Categoria: CONGRESSO EM FOCO

  • Prefeito de BH, Fuad Noman teve parada cardiorrespiratória à noite

    Prefeito de BH, Fuad Noman teve parada cardiorrespiratória à noite

    O prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), 77 anos, está internado em estado grave após sofrer uma parada cardiorrespiratória na noite de terça-feira (25). Segundo boletim médico divulgado na manhã desta quarta (26), ele foi reanimado, mas evoluiu para um quadro de choque cardiogênico, necessitando de altas doses de medicamentos para manter a pressão arterial.

    O prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman, foi reeleito em 2024 para o comando da capital mineira.

    O prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman, foi reeleito em 2024 para o comando da capital mineira.Alexandre Rezende/Folhapress

    Ainda de acordo com o boletim, Noman está com insuficiência renal aguda e respira com auxílio de aparelhos. Ele segue internado no Hospital Mater Dei, na região Centro-Sul da capital mineira, onde está desde 3 de janeiro para acompanhamento de seu tratamento oncológico.

    Durante o afastamento do titular, o vice-prefeito Álvaro Damião (União Brasil) permanece como prefeito interino. Em 2023, Fuad revelou publicamente que enfrentava um linfoma abdominal e passou por quimioterapia durante a pré-campanha eleitoral. Foi declarado curado pouco antes da eleição.

    Esta é a quinta internação do prefeito desde que assumiu o cargo em substituição a Alexandre Kalil, que deixou a prefeitura para disputar o governo de Minas em 2022.

  • Debora do “perdeu, mané” não recebeu proposta de acordo, afirma PGR

    Debora do “perdeu, mané” não recebeu proposta de acordo, afirma PGR

    Ao contrário da maioria dos presos denunciados por participação nos ataques às sedes dos três poderes em 8 de janeiro de 2023, a cabeleireira Debora Rodrigues dos Santos, conhecida por ter deixado escrito “Perdeu, mané” com batom na Estátua da Justiça durante os atos de depredação, não recebeu uma proposta de acordo de Não-Persecução Penal. Em nota, a Procuradoria-Geral da República (PGR) afirma que a denunciada não cumpre os requisitos para o recebimento da oferta.

    Debora Rodrigues dos Santos ficou conhecida ao escrever

    Debora Rodrigues dos Santos ficou conhecida ao escrever “Perdeu, Mané” na Estátua da Justiça durante atos de 8 de janeiro.Gabriela Biló/Folhapress

    Acordos de 8 de janeiro

    Dentre os cerca de 1,5 mil processos contra os presos por participação nos ataques às sedes dos três poderes em 8 de janeiro de 2023, cerca de um terço foram encerrados sem a necessidade de julgamento. Até o mês de fevereiro, 527 acusados haviam firmado Acordos de Não-Persecução Penal (ANPPs) junto à Procuradoria-Geral da República.

    ANPPs são acordos oferecidos pelo Ministério Público para encerrar uma disputa quando o acusado responde por um crime de baixo potencial ofensivo: o denunciado admite ter cometido o crime e é dispensado do cumprimento da pena em troca do cumprimento dos termos. Cerca de mil denunciados pelos atos de 8 de janeiro receberam a oferta, mas metade não aceitou.

    Os termos oferecidos pela PGR no caso dos presos de 8 de janeiro foram, além da confissão, o pagamento de uma multa de R$ 5 mil, a vedação ao uso de redes sociais ao longo de dois anos e a realização de um curso sobre democracia, fornecido gratuitamente pelo próprio Ministério Público. Na visão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, o grande número de recusas demonstra a postura radical de muitos dos denunciados.

    Oferta negada

    Entre os requisitos para que uma pessoa possa ter direito a firmar um ANPP, está a necessidade de o crime ser de pena inferior a quatro anos de prisão e sem o uso de violência ou grave ameaça. De acordo com a PGR, esse foi o motivo pelo qual Debora ficou de fora da lista.

    Os crimes pelos quais ela responde são os de associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima, além de deterioração de patrimônio tombado. “A gravidade dos crimes imputados na denúncia, bem como as penas mínimas relacionadas ao caso não são condizentes com a formalização de ANPP”, afirma o Ministério Público.

