Categoria: CONGRESSO EM FOCO

  • Lewandowski prepara projeto para tipificar o crime de ecocídio

    Lewandowski prepara projeto para tipificar o crime de ecocídio

    O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, apresentou à Casa Civil a versão inicial de um projeto de lei que estabelece o crime de ecocídio. O texto prevê punições severas para quem provocar danos ambientais de grande magnitude.

    A proposta é de responsabilizar pessoas ou empresas que causarem destruição massiva de ecossistemas, com efeitos duradouros sobre a biodiversidade, o clima, a saúde pública ou os modos de vida de populações humanas e não humanas. As penas variam conforme a gravidade do dano, indo de cinco a quarenta anos de prisão, além de multa.

    Projeto inclui punição a empresas e pessoas que causarem destruição irreversível da natureza.

    Projeto inclui punição a empresas e pessoas que causarem destruição irreversível da natureza.Marcelo Camargo/Agência Brasil

    O projeto também determina que as sanções financeiras aplicadas aos condenados sejam revertidas para o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, ligado ao Ministério do Meio Ambiente. Crimes cometidos em benefício de organizações criminosas ou que resultem em mortes terão punições mais severas.

    O texto equipara ao ecocídio ações como desmatamento ilegal de áreas protegidas, lançamento de resíduos que ameacem a saúde e grandes incêndios florestais. Atividades econômicas, inclusive agrícolas, que causem danos irreversíveis ao meio ambiente também entram no escopo da nova tipificação penal.

    A iniciativa acontece um ano após o início do período de secas de 2024, marcado pela explosão no número de queimadas ilegais provocadas em todas as regiões do país. Os incêndios chegaram a deixar grandes cidades dentro e fora da Amazônia, como Manaus, Brasília e São Paulo, cobertas de fumaça. A temporada também corresponde ao que ficou conhecido em 2019 como “dia do fogo”, outra onda deliberada de incêndios criminosos, desta vez concentrados na região Norte.

  • Lula não sanciona Dia da Amizade com Israel; Alcolumbre promulga lei

    Lula não sanciona Dia da Amizade com Israel; Alcolumbre promulga lei

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não se manifestou sobre o projeto que institui o Dia da Amizade Brasil-Israel e deixou que a promulgação ficasse a cargo do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O prazo legal para sanção ou veto da lei terminou no dia 18 de junho.

    O presidente Lula, com Davi Alcolumbre: tarefa de promulgar lei do Dia da Amizade com Israel ficou com o presidente do Congresso.

    O presidente Lula, com Davi Alcolumbre: tarefa de promulgar lei do Dia da Amizade com Israel ficou com o presidente do Congresso.Mateus Bonomi/AGIF/Folhapress

    Leia aqui o texto aprovado no Congresso.

    Lei nasceu de proposta do governo Dilma

    A ideia original foi enviada ao Congresso ainda em 2013, no primeiro mandato de Dilma Rousseff, após ela vetar uma versão anterior por conflito com o Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino. A nova data escolhida, 12 de abril, marca a criação da representação brasileira em Israel em 1951.

    Com o silêncio de Lula, e passadas as 48 horas previstas pela Constituição, a promulgação coube a Alcolumbre, que é judeu. A promulgação foi comunicada oficialmente pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa.

  • Senado aprova modificação no Programa Nacional de Alimentação Escolar

    Senado aprova modificação no Programa Nacional de Alimentação Escolar

    O Senado aprovou nesta terça-feira (24) projeto de lei que modifica o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). A proposição apresentada pela deputada Luizianne Lins (PT-CE) prevê que alimentos do programa sejam entregues com prazo de validade maior para evitar a perda dos produtos alimentícios. A matéria retorna à Casa autora, a Câmara dos Deputados.

    Alimentação nas escolas.

    Alimentação nas escolas.Divulgação/Prefeitura de Goiânia

    O texto estabelece que o período para entrega dos produtos alimentícios deve acontecer quando a diferença da data do recebimento e do prazo de validade do produto for maior que a metade do período entre fabricação e validade. Por exemplo, se um alimento foi fabricado em janeiro deste ano e vence em janeiro de 2026, a entrega deveria acontecer antes de junho, que corresponde à metade de um ano.

    A previsão para essas entregas com um prazo de validade restante maior deverá constar do instrumento convocatório e do contrato para aquisição de gêneros alimentícios no âmbito do programa. A responsabilidade de zelar pelo cumprimento dessa determinação quanto aos prazos de validade dos alimentos será do Conselho de Alimentação Escolar.

