Categoria: CONGRESSO EM FOCO

  • Moraes retira sigilo de inquérito contra Eduardo Bolsonaro

    Moraes retira sigilo de inquérito contra Eduardo Bolsonaro

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (26) a retirada do sigilo do inquérito que apura a conduta do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A investigação vem de um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que vê indícios de crimes de obstrução de Justiça, coação no curso de processo e possível abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

    Segundo Moraes, “na presente hipótese, não há justificativa para manutenção do sigilo”, devendo este, portanto, tramitar publicamente.

    Relator considera que não há justificativa para manter sigilo do inquérito.

    Relator considera que não há justificativa para manter sigilo do inquérito.Bruno Peres/Agência Brasil

    A investigação será conduzida sob a relatoria de Moraes, conforme determinação do presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso. O inquérito foi distribuído por prevenção à ação penal que trata das alegações de atos golpistas por membros do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, principal beneficiário das condutas das quais Eduardo é acusado.

    Pedido da PGR

    De acordo com o procurador-geral Paulo Gonet, Eduardo Bolsonaro tem atuado nos Estados Unidos para pressionar autoridades brasileiras por meio de possíveis sanções internacionais. Essas medidas visariam integrantes do STF, da PGR e da Polícia Federal.

    Gonet afirmou que “a atuação decisiva do sr. Eduardo Bolsonaro para que as medidas agressivas sejam tomadas pelo governo estrangeiro contra autoridades que exercem e conduzem poderes da República está retratada em elementos de fato e em pronunciamentos abertos, diretos e inequívocos”.

    Segundo a PGR, o deputado tem divulgado nas redes sociais as tratativas com o governo americano, celebrando avanços com o que chamou de “pena de morte civil internacional”, em referência a possíveis bloqueios financeiros, cassações de vistos e restrições a operações bancárias com bandeiras americanas.

  • Soraya pede saída de Ciro Nogueira de CPI por viajar com empresário

    Soraya pede saída de Ciro Nogueira de CPI por viajar com empresário

    A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) pediu a substituição do senador Ciro Nogueira (PP-PI) na CPI das Bets. O pedido foi feito por conta das notícias publicadas em veículos de imprensa a respeito de uma viagem do parlamentar no jatinho de um dos principais investigados da comissão.

    Soraya Thronicke (Podemos-MS) é a relatora da CPI das Bets no Senado.

    Soraya Thronicke (Podemos-MS) é a relatora da CPI das Bets no Senado.Carlos Moura/Agência Senado

    Reportagens da revista Piauí e da Folha de S.Paulo dizem que Ciro foi à Europa em aeronave do empresário Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandin OIG. A CPI investiga a suposta relação de Fernando com o site de apostas Blaze. A relatora classificou a situação como “grave” e afirmou que a permanência do senador na comissão compromete a imparcialidade dos trabalhos.

    Na sessão da CPI nesta terça (27), Soraya declarou que o regimento do Senado não prevê regras de suspeição para parlamentares em CPIs, mas que princípios do Código de Processo Civil e da Constituição deveriam ser aplicados. “Entendo que seria até mais elegante e um ato de moralidade o senador pedir para sair”, disse ela. “Nós não podemos ser palco desse tipo de situação”.

    CPI na reta final

    A comissão deve concluir seu relatório nas próximas semanas. A senadora reiterou que já havia pedido a reconvocação coercitiva de Fernando Lima, e classificou o episódio como mais um motivo para agir com urgência.

    O senador Ciro Nogueira ainda não comentou o pedido de afastamento. O ofício foi encaminhado ao líder do bloco do PP no Senado.

  • Gleisi repudia senadores que hostilizaram Marina Silva em comissão

    Gleisi repudia senadores que hostilizaram Marina Silva em comissão

    A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, repudiou nesta terça-feira (27) o comportamento do presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado, Marcos Rogério (PL-RO), e do líder do PSDB no Senado, Plínio Valério (AM), durante a audiência com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.

    “Inadmissível o comportamento do presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado, Marcos Rogerio, e do senador Plinio Valério, na audiência de hoje com a ministra Marina Silva. Totalmente ofensivos e desrespeitosos com a ministra, a mulher e a cidadã. Manifestamos repúdio aos agressores e total solidariedade do governo do presidente Lula à ministra Marina Silva”, afirmou Gleisi em nota oficial.

