Categoria: SAÚDE GOV

  • Inscrições para fazer parte da Rede Nacional de Saneamento Indígena vão até sexta-feira (4)

    Inscrições para fazer parte da Rede Nacional de Saneamento Indígena vão até sexta-feira (4)

    A Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) estão atuando para formar a Rede Nacional de Saneamento Indígena, uma iniciativa que objetiva apoiar organizações e fortalecer a cooperação técnica para atuarem com saneamento nos territórios indígenas do país. Organizações e entidades que atuam ou desejam atuar com ações de saneamento ambiental nos territórios para fomentar a Rede devem se cadastrar até o dia 4 de abril. 

    Para se inscrever, acesse a página de cadastro. As inscrições são gratuitas

    Essa é uma estratégia da Sesai e do Unicef para o fortalecimento do Programa Nacional de Saneamento Indígena (PNSI), que a secretaria está desenvolvendo e vai lançar em novembro, durante a COP 30, em Belém (PA). 

    De acordo com a engenheira ambiental e servidora do Departamento de Projetos e Determinantes Ambientais da Saúde Indígena (DEAMB) da Sesai, Camila Amui, o Programa Nacional de Saneamento é um passo extremamente importante para a saúde indígena, visando universalizar o saneamento ambiental nos territórios, o que contribui significativamente para melhores condições de saúde e qualidade de vida dos indígenas. Para fomentar o PNSI, a Rede deve catalogar e formar um banco de organizações qualificadas para apoiar o saneamento nos territórios. 

    “Com esse cadastro, que vai até 4 de abril, esperamos iniciar um banco de organizações para fomentar as ações do Programa Nacional de Saneamento Indígena”, conclui Camila. 

    Sílvia Alves
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde assina parceria para produção nacional de insulina de ação prolongada

    Ministério da Saúde assina parceria para produção nacional de insulina de ação prolongada

    Para fortalecer a produção nacional de insumos em saúde e reduzir a vulnerabilidade do Brasil diante de um problema global de abastecimento, o Ministério da Saúde formalizou a Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) de insulina glargina. O anúncio, firmado nesta quarta-feira (2) com Biomanguinhos (Fiocruz), a empresa de biotecnologia Biomm e a farmacêutica Gan&Lee, prevê a produção e a entrega de 20 milhões de frascos da insulina glargina para atender pacientes do SUS com diabetes mellitus tipos 1 e 2 ainda em 2025. A prevalência de diabetes no país é de 10,2% da população, representando cerca de 20 milhões de pessoas. 

    “Cada passo que tomamos no Ministério da Saúde é guiado pelo esforço de ampliar o acesso da população brasileira à saúde, a medicamentos e a tecnologias inovadoras. Esforços necessários para que a gente consiga reduzir o tempo de espera por atendimento no SUS. Por isso escolhemos trilhar o caminho de cada vez mais desenvolver tecnologia, transferir conhecimento, gerar desenvolvimento, emprego e renda no nosso país”, afirmou o ministro Alexandre Padilha, reforçando a importância da negociação com estados e municípios, “porque é na ponta que o tratamento acontece”. 

    No primeiro momento, a parceria vai garantir que os pacientes sejam atendidos com o produto embalado no Brasil, na fábrica da Biomm, em Nova Lima (MG). Em 2024, a planta de produção de insulina dessa fábrica foi inaugurada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marcando a retomada da produção do hormônio no país por uma empresa nacional depois de duas décadas. A fábrica tem capacidade de suprir a demanda nacional por insulina e favorecer o acesso dos pacientes ao tratamento. 

    A partir da PDP assinada nesta quarta-feira (2), o Ministério da Saúde dá um passo além: garante a transferência da tecnologia – atualmente da farmacêutica chinesa Gan&Lee – para o Brasil, por meio de Biomanguinhos (Fiocruz), para que o produto passe a ser 100% nacional, reduzindo a dependência externa e fortalecendo o sistema de saúde brasileiro. Nesse cenário, o Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) dessa insulina será produzido integralmente na planta da Fiocruz em Eusébio (CE), a primeira planta produtiva de insulina da América Latina, que será construída com recursos do Novo PAC. O investimento ultrapassa R$ 930 milhões do Governo Federal para assegurar uma cadeia produtiva completa para o abastecimento do SUS. 

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    Foto: Rafael Nascimento/MS

    A nova fábrica da Fiocruz no Ceará é um passo fundamental dentro do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, uma vez que o estado não é considerado polo farmacêutico. Isso significa incentivo ao desenvolvimento na região Nordeste e auxílio garantido para mitigar um dos maiores problemas históricos de abastecimento no SUS. Ao final do projeto, em até 10 anos, a produção poderá atingir 70 milhões de unidades anuais, atendendo à necessidade da população brasileira por insulina glargina.

    “Esse avanço garante acesso à saúde, porque cada vez mais sabemos o quanto produzir no próprio país dá segurança e soberania para a população. O acordo que firmamos hoje é um dos primeiros marcos desse futuro compartilhado entre Brasil e China, que tem sido trabalhado pelo governo do presidente Lula. Esse passo já traz a sustentabilidade necessária ao projeto, e também reforça o que temos planejado a médio e longo prazo até 2033, com o nosso IFA cem por cento nacional”, defendeu Padilha.

    Segundo Rosane Cuber, diretora-adjunta de Biomanguinhos, a missão da Fiocruz é garantir acesso a medicamentos de qualidade para o SUS. “Temos longa trajetória de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo e de transferência de tecnologias. Essa vai ser mais uma parceria de grande sucesso, vamos internalizar essa novidade dentro do prazo determinado e beneficiar milhões de pessoas”, declarou. 