    O PNAE atualmente fornece alimentação aos mais de 47 milhões de estudantes da educação básica em todo o Brasil. A política pública contribui para a segurança alimentar e para a educação nutricional de milhões de crianças e adolescentes em um momento em que há insegurança alimentar severa e aumento da obesidade em nossa população.

    “O cuidado com os alimentos oferecidos em nossas escolas deve ser redobrado, de forma a assegurar gêneros nutritivos e em boas condições de consumo, segundo os padrões estabelecidos, evitando riscos à saúde como infecções e intoxicação alimentar, conforme já sustentado no parecer da CAS. É isso que pretende a proposição ao determinar que os gêneros devem ter no ato da entrega um prazo de validade ajustado de forma a permitir o consumo”, apontou a senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) em seu parecer.

    A matéria vai retornar à Câmara dos Deputados em razão das modificações feitas no Senado. A Casa ajustou a obrigação de aquisição de alimentos da agricultura familiar.

    A legislação atual do PNAE prevê uma porcentagem mínima de adquirir 30% dos alimentos provenientes da agricultura familiar, a senadora propôs aumentar para 45%. Segundo o Executivo, esta porcentagem já é a média nacional, o que demonstra a viabilidade do ajuste, segundo Daniella Ribeiro.

  • Boca de urna: Parlamentares pedem votos no Prêmio Congresso em Foco

    Boca de urna: Parlamentares pedem votos no Prêmio Congresso em Foco

    A votação para o Prêmio Congresso em Foco já começou e os parlamentares não perdem tempo. A distribuição de santinhos virtuais já começou nas principais redes sociais, com senadores, deputados e até partidos buscando os eleitores na premiação mais importante da política brasileira.

    Deputados e senadores já começaram a fazer campanha pelo voto popular no Prêmio Congresso em Foco.

    Deputados e senadores já começaram a fazer campanha pelo voto popular no Prêmio Congresso em Foco.Arte Congresso em Foco

    A votação popular vai eleger 10 parlamentares como os Melhores na Câmara dos Deputados e 5 como os Melhores no Senado Federal. A eleição, como indica o regulamento, vai passar por uma auditoria externa.

    A disputa pelo voto popular é, tradicionalmente, a categoria mais competitiva do Prêmio. É o momento que os representantes eleitos pela população acionam as suas redes sociais em busca do apoio dos seguidores. Só não vale showmício e fake news.

    Veja abaixo as manifestações dos parlamentares até agora em busca do voto popular.

    Reprodução/Instagram

  • STF tem 8 votos para ampliar responsabilidade das redes sociais

    STF tem 8 votos para ampliar responsabilidade das redes sociais

    Sessão plenária do STF de hoje.

    Sessão plenária do STF de hoje.Antonio Augusto/STF

    O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nesta quarta-feira (25) o julgamento sobre a constitucionalidade do artigo 19 do Marco Civil da Internet (lei 12.965/2014), que trata da responsabilização civil das plataformas digitais por conteúdos gerados por terceiros. O julgamento ocorre nos Recursos Extraordinários 1.037.396 (Tema 987) e 1.057.258 (Tema 533), ambos com repercussão geral reconhecida.

    A maioria já havia se formado em sessão anterior, no sentido de relativizar a exigência de ordem judicial prévia para responsabilizar civilmente os provedores. O entendimento predominante na Corte é de que, em determinadas circunstâncias, a manutenção de conteúdo ilícito após ciência inequívoca da plataforma pode gerar responsabilidade, mesmo sem decisão judicial específica.

    Na sessão desta quarta-feira, votaram os ministros Cármen Lúcia e Edson Fachin. Cármen acompanhou a corrente majoritária, ao defender uma interpretação conforme a Constituição para o artigo 19, apontando que a norma, da forma como está redigida, fragiliza a proteção de direitos fundamentais diante da rápida propagação de conteúdos ilícitos nas redes.

    Fachin divergiu e se posicionou pela manutenção integral da redação original do dispositivo. Para ele, a exigência de ordem judicial para remoção evita excessos e preserva a liberdade de expressão. O ministro argumentou que eventuais mudanças no modelo legal devem ser promovidas pelo Legislativo, e não pelo Judiciário.

    Com oito votos até o momento a favor da responsabilização mais ampla das plataformas, resta apenas o voto do ministro Nunes Marques. Conforme anunciado pelo presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso, o julgamento será novamente suspenso ao fim dos votos para que os ministros consolidem as teses jurídicas a serem fixadas, de forma a uniformizar os efeitos da decisão.

