Categoria: CONGRESSO EM FOCO

  • Câmara aprova urgência para aumento no número de deputados

    Câmara aprova urgência para aumento no número de deputados

    A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (6), por 268 votos a 199, o requerimento de urgência de urgência para o projeto de lei complementar 177/2023, que permite ampliar o número de cadeiras na Casa. A proposta, apresentada pela deputada Dani Cunha (União-RJ), muda as regras para a distribuição de vagas entre os Estados com base no tamanho da população.

    O texto proíbe a redução do número de parlamentares de qualquer Estado, mesmo que ele tenha perdido habitantes. Em contrapartida, autoriza o aumento do total de deputados, hoje fixado em 513, para aumentar as bancadas dos estados com crescimento populacional.

    Proposta é da deputada Dani Cunha (União-RJ). Sem o projeto, seu estado pode perder 10% da bancada.

    Proposta é da deputada Dani Cunha (União-RJ). Sem o projeto, seu estado pode perder 10% da bancada.Mário Agra/Câmara dos Deputados

    O relator Damião Feliciano (União-PB) propôs a criação de 18 novas vagas, a serem distribuídas entre nove unidades da federação que cresceram segundo o Censo de 2022: Pará, Santa Catarina, Amazonas, Mato Grosso, Rio Grande do Norte, Paraná, Ceará, Goiás e Minas Gerais.

    A proposta responde a uma exigência do Supremo Tribunal Federal (STF), que deu prazo até 30 de junho para o Congresso ajustar a composição da Câmara com base no critério populacional. Caso o Legislativo não aprove a mudança, caberá ao TSE decidir sobre a nova divisão. O critério vigente, porém, pode comprometer principalmente a representação do Rio de Janeiro, que perde quatro cadeiras.

    Orientaram de forma contrária as bancadas do PL, Novo e Psol. “[O projeto] piora a desproporcionalidade que nós temos hoje ao dizer que nenhum estado pode perder deputados, e aqueles que tem acréscimo de população ganharão deputados. Ou seja: algo que é desproporcional ficará ainda mais desproporcional. Ele é o remédio errado para um problema real”, argumentou pela liderança do Psol o deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ).

    Orientação à contragosto

    Apesar da orientação contrária da bancada do PL ao projeto, o líder do partido, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), anunciou em Plenário seu apoio pessoal ao texto. “Como parlamentar do Rio de Janeiro, (…) eu não posso admitir que se diminua quatro parlamentares, 10% da bancada do meu estado. Eu voto sim. (…) Respeito a minha bancada, coloco no painel a orientação da bancada, mas o meu voto, e de todos que puderem me acompanhar, é sim pelo Rio de Janeiro”, declarou.

  • Rafael Brito vai relatar projeto que cria o “SUS da Educação”

    Rafael Brito vai relatar projeto que cria o “SUS da Educação”

    O deputado Rafael Brito (MDB-AL) foi designado como relator do projeto que cria o Sistema Nacional de Educação (SNE). O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). A proposta é considerada uma das mais estruturantes da área educacional e visa estabelecer um modelo cooperativo entre União, estados e municípios, garantindo mais equidade e continuidade às políticas públicas de ensino.

    Rafael Brito foi indicado por Hugo Motta para relatar projeto que aguarda votação na Câmara desde 2022

    Rafael Brito foi indicado por Hugo Motta para relatar projeto que aguarda votação na Câmara desde 2022Marina Ramos/Agência Câmara

    Presidente da Frente Parlamentar Mista da Educação, Rafael Brito articula as principais iniciativas legislativas voltadas ao setor. Para 2025, a Frente tem como prioridade a aprovação tanto do SNE quanto do novo Plano Nacional de Educação (PNE) e recebeu o compromisso de Hugo Motta de acelerar a tramitação de ambas as propostas.

    SUS da Educação

    Ao assumir a relatoria, Brito reforçou a importância do diálogo e da construção coletiva. “Desempenharemos um trabalho ouvindo os pares. Quem tem uma bancada como essa, com pessoas que dedicaram a vida à educação, não pode tratar um assunto dessa magnitude sozinho”, afirmou. O deputado também destacou o papel da Câmara em apresentar uma proposta que esteja à altura das expectativas da sociedade.

