Categoria: CONGRESSO EM FOCO

  • Comissão vota benefícios a bons pagadores de financiamentos públicos

    Comissão vota benefícios a bons pagadores de financiamentos públicos

    Está na pauta da reunião desta terça-feira (29) da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), do Senado, o Projeto de Lei nº 1558/2022, que estabelece a concessão de descontos e benefícios financeiros a cidadãos adimplentes em financiamentos que utilizam recursos públicos. O projeto, de autoria do senador Eduardo Braga (MDB-AM), tem parecer favorável da relatora, senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO).

    Projeto é de autoria do senador Eduardo Braga

    Projeto é de autoria do senador Eduardo BragaAscom/Eduardo Braga

    A proposta altera a Lei nº 12.424/2011, que regulamenta o Cadastro Positivo, banco de dados que registra o histórico de bom pagador de consumidores e empresas. O texto determina que os dados do Cadastro Positivo poderão ser usados para conceder vantagens financeiras a quem está em dia com seus compromissos e já amortizou mais de 75% da dívida original.

    Entre os benefícios previstos estão bônus de adimplência, descontos em transações financeiras e outros incentivos. A regra, se aprovada, valerá para contratos de financiamento que utilizam recursos públicos, como programas de crédito governamentais. A operacionalização dos benefícios será regulamentada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

    Reconhecimento aos bons pagadores

    Ao justificar o projeto, o senador Eduardo Braga destacou que, enquanto programas como o Fies (para estudantes inadimplentes) e os diversos programas de refinanciamento de dívidas (Refis) aliviam a situação de quem não consegue pagar suas obrigações, não existia ainda um estímulo efetivo aos bons pagadores. Segundo ele, é necessário corrigir essa assimetria.

    A relatora, senadora Dorinha Seabra, concordou e elogiou a proposta. Segundo ela, além de valorizar o comportamento responsável dos adimplentes, o projeto pode estimular a redução das taxas de juros, já que os bancos terão informações mais seguras sobre o perfil de risco dos tomadores de crédito.

    De acordo com a análise da CAE, como os benefícios são voltados a financiamentos com mais de 75% da dívida amortizada, o impacto fiscal deve ser reduzido. Além disso, o projeto prevê que o Conselho Monetário Nacional estabelecerá normas complementares para garantir que a concessão dos benefícios não comprometa o equilíbrio fiscal.

    Se passar pela CAE, o projeto seguirá para análise da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática (CCT), em decisão terminativa.

  • Câmara dos Deputados debate importância dos agentes de saúde

    Câmara dos Deputados debate importância dos agentes de saúde

    Câmara debate importância dos agentes comunitários de saúde para a sociedade.

    Câmara debate importância dos agentes comunitários de saúde para a sociedade.Tomaz Silva/Agência Brasil

    A Câmara dos Deputados realizará uma comissão geral nesta terça-feira (29), às 9 horas, para discutir a relevância dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de combate às endemias para o bem-estar da população brasileira. A sessão plenária foi convocada a pedido do deputado Zé Neto (PT-BA).

    O deputado argumenta que a saúde é um direito fundamental de todo cidadão, sendo responsabilidade do Estado assegurar as condições necessárias para o seu pleno exercício. Diante disso, Zé Neto defende a necessidade de o governo proporcionar aos agentes comunitários de saúde e de combate às endemias uma infraestrutura de trabalho mais adequada.

    “Reconhecer e homenagear esses agentes de saúde é não apenas um ato de justiça, mas também uma forma de reconhecermos a importância do trabalho em equipe e da dedicação desses profissionais na construção de uma sociedade mais saudável e equitativa”, diz Zé Neto.

    Confira a pauta da sessão.

  • Câmara aprova projeto que amplia repasses da Lei Aldir Blanc

    Câmara aprova projeto que amplia repasses da Lei Aldir Blanc

    Proposta foi relatada pela deputada Jandira Feghali

    Proposta foi relatada pela deputada Jandira FeghaliBruno Spada/Agência Câmara

    A Câmara dos Deputados aprovou, na noite dessa segunda-feira (29), o projeto de lei que redefine os critérios para o repasse de recursos da Lei Aldir Blanc para estados e municípios. A proposta, de autoria do deputado José Guimarães (PT-CE), foi aprovada na forma de um substitutivo da relatora Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e agora seguirá para análise do Senado. O projeto repete o conteúdo da Medida Provisória 1274/24, que perde a vigência na próxima quinta-feira (1º).