    A continuidade da análise está prevista para esta quinta-feira (26).

    Veja os votos dos ministros detalhadamente no nosso parceiro, o Portal Migalhas.

  • Câmara aprova MP do crédito consignado para o setor privado

    Câmara aprova MP do crédito consignado para o setor privado

    A Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade, nesta terça-feira (24), a medida provisória 1291/2025, que muda as regras para empréstimos com desconto em folha de pagamento no setor privado. O texto, relatado na comissão especial pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE) e no plenário pelo deputado José Priante (MDB-PA) segue agora para o Senado.

    Sistema digital centraliza ofertas e amplia concorrência entre bancos.

    Sistema digital centraliza ofertas e amplia concorrência entre bancos.
    Lula Marques/Agência Brasil

    A proposta cria uma plataforma digital única para facilitar a contratação do chamado crédito consignado. Trabalhadores com carteira assinada, empregados domésticos, rurais, motoristas e entregadores de aplicativo poderão comparar ofertas de diferentes bancos e escolher as mais vantajosas, com menos burocracia e taxas menores.

    O sistema começou a funcionar em março. Nas duas primeiras semanas, foram liberados R$ 3,3 bilhões em 533 mil contratos. Segundo o Ministério do Trabalho, o objetivo principal foi permitir a troca de dívidas antigas, mais caras, por novas com juros menores. O valor médio por empréstimo ficou em R$ 6,2 mil.

    O texto também determina que os novos contratos só poderão ser fechados se oferecerem condições melhores que as dívidas anteriores. Além disso, garante o uso de assinaturas digitais e reconhecimento biométrico nas operações, para aumentar a segurança e proteger os dados dos trabalhadores.

  • Romário propõe lei para repatriar brasileiros falecidos no exterior

    Romário propõe lei para repatriar brasileiros falecidos no exterior

    O senador Romário (PL-RJ) apresentou no Senado o projeto de lei 3079/2025, que autoriza o Executivo a conceder auxílio financeiro para o translado ou cremação e envio das cinzas de brasileiros mortos no exterior, desde que a família comprove vulnerabilidade econômica. A proposta surge após o caso da publicitária Juliana Marins, de Niterói (RJ), que morreu em no vulcão Monte Rinjani, na Indonésia, e cuja família não tinha recursos para trazê-la de volta ao país.

    Na justificativa do projeto, Romário afirma que o objetivo é “suprir lacuna normativa relativa à proteção dos brasileiros falecidos no exterior cujas famílias não dispõem de meios para repatriar seus restos mortais”. Ele defende que o suporte humanitário proposto se baseia nos princípios da “dignidade da pessoa humana e da solidariedade”, conferindo ao Estado “a prerrogativa de amparar seus nacionais em momento de extrema vulnerabilidade”.

    Senador também pediu apoio do Itamaraty no caso de brasileira morta na Indonésia.

    Senador também pediu apoio do Itamaraty no caso de brasileira morta na Indonésia.Geraldo Magela/Agência Senado

    O senador afirma ainda que o projeto não pretende franquear a possibilidade de repatriação a todos os brasileiros mortos fora do país, mas apenas àqueles que se enquadrem em critérios rigorosos. “Não será permitido o deferimento do auxílio às famílias que: disponham de seguro-viagem internacional, plano funerário ou apólice que cubra repatriação; possuam bens ou renda suficiente para quitar os custos; ou utilizem o auxílio como substituto de recursos próprios”, propõe.

    O texto também determina que os limites de gastos e a forma de comprovação da situação econômica da família sejam definidos por regulamento. A autorização do auxílio dependerá de avaliação das autoridades consulares e do aval do Ministério das Relações Exteriores. Atualmente, o MRE não está autorizado a custear essas despesas: a legislação em vigor veda o uso de recursos públicos para sepultamento ou translado, salvo em casos excepcionais de caráter humanitário.

    Apelo ao Itamaraty

    Antes mesmo da apresentação do projeto, Romário enviou ofício ao ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, solicitando “com máxima urgência” apoio humanitário para a família de Juliana Marins. Ele pediu que o Itamaraty assumisse os custos do translado, ou, se não fosse viável, da cremação e envio das cinzas ao Brasil.