    O SUS garante tratamento integral a pessoas com diabetes e já fornece gratuitamente quatro tipos de insulinas: insulinas humanas NPH e regular e insulinas análogas de ação rápida e prolongada, além de medicamentos orais e injetável para diabetes mellitus. Para ampliar o uso da insulina para pacientes com diabetes tipo 2, em novembro de 2024, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) recomendou a incorporação de insulinas análogas de ação rápida e prolongada também para pacientes com diabetes mellitus tipo 2. 

    Bianca Lima
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde anuncia um milhão de doses extras para vacinação de bloqueio do sarampo no Rio de Janeiro

    Ministério da Saúde anuncia um milhão de doses extras para vacinação de bloqueio do sarampo no Rio de Janeiro

    O Ministério da Saúde vai enviar um milhão de doses extras da vacina tríplice viral para o estado do Rio de Janeiro. A nova distribuição vai garantir uma ação específica para bloqueio do sarampo entre a população de 6 meses a 59 anos de idade residente nas cidades prioritárias. A estratégia foi definida após o registro de dois casos em São João de Meriti, na baixada fluminense. Nesta terça-feira (1º), em reunião com representantes do Ministério da Saúde, do Estado e dos municípios, com a participação do ministro Alexandre Padilha, foi alinhado o início da ação para o próximo sábado (7). 

    “Vamos reafirmar a capacidade de resposta do SUS, do nosso país, e mostrar que podemos e vamos manter o certificado de eliminação do sarampo”, disse Padilha, destacando que a estratégia de vacinação no Rio de Janeiro é uma oportunidade de ampliar a cobertura vacinal no Estado e em todo o país. Cinco anos após perder o certificado de eliminação do sarampo, em 2019, o Brasil reconquistou o status de país livre da doença

    Os municípios prioritários para a imunização de bloqueio são Duque de Caxias, Mesquita, Belford Roxo, Nilópolis, Nova Iguaçu e Rio de Janeiro, que integram a Região de Saúde Metropolitana I, além de Itaboraí, São Gonçalo e Niterói, localizados na Região de Saúde Metropolitana II. 

    A estratégia será realizada em três etapas e a primeira começa no sábado, 7 de abril, com foco em escolas e creches (alunos e trabalhadores da educação), serviços de saúde (rotina e trabalhadores da saúde), rede de turismo (hotéis, motéis, guias de turismo, trabalhadores da praia), trabalhadores de transporte individual e coletivo, forças de segurança e pessoas em situação de rua. 

    A segunda etapa está prevista para o final de abril em universidades, escolas de ensino técnico e trabalhadores da saúde. A terceira e última etapa deve iniciar até a segunda semana de maio com prioridade para pontos volantes de vacinação, locais públicos e de grande movimentação, estações e terminais (passageiros e trabalhadores), áreas comerciais e praças públicas. 

    Na reunião, o Ministro Alexandre Padilha reforçou o diálogo próximo que tem mantido com o Estado do Rio de Janeiro, prefeitos e parlamentares locais e reforçou sua confiança no trabalho das equipes de vigilância nas três esferas de governo. “Esse é um trabalho de parceria. A Organização Mundial de Saúde acredita na capacidade do Brasil em aumentar a cobertura vacinal, além da pronta resposta aos casos esporádicos”, explicou, detalhando que ações específicas estão sendo estruturadas para diversos segmentos, como crianças e jovens. 

    A secretária de Saúde do Rio de Janeiro, Claudia Mello, também ressaltou a importância da ação conjunta para manter o país livre do sarampo. Ao lado do Ministério da Saúde, Claudia reforçou a importância de ampliar a cobertura vacinal e colocou o Estado à disposição para ajudar os municípios prioritários a executarem as ações previstas de bloqueio ao sarampo. 

    Equipe técnica do Ministério da Saúde está em campo desde março

    Para detalhar a implementação da estratégia, o diretor do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, e técnicos da pasta, estão no Rio de Janeiro. Segundo Gatti, além de reforçar a imunização, as ações também têm por objetivo fortalecer a vigilância, alinhar iniciativas conjuntas com os municípios e reforçar a integração dos sistemas de dados.

    “O Brasil foi reconhecido pela Organização Mundial da Saúde como país livre do sarampo em 2024 e precisamos manter essa conquista. Casos pontuais não comprometem a certificação do país, mas o sarampo ainda circula em outras partes do mundo, podendo eventualmente ser reintroduzido no território nacional. O Estado do Rio de Janeiro recebe muitos turistas. É fundamental essa articulação para evitarmos novos casos e impedir a transmissão do vírus”, apontou o diretor. 

    Em março, uma equipe do Departamento do Programa Nacional de Imunizações esteve em São João de Meriti (RJ), onde duas crianças foram diagnosticadas com sarampo. Junto com a equipe local, foi feito o bloqueio vacinal na cidade – a imunização de pessoas que tiveram contato com os infectados. Quatro técnicos permanecem no município para dar prosseguimento às ações de prevenção e controle. Como parte das ações, também foi mapeado o território onde residem os infectados para que profissionais de saúde realizassem a varredura para impedir a transmissão na vizinhança. 

    Acompanhamento de um caso em Brasília

    Na capital federal, um caso de sarampo foi importado. A paciente retornou de uma viagem internacional, na qual visitou cinco países, e realizou diversos voos antes de retornar à Brasília, no período do Carnaval. A resposta dada à doença incluiu isolamento, bloqueio vacinal, investigação epidemiológica e monitoramento de contatos. O Ministério da Saúde permanece acompanhando junto à Secretaria de Saúde do Distrito Federal. 