    Desde o fim de 2023, um decreto estipulava que municípios precisavam comprovar a execução de pelo menos 60% dos recursos recebidos para obter novos repasses. Com o novo projeto, municípios com até 500 mil habitantes terão de comprovar a execução mínima de 50% dos recursos. Para os demais municípios, os estados e o Distrito Federal, a exigência de 60% permanece.

    O projeto também altera o prazo de repasse dos R$ 15 bilhões previstos originalmente para cinco anos, permitindo a flexibilização desse cronograma conforme a execução dos recursos pelos entes federativos. Se houver saldo não utilizado, os repasses anuais poderão ser inferiores ao teto de R$ 3 bilhões.

    Além disso, o plano de aplicação dos recursos poderá ser plurianual, permitindo um planejamento de longo prazo para as políticas culturais locais.

    Continuidade de política nacional

    Uma das principais alterações promovidas por Jandira Feghali foi a previsão de continuidade da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (Pnab) após a liberação dos R$ 15 bilhões iniciais. O financiamento será realizado por meio de recursos definidos em cada lei orçamentária anual.

    Jandira defendeu a proposta como essencial para a cultura nacional: “O setor audiovisual, apesar de sua importância cultural e econômica, ainda não atingiu a autossustentabilidade financeira. Os mecanismos de fomento são fundamentais para garantir sua continuidade e crescimento”.

    Fundos de cultura e novos parâmetros

    Outra novidade é a exigência de que, a partir de 2027, os estados e municípios possuam fundos de cultura para receber os recursos da Lei Aldir Blanc. Hoje, essa obrigatoriedade ainda não existia.

    A proposta também atualiza o critério populacional para o rateio dos recursos, que passará a considerar os dados existentes ao final de 2024.

    Segundo o Ministério da Cultura, as mudanças visam substituir o modelo de convênios de curto prazo por uma política pública estável e de planejamento contínuo.

    Apoio ampliado ao cinema nacional

    O substitutivo aprovado também incorporou o texto da Medida Provisória 1280/24, que prorroga até 31 de dezembro de 2029 os benefícios fiscais do Recine (Regime Especial de Tributação para Desenvolvimento da Atividade de Exibição Cinematográfica). O Recine desonera tributos federais para implantação e modernização de salas de cinema, principalmente em cidades do interior.

    No âmbito da Lei do Audiovisual, o projeto também atualiza os valores dos benefícios fiscais concedidos:

    • Limite de R$ 300 milhões em 2025, com aumentos previstos para R$ 803 milhões em 2026 e R$ 849 milhões em 2027.
    • O teto de captação para projetos audiovisuais subiu de R$ 7 milhões para R$ 21 milhões, corrigido com base no IPCA acumulado mais um reajuste real de 15%.

    A Ancine ficará responsável por estabelecer metas, objetivos e indicadores para acompanhar a execução dos benefícios.

  • Cor vermelha na camisa da seleção brasileira não tem cunho político

    Cor vermelha na camisa da seleção brasileira não tem cunho político

    Camisa tradicional da CBF e a camisa vermelha.

    Camisa tradicional da CBF e a camisa vermelha.Reprodução/Redes sociais

    O novo uniforme vermelho da Seleção brasileira, que será lançado em março de 2026 pela Nike, substituirá a tradicional camisa azul como segundo uniforme do time. A decisão foi tomada por estratégia comercial da fornecedora de material esportivo e teve aval da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A escolha da cor não tem qualquer relação com manifestações políticas.

    O projeto foi definido sem que houvesse unanimidade dentro da CBF. Alguns dirigentes preferiam que o uniforme vermelho fosse introduzido como uma terceira opção, para evitar controvérsias. Contudo, a Nike, que não adota terceiras camisas para seleções, optou por substituir o segundo uniforme. A estratégia visa evitar concorrência interna entre produtos e maximizar as vendas.

    Leia também: Camisa vermelha da seleção é alvo de protestos de parlamentares

    A camisa vermelha também carregará o símbolo da marca Jordan, ligada à lenda do basquete Michael Jordan e pertencente à Nike. A estratégia de marketing com a Jordan é usada em outras equipes no mundo, como o Paris Saint-Germain, e visa ampliar o apelo comercial da peça.

