Categoria: CONGRESSO EM FOCO

  • STF começa a julgar Zambelli por perseguição armada no próximo dia 21

    STF começa a julgar Zambelli por perseguição armada no próximo dia 21

    O Supremo Tribunal Federal (STF) começa no próximo dia 21 o julgamento virtual da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), acusada de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo. O episódio ocorreu em outubro de 2022, véspera do segundo turno das eleições, quando Zambelli perseguiu o jornalista Luan Araújo após troca de provocações em São Paulo.

    Bolsonaristas atribuem, em parte, derrota do ex-presidente à perseguição feita pela deputada a um eleitor de Lula

    Bolsonaristas atribuem, em parte, derrota do ex-presidente à perseguição feita pela deputada a um eleitor de LulaPedro Ladeira/Folhapress

    O julgamento virtual, que se encerra em 28 de março, será realizado pelos 11 ministros da Corte, que votarão eletronicamente sem deliberação presencial. O relator é o ministro Gilmar Mendes, e a revisora, a ministra Cármen Lúcia. Zambelli perseguiu o jornalista, eleitor de Lula, com arma em punho.

    A deputada pode enfrentar uma pena de até seis anos de prisão, inicialmente em regime semiaberto, caso seja considerada culpada pelos dois crimes a que responde. Nesse caso, também perderá o mandato e terá de pagar multa. A denúncia contra ela foi aceita pelos ministros em agosto de 2023.

    Armada com uma pistola calibre 9 mm, Zambelli rendeu Luan em uma lanchonete, ordenando que ele se deitasse. O incidente é considerado por alguns como um fator que contribuiu para a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições. Desde então, a deputada sofre isolamento dentro do bolsonarismo.

  • Lula provoca Haddad: “Nem sempre é o mais feliz quando pega microfone”

    Lula provoca Haddad: “Nem sempre é o mais feliz quando pega microfone”

    O presidente Lula fez uma provocação ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, enquanto discursava na cerimônia pela assinatura da MP do programa Crédito do Trabalhador nesta quarta-feira (12), no Palácio do Planalto. Em sua fala, entre elogios ao ministro, Lula encaixou a observação de que Haddad “nem sempre é o mais feliz quando pega o microfone”.

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, com o presidente Lula

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, com o presidente LulaFatima Meira/Agencia Enquadrar/Folhapress

    Eu falo para o Haddad: “Haddad, você tem passar um pouco de charme. Você tem que… eu falava para a Dilma: ô Dilma, passa uma lágrima. Deixa cair uma lágrima, pelo menos”, completou Lula, lembrando-se da ex-presidente Dilma Rousseff. Veja o momento abaixo.

  • Câmara definirá presidências de comissões permanentes na terça (18)

    Câmara definirá presidências de comissões permanentes na terça (18)

    O deputado Mauro Benevides Filho (PDT-CE), vice-líder do governo na Câmara, informou que a definição dos comandos das comissões permanentes da Casa será finalizada na próxima terça-feira (18), com a instalação dos colegiados prevista para o dia seguinte, quarta-feira (19).

    Decisões são adiadas para a próxima semana

    Decisões são adiadas para a próxima semanaMarina Ramos/Câmara dos Deputados

    A declaração foi feita após reunião de líderes partidários, na qual ficou acordado que os líderes das bancadas indicarão até às 14h de terça-feira os parlamentares que irão presidir as comissões, bem como seus integrantes.

    “A Câmara precisa funcionar plenamente, e as comissões são essenciais para isso”, destacou Benevides.

    Regimento interno será mantido

    O líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), garantiu que não haverá alterações nas regras de escolha dos presidentes das comissões.

    Havia especulações sobre uma possível mudança que permitiria que os líderes partidários indicassem os presidentes dos colegiados e, caso necessário, os destituíssem a qualquer momento. No entanto, o presidente da Câmara, Hugo Motta, decidiu manter o regimento atual, assegurando que a distribuição das comissões seguirá o mesmo critério do ano anterior.

    Projetos na pauta do Plenário

    Guimarães também antecipou que dois projetos relevantes devem ser votados na próxima semana. O primeiro, o projeto de lei complementar (PLP) 22/2025, de autoria do Senado, prorroga até o fim de 2026 o prazo para pagamento de valores pendentes desde 2019. Essa medida revalida recursos que haviam sido cancelados ao final de 2024.

    O segundo projeto, de número 58/25, amplia até dezembro de 2025 o período para a realocação de saldos dos fundos estaduais e municipais de saúde destinados ao combate à Covid-19. Além disso, a proposta isenta de restrições os valores transferidos até 31 de dezembro de 2023 pelo Fundo Nacional de Saúde.