    A deputada Tabata Amaral (PSB-SP), vice-presidente da Frente e presidente da Comissão Especial do PNE, celebrou a escolha de Brito e reforçou o caráter essencial do SNE. “O Sistema Nacional de Educação é para nós o que o SUS é para a saúde. Ele organiza, estabelece responsabilidades e garante continuidade. Só com um plano e um sistema forte avançaremos de fato na educação”, destacou.

    O que é o SNE

    O projeto que cria o Sistema Nacional de Educação regulamenta a cooperação entre União, estados, Distrito Federal e municípios na formulação e execução das políticas educacionais, como prevê a Constituição Federal. A proposta tem como objetivo organizar, de forma integrada e coordenada, as ações de cada esfera de governo, garantindo maior eficiência, continuidade e equidade nas políticas públicas de ensino.

    Inspirado em modelos já consolidados, como o Sistema Único de Saúde (SUS) e o Sistema Único de Assistência Social (SUAS), o SNE propõe uma governança colaborativa entre os entes federados, sob coordenação da União, para alinhar programas, metas e investimentos educacionais.

    O projeto, de autoria do senador Flávio Arns (PSB-PR), foi aproivado pelo Senado em 2022. Desde então, aguarda andamento na Câmara.

  • Senado aprova ampliação das cotas sociais em concursos públicos

    Senado aprova ampliação das cotas sociais em concursos públicos

    O plenário do Senado aprovou, nesta quarta-feira (7), o projeto de lei 1.958/2021 que aumenta o percentual das cotas sociais nos concursos públicos para 30% e inclui indígenas e quilombolas. De autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), a matéria vai à sanção presidencial.

    Senador Paulo Paim

    Senador Paulo PaimJefferson Rudy/Agência Senado

    Relator da proposta, Humberto Costa (PT-PE) acolheu apenas as mudanças da Câmara dos Deputados à ementa do projeto. O senador propôs que o período de revisão da política de cotas aconteça a cada 10 anos, e não em cinco anos, como na proposta da Câmara. “O projeto perde muito do seu sentido se reduzirmos o tempo de avaliação”.

    O projeto aumenta o percentual das cotas nos concursos públicos de 20% para 30%. Além de pretos e pardos, hoje contemplados com a reserva das vagas em concursos, o projeto estende a prerrogativa a quilombolas e indígenas.

    A proposta mantém a confirmação complementar à autodeclaração racial. Para coibir fraudes e trazer segurança jurídica, a proposta prevê a padronização nacional das bancas de heteroidentificação, com participação de especialistas e garantia de recurso da decisão.

    “Os procedimentos de confirmação complementar à autodeclaração desempenham um papel crucial na verificação da autodeclaração racial dos candidatos pretos e pardos, assegurando que as vagas reservadas por cotas raciais sejam destinadas a quem realmente se enquadra enquanto beneficiário da política pública”, aponta o relatório.

    O senador Plínio Valério (PSDB-AM) rebateu um ponto do texto sob o argumento de que é “um extermínio dos pardos”, pois candidatos pardos muitas vezes são rejeitados pela ausência de traços negros para as bancas de heteroidentificação. Líder do PT no Senado, Rogério Carvalho (SE) respondeu que com o aperfeiçoamento, a “autodeclaração deve ser checada por uma banca”, para coibir fraudes.

  • Veja quais deputados votaram para suspender ação contra Ramagem

    Veja quais deputados votaram para suspender ação contra Ramagem

    A suspensão da ação penal contra o deputado Delegado Ramagem (PL-RJ) foi aprovada no plenário da Câmara por 315 votos a favor e 143 contrários, com quatro abstenções. O resultado suspende um processo contra Ramagem no Supremo Tribunal Federal (STF), que apura o possível envolvimento do deputado em uma trama golpista para manter Jair Bolsonaro no poder.

    Plenário da Câmara dos Deputados.

    Plenário da Câmara dos Deputados.Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    O resultado pode beneficiar o ex-presidente, que é réu na mesma ação penal. Aliados de Bolsonaro argumentam que a suspensão se aplicaria ao processo como um todo, o que também congelaria a ação contra o ex-presidente.

    Leia abaixo como cada deputado votou no plenário.

  • Câmara aprova política de combate à violência contra mulheres do campo

    Câmara aprova política de combate à violência contra mulheres do campo

    A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 4695/2024, que institui uma política nacional de enfrentamento à violência contra a mulher em áreas rurais. De autoria do deputado Fausto Pinato (PP-SP), a proposta recebeu parecer favorável da relatora, deputada Marussa Boldrin (MDB-GO).