    Embora a camisa vermelha já tenha gerado discussões, é importante destacar que o conceito é exclusivamente publicitário. A Nike e a CBF pretendem lançar o uniforme com o objetivo de atingir novos públicos e reforçar as vendas às vésperas da Copa do Mundo, que será realizada nos Estados Unidos, no Canadá e no México.

    Discussão sobre estatuto da CBF

    O lançamento da nova camisa toca também em uma questão estatutária. De acordo com o estatuto da CBF, os uniformes da seleção devem adotar as cores da bandeira da entidade verde, amarelo, azul e branco. A predominância do vermelho, portanto, demandaria uma alteração formal no documento, salvo se o uniforme for considerado uma edição comemorativa, como ocorreu com a camisa preta usada em amistoso contra a Espanha em 2024.

    Trecho do Estatuto da CBF.

    Trecho do Estatuto da CBF.Reprodução

    Leia também: “Comunista”: veja os memes sobre o uniforme vermelho da seleção

    Associações nas redes sociais: o vermelho e o pau-brasil

    Nas redes sociais, vários usuários têm associado a cor vermelha da nova camisa ao pau-brasil, árvore que deu origem ao nome do país. A palavra “Brasil” deriva do termo “bersil”, utilizado para designar “brasa” uma referência à cor vermelha intensa da madeira do pau-brasil. Ao longo do tempo, a espécie passou a ser chamada de pau-brasil, também conhecida por outros nomes como pau-vermelho, pau-de-pernambuco e muirapiranga. Por isso, para muitos, a camisa vermelha pode simbolizar uma conexão histórica com a identidade nacional, sem qualquer conotação política.

  • Conselho de medicina do DF investiga visitas a Bolsonaro na UTI

    Conselho de medicina do DF investiga visitas a Bolsonaro na UTI

    O Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) anunciou que vai investigar as visitas feitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília. Internado desde 13 de abril, Bolsonaro passou por uma cirurgia de 12 horas para tratar uma obstrução intestinal.

    Jair Bolsonaro acompanhado do filho Carlos, na UTI.

    Jair Bolsonaro acompanhado do filho Carlos, na UTI.Reprodução/Facebook (@jairmessias.bolsonaro)

    Segundo o CRM, o acesso às UTIs deve obedecer a critérios técnicos definidos pelo hospital, com respaldo da Comissão de Controle de Infecção e conforme normas nacionais. A entidade ressaltou que a apuração ocorrerá sob sigilo e respeitando o devido processo legal.

    Os boletins diários de acompanhamento da saúde de Bolsonaro, divulgados pelo hospital, vêm incluindo a recomendação de não receber visitas. O ex-presidente, porém, já recebeu em seu quarto pessoas que não são da família, como o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o pastor Silas Malafaia. Também recebeu uma notificação, entregue por uma oficiala de Justiça, para se defender na ação penal que corre no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.

    Leia abaixo a nota do conselho.

    Nota do CRM-DF

    Nota do CRM-DFReprodução/Facebook (@crmdfoficial)

  • Oposição protocola pedido de CPI do INSS; Veja quem assinou

    Oposição protocola pedido de CPI do INSS; Veja quem assinou

    A oposição formalizou, nesta quarta-feira (30), o requerimento para instituição de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar os descontos não autorizados de R$ 6,3 bilhões no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). O requerimento de iniciativa do Coronel Chrisóstomo (PL-RO) recebeu 185 assinaturas. Na Câmara, o necessário para se apresentar o pedido de abertura de CPI são 171 assinaturas, equivalente a um terço da Casa. Agora xabe ao presidente da Casa decidir se será instalada ou não. (Veja abaixo quem são os deputados que apoiam a CPI).

    Deputado Coronel Chrisóstomo

    Deputado Coronel ChrisóstomoKayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    “A criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) intitulada ‘CPI da Fraude no INSS’ é imprescindível diante das graves denúncias de irregularidades envolvendo o Sindnapi/FS (Sindicato Nacional dos Aposentados) e outras entidades sindicais”, argumentou o parlamentar no pedido. “A gravidade das acusações exige uma investigação parlamentar aprofundada para esclarecer a extensão das fraudes, identificar os responsáveis e avaliar o impacto sobre aposentados e pensionistas”.

    A Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal (PF) e Controladoria-Geral da União (CGU) na última quinta-feira, revelou um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões. A investigação culminou na demissão do presidente do instituto, Alessandro Stefanutto. As ações ocorreram no Distrito Federal e em 13 estados.

