Categoria: CONGRESSO EM FOCO

  • Zé Trovão apresenta projeto que veta camisa vermelha da Seleção

    Zé Trovão apresenta projeto que veta camisa vermelha da Seleção

    O deputado Zé Trovão (PL-SC), apresentou nesta terça-feira (29), o projeto de lei 1936/2025, que determina a obrigatoriedade das cores da bandeira do Brasil por instituições públicas e privadas que representam o país. A medida abrange a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que elabora uma camisa vermelha para o uniforme 2 da Seleção Brasileira.

    O deputado Zé Trovão (PL-SC) é autor do projeto de lei

    O deputado Zé Trovão (PL-SC) é autor do projeto de leiBruno Spada/Câmara dos Deputados

    De acordo com o texto, as cores azul, amarelo, verde e branco, deverão ser utilizadas em uniformes, identidade visual, materiais institucionais e promocionais de delegações esportivas, organizações da sociedade civil, missões diplomáticas e consulares, além de delegações científicas, culturais e tecnológicas, que atuem no Poder Público.

    O deputado argumenta que o objetivo do projeto é promover o orgulho e o sentimento de pertencimento entre os brasileiros. “Essa medida contribui para a valorização da imagem do Brasil no exterior. A presença constante das cores nacionais transmite uma mensagem clara de unidade, compromisso com os valores nacionais e respeito à nossa história”, disse ele.

    A proposta prevê sanções incluindo advertência, suspensão de repasses públicos e o impedimento de representar o Brasil por até dois anos, caso haja descumprimento da medida.

    O projeto segue para análise das comissões da Câmara dos Deputados e caso aprovado, o Poder Executivo terá 90 dias para regulamentar a lei e definir padrões mínimos para o uso da identidade visual e das cores.

  • Uniforme vermelho da seleção não é oficial, diz CBF

    Uniforme vermelho da seleção não é oficial, diz CBF

    A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) negou na noite de terça-feira (29) a autenticidade dos uniformes da Seleção Brasileira que vêm circulando nas redes sociais como supostos modelos para a Copa do Mundo de 2026. Em nota oficial, a entidade diz que as imagens “não são oficiais” e que a coleção de uniformes para o evento “ainda será definida”.

    A notícia de que a seleção teria um uniforme vermelho em 2026 foi divulgada pelo site especializado Footy Headlines. A notícia foi recebida com indignação pela direita política e rendeu uma enxurrada de memes nas redes sociais.

    Imagens de uniforme vermelho da seleção se propagaram pelas redes sociais depois da publicação da notícia.

    Imagens de uniforme vermelho da seleção se propagaram pelas redes sociais depois da publicação da notícia.Reprodução/X (gerada por inteligência artificial)

    Segundo nota oficial, nem a CBF nem a Nike divulgaram qualquer detalhe da nova linha de uniformes. A entidade informou ainda que a coleção para o próximo Mundial ainda será definida em conjunto com a fornecedora esportiva.

    A CBF também reafirmou seu compromisso com o estatuto da entidade e reforçou que qualquer anúncio oficial será feito por seus canais institucionais.

    Leia abaixo a nota:

    “A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) esclarece que as imagens divulgadas recentemente de supostos uniformes da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026 não são oficiais.

    Nem a CBF e nem a Nike divulgaram formalmente detalhes sobre a nova linha da Seleção.

    A entidade reafirma o compromisso com seu estatuto e informa que a nova coleção de uniformes para o Mundial ainda será definida em conjunto com a Nike.”

    Repercussão

    A nota da CBF foi comentada como um recuo por parlamentares de oposição nas redes sociais. O deputado Daniel Agrobom (PL-GO), autor de um projeto na Câmara para proibir a mudança de cor, fez uma publicaçao em redes sociais com o título “CBF volta atrás”. O parlamentar Nikolas Ferreira (PL-MG), por sua vez, reproduziu a nota da entidade junto a um vídeo, onde um personagem diz a frase “arregou”.

  • Congresso instala comissão para discutir reajuste a militares

    Congresso instala comissão para discutir reajuste a militares

    MP concedeu aumento aos militares.

    MP concedeu aumento aos militares.Tânia Rêgo/Agência Brasil

    A comissão mista do Congresso Nacional instalou-se nesta terça-feira (29) para avaliar a medida provisória (MP) 1.293/25, que estabelece a nova tabela de soldos para os militares das Forças Armadas. O reajuste aprovado é de 9%, aplicado em duas etapas: 4,5% em 2025 e 4,5% em 2026.

