Categoria: CONGRESSO EM FOCO

  • Bolsonaro diz que não tem “nada a ver” com Carla Zambelli

    Bolsonaro diz que não tem “nada a ver” com Carla Zambelli

    O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que não tem qualquer relação com a deputada Carla Zambelli (PL-SP), alvo de mandado de prisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e incluída na lista vermelha da Interpol.

    “Não tenho nada a ver com a Carla Zambelli, tá certo? Não botei dinheiro no Pix dela”

    Bolsonaro com Carla Zambelli em 2020, quando ele era presidente.

    Bolsonaro com Carla Zambelli em 2020, quando ele era presidente.Pedro Ladeira/Folhapress

    A declaração foi feita nesta quinta-feira (5). Bolsonaro estava de saída da Polícia Federal, onde prestou depoimento. Bolsonaro foi ouvido no inquérito que investiga se seu filho, Eduardo, tentou influenciar o governo americano contra ministros do Supremo, o que, segundo a Procuradoria-Geral da República, pode configurar crimes como coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado de Direito.

    O ex-presidente disse que falou apenas sobre transferências bancárias feitas ao filho e negou que o caso de Zambelli tenha sido tema do depoimento.

    A deputada foi condenada a mais de 10 anos de prisão por invadir sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Zambelli deixou o Brasil e, segundo ela mesma, vai se refugiar na Itália. Moraes decretou sua prisão por considerar que ela seguiu o mesmo “modus operandi” de Eduardo Bolsonaro, suspeito de atuar contra autoridades brasileiras a partir dos EUA.

  • Câmara analisa programa para combater tráfico nas fronteiras

    Câmara analisa programa para combater tráfico nas fronteiras

    O projeto de lei 4624/2024, apresentado pelo deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO), propõe a criação do Programa Nacional de Combate ao Tráfico Transfronteiriço de Armas e Drogas. A medida, em análise na Câmara dos Deputados, busca reforçar a atuação nas regiões de fronteira por meio de cooperação internacional, tecnologia e integração de forças de segurança.

    O texto estabelece como eixos centrais a realização de operações conjuntas, o intercâmbio de informações estratégicas e o treinamento de agentes. O programa prevê ainda o uso de sistemas de monitoramento para vigilância e identificação de atividades ilícitas.

    O deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO) é o autor do projeto.

    O deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO) é o autor do projeto.Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    Segundo o projeto, a Força Nacional de Segurança Pública terá atuação ampliada nas áreas de fronteira, com ações de patrulhamento, fiscalização, inteligência e apoio à capacitação de agentes locais. O objetivo é fortalecer o combate ao tráfico de armas e drogas com ações integradas entre as Forças Armadas, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e as polícias estaduais.

    A coordenação do programa ficará a cargo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, responsável por firmar acordos de cooperação e direcionar recursos para as operações.

    De acordo com Coronel Chrisóstomo, o tráfico transfronteiriço representa “uma das maiores ameaças à segurança pública, à soberania nacional e ao desenvolvimento social do Brasil”. O parlamentar defende parcerias com países vizinhos como Argentina, Paraguai, Bolívia e Colômbia, além da colaboração com organismos internacionais especializados.

    A proposta tramita em caráter terminativo e será analisada pelas comissões de Relações Exteriores e de Defesa Nacional; de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Após passar pelas comissões, seguirá para votação no Senado.

  • Comissão aprova exigência de cadeiras e macas adaptadas para obesos

    Comissão aprova exigência de cadeiras e macas adaptadas para obesos

    A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou proposta que obriga a oferta de cadeiras de rodas e macas adaptadas ao uso por pessoas com obesidade em locais públicos e privados de médio e grande porte. A medida valerá conforme as normas técnicas vigentes e se aplica aos estabelecimentos que já forem legalmente obrigados a fornecer esses equipamentos.

    O texto aprovado é o substitutivo do deputado Geraldo Resende (PSDB-MS) ao projeto de lei 3313/2021, da deputada Geovania de Sá (PSDB-SC), e aos projetos apensados 2134/2022 e 4242/2023. A proposta modifica a lei 10.098/2000, que trata da acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

    O deputado Geraldo Resende (PSDB-MS) é o relator da proposta.

    O deputado Geraldo Resende (PSDB-MS) é o relator da proposta.Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    A versão original do projeto previa a obrigatoriedade para hospitais, prontos-socorros, casas de saúde, rodoviárias e aeroportos de todo o país, com multa de R$1 mil a R$5 mil em caso de descumprimento. O relator, no entanto, considerou inadequado impor exigências legais onde ainda não há previsão legal para os equipamentos comuns.