    Segundo os investigadores, entidades que representavam aposentados e pensionistas teriam realizado cobranças associativas não autorizadas, diretamente descontadas da folha de pagamento de aposentadorias e pensões. O montante desviado é estimado em impressionantes R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.

    A justificativa das entidades para os descontos incluía a oferta de benefícios como planos de saúde, seguros e auxílio-funeral, mas os valores eram cobrados sem autorização prévia dos beneficiários, que só perceberam os descontos ao consultarem seus extratos e, em muitos casos, recorreram à Justiça.

    No pedido de abertura da CPI, o deputado ainda menciona José Ferreira da Silva, irmão do presidente Lula. Conhecido como Frei Chico, José é vice-presidente do Sindnapi, sindicato que recebeu R$ 77,1 milhões em contribuições, em 2024, sendo alvo de suspensão administrativa pela CGU e de investigações criminais.

    A Comissão Parlamentar de Inquérito tem poder de investigação próprio das autoridades judiciais, com a convocação de testemunhas, requisição de documentos aos órgãos públicos, entre outros. A CPI, porém, não tem o poder de julgar e sentenciar os suspeitos, apenas pode recomendar ao Ministério Público essas ações. O colegiado também pode incluir no relatório final novos projetos de lei para combater os problemas investigados.

    Veja quem assinou o requerimento:

