Categoria: SAÚDE GOV

  • “Queremos uma agenda compartilhada”, disse Padilha para gestores de estados e municípios

    “Queremos uma agenda compartilhada”, disse Padilha para gestores de estados e municípios

    Nesta quarta-feira (26), o ministro Alexandre Padilha participou da 3ª Assembleia do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e da Reunião do Conselho Nacional de Representantes Estaduais (Conare), em mais uma iniciativa de diálogo com estados e municípios. “Nosso objetivo é construir uma agenda compartilhada. Temos um desafio complexo a ser enfrentado, por isso precisamos aproveitar este ambiente de legitimidade e de fortalecimento do SUS em benefício da sociedade brasileira”, afirmou. 

    Na assembleia do Conass, o ministro da Saúde ressaltou a importância do alinhamento de objetivos em prol da saúde em todos os estados. “Nosso esforço é o de entender e atender às demandas. Precisamos trabalhar todos os pleitos para que tenhamos uma agenda compartilhada e eficiente”, complementou Padilha, reforçando aos secretários estaduais de saúde o momento de reconstrução que o Brasil vive atualmente e lembrando os desafios impostos pela pandemia da Covid-19.

    Durante a agenda, foi anunciada a eleição da nova presidente do Conass para a gestão 2025-2026. Tânia Mara Coelho, secretária de saúde do Ceará, foi escolhida pelos pares em assembleia. Ela substitui o atual presidente, Fábio Baccheretti, titular da Saúde do estado de Minas Gerais. A posse será no final de abril.

    Na reunião do Conare, o ministro Padilha apresentou os novos secretários do Ministério da Saúde aos representantes do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). Desde que assumiu o comando da pasta, Padilha tem reforçado a importância do trabalho conjunto com os estados e municípios. Para ele, a parceria é um esforço de reconstrução diante do desmonte do governo anterior. “Precisamos reconstruir os fluxos, as equipes e enfrentar os desafios que a pandemia trouxe, além dos novos desafios que surgem pelo nosso modo de viver e por determinantes sociais”, observou. 

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    Foto: Taysa Barros/MS

    Presente à reunião, o presidente do Conasems, Hisham Mohamad Hamida, reiterou a mensagem de Padilha. “Vamos continuar o fortalecimento do nosso sistema e trabalhar juntos pelo SUS”, declarou. 

    Estiveram presentes nas reuniões os secretários Executivo, Adriano Massuda; de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde, Felipe Proenço; de Saúde Indígena, Weibe Tapeba; de Ciência, Tecnologia, Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, Fernanda de Negri; de Atenção Especializada à Saúde, Mozart Sales; e de Atenção Primária à Saúde, Ana Luiza Caldas. 

    Ana Freire e Rafael Secunho
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde abre discussão sobre primeiro hospital inteligente do Brasil

    Tecnologias avançadas, como inteligência artificial, telemedicina e conectividade integrada tem grande potencial de aprimoramento dos processos da rede pública de saúde, auxiliando em pesquisas, tratamentos e procedimentos. Nesse sentido, o ministro Alexandre Padilha coordenou uma reunião para tratar da implementação de um hospital digital e inteligente junto ao Complexo do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP). 

    A criação de um hospital desse porte é uma iniciativa inédita no Brasil, que acompanha tendências de diversos países. No início de março, o ministro Padilha já havia apresentado essa ideia ao Banco dos BRICS, para viabilização do projeto. 

    “De forma totalmente inovadora, vamos utilizar ferramentas de inteligência artificial para resolver problemas de saúde, de urgência e emergência.  A criação de um hospital digital reforça nosso compromisso em reduzir o tempo de espera no SUS e, com isso, salvar vidas”, destacou o ministro Alexandre Padilha, reforçando que a ideia é expandir a iniciativa, no futuro, para todo o país. 

    Com a presença dos ministros da Fazenda, Fernando Haddad; da Gestão e Inovação, Esther Dweck; da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias; a responsável pelo projeto, Ludhmila Hajjar; e o professor e reitor da USP, Carlos Gilberto Carlotti, foram definidos os próximos passos para viabilizar a proposta, como o detalhamento do modelo de gestão e a apresentação do projeto. 