    Isolamento geográfico e falta de serviços agravam a vulnerabilidade de mulheres rurais, dificultando denúncias e acesso à proteção.

    Isolamento geográfico e falta de serviços agravam a vulnerabilidade de mulheres rurais, dificultando denúncias e acesso à proteção.EBC

    Segundo a relatora, o texto oferece respostas concretas à violência vivida por mulheres no campo, onde a distância dos centros urbanos e a escassez de serviços essenciais, como saúde e proteção social, ampliam a vulnerabilidade das vítimas. “Essas adversidades, profundamente ligadas à opressão de gênero, contribuem para perpetuar o silenciamento dessas mulheres, dificultando sua luta por direitos e segurança”, afirmou Marussa.

    A parlamentar destacou ainda que a proposta está em sintonia com os compromissos pela igualdade de gênero, beneficiando não só as mulheres, mas o desenvolvimento das comunidades rurais.

    Diretrizes da política

    A política nacional deverá ser adotada por estados e municípios e prevê uma série de ações integradas, entre elas:

    • Campanhas de conscientização sobre os direitos das mulheres;
    • Fortalecimento de redes locais de apoio, com envolvimento de líderes comunitários, professores e profissionais de saúde;
    • Ações de capacitação para promover a autonomia econômica feminina;
    • Expansão do acesso aos serviços de saúde e apoio psicológico;
    • Formação específica para agentes de segurança pública e operadores da Justiça;
    • Criação de clínicas jurídicas móveis e canais de orientação gratuita para obtenção de medidas protetivas;
    • Desenvolvimento de aplicativos com informações para mulheres em situação de risco;
    • Promoção de emprego e renda no meio rural;
    • Monitoramento constante das ações implementadas;
    • Coordenação intersetorial com programas públicos já existentes.

    O projeto segue em caráter conclusivo e ainda será apreciado por outras três comissões da Câmara: Defesa dos Direitos da Mulher; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania. Caso seja aprovado nesses colegiados, seguirá para votação no Senado antes de ser sancionado.

  • STF começa análise de suspensão de processo contra Ramagem

    STF começa análise de suspensão de processo contra Ramagem

    O ministro Cristiano Zanin, presidente da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), convocou uma sessão virtual extraordinária a partir das 11h desta sexta-feira (9) até as 11h da terça-feira (13) para analisar a decisão da Câmara dos Deputados que determinou a suspensão da Ação Penal 2668 em relação ao deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ). A convocação atende a pedido do relator do caso, ministro Alexandre de Moraes.

    Sessão foi convocada a pedido de Alexandre de Moraes

    Sessão foi convocada a pedido de Alexandre de MoraesBruno Peres/Agência Brasil

    A controvérsia gira em torno da aplicação da imunidade parlamentar, prevista no artigo 53, parágrafo 3º da Constituição Federal, que permite à Câmara ou ao Senado sustar o andamento de uma ação penal contra um parlamentar por crime cometido após a diplomação, desde que haja aprovação da maioria absoluta dos membros da Casa.

    Na última quarta-feira (7), a Câmara, em sessão deliberativa extraordinária, aprovou a suspensão da ação penal, sob o argumento de que os crimes atribuídos a Ramagem ocorreram no exercício do mandato. O presidente da Casa, deputado Hugo Motta, formalizou a decisão ao STF na quinta-feira (8).

    No entanto, o relatório aprovado não distingue Ramagem dos demais réus e extrapola o entendimento do Supremo quanto ao alcance da imunidade parlamentar, o que gerou reação imediata do relator Moraes, que decidiu submeter a decisão ao colegiado da 1ª Turma.

    Os crimes atribuídos a Ramagem

    Em 26 de março, a Primeira Turma do STF aceitou integralmente a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no governo Jair Bolsonaro. Ele é acusado dos seguintes crimes:

    • Organização criminosa armada
    • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
    • Golpe de Estado
    • Dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União
    • Deterioração de patrimônio tombado

    Segundo a denúncia, os crimes fazem parte do esquema de tentativa de golpe de Estado e dos ataques aos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023, integrando a mesma ação penal que envolve Jair Bolsonaro e aliados.