    “Não sendo legalmente obrigatória a existência desses equipamentos, torna-se inviável tentar obrigar por lei a existência de uma categoria deles”, justificou Resende.

    A proposta será analisada agora, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

  • Ao STF, Mauro Cid afirma que celular reunia pedidos e desabafos

    Ao STF, Mauro Cid afirma que celular reunia pedidos e desabafos

    O tenente-coronel Mauro Cid afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que utilizava seu telefone celular como canal para desabafos, pedidos e comunicações informais, especialmente com apoiadores do então presidente Jair Bolsonaro. A declaração foi dada nesta segunda-feira (9), durante depoimento prestado no âmbito da ação penal que apura tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

    A oitiva foi conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, e integra a fase final de instrução processual antes do julgamento de mérito.

    Durante o depoimento, Cid relatou que o volume de mensagens recebidas era intenso e que envolvia conteúdos diversos, com demandas e manifestações de apoiadores. “Meu celular era um local de desabafos, de pedidos, de questionamentos, de todo tipo”, disse ao ministro.

    Ele classificou muitos desses interlocutores como “bravateiros” e afirmou que parte das mensagens refletia o ambiente observado nas proximidades do Palácio da Alvorada e nas redes sociais, onde circulavam discursos de apoio às manifestações em frente a unidades militares.

    Cid declarou ainda que os acampamentos em frente aos quartéis chegaram a ter, inicialmente, um apoio tácito das Forças Armadas. Com o tempo, segundo ele, esse apoio teria se tornado mais explícito, conferindo maior confiança aos frequentadores militares desses espaços.

    O tenente-coronel também relatou que uma reunião com o general Braga Netto foi organizada a pedido de dois coronéis que buscavam discutir a situação das manifestações e o eventual respaldo institucional às mobilizações.

  • Com Heleno e Bolsonaro na fila, STF retoma interrogatórios sobre golpe

    Com Heleno e Bolsonaro na fila, STF retoma interrogatórios sobre golpe

    O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma na manhã desta terça-feira (10), às 9h, os interrogatórios dos réus do núcleo principal da trama golpista que teria sido articulada durante o governo Jair Bolsonaro para impedir a posse do presidente eleito Lula. O primeiro a depor hoje será o ex-comandante da Marinha, almirante Almir Garnier. Acompanhe a transmissão ao vivo pelo Congresso em Foco.

    Bolsonaro será interrogado nesta semana pelo ministro Alexandre de Moraes.

    Bolsonaro será interrogado nesta semana pelo ministro Alexandre de Moraes.Gustavo Moreno/Ascom/STF

    Além de Garnier, ao longo da semana, o ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal, ouvirá presencialmente mais seis acusados: Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), Augusto Heleno (ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional), Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa), Walter Braga Netto (general e ex-ministro), além do próprio Jair Bolsonaro.

    Não há data definida para os interrogatórios. Bolsonaro, por exemplo, poderá ser ouvido hoje ou amanhã, a depender da duração da participação dos demais. Os réus são chamados por ordem alfabética. Os próximos a serem ouvidos são:

    • Almir Garnier nesta terça;
    • Anderson Torres;
    • Augusto Heleno;
    • Jair Bolsonaro;
    • Paulo Sérgio Nogueira;
    • Walter Braga Netto.

     Cid e Ramagem

    Na segunda-feira (9), o STF deu início à fase de interrogatórios com depoimentos de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, e o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

    Mauro Cid admitiu ter participado de uma reunião em que foi apresentado a Bolsonaro um documento que previa medidas como a decretação de estado de sítio e a prisão de ministros do STF. Ele também confirmou que recebeu uma sacola de vinho com dinheiro entregue pelo general Braga Netto, a ser repassada ao major Rafael de Oliveira, membro do esquadrão militar conhecido como “kids pretos”.

    Já Alexandre Ramagem negou qualquer uso indevido da Abin para monitorar ministros do STF e do TSE, refutando as acusações de espionagem durante o governo Bolsonaro.

    Sete dos oito acusados respondem por crimes como tentativa de golpe de Estado, organização criminosa e dano ao patrimônio público. Ramagem responde por três acusações, restritas a atos anteriores à sua diplomação como deputado.

    O julgamento que decidirá sobre condenações ou absolvições deve ocorrer no segundo semestre de 2025. Em caso de condenação, as penas podem ultrapassar os 30 anos de prisão.