    Julgamento

    O julgamento de Debora ocorre no plenário virtual do STF, onde o relator, ministro Alexandre de Moraes, propõe a pena de 14 anos de prisão. Seu voto é acompanhado pelo ministro Flávio Dino. O processo está suspenso desde segunda-feira (24) graças a um pedido de vistas do ministro Luiz Fux, que afirmou nesta quarta (26) que fará uma revisão da dosimetria da pena, propondo uma menor.

  • Saiba como vão ficar os salários dos militares após reajuste

    Saiba como vão ficar os salários dos militares após reajuste

    O governo federal publicou nesta quinta-feira (28) uma medida provisória que atualiza a tabela de soldos dos militares das Forças Armadas. Os novos valores passam a valer a partir de 1º de abril e terão um segundo reajuste em janeiro de 2026. A MP foi assinada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, que ocupa o cargo de presidente enquanto Lula está em viagem pela Ásia.

    A medida altera a Lei 13.954/2019, que reestruturou a carreira militar e instituiu o Sistema de Proteção Social dos Militares. De acordo com a MP, o aumento está condicionado à vigência da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025.

    Reajuste nos soldos das Forças Armadas será dividido em duas etapas.

    Reajuste nos soldos das Forças Armadas será dividido em duas etapas.Paulo Pinto/Agência Brasil

    O reajuste será de 9%, sendo 4,5% em abril e 4,5% em janeiro de 2026. Pela nova tabela, o soldo de um general de exército (ou equivalente na Marinha e na Aeronáutica) passará de R$ 13.471 para R$ 14.077 em abril, e para R$ 14.711 em janeiro de 2026. Já o de um terceiro-sargento, hoje em R$ 3.825, subirá para R$ 3.997 no próximo mês e R$ 4.177 no início do próximo ano (leia a tabela completa mais abaixo).

    Por ser uma medida próvisória, a nova tabela entra em vigor imediatamente, mas precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias, ou perde a validade.

  • Argentina sob Milei quer novo empréstimo do FMI de US$ 20 bilhões

    Argentina sob Milei quer novo empréstimo do FMI de US$ 20 bilhões

    O presidente da Argentina Javier Milei

    O presidente da Argentina Javier MileiEduardo Anizelli/Folhapress

    A Argentina está em busca de um novo empréstimo junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI), no valor de US$ 20 bilhões, com o objetivo, segundo o governo de Javier Milei, de reforçar as reservas do Banco Central (BC) do país. Críticos afirmam que essa medida visa evitar o aumento da inflação devido à escassez de dólares.

    Historicamente, a Argentina já realizou 23 empréstimos com o FMI. “O montante que nós acordamos com o staff [equipe técnica do FMI], que o board [diretoria-executiva do Fundo] ainda precisa decidir se aprova ou não, é de US$ 20 bilhões. É muito superior ao montante que se vem escutando de algumas pessoas”, declarou o ministro da Economia, Luis Caputo, nesta quinta-feira (27), durante um evento do setor de seguros latino-americanos.

    Até o momento, não há informações sobre as exigências que o FMI poderá impor para a concessão do novo empréstimo. O chefe da política econômica do governo argentino mencionou que está em negociação com outras instituições financeiras, como o Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF), para obter empréstimos “de livre disponibilidade”. O anúncio do ministro ocorre poucos dias após ele ter se recusado a fornecer detalhes sobre as negociações com o FMI.

    O diretor do Observatório da Dívida Pública Argentina, o historiador Alejandro Olmos Gaona, comentou que Caputo buscou acalmar o mercado financeiro, que tem enfrentado pressão cambial nos últimos dias, resultado de especulações sobre o acordo com o Fundo. “Em um mês, US$ 1,4 bilhão foi gasto para acalmar o mercado de câmbio, e agora o dólar continua subindo. Esta declaração do ministro certamente, como ele disse, visa acalmar um pouco a taxa de câmbio e os mercados”, afirmou o diretor à Agência Brasil.

    Olmos Gaona também avaliou que o empréstimo é uma resposta à necessidade do governo de manter um câmbio artificialmente baixo por meio da venda de dólares no mercado. “O governo precisa desesperadamente de dólares para fortalecer o Banco Central e seguir controlando a inflação [por meio da injeção de dólares na economia], porque esse é o único elemento que tem dado muito apoio ao presidente Milei. O que não se sabe é quanto vão mandar, que condições vão impor e o que vão fazer, depois, com esse dinheiro”, comentou o especialista.