    Ministério da Saúde

  • No Paraná, ministro Padilha anuncia ampliação da rede de saúde para reduzir tempo de espera

    No Paraná, ministro Padilha anuncia ampliação da rede de saúde para reduzir tempo de espera

    Para ampliar a rede de saúde e reduzir o tempo de espera por atendimentos, nesta segunda (31), o ministro Alexandre Padilha percorreu três cidades do Paraná, anunciando um pacote de novidades com a Itaipu Binacional. Em Ponta Grossa, os serviços do SUS serão expandidos com a reforma de maternidade da Santa Casa de Misericórdia — referência para gestações de alto risco — e com a inauguração das obras do primeiro Centro de Reabilitação da região para atendimento das pessoas com deficiência. Em Londrina, a reabertura a sala de vacinação, após seis anos de inatividade, volta a aplicar na população todos os imunizantes do calendário nacional. Ainda no município, 80 instituições hospitalares filantrópicas serão beneficiadas com implantação de energia solar, gerando economia estimada em R$ 11,7 milhões ao ano. 

    Novos investimentos em saúde materno-infantil, oncologia e reabilitação para pessoas com deficiência

    O município de Ponta Grossa será contemplado com uma série de iniciativas que fortalecem o cuidado integral à saúde da população, com foco especial na saúde das mulheres, pacientes com câncer e pessoas com deficiência. Cerca de R$ 15,2 milhões serão investidos para modernizar a Santa Casa de Misericórdia da cidade. Em uma ação que visa garantir atendimento pleno para bebês, gestantes e puérperas, a maternidade – referência do SUS para gestações de alto risco, que já realiza cerca de 150 partos por mês, agora será totalmente integrada às UTIs neonatais, qualificando ainda mais o atendimento. 

    No Hospital do Câncer da instituição, onde 1,7 mil pacientes oncológicos são atendidos mensalmente, será construída uma casamata – estrutura específica para radioterapia – destinada à instalação de um acelerador linear, representando um salto na infraestrutura oncológica da região. 

    Além disso, em uma estratégia transversal, o ministro Alexandre Padilha assinou a Ordem de Serviço para início das obras do primeiro Centro de Reabilitação da cidade. Com investimento de R$ 7,8 milhões do Governo Federal, 40 mil pessoas com deficiência serão impactadas com oferta de reabilitação em todas as modalidades: auditiva, física, intelectual e visual. 

    “Estamos anunciando três grandes investimentos para Ponta Grossa: a reforma da maternidade da Santa Casa, a construção de um bunker para instalação de um acelerador linear e a criação de um Centro Especializado em Reabilitação. Essas ações vão ampliar o atendimento e reduzir o tempo de espera para exames e tratamentos”, detalhou Padilha. “Com o acelerador linear, Ponta Grossa passará a oferecer tratamento de radioterapia, evitando que pacientes precisem se deslocar para outras cidades e garantindo um início mais rápido do tratamento do câncer. O novo Centro Especializado em Reabilitação atenderá pessoas com deficiência, seja desde o nascimento ou adquirida ao longo da vida”, explicou.

    “Estamos superando a tabela SUS com um modelo que permite pagar até três vezes mais pelos procedimentos, garantindo que exames e cirurgias sejam realizados no prazo adequado. Nossa meta para 2025 é realizar mais de 750 milhões de procedimentos diagnósticos e terapêuticos no Paraná”, complementou o ministro. “Aqui no estado também estamos reforçando o SAMU com 213 novas ambulâncias, incluindo modelos UTI, que o governo federal não comprava há sete anos. Isso significa atendimento mais rápido e maior chance de salvar vidas”, defendeu.

    Reabertura a sala de vacinação, após seis anos de inatividade

    Em Maringá, a retomada de dois importantes serviços públicos vai fortalecer a cobertura vacinal e a proteção da população. Após seis anos de inatividade, a reabertura da sala de vacinação volta a aplicar todos os imunizantes do calendário nacional, em um serviço para todas as faixas etárias – crianças, adolescentes, adultos, idosos e gestantes – de segunda a sexta-feira. Além disso, a reativação da câmara fria vai garantir maior eficiência na distribuição de imunizantes. 

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    Ministro participa da reabertura da sala de vacinação após seis anos de inatividade e da reativação da câmara fria (Foto: João Risi/MS)

    Desde 2019, apenas a vacina antirrábica e imunizantes para grupos específicos foram aplicados no local. “Um desrespeito ao programa de vacinação brasileiro. Mas é muito bom estar aqui vendo a sociedade de Maringá abraçar a campanha da vacina, em defesa da vida. A gente precisa acreditar cada vez mais naquilo que a ciência desenvolveu”, reforçou Padilha, lembrando que a vacinação contra a gripe começa em abril. 

    “Vamos começar a campanha contra a gripe agora em abril. Nós já entregamos mais de 320 mil doses aqui para o estado do Paraná e outros lotes chegarão nos próximos dias. O foco inicial são as crianças de 6 meses até 6 anos de idade, gestantes, puérperas, pessoas que têm mais de 60 anos de idade e os grupos que a Organização Mundial de Saúde recomenda”, relembrou o ministro. 

    Uma Só Saúde: sustentabilidade para prevenir doenças

    O combate aos efeitos das mudanças climáticas e as consequências na saúde da população é uma das prioridades do Governo Federal. Em Maringá, mais de 50 cidades terão a coleta seletiva otimizada com entrega de 50 caminhões de reciclagem e 197 itens de infraestrutura para Unidades de Valorização de Recicláveis (UVR). “Muitas vezes se associa saúde à medicamento ou injeção. Nem sempre temos ideia de que se cuidarmos bem do lixo que produzimos todo dia, vamos ajudar a salvar muitas vidas nas nossas cidades e nas nossas famílias”, ponderou o ministro Padilha. 