    Gleisi Hoffmann classificou como

    Gleisi Hoffmann classificou como “inadmissível” a postura de Marcos Rogério e Plínio Valério.Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

    Outra ministra que se pronunciou sobre o episódio foi Anielle Franco, da Igualdade Racial. “Marina Silva é minha amiga, minha referência. Hoje, ela foi desrespeitada, interrompida, silenciada, atacada no Senado enquanto exercia sua função como Ministra do Meio Ambiente. (…) A violência política de gênero e raça tenta nos calar todos os dias, mas seguimos em pé, de mãos dadas, reafirmando que não seremos interrompidas”, declarou.

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, prestou homenagem a Marina. “A Ministra Marina Silva tem uma vida dedicada à defesa do meio ambiente e à justiça social. É uma liderança reconhecida mundialmente por sua trajetória de luta pelo bem-estar do planeta e do povo brasileiro. Todo meu respeito e solidariedade à Marina Silva”, disse em suas redes sociais.

    Apoio no Congresso

    No Legislativo, o presidente nacional do PT, senador Humberto Costa (PE), também criticou os ataques. “A ministra Marina Silva enfrentou hoje todo o tipo de violência política e de gênero no Senado. Foi atacada por horas, mas não se sujeitou aos que tentaram lhe desacatar”, publicou em suas redes.

    No mesmo tom, o 1º vice-líder do governo na Câmara, deputado Alencar Santana (PT-SP), escreveu: “É inaceitável que uma mulher, na condição de ministra de Estado convidada para o evento, seja tratada dessa forma!”.

    A líder da Federação Psol-Rede (partido de Marina) na Câmara, deputada Talíria Petrone (Psol-RJ), também se pronunciou: “Minha solidariedade à ministra Marina Silva, que foi desrespeitada pelo senador bolsonarista Marco Rogério […]. Marina Silva não é submissa e não vai se colocar no seu lugar, que sabemos que é a forma misógina de tratar as mulheres nos espaços de poder”.

    Confira demais manifestações de parlamentares:

  • Azul entra em recuperação judicial nos EUA e mantém voos

    Azul entra em recuperação judicial nos EUA e mantém voos

    A Azul entrou nesta quarta-feira (28) com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos, por meio do Chapter 11. O mecanismo permite a reorganização financeira sem interrupção nas atividades. Segundo a empresa, todos os voos, reservas e programas de fidelidade continuam funcionando normalmente.

    O plano prevê eliminar mais de US$ 2 bilhões em dívidas e levantar até US$ 950 milhões em novos aportes. A medida conta com apoio de parceiros como United Airlines, American Airlines e da maior arrendadora da frota da Azul, a AerCap.

    Em recuperação judicial nos EUA, a Azul diz que seguirá pagando normalmente funcionários e fornecedores.

    Em recuperação judicial nos EUA, a Azul diz que seguirá pagando normalmente funcionários e fornecedores.Edson Silva/Folhapress

    A companhia aérea reportou um prejuízo de R$ 1,82 bilhão no primeiro trimestre de 2025.

    Dívida e reestruturação

    A empresa diz que a decisão é estratégica, para enfrentar efeitos da pandemia e da crise na cadeia de suprimentos da aviação. O CEO John Rodgerson afirmou que a Azul sairá do processo “mais forte, eficiente e bem posicionada”.

    A Azul garante que seguirá pagando normalmente funcionários e fornecedores, além de manter os compromissos comerciais. O atendimento ao cliente também permanece ativo pelos canais da companhia.

    O que muda para o passageiro?

    Segundo a empresa, nada muda: passagens já compradas seguem válidas, voos programados estão mantidos e o programa Azul Fidelidade continua com os mesmos benefícios. A companhia criou uma página para tirar dúvidas: cases.stretto.com/Azul.