    O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) assumiu a presidência da comissão, tendo o deputado Carlos Zarattini (PT-SP) como vice-presidente. O deputado General Pazuello (PL-RJ) foi designado relator, por acordo entre as lideranças.

    Os valores dos soldos variam de acordo com a graduação e o posto dos militares. A remuneração mais alta é destinada a almirantes de esquadra, generais de Exército e tenentes-brigadeiros do ar. Com a MP, o soldo dessas patentes aumentou de R$ 13.471 para R$ 14.077, com previsão de atingir R$ 14.711 em janeiro de 2026.

    Na base da tabela, estão os marinheiros-recrutas, recrutas, soldados, soldados-recrutas, soldados de segunda classe (não engajados) e soldados-clarins ou corneteiros de terceira classe. Para este grupo, o soldo atual de R$ 1.078 subirá para R$ 1.127 em abril de 2025 e para R$ 1.177 em janeiro de 2026.

    Duas outras comissões tiveram suas instalações adiadas. A primeira analisaria a MP 1.292/25, que altera as regras do crédito consignado, permitindo operações por meio de plataformas digitais e o uso de até 10% do saldo do FGTS como garantia. A segunda comissão avaliaria a MP 1.291/25, que autoriza o uso de recursos do Fundo Social para financiar projetos de infraestrutura social, habitação popular e ações em situações de calamidade pública.

  • Ajuste no Imposto de Renda para isentar até 2 salários entra em vigor

    Ajuste no Imposto de Renda para isentar até 2 salários entra em vigor

    A correção feita pelo governo da tabela do Imposto de Renda para isentar os que recebem até R$ 3.036 mensais entrou em vigor em 1º de maio. O valor equivale a dois salários mínimos atuais.

    Atualização na tabela vai valer para o Imposto de Renda de 2026.

    Atualização na tabela vai valer para o Imposto de Renda de 2026.Rodney Costa/Zimel Press/Folhapress

    A medida foi instituída via medida provisória em 14 de abril. A isenção do IR para dois salários mínimos foi uma promessa de campanha do presidente Lula.

    Os contribuintes perceberão a nova atualização no próximo ano, durante o período de entrega da declaração do IRPF 2026, que considera os rendimentos de 2025. Assim como no ano anterior, as mudanças afetam somente as duas primeiras faixas de cobrança. As demais faixas da tabela progressiva permanecem inalteradas desde 2015.

    Quem recebeu acima de dois salários mínimos (R$ 3.036) mensais, a partir de maio de 2025, deverá pagar imposto de renda sobre seus rendimentos conforme as seguintes faixas:

    • até R$ 3.036 – alíquota zero.
    • de R$ 3.036 a R$ 3.533,31 – base de cálculo fica em R$ 2.428,81 a R$ 2.826,65; alíquota de  7,5%;
    • R$ 3.533.31 a R$ 4.688,85 – base de cálculo fica em R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05; alíquota de 15%;
    • R$ 4.688,85 a R$ 5.830,85 – base de cálculo fica em R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68; alíquota de 22,5%
    • acima de R$ 5.830,85 – base de cálculo fica acima de R$ 4.664,68; alíquota de 27,5%.

    O salário mínimo de 2025 foi fixado em R$ 1.518, por decreto, a partir de 1º de janeiro.

    Atualmente, tramita no Congresso Nacional um projeto de lei que propõe uma reforma abrangente na tabela do Imposto de Renda, com isenção para quem ganha até R$ 5 mil. O projeto foi encaminhado pelo governo em março e ainda aguarda análise. A proposta sugere compensar a perda de arrecadação com contribuintes de menor renda através da cobrança de alíquotas fixas adicionais para quem recebe acima de R$ 600 mil, de forma progressiva. Se aprovado ainda este ano, as novas regras poderão ser aplicadas a partir de 2026.

  • Comissão aprova projeto que reduz jornada para cuidador de TEA e Down

    Comissão aprova projeto que reduz jornada para cuidador de TEA e Down

    AaComissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado aprovou, na quarta-feira (30), um projeto de lei que prevê a redução da jornada de trabalho, sem prejuízo da remuneração, para os responsáveis por crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou Síndrome de Down.

    O Projeto de Lei (PL) 2.774/2022, de autoria do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), segue agora para análise terminativa na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), isto é, se for aprovado não vai precisar passar pelo plenário e vai ir para Câmara.