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    Em Maringá, 50 caminhões de reciclagem vão otimizar a coletiva seletiva (Foto: João Risi/MS)

    A coleta seletiva reduz a poluição e contribui para a redução do lixo acumulado em áreas urbanas, evitando a proliferação de doenças como dengue, leptospirose e outras infecções associadas ao descarte inadequado de resíduos. Com R$ 123 milhões de investimento, o convênio entre Consórcio Intermunicipal de Saneamento do Paraná (Cispar) e a Itapu também prevê a construção de 4 novas UVR em Belém (PA). 

    Em Londrina, um convênio entre a Itaipu Binacional e a Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Paraná (FEMIPA) vai beneficiar 80 instituições hospitalares filantrópicas com transição energética. A medida vai garantir o suprimento de até 35% da energia consumida nas unidades, com economia estimada de R$ 11,7 milhões por ano. Desses hospitais, 29 vão receber usinas de energia solar, com início das instalações previsto para abril. Em junho, também serão iniciadas as obras para instalação de sistemas fotovoltaicos em quatro municípios da região. 

    “Não tem como reduzir o tempo de espera e aumentar o atendimento especializado no país sem uma forte parceria com as Santas Casas. Ao gerarmos economia, também geramos sustentabilidade”, destacou Padilha. “Nós estamos vendo aqui a realidade de uma ação que envolve parceiros de vários setores para reforçar a área da saúde. E estamos indo atrás de outras parcerias possíveis para direcionar esses recursos para mais atendimento e menos tempo de espera”, complementou o ministro da Saúde. 

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    Foto: João Risi/MS

    Além de reduzir custos, a adoção de fontes renováveis contribui para a mitigação das emissões de gases poluentes, impactando diretamente na melhoria da qualidade do ar e na prevenção de doenças respiratórias e cardiovasculares, especialmente entre grupos mais vulneráveis, como crianças e idosos. 

    Essa cooperação do Ministério da Saúde com o setor ambiental é parte da estratégia internacional Uma Só Saúde, preconizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que reconhece a interconexão entre saúde humana, animal, vegetal e ambiental. No Brasil, a iniciativa é promovida pelo Comitê Técnico Interinstitucional de Uma Só Saúde, criado pelo governo federal em 2024, que reúne mais de 20 órgãos. 

    Nadja Alves dos Reis
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde reforça estratégias com laboratórios oficiais

    Ministério da Saúde reforça estratégias com laboratórios oficiais

    Para reduzir vulnerabilidades no Sistema Único de Saúde (SUS) e ampliar o atendimento à população, o Ministério da Saúde reuniu laboratórios oficiais, ou seja, aqueles órgãos públicos, fundações e empresas que fornecem produtos para a saúde do SUS, para apresentar metas e critérios de governança na produção de medicamentos e dispositivos médicos.

    O encontro foi promovido por meio da 2ª Oficina de Governança com os Laboratórios Oficiais, realizada em Brasília neste mês, e serviu para pactuar processos da nova fase de implementação do Programa de Aprimoramento da Governança, Integridade e Gestão Produtiva dos Laboratórios (ProLab-SUS).

    A organização está alinhada à Estratégia Nacional para o Desenvolvimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ceis) e reuniu representantes de 23 laboratórios que fazem parte da Associação dos Laboratórios Oficiais do Brasil (Alfob) e autoridades da pasta.

    Governança e fortalecimento da produção nacional

    Leandro Pinheiro Safatle, secretário adjunto da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Sectics), destacou a importância do segundo encontro, como mais um desdobramento de todo processo de reconstrução institucional e articulação política que deram sustentação às ações de fortalecimento do Ceis. “Essa segunda oficina de governança segue esse caminho de trabalho constante para o aprimoramento da governança, que é algo que a gente pode sempre estar melhorando, sempre avançando porque a gente está num processo de continuidade do caminho que foi reconstruído até aqui”, lembrou.

    O presidente da Alfob, Jorge Mendonça, ressaltou que o fortalecimento da governança é essencial para a política industrial do setor. “Nenhuma política industrial se constrói do dia para a noite. A governança dos laboratórios e a implementação de práticas de integridade são passos fundamentais. Cada laboratório precisa desenvolver suas próprias ações a partir desse diagnóstico, promovendo boas práticas desde a produção até a gestão, incluindo a preocupação ambiental”, disse Mendonça.

    Já o especialista em estratégia e governança, Fábio Lazzarini, responsável por conduzir as discussões da oficina, destacou a importância do encontro para estruturar ações concretas nos laboratórios oficiais. “Discutimos desafios do dia a dia, anseios para o futuro e ações de melhoria. O próximo passo é consolidar essas informações e elaborar um plano de ação para apoiar os laboratórios na governança, tecnologia e gestão de pessoas”, afirmou.

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    Foto: Tais Nascimento/MS

    Investimentos no Complexo Econômico-Industrial da Saúde

    A diretora do Departamento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde e de Inovação para o SUS (Deceiis), Gabriela Maretto, destacou a importância do Programa para Ampliação e Modernização de Infraestrutura do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (PDCEIS) para fortalecer a capacidade produtiva do SUS.

     “O PDCEIS é uma iniciativa para garantir segurança jurídica e fortalecer o setor no médio e longo prazo. Já aprovamos 42 projetos, totalizando R$ 4,2 bilhões, e estamos abrindo uma nova chamada para mais R$ 1,8 bilhão, chegando ao total de R$ 6 bilhões previstos. Além disso, estamos avançando na formalização dos instrumentos necessários para a execução desses projetos”, afirmou Gabriela Maretto.