  • Senado aprova restrição de propagandas de apostas esportivas

    Senado aprova restrição de propagandas de apostas esportivas

    O plenário do Senado aprovou em regime de urgência, nesta quarta-feira (28), o projeto de lei 2.985/2023, que propõe diretrizes para a publicidade das apostas de quota fixa, conhecidas como apostas esportivas ou bets. A matéria foi aprovada pela Comissão de Esporte do Senado nesta tarde e agora avança para a Câmara dos Deputados.

    Apostas esportivas.

    Apostas esportivas.Joédson Alves/Agência brasil

    O relatório do senador Carlos Portinho (PL-RJ) estabeleceu a proibição da participação de atletas em atividade e ex-atletas, artistas, influenciadores digitais e autoridades em campanhas publicitárias transmitidas por rádio, televisão, redes sociais e demais plataformas digitais. Além disso, determina restrições nos horários de exibição dessas peças. A proposta modifica a Lei nº 14.790/2023, que trata da regulamentação do setor de apostas no Brasil.

    O projeto original, de autoria do senador Styvenson Valentim (PSDB-RN), previa o veto completo às propagandas, mas o substitutivo adotou uma abordagem intermediária, conciliando restrições e permissões. Segundo Portinho, após um ano de legalização das apostas, ficou evidente que a autorregulamentação do setor falhou. Ele classificou o vício em jogos como uma epidemia que impacta negativamente clubes esportivos, empresas e famílias.

    Dentre as proibições destacam-se:

    • anúncios durante transmissões esportivas ao vivo
    • exibição de cotações em tempo real fora das plataformas dos operadores
    • publicidade impressa
    • conteúdos voltados ao público infantojuvenil e campanhas que não contem com o consentimento prévio do usuário
    • associação entre apostas e promessas de sucesso financeiro ou status social.

    Horários

    Apesar das restrições, o substitutivo permite que propagandas sejam veiculadas em meios digitais e tradicionais entre 19h30 e 24h. Além disso, também é permitida a veiculação das propagandas nos 15 minutos que antecedem e sucedem transmissões esportivas ao vivo.

    Por entender que o alcance infanto-juvenil no rádio é residual, a veiculação ficará restrita aos intervalos das 09h às 11h e das 17h às 19h30. O senador aponta que é a medida é semelhante às regras acerca da publicidade de bebidas alcoólicas, que possui restrições semelhantes de horário, com veiculação permitida apenas entre 21h e 6h.

    Além disso, a matéria prevê a exigência de que toda publicidade contenha uma advertência clara e ostensiva sobre os riscos das apostas “Apostas causam dependência e prejuízo a você e à sua família”. Conforme o relatório, a inclusão dessa advertência de modo mais direto e claro é essencial para informar o público sobre os potenciais danos associados ao jogo.

    O texto também trata do tema do patrocínio, proibindo a exibição de marcas de operadoras de apostas em uniformes de atletas menores de 18 anos. Por outro lado, permite que essas empresas patrocinem clubes e eventos, desde que cumpram condições definidas pela legislação.

    Críticas à matéria

    Uma lista de clubes de futebol divulgou nota conjunta contra o projeto de lei que limita a publicidade de casas de apostas. Segundo as entidades, a proposta ameaça a sustentabilidade do setor e pode provocar um colapso financeiro, com perda anual estimada em R$ 1,6 bilhão.

    A nota, assinada por mais de 50 clubes das séries A, B, C e D – entre eles Flamengo, Fluminense, Palmeiras e São Paulo – afirma o risco de um colapso jurídico, caso os contratos já vigentes tenham que ser rompidos. Outro problema, segundo os dirigentes, é a permissão para apenas uma empresa de apostas por arena, o que criaria desequilíbrios no mercado.

  • Desemprego recua para 6,6% no trimestre encerrado em abril

    Desemprego recua para 6,6% no trimestre encerrado em abril

    A taxa de desemprego no Brasil ficou em 6,6% no trimestre encerrado em abril, segundo a Pnad Contínua divulgada nesta quarta-feira (29) pelo IBGE. O número representa um recuo em relação aos 7% do trimestre encerrado em março e estabilidade em relação aos três meses anteriores, quando a taxa foi de 6,5%.

    Na comparação com o mesmo trimestre de 2024, houve melhora: a taxa caiu 0,9 ponto percentual, já que estava em 7,5% naquele período. A população desocupada soma agora 7,3 milhões de pessoas, quase um milhão a menos que um ano antes.