    Ministério da Saúde

  • Mais de 450 atendimentos foram realizados pela Força Nacional do SUS a brasileiros repatriados dos EUA

    Mais de 450 atendimentos foram realizados pela Força Nacional do SUS a brasileiros repatriados dos EUA

    A Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) participou, no último dia 15, de mais uma operação de acolhimento organizada pelo governo federal, prestando assistência a brasileiros repatriados dos Estados Unidos. Somados os quatro voos que chegaram ao Brasil, foram realizados pela FN-SUS, este ano, 454 atendimentos a 332 brasileiros repatriados, sendo: 137 atendimentos médicos, 294 apoios psicossociais e 23 atendimentos em saúde mental.  

    Além do acolhimento em Fortaleza, porta de entrada dos repatriados dos Estados Unidos, a FN-SUS acompanha os passageiros no voo da Força Aérea Brasileira (FAB) até Confins (MG), garantindo suporte à saúde durante toda a viagem. 

    O coordenador-geral da FN-SUS, Rodrigo Stabeli, destacou a importância da ação coordenada pelo Ministério da Saúde: “A atuação da Força Nacional do SUS nesta missão reforça nosso compromisso com um atendimento humanizado e eficiente para brasileiros em situação de vulnerabilidade. Nossa presença é essencial para oferecer assistência médica e suporte psicossocial, garantindo que cada pessoa receba os cuidados necessários ao chegar ao Brasil. Esse trabalho coordenado entre diferentes órgãos e a assistência social demonstra a relevância da resposta integrada em emergências”, explicou. 

    Quarto voo: 156 atendimentos 

    No dia 15 de março, um sábado, mais um grupo de 127 brasileiros desembarcou no Aeroporto Pinto Martins, na capital cearense. Na ocasião, a Força realizou 156 atendimentos, sendo 56 médicos, 94 apoios psicossociais e 6 voltados à saúde mental.

    A ação contou com a mobilização de 36 profissionais de saúde, incluindo 9 médicos, 9 enfermeiros, 7 psicólogos, 9 integrantes da gestão da FN-SUS, além de representantes da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) e da Secretaria Executiva (SE) do Ministério da Saúde.

    A pasta mobilizou a Força Nacional para assistência em três eixos: a equipe de acolhimento, responsável por dar as boas-vindas; a equipe de urgência e emergência, posicionada estrategicamente para atender casos imediatos; e a equipe de atendimento psicossocial. 

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    Foto: divulgação/MS

    Ação interministerial

    A operação de acolhimento do governo federal envolve diversas instituições para garantir a recepção e o apoio adequado tanto em Fortaleza quanto em Belo Horizonte. Enquanto a Polícia Federal atua nos procedimentos migratórios e de segurança aeroportuária, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDH) oferece suporte por meio do Posto Avançado de Atendimento Humanizado ao Migrante (PAAHM), instalado no Aeroporto de Fortaleza. 

    Já em Belo Horizonte, há um Posto de Acolhimento aos Repatriados, onde os passageiros têm acesso gratuito à internet, carregadores de celular e meios para contato com familiares. 

    Vanessa Rodrigues
    Ministério da Saúde

  • Curso de aprimoramento em equidade na gestão do trabalho na saúde é lançado pelo Ministério da Saúde

    Na quarta-feira (19), foi realizada a cerimônia de abertura e aula inaugural do Curso de Especialização e Aprimoramento em Equidade na Gestão do Trabalho e da Educação no SUS, que formará 800 pessoas para a implementação de estratégias de justiça social no trabalho na saúde. A solenidade foi realizada na sede do Ministério da Saúde, em Brasília, com transmissão ao vivo, e é um marco histórico por inserir a discussão sobre desigualdades e violências nas diversas esferas de atuação do Sistema Único de Saúde (SUS).

    Na ocasião, o secretário adjunto da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps), Jerzey Timoteo, destacou que a formação nasce com o compromisso inegociável de colocar equidade na pauta. Para ele, não se faz universalidade e integralidade sem equidade, ressaltando que essa temática é por vezes esquecida ou subestimada nos debates sobre o SUS. “Esse curso é para ajudar o SUS a romper essas barreiras que impedem que ele seja realmente equânime e justo. Essa qualificação foi concebida e será ministrada 100% por mulheres mestras e doutoras, negras, brancas, indígenas e trans, refletindo a pluralidade que precisa ser fortalecida no SUS”, destacou Timóteo, que estava no encontro representando a Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES).