  • Senado extingue atenuante para violência sexual contra mulheres

    Senado extingue atenuante para violência sexual contra mulheres

    O Senado aprovou na noite desta terça-feira (10) projeto de lei que põe fim a atenuantes em casos de violência sexual contra as mulheres. De autoria da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), a matéria segue para sanção presidencial.

    O projeto de lei acaba com atenuantes em casos de violência sexual.

    O projeto de lei acaba com atenuantes em casos de violência sexual.Anete Lusina/Pexels

    Conforme a legislação atual, existe circunstância de atenuante e redução do prazo de prescrição quando o crime é cometido por menor de 21 anos, na data do delito, ou por maior de 70 anos na data de sentença. O Código Penal estabelece a redução pela metade do prazo de prescrição nas circunstâncias em que os criminosos correspondem aos referidos critérios.

    Na justificativa do projeto de lei a deputada destaca o aumento dos crimes sexuais contra a mulher a partir do ano de 2021. Segundo ela, isso seria consequência, entre outros fatores, da certeza da impunidade reforçada pela aplicação da atenuante da pena e da redução do prazo prescricional em função da idade do agressor.

    “A despeito das diversas alterações legislativas relacionadas ao tema nos últimos anos, os dados relacionados à violência contra a mulher no Brasil continuam alarmantes. Quando somadas as taxas de registro de diferentes crimes com vítimas mulheres, chega-se ao assustador número de 1.238.208 vítimas mulheres somente em 2023”, complementa a relatora no Senado, Professora Dorinha Seabra (União-TO).

    Professora Dorinha ainda acrescenta que o critério de idade não pode ser levado em consideração como atenuante ou fator para redução prescricional. “De fato, a juventude e a velhice não podem ser utilizadas como desculpas para a prática de violência sexual contra mulheres. O agente jovem ou idoso que comete esses delitos deve ser punido da mesma maneira que qualquer outro”.

  • Acordo sobre serviço aéreo entre Brasil e Israel é aprovado no Senado

    Acordo sobre serviço aéreo entre Brasil e Israel é aprovado no Senado

    O Senado aprovou projeto de decreto legislativo que oficializa acordo sobre serviços aéreos entre Brasil e Israel nesta terça-feira (10). O texto tem como objetivo disciplinar o transporte aéreo de passageiros, de cargas e mala postal, especificando, entre outros pontos, a designação de empresas, rotas, tarifas e segurança.

    Brasil e Israel.

    Brasil e Israel.Reprodução/Secretaria-Geral/Gov.br

    Conforme o relator, senador Marcos Pontes (PL-SP), a matéria visa a “incrementar os laços de amizade, entendimento e cooperação entre Brasil e Israel, que agora passam a contar com um marco legal estável para a operação de serviços aéreos entre seus territórios”. Ele explica ainda que o texto foi feito pela Comissão de Relações Exteriores em conjunto com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

    Apesar de firmar um acordo, o projeto prevê que autoridades aeronáuticas de cada parte podem negar, revogar, suspender ou impor condições para autorizar a operação. O texto também aponta que não haverá imposição de tarifas e demais encargos superiores aos cobrados às suas próprias empresas aéreas que operem serviços aéreos internacionais semelhantes.

    Por fim, a matéria ainda admite às empresas aéreas da outra parte converter e remeter para o exterior, a pedido, todas as receitas locais provenientes da venda de serviços de transporte aéreo e de atividades conexas diretamente vinculadas ao transporte aéreo que excedam as somas localmente desembolsadas.

  • Haddad acusa deputados de “molecagem” e sessão na Câmara termina em tumulto

    Haddad acusa deputados de “molecagem” e sessão na Câmara termina em tumulto

    O debate de deputados com Fernando Haddad nesta quarta-feira (11) acabou em tumulto. Em sessão conjunta das comissões de Finanças e Tributação e de Fiscalização Financeira e Controle, o ministro da Fazenda se irritou com as manifestações de dois deputados de oposição, que, segundo ele, deixaram o recinto logo depois de fazerem perguntas a ele. Haddad classificou o ato como “molecagem”, o que causou tumulto entre os parlamentares.

    Os deputados que questionaram Haddad e depois saíram da sessão foram Carlos Jordy (PL-RJ) e Nikolas Ferreira (PL-MG) – que, depois de serem informados da resposta do ministro, retornaram à comissão para replicar. “Moleque é você”, rebateu Jordy, argumentando que o deslocamento dos deputados entre os colegiados é normal na Casa: “Fazemos parte de várias comissões”.