    Conscientização do autismo

    Conscientização do autismoMarcelo Camargo/Agência Brasil

    De acordo com o senador Mecias de Jesus, a proposta visa assegurar a dignidade e a efetividade dos direitos dessas crianças, em virtude das diversas demandas médicas, escolares e familiares que os cuidados exigem. O senador mencionou decisões recentes do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que reconheceram o direito à jornada reduzida para mães de crianças com TEA, mesmo sem legislação específica.

    O projeto busca, portanto, preencher essa lacuna legal, alinhando-se aos princípios da dignidade da pessoa humana, da proteção integral à infância e da prioridade absoluta, previstos na Constituição Federal.

    O relator da proposta, senador Eduardo Girão (Novo-CE), apresentou um substitutivo, isto é, uma modificação do texto original para estender o benefício aos responsáveis por pessoas dependentes com TEA ou Síndrome de Down, independentemente da idade.

    “Entendemos que restringir a jornada especial de trabalho apenas para os trabalhadores que tenham filhos ou dependentes menores de 18 anos, como mencionado no projeto, é uma limitação injustificada, pois muitas pessoas com essas deficiências continuam a depender de cuidados e acompanhamento mesmo após atingirem a maioridade”, justificou Girão em seu relatório.

    O substitutivo também removeu o trecho que reduzia a carga horária de 40 horas à metade. Para o senador Girão, “a jornada especial deve ser ajustada de acordo com a real necessidade da pessoa com TEA ou síndrome de Down, sendo cada caso analisado de forma individual”. A redução da carga horária será definida por meio de convenção ou acordo coletivo de trabalho, com base em uma avaliação biopsicossocial, realizada a cada dois anos, no mínimo, e não em laudos médicos.

  • Governo regulamenta programa voltado à inclusão produtiva no CadÚnico

    Governo regulamenta programa voltado à inclusão produtiva no CadÚnico

    O Ministério do Desenvolvimento Social publicou nesta segunda-feira (5) uma que regulamenta o Programa Acredita no Primeiro Passo. A iniciativa tem como público-alvo famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) e busca ampliar o acesso ao trabalho, à renda e ao crédito em territórios de alta vulnerabilidade socioeconômica.

    A norma estabelece três eixos estruturantes para o programa: acesso ao emprego, promoção da empregabilidade e estímulo ao empreendedorismo. As ações incluem intermediação de mão de obra, qualificação profissional, fomento a pequenos negócios e oferta de microcrédito com mitigação de riscos e custos para os beneficiários. Mulheres, jovens, pessoas com deficiência, negros e populações tradicionais terão prioridade.

    O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, assina a portaria no Diário Oficial.

    O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, assina a portaria no Diário Oficial.Clóvis Neto/Fotoarena/Folhapress

    A gestão das ações ficará a cargo da Secretaria de Inclusão Socioeconômica, que deverá monitorar os resultados, elaborar estudos e articular parcerias com entes públicos e privados. A portaria também prevê a possibilidade de adesão por estados, municípios e organizações da sociedade civil. O financiamento poderá vir de fontes públicas e privadas, inclusive de doações.

    Além de regulamentar a lei que instituiu o programa em 2024, a nova portaria revoga quatro normas anteriores sobre inclusão produtiva. O ministro José Wellington Dias assinou o texto, que já está em vigor.

  • Petrobras reduz preço do diesel para R$ 3,27 por litro

    Petrobras reduz preço do diesel para R$ 3,27 por litro

    Petrobras reduz preço do diesel para as distribuidoras.

    Petrobras reduz preço do diesel para as distribuidoras.Caio Rocha/iShoot/Folhapress

    A Petrobras comunicou nesta segunda-feira (5), no Rio de Janeiro, uma nova redução no preço do diesel A comercializado para as distribuidoras. O valor, que passará a vigorar a partir de amanhã, 6 de maio, será de R$ 3,27 por litro, representando uma diminuição de R$ 0,16 em relação ao preço anterior.

    A estatal estima que, com a mistura obrigatória de 86% de diesel A e 14% de biodiesel, o preço médio do diesel B comercializado nos postos de combustível será de R$ 2,81 por litro.

    A Petrobras também informou que, desde dezembro de 2022, o preço do diesel para as distribuidoras acumula uma redução de R$ 1,22 por litro, o que equivale a uma queda de 27,2%.

    Considerando a inflação do período, essa redução representa 34,9%, correspondendo a R$ 1,75 por litro.

  • Turma do STF julga integrantes do núcleo 4 da trama golpista

    Turma do STF julga integrantes do núcleo 4 da trama golpista

    A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julga nesta terça-feira (6) o recebimento da denúncia contra sete investigados apontados como integrantes do núcleo 4 da trama golpista que, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), atuaram para desestabilizar o processo eleitoral e as instituições democráticas em 2022.