    Síndrome de Down

    Durante a reunião, o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) destacou que a Câmara pretende votar uma proposta voltada à Síndrome de Down, aproveitando a Semana de Conscientização sobre o tema. O principal candidato à pauta é o projeto de lei 438/23, que propõe a criação de uma política nacional para diagnóstico precoce e atendimento multiprofissional de pessoas com a síndrome no Sistema Único de Saúde (SUS).

    Orçamento

    Ribeiro também informou que há possibilidade de votação do Orçamento de 2025 na quarta-feira (19). O relatório deve ser analisado pela Comissão Mista de Orçamento na terça-feira (18) e, caso haja consenso, seguirá para votação no Plenário do Congresso no dia seguinte.

  • Hugo Motta diz que não aceitará radicalismo político na análise do PNE

    Hugo Motta diz que não aceitará radicalismo político na análise do PNE

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que as discussões sobre o novo Plano Nacional de Educação (PNE) devem ser isentas de radicalismo e extremismo político. Para Hugo, o foco principal deve ser a otimização dos recursos, a valorização dos professores, a melhoria da infraestrutura escolar, a qualidade da merenda e a integração de novas tecnologias ao processo de ensino.

    Hugo Motta vai instalar comissão especial para analisar o Plano Nacional de Educação

    Hugo Motta vai instalar comissão especial para analisar o Plano Nacional de EducaçãoMarina Ramos/Agência Câmara

    Durante o Encontro Anual Educação Já 2025, promovido na quinta-feira (13) pela organização Todos pela Educação, Hugo ressaltou a importância do PNE, que define diretrizes e metas para a educação em nível nacional, estadual e municipal. O plano atual, prorrogado até o final de 2025 após o vencimento em junho de 2024, aguarda a aprovação de sua terceira edição (PL 2614/24), que estabelece 18 objetivos a serem alcançados até 2034.

    Hugo Motta anunciou a intenção de criar uma comissão especial para discutir o plano após a instalação das comissões permanentes da Casa e a aprovação do Orçamento. “Não podemos deixar que a comissão especial politize o tema, não vamos gastar energia com viés ideológico, para não atrapalhar o projeto. Vamos discutir sobre eficiência, e não narrativas ou preciosismos”, defendeu. “Faço este apelo: será um crime contra o país se deixarmos essa matéria ser politizada pelo radicalismo político”, acrescentou.

    O presidente da Câmara defende um diálogo amplo com especialistas para aprimorar o PNE apresentado pelo Executivo. Uma das metas principais, segundo ele, deve ser garantir o acesso universal à educação infantil, com creches disponíveis em todos os municípios. Hugo também defendeu a aprovação do Sistema Nacional de Educação (SNE), que pretende promover a colaboração entre os diferentes níveis de governo para reduzir as desigualdades de recursos e melhorar os resultados de aprendizagem, considerando as particularidades regionais.

    O Projeto de Lei Complementar 235/19, que regulamenta o SNE, já aprovado pelo Senado, aguarda análise da Câmara.

  • Duda Salabert propõe mudança de capital para Belém durante a COP30

    Duda Salabert propõe mudança de capital para Belém durante a COP30

    A deputada Duda Salabert (PDT-MG) apresentou à Câmara dos Deputados o projeto de lei 358/2025, que prevê a transferência simbólica da sede do Governo Federal para Belém, no Pará, entre 11 e 21 de novembro de 2025. O período corresponde à realização da COP30. A proposta tramita em regime de urgência.

    Belém receberá cerca de 50 mil pessoas em novembro para realização da COP30.

    Belém receberá cerca de 50 mil pessoas em novembro para realização da COP30.Fernando Frazão/Agência Brasil

    O texto estabelece que os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário poderão se instalar na cidade para conduzir suas atividades institucionais. Atos e despachos assinados pelo presidente da República e ministros durante esse período serão datados em Belém. O Poder Executivo será responsável por regulamentar e definir as medidas administrativas e logísticas necessárias

    Promoção da Amazônia

    Na justificativa, a deputada destaca que a iniciativa reforça “a importância da Amazônia na agenda ambiental internacional, permitindo uma maior interlocução entre as autoridades brasileiras e as delegações estrangeiras”. O documento também menciona que a medida encontra amparo no artigo 48, inciso VII, da Constituição Federal, e cita como precedente a transferência da capital para o Rio de Janeiro durante a Eco-92.

    O projeto menciona ainda que a iniciativa “impulsionaria o desenvolvimento local e fortaleceria o papel do Brasil como protagonista nas negociações climáticas”. Segundo o texto, a proposta se alinha aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas, especialmente os de combate às mudanças climáticas e fortalecimento de instituições eficazes.