    1. Coronel Chrisóstomo – PL/RO
    2. Bibo Nunes – PL/RS
    3. Zé Trovão – PL/SC
    4. Zucco – PL/RS
    5. Delegado Paulo Bilynskyj – PL/SP
    6. Silvia Waiãpi – PL/AP
    7. Messias Donato – REPUBLIC/ES
    8. Mauricio do Vôlei – PL/MG
    9. Mario Frias – PL/SP
    10. Capitão Alberto Neto – PL/AM
    11. Coronel Meira – PL/PE
    12. Pastor Eurico – PL/PE
    13. Carlos Jordy – PL/RJ
    14. Dr. Fernando Máximo – UNIÃO/RO
    15. Coronel Fernanda – PL/MT
    16. Rosana Valle – PL/SP
    17. Jefferson Campos – PL/SP
    18. Sargento Fahur – PSD/PR
    19. Capitão Alden – PL/BA
    20. Pr. Marco Feliciano – PL/SP
    21. Roberta Roma – PL/BA
    22. Delegado Caveira – PL/PA
    23. Luiz Philippe de Orleans e Bragança – PL/SP
    24. Mauricio Marcon – PODE/RS
    25. Sanderson – PL/RS
    26. Marcelo Moraes – PL/RS
    27. Delegado Palumbo – MDB/SP
    28. Coronel Assis – UNIÃO/MT
    29. Osmar Terra – MDB/RS
    30. Sargento Portugal – PODE/RJ
    31. Dr. Luiz Ovando – PP/MS
    32. Lincoln Portela – PL/MG
    33. Cabo Gilberto Silva – PL/PB
    34. Rodrigo Valadares – UNIÃO/SE
    35. Junio Amaral – PL/MG
    36. Helio Lopes – PL/RJ
    37. Rodrigo da Zaeli – PL/MT
    38. Felipe Francischini – UNIÃO/PR
    39. Mendonça Filho – UNIÃO/PE
    40. Wellington Roberto – PL/PB
    41. Rodolfo Nogueira – PL/MS
    42. Delegado Ramagem – PL/RJ
    43. Carlos Sampaio – PSD/SP
    44. Adilson Barroso – PL/SP
    45. Coronel Ulysses – UNIÃO/AC
    46. Gustavo Gayer – PL/GO
    47. Filipe Martins – PL/TO
    48. Joaquim Passarinho – PL/PA
    49. Pezenti – MDB/SC
    50. Reinhold Stephanes – PSD/PR
    51. Sóstenes Cavalcante – PL/RJ
    52. Clarissa Tércio – PP/PE
    53. Ricardo Guidi – PL/SC
    54. General Girão – PL/RN
    55. José Medeiros – PL/MT
    56. Vicentinho Júnior – PP/TO
    57. Paulinho da Força – SOLIDARI/SP
    58. Capitão Augusto – PL/SP
    59. Kim Kataguiri – UNIÃO/SP
    60. Luiz Carlos Hauly – PODE/PR
    61. Zé Silva – SOLIDARI/MG
    62. Silvye Alves – UNIÃO/GO
    63. Altineu Côrtes – PL/RJ
    64. Gisela Simona – UNIÃO/MT
    65. David Soares – UNIÃO/SP
    66. Alberto Fraga – PL/DF
    67. Gilvan da Federal – PL/ES
    68. Diego Garcia – REPUBLIC/PR
    69. Luiz Lima – NOVO/RJ
    70. Luiz Carlos Busato – UNIÃO/RS
    71. Pedro Lupion – PP/PR
    72. Nelson Barbudo – PL/MT
    73. Nicoletti – UNIÃO/RR
    74. Nikolas Ferreira – PL/MG
    75. Any Ortiz – CIDADANIA/RS
    76. Julia Zanatta – PL/SC
    77. Daniela Reinehr – PL/SC
    78. Sargento Gonçalves – PL/RN
    79. Marcel van Hattem – NOVO/RS
    80. Carla Dickson – UNIÃO/RN
    81. Dr. Frederico – PRD/MG
    82. Rosangela Moro – UNIÃO/SP
    83. Luiz Fernando Vampiro – MDB/SC
    84. Evair Vieira de Melo – PP/ES
    85. Fred Linhares – REPUBLIC/DF
    86. Adriana Ventura – NOVO/SP
    87. Missionário José Olimpio – PL/SP
    88. André Fernandes – PL/CE
    89. Carla Zambelli – PL/SP
    90. Dr. Jaziel – PL/CE
    91. Dayany Bittencourt – UNIÃO/CE
    92. Cristiane Lopes – UNIÃO/RO
    93. Rodrigo Estacho – PSD/PR
    94. Amaro Neto – REPUBLIC/ES
    95. Zé Haroldo Cathedral – PSD/RR
    96. Roberto Monteiro Pai – PL/RJ
    97. Alfredo Gaspar – UNIÃO/AL
    98. Fernando Rodolfo – PL/PE
    99. Raimundo Santos – PSD/PA
    100. Giovani Cherini – PL/RS
    101. Eros Biondini – PL/MG
    102. Daniel Agrobom – PL/GO
    103. Franciane Bayer – REPUBLIC/RS
    104. Giacobo – PL/PR
    105. Ossesio Silva – REPUBLIC/PE
    106. Marcio Alvino – PL/SP
    107. Soraya Santos – PL/RJ
    108. Marcelo Álvaro Antônio – PL/MG
    109. Miguel Lombardi – PL/SP
    110. Zé Vitor – PL/MG
    111. Chris Tonietto – PL/RJ
    112. Dr. Zacharias Calil – UNIÃO/GO
    113. Luiz Carlos Motta – PL/SP
    114. Silas Câmara – REPUBLIC/AM
    115. Tião Medeiros – PP/PR
    116. Marcos Pereira – REPUBLIC/SP
    117. Daniel Freitas – PL/SC
    118. Weliton Prado – SOLIDARI/MG
    119. Fausto Santos Jr. – UNIÃO/AM
    120. Pedro Westphalen – PP/RS
    121. Silvia Cristina – PP/RO
    122. Ricardo Salles – NOVO/SP
    123. Thiago Flores – REPUBLIC/RO
    124. Allan Garcês – PP/MA
    125. Magda Mofatto – PRD/GO
    126. Pastor Diniz – UNIÃO/RR
    127. Afonso Hamm – PP/RS
    128. Marcelo Crivella – REPUBLIC/RJ
    129. Domingos Sávio – PL/MG
    130. Alexandre Guimarães – MDB/TO
    131. Bia Kicis – PL/DF
    132. Maurício Carvalho – UNIÃO/RO
    133. Caroline de Toni – PL/SC
    134. General Pazuello – PL/RJ
    135. Gilson Marques – NOVO/SC
    136. Delegado Éder Mauro – PL/PA
    137. Aluisio Mendes – REPUBLIC/MA
    138. Marcos Pollon – PL/MS
    139. Roberto Duarte – REPUBLIC/AC
    140. Saulo Pedroso – PSD/SP
    141. Delegado Matheus Laiola – UNIÃO/PR
    142. Professor Alcides – PL/GO
    143. Matheus Noronha – PL/CE
    144. Daniel Trzeciak – PSDB/RS
    145. Emidinho Madeira – PL/MG
    146. Paulo Freire Costa – PL/SP
    147. Stefano Aguiar – PSD/MG
    148. Thiago de Joaldo – PP/SE
    149. Rosângela Reis – PL/MG
    150. Eli Borges – PL/TO
    151. Mauricio Neves – PP/SP
    152. Delegado Bruno Lima – PP/SP
    153. Lafayette de Andrada – REPUBLIC/MG
    154. Greyce Elias – AVANTE/MG
    155. Coronel Armando – PL/SC
    156. Ronaldo Nogueira – REPUBLIC/RS
    157. Lucas Redecker – PSDB/RS
    158. Fausto Pinato – PP/SP
    159. Paulo Alexandre Barbosa – PSDB/SP
    160. Ana Paula Leão – PP/MG
    161. Simone Marquetto – MDB/SP
    162. Celso Russomanno – REPUBLIC/SP
    163. Filipe Barros – PL/PR
    164. Eduardo Velloso – UNIÃO/AC
    165. Gustinho Ribeiro – REPUBLIC/SE
    166. André Ferreira – PL/PE
    167. Geovania de Sá – PSDB/SC
    168. Delegado Fabio Costa – PP/AL
    169. Icaro de Valmir – PL/SE
    170. Neto Carletto – AVANTE/BA
    171. Vitor Lippi – PSDB/SP
    172. Renilce Nicodemos – MDB/PA
    173. Ismael – PSD/SC
    174. Pauderney Avelino – UNIÃO/AM
    175. Rafael Simoes – UNIÃO/MG
    176. Otoni de Paula – MDB/RJ
    177. Maria Rosas – REPUBLIC/SP
    178. Alex Manente – CIDADANIA/SP
    179. Sergio Souza – MDB/PR
    180. Da Vitoria – PP/ES
    181. Ricardo Maia – MDB/BA
    182. Beto Pereira – PSDB/MS
    183. Alceu Moreira – MDB/RS
    184. Ely Santos – REPUBLIC/SP
    185. Covatti Filho – PP/RS
  • Câmara pede suspensão de Gilvan da Federal por ataque a Gleisi