    A coordenadora de Projetos de Responsabilidade Social do Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC), Camila Tavares, reforçou que a jornada de construção desse curso iniciou em 2023 e foi fruto de um trabalho coletivo conduzido majoritariamente por mulheres. “Começamos essa jornada com muitos sonhos e vontades, com um time composto por mulheres, refletindo a diversidade que queremos ver no SUS”, afirmou. Segundo ela, esse é um passo importante para fortalecer a inclusão e a representatividade na saúde pública.

    Compromisso com a transformação

    Durante a aula de abertura, que discutiu a relação entre equidade e saúde mental, com destaque para as violências no ambiente de trabalho, a professora Jeane Tavares, docente da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), instigou os participantes a refletir sobre as dificuldades enfrentadas por populações vulnerabilizadas e a compreender como desigualdades sociais afetam diretamente o acesso e a qualidade dos serviços de saúde.

    A professora ressaltou que os princípios do SUS não podem ser plenamente efetivados sem a compreensão e a promoção da equidade, refletindo que “priorizar quem tem menos, quem está em condições de maior vulnerabilidade é promover equidade”. Também foi enfatizado pela pesquisadora como desigualdades raciais, de gênero e socioeconômicas se refletem na saúde mental de trabalhadores do sistema público de saúde “a privatização e a misoginia estão destruindo a saúde mental e física das trabalhadoras do SUS”.

    A pressão por metas, assédio e condições precárias também foram apontados por Jeane como fatores que desgastam a saúde mental das trabalhadoras. Ela alertou sobre o aumento das violências simbólicas e estruturais, especialmente contra mulheres negras, indígenas e trans e que, para mudar, é preciso educação e luta coletiva.

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    Foto: divulgação/MS

    Proadi-SUS

    O curso, que integra o Programa Nacional de Equidade de Gênero, Raça, Etnia e Valorização das Trabalhadoras do SUS, é fruto de uma parceria entre o Ministério da Saúde com o HAOC através do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS) e conta com uma metodologia inovadora que utiliza cenas do cotidiano, vídeos disparadores e materiais didáticos aprofundados para estimular a reflexão crítica e a construção de estratégias concretas para enfrentar as desigualdades na saúde pública brasileira. 

    Assista à aula inaugural 

    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde realiza vacinação de bloqueio contra o sarampo em São João de Meriti (RJ)

    Ministério da Saúde realiza vacinação de bloqueio contra o sarampo em São João de Meriti (RJ)

    O Ministério da Saúde intensificou as ações de vigilância e reforçou a vacinação contra o sarampo após a confirmação de três casos recentes da doença no país. Dois casos esporádicos foram notificados no estado do Rio de Janeiro e um no Distrito Federal. Uma equipe do Departamento do Programa Nacional de Imunizações (DPNI) esteve na última semana em São João de Meriti (RJ), onde duas crianças foram diagnosticadas com sarampo. Junto com a equipe local, foi feito o bloqueio vacinal na cidade – a imunização de pessoas que tiveram contato com os infectados. Quatro técnicos permanecem no município para dar prosseguimento às ações de prevenção e controle.   

    “Organizamos as equipes locais de saúde para fazer ações de varredura na área onde os casos foram encontrados. Delimitamos o território e capacitamos os profissionais do município para a realização da busca ativa vacinal”, acrescenta o diretor do Departamento Nacional de Imunização do Ministério da Saúde, Eder Gatti, que também participou da missão. Com o apoio do estado, que enviará veículos e estrutura, será realizada a vacinação extramuros em São João de Meriti. No último sábado (22), a Secretaria de Estado de Saúde do Rio (SES/RJ) – em parceria com o Ministério da Saúde e o município – realizou um dia de campanha para a aplicação da vacina. 

    Como parte das ações, também foi mapeado o território onde residem os infectados para que profissionais de saúde realizassem a varredura para impedir a transmissão na vizinhança. De acordo com dados do Ministério da Saúde, a cobertura vacinal tríplice viral, que protege contra o sarampo, foi de 73,8% para a primeira dose, em 2024, em São João de Meriti. Outras ações de imunização e vigilância estão em curso, como vacinação nas escolas e em outros bairros do município e busca de casos suspeitos nos serviços de saúde. 