  • Ato bolsonarista no Rio juntou 18,3 mil pessoas, segundo pesquisadores

    Ato bolsonarista no Rio juntou 18,3 mil pessoas, segundo pesquisadores

    Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) estimam que o ato realizado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro neste domingo (16) em Copacabana, no Rio de Janeiro, reuniu 18,3 mil pessoas no momento de maior concentração. A manifestação teve como principal pauta a anistia para os condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

    O levantamento foi realizado pelo Monitor do Debate Político no Meio Digital, que analisou fotos aéreas captadas às 12h. As imagens foram processadas por um software de inteligência artificial, utilizando a metodologia Point to Point Network (P2PNet), com margem de erro de 12% para mais ou para menos.

    • O número de 18,3 mil pessoas fica abaixo do que Bolsonaro já conseguiu reunir antes. Em 7 de setembro de 2022, quando era presidente, Bolsonaro convocou um ato que juntou 64,6 mil pessoas no mesmo local, também segundo o Monitor do Debate Político no Meio Digital. Em abril de 2024, outra manifestação em seu favor reuniu 32,7 mil apoiadores.
    • O próprio Bolsonaro chegou a falar em reunir um público de um milhão de pessoas na manifestação deste 16 de abril.

    Vista de cima do ató pró-Bolsonaro na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro

    Vista de cima do ató pró-Bolsonaro na orla de Copacabana, no Rio de JaneiroEduardo Anizelli/Folhapress

    O protesto interditou um trecho da Avenida Atlântica, entre as ruas Barão de Ipanema e Xavier da Silveira. O ato ocorreu uma semana antes do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que pode tornar Bolsonaro réu em uma denúncia da Procuradoria-Geral da República.

  • Beto Faro critica alta de preços na rede hoteleira de Belém para COP30

    Beto Faro critica alta de preços na rede hoteleira de Belém para COP30

    O senador paraense Beto Faro (PT-PA) criticou a alta nos preços de hospedagem em Belém (PA) para os dias da COP30, que acontecerá nos dias 6 e 7 de novembro. Em artigo publicado nesta segunda-feira (17), ele afirmou que a especulação imobiliária compromete tanto a organização do evento quanto o turismo local.

    “Consta que há hotéis, sem classificação de estrela, que estão oferecendo diária para o período da COP acima de R$ 10 mil para uma diária normal de R$ 180,00. Apartamentos alugados atualmente por 3 mil Reais/mês, são ofertados por 40 mil Reais, por alguns dias”, denunciou Faro.

    Parlamentar cobra atuação do poder público para conter especulação imobiliária.

    Parlamentar cobra atuação do poder público para conter especulação imobiliária.Jefferson Rudy/Agência Senado

    Impacto na organização

    Desde janeiro, veículos nacionais e internacionais vêm destacando a disparada nos valores. Segundo o senador, a situação já afastou turistas e delegações estrangeiras que planejavam participar da conferência. “Por conta de absurdos dessa natureza, muitos grupos de pessoas de várias partes do mundo que tentavam garantir a viagem a Belém desistiram do projeto”, lamentou.

    A escassez de vagas em hotéis levou visitantes a buscarem alternativas em aluguéis residenciais, também superfaturados. Faro alerta que, se essa prática persistir, o turismo em Belém pode sofrer impactos negativos no longo prazo.

    “Notícias veiculadas no exterior e por jornais de grande expressão nacional dão conta de demonstrações absurdas de ganância, que são verdadeiros ‘tiros no pé’ para os interesses do crescimento do turismo no nosso estado”, afirmou.

    O parlamentar pediu que os preços sejam ajustados à realidade da capital paraense e ressaltou que a realidade econômica de Belém destoa da de Dubai, cidade com maior PIB nos Emirados Árabes Unidos, onde foi realizada a COP28. “Insistimos para que não confundam Belém com Dubai, no recorte posto da ‘riqueza’; que saibam que encontrarão uma cidade com todas as contradições das grandes cidades da Amazônia, região economicamente pobre do Brasil”.

    Cobrança ao poder público

    Além das hospedagens, Faro chamou atenção para a alta nos preços de alimentos, especialmente os típicos da região. Ele defendeu medidas do poder público para evitar impactos negativos tanto para os moradores quanto para os 50 mil visitantes previstos.

    “Isto, não apenas para bem recepcionar a população visitante na época da COP, mas, principalmente, para resgatar maior conforto econômico para a nossa população, em especial, das camadas inferiores de renda”, concluiu.

  • Comissão desloca votação do Orçamento de 2025 para sexta-feira

    Comissão desloca votação do Orçamento de 2025 para sexta-feira

    A Comissão Mista de Orçamento (CMO) atualizou seu cronograma e agora planeja votar na sexta-feira (21) o Orçamento federal de 2025. Antes, o plano era colocar o projeto para a análise da comissão na quarta (19). O motivo, segundo a presidência da comissão, é o alto número de pedidos enviados pelo governo sugerindo alterações no projeto de lei orçamentária. 