    Câmara pede suspensão de Gilvan da Federal por ataque a Gleisi

    A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados solicitou a suspensão cautelar do mandato de Gilvan da Federal (PL-ES) por seis meses, após declarações ofensivas à ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT). O parlamentar usou a tribuna para associá-la ao apelido “Amante”, presente em planilhas da Odebrecht, e afirmou que a pessoa com esse codinome deveria ser “uma prostituta do caramba”.

    O deputado Gilvan da Federal (PL-ES), acusado de quebra de decoro parlamentar.

    O deputado Gilvan da Federal (PL-ES), acusado de quebra de decoro parlamentar.Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    A declaração foi feita durante audiência da Comissão de Segurança Pública com o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. Na ocasião, Gilvan também mencionou o apelido “Lindinho”, ligado ao deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), companheiro de Gleisi.

    A Corregedoria da Câmara considerou que as falas ultrapassam os limites da liberdade de expressão e violam o decoro parlamentar. Com base nesse entendimento, enviou de ofício um relatório à Mesa Diretora, que protocolou representação ao Conselho de Ética. O colegiado tem até três dias úteis para decidir se abre processo contra o deputado. Se não houver deliberação, o pedido pode ser levado ao plenário.

    Assinada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e por outros quatro integrantes da direção da Casa, a representação afirma que Gilvan fez insinuações abertamente ultrajantes, desonrosas e depreciativas. O texto ressalta que é a primeira vez que a Casa recorre a um mecanismo criado na gestão de Arthur Lira (PP-AL) para acelerar a punição de deputados.

    Além do episódio envolvendo Gleisi, Gilvan foi alvo de críticas recentes ao dizer que queria que Lula morresse durante discussão sobre projeto que desarma a segurança pessoal do presidente. Ele acabou se retratando após reação da Advocacia-Geral da União.

  • Damares entra na Justiça para barrar posse de ministro da Previdência

    Damares entra na Justiça para barrar posse de ministro da Previdência

    A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) entrou com ação na Justiça Federal de Brasília para tentar impedir a posse de Wolney Queiroz como novo ministro da Previdência Social. A nomeação foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última sexta-feira (2), após a demissão de Carlos Lupi, envolvido na crise provocada pelas fraudes bilionárias no INSS.

    A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) é a autora do pedido.

    A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) é a autora do pedido.Geraldo Magela/Agência Senado

    Na petição de 27 páginas protocolada na madrugada deste sábado (3), Damares sustenta que a nomeação de Queiroz representa a “permanência da estrutura que ignorou alertas sobre os descontos indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas”.