    Nikolas, de volta à comissão, disse que tinha um pedido de questão de ordem – ou seja, relacionado à aplicação de alguma regra do regimento da Câmara na sessão – e comentou: “Você acha que tem debate sério com alguém que fala que eu não posso ter 300 milhões de visualizações num vídeo porque não tem 330 milhões de pessoas no mundo que falam português? É sério?”. Foi interrompido pelo presidente da Comissão, Rogério Correia (PT-MG): “Qual é a questão de ordem?”

    Dali para diante, a sessão regrediu para um tumulto generalizado, com deputados de correntes distintas pedindo a palavra. Com a confusão, Correia declarou a reunião como encerrada.

    A fala de Haddad

    Leia, abaixo, os trechos-chave da declaração do ministro da Fazenda, que foram replicados pelos deputados:

    “Eu tenho tido o ânimo de debater com os bolsonaristas, e eu não consigo debater. Em 2018, o Bolsonaro fugiu de todos os debates. Eu era candidato a Presidente, estava no segundo turno, e ele correu de debater comigo. E agora aparecem dois deputados, fazem as perguntas e correm do debate. É! Acabaram de falar, e o Nikolas foi um que sumiu. Isso é só para aparecer. Quer dizer, a pessoa fala: ‘Agora eu tenho maturidade. Eu não sou mais aquele… personagem. Agora eu sou um deputado para valer. Vou falar sério com o senhor, e corre daqui. Ele não quer ouvir a explicação”

    […] Eu estou perdendo aqui um minuto para fazer esse desabafo, porque é um pouco de molecagem, sabe? Isso não é bom para a democracia. Já que eles não estão aqui, quem sabe vocês mandam o recado para o Nikolas e para o Jordy aprenderem um pouco das contas públicas brasileiras. Vamos começar a falar sério aqui.

    […] Esse tipo de postura, esse tipo de molecagem de Nikolas e Jordy, que correram do debate, não vai adiantar. Quem sabe, eles apareçam aqui ou ouçam essa gravação no YouTube, para ver se aprendem um pouco de conta pública. É muito indigno esse tipo de coisa.”

    O ministro Fernando Haddad em debate na Câmara dos Deputados. Reunião acabou em tumulto.

    O ministro Fernando Haddad em debate na Câmara dos Deputados. Reunião acabou em tumulto.Gabriela Biló/Folhapress

    Sessão demorou a acontecer

    O debate com o ministro Haddad demorou algumas semanas para acontecer. Antes, estava marcada para 11 de junho, mas foi cancelada. Naquela semana, o ministério estava para publicar o relatório de Avaliação de Receitas e despesas primárias, com o anúncio de bloqueios e contingenciamentos para cumprir a meta fiscal do ano.

  • Plural, auditado e respeitado: o prêmio que aproxima povo e Parlamento

    Plural, auditado e respeitado: o prêmio que aproxima povo e Parlamento

    Prêmio Congresso em Foco reconhece os melhores parlamentares do ano.

    Prêmio Congresso em Foco reconhece os melhores parlamentares do ano.Arte Congresso em Foco

    Prêmio Congresso em Foco chega à sua 18ª edição como a mais longeva e respeitada premiação da política brasileira. Popularmente conhecido como o “Oscar da política”, consagrou-se como símbolo de transparência e pluralidade de vozes e pelo amplo alcance social, em um cenário político frequentemente desafiado pela desconfiança nas instituições.

    Com várias novidades em 2025, a premiação reafirma-se como um instrumento de valorização da boa política. Ao reconhecer parlamentares que honram seus mandatos e atuam com responsabilidade, aproxima o cidadão do Congresso Nacional e estimula a participação democrática.

    Acesse a página do prêmio

    Processo plural e auditado

    A escolha dos premiados é feita por meio de um processo diverso e rigorosamente auditado:

    • Voto popular pela internet (de 23 de junho a 20 de julho), com ferramentas antifraude e auditorias interna e externa
    • Júri especializado, formado por representantes da sociedade civil
    • Votação de jornalistas que cobrem o Congresso

    Essa combinação confere credibilidade, equilíbrio e pluralidade à premiação, evitando distorções. Parlamentares de todas as correntes ideológicas, raças, gêneros, orientações sexuais, faixas etárias e regiões do país já foram reconhecidos uma amostra da diversidade que compõe o Parlamento brasileiro.