    Sobre o PDCEIS

    O Ministério da Saúde lançou o PDCEIS para fortalecer a infraestrutura de produção de medicamentos, vacinas e insumos essenciais para o SUS, reduzindo a dependência de importações. O programa faz parte da Estratégia Nacional para o Desenvolvimento do Ceis, que busca garantir maior autonomia ao Brasil na produção de insumos estratégicos para a saúde.

    O financiamento do PDCEIS vem do ministério, com recursos do PAC e do orçamento da área de Ciência, Tecnologia e Inovação. Além disso, o governo pode firmar parcerias nacionais e internacionais para fortalecer a execução dos projetos.

    Principais ações do programa:

    • Apoio à inovação e tecnologia – investimentos para modernizar a produção de insumos para a saúde;
    • Fortalecimento da indústria nacional – ampliação da capacidade produtiva de instituições públicas e privadas sem fins lucrativos;
    • Parcerias estratégicas – recursos destinados a projetos alinhados às prioridades do SUS;
    • Seleção rigorosa – projetos devem atender às necessidades do SUS, ter impacto comprovado e seguir critérios técnicos;
    • Monitoramento e transparência – instituições parceiras precisarão prestar contas e demonstrar avanços. 

    Taís Nascimento e Mônica Olis
    Ministério da Saúde

  • Em Minas Gerais, mutirão de cirurgias e exames vai reduzir tempo de espera no SUS

    No compromisso de ampliar a assistência em todo o Brasil e reduzir o tempo de espera por atendimento no SUS, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, cumpre agenda em Belo Horizonte, Minas Gerais, onde anunciou um mutirão de cirurgias, exames e diagnósticos em parceria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares. No total, a meta do projeto “Ebserh em Ação” neste ano é ampliar em 40% a oferta de cirurgias eletivas. Neste sábado (29), o Hospital das Clínicas da UFMG realiza 40 procedimentos com foco na saúde da mulher, entre cirurgias ginecológicas de alta complexidade, mamografias e outros exames. Uma simulação de cirurgia torácica também será realizada, marcando a retomada dos transplantes de pulmão na unidade.

    As mulheres beneficiadas com o mutirão deste sábado geralmente esperariam 47 dias por um procedimento, mas com a iniciativa terão acesso mais rápido ao tratamento necessário. “Nós vamos usar toda a força da saúde brasileira para reduzir o tempo de espera por atendimento especializado no SUS. Essa é a minha obsessão. O Hospital das Clínicas da UFMG é um dos hospitais que já integram esse esforço, inclusive com atendimento noturno e aos sábados, em que geralmente só se fazem cirurgias de urgência emergência, mas agora realizando também cirurgias eletivas, nesse esforço de reduzir o tempo de espera”, detalhou o ministro da Saúde.

    Padilha explicou que, em março, mês das mulheres, o Ministério da Saúde deu o primeiro passo para “enterrar de vez a tabela SUS, buscando uma nova forma de remunerar, com valores maiores, desde que os procedimentos sejam feitos no prazo adequado”, em referência às ofertas de cuidado integrado (OCI) que estão sendo implementadas em todo o país.

    “Dessa forma nós vamos reorganizar a estrutura da rede de saúde, não pagando mais por procedimentos isolados, mas garantindo um pacote com tudo que o paciente precisa, com prazo pré-estabelecido para realização, acabando, portanto, com a peregrinação daquela pessoa e superando a tabela SUS”, detalhou o ministro Padilha.

    O formato integra consultas e exames, permitindo que, em áreas de grande demanda, como cardiologia, otorrinolaringologia, ortopedia, oftalmologia e oncologia, o diagnóstico seja feito de forma mais rápida e eficiente. Nesse modelo, tudo acontece de maneira mais ágil: consultas, exames e diagnósticos são realizados em um único fluxo, garantindo maior efetividade no atendimento. Em Minas Gerais, o Ministério da Saúde garantiu adesão de todos os 853 municípios.

    Foto: João Risi/MS
    Foto: João Risi/MS

    Ebserh em Ação 2025

    Os 45 hospitais da Rede Ebserh de todo o país participam da ação ao longo de 2025, incluindo as quatro unidades de Minas Gerais. Com o aumento de 40% nos procedimentos, mais de 75 mil cirurgias adicionais devem ser realizadas, totalizando 261 mil cirurgias na rede, um avanço significativo para garantir assistência eficaz e redução do tempo de espera.

    Desse quantitativo, 12 mil cirurgias eletivas a mais serão realizadas nos quatro hospitais de Minas Gerais. Na edição de 2025, o projeto vai priorizar cirurgias oncológicas, ortopédicas, cardiológicas, urológicas, oftalmológicas, ginecológicas e de cirurgia geral. Em 2024, os hospitais da Ebserh realizaram mais de 186,9 mil cirurgias eletivas em todo o Brasil, sendo quase 73% em mulheres (136,5 mil).

    Retomada dos transplantes de pulmão

    No início do ano, 23 profissionais do Hospital das Clínicas da UFMG, ligados à cirurgia do tórax e que vão atuar com a retomada dos transplantes de pulmão no estado mineiro, participaram de um treinamento prático ofertado pela Faculdade de Medicina da universidade. Neste sábado (29), um simulado acontece na unidade, já prevendo a retomada definitiva dos transplantes de pulmão. A previsão é os procedimentos desse tipo sejam retomados integralmente no segundo semestre.

    O Brasil possui o maior programa público de transplante de órgãos, tecidos e células do mundo, que é garantido a toda a população por meio do SUS. Ano passado, 93 transplantes de pulmão foram realizados em todo o país, um procedimento raro e complexo. A partir do avanço anunciado hoje, o estado de Minas Gerais terá garantida estrutura para realização desse tipo de transplante.