    Zanin informou previamente a Câmara para que se manifestasse sobre a suspensão, especificamente em relação aos crimes cometidos após a diplomação de Ramagem, como exige a Constituição.

    O relator da proposta de sustação na Câmara, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), defendeu que a inclusão de Ramagem na mesma ação dos demais acusados foi decisão da PGR e do STF e que a natureza dos crimes se estende ao período posterior à diplomação.

    Aliados do governo, no entanto, classificaram a medida de manobra política para beneficiar Bolsonaro e aliados, estendendo a proteção parlamentar a crimes que, segundo o STF, não estão cobertos pela imunidade.

    O ministro Alexandre Moraes informou que a Ação Penal 2668 continuará em tramitação até que haja decisão final da 1ª Turma.

  • Câmara aprova medidas que reforçam segurança em áreas urbanas e rurais

    Câmara aprova medidas que reforçam segurança em áreas urbanas e rurais

    A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 4874/2024, que propõe ações para combater a criminalidade e fortalecer os órgãos de segurança em todo o país, tanto em áreas urbanas quanto rurais. De autoria do deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES), o texto recebeu parecer favorável do relator, deputado Sanderson (PL-RS).

    Entre as medidas previstas estão o mapeamento de locais com maior número de ocorrências policiais, o reforço no patrulhamento constante e a instalação de guaritas em regiões consideradas mais vulneráveis. A proposta também apoia a colaboração entre as forças policiais e as comunidades locais.

    O relator destacou a importância das guaritas como pontos de apoio logístico e vigilância. “Elas podem ser instaladas em entradas de bairros, distritos e comunidades, aumentando a sensação de segurança e facilitando o contato com a população”, afirmou.

    O deputado Sanderson (PL-RS) é o relator da proposta que aprova ações para enfrentamento ao crime

    O deputado Sanderson (PL-RS) é o relator da proposta que aprova ações para enfrentamento ao crimeBruno Spada/Câmara dos Deputados

    O projeto sugere ainda a criação de uma base nacional de dados sobre criminalidade em áreas vulneráveis, com o objetivo de melhorar as políticas públicas e apoiar ações de inteligência. Segundo Sanderson, essa medida deve preencher uma lacuna nos atuais bancos de dados das forças de segurança.

    A proposta também trata do financiamento para construção e manutenção das guaritas, indicando como fonte parte dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), até 2% do total empenhado, e o uso compartilhado das estruturas por diferentes órgãos públicos.

    A matéria será analisada agora pelas comissões de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo. Para se tornar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

  • Após pedido de Nikolas Ferreira, Justiça suspende descontos da Contag

    Após pedido de Nikolas Ferreira, Justiça suspende descontos da Contag

    Decisão de juiz da 14ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Distrito Federal suspendeu descontos associativos realizados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura (Contag). O juiz Federal Waldemar Claudio de Carvalho acolheu pedido do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) pedindo a suspensão de ofício que desbloqueou os descontos feitos pela associação.

    Deputado Nikolas Ferreira

    Deputado Nikolas FerreiraKayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    A ação popular ajuizada pelo parlamentar argumenta que “houve omissão dolosa e reiterada do então Ministro, Carlos Lupi, mesmo diante de alertas da CGU, investigações da Polícia Federal e ampla cobertura midiática, caracterizando desvio de finalidade e ato de improbidade administrativa”. O pedido de Nikolas Ferreira também pedia o afastamento do ex-ministro Carlos Lupi, demitido diante do escândalo de fraudes no INSS.

    Por este motivo, o Ministério Público Federal tinha se manifestado pela extinção do processo. Além de expor a exoneração do ministro, o que invalidou um dos pedidos do parlamentar, o órgão se manifestou no sentido de que as normas que permitiram os descontos indevidos pela Contag já foram revogadospelo juízo criminal.

    O juiz federal, por outro lado, acolheu parcialmente o pedido do deputado por reconhecer que o MPF apresentou argumento genérico sobre a suspensão dos descontos da Contag. “A alegação do Ministério Público Federal no sentido de que já teria ocorrido a suspensão dos descontos associativos em favor da Contag carece de comprovação efetiva nos autos”, escreveu.