    Orçamento de 2025 precisa passar pela CMO antes de ir à votação em plenário. Na foto, o deputado Júlio Arcoverde (PP-PI) preside sessão da comissão.

    Orçamento de 2025 precisa passar pela CMO antes de ir à votação em plenário. Na foto, o deputado Júlio Arcoverde (PP-PI) preside sessão da comissão.Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    A comissão trabalha com a seguinte agenda:

    • quarta-feira (19): reunião de líderes.
    • quinta-feira (20): leitura do relatório pelo senador Angelo Coronel (PSD-BA).
    • sexta-feira (21): votação do relatório na CMO.

    O Orçamento de 2025 devia ter sido votado até o final do ano passado, mas a tramitação atrasou por causa de impasse entre o governo, o Congresso e o Judiciário envolvendo a implementação de critérios de transparência nas emendas parlamentares. Após a votação na comissão, o projeto ainda precisa ir ao plenário do Congresso e receber o aval dos deputados e senadores.

    Se o plano se confirmar, o presidente da CMO, deputado Júlio Arcoverde (PP-PI), cumpre o compromisso de votar o Orçamento nesta semana.

  • Senado debate infraestrutura para cumprimento da Lei dos Caminhoneiros

    Senado debate infraestrutura para cumprimento da Lei dos Caminhoneiros

    Durante a sessão desta terça-feira (18), A Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado Federal aprovou a realização de uma audiência pública para discutir aspectos da lei nº 13.103/2015, conhecida como Lei dos Caminhoneiros. A proposta foi apresentada pelo senador Esperidião Amin (PP-SC), por meio do requerimento REQ 11/2025 – CI, com o intuito de avaliar a viabilidade da legislação, especialmente no que se refere à estrutura disponível para descanso dos motoristas nas rodovias do país.

    Direitos de descanso dos motoristas de caminhão são discutidos no Senado

    Direitos de descanso dos motoristas de caminhão são discutidos no SenadoTânia Rego/Agência Brasil

    Amin ressaltou que a norma determina períodos obrigatórios de descanso para garantir a segurança dos profissionais, estipulando pausas de 30 minutos a cada seis horas de trabalho. No entanto, uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), emitida em 2023, estabeleceu que os caminhoneiros devem cumprir um intervalo ininterrupto de 11 horas a cada 24 horas trabalhadas.

    Para o senador, essa exigência não condiz com a realidade das estradas brasileiras.”Os pontos de parada e descanso dos motoristas não foram construídos, há uma absoluta controvérsia entre o legal e o real. No meu estado, por exemplo, só existe um ponto de parada em rodovia federal, construído há menos de um ano. A decisão do Supremo é correta, bem como a aspiração dos profissionais pelo descanso, mas a realidade que temos é outra”, argumentou.

    O presidente da CI, senador Marcos Rogério (PL-RO), concordou com a preocupação levantada e destacou que a precariedade das áreas de descanso nas rodovias afeta caminhoneiros em todo o país. Ele mencionou que já abordou o tema junto a órgãos reguladores, como a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).

    “Nas tratativas que fiz com a ANTT, do regulamento da Lei dos Caminhoneiros, o próprio órgão regulador coloca que, para se dar cumprimento à lei, era necessário que toda a infraestrutura fosse oferecida. O que ocorre hoje é que multas são aplicadas a esses motoristas, sem que a estrutura para o descanso e o repouso seja oferecida”, observou Rogério.

  • Moraes arquiva pedido de apreensão de passaporte de Eduardo Bolsonaro

    Moraes arquiva pedido de apreensão de passaporte de Eduardo Bolsonaro

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou o pedido do PT e de deputados petistas para investigar o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pela suspeita de obstrução de investigação e atentado à soberania.

    Eduardo Bolsonaro anunciou que vai morar nos Estados Unidos

    Eduardo Bolsonaro anunciou que vai morar nos Estados UnidosMário Agra/Agência Câmara

    A decisão, que seguiu a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), rejeitou a aplicação de medidas cautelares como a apreensão do passaporte.

    A PGR considerou que as alegações, que incluíam a acusação de articular retaliações contra o Brasil nos EUA, não configuram crime, principalmente atentado à soberania, que exige negociação com entidades estrangeiras para atos de guerra ou invasão. Moraes justificou o arquivamento pela ausência de denúncia do Ministério Público, titular da ação penal pública.

    O arquivamento se deu no mesmo dia em que Eduardo anunciou seu afastamento do mandato e sua decisão de morar nos Estados Unidos, de onde pretende articular contra Alexandre de Moraes e tentar intervir politicamente em favor de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, alvo de uma denúncia da PGR por tentativa de golpe. 

    “Assumi o mandato parlamentar para representar a minha nação. Eu abdico temporariamente dele para seguir bem representando esses milhões de irmãos de Pátria”, afirmou o parlamentar em vídeo.