinho (Republicanos-MG) é o autor do projeto de lei que altera o Código Penal.

    O senador Cleitinho (Republicanos-MG) é o autor do projeto de lei que altera o Código Penal.Waldemir Barreto/Agência Senado

    A proposta prevê pena para quem, de forma intencional, utilizar práticas religiosas ou espirituais para obter vantagem econômica por meio de falsas promessas de cura, milagre, salvação ou outros benefícios espirituais. Também será penalizado quem exigir doações, pagamentos ou serviços em troca de rituais ou bênçãos, com promessas enganosas.

    Se a vítima for idosa, pessoa com deficiência ou estiver em condição de vulnerabilidade social ou emocional, a pena poderá ser aumentada em um terço até a metade.

    Cleitinho afirma que o objetivo é atualizar o tratamento penal do charlatanismo, atualmente punido com detenção de três meses a um ano, e combater fraudes que exploram a fé de pessoas fragilizadas. “É crescente o número de casos envolvendo líderes religiosos ou autodenominados profetas que se aproveitam da boa-fé dos fiéis para obter ganhos pessoais”, justificou.

    O senador ressalta que a medida não afeta a liberdade de crença. Segundo ele, o projeto busca proteger a dignidade humana, sem interferir em manifestações religiosas legítimas.