    Veja o regulamento do prêmio

    Categorias temáticas e regionais ampliam a representatividade

    Além da votação nacional, o prêmio contempla categorias temáticas especiais, como:

    • Parlamentar Revelação
    • Direitos Humanos e Cidadania
    • Inovação e Tecnologia
    • Agricultura e Desenvolvimento Rural
    • Desenvolvimento Sustentável e Clima
    • Regulação e Acesso à Saúde
    • Diplomacia Cidadã
    • Incentivo à Cultura
    • Apoio ao Comércio, Indústria e Serviços
    • Acesso à Justiça

    Há também prêmios regionais, que reconhecem os cinco deputados e três senadores mais votados em cada uma das regiões do país (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul). Com isso, o prêmio valoriza lideranças locais e amplia a visibilidade de parlamentares fora do eixo político tradicional.

    Prestígio que se traduz em números

    O reconhecimento do Prêmio Congresso em Foco é valorizado por deputados e senadores, que frequentemente destacam a premiação em seus perfis nas redes sociais e promovem campanhas digitais durante o processo de votação.

    Em 2024, a presença de parlamentares na cerimônia foi recorde: dos 80 premiados, 54 compareceram pessoalmente ao evento para receber troféus e certificados.

    A repercussão pública também foi impressionante: 61 milhões de brasileiros foram impactados por conteúdos relacionados ao prêmio o equivalente à população da Itália e um crescimento de 57% em relação a 2023. Entre os dados de alcance:

    • 746 reportagens publicadas em veículos de imprensa
    • 14 milhões de visualizações nas redes do Congresso em Foco
    • 32 milhões de pessoas impactadas por notícias em portais e jornais
    • Quase 3 milhões de ouvintes de rádio
    • 2 milhões de pessoas impactadas por painéis de rua em Brasília

    Mulheres ganham espaço

    Apesar de ocuparem menos de 20% do Congresso, as mulheres vêm ampliando sua presença entre os premiados. Nos últimos dois anos, conquistaram quase metade das categorias em disputa, dividindo o palco em pé de igualdade com seus colegas homens um sinal claro de avanço na representatividade feminina.

    Calendário

    • Até 15 de junho: prazo para contestação ou pedido de exclusão de nomes da lista preliminar de elegíveis
    • 19 de junho: publicação da lista definitiva dos parlamentares aptos
    • 23 de junho a 20 de julho: período de votação popular
    • 1º de agosto: divulgação da lista de finalistas
    • 20 de agosto: cerimônia de premiação no Teatro Nacional Cláudio Santoro (Sala Martins Pena), em Brasília, com transmissão ao vivo.

    Leia ainda:

    A lista preliminar dos aptos ao Prêmio Congresso em Foco

    Apoiadores do Prêmio Congresso em Foco 2025.

    Apoiadores do Prêmio Congresso em Foco 2025.Arte Congresso em Foco

  • Carla Zambelli tem salário e verbas de gabinete bloqueados

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) ofício em que cumpre com o pedido de bloqueio de vencimentos e verbas de gabinete da deputada Carla Zambelli (PL-SP). O documento enviado na terça-feira (10) cumpre uma das medidas determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes na decisão.

    Deputada Carla Zambelli.

    Deputada Carla Zambelli.Nino Cirenza/Ato Press/Folhapress

    A deputada federal foi condenada a dez anos de prisão, cassação do mandato parlamentar e ao pagamento de 200 dias-multa. Além disso, o magistrado determinou o bloqueio dos passaportes da deputada, dos vencimentos e da verba de gabinete parlamentar para fins de pagamento da multa integral. O bloqueio também se estendeu a bens, ativos, contas bancárias e às redes sociais da parlamentar.

    Carla Zambelli está foragida do Brasil na Itália e foi incluída na lista vermelha da Interpol. O Ministério da Justiça enviou nesta quarta-feira (11) ao Itamaraty o pedido de extradição da deputada. O encaminhamento é parte do rito legal: cabe ao Ministério das Relações Exteriores comunicar oficialmente às autoridades italianas.

    Zambelli foi condenada pela invasão aos sistemas virtuais do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), onde tentou inserir documentos falsos. Após a rejeição unânime dos recursos no STF, o ministro Alexandre de Moraes determinou a execução imediata da pena e solicitou à Câmara que declarasse a perda do mandato.

    O presidente Hugo Motta, por sua vez, afirmou nesta semana que a decisão sobre a cassação do mandato de Carla Zambelli será levada ao plenário. Hugo Motta garantiu que a decisão será compartilhada com o conjunto dos deputados. “Essa decisão poderia ser cumprida pela mesa ou pelo plenário. O plenário é que tem a legitimidade dessa casa. É o plenário que decide para onde essa casa vai.