    Subutilização e renda têm leve melhora

    A taxa de subutilização da força de trabalho recuou de 17,4% para 15,4% em um ano. Já o rendimento médio habitual cresceu 3,2% no mesmo período e chegou a R$ 3.426. Ambos os indicadores ficaram estáveis na comparação com o trimestre anterior.

    A informalidade atinge 37,9% da população ocupada, o equivalente a 39,2 milhões de pessoas, levemente abaixo do patamar anterior. O número de desalentados, que são aqueles que desistiram de procurar trabalho, também caiu e está em 3,1 milhões.

    Taxa de desemprego ficou estável em três meses, segundo o IBGE.

    Taxa de desemprego ficou estável em três meses, segundo o IBGE.J.Souza/Ato Press/Folhapress

  • Senado aprova Dia Nacional da Fibrodisplasia; projeto vai à sanção

    Senado aprova Dia Nacional da Fibrodisplasia; projeto vai à sanção

    O plenário do Senado aprovou nesta quinta-feira (29) projeto que cria o Dia Nacional da Conscientização da Fibrodisplasia Ossificante Progressiva, a ser celebrado no dia 23 de abril. O projeto de lei 3.448/2023 recebeu parecer favorável do senador Jayme Campos (União Brasil-MT) e vai à sanção presidencial.

    Plenário do Senado.

    Plenário do Senado.Andressa Anholete/Agência Senado

    A doença se trata de uma condição rara e sem cura que causa ossificações no corpo manifestas, normalmente, antes dos cinco anos de idade. Em razão disso, a Fibrodisplasia causa limitações aos movimentos em algumas áreas do corpo, como pescoço, ombro e membros e também gera dificuldades respiratórias nos portadores.

    O dia escolhido para a conscientização, 23 de abril, faz referência à data em que a revista científica Nature publicou o artigo que descreve as alterações causadas pela doença. Para o relator da matéria, o diagnóstico precoce da condição é crucial e, por isso, ele argumenta que o Dia Nacional vai ser fundamental pois vai conscientizar famílias sobre a doença.

    O projeto de lei foi criado pela ex-deputada Amália Barros. A parlamentar do Mato Grosso faleceu em maio de 2024 em decorrência de complicações em uma cirurgia para retirada de nódulos no pâncreas. O suplente Nelson Barbudo (PL-MT) assumiu a cadeira e foi efetivado em exercício.

  • CCJ aprova projeto que protege incapazes da prescrição

    CCJ aprova projeto que protege incapazes da prescrição

    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 1.147/23, que impede a contagem do prazo prescricional de processos judiciais contra indivíduos impossibilitados de manifestar sua vontade, devido a condições transitórias ou permanentes. O projeto altera o Código Civil e, por tramitar em caráter conclusivo, seguirá para análise do Senado, a menos que haja recurso para votação no plenário da Câmara.

    A prescrição ocorre quando um indivíduo perde o direito de recorrer à Justiça por demora na solicitação. A legislação vigente já protege menores de 16 anos, suspendendo a contagem do prazo prescricional contra eles.

    Anteriormente, o Código Civil impedia a prescrição contra pessoas absolutamente incapazes, ou seja, aquelas impossibilitadas de exercer atos da vida civil devido a doenças ou deficiências intelectuais. No entanto, o Estatuto da Pessoa com Deficiência passou a considerar essas pessoas como relativamente incapazes, conferindo-lhes maior autonomia. Consequentemente, o prazo prescricional voltou a ser contado, gerando incertezas e preocupações acerca da proteção desses indivíduos.

    Ricardo Ayres recomendou a aprovação da proposta.

    Ricardo Ayres recomendou a aprovação da proposta.Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

    De acordo com o deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA), autor da proposta, o texto visa assegurar juridicamente o entendimento de que pessoas com deficiência mental ou intelectual podem ser consideradas absolutamente incapazes do ponto de vista civil.

    O relator, deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO), defendeu a aprovação da medida para explicitar no Código Civil que a prescrição não corre contra aqueles que, por enfermidade permanente ou transitória, não puderem exprimir sua vontade. “Estancando qualquer dúvida a respeito da garantia das pessoas com deficiência contra o fluxo do prazo prescricional”, disse.