    A inflação na Argentina, em decorrência da recessão que o país enfrentou, caiu de 287% ao ano, em março de 2024, para 66% ao ano, em fevereiro de 2025, conforme dados oficiais. O diretor do Observatório da Dívida Argentina destacou que as reservas do BC têm diminuído constantemente. “Isso não permite ao governo seguir mantendo uma ficção de um dólar que não sobe”, disse.

    A imprensa argentina tem noticiado que uma das exigências que o FMI pode fazer é a redução ou eliminação dos controles cambiais existentes no país, como a proibição de que as pessoas comprem mais de US$ 200 por mês. A possibilidade de instituir um câmbio totalmente livre tem elevado a procura por dólares.

    A expectativa do governo de Javier Milei é fechar o acordo até a metade de abril. Se concretizado, este será o terceiro empréstimo com o Fundo desde que o governo de Maurício Macri firmou um acordo em 2018, que envolveu empréstimos de US$ 56 bilhões. O governo Milei argumenta que o objetivo é “sanear” as reservas do Banco Central (BC), que atualmente estão baseadas em títulos do Tesouro, trocando esses títulos por dólares. Com isso, em vez de dever ao BC, o governo argentino passaria a dever ao FMI, e o BC teria suas reservas em dólares, e não mais em títulos do Tesouro.

    A operação, segundo o ministro da Economia, Luis Caputo, proporcionaria maior estabilidade à moeda local, o peso argentino, fortalecendo o controle inflacionário sem aumentar o total da dívida do país. “[O dinheiro] não é para financiar gastos, nem para financiar déficits, mas para recapitalizar o ativo do Banco Central. O que nós buscamos com este acordo é que a gente possa ficar tranquila que, finalmente, os pesos tenham respaldo no BC”, afirmou o ministro.

    Caputo espera que, com o empréstimo, as reservas do BC argentino cheguem a US$ 50 bilhões. Atualmente, o banco possui reservas estimadas em US$ 26 bilhões. Para efeito de comparação, o Banco Central do Brasil encerrou 2024 com reservas na ordem de US$ 329,7 bilhões.

    O diretor do Observatório da Dívida Pública da Argentina, Alejandro Olmos, questiona o argumento de Caputo de que o novo empréstimo não traz riscos por não aumentar nominalmente a dívida do governo. “Não é o mesmo dever ao BC, que é da estrutura do Estado, que não faz exigências, não pede ajustes. Além disso, a dívida com o BC pode ser refinanciada permanentemente. Já o FMI estabelece condições muito restritas, exige regulamentações econômicas, monitorando e controlando a economia do país”, ponderou.

    Olmos destacou que, atualmente, a dívida argentina está em torno de US$ 471 bilhões, exigindo um pagamento de juros anuais na casa dos US$ 22 bilhões. Ao contrário da Argentina, o Brasil possui sua dívida pública quase toda em reais, o que facilita o pagamento e o refinanciamento dos passivos.

    Para o especialista Alejandro Olmos, o novo empréstimo não é sustentável, e ele defende uma estratégia para resolver o problema da dívida pública. “O problema é que o poder econômico, os economistas, os teóricos, insistem que a única via possível para o desenvolvimento de um país é por meio do endividamento. Entendem que a única solução é seguir se endividando e, lamentavelmente, a história da Argentina demonstra que todos esses acordos com FMI sempre fracassaram”, concluiu o historiador.

    Por outro lado, existe a expectativa de que a exploração das reservas de petróleo e gás na região de Vaca Muerta traga receitas e dólares, o que pode permitir que a Argentina continue financiando suas dívidas. “O que passa é que são políticas conjunturais, não há planificação do Estado para um desenvolvimento sustentável”, finalizou Olmos.

  • Deputado do PL é condenado a indenizar Gleisi por chamá-la de “amante”

    Deputado do PL é condenado a indenizar Gleisi por chamá-la de “amante”

    O deputado estadual paranaense Ricardo Arruda (PL) foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (JDFT) a indenizar a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, em R$ 7 mil e a se retratar publicamente por chamá-la de “amante” em uma postagem no Instagram em outubro de 2024. Na ocasião, referindo-se à então presidente do PT em um vídeo, Arruda afirmou que ela estaria “esbravejando porque ouviu a verdade” e que “todos os presos de todos os presídios do Brasil comemoraram a vitória” de Lula nas eleições de 2022.