    Na quinta-feira (8), a Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou na uma ação cautelar pedindo o bloqueio de R$ 2,56 bilhões em bens de 12 entidades sindicais e associativas acusadas de fraudes no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Apesar disso, o órgão não bloqueou valores da Contag. Segundo auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU), a entidade foi a que mais recebeu valores em 2024, R$ 435 milhões, o equivalente a 16,5% do total dos descontos em 2024.

    Veja abaixo quais foram as entidades bloqueadas e quanto receberam em 2024:

    1. Associação de Aposentados Mutualista para Benefícios Coletivos (AMBEC) – R$ 231,3 milhões
    2. Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional (AAPEN) – R$ 178,6 milhões
    3. União Nacional de Auxílio aos Servidores Públicos (UNASPUB) – R$ 141,5 milhões
    4. Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA) – R$ 132,8 milhões
    5. Centro de Estudos dos Benefícios dos Aposentados e Pensionistas (CEBAP) – R$ 131,6 milhões
    6. Caixa de Assistência aos Aposentados e Pensionistas (CAAP) – R$ 127,9 milhões
    7. Universo Associação dos Aposentados e Pensionistas dos Regimes Geral da Previdência Social (AAPPS UNIVERSO) – R$ 81,7 milhões
    8. Associação de Proteção e Defesa dos Direitos dos Aposentados e Pensionistas (APDAP PREV) – R$ 76,8 milhões
    9. Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil (AAPB) – R$ 64,6 milhões
    10. Associação no Brasil de Aposentados e Pensionistas da Previdência Social (AP BRASIL) – R$ 37,5 milhões
    11. Associação Brasileira dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (ASBRAPI) – menos de R$ 15 milhões
    12. Associação de Suporte Assistencial e Beneficente para Aposentados Servidores e Pensionistas do Brasil (ASABASP) – menos de R$ 15 milhões
  • Fraude no INSS “enojou o país”, diz Haddad

    Fraude no INSS “enojou o país”, diz Haddad

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, manifestou nesta segunda (12) seu repúdio às fraudes envolvendo descontos não autorizados sobre aposentadorias no Instituto Nacional do Seguro Nacional (INSS) . Ele defendeu punição exemplar aos responsáveis e o ressarcimento das vítimas, destacando que o escândalo “enojou o país inteiro”.

    “É um escândalo mesmo. Uma pessoa usar, o que tem de mais sagrado é a pessoa trabalhar a vida inteira e depois conseguir a sua aposentadoria, a sua pensão dignamente, uma pessoa focar esse público para levar vantagem, quer dizer, a partir de um crime, é uma coisa indigna num grau, realmente acho que enojou o país inteiro”, afirmou em entrevista ao Uol.

    Haddad elogiou a atuação da CGU na investigação da fraude.

    Haddad elogiou a atuação da CGU na investigação da fraude.
    Marcelo Camargo/Agência Brasil

    A operação revelou descontos não autorizados em benefícios previdenciários, feitos por meio de convênios entre o INSS e entidades sindicais. Estima-se que R$ 6,3 bilhões tenham sido desviados entre 2019 e 2024. A fraude levou à demissão do ministro da Previdência, Carlos Lupi, e do então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto.

    Haddad elogiou a atuação da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Advocacia-Geral da União (AGU). “A CGU, que foi quem descobriu a fraude, e o ministro Vinícius é um craque, é uma pessoa que tem alta patente de conhecimento técnico”, disse.

    O ministro destacou que as instituições já bloquearam parte dos recursos das associações investigadas. Ele afirmou que o governo precisa calcular o prejuízo exato e comparar com o valor bloqueado para ressarcir as vítimas. “A determinação do presidente é muito clara. A punição é exemplar dos responsáveis e o ressarcimento das pessoas lesadas.”

  • Invenção brasileira, urna eletrônica chega aos 29 anos

    Invenção brasileira, urna eletrônica chega aos 29 anos

    Em 13 de maio de 1996, o Brasil dava início a uma transformação histórica no seu processo eleitoral. Naquele dia, a Justiça Eleitoral implementava, pela primeira vez, a urna eletrônica. Quase três décadas depois, o equipamento se consolidou como um dos maiores símbolos de modernização do sistema democrático nacional.