    O Brasil foi reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como país livre do sarampo em 2024, após ter perdido o título em 2019. Casos pontuais como esses não comprometem a certificação do país. O sarampo ainda circula em outras partes do mundo, podendo eventualmente ser introduzido no território nacional. A reposta rápida por parte do Ministério da Saúde e as secretarias estadual e municipal de saúde é fundamental para impedir a transmissão do vírus. 

    São João de Meriti integra a Região de Saúde Metropolitana I, composta por outros 11 municípios: Belford Roxo, Duque de Caxias, Itaguaí, Japeri, Magé, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Queimados, Rio de Janeiro e Seropédica, que também estão sendo monitorados com atenção pela pasta. 

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    Quatro técnicos permanecem em São João de Meriti (RJ) para dar prosseguimento às ações de prevenção e controle (Foto: João Vitor Moura/MS)

    Um caso em Brasília 

    Na capital federal, o caso de sarampo foi importado, isto é, a fonte de infecção foi em outro país. A paciente retornou recentemente de uma viagem internacional, na qual visitou cinco países e realizou diversos voos antes de retornar à cidade, no período do Carnaval. A resposta dada à doença incluiu isolamento, bloqueio vacinal, investigação epidemiológica e monitoramento de contatos. O Ministério da Saúde acompanha junto à Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF).

    Rafael Secunho e João Vitor Moura
    Ministério da Saúde

  • Inscrições para a edição de 2025 do PAC Saúde vão até 31 de março

    Inscrições para a edição de 2025 do PAC Saúde vão até 31 de março

    Estados e municípios têm até 31 de março para se inscreverem na edição 2025 do PAC Seleções da Saúde. O investimento de R$ 5,8 bilhões deve financiar a construção de 945 novas unidades de saúde e a aquisição de 18,9 mil equipamentos para Unidades Básicas de Saúde (UBSs), além de ambulâncias e unidades odontológicas móveis. O objetivo do Governo Federal é fortalecer a infraestrutura do Sistema Único de Saúde (SUS). As inscrições devem ser feitas pela plataforma Transferegov.br. 

    Manual de seleção 

    Para participar do processo seletivo, os gestores municipais e estaduais devem preencher uma Carta-Consulta, manifestando interesse em receber apoio financeiro ou equipamentos em uma ou mais das modalidades disponíveis, podendo ser necessário o envio de outros documentos. O preenchimento é de responsabilidade exclusiva do gestor ou aquele indicado para o exercício desta prerrogativa.  

    PAC Seleções-Saúde 2025 ampliará e modernizará a rede de atendimento, suprindo demandas prioritárias em diferentes regiões do país. O investimento visa melhorar a capacidade de atendimento dos serviços públicos de saúde, garantindo mais eficiência e estrutura para os profissionais e pacientes. Os gestores devem ficar atentos aos prazos e exigências do processo para garantir a participação e o acesso aos recursos destinados ao fortalecimento da saúde pública.  

    O Ministério da Saúde elaborou para os gestores um Manual de Orientações sobre essa nova edição do PAC Seleções da Saúde, com o intuito de detalhar e explicar todos os procedimentos previstos no edital. O documento vai ficar disponível para acesso nos sites do Ministério da Saúde e do Fundo Nacional de Saúde (FNS).  

    Critérios de seleção 

    O PAC Seleções avança para sua segunda edição com critérios específicos de seleção definidos pela pasta. Cada modalidade possui critérios próprios e durante a análise das propostas, alguns podem ser decisivos para a aprovação das propostas. 

    O município que já foi selecionado em 2024 pode participar. Porém, poderá ser dada prioridade para aqueles que estiverem com bom andamento nos processos de licitação das obras para as quais foram selecionados. Para isso, será considerada a publicação do edital de licitação até o dia 15 de abril de 2025.  