    Segundo a senadora, o agora ministro esteve presente em reuniões do Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS) nas quais foram denunciadas as irregularidades entre elas uma, em junho de 2023, quando a conselheira Tônia Galletti teria alertado para os descontos não autorizados. A ação destaca também a presidência de Queiroz na 303ª reunião do CNPS, em abril de 2024, quando um relatório detalhado sobre o caso foi apresentado.

    Além de tentar barrar a posse de Queiroz, Damares solicita que o caso seja remetido à Câmara dos Deputados, para avaliar se a nomeação de Lula configura crime de responsabilidade. A petição também requer a aplicação de multa diária de R$ 1 milhão, caso o presidente mantenha o novo ministro no cargo.

  • Governo troca indicado para diretoria da Anvisa

    Governo troca indicado para diretoria da Anvisa

    O presidente Lula encaminhou ao Senado a indicação de Thiago Lopes Cardoso Campos para ocupar o cargo de diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A nomeação foi publicada na edição desta segunda-feira (5) do Diário Oficial da União. Simultaneamente, o Executivo solicitou a retirada da indicação de Diogo Penha Soares para a mesma função.

    A vaga em questão decorre do término do mandato de Alex Machado Campos, que renunciou ao posto antes do fim do período previsto. Com isso, cabe agora ao Senado avaliar o nome de Campos em sabatina e votação em plenário, como determina o rito para ocupação de cargos em agências reguladoras.

    Edifício-sede da Anvisa, em Brasília.

    Edifício-sede da Anvisa, em Brasília.Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

    A Anvisa é a agência responsável por regular e fiscalizar produtos e serviços relacionados à saúde no Brasil. O nome de Thiago Lopes Cardoso Campos ainda não tem data definida para análise no Senado.

    Quem é o novo nomeado

    Thiago Lopes Cardoso Campos é advogado sanitarista, vice-presidente do Instituto de Direito Sanitário Aplicado (Idisa), conselheiro estadual de saúde da Bahia e consultor jurídico da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Em artigo publicado no portal Migalhas, chegou a defender o fim da escala de trabalho 6×1, pauta que deve ser defendida pelo governo Lula nos próximos dias no Congresso Nacional.

  • As emendas e o poder: 79 anos de disputa pelo orçamento

    As emendas e o poder: 79 anos de disputa pelo orçamento

    As emendas parlamentares representam hoje uma das principais engrenagens do sistema político brasileiro. Criadas como instrumento de participação do Congresso na definição do orçamento, elas passaram a concentrar bilhões de reais em repasses anuais, dando aos parlamentares poder direto sobre a aplicação de recursos públicos. Em 2025, essa fatia soma mais de R$ 50 bilhões quase um quarto do orçamento discricionário da União.

    A crescente influência das emendas transformou sua execução em moeda de troca entre Executivo e Legislativo. Presidentes negociam apoio político oferecendo liberação de recursos. Parlamentares, por sua vez, garantem obras, programas e benefícios para suas bases eleitorais. O uso desses recursos, porém, tem gerado polêmicas recorrentes, alimentado escândalos e provocado sucessivos embates com o Judiciário.

    Instrumento de barganha, disputa e poder, as emendas somam hoje mais de R$ 50 bilhões no orçamento da União.

    Instrumento de barganha, disputa e poder, as emendas somam hoje mais de R$ 50 bilhões no orçamento da União.José Cruz/Agência Brasil

    Veja também: compreenda como funcionam as emendas parlamentares e a sua importância como moeda de troca na política atual.

    Diante das disputas atuais que envolvem bloqueios do Supremo Tribunal Federal, novas regras de transparência e disputas por protagonismo entre os Poderes , resgatar a trajetória das emendas parlamentares ajuda a entender como esse mecanismo ganhou centralidade na política nacional. A seguir, conheça o panorama histórico das origens, avanços, retrocessos e reviravoltas que moldaram o sistema até aqui.

    Da origem à centralização

    Antes de 1946, o modelo orçamentário brasileiro não previa a figura da emenda parlamentar que conhecemos hoje. Em regimes anteriores, como o da Constituição de 1891, o próprio Legislativo elaborava o orçamento. A Carta de 1934 introduziu a coautoria entre os poderes, mas ainda de forma incipiente: até então, peças orçamentárias eram inespecíficas, apenas definindo normas gerais. Durante a ditadura do Estado Novo (19371945), a peça orçamentária era imposta por decreto presidencial, sem passar pelo Congresso.