  • Governo detalha contenção de gastos de R$ 31,3 bilhões

    Governo detalha contenção de gastos de R$ 31,3 bilhões

    O governo divulgou nesta sexta-feira (30) o decreto que detalha as áreas afetadas pela contenção de R$ 31,3 bilhões no Orçamento 2025, anunciada na semana passada. A medida visa perseguir a meta firmada pelo novo arcabouço fiscal.

    Fachada Ministério da Fazenda.

    Fachada Ministério da Fazenda.Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Os ministérios mais afetados pelo contingenciamento foram o Ministério das Cidades, Ministério da Defesa e Ministério da Saúde, com bloqueios respectivos de R$ 4,28 bilhões, R$ 2,59 bilhões e R$ 2,36 bilhões. Por outro lado, o Ministério da Educação teve seus valores preservados e não sofreu contenção.

    Ao todo, dos R$ 31,3 bilhões que sofreram contenção, houve bloqueio de R$ 10,6 bilhões das despesas discricionárias de 2025, isto é, gastos não obrigatórios, para alcançar o arcabouço fiscal. O bloqueio acontece quando projeção da despesa supera o teto de gastos estabelecido do novo arcabouço fiscal, que prevê que a despesa não pode crescer mais de 2,5% acima da inflação.

    Além disso, o Ministério da Fazenda e o Ministério do Planejamento também anunciaram o contingenciamento de R$ 20,7 bilhões. Esta medida acontece, por sua vez, porque o governo não atingiu a meta de resultado primário estimada, ou seja, não arrecadou tanto quanto previa.

    O decreto divulgado na sexta-feira detalhou que R$ 7,1 bilhões em emendas sofreram contenção. O bloqueio corresponde a R$ 2,4 bilhões enquanto o contingenciamento das emendas tem o valor de R$ 4,7 bilhões.

    O detalhamento das programações de cada ministério a serem objeto de contenção de despesas devem ser feitos pelos órgãos em até cinco dias úteis, no caso até a próxima sexta-feira (6). Em relação à contenção das emendas, o processo depende de consulta do Legislativo, portanto, a contenção disposta no decreto pode ser modificada a depender das prioridades da Câmara e Senado.

    Veja o valor da contenção por órgãos:

    • Ministério das Cidades – R$ 4,288 bilhões
    • Ministério da Defesa – R$ 2,593 bilhões
    • Ministério da Saúde – R$ 2,366 bilhões
    • Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social – R$ 2,123 bilhões
    • Ministério dos Transportes – R$ 1,487 bilhão
    • Ministério da Fazenda – R$ 1,414 bilhão
    • Ministério da Integração – R$ 1,302 bilhão
    • Ministério de Portos e Aeroportos – R$ 780,8 milhões
    • Ministério da Justiça – R$ 748,6 milhões
    • Presidência da República – R$ 681,6 milhões
    • Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação – R$ 679,9 milhões
    • Ministério da Agricultura – R$ 622,8 milhões
    • Ministério da Previdência Social – R$ 586,4 milhões
    • Ministério das Relações Exteriores – R$ 581,8 milhões
    • Ministério do Desenvolvimento Agrário – R$ 502,2 milhões
    • Ministério do Turismo – R$ 489,3 milhões
    • Ministério dos Esporte – R$ 333,7 milhões
    • Ministério da Gestão e da Inovação – R$ 325 milhões
    • Ministério do Planejamento – R$ 301,7 milhões
    • Ministério da Cultura – R$ 254,8 milhões
    • Ministério do Trabalho – R$ 225,8 milhões
    • Ministério do Desenvolvimento, Indústria – R$ 171,9 milhões
    • Ministério das Comunicações – R$ 168,8 milhões
    • Ministério de Minas e Energia – R$ 152,2 milhões
    • Advocacia-Geral da União (AGU) – R$ 140,2 milhões
    • Ministério dos Direitos Humanos – R$ 87,4 milhões
    • Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) – R$ 74,1 milhões
    • Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) – R$ 73,3 milhões
    • Ministério das Mulheres – R$ 63,4 milhões
    • Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – R$ 59,2 milhões
    • Ministério da Pesca – R$ 53,7 milhões
    • Ministério do Empreendedorismo – R$ 53,6 milhões
    • Agência Nacional de Águas (ANA) – R$ 48,4 milhões
    • Ministério da Igualdade Racial – R$ 45,4 milhões
    • Ministério dos Povos Indígenas – R$ 41,6 milhões
    • Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) R$ 38,6 milhões
    • Controladoria-Geral da União (CGU) – R$ 36,6 milhões
    • Agência Nacional de Petróleo (ANP) – R$ 34,9 milhões
    • Ministério do Meio Ambiente – R$ 34,6 milhões
    • Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) – R$ 30,7 milhões
    • Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) – R$ 30 milhões
    • Agência Nacional de Mineração (ANM) – R$ 28,7 milhões
    • Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) – R$ 15,2 milhões
    • Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) – R$ 12,5 milhões
    • Agência Nacional do Cinema (Ancine) – R$ 11,2 milhões
    • Gabinete da Vice-Presidência da República – R$ 1,3 milhão
    • Ministério da Educação – R$ 0
    • Banco Central – R$ 0
  • Câmara tem pauta esvaziada em razão do fórum parlamentar do Brics