    Para essa edição do PAC Seleções, poderão ser priorizadas propostas dos estados e municípios que repactuaram ou reativaram suas obras aderindo ao Pacto Nacional de Retomada de Obras Inacabadas e Paralisadas

    Para mais informações do PAC Saúde 2025, acesse a Portaria

    PAC 2023/2024: Prazo para Ação Preparatória do Novo PAC Saúde se encerra em 15 de abril

    O prazo para a conclusão da Ação Preparatória das obras do Novo PAC Saúde se encerra no próximo dia 15 de abril. Os gestores estaduais e municipais precisam atualizar as informações no Sistema de Monitoramento de Obras (SISMOB) para garantir a continuidade dos investimentos na área da saúde. A falta de atualização do andamento da etapa no sistema pode resultar em impactos significativos no andamento das obras. Sendo as principais consequências, o cancelamento da obra, atrasos na liberação de recursos e a perda de prioridade na seleção de propostas para esta 2ª etapa do PAC-Seleções 2025, cuja as inscrições estão abertas até o dia 31 de março.

    Canais de apoio aos gestores

    Ministério da Saúde

  • 390 atendimentos foram realizados pela Força Nacional do SUS a brasileiros repatriados dos EUA

    A Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) participou, no último dia 15, de mais uma operação de acolhimento organizada pelo governo federal, prestando assistência a brasileiros repatriados dos Estados Unidos. Somados os quatro voos que chegaram ao Brasil, foram realizados pela FN-SUS, este ano, 390 atendimentos a 332 brasileiros repatriados, sendo: 137 atendimentos médicos, 230 apoios psicossociais e 23 atendimentos em saúde mental. 

    Além do acolhimento em Fortaleza, porta de entrada dos repatriados dos Estados Unidos, a FN-SUS acompanha os passageiros no voo da Força Aérea Brasileira (FAB) até Confins (MG), garantindo suporte à saúde durante toda a viagem. 

    O coordenador-geral da FN-SUS, Rodrigo Stabeli, destacou a importância da ação coordenada pelo Ministério da Saúde: “A atuação da Força Nacional do SUS nesta missão reforça nosso compromisso com um atendimento humanizado e eficiente para brasileiros em situação de vulnerabilidade. Nossa presença é essencial para oferecer assistência médica e suporte psicossocial, garantindo que cada pessoa receba os cuidados necessários ao chegar ao Brasil. Esse trabalho coordenado entre diferentes órgãos e a assistência social demonstra a relevância da resposta integrada em emergências”, explicou. 

    Quarto voo teve 127 passageiros atendidos 

    No dia 15 de março, um sábado, mais um grupo de 135 brasileiros desembarcou no Aeroporto Pinto Martins, na capital cearense. Na ocasião, a Força realizou 156 atendimentos, sendo 56 médicos, 94 apoios psicossociais e 6 voltados à saúde mental. Um total de 127 passageiros foi atendido. 

    A ação contou com a mobilização de 36 profissionais de saúde, incluindo 9 médicos, 9 enfermeiros, 7 psicólogos, 9 integrantes da gestão da FN-SUS, além de representantes da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) e da Secretaria Executiva (SE) do Ministério da Saúde.

    A pasta mobilizou a Força Nacional para assistência em três eixos: a equipe de acolhimento, responsável por dar as boas-vindas; a equipe de urgência e emergência, posicionada estrategicamente para atender casos imediatos; e a equipe de atendimento psicossocial. 

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    Foto: divulgação/MS

    Ação interministerial

    A operação de acolhimento do governo federal envolve diversas instituições para garantir a recepção e o apoio adequado tanto em Fortaleza quanto em Belo Horizonte. Enquanto a Polícia Federal atua nos procedimentos migratórios e de segurança aeroportuária, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDH) oferece suporte por meio do Posto Avançado de Atendimento Humanizado ao Migrante (PAAHM), instalado no Aeroporto de Fortaleza. 

    Já em Belo Horizonte, há um Posto de Acolhimento aos Repatriados, onde os passageiros têm acesso gratuito à internet, carregadores de celular e meios para contato com familiares. 

    Vanessa Rodrigues
    Ministério da Saúde

  • Finalizada primeira etapa do Seminário Saúde Indígena ‘um SasiSUS para o Bem-Viver’ no Norte

    Finalizada primeira etapa do Seminário Saúde Indígena ‘um SasiSUS para o Bem-Viver’ no Norte

    Na última sexta-feira (21), a Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde (Sesai) concluiu a primeira etapa de diálogos do Seminário Saúde Indígena: ‘Um SasiSUS para o Bem-Viver’ na região Norte.