    Telessaúde

    O ministro Alexandre Padilha também visitou, neste sábado (29), o Núcleo da Rede Brasileira de Telessaúde do Hospital das Clínicas da UFMG, referência em inovação tecnológica e que atende mais de 1.400 municípios, alcançado 45 milhões de brasileiros, especialmente em regiões remotas e vulneráveis. Essa é uma das maiores e mais bem-sucedidas iniciativas públicas de telessaúde do mundo. Os resultados são expressivos: mais de 10,4 milhões de eletrocardiogramas foram interpretados remotamente nos últimos anos, com impacto direto na redução de tempo diagnóstico e detecção precoce de infartos e arritmias.

    “A força e o impacto desse núcleo estão comprovados. O Ministério da Saúde tem investido em modelos como esse em Minas Gerais e em todo o país, para ampliação da telessaúde, essencial na nossa obsessão pela redução do tempo de espera”, disse o ministro. O núcleo adota um modelo inovador de implementação em telessaúde, baseado em ciclos estruturados que envolvem: identificação de necessidades locais, desenvolvimento e teste de soluções tecnológicas no âmbito da pesquisa, incorporação de intervenções bem-sucedidas ao sistema público de saúde e expansão com sustentabilidade. Esse processo garante intervenções baseadas em evidências científicas.

    Os três núcleos de telessaúde de Minas Gerais – Faculdade de Medicina da UFMG, Hospital das Clínicas da UFMG e Fundação Educacional Lucas Machado – operacionalizam o projeto do Ministério da Saúde para incorporação de teleconsultorias no fluxo do atendimento especializado no estado. Em Belo Horizonte, três filas de especialidades estão sendo enfrentadas com a teleconsultoria antes do encaminhamento presencial dos pacientes para o atendimento especializado: endocrinologia, gastroenterologia e pneumologia. Como resultado, os municípios já registram diminuição das filas em cerca de 70%. No projeto piloto no município de Betim, a fila de espera para primeira consulta nessas especialidades registrou diminuição de 81,9%.

    Foto: João Risi/MS
    Foto: João Risi/MS

    Tecnologia nacional

    Para fortalecer a produção nacional de insumos estratégicos em saúde no país, uma prioridade do Governo Federal, o ministro Alexandre Padilha aproveitou a agenda no estado de Minas Gerais para visitar a empresa Tacom Mobilidade, conhecida por ter desenvolvido e homologado um ventilador pulmonar de classe 3, equipamento inovador e de tecnologia nacional, durante a pandemia de Covid-19, para auxiliar no enfrentamento da doença e salvar vidas.

    Em mais uma estratégia para expandir a produção nacional de tecnologias em saúde, a empresa está desenvolvendo uma máquina de hemodiálise que reduz o processo médio de 4 para 2 horas. “Podemos romper a fronteira de ter a primeira produção de máquina de hemodiálise no Brasil. E vem mais coisa nova por aí: melhoramento dos ventiladores, adaptação de ventilação em casa ou home care e produtos para hemodiálise”, disse Padilha durante a visita. Hoje, o Brasil conta com 39 mil máquinas de hemodiálise. Dessas, 34 mil atendem aos pacientes SUS.

    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde anuncia início da integração do Hospital Federal da Lagoa com a Fiocruz

    Ministério da Saúde anuncia início da integração do Hospital Federal da Lagoa com a Fiocruz

    Um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para iniciar a integração do Hospital Federal da Lagoa com o Instituto Fernandes Figueira foi assinado nesta sexta-feira (28) pelo ministro Alexandre Padilha e o presidente da Fiocruz, Mario Moreira. O acordo é mais um passo do Plano de Reestruturação dos Hospitais Federais do Rio de Janeiro, na missão de melhorar a qualidade da assistência e reduzir o tempo de espera por atendimento no SUS. Pelos próximos 60 dias, profissionais das duas instituições vão estabelecer um diagnóstico da unidade e detalhar a estratégia de integração. 

    Segundo o ministro Padilha, o acordo vai potencializar e fortalecer cada vez mais a instituição, com foco no atendimento de mulheres, crianças e adolescentes. “Estamos juntando duas grandes potências da nossa história, num esforço de qualificação e diagnóstico de como podemos avançar. O hospital vai sair mais forte. O SUS vai sair mais forte e o Instituto Fernandes Figueira também”, destacou. “Se tem uma coisa que me deixa feliz ao voltar ao Ministério da Saúde é estar perto da Fiocruz”, completou o ministro ao ressaltar o papel colaborativo da instituição. 

    O Hospital Federal da Lagoa é reconhecido no Rio de Janeiro pelo cuidado oncológico em adultos e, particularmente, pela excelência oncopediátrica. Voltada ao atendimento de média e alta complexidade, a unidade atende especialidades como mastologia, oftalmologia, otorrinolaringologia, cirurgia vascular e cirurgia de mão. “Queremos fortalecer a atenção à saúde da criança e da mulher, uma prioridade da minha gestão”, complementou o ministro. 

    Após o estudo diagnóstico, será possível detalhar sobre a reabertura de leitos, contratação de trabalhadores e expansão dos serviços para a população que necessita da unidade. A primeira reunião do Grupo de Trabalho das instituições envolvidas deve acontecer na primeira semana de abril. 

    O presidente da Fiocruz, Mario Moreira, declarou que a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na instituição é um sinal da inequívoca importância que a pasta dá ao impulsionamento dos projetos da Fiocruz. “Esta é uma discussão que vem se desenvolvendo há alguns anos e, finalmente, hoje estamos dando um passo concreto”, declarou. 