    Gleisi em sua posse como ministra das Relações Institucionais

    Gleisi em sua posse como ministra das Relações InstitucionaisJosé Cruz/Agência Brasil

    Gleisi Hoffmann acionou a Justiça, alegando que a publicação a reduziu a “mero objeto sexual” e a desqualificou como mulher, explorando um boato de cunho sexual. Sua defesa destacou o grande alcance da publicação, visto que Arruda possuía 267 mil seguidores à época.

    A defesa do deputado estadual argumentou que o termo foi usado como “ironia política”, sem intenção misógina, e que suas declarações estariam protegidas pela liberdade de expressão. Alegaram também que a expressão “a tal da amante” já era utilizada nas redes sociais por causda de um codinome atribuída a Gleisi na chamada “lista da Odebrecht”, com citações de políticos e valores. Gleisi foi inocentada do inquérito, derivado da Operação Lava Jato.

    A juíza Tatiana Dias, do TJDFT, considerou que as falas do deputado colocaram as partes em situação “vexatória e de extremo constrangimento social”, agravado pelo potencial de disseminação nas redes sociais. Embora tenha reconhecido que o termo já circulava anteriormente, inclusive ligado a planilhas da Odebrecht, a magistrada entendeu que a finalidade da postagem de Arruda era “vexatória” e desrespeitosa com a ministra tanto como figura política quanto como pessoa.

    Com a decisão, Arruda deverá pagar a indenização e realizar uma retratação pública. Ele também foi condenado a arcar com as custas processuais e ainda pode recorrer da sentença.

  • Deputado propõe projeto que aumenta pena por injúria racial

    Deputado propõe projeto que aumenta pena por injúria racial

    O projeto de lei 309/25, de autoria do deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), prevê punições mais severas para quem for condenado por injúria racial, incluindo a perda de cargos ou funções públicas e o cancelamento do registro profissional. O texto pretende modificar tanto a lei Antirracismo quanto o Código Penal.

    Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ) é autor da proposta

    Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ) é autor da propostaCleia Viana/Câmara dos Deputados

    Segundo o deputado responsável pela iniciativa, “embora a lei já preveja penas de reclusão e multa para esse crime, a realidade demonstra que tais medidas, isoladamente, mostram-se insuficientes para coibir a prática”.

    Desde 2023, com a sanção da lei 14.532, a injúria racial passou a ser considerada uma forma de racismo, resultando em penas mais duras: reclusão de dois a cinco anos e aplicação de multa. A legislação também determina que o crime é imprescritível e não admite fiança.

    A proposta legislativa será submetida à análise das comissões de Trabalho; de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, com tramitação em caráter conclusivo.

    Para entrar em vigor, o texto precisa ser aprovado tanto pela Câmara quanto pelo Senado.

  • Nesta quarta: lançamento de livro de ex-ministro do Supremo dos EUA

    Nesta quarta: lançamento de livro de ex-ministro do Supremo dos EUA

    Será na próxima quarta-feira (2) o lançamento do livro “A Autoridade da Suprema Corte e o Perigo da Política”, de Stephen Breyer, ex-juiz da Suprema Corte dos EUA, no Biblioteca do Supremo Tribunal Federal (STF). O evento começa às 18h. 

    Lançamento do livre de ex-juiz da Suprema Corte norte-americana será na quarta-feira, 2 de abril

    Lançamento do livre de ex-juiz da Suprema Corte norte-americana será na quarta-feira, 2 de abrilCongresso em Foco

    A obra explora a relação entre a política e a Suprema Corte norte-americana, oferecendo uma reflexão sobre os desafios da instância máxima do Judiciário nos Estados Unidos em um cenário de polarização política. O ministro do STF Luís Roberto Barroso assina o prefácio da edição brasileira, que foi traduzida para o português por Georges Abboud, Gustavo Vaugh e Gabriel Teixeira.