    Com a participação de mais de 300 pessoas, o encontro elencou algumas prioridades para a área: a integração das medicinas indígenas ao Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS); a adequação dos modelos de atenção primária às especificidades regionais; a capacitação para uma gestão participativa; e o fortalecimento das ações de saneamento, saúde preventiva e educação entre os povos indígenas.   

    “Discutimos temas essenciais para garantir um atendimento mais eficaz e respeitoso às realidades indígenas. A participação ativa das lideranças e profissionais de saúde mostra o compromisso coletivo com a construção de um SasiSUS fortalecido”, destacou a chefe de gabinete da Sesai, Milena Kanindé. 

    Profissionais de saúde, gestores, lideranças indígenas e usuários do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS) estiveram no seminário, que também debateu a atualização da Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (PNASPI).  

    Divisão da região Norte  

    A Floresta Amazônica abriga não apenas uma das maiores biodiversidades do planeta, mas também indígenas com histórias, saberes e desafios próprios. Diante desse cenário de imensa riqueza cultural e ambiental, a comissão organizadora decidiu dividir o evento em duas etapas – Norte I e Norte II. Somente esta primeira contou com a ampla participação de 11 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) presentes.  

    O evento foi marcado por intensas trocas de experiências e pela força da identidade cultural dos povos da Amazônia. Durante quatro dias, representantes dos distritos sanitários debateram questões fundamentais para a saúde indígena, sempre com o protagonismo das comunidades.  

    Para Kleber Karipuna, liderança indígena e coordenador-executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), o seminário reforça a necessidade de colocar os povos indígenas no centro das decisões. “Nós, indígenas, sabemos as reais dificuldades que enfrentamos nos nossos territórios. Ouvindo nossas vozes, podemos construir políticas públicas que realmente respeitem especificidades culturais, geográficas e sociais dos povos indígenas”, destacou. “Cada região tem sua particularidade. Dividir o Norte em duas fases foi fundamental para garantir que todos os territórios fossem ouvidos de forma mais próxima e eficiente”, acrescentou Kleber.

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    Foto: Clarinha Kanindé/MS

    Outras regiões visitadas 

    O seminário já percorreu o Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste, consolidando um processo de construção coletiva para aprimorar a política de atenção à saúde indígena no Brasil. É o que explica a secretária-adjunta da Sesai, Lucinha Tremembé. “O seminário não termina aqui. Agora, levamos os aprendizados dessa fase e seguimos fortalecendo as discussões na próxima etapa. Atualizar a política nacional é um processo contínuo, que exige escuta e participação ativa dos povos indígenas”, finalizou Lucinha. A expectativa é que a etapa Norte II contemple as demandas de outros 9 DSEIs. 

    Leidiane Souza
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde viabiliza tratamento inovador no SUS para crianças com AME. Pela primeira vez, será ofertada uma terapia gênica na rede pública

    Ministério da Saúde viabiliza tratamento inovador no SUS para crianças com AME. Pela primeira vez, será ofertada uma terapia gênica na rede pública

    O Ministério da Saúde anuncia uma estratégia inédita para viabilizar a compra do medicamento Zolgensma, utilizado no tratamento da Atrofia Muscular Espinhal (AME) tipo 1. Um Acordo de Compartilhamento de Risco baseado em desempenho foi firmado entre a pasta e a empresa fabricante na última quinta-feira (20). Isso significa que o pagamento por parte do Ministério da Saúde está condicionado ao resultado da terapia no paciente, que será monitorado por uma equipe especializada. O acordo representa um passo fundamental para fornecer o medicamento de forma totalmente gratuita aos brasileiros que necessitam. Entre os 2,8 milhões de nascidos vivos em 2023, estima-se que 287 tenham AME, segundo dados do IBGE. 

    “Pela primeira vez, o Sistema Único de Saúde vai oferecer essa terapia gênica inovadora para o tratamento dessas crianças. Com isso, o Brasil passa a fazer parte dos seis países a garantirem essa medicação no sistema público. Esse acordo inédito vai transformar a vida dessas família”, explica o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

    O Zolgensma é a primeira terapia gênica incorporada ao SUS para crianças de até 6 meses de idade que não estejam com a ventilação mecânica invasiva acima de 16 horas por dia. Este é um dos medicamentos mais caros do mundo. Para garantir economia e a sustentabilidade do SUS, o Ministério da Saúde negociou com a Novartis – menor preço lista do mundo. O custo médio do Zolgensma é de R$ 7 milhões.