    Primeira Turma do STF começa o julgamento do núcleo 4 às 9h30.

    Primeira Turma do STF começa o julgamento do núcleo 4 às 9h30.Antonio Augusto/STF

    O grupo é acusado de disseminar desinformação sobre a segurança das urnas eletrônicas, promover ataques virtuais a autoridades contrárias à ruptura institucional e utilizar indevidamente sistemas de inteligência estatal para perseguir opositores do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    O núcleo 4 tem os seguintes acusados:

    • Ailton Gonçalves Moraes Barros Capitão expulso do Exército, é acusado de incitar militares à rebelião e promover ataques virtuais contra oficiais contrários à tentativa de golpe. Enviou mensagens ao então comandante do Exército cobrando ação “patriótica”.
    • Ângelo Martins Denicoli Major da reserva do Exército, teria articulado a aproximação entre bolsonaristas e o influenciador argentino Fernando Cerimedo, que espalhou teorias falsas sobre as urnas. Um dos documentos fraudulentos estaria vinculado a um arquivo criado por ele.
    • Giancarlo Gomes Rodrigues Subtenente do Exército cedido à Abin, é acusado de realizar monitoramentos ilegais no sistema FirstMile, contribuindo com a espionagem de adversários políticos do governo.
    • Guilherme Marques de Almeida Tenente-coronel do Exército, teria participado da campanha de desinformação sobre as urnas e incentivado mobilizações golpistas em frente a quartéis.
    • Reginaldo Vieira de Abreu Coronel do Exército, também ligado à disseminação de fake news eleitorais com o objetivo de gerar instabilidade e justificar uma intervenção militar.
    • Marcelo Araújo Bormevet Policial federal, apontado como um dos líderes da chamada “Abin paralela”, que operava o sistema de inteligência do governo para fins políticos. É acusado de coordenar ações de espionagem e campanhas de difamação.
    • Carlos Cesar Moretzsohn Rocha Presidente do Instituto Voto Legal, é acusado de produzir um relatório com supostas fraudes eleitorais usado como base para desacreditar as urnas eletrônicas.

    Como vai funcionar

    O julgamento é conduzido pelo ministro Cristiano Zanin, presidente da Turma, e o relator é o ministro Alexandre de Moraes. A subprocuradora-geral da República Cláudia Sampaio Marques apresenta a acusação. Se a maioria dos ministros entender que há indícios suficientes, os sete acusados se tornarão réus e passarão a responder a processo criminal pelos crimes de organização criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado, entre outros.

    Além de Zanin e Moraes, compõem a Primeira Turma os ministros Flávio Dino, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

    O STF já aceitou denúncias contra os núcleos 1 e 2 da mesma investigação, que incluem o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados mais próximos. Ainda estão pendentes os julgamentos dos núcleos 3 e 5.

  • Comissão de meio ambiente vota código de licenciamento ambiental

    Comissão de meio ambiente vota código de licenciamento ambiental

    A Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado vota nesta quarta-feira (7) o projeto de lei 2.159/2021, que institui normas gerais para o licenciamento ambiental no Brasil. A proposta, que veio da Câmara dos Deputados, busca regulamentar o artigo 225 da Constituição Federal e estabelecer regras uniformes para a concessão de licenças por União, estados, municípios e o Distrito Federal.

    Obras de infraestrutura, como redes elétricas e saneamento básico, podem ser dispensadas de licenciamento ambiental

    Obras de infraestrutura, como redes elétricas e saneamento básico, podem ser dispensadas de licenciamento ambientalAntonio Cruz/Agência Brasil

    O projeto tramita no Congresso desde 2004 e propõe substituir as atuais normas infralegais por um marco legal unificado. Entre os pontos mais controversos estão a dispensa de licenciamento para determinadas atividades agropecuárias e obras de infraestrutura, como saneamento básico e redes de energia elétrica de baixa tensão.

    A análise do texto ocorre simultaneamente na Comissão de Meio Ambiente, sob relatoria do senador Confúcio Moura (MDB-RO), e na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), relatada pela senadora Tereza Cristina (PP-MS). Os relatores buscam unificar as versões para reduzir impasses na votação em Plenário.

    Em abril, Confúcio Moura afirmou que as divergências foram significativamente reduzidas, embora tenha criticado o trâmite paralelo nas duas comissões. O senador, no entanto, demonstrou confiança na construção de um texto consensual.