    Quatro unidades estão com ações em andamento do Plano de Reestruturação dos Hospitais Federais do Rio de Janeiro do Ministério da Saúde: Bonsucesso (HFB), Andaraí (HFA) e Cardoso Fontes (HFCF) já iniciaram a descentralização da gestão. O Hospital dos Servidores do Estado (HFSE) está em processo de transição para a EBSERH, em etapa final de estudos. 

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    Foto: João Risi/MS

    R$ 24 milhões para fortalecer assistência em 75 maternidades de todo o país

    Outra medida anunciada nesta sexta-feira (28) pelo ministro Alexandre Padilha foi a criação de Planos de Ação para melhoria de processos de gestão em 75 maternidades de todos os estados brasileiros. Essas unidades concentram a maior parte de óbitos maternos e, por isso, a qualificação da assistência é fundamental para reduzir a mortalidade de mães e bebês no país. 

    Das 75 unidades, 25 maternidades da EBSERH já começaram o processo. As demais 50 unidades de gestões estaduais e municipais começarão agora. “A gente precisa da força de instituições como a Fiocruz para qualificar, acompanhar e ajudar a desenvolver essas maternidades”, defendeu Padilha. 

    Por dois anos, profissionais do Ministério da Saúde e do IFF/Fiocruz, em parceria, vão elaborar, implementar e monitorar esses Planos de Ação em cada maternidade, todas unidades do SUS. Na prática, serão garantidas melhorias nos processos de trabalho, como a segurança do paciente, o fluxo de leitos, a regulação, no acolhimento, na assistência ao parto e ao nascimento e na qualificação das ações nas UTIs. 

    O público-alvo são as equipes técnicas e gestoras de maternidades, contemplando profissionais de saúde das áreas clínicas e de saúde coletiva, bem como a parceria com as instâncias de gestão do SUS dos estados e municípios e representantes dos movimentos sociais. 

    Ministério da Saúde

  • Na CIT, ministro da Saúde destaca importância do diálogo com estados e municípios para o avanço do SUS

    Na CIT, ministro da Saúde destaca importância do diálogo com estados e municípios para o avanço do SUS

    “Para mim, é uma alegria estar de volta à CIT. Aqui é um espaço de diálogo com estados e municípios onde, por meio de debates e pactuações, expandimos e aprimoramos o SUS. Tudo isso para levar saúde integral e de qualidade para a população”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante a sua participação na 3ª reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), nesta quinta-feira (27), na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), em Brasília. 

    Além de ressaltar a importância do diálogo com estados e municípios para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS), Padilha reforçou que as pactuações feitas no colegiado auxiliam no acesso integral à assistência à saúde. Representantes dos conselhos nacional de Secretários de Saúde (Conass) e de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) também fizeram parte dos debates. 

    Estiveram presentes também na reunião da CIT os seguintes secretários: Executivo, Adriano Massuda; de Saúde Indígena, Weibe Tapeba; de Atenção Especializada à Saúde, Mozart Sales; de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde, Felipe Proenço; além das secretárias de Atenção Primária à Saúde, Ana Luiza Caldas; e de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, Fernanda de Negri. Também participou Rivaldo Cunha, representando a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA)

    Debates 

    Na reunião, gestores e representantes dos estados e municípios abordaram os seguintes temas: 

    Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) 

    • Atualização sobre dengue e outras arboviroses;
    • Ações estratégicas de vacinação nas escolas e atualização da caderneta;
    • Apresentação da estratégia de vacinação contra a influenza;
    • Ampliação da estratégia de vacinação contra o HPV

    Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (Saes) 

    Secretaria Executiva (SE)

    • Balanço das atividades da CIT nos anos de 2023 e 2024. 

    Assista a 3ª Reunião da Comissão Intergestores Tripartite na íntegra: 

     

    Camilla Nunes
    Ministério da Saúde

  • Para reforçar importância da vacinação, Ministério da Saúde busca apoio de todas as religiões

    Para reforçar importância da vacinação, Ministério da Saúde busca apoio de todas as religiões

    Pela defesa da vida, em um movimento de união entre todos os brasileiros, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil – Ministério de Madureira (Conamad). Nesta quinta-feira (27), durante o encontro, o ministro reforçou o compromisso do Governo Federal de buscar apoio em todas as frentes da sociedade e de todas as religiões no incentivo à vacinação e proteção à vida por meio dos imunizantes. 

    Ao reiterar a importância da ciência, o ministro Padilha lembrou do período em que a poliomielite, conhecida como paralisia infantil, dizimava a vida das crianças brasileiras. “Vacina é vida. O Zé Gotinha é fruto da sabedoria, do conhecimento, da ciência e de estudos testados ao longo de tantos anos”, disse o ministro. 

    A agenda de Padilha em São Paulo acontece na semana em que o Ministério da Saúde iniciou a distribuição de 35 milhões de doses de vacinas contra a gripe para todos os estados das regiões Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Sudeste – incluindo o estado de São Paulo. A previsão para o início da campanha de reforço da vacinação é 7 de abril, para todo o público prioritário. Para a vacinação de 2025, a pasta adquiriu 73,6 milhões de doses. Dessas, aproximadamente 20 milhões devem ser aplicadas no estado de São Paulo.

    “Uma coisa eu gostaria de pedir: continuem nos ajudando a salvar vidas e a apoiar o trabalho dos agentes comunitários de saúde, que trabalham com a população, de porta em porta”, completou o ministro da Saúde, que esteve na convenção ao lado do advogado-geral da União, ministro Jorge Messias. 