    Com a redemocratização, a Constituição de 1946 não apenas retomou a lógica de co-participação, como pouco a pouco foram construídas normas de reforma orçamentária para construir no Brasil o modelo conhecido como “orçamento moderno”, no qual se tem metas bem definidas e uma listagem clara sobre qual receita será implementada em qual ação ou programa.

    Com isso, nasceu o primeiro sistema de emendas parlamentares semelhante ao atual, em que parlamentares conseguem incluir destinações de interesse de seus mandatos na peça orçamentária. Não havia limite para o número de alterações nem exigência de indicação da fonte de recursos.

    O resultado foi a aprovação de orçamentos superdimensionados e, muitas vezes, inexequíveis. Como a liberação do dinheiro seguia sob controle do Executivo, esse desequilíbrio reforçava sua capacidade de manipular a execução conforme o apoio político recebido. Ulysses Guimarães chegou a relatar a frase constantemente ouvida por deputados que buscavam o Ministério da Fazenda em 1963 para pedir que suas emendas fossem empenhadas: “existe a verba, senhor deputado, mas não há dinheiro”.

    A primeira norma a regulamentar a apresentação de emendas foi aprovada apenas às vésperas do golpe militar de 1964: a lei 4320, de 17 de março daquele ano, proibia, por exemplo, alterações que envolvessem obras não aprovadas ou serviços ainda não criados.

    Repressão e restrição

    Com o golpe de 1964, o regime militar impôs freios ao poder orçamentário do Congresso. A Constituição de 1967 proibiu emendas que aumentassem despesas totais, medida mantida na Carta de 1969. Durante todo o período da ditadura, o Congresso teve participação limitada na alocação dos recursos públicos.

    Redemocratização e escândalos

    A Constituição de 1988 devolveu ao Legislativo o direito de propor emendas ao orçamento, agora dentro de um sistema dividido entre Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e Lei Orçamentária Anual (LOA). Mas a execução das emendas continuava a depender do governo federal, que podia vetar, ignorar ou postergar os repasses.

    Essa brecha favoreceu a barganha política. Em 1993, estourou o escândalo dos anões do orçamento, revelando um esquema de corrupção em que deputados vendiam emendas em troca de propina. O caso resultou na cassação de mandatos e revelou a fragilidade dos mecanismos de controle.

    Consolidação institucional

    A grande mudança ocorreu em 2015, com a aprovação da Emenda Constitucional 86, que criou o chamado orçamento impositivo. A nova regra obrigou o governo a executar as emendas individuais apresentadas por parlamentares, dentro de um teto calculado com base na receita corrente líquida da União. Metade do valor deveria ser aplicada obrigatoriamente em saúde.

    A regra foi ampliada em 2019 para incluir também as emendas de bancada, elaboradas coletivamente pelos parlamentares de cada estado. No mesmo ano, surgiram as chamadas emendas de transferência especial conhecidas informalmente como “emendas Pix” , que dispensam a vinculação a projetos específicos.

    O orçamento secreto

    A partir de 2020, as emendas de relator (RP 9), até então um instrumento técnico do trâmite orçamentário, passaram a ser usadas como ferramenta de distribuição política de recursos. O modelo permitia que parlamentares fizessem indicações indiretas, sem que seus nomes fossem registrados. A prática ficou conhecida como orçamento secreto.

    Em 2022, o Supremo Tribunal Federal declarou sua inconstitucionalidade, apontando falta de transparência e critérios técnicos.

    Embates recentes

    Mesmo após o fim do orçamento secreto, as emendas continuam no centro do debate político. Em 2024, o STF suspendeu as emendas Pix, questionando a ausência de regras para sua distribuição. Também determinou que o Congresso esclareça os critérios das emendas de comissão, ainda de execução facultativa e sob influência de líderes partidários.

    A disputa resultou na lei complementar 210/2024, uma regulamentação ampla para o sistema. Mesmo após sua aprovação, as controvérsias persistem. O capítulo mais recente envolve a suspeita de um acordo oculto entre líderes no Congresso para que parte das emendas de comissão fiquem sob controle direto de seus partidos.

    Hoje, o volume de recursos sob controle do Legislativo atinge cifras recordes. Em 2025, as emendas parlamentares devem somar R$ 50,4 bilhões, frente a R$ 170 bilhões previstos para execução direta do governo federal.