    Câmara tem pauta esvaziada em razão do fórum parlamentar do Brics

    A Câmara dos Deputados realiza nesta semana apenas uma sessão deliberativa em razão do fórum parlamentar do Brics, que acontece de 3 a 5 de junho no Congresso Nacional. A sessão da segunda-feira (2) acontecerá de maneira semipresencial e possui sete propostas em pauta, entre elas o projeto de lei 6.020/2023 que configura a aproximação voluntária do agressor, mesmo que ocorra com o consentimento expresso da vítima, como descumprimento de medida protetiva.

    Plenário da Câmara dos Deputados.

    Plenário da Câmara dos Deputados.Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    De autoria da deputada Dra. Alessandra Haber (MDB-PA), a proposição altera a Lei Maria da Penha para ampliar a proteção às vítimas, mesmo em casos que a aproximação do agressor aconteça com consentimento. “A proposta busca corrigir lacunas existentes na legislação, onde a vontade momentânea da vítima não deve sobrepor-se à necessidade de garantir sua segurança a longo prazo”, justifica a parlamentar.

    Requerimentos de urgência

    A Casa vai analisar dois requerimentos de urgência para projetos. O pedido acelera a tramitação de projetos e faz com que sejam analisados diretamente pelo plenário sem precisar passar por todas as comissões.

    • REQ 4.880/2024: Solicita urgência para o projeto de lei 3.097/2024 que altera o Código Penal para criar sanção a gestores estaduais e municipais que não transferirem ou executarem, no prazo máximo de 60 dias, emendas individuais.
    • REQ 1669/2025: Solicita urgência para o projeto de lei 892/2025, que institui o Programa Especial de Sustentabilidade da Indústria Química – PRESIQ e dá outras providências

    Meio Ambiente

    Três projetos de lei na pauta da Câmara dispõem sobre o meio ambiente, desde calamidade pública, uso da água do mar e alterações no Código Florestal. Veja as propostas:

    • PL 1707/2025 – Dispõe sobre medidas excepcionais destinadas ao enfrentamento de impactos decorrentes de estado de calamidade pública, aplicáveis às parcerias entre a administração pública e as organizações da sociedade civil.
    • PL 3339/2024 – Altera a Lei de Crimes Ambientais e o Código Florestal, para caracterizar circunstância agravante a prática de infrações que dificultem a plena prestação de serviços públicos e em concurso de pessoas; aumentar penas para crimes de incêndio em floresta e de poluição de qualquer natureza; e proibir aquele que fizer uso irregular do fogo em terras públicas ou particulares de contratar com o Poder Público ou receber recursos públicos.
    • PL 7108/2017 – Altera a Lei nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007, que estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico, para obrigar à utilização da água do mar em equipamentos sanitários nas cidades litorâneas.

    Ainda na pauta está também o projeto de lei 2.767/2023, que regulamenta os programas de milhagem das companhias aéreas.