    A parceria e ampla adesão às campanhas de vacinação busca evitar cenários como o vivido a partir de 2016, de graves quedas nas coberturas vacinais e risco de reintrodução de doenças no Brasil, como a própria poliomielite. O Ministério da Saúde reforça, no entanto, que o país reverteu essa tendência de queda

    Nos últimos dois anos, o Brasil avançou significativamente na cobertura vacinal da população brasileira. Em 2024, o país saiu da lista dos 20 países com mais crianças não vacinadas no mundo – em 2021, o Brasil ocupava o 7º lugar no ranking da Unicef/OMS. Além disso, ano passado, foi possível recuperar o certificado de eliminação do sarampo como problema de saúde pública no Brasil, concedido pela OPAS/OMS – o país perdeu o título em 2019. 

    Zé Gotinha entrou em campo pela vacinação

    Em São Paulo, na noite de quinta-feira (27/03), a Neo Química Arena recebeu um jogo clássico: Corinthians e Palmeiras se enfrentaram para o duelo final do Campeonato Paulista de futebol masculino. Antes da partida, Zé Gotinha entrou em campo e chamou a torcida paulista para manter a caderneta de vacinação em dia. O chamado vale para adultos e crianças. 

    O ministro Alexandre Padilha participou da mobilização com a torcida no estádio. “A ideia de trazer o Zé Gotinha para as torcidas uniformizadas e nos espaços esportivos é mostrar para todo mundo que, se hoje estamos aqui, protegidos e com a possibilidade de torcermos e vibrarmos com o nosso time – sem qualquer tipo de distanciamento – é porque as vacinas nos protegeram”, destacou o ministro da Saúde. 

    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde entrega mais 156 novas ambulâncias do SAMU 192 para ampliar atendimento de urgência e reduzir o tempo de espera no SUS

    Para reduzir o tempo de espera em casos de urgência e emergência, o Ministério da Saúde entregou 156 novas ambulâncias do SAMU 192 para ampliar a frota em 114 municípios de 15 estados. Dessas cidades, 94 vão receber uma ambulância pela primeira vez. São mais de 2 milhões de brasileiros e brasileiras que, a partir dessa entrega, passam a ter acesso a assistência e atendimento especializado no momento que mais precisam. Com mais esta iniciativa, o total de ambulâncias entregues pelo Governo do presidente Lula ultrapassa 2,2 mil unidades e o SAMU 192 chega a quase 90% da população em todo o país, um avanço histórico no compromisso de garantir saúde pública para todos. 

    Na cerimônia de entrega das ambulâncias, nesta quinta-feira (27), em Brasília, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou o trabalho que vem sendo feito pelo governo para levar o SAMU 192 a todos os cantos do país.“O que estamos fazendo aqui hoje é fortalecer esse serviço que salva vidas e reduz o tempo de espera por atendimento. É mais do que entregar ambulâncias. Nossa meta, desde o início do governo do presidente Lula, é universalizar o SAMU. Queremos garantir esse equipamento em 100% do território nacional, respeitando as especificidades de cada local”, ressaltou.

    O ministro falou ainda sobre a qualidade do serviço – estruturado para atender as mais diversas situações de emergência. “Hoje, o SAMU tem medicamentos que salvam vidas, como os trombolíticos, que mudaram completamente o atendimento a infartos e outras emergências. Foi o SAMU o responsável por organizar o sistema de urgência e emergência do Brasil”, observou. Na ocasião, Padilha adiantou também que uma nova entrega de ambulâncias será feita em abril, no estado de Minas Gerais.

    Recurso do Novo PAC

    Cavalcante (GO) é uma das cidades que recebe ambulância pela primeira vez na história. O município abriga a terceira maior população quilombola do país, com 4,7 mil pessoas autodeclaradas. São Lourenço do Piauí, com 4,4 mil habitantes, e outra cidade que até então não possuía uma ambulância do SAMU 192. 

    Essa entrega foi viabilizada por meio do Novo PAC, com investimento de mais de R$ 50,4 milhões. No dia 14 de março, o Ministério da Saúde entregou a maior quantidade de ambulâncias desde 2023. Foram 789 novos veículos para expansão e renovação da frota em 559 cidades de 21 estados. Dessa entrega, 86 ambulâncias eram Unidades de Suporte Avançado (USA), conhecidas como UTI Móveis. O Governo Federal não entregava unidades desse tipo desde 2018.

    Confira o total de ambulâncias por estado

    Confira os municípios contemplados nesta entrega de 156 ambulâncias

    Governo Lula: mais de 6 milhões de pessoas passaram a ter acesso ao SAMU 192

    Ao todo, o Governo Federal garantiu 2.222 novas ambulâncias do SAMU 192 — volume seis vezes maior que o registrado entre 2019 e 2022, quando 366 unidades foram entregues à população. Com essa expansão, mais de 6,1 milhões de pessoas passaram a ter acesso ao atendimento de urgência. Atualmente, o SAMU 192 conta com mais de 4,3 mil veículos em circulação e chega a 188,6 milhões de brasileiros em 4.143 municípios. 

    Também houve uma importante renovação dos veículos em circulação. Da entrega total desta gestão, 1.917 unidades renovaram a frota dos estados e municípios, representando 49,6% dos veículos habilitados e em atividade. São ambulâncias que estavam com 15 anos de uso e necessitando de manutenção, mas agora estão novas, seguras e prontas para atendimento de qualidade. 

    Com planejamento e investimento contínuo, o Ministério da Saúde trabalha para universalizar o SAMU até o fim de 2026. A meta é entregar mais 2,3 mil ambulâncias até 2026, sendo 1,3 mil previstas para 2025. O Ministério da Saúde reforça que o Novo PAC está com inscrições abertas até 31 de março para que gestores estaduais e municipais solicitem a renovação ou ampliação da frota.                                                            

    Edjalma Borges
    Ministério da Saúde