    No mesmo documento, o senador alegou que a morte da jovem “abalou profundamente não apenas seus familiares, mas também toda a comunidade local”. Ele ressaltou que a família “não dispõe de recursos financeiros para arcar com os custos de traslado ou cremação no exterior” e que o pedido se fundamenta no “caráter humanitário da assistência consular prestada pelo Itamaraty”. Mais cedo, a prefeitura de Niterói assumiu o custeio do retorno do corpo da brasileira.

    Veja a íntegra do ofício.

  • Félix Mendonça Jr. nega ligação com esquema de desvio de emendas

    Félix Mendonça Jr. nega ligação com esquema de desvio de emendas

    O deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA) afirmou ter sido surpreendido ao ser citado na quarta fase da Operação Overclean, deflagrada nesta sexta-feira (27) pela Polícia Federal para investigar desvios de recursos provenientes de emendas parlamentares na Bahia. Em nota, ele negou qualquer irregularidade, tanto de sua parte quanto de integrantes de seu gabinete, e disse colaborar com a investigação.

    Félix Mendonça Jr. está em seu quarto mandato de deputado federal.

    Félix Mendonça Jr. está em seu quarto mandato de deputado federal.Zeca Ribeiro/Agência Câmara

    “O deputado ressalta que as emendas para custeio ou investimentos nos municípios são solicitadas por prefeitos ou lideranças, sendo esperado que os recursos sejam aplicados de forma lícita, com a obtenção de ganho exclusivamente político”, disse o pedetista em nota divulgada por sua assessoria. “Félix Mendonça, que sempre atuou na vida pública com correção, ética e seriedade, está colaborando com as investigações para que todos os fatos sejam devidamente esclarecidos o mais rápido possível, acrescentou.

    Apesar de não ser alvo de mandado de busca, o parlamentar teve o sigilo telefônico quebrado por decisão do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). O principal investigado nesta fase é o seu assessor Marcelo Chaves Gomes, afastado do cargo por suspeita de operar financeiramente o esquema que direcionava verbas de emendas a Boquira, Ibipitanga e Paratinga entre 2021 e 2024.

    Operação mira prefeitos e empresas

    A ação, realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Receita Federal, cumpriu 16 mandados de busca e apreensão em Salvador, Camaçari e outras cidades do interior baiano. Além do assessor de Mendonça Jr., foram afastados cautelarmente os prefeitos Humberto Raimundo Rodrigues de Oliveira (PT), de Ibipitanga, e Alan Machado França (PSB), de Boquira. O ex-prefeito de Paratinga, Marcel José Carneiro de Carvalho (PT), também foi alvo de buscas.

    Na casa do ex-prefeito de Paratinga, a PF localizou dinheiro guardado em armários, sem divulgar ainda o valor apreendido. Em Salvador, os mandados se concentraram nos bairros do Comércio, Patamares e Horto Bela Vista.

    Crimes investigados

    Segundo a Polícia Federal, o grupo usava propinas para garantir a liberação de emendas e direcionar contratos por meio de fraudes em licitações, além de possíveis crimes de peculato, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

    Félix Mendonça Júnior cumpre o quarto mandato consecutivo na Câmara, integra a base governista e, de acordo com o Radar do Congresso, vota alinhado ao governo Lula na maioria das vezes (seu índice de governismo é de 87%). Ele também atua como secretário de Relações Internacionais da Câmara e preside grupos parlamentares bilaterais com diversos países.

  • Erika Hilton publica notas fiscais de cirurgia nasal; veja íntegra

    Erika Hilton publica notas fiscais de cirurgia nasal; veja íntegra

    A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) divulgou notas fiscais e comprovantes bancários para contestar uma reportagem publicada pelo portal Metrópoles, que afirmou que ela teria sido reembolsada pela Câmara dos Deputados por uma cirurgia estética no nariz. A parlamentar afirma que houve dois procedimentos distintos, realizados no mesmo dia, e que apenas um deles, de natureza médica, foi parcialmente custeado com recursos públicos.

    A cirurgia funcional, conforme indicado nos documentos, envolveu procedimentos como septoplastia, sinusectomia, etmoidectomia e turbinectomia. Erika relata que a intervenção foi recomendada por médicos após sucessivas infecções faciais que não respondiam à medicação.

    Deputada publica documentos para esclarecer reembolso por procedimento facial.

    Deputada publica documentos para esclarecer reembolso por procedimento facial.Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    “O ressarcimento parcial que recebi da Câmara foi de uma operação complexa que tive que fazer, e que todas as pessoas que me acompanham sabem que fiz, porque antibióticos não faziam mais efeito para tratar infecções bacterianas no meu sinus”, declarou.