    Urnas eletrônicas: sistema não registrou fraude em 29 anos de existência

    Urnas eletrônicas: sistema não registrou fraude em 29 anos de existênciaJosé Cruz/Agência Brasil

    Criada para enfrentar um passado marcado por fraudes eleitorais recorrentes, a urna eletrônica mudou para sempre a forma de votar no país. E, desde então, nenhum episódio de fraude foi comprovado no sistema eletrônico de votação, mesmo diante de ataques, muitas vezes motivados por desinformação, como os proferidos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado à perda dos direitos políticos por oito anos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por propagar alegações falsas contra o sistema eleitoral.

    “Em 29 anos de uso, nunca se comprovou qualquer fraude no sistema eletrônico de votação brasileiro. A urna eletrônica é, portanto, muito mais do que uma ferramenta tecnológica: é uma conquista cívica”, diz o TSE em nota publicada nesta terça-feira em seu portal.

    O projeto técnico da urna eletrônica foi elaborado por uma equipe multidisciplinar formada por especialistas de diversos órgãos, como a Justiça Eleitoral, as Forças Armadas, o Ministério da Ciência e Tecnologia e o Ministério das Comunicações.

    Batizado inicialmente de Coletor Eletrônico de Votos (CEV), o projeto tinha como meta automatizar o processo de votação e estabelecer as diretrizes para a implementação do novo sistema em mais de 50 municípios, a partir das Eleições Municipais de 1996.

    Histórico de fraudes

    Antes da informatização, práticas como “urnas grávidas” (votos depositados antes do processo de votação), troca ou roubo de urnas, “voto formiguinha” (cédulas oficiais eram desviadas e reutilizadas para fraudar sucessivos votos) e uso indevido de cédulas de reserva faziam parte das estratégias de manipulação eleitoral, muitas vezes com participação direta de autoridades locais. O processo de apuração era demorado, sujeito a erros e propenso a fraudes o resultado de uma eleição podia levar dias ou até meses para ser conhecido.

    Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, a adoção da tecnologia reduziu drasticamente a intervenção humana nos processos de votação e apuração, minimizando as brechas para adulterações.

    Desenvolvida no Brasil, a urna eletrônica foi inicialmente utilizada em 57 cidades, cobrindo cerca de 30% do eleitorado em 1996. Em apenas quatro anos, o sistema foi adotado em todos os municípios do país. Desde então, já são 14 modelos lançados, do pioneiro UE96 até o mais recente UE2022, com fabricação nacional em unidades localizadas em Ilhéus (BA) e Manaus (AM).

    Entre as principais inovações incorporadas estão:

    • Criptografia e lacres físicos reforçados, que garantem segurança;
    • Processos auditáveis em todas as etapas, do voto à totalização;
    • Interface acessível, com teclado em braile, fone de ouvido e Libras na tela;
    • Celeridade e eficiência energética, com apuração em minutos e menor impacto ambiental.

    Biometria e transparência

    Desde 2008, a Justiça Eleitoral passou a integrar a identificação biométrica ao sistema, reforçando o combate à fraude por meio da autenticação das impressões digitais de cada eleitor. Hoje, cerca de 86% dos mais de 150 milhões de eleitores já têm seus dados biométricos registrados.

    A biometria também se conecta à Identificação Civil Nacional, unificando dados para facilitar o acesso a serviços públicos e ampliar a segurança das relações do cidadão com o Estado.

    Alvo de desinformação

    Mesmo com os avanços tecnológicos e a ausência de qualquer fraude comprovada, o sistema foi alvo de desinformação. Entre 2019 e 2022, Jair Bolsonaro fez 183 declarações falsas sobre a urna eletrônica, segundo levantamento do Monitor do Debate Político da USP. Acusações como “não é auditável” ou “não é confiável” foram repetidas dezenas de vezes, mesmo desmentidas por especialistas, entidades fiscalizadoras e pelo próprio TSE.

    Em 2022, a defesa do então presidente chegou a solicitar a anulação dos votos de 250 mil urnas com base em um relatório questionável, elaborado por auditoria contratada por sua campanha. O pedido foi rejeitado pelo TSE, que reforçou a integridade técnica e jurídica do sistema eleitoral brasileiro.

    Mais de 40 países já testaram ou usam algum tipo de tecnologia eleitoral digital. No entanto, apenas o Brasil e a Índia adotam urnas eletrônicas em larga escala nacional. Nos Estados Unidos, a votação eletrônica é descentralizada e coexistem diversos modelos. Em países como Bélgica, França e Venezuela, o uso é limitado ou parcial.