    Após a votação do projeto, a CMA instalará uma Subcomissão Temporária para acompanhar os preparativos da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), marcada para novembro de 2025, em Belém (PA). O requerimento foi apresentado pela senadora Leila Barros (PDT-DF) e aprovado por unanimidade.

    A subcomissão terá sete membros titulares e sete suplentes, com mandado de até 300 dias. Já foram indicados os senadores Leila Barros (PDT-DF), Beto Faro (PT-PA), Eliziane Gama (PSD-MA), Zequinha Marinho (Podemos-PA) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS). Duas vagas de titular e todas as suplências ainda estão abertas.

    O grupo acompanhará ações de planejamento, infraestrutura e logística da COP 30, além de monitorar o cumprimento de metas ambientais, como a redução do desmatamento e a transição para uma economia de baixo carbono. Também será responsável por apoiar políticas públicas relacionadas ao legado da conferência.

    Na reunião de instalação, serão eleitos o presidente e o vice-presidente da subcomissão.

  • Novos deputados custarão ao menos R$ 64 milhões por ano à Câmara

    Novos deputados custarão ao menos R$ 64 milhões por ano à Câmara

    Damião Feliciano: reduzir bancadas prejudicaria estados mais pobres

    Damião Feliciano: reduzir bancadas prejudicaria estados mais pobresZeca Ribeiro/Agência Câmara

    O aumento de 18 cadeiras na Câmara trará um impacto anual de pelo menos R$ 64,6 milhões, conforme cálculo da Direção-Geral da Casa. Isso inclui salários, estrutura de gabinete e demais despesas vinculadas ao exercício do mandato parlamentar. A estimativa consta do relatório do deputado Damião Feliciano (União-PB), aprovado nessa terça-feira (6). 

    O relator alega que a Câmara já possui margem orçamentária para comportar os gastos adicionais em 2025 e que, segundo projeções da Secretaria de Orçamento Federal, haverá ainda mais folga fiscal em 2027, quando as novas vagas serão preenchidas. As despesas são classificadas como obrigatórias de caráter continuado e, portanto, sujeitas às regras da Lei de Responsabilidade Fiscal.

    A proposta será submetida ao Senado. Veja como ficará cada bancada por estado, a partir de 2027, se o texto da Câmara virar lei:

    Acre – 8 deputados

    Alagoas – 9

    Amapá – 8

    Amazonas – 10 (hoje são 8)

    Bahia – 39

    Ceará – 23 (hoje, 22)

    Distrito Federal – 8

    Espírito Santo – 10

    Goiás – 18 (hoje, 17)

    Maranhão – 18

    Minas Gerais – 54 (hoje, 53)

    Mato Grosso do Sul – 8

    Mato Grosso – 10 (hoje, 8)

    Pará – 21 (hoje, 17)

    Paraíba – 12

    Pernambuco – 25

    Piauí – 10

    Paraná – 31 (hoje, 30)

    Rio de Janeiro – 46

    Rio Grande do Norte – 10 (hoje, 8)

    Rondônia – 8

    Roraima – 8

    Rio Grande do Sul – 31

    Santa Catarina – 20 (hoje, 16)

    Sergipe – 8

    São Paulo – 70

    Tocantins – 8

    Total – 531 (hoje, 513)

    Censo e assembleias

    A mudança ocorre após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar, em 2023, que o Congresso atualizasse a distribuição de cadeiras conforme o novo Censo. Em princípio, com base nessa determinação, sete estados perderiam representantes na Câmara e, por tabela, nas assembleias legislativas: Rio de Janeiro, Paraíba, Bahia, Piauí, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Alagoas.

    A Câmara, no entanto, resolveu preservar essas vagas e aumentar o número de deputados federais. O relator da proposta, Damião Feliciano, argumentou que a simples redistribuição prevista anteriormente prejudicaria estados do Nordeste e causaria desequilíbrios federativos. Assim, propôs uma ampliação geral do número de parlamentares, sem retirar vagas de nenhum estado.

    O acréscimo de deputados também pressionará os orçamentos das assembleias estaduais. A Constituição determina que o número de deputados estaduais seja proporcional à bancada de cada estado na Câmara dos Deputados três vezes o número de federais, até o limite de 36, com acréscimos a partir do 13º deputado federal. Assim, sempre que a bancada federal de um estado aumenta, sua assembleia legislativa também ganha cadeiras. Ao todo, 30 vagas de deputados estaduais devem ser criadas a partir de 2027 se o texto virar lei.