    No mesmo dia, a deputada também realizou uma cirurgia estética com outro profissional, orçada em R$ 22 mil. Segundo ela, esse valor foi pago integralmente com recursos próprios. “Eu paguei do meu próprio bolso e foram dois procedimentos diferentes, com dois médicos diferentes”, disse. “A operação estética não foi uma ‘parte do procedimento”, complementou.

    Hilton também relacionou a publicação da reportagem ao contexto legislativo. Em sua avaliação, a matéria teria sido usada para desviar a atenção de uma votação no Senado sobre o aumento no número de deputados federais. “Tudo, em troca de likes, audiência e de criar uma cortina de fumaça enquanto o Senado vai votar, nessa noite, o aumento do número de deputados de 513 para 531”.

    Confira os documentos publicados pela deputada.

  • Datafolha: maioria diz ter vergonha do STF, do Congresso e de Lula

    Datafolha: maioria diz ter vergonha do STF, do Congresso e de Lula

    Pesquisa do Instituto Datafolha divulgada neste sábado (28) revelou que a maioria dos brasileiros sente vergonha ao avaliar os representantes dos Três Poderes. Segundo o levantamento, 58% dos entrevistados disseram ter vergonha dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto apenas 30% declararam sentir orgulho da mais alta Corte do país. O mesmo cenário de desaprovação se repete para o Congresso e para o presidente Lula.

    Vista aérea da Praça dos Três Poderes.

    Vista aérea da Praça dos Três Poderes.Pedro Ladeira/Folhapress

    De acordo com o Datafolha, 58% afirmaram ter vergonha dos deputados federais, e 59% se disseram envergonhados dos senadores. Em relação ao presidente Lula, 56% dos brasileiros relataram vergonha, contra 40% que afirmaram sentir orgulho do chefe do Executivo.

    A pesquisa entrevistou 2.004 pessoas em 136 municípios nos dias 10 e 11 de junho, com margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

    Polarização política influencia

    O levantamento mostra que a avaliação do Supremo Tribunal Federal está diretamente ligada à polarização política. Entre os eleitores declarados do expresidente Jair Bolsonaro (PL), 82% afirmaram sentir vergonha dos ministros do STF, enquanto somente 12% se disseram orgulhosos. Essa rejeição sobe para 91% entre quem se identifica com o PL, partido de Bolsonaro.

    Já entre os eleitores do presidente Lula, a percepção é inversa: 52% relataram orgulho dos magistrados, enquanto 36% afirmaram sentir vergonha. Entre os simpatizantes do PT, os números também são mais favoráveis ao STF: 53% de orgulho ante 36% de vergonha.

    Os dados refletem ainda a repercussão de decisões polêmicas tomadas pela Suprema Corte nos últimos anos, como julgamentos envolvendo a Lava Jato, o impeachment de parlamentares e a regulação de plataformas digitais. Além disso, ministros do tribunal foram alvo frequente de ataques do ex-presidente Bolsonaro durante a pandemia e no processo que o tornou inelegível em 2023.

    Religião também impacta

    A pesquisa apontou diferenças significativas de opinião conforme a religião dos entrevistados. Entre os evangélicos, 66% disseram sentir vergonha do STF, enquanto apenas 22% declararam orgulho. Entre os católicos, o sentimento negativo ainda predomina, mas de forma menos acentuada: 56% relataram vergonha e 33% afirmaram sentir orgulho dos ministros.

    O instituto também identificou variações conforme a idade dos entrevistados. O maior índice de orgulho em relação às Forças Armadas, por exemplo, aparece entre jovens de 16 a 24 anos, com 65% de aprovação. Já a maior taxa de vergonha (43%) recai sobre a faixa etária de 45 a 60 anos.

    Orgulho maior

    Apesar da percepção negativa sobre os Três Poderes, outras instituições e cargos públicos tiveram avaliação mais positiva. Segundo o Datafolha, 62% dos entrevistados disseram sentir orgulho de seus prefeitos, enquanto 61% expressaram orgulho do povo brasileiro e 52% elogiaram o trabalho dos governadores.

    As Forças Armadas também aparecem em melhor situação: 55% disseram sentir orgulho dos militares, contra 36% que relataram vergonha. O prestígio dos militares é praticamente uniforme entre os eleitores de Lula (52% de orgulho) e de Bolsonaro (54%).