    A AME não tem cura e as terapias existentes tendem a estabilizar a progressão da doença. Antes do SUS ofertar tecnologias para AME tipo I, crianças com a doença tinham alta probalidade de morte antes dos 2 anos de idade. Com a disponibilização do Zolgensma, o Ministério da Saúde passa a ofertar para AME tipo 1 todas as terapias modificadoras desta doença. O tratamento pode impactar de forma determinante na qualidade de vida dessas crianças, com avanços motores como capacidade de engolir e mastigar, sustentação do tronco e sentar sem apoio. 

    Incorporações como a do Zolgensma demonstram a capacidade do SUS de absorver terapias que envolvem alta complexidade. A estratégia inédita de compartilhamento de risco se coloca com alternativa para aquisição de medicamentos de altíssimo custo e cujos resultados requerem mais evidências científicas.

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    Foto: João Risi/MS

    Como vai funcionar a oferta no SUS

    A partir da próxima semana, os pacientes poderão ser acolhidos e fazer os exames preparatórios nos 28 serviços de referência para tratamento de AME no SUS. O Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas, que orienta como será feita a assistência desses pacientes, será publicado nos próximos dias. Com a assinatura do acordo, que é totalmente inovador no Brasil e na rede pública de saúde, será instalado um comitê para acompanhamento permanente dos pacientes que farão o uso do medicamento de dose única. Para esta etapa, o Ministério da Saúde, em conjunto com a Novartis, prepara a qualificação das equipes desses centros para a realização da infusão. Todos os casos serão assistidos até que o processo seja concluído – o acompanhamento dos resultados será feito por cinco anos. 

    Os 28 serviços do SUS referência para a realização da terapia gênica para a Atrofia Muscular Espinhal estão localizados em 18 estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

    O Acordo de Compartilhamento de Risco prevê o pagamento da terapia da seguinte forma:

    • 40% do preço total, no ato da infusão da terapia;
    • 20%, após 24 meses da infusão, se o paciente atingir controle da nuca; 20%, após 36 meses da infusão, se o paciente alcançar controle de tronco (sentar por, no mínimo, 10 segundos sem apoio);
    • 20%, após 48 meses da infusão, se houver manutenção dos ganhos motores alcançados;
    • Haverá cancelamento das parcelas se houver óbito ou progressão da doença para ventilação mecânica permanente.

    Pacientes com AME têm tratamento garantido pelo SUS 

    Antes e durante a incorporação do medicamento, os pacientes não ficaram desassistidos. Desde 2020, o Ministério da Saúde investiu cerca de R$ 1 bilhão para oferta do Zolgensma, incluindo assistência especializada, cumprindo 161 ações judiciais, segundo dados do Departamento de Gestão das Demandas em Judicialização na Saúde (DJUD). 

    Aos pacientes fora da faixa etária aprovada para o Zolgensma, o SUS garante dois medicamentos gratuitos na rede pública para os tipos 1 e 2 da AME: nusinersena e risdiplam. Somente em 2024, foram dispensadas mais de 800 prescrições desses medicamentos. Ambos são tratamentos de uso contínuo. A chegada do Zolgensma, em dose única, representa um grande avanço no tratamento de doenças raras na rede pública. Nas próximas semanas, o Ministério da Saúde vai se reunir com associações de pacientes com Atrofia Muscular Espinhal para ampliar o diálogo e esclarecer dúvidas.

    No Brasil, doença rara é aquela que atinge menos de 65 pessoas em cada 100 mil indivíduos e estima-se que existam mais de 5 mil condições. A AME é uma doença rara que interfere na capacidade de produzir uma proteína essencial para a sobrevivência dos neurônios motores, responsáveis pelos gestos voluntários vitais simples do corpo, como respirar, engolir e se mover. 

    Desde 2023, cerca de 34% das tecnologias incorporadas foram para atendimento a pacientes com doenças raras. Hoje, 152 medicamentos são ofertados na rede pública de saúde. Entre 2022 e 2024, mais do que dobrou o número de consultas e exames ambulatoriais de pacientes com doenças raras, passando de 29.806 para 60.298 registros no SUS.