    “Não existe uma fórmula mágica para preservar a confiança na Corte, nem tampouco para impedir a acusação, universalmente repetida, de que seus membros são políticos de toga e sem votos. Tal percepção se tornou inevitável num mundo crescentemente polarizado”, explica o ministro Barroso no prefácio brasileiro da obra, expondo as questões centrais do livro. “Nesse cenário conflagrado, a única libertação para uma Suprema Corte é interpretar a Constituição com integridade, coerência e fundamentação transparente e inteligível. E ter em conta que a legitimidade da sua missão não se confunde com a popularidade de seus membros”.

    Stephen Breyer, 86 anos, foi ministro da Suprema Corte dos Estados Unidos por mais de 28 anos. Assumiu o cargo por nomeação do então presidente Bill Clinton em 1994 e aposentou-se em 2022 “ainda em boa forma física e intelectual”, segundo o prefácio do ministro Barroso. Atualmente ocupa a cadeira de professor de direito administrativo em Harvard.

  • Comissão do Senado aprova pena maior para violência em escolas

    Comissão do Senado aprova pena maior para violência em escolas

    A Comissão de Educação do Senado aprovou nesta terça-feira (1) o PL 3613/2023, que aumenta as penas para crime de homicídio e de lesão corporal praticados dentro de escolas. O texto também inclui esses casos no rol de crimes hediondos, o que impõe regras mais rigorosas para o cumprimento da pena.

    A matéria teve a relatoria do senador Confúcio Moura (MDB-RO).

    O projeto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados. Com a aprovação, ele segue agora para análise da Comissão de Segurança Pública do Senado.

    O senador Confúcio Moura (MDB-RO) relatou a proposta na comissão.

    O senador Confúcio Moura (MDB-RO) relatou a proposta na comissão.Geraldo Magela/Agência Senado

    A proposta muda as penas para dois tipos de crime:

    • Pelo projeto, o cometimento de homicídio simples (pena de 6 a 20 anos de prisão) dentro de uma instituição de ensino passa a ser considerado como agravante. A pena pode ser aumentada em um terço se cometida contra uma pessoa com deficiência e em dois terços se o autor for familiar, companheiro, tutor ou empregador da vítima ou se for professor ou funcionário da escola.
    • Se for cometido em uma instituição de ensino, o crime de lesão corporal passa a ter a pena aumentada de um terço a dois terços. A pena também pode ser aumentada em um terço se a vítima for pessoa com deficiência e em dois terços se o autor for familiar, companheiro, tutor ou empregador da vítima ou se for professor ou funcionário da escola.

    A proposta ainda propõe que crimes de homicídio, lesão corporal dolosa de natureza gravíssima e lesão corporal seguida de morte passem a ser considerados como crimes hediondos quando forem cometidos dentro de uma instituição de ensino. Com isso, eles passariam a não permitir pagamento de fiança ou a possibilidade de anistia.

  • CCJ do Senado aprova pena maior para roubo de cabos elétricos

    CCJ do Senado aprova pena maior para roubo de cabos elétricos

    A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (2) o projeto de lei 4872/2024, que endurece as penas para furto, roubo e receptação de fios, cabos e equipamentos usados na transmissão de energia elétrica, telefonia e dados. O texto também agrava a punição para crimes que interrompam ou prejudiquem serviços públicos essenciais. O relator foi o senador Marcelo Castro (MDB-PI).

    O projeto insere dispositivos no Código Penal para prever penas específicas e mais rigorosas para os crimes, quando envolvem estruturas de serviços públicos, como redes elétricas e de telecomunicações:

    • No caso de furto desses materiais, a pena será de dois a oito anos de reclusão.
    • Quando houver violência, a punição poderá chegar a 12 anos.
    • Também será punido com o dobro da pena quem receptar esse tipo de material.

    Projeto também responsabiliza concessionárias que usarem cabos ou equipamentos oriundos de crime.

    Projeto também responsabiliza concessionárias que usarem cabos ou equipamentos oriundos de crime.tonchin2024 (via Pixabay)

    A proposta determina ainda que as concessionárias que usarem cabos ou equipamentos oriundos de crime sejam responsabilizadas administrativamente. Por outro lado, isenta temporariamente essas empresas de sanções regulatórias quando ficarem impossibilitadas de prestar os serviços devido a furtos ou roubos, desde que isso seja comprovado. O cálculo de indicadores de qualidade também deverá desconsiderar essas interrupções.

    Inicialmente, o projeto previa mudar também a pena para o crime de lavagem de dinheiro, reduzindo seu patamar mínimo. O relator, no entanto, considerou que esse ponto estava fora do escopo do projeto e acolheu emenda para suprimir a alteração.

    O texto já foi aprovado na Câmara dos Deputados. Se passar pelo plenário do Senado sem receber nenhuma modificação adicional, vai à sanção do presidente da República.

  • Lula lidera todos os cenários de 2º turno para 2026, aponta Quaest

    Lula lidera todos os cenários de 2º turno para 2026, aponta Quaest

    A nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (3) mostra que, mesmo em meio a um cenário de desaprovação crescente, o presidente Lula (PT) segue como favorito para a eleição presidencial de 2026. O levantamento revela que Lula venceria todos os principais nomes da direita em simulações de segundo turno, embora em alguns casos com vantagem reduzida. Com o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está inelegível, a diferença está no limite da margem de erro, com o petista numericamente à frente.

    Lula aparece como favorito na disputa contra todos candidatos da direita

    Lula aparece como favorito na disputa contra todos candidatos da direitaRicardo Stuckert/PR

    O levantamento foi realizado com 2.004 entrevistas presenciais entre os dias 27 e 31 de março, em 120 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com índice de confiança de 95%.

    Disputa com Bolsonaro é a mais apertada

    No cenário mais simbólico, que simula uma reedição do segundo turno de 2022, Lula aparece com 44% das intenções de voto, contra 40% do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que está inelegível até 2030. O resultado configura empate técnico, considerando a margem de erro. Outros 3% estão indecisos, e 13% pretendem votar em branco, nulo ou se abster. Bolsonaro, no entanto, está inelegível até 2030.

    Simulações

    A pesquisa também simulou embates com outros potenciais candidatos da direita. Em todos os cenários, Lula aparece na frente:

    Michelle Bolsonaro (PL): Lula 44% x 38%

    Tarcísio de Freitas (Republicanos): Lula 43% x 37%

    Ratinho Júnior (PSD): Lula 43% x 35%

    Eduardo Bolsonaro (PL): Lula 45% x 34%

    Pablo Marçal (PRTB): Lula 44% x 35%

    Romeu Zema (Novo): Lula 43% x 31%

    Ronaldo Caiado (União): Lula 44% x 30%

    Embora continue na liderança, o levantamento mostra tendência de queda nas intenções de voto do presidente, enquanto alguns adversários, como Zema e Caiado, vêm ganhando terreno desde a pesquisa anterior, de janeiro.

    Cenário espontâneo e percepção de risco político

    Na pesquisa espontânea em que os eleitores citam livremente em quem votariam apenas três nomes foram lembrados com mais de 1%: Lula (9%), Bolsonaro (7%) e Tarcísio (1%). A maioria dos entrevistados (80%) ainda não tem candidato definido.

    Outro dado relevante foi a percepção sobre qual possibilidade causaria mais medo aos eleitores: 44% disseram temer mais a volta de Bolsonaro, enquanto 41% indicaram receio pela continuidade de Lula.

    Desafio

    Mesmo com sinais de desgaste político e oscilação negativa nas pesquisas, Lula entra na corrida de 2026 com uma vantagem consolidada sobre todos os nomes testados da oposição. O desafio do presidente será conter a queda em sua aprovação e fortalecer sua base diante do avanço gradual de nomes alternativos da direita.

    A pesquisa também evidencia a falta de unidade no campo conservador, com nenhum adversário ultrapassando a casa dos 38% nas simulações de segundo turno o que mantém o atual presidente como o nome mais competitivo do cenário nacional até o momento.

    Desaprovação

    A mesma Quaest divulgou nessa quarta-feira (2) registrou aumento significativo da desaprovação de Lula, de sete pontos percentuais nos últimos dois meses. O levantamento aponta que, atualmente, 41% dos brasileiros aprovam a gestão do presidente, enquanto 56% a desaprovam, representando os piores índices de seu mandato até o momento. Outros 3% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder à questão.

    Este é o primeiro momento em que a taxa de desaprovação de Lula supera a de aprovação, estabelecendo uma diferença de 15 pontos percentuais entre elas. Na pesquisa anterior, realizada em janeiro, a aprovação era de 47% e a desaprovação de 49%. Naquela ocasião, as duas taxas apresentavam um empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.