    Ministério da Saúde

  • Forca Nacional do SUS fez mais de 3 mil atendimentos em São José do Rio Preto

    Forca Nacional do SUS fez mais de 3 mil atendimentos em São José do Rio Preto

    A Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) concluiu, nesta sexta-feira (21), missão de apoio ao município de São José do Rio Preto (SP), após 45 dias de atuação intensiva para o controle da dengue na região. Entre os dias 6 de fevereiro e 19 de março, foram realizados 3.538 atendimentos, sendo 3.454 relacionados à dengue e outros 84 a diferentes agravos. 

    A missão terminou, mas o apoio ao município será contínuo. Durante a missão, foi instalado um centro de hidratação, considerado estratégico para garantir o atendimento ágil à população com sintomas da dengue – e que vai continuar à disposição de quem precisar. 

    Uma nova portaria, com previsão de publicação nos próximos dias, destinará R$ 1,6 milhão para incentivar a continuidade das ações assistenciais. O valor se soma aos R$ 1,77 milhão já investidos anteriormente, totalizando um aporte de mais de R$ 3,37 milhões em recursos financeiros e logísticos, incluindo a operação da própria FN-SUS. 

    Atendimentos

    Durante a atuação da Força, os casos foram classificados por gravidade:

    • Grupo A (casos leves): 1.800 atendimentos;
    • Grupo B (sinais de alarme ou comorbidades): 1.183 atendimentos;
    • Grupo C (moderados a graves, com necessidade de hidratação endovenosa): 454 atendimentos;
    • Grupo D (casos graves e risco iminente de morte): 17 atendimentos; 

    A força-tarefa contou com a participação de 156 profissionais, com uma média de 41 atuando diariamente, entre eles: 

    Quando a missão teve início, em 6 de fevereiro, o município registrava 25.334 casos prováveis de dengue e 23 óbitos causados pela doença — dados referentes às semanas epidemiológicas 1 a 6 de 2025 (período de 29/12/2024 a 08/02/2025). De acordo com o painel de monitoramento do Ministério da Saúde, atualmente a cidade contabiliza 40.231 casos prováveis e 26 mortes. A iniciativa faz parte do Plano Nacional de Enfrentamento à Dengue e Outras Arboviroses, lançado pelo Ministério da Saúde em 2024. 

    Resposta rápida e solidária

    Para o coordenador-geral da Força Nacional do SUS, Rodrigo Stabeli, que liderou a missão, a atuação em São José do Rio Preto foi um marco na resposta emergencial do Brasil diante de crises sanitárias. 

    “A presença da Força Nacional do SUS neste território não foi apenas uma resposta pontual a um surto de dengue. Foi um gesto concreto de cooperação federativa, em que o Governo Federal, o município e profissionais de diversos estados se uniram com um objetivo comum: salvar vidas e garantir acesso à saúde de qualidade, mesmo em momentos de crise”, afirmou Stabeli. 

    O coordenador também faz questão de agradecer o esforço dos profissionais envolvidos. “Quero fazer um agradecimento especial a cada voluntário e voluntária da Força Nacional do SUS, que vieram de 17 estados, deixando suas casas e rotinas para contribuir com solidariedade, coragem e espírito público. Essa diversidade regional fortaleceu ainda mais nossa missão e expressa, na prática, o que é o SUS: um sistema que integra o país inteiro com união e compromisso com a vida”. 

    Impacto direto na redução de casos graves

    A adoção de protocolos e a reorganização do fluxo de atendimento contribuíram para desafogar as unidades de saúde do município, reduzindo de forma imediata os casos graves e os óbitos. 

    “A Força chegou em um momento crítico da epidemia. Conseguimos encerrar essa emergência de forma rápida e eficaz, com uma redução expressiva nos casos. Agora, o município já demonstra capacidade para responder localmente ao cenário atual, o que nos permitiu concluir a missão”, explicou Juliana Lima, chefe da operação da FN-SUS. 

    A decisão pela finalização das atividades foi tomada em conjunto com a secretaria municipal de Saúde e contou com a instalação de um gabinete integrado para monitoramento constante da situação. 

    Edjalma Borges
    Ministério da Saúde